A CAIXA DE PANDORA

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Autoria de LuDiasBH

 pil123

Eu agi como Epimeteu, ao não ouvir
os conselhos de seu irmão Prometeu,
pra que tivesse cautela, ao receber os
presentes vindos do astuto Zeus.

Mal pus os olhos na tua florescência,
embriagaste-me, minha bela Pandora,
com teus olhos sujeitaste-me o âmago,
até então criança em sua inocência.

Não te bastou a certeza de meu amor,
a emoldurar a tua mitológica natureza.
A tua curiosidade foi bem maior que eu,
acabando por nos imergir na fraqueza.

Quebraste os selos da caixa proibida,
escancarando-a na tua vã curiosidade.
Libertaste todas as dores e infortúnios
e todo o mal que aflige a humanidade.

Em vão tentaste fechar aquela tralha,
silo das diversas desgraças terrenas,
e, na sua cupidez infeliz e temerária,
cobriste de sofrimento a deusa Gaia.

Conseguiste reter a frágil esperança,
cuja réstia de luz ainda me encoraja a
encontrar, no meu vagar, a Pandora,
que inda vive na minha lembrança.

(*) Imagem copiada de valdeci-paiva.blogspot.com

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