ASSIM COMO O VENTO E AS NUVENS

Siga-nos nas Redes Socias:
FACEBOOK
Instagram

Autoria de LuDiasBH nuvem

O vento vem pintando o sete na tarde azul:
esvoaça o revaldo do topo das montanhas,
levanta a cabeleira dos verdes coqueirais,
choca-se de encontro às grandes encostas,
brinca de esconde-esconde nos capinzais,
revolve em aspirais a fumaça das chaminés,
veleja com as nuvens pelo espaço sideral,
correndo célere e brejeiro num vem e vai.

As nuvens velejam prazenteiras coo vento:
as mais audazes chocam-se nas montanhas,
outras ficam pênseis nos brancos algodoais,
ou desabam sob as grossas chuvas tropicais.
As sagazes esvoaçam pelo horizonte azulado,
caindo bem além donde a vista pode alcançar.
Estas minas flutuantes são traquinas e prosas,
sempre andando pelo mundo ao deus-dará.

Eu queria tanto ser como as nuvens e o vento,
com as muitas possibilidades encerradas em si:
errar pelos flancos rochosos ou pelas planícies,
vagar pelas areias brancas ou pelos coqueirais,
dispersar para bem longe do horizonte azulego,
ou desabar alegres em inesperados temporais,
voar nas asas indomadas do existir e transpor
as nuvens nas asas do vento e… nada mais!

6 comentários sobre “ASSIM COMO O VENTO E AS NUVENS

  1. Beto

    Lu,

    Às vezes, ao dar asas à imaginação, deixamos que o vento oculto dentro de nós seja o senhor do nosso destino. Bela poesia.

    Abraços,

    Beto

    Responder

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *