AS FORÇAS ARMADAS E A SOBERANIA DO BRASIL

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Autoria de Edward Chaddad

Há milhares de brasileiros esperando que as Forças Armadas brasileiras tomem posição diante da iminente destruição de nossa soberania e atuem no sentido de sua defesa. Pelo andar da carruagem, o Brasil é um país prestes a tornar-se burguês, onde o trabalhador é apenas um detalhe, uma máquina que irá processar a produção, sem direito à saúde, à educação, a uma boa alimentação, ao descanso, às férias, em suma, ao mínimo possível para manter sua condição de ser humano.

A Constituição Federal, claramente, como se pode observar, no seu artigo l42, que reza: “As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.”, atribui às Forças Armadas uma grande missão: a defesa de nossa pátria, ou melhor, garantir e, acima de tudo, proteger os princípios fundamentais da nossa soberania.

É importante ressaltar que é fundamental que o Brasil mantenha sua soberania intocada, pois sem ela inexiste o Estado. Lembro que a soberania é o suporte de nossa cidadania, da dignidade da pessoa humana, dos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, do pluralismo político, ficando claro que todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente.

Seria totalmente constitucional, portanto, a manifestação das Forças Armadas, alertando todos os brasileiros para a situação de caos em que se encontra o país, não se afastando, assim, do dever de evitar que a sucumbência do Brasil ante as forças nocivas que o transformam numa colônia. Os políticos, que nos “dirigem” atualmente, estão vendendo todos os bens soberanos, ou seja, traindo o povo brasileiro, em resumo, a nossa pátria. Os neoliberais, hoje extremistas ultraliberais, já o fizeram após a revolução militar de 1964, alienando muitos bens que representavam nossa soberania.

Lembro a venda da nossa Vale do Rio Doce ao preço de três bilhões e trezentos milhões de reais, quando, só naquele ano, dera um lucro de aproximadamente dois bilhões de reais. Hoje essa empresa tem o valor de mais de 50 bilhões de dólares. Alienaram a Vale e, com isso, obtivemos, como lucro, um desastre ecológico jamais imaginado pelo povo de Minas Gerais e Espírito Santo, mostrando que a eficiência do setor privado inexiste, pois, acima de tudo, é o lucro que é seu alvo, deixando assim de promover a segurança do empreendimento.

Perdemos também, durante governo neoliberal – 1991 a 2002, uma infinidade de bens que representavam nossa soberania, como a CEMAR, CESP-TIETE; CETEEP – COELBA, CONGÁS; COSERN; CPFL, RGE,,ELEKTRO; ELETROPAULO; ESCELSA; GERASUL;LIGHT; BAMERINDUS, BANESP, BANCO MERIDIONAL; BANCO REAL; BEA;BEG (Banco de Goiás); CARAIBA PQU (Petroquímica União S.A). Querem mais: TELEBRAS: EMBRATEL, TELESP, TELEMIG, TELERG, TELEPAR, TELEGOIÁS, TELEMS, TELEMAT, TELESP, TELEBAHIA, TELERGIPE, TELECEARÁ, TELEPARÁ, TELPA, TELPE, TELERN, TELMA, TELERON, TELEAMAPÁ TELAMAZON, TELEPISA, TELEACRE, TELAIMA, TELEBRASÍLIA, TELASA. A lista não se encerra aqui. Foi apenas uma amostragem.

Houve muito mais alienações, inclusive em bens de Estados federados. Quase venderam a Petrobrás, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica. E retornam agora para completar a sua tarefa, encomendada pela nossa burguesia e por governos do exterior, interessados nas nossas riquezas, autorizando ativos da Petrobrás e terras brasileiras a preço de banana. Inclusive, há até quem diga que eles irão alienar até o Aquífero Guarani. Lembro que os israelenses adquiriram a maior quantidade de terras possível dos palestinos e, de uma hora para a outra, declararam que o território era deles, e lá constitui o Estado de Israel. Ah, o que acontecerá com a nossa a Amazônia…

