IMPRESSÃO GRÁFICA X COMPUTADORES

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Autoria de LuDiasBH

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Segundo alguns historiadores, os efeitos da impressão foram mais incisivos do que a revolução dos computadores no mundo atual.

A história, como a entendemos, começou com a escrita, pois o ato de escrever foi talvez o maior salto entre o homem e seu passado. Segundo a história, a escrita foi produto das grandes sociedades agrícolas de grande escala, uma vez que se passou a exigir maior comunicação e registros entre as populações separadas pela distância ou pela falta de tempo.

No antigo Egito, os escribas possuíam um prestígio especial, que os diferia das demais classes. Eles compreenderam que controlar a classe dominante era sinônimo de poder político. Tal controle dava-se através do domínio que tinham da escrita. Fato que, de certa forma, perpetua até os dias de hoje, principalmente nos países em que o nível de escolaridade é muito baixo, ou onde grassa o analfabetismo. Os detentores de instrução tornam-se os mandantes e os maiores beneficiados com as riquezas do país.

O mais interessante é que muitas das sociedades primitivas, que passaram a dominar a escrita, viam nela poderes mágicos, pois o homem tinha a capacidade de parar o tempo e preservar as coisas para a posteridade. Chegavam a acreditar que um desenho pudesse ganhar vida. Ao desenhar uma serpente, normalmente a deixava com um espaço em branco nas costas, para que não criasse vida e viesse a picar alguém. Alguns autores dizem que nasceu daí a tradição judaica de, ao escrever o nome de Deus, deixar uma letra em branco, ou seja, o atestado semelhante no poder da palavra escrita.

A invenção do alfabeto deu-se com os fenícios, mas foi melhorada pelos gregos. Outra invenção fantástica foi a impressão (começo dos anos de 1450), responsável por formar a nossa ideia sobre o passado. E não foi à toa que historiadores do Renascentismo disseram: “O passado é um fardo que devemos à impressão”. Antes, havia apenas um vago sentido da história cronológica. Na nossa era, é impossível se fazer uma ideia de como o acesso ao conhecimento era difícil antigamente, quando se podia encontrar apenas um manuscrito de certo livro, antes da invenção da imprensa. A título de exemplo, Dante, o grande poeta da Idade Média, jamais leu Homero, o maior poeta da Antiguidade.

Estima-se que cerca de vinte milhões de livros foram impressos nos primeiros 50 anos após a invenção da imprensa, muito mais do que havia sido copiado nos 100 anos anteriores, tornando-se uma linha divisora que separa o período moderno dos tempos Medieval e Antigo, impedindo que as descobertas se perdessem. Houve também o desmascaramento e a derrota de figuras tidas como donas de grande autoridade científica. Assim como as rebeliões religiosas, etc.

É fato que o analfabetismo foi usado em diversas oportunidades como uma maneira de exclusão dos analfabetos do exercício do poder (não podiam votar), pois a leitura e a escrita eram também uma forma de conceder poder. Os escravos foram, por muito tempo, afastados da alfabetização, porque seus senhores sabiam que esse era um passo seguro para a liberdade. Alexandre Stile disse: Saber de onde se veio é importante para se formar uma ideia de aonde se quer ir. Hoje, ao lermos um texto, mal fazemos ideia do quanto foi revolucionária a invenção da escrita e da impressão. Ler é o melhor caminho para se tornar livre, em todos os sentidos.

Nota:  Imagem copiada de http://helekit.blogspot.com.br

2 comentários sobre “IMPRESSÃO GRÁFICA X COMPUTADORES

  1. LuDiasBH Autor do post

    Pessoal da Gráfica4G

    É muito importante receber a visita e o parecer de quem conhece de perto aquilo que está sendo exposto, pois legitima a sua veracidade. Muito obrigada!

    Venha sempre nos visitar.

    Grande abraço,

    Lu

    Responder

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