ADOLESCÊNCIA E TRANSTORNO DE ANSIEDADE

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Autoria de Lucas Alves Assunção

Conheci este site quando estava procurando por informações sobre o oxalato de escitalopram que estou tomando e me identifiquei muito com as histórias e os comentários de todos aqui. Fiquei na dúvida se deveria ou não compartilhar minha experiência com vocês também, até que resolvi falar um pouco, pois talvez ajude alguém passando pelas mesmas situações.

Tenho 19 anos e acho que tenho ansiedade desde criança, pois me lembro de sentir muito medo, sem ataques de pânico naquela época, apenas medo. Achava normal, ainda mais depois que cresci, afinal, qual criança não sente medo? Até que quando tinha uns 13/14 anos tive meu primeiro ataque de pânico. Foi tão ruim que a única coisa que consegui fazer depois foi me deitar e dormir, pois não sabia o que estava sentindo, tudo era estranho para mim. Pouco tempo depois comecei a ter ataques de pânico regularmente, não entendia ainda o que tudo aquilo era, nem sabia o que era “ansiedade” e muito menos “um ataque de pânico”.

Fui diagnosticado com o transtorno de ansiedade. Por incrível que pareça, busquei ajuda médica achando que estava com câncer por causa das paranoias da ansiedade. Logo após, marquei consulta com um psicólogo. Fui duas vezes às consultas e pulei fora, achei uma coisa bem inútil. Não acho que falar da minha vida pra alguém ajude em alguma coisa, pra mim, no final das contas, não tenho nenhum trauma ou algo do tipo. Aprendi a controlar minha ansiedade aos poucos. Isso durou uns 3/4 anos e, quando tinha 17 anos, pararam completamente os ataques. Aprendi a controlar perfeitamente, tão bem que até conseguia me forçar a ter um ataque de pânico, caso quisesse, por mais que isso pareça loucura ou estupidez, mas, enfim, fiquei sem sentir nada de ansiedade até final do ano passado.

No último Natal eu, por estupidez própria, resolvi experimentar maconha. Estava sentindo tédio e achei que seria algo como ficar bêbado, ou sei lá. Tive um ataque de pânico instantâneo após usar a droga. Achei que era tudo efeito da maconha, pois depois do ataque vieram os efeitos dela mesmo (desculpe eu estar citando drogas aqui, mas para contar toda a história tenho que falar disso). Achei que nada mais aconteceria depois que o efeito passou, até que começou tudo de novo. Ataques de pânico fortíssimos, não conseguia comer, sentia o mesmo nó na garganta de quando tinha 14 anos, até que resolvi buscar ajuda médica.

Fui a uma psiquiatra que me receitou citalopram e alprazolam de 4 em 4 horas. Tive muitos efeitos colaterais com o citalopram. Tive o ataque de pânico mais forte da minha vida que durou das duas da tarde às 11 horas da noite. Comecei a sentir uma pressão na cabeça que virou uma dor fortíssima, parecia que minha cabeça iria explodir. Cheguei ao pico de tudo, eu acho. Não sabia que poderia durar tanto tempo, o medo de ficar louco, medo da morte, medo do medo. Foi insano, até que voltei à psiquiatra, contei a ela sobre o ataque e os efeitos e ela me passou o escitalopram no lugar do citalopram.

Desde que mudei a medicação, eu me sinto muito melhor, contando os dois remédios tomados, faz 14 dias que estou sob a medicação (cinco dias com o escitalopram). Não tive mais ataque de pânico e minha ansiedade quase que sumiu. Ainda sinto um pouco daquela pressão na cabeça, mas bem mais fraca, passa quando eu coloco gelo. Obviamente não disse à psiquiatra sobre o uso da droga (que não usarei novamente), não acho que é algo cabível de ser dito, pois sei que, no fundo, foi culpa minha tudo isso estar acontecendo, mas todos nós cometemos erros, o negócio é se aprendemos com eles ou não.

Eu sou um músico. Na verdade não me considero músico, eu mesmo e a própria ansiedade também me fazem buscar uma perfeição extrema quanto a isso. Eu vivo minha vida pela música, larguei tudo para estudá-la e tocá-la. Também escrevo, assim como você em seu blog, Lu, por isso, também me identifiquei com você. Não me considero um escritor também. Muitas pessoas já leram coisas que escrevi e todas dizem que tenho talento, mas eu sempre continuo na minha própria busca pela perfeição que eu sei que não existe, mas quem sabe um dia eu chegue lá. Assim é que eu me sinto feliz, vivendo por um único objetivo. Ironicamente eu escrevo sem nunca ter lido um livro em toda a minha vida. Acho que a vida em si é um livro em branco que aprendemos a ler e escrever ao mesmo tempo, sendo ele o mais importante.

Ainda tenho um pouco de medo de estar ficando louco e de morrer, mas deve ser por causa da medicação estar no começo, pois sei que causa esse efeito. Até brinco dizendo que tenho o melhor ofício para ser louco… ser guitarrista! Loucura faz parte do contrato, não que eu ache que o que eu faço é um trabalho, pois a arte vale muito mais que o ouro. Meu desejo é que as pessoas me escutem e possam se sentir felizes, nem que seja apenas por um breve momento.

Acho que já escrevi demais! Deixo aqui meu relato, espero que ajude alguém e não cometam o mesmo erro que eu, que, para dizer a verdade, não me arrependo de tê-lo cometido, mas não o faria de novo.

Nota: Guitarra e Violino, obra de Leonid Afremov

52 comentários sobre “ADOLESCÊNCIA E TRANSTORNO DE ANSIEDADE

  1. Ana Maria

    Olá, Lucas!