Nunca defendi o regime militar, pois encontrei grandes barreiras na liberdade, principalmente de expressão. Fui e sempre serei contra regime ditatorial, seja lá qual for, pois o preço a ser pago é a liberdade e até a morte, como aconteceu. Ademais, sou democrata e sempre defenderei a democracia. Porém, não posso deixar de lado que, durante o Regime Militar, as leis trabalhistas (com raras modificações, como a estabilidade que virou FGTS) e a Previdência não foram afetadas. Inclusive, os militares fizeram modificações para beneficiar a aposentadoria dos professores. É bom lembrar isto. Depois, como os militares não quiseram vender os ativos soberanos de nosso País, como minério, petróleo, terras, etc., foram retirados do Poder, com o apoio da Cia. Após o fim da ditadura militar, veio a galope o neoliberalismo, quando os neoliberais começaram a vender nossos ativos soberanos, provando-se que o motivo da queda militar foi este.

A partir da vitória das forças de centro-esquerda em nosso País, este movimento de venda de bens soberanos parou. E agora o novo governo neoliberal, não escolhido pelo povo, objetiva, entre muitas outras coisas, a alienação de nossos bens soberanos, principalmente a Petrobrás, que hoje tem o Pré-Sal, um dos maiores reservatórios de petróleo de primeira qualidade no mundo todo. E o neoliberalismo, hoje em seu extremismo , ou seja, com o ultraliberalismo a todo vapor, veio com a finalidade de vender de vez todo o resto das riquezas do Brasil.

Pode-se constatar pela venda planejada de todos os ativos soberanos de nosso país, que a grande maioria de nossos políticos não é nacionalista, pois estão garantindo a alienação total dos bens que representam nossa soberania. As ditaduras, tanto de Vargas como a Militar, defenderam a soberania do Brasil, inclusive os direitos trabalhistas e previdenciários, estes criados ao tempo de Vargas, ainda que desprezassem a liberdade do povo. No momento em que grupos estrangeiros e mesmo brasileiros tomam nossos bens soberanos, o governo não governa. O povo não governa, pois perde a sua soberania.

Hoje sei que os militares foram derrubados do poder, porque não aceitaram que nossos bens soberanos fossem alienados. Falou mais alto o sentimento patriótico e não concordaram. Daí terem sido derrubados. Finalizando, penso que as Forças Armadas brasileiras devem e podem tomar posição diante da iminente destruição de nossa soberania e atuem, patrioticamente, no sentido de sua defesa, máxime no rigor da nossa lei constitucional, renita-se, como se pode observar, no seu artigo l42, que atribui às forças armadas uma grande missão: a defesa de nossa pátria, protegendo os princípios fundamentais da nossa soberania.

 

11 comentários sobre “AS FORÇAS ARMADAS E A SOBERANIA DO BRASIL

  1. Edward Chaddad

    LuDias

    Você nos disse, com muita propriedade que:

    “Nós, brasileiros nacionalistas, temos o dever patriótico de levantar a nossa voz contra os desmandos do liberalismo perverso, que quer fazer de nosso país uma “republiqueta das bananas”, como assim já estamos sendo chamados no exterior, em razão do descalabro que campeia em nossa pátria”

    Realmente, isto é importante.

    Lembro, aqui, o manifesto de D.Pedro I, guardado o contexto de outrora e, que parece que foi escrito para que possamos refletir sobre os dias de hoje, máxime o futuro que teremos, diante do quadro massacrante de quebra de nossa soberania:

    “A quem ficaria pertencendo o ouro e os diamantes das nossas inesgotáveis minas; estes rios caudalosos, que fazem a força dos Estados, esta fertilidade prodigiosa, fonte inexaurível de riquezas e de prosperidade?”

    Era o contexto da época, mas pode levar à ação dos neoliberais, que deixaram de lado todo aconselhamento de D.Pedro I, e fizeram, ao lado de grande número de privatizações de bens do nosso acervo público, v. gratia, como foi e é relevante os minérios da Vale do Rio Doce – que correspondem a 400 anos de exploração, quase inesgotável – e, ainda, as telecomunicações, ao lado de muitas outras alienações, que constituíam parte importante de nossa soberania.

    E agora estamos assistindo à continuidade da perda de soberania em nosso país, pois, como disse no artigo acima, eles, os neoliberais “ retornam para completar a sua tarefa encomendada pela nossa burguesia e por governos do exterior, interessados nas nossas riquezas, autorizando a alienação de ativos da Petrobrás e terras brasileiras a preço de banana. Inclusive, há até quem diga que eles irão alienar até o Aquífero Guarani.”

    Estamos, rapidamente, perdendo a nossa Soberania, que no traçado dos objetivos neoliberais haverá a privatização do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal e do BNDS, entregando toda a nossa economia, para ser manipulada e administrada pelos bancos particulares de nosso país e do Exterior. Já estamos presenciando, além do mais, com o estado mínimo planejado, a extinção dos direitos trabalhistas e previdenciários e a extinção gradativa dos programas sociais, com a redução dos incentivos fiscais, que estavam impulsionando o desenvolvimento de nosso País, legando melhores condições de vida ao povo mais pobre, com, v.gratia, Minha Casa, Minha Vida e a agricultura familiar, com juros subsidiados que lhes concede o BNDS.

    Com certeza, a baixa produtividade levará milhares de atividades do terceiro setor a desabarem por falta de clientes, pois o desemprego e o arrocho salarial irão trazer a pior de nossas crises, como já estamos percebendo. Você ainda nos disse, com muita ponderação:

    ”Levanto-me dia após dia na esperança de que as Forças Armadas estanquem a sangria de nossas riquezas, inclusive em relação à Amazônia, a região mais cobiçada do mundo, que já está sendo vendida. Tenho usado a internet, através do Facebook, para chegar às Forças Armadas e outras autoridades, mas, a mim parece, que elas ainda se encontram em letargia, como os três macacaquinhos japoneses, que nada “veem”, “ouvem” ou “falam”. E pergunto-me sobre o que posso fazer para acordá-las.”

    As Forças Armadas, como destaquei no meu artigo, têm a precípua e mais importante de suas funções, consoante disposições da Constituição Federal, a defesa da soberania de nossa Pátria. E realmente hoje é importante que essas não emudeçam diante deste cenário desastroso, e, como já expus,” devem e podem tomar posição diante da iminente destruição de nossa soberania, atuando, patrioticamente, no sentido de sua defesa, máxime no rigor da nossa lei constitucional, renita-se, como se pode observar, no seu artigo l42, que atribui às Forças Armadas uma grande missão: a defesa de nossa pátria, protegendo os princípios fundamentais da nossa soberania”.

    Adorei os versos de Maiakóvski e de Bertolt Brech, que nos alertam até hoje, embora o povo quase nada saiba, máxime nossos jovens, em virtude do poder de manipulação da mídia:

    ” A população não sabe o que está acontecendo, e nem mesmo sabe que não sabe” (Noam Chomsky ).

    Não é tempo tão somente de apelar para as Forças Armadas. É tempo também de esclarecer. Buscar demonstrar os fatos e o que iremos colher em nosso futuro, que é, acima de tudo, o de nossos filhos. Cada um de nós temos que tentar mostrar aos familiares, vizinhos, amigos, trabalhadores e empresários, a quem possamos ter acesso, o que está em jogo nesta ponte para o futuro, que, ao final, será desgraça do povo brasileiro. Em nossas ações teremos que ser muito fortes, tal como D.Pedro I, para declarar, com toda a força de nossos pulmões e com a mesma coragem: INDEPENDÊNCIA OU MORTE!

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  2. Moacyr Praxedes Autor do post

    Edward

    Assim como você, também sou um democrata, mas infelizmente não é assim que pensam os atuais mandantes do país, em sua imensa maioria. A eles só interessa o lucro fácil e a qualquer preço, sempre em benefício das elites. O povo que se dane. O Brasil com suas riquezas é apenas o celeiro para que se tornem bilionários, mandando suas famílias para o exterior, e quando não mais precisarem do voto do povo, também caírão fora, deixando o Brasil no ranking da pobreza. Também espero que as forças armadas se posicionem em benefício do povo. Apenas isso!

    Seu texto está excelente!

    Moacyr

    Responder
    1. Edward Chaddad

      Caro Moacyr

      Tenho o mesmo pensamento. Sempre defendi a democracia, porém era importante o posicionamento dos militares diante da escandalosa alienação de nosso País e o grave prejuízo ao povo, que se está impondo, principalmente aos trabalhadores. A verdade é que as instituições brasileiras não estão funcionando. E estamos percebendo esta realidade. Inclusive, com toda estas reformas, na verdade, extinção dos direitos trabalhistas e previdenciários, só faltará, com certeza a revogação da lei Áurea. Dizem que ainda irão atrás da princesa Isabel, com a sua lei dos sexagenários, que deixava livres os escravos com 60 anos. É que querem que ela compreenda que é necessários 65 anos e não 60 para deixarmos a escravidão.

      Agora, toda essa questão de legislação previdenciária e trabalhista – exigência do exterior para a comprar nosso País – é pouco, estorva até a vista dos brasileiros, que não estão enxergando que nossos bens soberanos, sem os quais não somos um País, estão sendo alienados, dia a dia, na calada da noite. Logo não teremos um País, mas sim, no sentido comparativo, retorno às capitanias hereditárias. O Pré-Sal de europeus e americanos; a Amazonas, o tal patrimônio mundial, também; a Petrobrás até de chineses, europeus e americanos. Há quem diga que o Aquífero Guarani será dos EEUU também. Infelizmente, acho que sim!

      Responder
  3. Ramon Autor do post

    Caro Edward Chaddad
    Estou de pleno acordo com este artigo. Estamos juntos na defesa do Brasil.

    Um grande abraço,

    Ramon

    Responder
    1. Edward Chaddad

      Prezado Ramon

      Há muito que se falar sobre o terrível pesadelo pelo qual passa nosso País. Penso que utilizaram a questão da corrupção – o carro chefe – como meio para desqualificar e desacreditar totalmente as nossas empresas, que haviam dado um salto gigantesco, legando-nos muito desenvolvimento tecnológico e econômico e, sobretudo, grande impulso ao PIB e à exportação e ao aumento dos empregos, sobretudo a produção em todos os setores. Ao mesmo tempo levaram a grande maioria dos políticos ao descrédito, de tal forma que o povo, hoje está desesperançoso. Não vê saída, pois sabe que aqueles que estão no poder, mesmo com todos os escândalos de corrupção, de que temos conhecimento, irão continuar lá, até que cheguem as eleições de 2018, se é que irão ser realizadas.

      Estávamos, antes da crise política, que trouxe, consequentemente, a econômica, na confortável situação da sexta economia do mundo. Ao final de 2014, o menor índice de desemprego de nossa história foi de 4,7%. Hoje, nossa economia já começou a despencar e agora, em 2017, já fomos para a nona economia do mundo, com um grande índice de desemprego, ou seja, 14%… O crescimento estimado do PIB brasileiro, neste exercício, é de 0,2%, ou seja, um dos piores, desde 1999, quando também ocorreu isto, com o governo neoliberal daquele tempo. Lembro que em 2010 chegamos a um crescimento de quase 8%, em plena grave crise econômica mundial.

      Por que isto está acontecendo?

      Na verdade, a receita neoliberal, hoje, ressalte-se ultraliberal, consiste no aprofundamento maiúsculo e repentino do tripé econômico, ou seja, metas inflacionárias despencando, com cartas marcadas pelo BC independente, sem controle governamental e, para tanto, buscando a diminuição do dinheiro no meio circulante e, aumentos estratosféricos de juros. Neste caso, é bom entender que, embora em tese, na taxa Selic, tenha diminuído de 11,15%, quando em dezembro de 2014 era de 11,65%, na verdade hoje já ingressamos na deflação, quando em 2014, a inflação – índice IPCA, era de 6,41%, agora em junho de 2017, já estamos com o IPCA em 3 %. Desta forma, na realidade, os juros, em comparação com a inflação subiram vertiginosamente.

      Ainda há que se falar em metas da política fiscal, que objetivam a ampliação do superávit primário, mediante restrição de gastos públicos, em infraestrutura, nas políticas sociais e nos subsídios. Neste caso, a peteca caiu, pois há grande restrições de gastos públicos, mas o superávit fiscal inexiste, inclusive há déficit orçamentário de mais de 160 bilhões de reais, embora o governo tenha sido pródigo nos gastos com emendas parlamentares e ainda tenha reduzido, e muito, os gastos na saúde e na educação. Há também o câmbio flutuante sem controle do BC e do Ministério da Fazenda, embora nossas reservas de 2014 já haviam alcançado a marca de quase 380 bilhões de dólares. Convém lembrar que em 2002, fim do mandato de governo neoliberal, nossas reservas eram de 30 bilhões de dólares, mas devíamos 60 bilhões de dólares para o FMI.

      Consequemente, face ao tripé econômico, a meta do superavit primário já está proporcionando-nos uma explosão da dívida pública, alimentada pelos juros estratosféricos, acima aludidos, o que ainda demandará mais e mais cortes nos gastos públicos, em infra-estrutura, nas políticas sociais e nos subsídios na saúde e na educação. Compare: em 2014, a relação dívida pública interna bruta foi de 63,4%; agora em já no final de 2016, chegou a 70,5% em relação ao PIB, o nível mais alto da América do Sul. E há previsão para aumento de mais 17% – previsão esta do próprio governo.

      Na verdade, tão somente o controle orçamentário rígido – mas não tão rígido assim com os políticos, com o Judiciário e até pouco tempo com a polícia federal – não irá, como nos anos 90, conter a dívida pública, o que oportunizará a alienação do restante de nossos bens soberanos, como a Petrobrás e o nosso Pré-Sal, a Caixa Econômica, Banco do Brasil, alienação até, se possível, de hospitais e escolas públicas (que poderão ao longo do tempo serem privatizadas). Adeus ao Pronotec, à bolsa família, ao projeto Minha Casa, Minha Vida, ao financiamento barato da agricultura familiar, à mesa farta. O que já está sendo servido, inclusive, por consequência, a majoração dos encargos financeiros da dívida pública tornará inviável a manutenção da política de valorização do salário mínimo, exigindo, ainda mais, ou seja, que sejam suprimidos direitos sociais na previdência, na saúde, na educação, ação social, etc.

      Adeus boa parte da CLT, dos direitos previdenciários, legando ao trabalhador, o aumento do desemprego, aumento do trabalho informal, decréscimo do trabalho autônomo, paralisação do movimento social ascendente dos últimos anos, redução da renda familiar, aumento da desigualdade de renda do trabalho. Ainda, como um verdadeiro tiro no pé para o comércio, a indústria e empresas de prestação de serviços, já estamos tendo e continuará a haver a queda nas vendas, na produção industrial, na prestação de serviços, com igualmente queda da lucratividade ou retorno do prejuízo ou sua majoração, além do aumento da inadimplência, consequentemente concordatas e falências nas empresas particulares.

      Estes reflexos no setor produtivos, infelizmente, acredito, irão realimentar o ciclo de recessão. E a roda da economia girará para trás. O arrependimento do empresariado e do produtor será muito grande. Ah, a Educação e a Saúde, com certeza, vão mudar. Nem vamos falar. Hoje, o pagamento dos juros da dívida interna pública consome 47% das receitas do Brasil, no seu orçamento, restando 53% para o pagamento de todas as despesas do governo, o que leva à completa paralisação dos investimentos.

      Este é o quadro. Qual é, no entanto, o objetivo da ação danosa que a burguesia e governos do exterior planejaram para destruir nossa economia? Está bem claro, sintetizando, que o tripé econômico que está sendo praticado levará o País a situação pré-falimentar, o que, como aconteceu na década de 90, dá razões lógicas para a alienação de nossos bens soberanos, como toda empresa quase na falência o faz, para quitar as dívidas. A luta para reversão desta coisa toda é muito difícil, pois somente em 2018 poderemos começar a modificar, se o povo compreender o caos instalado no país. Assim, minha esperança é que as Forças Armadas, que já estão sentindo, como está sendo divulgado, prejudicadas nos recursos financeiros, que eram a elas destinadas, possam intervir nesta situação para, pelo menos, deixar claro que não concordam com a alienação de nossa soberania.

      Responder
  4. Maria Claudia

    Edward

    Texto maravilhoso, elucidativo, muito bem escrito.

    Concordo e sei das benfeitorias feitas no regime militar. Mas, como cidadã e democrática que sou, acho sinceramente que essas “benfeitorias” saíram caras, se lembrarmos das torturas, da violência, da truculência como eram tratadas as pessoas. Da falta de liberdade, do medo, das retaliações, e da arbitrariedade que tinham de “recolher” quem bem entendessem, se assim achassem correto.

    Acredito muito, e creio que assim deveria ser na defesa de nosso Brasil, quando o autor do texto menciona que as Forças Armadas deveriam proteger o patrimônio brasileiro, incluindo nossa rica Amazônia, todos nossos recursos naturais, e principalmente os cidadãos, deste governo que hoje abusa do neoliberalismo. Neoliberalismo extremista, que já beirou o absurdo faz tempo. Estão acabando com o nosso país, chafurdando nossa bandeira na lama, e maltratando nosso povo, privilegiando essa maldita burguesia que nos cerca.

    Parabéns ao autor, reitero aqui o quanto foi perfeito em seu texto.

    Abraços

    Responder
    1. Edward Chaddad

      Prezada Maria Cláudia.

      Posso lhe dizer que sempre fui um democrata. Tenho 74 anos e tive conhecimento do que se passa em nosso País desde a morte de Getúlio, quando tinha apenas 11 anos, pois o país parou e chorou muito nas ruas e nas suas próprias casas. Veja que Getúlio foi um ditador, embora posteriormente tenha sido eleito na década de cinquenta, democraticamente.

      E por que houve uma ditadura getulista em nosso país? Ela foi fruto de um movimento mundial, diante da crise de 1929, a grande depressão, considerada como a maior crise econômica que abalou o mundo. Há controvérsias históricas sobre a origem da crise. No entanto, uma tese é incontroversa. Os Estados Unidos, assim como os países europeus, pouco intervinham na economia, pois eram liberais, o Estado mínimo era a tônica. Não havia, nestes países, políticas sociais e o povo restava sem qualquer proteção. Imagine, aqui, quando de uma hora para a outra, milhares e milhares de pessoas, que se situavam na linha mais rica, perderam tudo que tinham e deles dependiam todos os demais cidadãos. A fome e a miséria invadiram os territórios de países, onde o liberalismo era dominante. Imagine, lá nos EEUU, durante a depressão, famílias e famílias sem teto, como diria Caetano Veloso, “caminhando contra o vento, sem lenço e sem documento”. Mas foi o que aconteceu. Os EEUU teriam, como se viu posteriormente, condições de refazer sua economia, não o resto do mundo.

      Com a decadência do liberalismo econômico e, levando-se em conta a infiltração das teorias comunistas, surgiram, em vários países, os chamados Estados Fortes, que foram, ressalte-se, ditaduras nacionalistas. Na Alemanha e na Itália, os estados nazistas e fascistas apareceram, não só como defesa do nacionalismo, com a finalidade de preservação dos bens do setor privado e dos bens soberanos de cada nação, mas também como instrumento de guerras de conquistas, que precederam e levaram o mundo à Segunda Guerra Mundial.

      A Segunda Guerra Mundial, desta forma, teve com base a crise de 1929, que transformou os países, encaminhando-os ao conflito mundial. Desta forma, explique-se e reitere-se, que o Estado Forte apareceu quando a decadência do liberalismo, que produziu uma das maiores crises em todo o mundo, a crise de 1929, e como uma defesa contra o socialismo, este que era muito aceitável pelo povo que sofria e legava um grande medo da oligarquia. O estado forte defendeu os interesses oligárquicos, é claro, mas também preservaram os direitos dos trabalhadores, como ocorreu com Getúlio, aqui no Brasil, para evitar qualquer possibilidade de crescimento do socialismo.

      O Getulismo não foi, graças a Deus, um governo que buscou conquistas sobre outros países, como o Nazismo, porém, mesmo com evidente prejuízo ao direito de liberdade, foi nacionalista, ou seja, um defensor de nossa soberania, e buscou melhorar as condições de vida do povo trabalhador, em nosso país, dentro da linha de pensamento da defesa contra a infiltração comunista. Por incrível que pareça, o golpe militar de 64 também não atacou os direitos trabalhistas e previdenciários como ocorre com o atual governo ilegítimo. Inclusive, como já afirmei, acredito que os militares caíram porque não concordavam com a venda de bens soberanos, como o minério, o petróleo, as terras brasileiras. Por isso, os EEUU deram condições e apoio para derrubar os militares do poder.

