AS TRÊS GRAÇAS

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Autoria de LuDiasBH caipi1

Conheçam as três formosas Cárites gregas,
as três belas musas: Eufrósina, Talia e Aglaia,
filhas de Eurínome e Zeus, o pai dos deuses.
Vivem eternamente abraçadas – obra prima –
idílicas, desnudas e harmoniosas meninas.

Canta o menestrel que são elas as divindades
da dança, da delicadeza e da graça do Amor,
seguidoras de Vênus e dançarinas do Olimpo.
canta o poeta: são as deusas do aprazimento,
senhoras da amizade, da beleza e fertilidade.

Carl Van Loo, Rafael, Botticelli e tantos outros
artistas retrataram as “Três Graça” com maestria,
mas a minha obra predileta nasceu das mãos de
Peter Paul Rubens, que as pintou com a harmonia
das mulheres autênticas, as musas do dia a dia.

As “Três Graças” expõem os abdomens salientes,
os culotes saltitantes e a celulite mais que natural.
As três mulheres ostentam tamanha feminilidade,
que poderiam ser chamadas de “As Três Marias”.
Elas cingem com um claro véu a nudez original.

Onde o pintor Peter Paul Rubens botou as poáceas
que cobrem os três maravilhosos montes de Vênus?
Seriam só privilégios dos colidentes seres terrenos?
Ou as ciperáceas já eram roçadas naqueles tempos?
Ora essa, a vegetação nada tem a ver coo poema.

Que pena!

Nota: As Três Graças – pintura de Peter Paul Rubens

4 comentários sobre “AS TRÊS GRAÇAS

  1. Glória Drummond

    Perdoe-me querida Lu, mas não gosto da falta de graciosidade destas Graças… São “fortes” demais, toneladas de celulite, desproporcionais… Seios diminutos. Se não fossem por eles,diria que são uma variante da Vênus Esteatopígica de Willendorf… Também não gosto daquelas mulheres do “Rapto das Sabinas”. É carne demais!… Com isto não quero dizer que incenso as anoréxicas… Fico com as curvas meio arredondas, suaves que tanto me encantam, mesmo sendo heterossexual. Não há nada mais lindo do que o corpo da mulher, não degradado pela velhice, miséria, pornografia. É como a beleza de uma flor, com tempo de validade, infelizmente.

    Interessante a sua observação sobre os pelos pubianos. Acredito que, desde aquela época, as mulheres se depilavam. A “Floresta Amazônica” era incentivada pela moral judaico-cristã, talvez como mais um véu, cobrindo a nudez, ajudando na proliferação de doenças, quando o banho era uma raridade. Os alemães se chocaram com a abundância de pelos das judias que despiam… Os pupilos de Maomé se excitam com os pelos das ocidentais que aprisionam, como mais um mistério a ser desvendado.

    Quanta loucura sobre este nosso permanente Corpo de Mulher e de tantos delitos!…

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Glória

      É fato que elas não possuem a idealização do classicismo.
      E é nisso que penso residir a beleza, ou seja, na normalidade da mulher real.

      Pois é, menina, podaram o capim das mulheres.
      Muito interessante a sua informação sobre a moral judaico-cristã.
      Seus comentários, como sempre, enriquecem qualquer texto.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  2. Hila Flávia

    Cada vez mais me convenço de que nasci no século errado. Estaria, certamente, numa tela do Rubens.
    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Hila

      É incrível como o artista pintou as Três Graças como mulheres normais, sem a idealização de outros, ainda assim muito belas.
      Imagino que você seja a loirinha… risos.

      Beijos,

      Lu

      Responder

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