    Gostei muito do teu relato, pois me identifiquei bastante. No meu caso só fui ter um diagnóstico ano passado, com 25 anos. Mas tenho certeza que sofro de ansiedade e ataques de pânico desde criança e início da adolescência. Sofri demais, mas hoje em dia, graças ao escitalopram e à terapia e principalmente a este blogue, tenho vencido barreiras a cada dia. Apesar do sofrimento é muito bom saber que não estamos sozinhos, as palavras de apoio foram mais fundamentais do que pude imaginar!

    Desejo tudo melhor pra ti. Tu escreves muito bem.

    Abraço!

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    1. Lucas

      Ana Maria

      O primeiro diagnóstico é sempre o mais difícil, não? Aposto que todos passaram pelo mesmo que eu, indo em vários médicos, achando que tinha alguma doença terminal grave, com uma sensação de infarto, problemas cardíacos.A paranoia só aumenta, aí você é diagnosticado com ansiedade, que ao mesmo tempo é um alívio e uma tortura, eu me perguntei “o que é isso? O que isso significa? Será que a terei pelo resto de minha vida?”, mas hoje também estou bem, estamos bem, e fico tranquilo por não estar sozinho e por ver que pessoas como você, que também tem o transtorno, conseguem encontrar a luz no fim do túnel, bater de frente com o medo e dizer: Eu sou mais forte!!

      Fico muito feliz por ter gostado do texto, obrigado pelo elogio sobre minha escrita e sempre que quiser dizer algo apareça aqui, sempre que posso, eu leio os comentários.

      Abraços,

      Lucas

      Responder
  2. Lucas

    Amigos e amigas

    Primeiro uma notícia triste, minha mãe tinha um primo distante, ela sempre conversava com ele pela Internet. Ele tinha depressão. Faz dois anos os rins dele pararam de funcionar e há 3 dias atrás ele morreu. Mesmo não o tendo conhecido, ou jamais tendo trocado uma palavra com ele, sinto-me culpado pelo fato de nunca ter falado com ele, mesmo sabendo que ele tinha depressão e precisava de palavras amigas. Tenho a sensação que perdi mais uma pessoa querida.

    Eu sempre consegui controlar minha ansiedade, desde o primeiro ataque de pânico até o uso da “malévola” substância proibida. Minha ansiedade não veio sozinha, eu sempre fui um cara muito conversador, porém, quando o ataque de pânico apareceu, trouxe junto uma amiguinha chamada “fobia social”. O simples ato de sair de casa, de ver pessoas, de ver alguém olhando pra mim me dava ataques de pânico, conversar com alguém ficou quase impossível, sempre que começava a falar, meu coração acelerava, eu sentia medo, paranoias passavam pela minha cabeça, até que resolvi usar uma doença contra a outra.

    Sabe quando você é pequeno e tem medo do escuro até fique num quarto escuro, encare seu medo e veja que não tem nada ali além de sua imaginação? Então, eu tenho cabelo grande, sempre chamei atenção por onde passo, resolvi usar tudo o que podia pra chamar mais atenção ainda, me forçando a ter os piores ataques de pânico, encarar o meu medo e ver que não era nada além de um quarto escuro. Eu comecei a fazer minhas roupas, colocar coisas super chamativas, passei pelo inferno. Em todo lugar que iam me olhavam e me xingavam, mas encarando meu medo dessa forma eu consegui controlar a ansiedade, até que os ataques pararam.

    Continuei sendo uma pessoa com tag mas sem ataques de pânico algum. Quero dizer pra todos que caso tenham ansiedade, depressão, toc, pensamentos suicidas ou o que quer que seja, lembrem se de quem controla sua mente é você e não a doença. Se eu, um menino de 14 anos na época, consegui suportar tudo isso sozinho, vocês também conseguem, são fortes e não estão sozinhos. Já ouviram falar dos lírios do pantanal, flores que nascem nos mais feios e horrorosos pântanos, porém, possuem beleza sublime? Mesmo nos confins da mente onde mora o medo, a tristeza, a depressão, ainda existe o lírio de um pantanal, ainda que tudo pareça ser o fim, o fim está longe, nossa mente é uma caixinha de surpresas, e nenhuma dor durará para sempre.

    Abraços

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    1. LuDiasBH Autor do post

      Lucas

      O que lhe falta em idade, você carrega em sabedoria. Os seus conselhos são muito válidos. Quanto ao primo, esse já sofria muito com a doença renal. Não se culpe por isso. Sua mãe fez a sua parte. Vamos continuar ajudando os que continuam precisando de nós. Obrigada por suas palavras.

      Lu

      Responder
  3. Lucas Autor do post

    Lu,
    preciso de uma ajuda sua, como você sabe estou tomando 0,5 mg de alprazolam de 4 em 4 horas. Estou bem, dormindo sem acordar o tempo todo, a única coisa de ansiedade mesmo que sinto às vezes é uma leve tontura, quando saio de casa.. Minha consulta com a psiquiatra é agora nessa próxima sexta-feira, porém, meu alprazolam vai acabar terça-feira, se eu continuar tomando como ela receitou. Resolvi tomar metade pro remédio durar, porém acabei de tomar a primeira metade agora e já estou me sentindo meio estranho, medi minha pressão deu 13,09 com os batimentos a 101, o que eu faço? Se eu não reduzir a dose fico sem, porém, se eu reduzir capaz de também ficar mal, estou entre a cruz e a espada.

