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ATENÇÃO: UM NOVO TIPO DE GOLPE

 Postado por LuDiasBH

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Palma Vecchio – DIANA E CALISTO

 Autoria de LuDiasBH

O pintor italiano Jacopo Palma, o Velho (c. 1480 – 1528), cujo nome de batismo era Jacopo d’Antonio Negreti, foi aluno de Francesco di Simone da S. Croce. É provável que tenha trabalhado na oficina de Giovanni Bellini. Foi influenciado pelo trabalho de Giorgione e pelo de Ticiano. O artista, dono de uma composição equilibrada, situa-se entre os pintores mais famosos venezianos do Alto Renascimento. Dedicou-se principalmente à pintura religiosa e à mitológica, tendo executado maravilhos retábulos.

A composição mitológica intitulada Diana e Calisto – também conhecida como O Banho de Diana – é uma obra do pintor. Ela representa o momento em que a deusa Diana, ao se banhar com suas ninfas virgens, descobre que Calisto, uma delas, estava grávida.

Diana encontra-se deitada no rochedo, em primeiro plano, com os olhos voltados para Calisto de pé à sua frente, enxugando o corpo. São doze as ninfas a acompanhar Diana em seu banho. Algumas delas lembram as poses das estátuas clássicas.

O artista usa de grande coerência espacial na sua composição, distribuindo as belas ninfas no espaço aberto e luminoso em meio a uma paisagem idílica, cheia de água e árvores, onde se veem algumas construções. Fica clara a influência de Giorgione em sua obra.

Ficha técnica
Ano: c.1525
Técnica: óleo sobre tela, depois transferido para madeira
Dimensões: 77,5 x 124 cm
Localização: Museu de História da Arte, Viena, Áustria

Fontes de pesquisa
Enciclopédia dos Museus/ Mirador
1000 obras primas da pintura europeia/ Könemann

OS GÊNEROS DO CINEMA

Autoria de LuDiasBH

genecine
Os filmes são divididos em gêneros e subgêneros, normalmente obedecendo a uma categorização comercial. Há filmes que se ajustam a um determinado gênero, outros que podem ser incluídos em dois ou mais gêneros, mas existem outros que são difíceis de enquadrar em qualquer categoria. Os gêneros cinematográficos são um campo amplo e diversificado. Vamos conhecer um pouco sobre cada gênero (e subgênero):

AÇÃO – geralmente envolve uma história de protagonistas do bem contra antagonistas do mal, que resolvem suas disputas com o uso de força física. Os filmes de ação têm como histórias o crime, os westerns e a guerra entre outros. Normalmente são feitos com alta tecnologia, recorrendo ao uso de efeitos especiais. A maioria dos filmes de ficção científica e policiais também se engloba entre os filmes de ação.

ANIMAÇÃO – refere-se ao processo segundo o qual cada fotograma de um filme é produzido individualmente, podendo ser gerado quer por computação gráfica, ou fotografando uma imagem desenhada repetidamente, fazendo-se pequenas mudanças no modelo (claymation e stop motion) e fotografando o resultado. Quando os fotogramas são ligados entre si e o filme resultante é visto a uma velocidade de 16 ou mais imagens por segundo, dá-se uma ilusão de movimento contínuo.

AVENTURA – é um gênero cinematográfico que reflete um mundo heróico de combates e aventuras. Foi inventado na Itália, como meio de exaltação de seu passado histórico e, posteriormente, foi usado pela Rússia para exaltar a Revolução Russa.

CHANCHADA – predomina no filme um humor ingênuo, burlesco, de caráter popular. As chanchadas foram comuns no Brasil entre as décadas de 1930 e 1960. A produtora carioca Atlântida descobriu nos filmes carnavalescos um grande negócio, capaz de fazer muito sucesso entre o público brasileiro. Sem dúvida, ela foi a grande responsável pelo sucesso das chanchadas e a pioneira em adotar os temas carnavalescos em forma de musicais.

CINEMA DE CATÁTROFE – é um gênero cinematográfico muito popular, que mistura três elementos principais: enredo apocalíptico, apelo melodramático e cenas de ação, de preferência com efeitos especiais que enfatizem o clima de tensão. O gênero compreende uma mistura de ficção científica e fantasia, permitindo ao roteirista abordar todo e qualquer tema capaz de causar pânico. Essa amplitude de assuntos colocou os filmes-catástrofe como um dos preferidos das produções de segunda linha, já que não exigem um roteiro muito original ou orçamentos fabulosos. Contudo, existem bons filmes.

COMÉDIA – é o uso de humor no filme. Uma das principais características da comédia é o engano. Entre os artistas, reconhece-se que para fazer rir é necessário um ritmo (conhecido como timing) especial, que não é dominado por todos, pois é difícil analisar, cientificamente, o que faz uma pessoa rir ou o que é engraçado ou não. Mas uma característica reconhecida da comédia é que ela é uma diversão intensamente pessoal.

COMÉDIA ROMÂNTICA – é um subgênero cinematográfico dos gêneros comédia e romance. O argumento básico de uma comédia romântica é que duas pessoas se conhecem, mas, apesar da atração óbvia que existe entre elas, não se envolvem romanticamente por algum fator interno ou por alguma barreira externa. Porém, em algum momento, depois de diversas cenas cômicas e após um espetacular esforço, ou uma coincidência incrível, eles se encontram novamente, declaram-se amor eterno, e vivem felizes para sempre, ou não.

COMÉDIA DRAMÁTICA – também conhecido como dramédia, pois junta os gêneros comédia e drama. Estas obras geralmente apresentam uma história séria, porém, abordada de forma engraçada. Um dos pré-requisitos desse gênero é que, após muitos risos e lágrimas, o personagem consiga o que deseja e tenha um final feliz.

COMÉDIA DE AÇÃO – é um gênero que mistura os gêneros ação e comédia.

CULT – ou “culto” é um termo coloquial para filmes que agregam grupos de fãs devotos, mas que não alcançam uma fama e reconhecimento considerável. As características em um filme cult podem incluir uma trilha sonora obscura, conceitos e ciências fictícios criados na história, ou personagens estranhos. Geralmente são filmes de conteúdo original e de roteiro também original, que tentam passar uma mensagem inovadora, muitas vezes de forma subliminar, de múltipla interpretação e de difícil compreensão pelo grande público (habituado a visões mais convencionais da realidade). Por assim ser, geralmente são enquadrados em filmes alternativos, filmes B e undergrounds. Esses filmes não se preocupam em agradar ao grande público, não seguem fórmulas holiwoodianas de grande sucesso, não entram nos grandes circuitos, e geralmente não alcançam grandes bilheterias. Na grande maioria das vezes, não interessam às grandes produtoras. Agradam a um pequeno público de gosto peculiar e mais refinado, que tenta extrair a mensagem que o autor quer passar, e a utiliza como fonte de conhecimento e, às vezes, até como filosofia de vida. Mas alguns filmes são bem divulgados e possuem elementos (como a violência) que atraem o gosto do grande público e se tornam grandes bilheterias, mas por isso deixam de ser cult.

DOCUMENTÁRIO – é um gênero cinematográfico que se caracteriza pelo compromisso com a exploração da realidade. Mas dessa afirmação não se deve deduzir que ele represente a realidade “tal como ela é”. O documentário, assim como o cinema de ficção, é uma representação parcial e subjetiva da realidade.

DRAMA – é um gênero que é utilizado para criar a maior tensão possível entre os espectadores, já que o público fica “preso” ao que acontece entre os personagens, e tenta sempre desvendar o que ainda vai acontecer, idealizando os seus próprios finais para cada personagem. O enredo se baseia principalmente em conflitos sentimentais humanos, muitas vezes com um tema geral triste. É entendido também como uma forma acentuada de tragédia.

ESPIONAGEM – é um gênero cinematográfico popular desde a década de 1960. Neles predomina a intriga, a pancadaria e o mistério, pelo que foram, até bem recentemente, considerados um subgênero dos filmes de ação. O único motivo pelo qual se reconheceu os filmes de espionagem como sendo um gênero independente foi pela exagerada utilização da intriga e do mistério nos seus filmes, diferenciando-o assim do gênero de ação.

