A PALAVRA E A IMAGEM

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Autoria de Augusto J. Pereira

augusto

A palavra é contundente,
pontual,
lembrando uma lâmina que
tanto mata,
quando incrustada em órgão vital,
quanto liberta,
quando apenas rompe uma “casca”
da qual precisávamos nos livrar,
pra recompor nossa eutimia.

Terna ou grave,
a palavra “risca”, arranha,
às vezes apunhala os sentimentos;
é um expediente sensorial,
captável e digerível pelos sentidos.
Seus efeitos ecoam no coração,
onde exatamente dói,
quando ouvimos ou lemos
uma frase afrontosa, hostil.

A imagem é impactante, integral,
como um deslocamento de ar
causado por uma explosão.
Varia na intensidade,
mas nos atinge corpo alma,
recepcionada pela visão,
e direcionada para o cérebro,
onde sofre um bombardeio
dos nossos estoques de
percepções e entendimentos.

Ela é então transmutada,
como uma massa de bolo
que recebe ingredientes, tufa,
e sob o calor do frenesi cerebral,
vira emoção.
Saímos então do corpo físico;
a dor ou o prazer que nos causa,
atinge-nos amplamente,
não sendo mais possível identificar
o local específico de onde emana.

Nota: imagem copiada de tvpentecostal.com

2 comentários sobre “A PALAVRA E A IMAGEM

  1. Augusto

    Lu, que surpresa bonita. O que era apenas um desabafo, tornou-se poema. Você é exímia artesã, talha, pole e aperfeiçoa matéria bruta transformando-a, dando significado e beleza.

    Responder
  2. LuDiasBH Autor do post

    Augusto

    Você escreve muito bem.
    O paralelo que traça entre a palavra e a imagem é formidável.
    Fiquei encantada!

    Abraços,

    Lu

    Responder

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