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    1. LuDiasBH Autor do post

      Lucas

      A nossa pressão, assim como os batimentos cardíacos, oscilam muito de acordo com o nosso estado de apreensão. É provável que, ao diminuir a dosagem do alprazolam, você tenha ficado ansioso, temendo que isso viesse a lhe causar problemas. Não vejo porquê sentir a mudança a que se refere. Como se trata de um remédio controlado que necessita de receita médica, não resta dúvida de que foi a medida mais sábia que encontrou. Continue se observando e, caso aumente seu desconforto, vá a um posto de saúde mais próximo. Contudo, procure ficar tranquilo, pois ainda não é dependente desse ansiolítico, pois o toma há um curto tempo.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Lucas

        Lu

        Pior é que um posto de saúde é o pior lugar que posso estar, caso minha ansiedade comece a fazer “birra”. Ver todas aquelas pessoas passando mal, achando que o mesmo vai acontecer comigo. Na última vez que fui a um posto de saúde, tive que tomar soro, aí tinha um velho sentado do meu lado tomando também, ele estava mexendo o braço, com cara de felizão, como se tivesse no paraíso. Olho pro braço do sujeito, a agulha tinha escapado e ele não havia comunicado às enfermeiras, como o soro ficou indo para a carne, formou uma bola do tamanho de uma bola de tênis no braço do sujeito. Vi aquilo, começou a jorrar sangue, e na hora minha ansiedade veio fazer uma visitinha, é só comigo que isso acontece. Meu Deus do céu, velho lazarento, quase que me mata. Mas deixando histórias de lado e voltando ao assunto, acho que vou ficar bem, se qualquer coisa ruim começar a rolar vou por um disco pra rodar e tentar esquecer que sou um tremendo paranoico.

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        1. LuDiasBH Autor do post

          Lucas

          Infelizmente os prontos-socorros deste país são os piores lugares para se ir. A não ser os dos hospitais ricos, mas os que atendem o povo são salas medievais de tortura. Esses pilantras que dirigem o país não têm o menor respeito pelo povo. Imagino o que você deve ter passado. Aquele senhor estava “felizão” porque havia conseguido ser atendido, depois de ter ficado muito tempo aguardando. Os coitados aceitam até injeção na veia fora da veia… Mas fique tranquilo, o método que você está usando é o mais correto. Tudo irá dar certinho. Procure não se preocupar, tirando o foco do assunto. Muita gente só toma o ansiolítico quando acha necessário. Fora disso passa sem ele.

          Abraços,

          Lu

        2. Lucas

          Lu

          Nesse posto eu fui muito bem tratado, as enfermeiras cuidaram muito bem de mim quando comecei a ter a crise, arrumaram uma cama pra eu ficar, até me deram um cobertor, fizeram de diabetes. Minha ansiedade me deu altas paranoias, estava tomando soro com glicose e fiquei com medo de ser diabético, o que piorou a situação. A culpa mesmo foi do velho, a única coisa ruim que me aconteceu nesse posto foi que o médico que me atendeu me receitou ibuprofreno, eu não consigo confiar em médicos, então sempre pesquiso o máximo sobre o remédio e sobre o que vão fazer comigo. Eu já sei tanto sobre remédios que poderia ser farmacêutico.

          Ibuprofreno não é aconselhável, caso você esteja usando antidepressivos como os que nos usamos, mas também não posso culpá-lo, ele estava cansado, atendendo várias pessoas desde as 7 da manhã. Médicos sempre me deixam com um pé atrás, antes disso já tinha ido ao mesmo hospital com a garganta inflamada e a médica queria me dar Benzetacil com dipirona, quando eu pedi pra ela não me dar a injeção, dói demais, tá maluco. Ela me passou três remédios super fortes. Eu tomei só o antibiótico e curou tudo. O antibiótico que ela passou era pra GONORREIA, tenho a leve sensação que ela olhou pra minha cara e pensou “hmmmmm jovem, tem algo aí que você não tá me contando né, seu safadinho”, hospital no Brasil é difícil…

        3. LuDiasBH Autor do post

          Lucas

          Você é mesmo muito engraçado. Sempre me faz dar boas risadas. Já tomei a tal injeção. Embora doa muito, é excelente… tiro e queda, mas todo cuidado com remédio é pouco. Eles tratam, mas também podem matar.

          Abraços,

          Lu

  4. Josi

    Amigos

    Alguém de vocês tomam o Escitalopram à noite? Se sim ,o efeito é o mesmo?

    Tomando pela manhã,percebo que fico meio molenga, como se estivesse cansada, corpo ruim, como se estivesse com sono, mas não chego a dormir, porém memória boa, concentração boa, diferente de quando tomava sertralina. Outro detalhe são as tensões fortes que sinto no ombro direito. Seria isso só do começo da medicação?

    Outro detalhe, a doutora passou o alprazolam à noite. Alguém toma os dois juntos à noite. Quando era sertralina, ela passou pra tomar os dois juntos. Paramos, pois a deprê não estava passando. Outra coisa,sinto que desenvolvi uma certa dependência do alprazolam. Sinto crises de de pânico, choro e pensamentos descontrolados.

    Nesse momento estou mais calma, mas sob efeito de alprazolam. Não aguento mais me sentir assim! Estou acabando com minha vida em outras áreas por não conseguir lidar com todo esse transtorno mental. Socorro!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Josi

      Muitas pessoas fazem uso do oxalato de escitalopram à noite, principalmente aquelas que sentem muito sono durante o dia, impossibilitando-as de trabalhar. Já as pessoas que sentem insônia com o medicamento devem tomá-lo durante o dia. O efeito positivo do antidepressivo não muda de acordo com o horário em que é tomado. A mudança do horário do medicamento deve obedecer um certo critério: a pessoa deve ficar um dia sem tomar para não ficar com uma dosagem muito alta no organismo. Se você estiver sentindo muito sono durante o dia, deverá mudar o horário. O ideal é que converse com seu médico.

      Amiguinha, assim como os demais antidepressivos, o oxalato de excitalopram apresenta efeitos adversos no início do tratamento. É preciso paciência para passar por eles. Algumas pessoas como você possuem o organismo muito sensível, que reagem muito fortemente aos medicamentos. Não há alternativa senão a paciência. As tensões fazem parte dos efeitos adversos que passarão depois de um tempo. A nossa amiguinha Lívia passa pelo mesmo que você. Leia os comentários dela.

