A CARTA

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Autoria de LuDiasBH

a carta

Ela lê a carta com ansiedade incontida.
As escusas luzem naquele sintético texto.
As emoções sobem e descem exaltadas
na escrita, em meio ao branco e preto.

Não há mais melancolia e sorriso murcho.
Campânulas e rosas abrem-se  coo amor.
Ontem, sentia-se só nos braços da tristeza,
hoje, a vida desabrocha como uma flor.

Por meses, devastada por fortes temporais,
debateu-se entre mágoas e pesar acusativo.
Mariposa sem tino, quando a luz se apaga,
vagava incerta em meio a perigos furtivos.

Ao tomar ciência das palavras ali contidas,
um ardor atafulhou-lhe o corpo de desejos.
A moça pervagou pelas praças e calçadas,
untando sua carta com lágrimas e beijos.

(*) Imagem copiada de somethingfast.wordpress.com

2 comentários sobre “A CARTA

  1. Beto

    Lu,

    As cartas de amor são emblemáticas. Quando guardadas por muito tempo, ao serem descobertas revelam segredos inimagináveis.

    Bela poesia. Parabéns.

    Beto

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Beto

      Hoje, com as cartas em desuso, e com a supremacia do e-mail, acabou-se o romantismo.
      E os segredos dissiparam-se… risos.

      Abraços,

      Lu

      Responder

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