AMORES VÃO, AMORES VÊM

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Autoria de LuDiasBH

gatinhos

Amores, Deus meu, os amores…
Eu os tenho sem a preocupação
de jamais acorrentá-los a mim.
E, se forem embora, será normal,
pois tudo na vida tem seu fim.

Nutro-os como aquele que rega
as suas plantinhas sem disfarce,
mas, se por acaso o sol aniquila
as mais suscetíveis no contato,
plantas outras no solo nascem.

Nunca perdi os que tive nas mãos.
Só foram gastos pelo uso afetivo
daquilo que valeu mesmo a pena;
sorvidos até o último dos contatos
de uma vida adoravelmente plena.

É imaturo e em vão querer guardar
um amor pra todo o sempre, amém.
Paixões não são pedaços do corpo,
mas tão somente carimbos na alma.
Uns deléveis e outros mais potentes.

Jamais imaginei pedaços de mim,
vagando como errantes meteoros,
no coração de perdidos viageiros.
Basta apenas que me ame agora,
mas, por favor, faça-o por inteiro.

2 comentários sobre “AMORES VÃO, AMORES VÊM

  1. Carlos A. Pimentel

    Lu,

    Belo poema. O primeiro amor da vida é como ave furtiva. Começa intenso. Mas logo se desfaz como as nuvens passageiras.

    Beto

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Beto

      O amor é muito mais do que o contato de pele.
      Penso que não sou uma pessoa romântica, pois sempre vi o amor, quaisquer que sejam as formas que tome, como um dar e receber mútuo.
      Fora disso tudo é balela, não supera um soprinho de vento.

      Abraços,

      Lu

      Responder

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