      O alprazolam deve ser tomado sob a supervisão médica. Ele é usado inicialmente para ajudar o paciente a passar pelos transtornos adversos. Depois que ele sai dessa fase ruim, o ansiolítico é retirado aos poucos, com a diminuição da dosagem. Agora não é preciso se preocupar. Viva apenas um dia de cada vez.

      Josi, à medida que você for compreendendo e aceitando o seu transtorno, as coisas irão melhorando. O primeiro passo do tratamento é a aceitação. São muitos os que vivenciam o que ora está passando. Não é fácil, mas é preciso coragem para seguir em frente. É preciso aprender a lidar com os transtornos mentais. Todos nós somos guerreiros POPs. A paciência,o otimismo e a persistência são as nossas armas. Você não se encontra sozinha. Formamos um batalhão em todo o mundo.

      Minha querida, você é uma pessoa inteligente e forte. Os bons resultados não tardarão a chegar. Você até já começou a senti-los. Tenha mais um pouco de coragem. Estamos todos ao seu lado.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Josi

        Lu
        Você é sensacional em suas respostas! Muito obrigada! Acredito que todos que por aqui passam se sentem bem acolhidos. Eu não vou desistir. E vou fazer a troca de horário, pois eu me sinto molenga quando o tomo pela manhã. Quando estou no meu trabalho ainda dá pra levar, pois é correria 12 horas com apenas 1 hora de almoço (dia 28 agora faz um ano que estou lá no posto como frentista, lembra do desemprego?), já em casa na folga complica, pois fico meio preguiçosa, corpo ruim e preciso de disposição tanto pra fazer as coisas de casa como viver também,o que há tempos não faço, pois só ficava prostrada na cama o dia todo.

        E realmente a aceitação faz toda a diferença. Obrigada minha amiga Lu e amigos. Volto a dar notícias!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          Parabéns! Essa é a garota guerreira que conheço. Lembro-me, sim, de tudo que passou. É a pessoa de quem tenho mais comentários… risos. É a nossa garota POP número 1. Sinto orgulho de você, menina.

          Amiguinha, você terá que falhar um dia sem tomar, entendeu? Isso fará com que não fique com uma grande dosagem no organismo. Se tomou hoje, não tome amanhã, mas somente depois, no horário que achar melhor para dar continuidade ao seu tratamento. Se puder, converse com seu médico.

          Abraços,

          Lu

      2. Josi

        Lu
        Procurei pelo comentário da Lívia a qual se refere que passa pelo mesmo que eu sobre as tensões musculares. Gostaria de trocar ideia com ela, mas não a encontrei aqui.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          A Lívia some e depois aparece. Terá que acompanhar os comentários até que a encontre.

          Beijos,

          Lu

      3. Josi

        Lu

        Passando pra compartilhar mais um pouquinho dessa minha jornada.

        Tive consulta ontem com minha psiquiatra. Eita médica boa, essa minha! Mais parece uma psicóloga! Saio de lá com mais força pra lutar.
        Eu forcei a continuação do escitalopram, forcei mesmo, até chegar o dia da consulta, pois eu estava me sentindo muito estranha, muito parada.
        Eu fui ficando bem mais realista,e sendo confrontada por mim mesma a todo o momento com os resultados desastrosos de certas decisões que tomei por um longo tempo em minha vida.

        Quando relatei que eu não estava gostando do jeito que estava ficando ao tomar escitalopram, a médica disse que era assim mesmo. Que ela esta gostando do meu progresso e que me sinto estranha, pois estou me equilibrando. Que o resultado esperado por ela da medicação é exatamente esse, ou seja, ela quer me desacelerar. Saí de lá feliz, mas ainda estranha.

        O meu normal sempre foi ser falante, eufórica, alegre e, como disse minha amiga de infância, eu sempre vivi minha vida no extremo de tudo.
        Se feliz, muito feliz. Se triste, muito triste. Segundo a doutora, eu fiquei presa na infância, não queria sair de lá, não queria crescer.
        Queimei etapa na adolescência. Disse que até as pessoas vão reparar em mim como já está acontecendo.

        Beijos

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          Sua médica é realmente muito boa. Sua avaliação está corretíssima, pois é o equilíbrio no nosso modo de viver é que torna nossa vida mais satisfatória, trazendo-nos menos problemas e mais sabedoria. Comparando com os seus comentários iniciais, pude perceber que agora você se encontra mais tranquila. Aquela aflição de antes parece estar ficando para trás. Agora é o momento de deixar a infância para trás e abrir mão dos extremos, como bem explicou sua amiga. E pela força que carrega, tenho a certeza de que conseguirá, pois você é uma grande guerreira POP. Parabéns, amiguinha!

          Abraços,

          Lu

        2. Josi

          Lu!

          Muito obrigada! Volto pra contar sobre minha evolução.
          Muito obrigada a todos, também!

          Abração!

    2. Lucas

      Josi

      Eu tomo o escitalopram de manhã, pois como a Lu disse, tive problemas com insônia, porém, cada organismo reage de uma forma a uma determinada substância, quanto ao uso dos dois medicamentos juntos, eu usei uma única vez e me deu fortes dores de cabeça, desde aquele dia sempre tomo o escitalopram uma hora antes de tomar o alprazolam. Não vejo problema em você tomar os dois juntos, porém, caso sinta algo, tente estipular um horário como eu fiz, ou converse com sua médica, e quanto aos pensamentos e crises de choro é completamente normal no início do tratamento, acalme se, escute uma boa música e converse com a gente. Confie na sua médica, confie em nós e confie principalmente em si mesma, pois toda experiência ruim que passamos pode vir a ser um grande aprendizado também.

      Força!