      Reitero aqui, que fui e continuo sendo contra a ditadura militar, máxime pela perseguição e o total desprezo pelos direitos de liberdade, quando inclusive ocorreram muitas, muitas mesmo, mortes, para o “cala boca”. Entretanto, penso que devemos mostrar que este governo ilegítimo, uma verdadeira ditadura midiática, oligárquica e corporativa, é muito pior, pois não tem uma base nacionalista. Esta nova forma ditatorial, que estamos, infelizmente, vivenciando, vem apenas para impor-nos o corporativismo, a oligarquia, os banqueiros, os rentistas, prejudicando 90% do povo brasileiro. É o pior golpe na nossa democracia em todos os tempos, máxime quando a mídia, em todos os setores, concentram-se em atacar os líderes democráticos e dos trabalhadores, e o governo ilegítimo se aproveita para concluir sua maior finalidade: vender a nossa soberania.

      É incrível, mas esta nova ditadura – não militar – tem lá seu método nazista como fundamento e base, inspirado, é óbvio, em Goebbels, usando a mídia brasileira toda para bestializar o povo. E o pior, está conseguindo. A máxima, inclusive utilizada pela mídia brasileira, é inspirada, basicamente, nas três frases de Goebbles:
      a) “uma mentira contada mil vezes, torna-se uma verdade;
      b) nós não falamos para dizer alguma coisa, mas para obter um certo efeito;
      c) a essência da propaganda é ganhar as pessoas para uma ideia de forma tão sincera, com tal vitalidade, que, ao final, elas sucumbam a essa ideia completamente, de modo a nunca mais escaparem dela. A propaganda quer impregnar as pessoas com suas ideias. É claro que a propaganda tem um propósito. Contudo, este deve ser tão inteligente e virtuosamente escondido que aqueles que venham a ser influenciados por tal propósito NEM O PERCEBAM.”. (frases extraídas do artigo ” Frases Impactantes de Joseph Goebbels sobre o Regime Nazista.

      É certo que a ficha já começou a cair. Mas a ignorância, aliada à manipulação, produzem o fenômeno inexplicável: candidato conservador, que expele ódio e intolerância, máxime preconceitos contra negros, contra homossexuais, contra pobres e mulheres, têm uma expectativa inesperada de milhares e milhares de votos.
      Entretanto, a atual ditadura midiática, corporativa e oligárquica é pior do que o Estado Forte de Getúlio Vargas, pois não é nacionalista, constando-se isto pela venda planejada de todos os ativos soberanos de nosso país, que este governo ilegítimo está nos impondo. O Estado Forte defendeu o nacionalismo, defendeu a soberania do país, mesmo desprezando a liberdade no país.

      É claro que o sentido de meu texto e de meus comentários é o desejo de que as Forças Armadas, se realmente dentro dos corações de nossos militares, o amor à Pátria, venha a defender nossa soberania, nosso povo sofrido, hoje com milhares desempregados, destituídos, cada vez mais, dos direitos trabalhistas e previdenciários, inclusive na proteção dos direitos à Saúde, à Educação e às políticas sociais.

      Responder
      1. Maria Claudia

        Obrigada pela resposta, Edward.

        É gratificante ler o que você escreve.

        Lendo seu comentário me veio à mente todas as conversas que tenho e já tive com meu pai, hoje com 73 anos. Aprendi e aprendo muito com ele, até hoje. Tudo que sempre fez questão de me passar, em questões políticas, econômicas e sociais contribuiram para quem sou hoje. Ele também é um democrata. Muito bom poder ouvir isso de outra pessoa também, pois hoje me parece que as pessoas só destilam ódio e incitam a violência. Bom ver que estamos do outro lado, na contramão deste massacre contra a pátria e o povo brasileiro.

        Espero que escreva novamente, pois, com certeza, lerei seus artigos.Tens minha admiração.

        Abraços

        Responder
        1. Edward Chaddad

          Maria Cláudia

          Você disse, com bastante acerto que

          “hoje me parece que as pessoas só destilam ódio e incitam a violência. Bom ver que estamos do outro lado, na contramão deste massacre contra a pátria e o povo brasileiro.”

          Com certeza, a chave, o portão e a esperança é a educação. Para você, que compreende, como poucos, o que está nos acontecendo, faço este texto de prosa em versos:

          Vamos ser livres!

          Ser livre é um buscar incessante, mesmo que este desejo esteja ínsito, no ser humano.
          Só podemos atingir esse objetivo através da Educação, que é a chave, a porta da entrada da liberdade.
          Ela nos faz pensar sobre o nosso agir culturalmente no meio em que vivemos e nos lega condições de decidir.