ERÓTICO – é um gênero de cinema semelhante ao pornográfico. A única diferença que os distingue e faz com que sejam denominados de maneira diferente é o fato de no cinema erótico haver uma história mais bem constituída, ou seja, não ser apenas um pretexto para começar o que realmente o filme quer divulgar, como no caso do cinema pornográfico. Também é chamado formalmente de cinema de sexo implícito.

FANTASIA – é um gênero de arte que usa a magia e outras formas sobrenaturais como o elemento principal de uma história. Em muitos casos, especialmente em trabalhos mais antigos, mas também em muitos modernos, isto é explicado por uma intervenção divina, mágica, ou de outras forças sobrenaturais.

FAROESTE (ou WESTERN) – também popularizado sob os termos “filmes de cowboys” ou “filmes de faroeste”. Compõe um gênero clássico do cinema norte-americano (ainda que outros países tenham produzido westerns, como aconteceu na Itália, com os seus western spaghetti). O termo inglês western significa “ocidental” e refere-se à fronteira do Oeste norte-americano durante a colonização. Esta região era também chamada de far west – e é daqui que provém o termo usado no Brasil e Portugal, faroeste (também se usou o termo juvenil bang-bang, na promoção das antigas matinês e de quadrinhos). Ainda que os westerns tenham sido um dos gêneros cinematográficos mais populares da história do cinema e ainda tenha muitos fãs, a produção de filmes deste gênero é praticamente residual nos tempos que correm. Contudo, houve ainda alguns sucessos brindados com o Oscar de melhor filme, como Dança com Lobos e Os Imperdoáveis. Mas os westerns que vêm à memória da maioria dos cinéfilos são os da sua época áurea.

FICÇÃO CIENTÍFICA – Nos dias atuais os filmes do gênero estão entre os que alcançam maior índice de bilheteira, demonstrando ainda a fascinação das pessoas sobre o que está por vir, ou ainda sobre o que é pura fantasia. O conhecimento científico avançando cada vez mais, atualmente mostra uma fronteira cada vez mais larga sobre o que podemos construir em matéria de ficção científica, deixando uma gama ilimitada de temas das quais podem ser criados filmes. Como esses filmes que especulam sobre o futuro se mostram entre os mais rentáveis, é de se esperar que vejamos cada vez mais o tema sendo explorado pelo cinema.

GUERRA – é um gênero cinematográfico que tem se prestado, ao longo da história, ao uso propagandístico dos governos de todos os países que, em maior ou menor grau, buscam obter dividendos através de obras que retratam conflitos anuais ou históricos. Nesse aspecto, nenhum país foi mais eficiente do que os Estados Unidos da América, sobretudo durante a Segunda Guerra Mundial. Naquela época, o engajamento de Hollywood na guerra traduziu-se em dezenas de títulos, cujo objetivo evidente era levantar o astral do país. Contudo, foi também nos Estados Unidos que o gênero abrigou reflexões muitas vezes bastante ácidas sobre a guerra de maneira geral, e sobre a participação estadunidense em conflitos específicos, como a desastrada intervenção no Vietnã. Se uma boa parte dos filmes de guerra procura mostrar apenas explosões, tiros e mortes,há outra parte que usa o gênero para refletir sobre o mundo.

MUSICAL – é um gênero de filme, no qual a narrativa se apóia sobre uma sequência de músicas coreografadas, utilizando música, canções e coreografia como forma de narrativa, predominante ou exclusivamente.

FILME NOIR – (pronuncia-se no-ar) é um estilo de filme primariamente associado a filmes policiais, que retrata seus personagens principais num mundo cínico e antipático. O filme noir (em francês, filme preto) é derivado dos romances de suspense da época da Grande Depressão (muitos filmes noir foram adaptados de romances policiais do período), e do estilo visual dos filmes de terror da década de 1930. Os primeiros filmes noirs apareceram no começo da década de 1940. Os “Noirs” foram historicamente filmados em preto-e-branco e eram caracterizados pelo alto contraste, com raízes na cinematografia característica do expressionismo alemão.

POLICIAL – no gênero policial, os argumentos quase sempre envolvem crimes e criminosos, policiais e detetives particulares, gangsteres e ladrões.