      Responder
      1. Josi

        Ei, Lucas,

        Gostaria de trocar ideia com você a respeito do uso do alprazolam. Estou tomando 15 mg de Escitalopram e 2 mg dele. Irei na quinta-feira agora numa consulta. Já li muito que ele vicia e acho que eu me viciei. Estou começando a melhorar, mas sempre tenho que tomar o alprazolam, se não piro. Queria saber como o seu médico fracionou ele pra você, pois vou conversar com minha médica sobre essa possibilidade também. Escreve mais sobre como está indo seu tratamento, se puder. Aguardo sua resposta.

        Abração!

        Responder
        1. Lucas

          Josi

          Vamos por partes, primeira coisa, as chances de você ter se viciado no alprazolam são extremamente pequenas, diria na verdade que é impossível, pois toma faz pouco tempo de uso, provavelmente o que está acontecendo são efeitos colaterais do início do uso do escitalopram, eles podem durar um tempo e o alprazolam dá um alívio nesses efeitos, o que também causou esse mesmo medo em mim, quando comecei a usá-lo. Eu ficava atento a cada segundo do relógio para tomar exatamente no horário, pensando que caso não tomasse me sentiria mal, então, não se preocupe com isso. Sobre a maneira que eu tomo, minha médica me passou primeiro 0,25 mg de 4 em 4 horas, e subiu para 0,5 mg de 4 em 4 horas, fiquei nisso um mês e depois ela mudou para 0,5 de 6 em 6 horas. Estava tomando praticamente 2 ou 2,05 mg por dia, em doses fracionadas, creio que foi a melhor maneira de tomar o remédio e já surtiu o efeito, tanto que estou deixando-o aos poucos. Ela prolongou o horário e provavelmente vai continuar aumentando até eu parar completamente. Agora, nada de querer tomar da mesma maneira que eu tomo sem consultar seu médico, pois cada caso é um caso diferente. Converse com seu médico, mas é normal sentir que está dependente do remédio no início do tratamento, pois, como disse, às vezes é a única coisa que nos trás alívio, e eu tive o mesmo medo, garanto que vai passar, eu já estou completamente normal, até parece que nunca tive ansiedade na vida, mas o começo é uma barra mesmo. Força!

        2. Josi

          Obrigada, Lucas!

          Assim que for à consulta volto a falar aqui. Valeu mesmo! E que bom que está melhorando!

          Abração!

        3. Lucas

          Josi
          Aguardarei notícias, sim! Não se esqueça de aparecer aqui e não tenha medo, os benzodiazepínicos são sempre vistos como “vilões” no mundo dos remédios, mas se você tomar na dosagem certinha que seu médico receitou, garanto que ficará bem, talvez ele ajuste sua dose, talvez não, mas o remédio é 100% seguro, como já disse antes, o único problema real é o uso indevido do medicamento. Esse remédio só é tarja preta porque é uma droga ativa, se sua venda não fosse controlada, seria mais vendido do que cigarro.

  5. Simone Brito

    Lu

    Há alguns meses não comento, porém acompanho sempre o blog, que por sinal me ajudou muito na minha caminhada contra essa doença temerosa que é a ansiedade. Minha linda, gostaria de um conselho amigo seu, pois você consegue mostrar uma luz no fim do túnel, serei breve em meu relato, pois já o contei aqui algumas vezes.

    Lu, tomei Exodus (Escitalopram) por 1 ano e 5 meses, fiz o desmame conforme orientação da minha médica, pois não mais sentia os sintomas de ansiedade. Achava estar curada dessa maldita doença. Mas qualquer problema ou preocupação que venho a ter me desencadeia novamente os sintomas iniciais: um esquentamento pelo corpo, boca seca, insônia, gelo na barriga, preocupação em excesso, mãos frias, respiração curta, nó na garganta.

    Passei mais de meses querendo fazer uma pequenina tatuagem em meu colo, foi uma decisão pensada, conversei muito com meu esposo sobre essa vontade de se ter uma tatuagem; e decidi fazer, mas um dia, depois que fiz, deu-me um arrependimento terrível com todos esses sintomas juntos. Meu Deus do Céu é uma coisa muito ruim de sentir, tive que recorrer ao rivotril sublingual pra poder relaxar um pouco e tentar esquecer disso e levar a vida numa boa como antes. Pois penso que foi uma decisão pensada e tantas pessoas no mundo que tem tatuagem e sobrevivem, rsrs. Quando paro pra pensar que ficará no meu corpo o resto da minha vida me dá uma angústia sufocante. Será que isso vai passar aos poucos ou terei que procurar minha médica devido a acontecimento. Me ajude!

    Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Simone

        Você terá que voltar ao seu psiquiatra. Pelo visto, não era tempo ainda de ter parado. O que não é um bicho de sete cabeças, pois isso acontece com muitos. Veja tudo com normalidade. É assim que deve ser.

        Abraços,

        Lu

        Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Simone

      É sempre bom saber que os meus amiguinhos continuam acessando este cantinho, ainda que demorem a comentar, o que não tem importância alguma, pois o importante é saber que estão bem.

      Amiguinha, os transtornos depressivos, em sua maioria, são recorrentes. Muitos somem durante anos e anos até que um dia dão a cara. Outros, mais incomodativos, ausentam-se apenas por um curto período de tempo e retornam por qualquer motivo. O próprio psiquiatra, ao propor o desmame, não tem como saber se o transtorno voltará ou quando. Aconselho-a a voltar ao seu psiquiatra, repassar seu quadro atual e, se preciso for, voltar ao uso do medicamento. Não há motivo para ficar chateada. Quanto mais cedo aceitarmos nossa condição, menor e mais eficiente será a nossa luta. Uma técnica alternativa maravilhosa é o Reiki. Irei escrever um artigo sobre o assunto e como fazer o curso gratuitamente. Por enquanto, dedique-se à meditação (ver artigos aqui no nosso site).

