A LENDA SOBRE O SOL E A LUA
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Recontada por LuDiasBH

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Quem pensa, que conhece tudo sobre a história de nosso Sistema Solar, anda muito enganado. Pouca gente sabe, por exemplo, que bem antigamente, quando os primeiros índios começaram a habitar a Terra, a Lua e o Sol eram também pessoas como eles. Por isso, tudo era um breu, uma escuridão sem fim. Se não fossem pelas estrelas, a alumiar nosso planeta, ainda que fosse com uma iluminação bem fraquinha, poder-se-ia dizer que não havia beleza no mundo. Com a ajuda delas e com a dos vaga-lumes, que os indígenas criavam para iluminar suas ocas, as gentes encontravam madeira para fazer archotes e fogueiras, trazendo vida para os lugares onde viviam, inclusive  fazendo suas festas.

O Sol, que era um moço de uma aldeia distante, muito bem apessoado e desejado por toda índia que o encontrasse, viu a indiazinha Lua, que se parecia com uma flor-de-miosótis, numa festa para a qual fora convidado. Bastou uma troca de olhar para que os dois ficassem apaixonados. Tudo teria dado certo, se a Lua não fosse demasiadamente orgulhosa, querendo ser a mais rica e a mais bela de todas as mulheres das aldeias próximas e distantes. Além disso, exigia que o Sol andasse cada vez mais enfeitado, com as penas das aves mais formosas que pudesse encontrar. Com o tempo, passou a disputar com ele nos atavios. O pai da Lua já vivia cansado à cata de penas para manter a vaidade da filha, que nunca se comprazia com coisa alguma. Queria mais e mais!

De uma feita, estavam o Sol e o pai de sua amada procurando belos enfeites, quando viram um pássaro majestoso, nunca visto até então por ali, pousar numa árvores. Para encurtar conversa, mataram a ave e ficaram brigando pelo despojo. Resolveram, depois de muita disputa, que as penas seriam divididas entre o Sol e a Lua. Mas nenhum dos dois amantes aceitou. Cada um queria o lote todo para si. A disputa estava cerrada. Foi nessa hora que ave de penas majestosas, até então tida como morta, tomou a forma do deus Tupã. Toda a aldeia ajoelhou-se diante dele. E Tupã, com sua voz forte e entristecida, dirigiu-se ao casal:

– Envaidecidos e assoberbados humanos, que só pensam em si, sem jamais voltar o olhar para o próximo. Tampouco se apiedam dos animais, que matam, para roubar-lhes os atrativos que eu lhes dei. Se os dois desejam ser opulentos e cultuados, assim serão, daqui para frente. O Sol terá um trono de ouro, enquanto a Lua terá um de prata. Os dois vagarão pelo Universo, sem nunca mais se encontrarem.

E assim aconteceu!

Nota: imagem copiada de apascentarospequeninos.blogspot.com

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