          Devemos nos educar para sermos livres e não nos doutrinar e acreditar como verdade fatos que nos oferecem como dogmas indiscutíveis.
          E vamos ser livres para que o trigo floresça muito mais que o joio.
          Vamos ser livres para que a humildade seja destacada e mostrada como um valor extraordinário e suplante a ganância.
          Vamos ser livres para que o altruísmo cresça muito nos corações e devore o egoísmo.
          Vamos ser livres para que o amor vença o ódio, a violência e a crueldade, inseridos nos seres humanos pelo poder do materialismo de nossos dias.

          Abraços

        2. Maria Claudia

          Olá, Edward!

          Com toda certeza levarei seu texto em prosa e versos na mente, e no meu coração. Obrigada pelo carinho.

          Abraços

  5. LuDiasBH Autor do post

    Edward Chaddad

    Nós, brasileiros nacionalistas, temos o dever patriótico de levantar a nossa voz contra os desmandos do liberalismo perverso, que quer fazer de nosso país uma “republiqueta das bananas”, como assim já estamos sendo chamados no exterior, em razão do descalabro que campeia em nossa pátria.

    Levanto-me dia após dia na esperança de que as Forças Armadas estanquem a sangria de nossas riquezas, inclusive em relação à Amazônia, a região mais cobiçada do mundo, que já está sendo vendida. Tenho usado a internet, através do Facebook, para chegar às Forças Armadas e outras autoridades, mas, a mim parece, que elas ainda se encontram em letargia, como os três macacaquinhos japoneses, que nada “veem”, “ouvem” ou “falam”. E pergunto-me sobre o que posso fazer para acordá-las.

    Ed, a sua alusão a Israel, em relação à Palestina, é muito importante, pois dá-nos uma visão clara do que pode acontecer com nosso país. A este respeito é bom lembrarmo-nos do poema de Maiakóvski:

    No caminho com Maiakóvski

    “[…]

    Na primeira noite eles se aproximam
    e roubam uma flor
    do nosso jardim.
    E não dizemos nada.
    Na segunda noite, já não se escondem;
    pisam as flores,
    matam nosso cão,
    e não dizemos nada.
    Até que um dia,
    o mais frágil deles
    entra sozinho em nossa casa,
    rouba-nos a luz, e,
    conhecendo nosso medo,
    arranca-nos a voz da garganta.
    E já não podemos dizer nada.

    […]”

    Já nos encontramos vivendo assim em nosso Brasil, sem termos quem, com poder, que nos possa ouvir e cuidar de nossa Pátria Mãe tão retalhada e ensanguentada pela crueldade do CAPITAL, na figura dos traidores do povo, esses ladrões, nossos inimigos declarados, que desconhecem a penúria do povo. Mas temos que nos fortalecer, como diz Bertold Brecht:

    ” Quem é teu inimigo?

    O que tem fome e te rouba/ o último pedaço de pão chama-o teu inimigo./ Mas não saltas ao pescoço/ de teu ladrão que nunca teve fome.”.

    E ainda:

    Elogio Da Dialética

    “A injustiça avança hoje a passo firme.
    Os tiranos fazem planos para dez mil anos.
    O poder apregoa: as coisas
    continuarão a ser como são.
    Nenhuma voz além da dos que mandam.
    E em todos os mercados proclama a exploração:
    Isto é apenas o meu começo.

    Mas entre os oprimidos muitos há que agora dizem:
    Aquilo que nós queremos nunca mais o alcançaremos.
    Quem ainda está vivo nunca diga: nunca.
    O que é seguro não é seguro.
    As coisas não continuarão a ser como são.
    Depois de falarem os dominantes, falarão os dominados.
    Quem pois ousa dizer: nunca?
    De quem depende que a opressão prossiga? De nós.
    De quem depende que ela acabe? De nós.
    O que é esmagado, que se levante!
    O que está perdido, lute!
    O que sabe e o que se chegou, que há aí que o retenha?
    Porque os vencidos de hoje são os vencedores de amanhã.
    E nunca será: ainda hoje.”

    Que as Forças Armadas apiedem-se de nosso Brasil, sem retirar-lhe a liberdade, mas posicionando-se como as guardiãs de nossa pátria.

    Abraços,

    Lu

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