      Simone, uma pequena tatuagem é algo muito delicado e pessoal. Tenho duas borboletas no ombro. Tornaram-se a minha marca registrada. Jamais gostaria de retirá-las. Meu marido acha-as lindas (e eu também). Foram algo que sempre quis fazer, mas sempre me faltava tempo. Não vejo absolutamente nada de radical nisso. As suas, no colo, devem ser lindas. Olhe-as com amor, como o resultado daquilo que sempre quis. Tenho duas amigas que as tem neste mesmo local (uma tatuou uma rosa e outra um lírio). Os grandes mestres espirituais sempre trazem uma tatuagem no corpo, assim como os membros de várias tribos em todo o mundo. Elas só se tornam feias quando se transforma numa compulsão da pessoa. Já estou curiosa para saber o que tatuou no colo.

      Amiguinha, esta tortura tola que está a acometê-la é parte de sua ansiedade. Nada tem a ver com a sua bela tatuagem. Sua mente encontra-se em descompasso, necessitando de ajuda médica. Penso que terá que retornar ao antidepressivo. Outra coisa, hoje já existe como tirar tatuagem. Que o digam as mulheres que escrevem o nome do amado no corpo e depois arranjam outro (como Débora Seco), risos. E nada de pensar em tirar a sua mimosa tatuagem. Afinal, somos mulheres modernas POPs, não afeitas a tabus…

      Espero receber outro e-mail seu o mais rápido possível.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Simone Brito

        Lu,
        obrigada por sua resposta. Na verdade essa foi a terceira tatuagem que fiz, sendo que a primeira foi o nome da minha filha no antebraço e a segunda foi um coração pequenino no dedo da aliança e essa terceira é o nome fé com uma florzinha, simbolizando por tudo que passei e passo. E nas duas primeiras não senti nada disso. Vou ver como as coisas continuam, tomarei chá de camomila à noite, tentarei me acalmar e dar tempo ao tempo. Caso continue sentindo os sintomas, irei à médica.

        Deixa eu te perguntar: Quando paramos de tomar os antidepressivos uma vez ou outra não seria normal sentir algo? Ou temos que ficar bem 100%?

        Muito obrigada!

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        1. LuDiasBH Autor do post

          Simone

          Suas tatuagens são lindas. Gostei de todas. Ainda quero fazer uma no dedo, um coração em homenagem ao meu santo marido… risos. Como lhe disse, o que sente agora é apenas um reflexo do estado emocional em que se encontra. Apenas isso!

          Amiguinha, ser humano algum pode dizer que leva uma vida 100%. Esta porcentagem encontra-se além de nossas perspectivas. Isto porque somos seres cheios de emoções. Eu me contento com 80%… risos. É mais do que normal nós nos sentirmos ruins vez ou outra, mesmo tomando antidepressivos. O que devemos estar atentos é à duração de tal estado, a fim de saber se é um estado de tristeza ou de depressão. Acompanhe os textos que estou escrevendo sobre o assunto.

          Beijos,

          Lu

        2. Lucas

          Simone,

          se permite minha intromissão em sua pergunta a Lu, venho com o devido respeito dizer, como um garoto que sofre de ansiedade desde criança e conseguiu controlá-la sem medicamentos por um bom tempo, que o pior pra quem sofre de ansiedade é o arrependimento, pois gera as paranoias e as crises mais fortes, como você mesma disse. Sua tatuagem tem uma mensagem forte de “fé”, simbolizando que está vencendo a luta contra essa doença. Toda vez que olhar para ela, lembre-se do motivo que a levou a fazê-la. Lembre-se desse significado, que é muito importante, e não se desespere. Você é forte, se você já venceu essa doença uma vez, você pode fazê-lo novamente. Força!

  6. Josi

    Lu (pegando uma carona no texto do Lucas)

    Desde dezembro estava com alprazolam 2 mg e sertralina de 50 mg chegando a 200 mg sem sucesso. Os sintomas depressivos e ansiosos persistiam e até crises de pânico cheguei a ter. Parecia que eu estava enlouquecendo. A psiquiatra me diagnosticou com ansiedade e não depressão. Porém, o curso da minha vida e os últimos anos só fizeram essa ansiedade crescer e eu estava me sentindo muito deprimida.
    Com um vazio enorme no peito,como se tivesse um buraco. Muita angústia e uma tristeza sem fim.

    Fui numa nova consulta e ela mudou a medicação para o escitalopram 10 mg e manteve os 2 mg de alprazolam. Com 3 dias de escitalopram, aquela tristeza profunda parece ter me dado trégua, mas estou sentindo uma respiração curta, tipo forçada, como se fosse falta de ar. Não queria ficar cortando isso com o alprazolam. O que posso fazer? Uma coisa da medicação que percebo são muitos bocejos.

    Josi

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Josi

      É bom saber que o oxalato de escitalopram já começou a mostrar efeito em seu tratamento. Veja no texto INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM (aqui no site) quais são os efeitos adversos mais comuns. Lembre-se de que você se encontra na fase inicial do tratamento com essa nova substância, sendo normal que sinta efeitos adversos, mas que passarão dentro de três semanas, normalmente. O alprazolam deve ser usado apenas na fase inicial, depois deverá ser retirado, diminuindo a dosagem aos poucos. Os bocejos são comuns. É provável que esteja lhe dando sono. O que deve fazer é manter-se tranquila e seguir direitinho o tratamento.

      Abraços,

      Lu

      Responder
    2. Lucas

      Josi,

      falta de ar eu não tive, porém os bocejos são comuns no início do tratamento. Eu os tinha o tempo todo e toda vez que bocejava parecia que iria vomitar. Era horrível, mas passaram, como a Lu disse. É comum ter esses efeitos no início do tratamento, quanto ao alprazolam, não tenha medo de usá-lo na dosagem que sua médica receitou. O problema com os tarja preta é o abuso, muitas pessoas usam os mesmos para se drogar, conscientemente ou inconscientemente, tentando fazer com que os sintomas passem. Tome apenas na dosagem que seu médico receitou e não se preocupe, tudo vai melhorar, eu mesmo estou usando o alprazolam. Antes disso estava tomando bromazepam por conta própria, sei que é errado, porém minha consulta com o psiquiatra levou 3 meses pra ser marcada. Não tenha medo de dependência ou efeitos colaterais, apenas siga o tratamento ao pé da letra e tudo ficará bem.

      Responder
      1. Josi

        Lucas
        Muito obrigada pela sua resposta!

        Vou ao médico ver sobre essa coisa estranha da “falta de ar”. Nem sei se posso dizer falta de ar, sei que são momentos em que, quando vou respirar, tenho que puxar o ar de maneira estranha que chega incomodar.

        Abraços

        Responder
    3. Lucas

      E só para esclarecer a todos que lerem meu texto, que meus efeitos colaterais horríveis aconteceram principalmente quando estava sob o uso do citalopram. Eu fiquei noites sem dormir e dias sem comer e tive um super ataque de pânico. Tive medo de tomar o remédio. O início da medicação foi pior do que toda a doença. Eu li a bula do remédio que parecia uma bíblia e achava que todos os efeitos colaterais iriam acontecer comigo, principalmente a tal síndrome seritoninérgica. Caso alguém passe pelo mesmo, não tenha medo, comunique sua médica, talvez ela mude sua medicação, igual a minha fez, e siga em frente…

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Lucas

        Realmente pode acontecer de a fase inicial do tratamento ser pior do que as crises, mas o bom é que isso dura apenas um tempo, enquanto as crises, se não tratadas, só tendem a piorar. Quanto mais sensível for o organismo da pessoa a uma determinada substância, mais ela estará suscetível aos efeitos adversos. No seu caso, também houve uma somatização dos efeitos ruins, após ter lido a bula e achar que tudo iria acontecer consigo. Como as bulas são enormes, feitas numa linguagem difícil de ser entendida, muitas vezes é preferível não as ler, conversando diretamente com o médico ou buscando explicações de fontes seguras na Internet.

        Um grande abraço,

        Lu

        Responder
        1. Lucas

          Lu,
          eu já estou bem melhor, praticamente todos os efeitos ruins passaram, eu prefiro ter esses sintomas horríveis por algumas semanas do que viver refém do medo pro resto da minha vida. Você me ajudou bastante nesse começo, pois poder ler seus textos e ver que você continua completamente normal tomando o remédio, cortou meu medo pela metade. Então, queria fazer algo que ainda não tive o prazer de fazer, agradecer a você e todos que aqui me passaram força nesses dias ruins. Muito obrigado, vocês formam uma ONG virtual.

          Lu, estava até pensando em comentar em todos os seus posts, principalmente naqueles sobre músicas, vi que você tem um sobre o Cartola, adoro-o, porém quando eu começo a falar de música eu não paro mais, aí já viu né, vira a bula do citalopram.

          Mas de verdade, obrigado de coração.

        2. LuDiasBH Autor do post

          Lucas

          Você é muito fofinho… risos. Aqui todos nós nos ajudamos. E você também tem feito isso. Nossa ONG prospera a cada dia, pois seus membros são seres iluminados.

          Você me fez dar uma boa gargalhada ao dizer que diminuiu o medo de tomar o medicamento após analisar que eu continuo normal, tomando-o. Excelente! (Eu sou normalll!) E olhe que isso faz muitos anos. O OXI e eu somos dois amantes… risos. Fico sem o maridão, mas sem ele, jamais. Fale de música, escreva textos que serão publicados. Este espaço é nosso.

          Obrigada pela gargalhada que me fez dar. Você é o máximo! Continue de olho em mim! HAHAHAHAHÁ…

          Abraços,

          Lu

        3. Lucas

          Sou nada, você também me fez rir no post sobre o escitalopram, nunca vou me esquecer sua fala “quase caí do salto quando vi o preço do tal dinamarquês”. Eu também quase caí do tênis quando vi o preço desses remédios, meu Deus do céu, vai chegar num ponto que pra tratar esses transtornos vamos ter que vender os rins para comprar os medicamentos. Li todos os seus comentários e vi que apesar da depressão você é uma pessoa alegre, extrovertida e inteligente. Eu não posso dizer que sei 100% pois essa doença é horrível, mas pela convivência com amigas que a têm, posso dizer que você é uma vencedora.

        4. LuDiasBH Autor do post

          Lucas

          O meu segundo medicamento é viver um dia de cada vez, da melhor forma possível, grata por tudo que estou a receber no dia. Agradeço por tudo, mesmo que seja uma pequena crise, pois sei que muitos sofrem pelas ruas, sem ter ninguém que deles se compadeça. Você fez uma análise correta.

          Abraços,

          Lu

  7. Moacyr Praxedes

    Lucas
    Gostei muito do seu texto, pois ele mostra aos jovens que os transtornos mentais também os alcançam e, portanto, devem ser levados a sério. Parabéns pela sua música. Continue! Penso que a arte é a melhor maneira de nos ajudar a levar a vida, superando os momentos difíceis.

    Abraços

    Moacyr

    Responder
    1. Lucas

      Moacyr

      Sim, realmente nos atinge, conheci muitos amigos, até mais novos do que eu que sofrem de ansiedade, depressão e até mesmo esquizofrenia. Sempre tento ajudar como posso quando tem suas crises e sempre os acalmo, porém, infelizmente uma das pessoas que conheci, uma moça que na época tinha 18 anos se matou devido a depressão. É difícil para todos nós, porém para um jovem de 14 anos que mal sabe o que está acontecendo consigo mesmo, que tem preocupações com escola e família, é ainda pior, principalmente quando a família não entende que ele realmente tem uma dessas doenças.

      Muitas das pessoas que conheci, a família achava que tudo era “pra chamar atenção” que tudo era “drama”. Outro fato importante é o preconceito que os mesmos sofrem, principalmente na escola, as típicas piadas de que quem “toma tarja preta é louco”, muitas vezes eles são mais fechados, o que leva muitos a sofrerem bullying. Eu mesmo, na minha época de escola, sofri com isso, porém, como eu era o roqueiro que já tinha fama de louco em todo lugar, não ligava muito pra isso, e infelizmente dei porrada em muita gente. Eu sei que a violência não é nada bonita e nem o certo a se fazer, mas sinceramente, pra dizer a verdade, eu me arrependo de não ter dado porrada em mais gente, prefiro ser um louco com a mente aberta do que um normal que pensa pequeno.

      Obrigado pela força!

      Responder
  8. Rosa

    Lucas

    Adorei o seu relato. Acho que você não deve perder de vista o seu objetivo que é ser guitarrista e escritor. Eu também sofro com a ansiedade desde os 28 anos, mas acho que antes, na adolescência e na infância, os sintomas já estavam presentes, mas a psiquiatria não era popularizada e os termos transtorno de pânico ou ansiedade generalizada sequer existiam. Às vezes penso que vou conviver para sempre com estes transtornos, mas não podemos perder as esperanças.

    Responder
    1. Lucas

      Rosa
      Pense bem, se nem os bons momentos dessa vida são eternos, por que os ruins seriam ? Não acho que nem você e nem eu iremos sofrer com esse mal para sempre, momentos ruins sempre acontecem, assim como doenças como as nossas. A vida é sempre uma batalha, realmente não podemos perder a esperança, não devemos nunca desistir, pois o único e verdadeiro talento que existe nessa vida é a força de vontade, com ela você chega a qualquer lugar. Quanto a meus objetivos, obrigado, ser músico, sim, é um objetivo que eu busco dar o meu melhor, mas escrever não, sabe, é difícil explicar, é algo de momento, algo como uma sensação que tenho do nada e eu simplesmente escrevo, às vezes músicas, às vezes frases, às vezes textos, é até difícil pra eu entender.

      Responder
  9. LuDiasBH Autor do post

    Lucas

    Gostaria de dizer-lhe que a nossa família ficou muito feliz com a sua presença. Sinta-se em casa.

    Amiguinho, toda experiência compartilhada é muito importante, pois, além de trazer novas informações, mostra que não nos encontramos sós, unindo-nos numa grande rede de amor e compreensão. Assim como você, travei contato com a depressão ainda na minha adolescência (minha família materna lida com a depressão crônica há várias gerações), sei bem como é passar por isso, quando quase nada se conhece sobre a vida. O sofrimento é imensurável.

    Lucas, pelo que relata, a sua ansiedade fez-se presente em sua vida ainda muito cedo, ainda assim você conseguiu domá-la por um bom tempo (o que foi uma grande vitória), mas, como na maioria das vezes ela é recorrente, voltou a aparecer, o que não constitui nenhuma surpresa. A droga usada pode ter sido apenas o estopim para que o “iceberg” viesse à tona com grande intensidade, ou seja, a droga funcionou como aquilo que a Ciência chama de “gatilho”.

    A duração dos transtornos adversos, após iniciado o tratamento, é normalmente de três semanas, embora alguns organismos exijam mais tempo para deles sair. Tudo que aqui relata encontra-se dentro da normalidade ( pressão na cabeça e os muitos tipos de medos). Logo estará bem, pois se mostra uma pessoa bem consciente no que faz. Continue POP (paciente, otimista e persistente).

    Você é um artista, sim. Seu texto exala talento. Além de músico é, sem dúvida, um talentoso escritor, pois se exprime com muita facilidade e fidelidade a si mesmo. Apesar do sofrimento que isso causa, o artista está sempre em busca da perfeição, qualquer que seja o campo em que expressa seus dons artísticos. Essa busca incessante é uma das causas da ansiedade, muitas vezes. Por isso, não se pode perder o contato com o chão, ainda que se viva perseguindo um objetivo, sob pena de sofrer muito num mundo extremamente materialista.

    Lucas, você se encontra na flor da vida. Há um longo caminho a ser percorrido. Estude e prepare-se, pois todo e qualquer dom precisa ser burilado! Mire seu objetivo e prossiga. Acredite no seu talento e naquilo que faz, sem jamais perder a ternura e a humildade e não restará dúvida de que todo o Universo conspirará a seu favor. Acredite na Lei da Ação e Reação que rege tudo. A arte vale mais do que qualquer tesouro material, é verdade! Além do livro da vida (nosso próprio) também aprenda com o livro de outras pessoas, pois todos têm algo a ensinar (como você o fez neste texto).

    Alguém que diz: “Meu desejo é que as pessoas me escutem e possam se sentir felizes, nem que seja apenas por um breve momento”, só pode ser uma pessoa extraordinariamente fantástica. Você é assim!

    Será sempre um prazer contar com a sua presença neste espaço.

    Abraços,

    Lu

    Responder
    1. Lucas

      Lu
      Obrigado pelos elogios e pela força que me passa, e sim, eu sei que sou jovem e tenho muito para ver na vida, muito o que aprender e conhecer, e sei que não devo esquecer dos limites nessa minha busca pela perfeição, porém, limites foram feitos para serem quebrados, realmente, isso me faz feliz, eu não quero um dia ser um milionário, mundialmente famoso, apenas tenho uma mensagem a passar para as pessoas e, nem que seja apenas uma pessoa que a escute e a entenda, eu terei chegado onde quero, por isso, eu preciso dar o meu melhor, sempre. Quanto aos remédios, estou me acostumando cada dia mais, a pressão ainda está presente, porém só aparece às vezes e bem fraca. Meu maior problema tem sido com o sono, eu acordo a noite toda e às vezes tenho uns sonhos extremamente bizarros, porém, acho que vai passar, meus medos já se foram, a ansiedade já se foi, não tive mais crises, então, acho que já é um avanço.

      Responder

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