PORNOCHANCHADA – é um gênero do cinema brasileiro, comum na década de 70. Surgiu em São Paulo, e contou com uma produção bem numerosa e comercial. A mais conhecida produção era a da chamada boca do lixo, região de prostituição existente na zona central da cidade de São Paulo.

PORNOGRÁFICO – o cinema pornográfico apareceu rapidamente depois da criação da tecnologia de filmes, que fez com que esse tipo de filme fosse possível. O “cinema pornô” (como a maioria dos adeptos chama) tem muito em comum com as outras formas de pornografia.

ROMANCE – os filmes do gênero romance podem ser definidos como aqueles cujo enredo se desenvolve em torno do envolvimento amoroso entre os protagonistas. Um dos pré-requisitos do gênero é de que o filme tenha um “final feliz”. Contudo, alguns filmes com final triste também podem ser considerados filmes do gênero romântico.

SUSPENSE – traz um sentimento de incerteza ou ansiedade mediante as consequências de determinado fato. Em uma definição mais ampla do suspense, tal emoção surge quando alguém está preocupado com sua falta de conhecimento sobre o desenvolvimento de um evento significativo; suspense seria, então, a combinação da antecipação com a lide da incerteza e obscuridade do futuro.

TERROR – O gênero ficcional do terror ou horror existe em qualquer meio de comunicação em que se pretenda provocar a sensação de medo. Desde a década de 1960, que qualquer obra de ficção com um tema mórbido ou repelente, é conhecida do público como um gênero à parte, com grupos de fãs muito específicos que rendem culto a subgêneros ou a determinados filmes e literatura a eles associada. Este gênero está intimamente ligado à ficção fantástica e à ficção científica. O medo é a fonte dos filmes de terror. Alguns acham que o medo é um dos sentimentos que mais faz as pessoas se sentirem vivas e livres.

TRASH – a definição de filme trash ainda é muito discutível, mas em geral trata-se de um filme mal feito propositalmente ou não. Muitas vezes são associados a filmes de terror, mas um filme (ou vídeo) trash é uma estética que pode ser usada em qualquer gênero. Eventualmente são chamados de filmes trash as produções amadoras, usando-se eletrônicos domésticos.

Nota:
Embora o gênero épico pertença à literatura, também costuma ser usado para categorizar certos filmes, tais como Moisés, Ben-Hur, Spartacus, em que feitos heróicos são narrados.

Fonte de Pesquisa:
Wikipédia
Isto é cinema/ Sextante

Hals – RETRATO DE UM CASAL

Autoria de LuDiasBH

O pintor Frans Hals (c. 1583 – 1666) nasceu provavelmente na Antuérpia, quando as províncias holandesas e Flandres (atual Bélgica) ainda pertenciam à Casa Real espanhola. Seu pai Franchoys era um mestre tecelão. Sua família mudou-se logo a seguir para Haarlem, onde ele passou a maior parte de sua vida. As informações sobre sua vida até os 25 anos são bem escassas, embora se saiba que estudou pintura na Academia de Haarlem com o pintor e escritor Karel van Mander – cujos escritos são uma conhecida fonte sobre os primeiros pintores flamengos – e foi membro oficial da Guilda de São Lucas, à qual chegou a presidir.

A composição intitulada Retrato de um Casal ou também Casal em um Jardim é uma obra do artista em que fica claro a independência e a liberdade de seu estilo. Tendo ele visitado o estúdio de Peter Paul Rubens em Antuérpia, fica evidente neste trabalho que se trata de um retrato inspirado na obra do pintor francês, intitulada “Autorretrato com Isabel Brant”. Apesar da inspiração, as duas obras são bem diferenciadas em sua interpretação. Enquanto as figuras de Hals mostram-se despreocupadas e afetuosas, as de Rubens são bem circunspectas. O casal foi identificado como sendo Isaac Massa e sua noiva Beatrix van der Laen, embora alguns críticos de arte não concordem.

O casal burguês encontra-se sentado à esquerda da composição, encostado ao tronco de uma frondosa árvore, em primeiro plano, com o olhar voltado para o observador. A mulher traz a mão direita apoiada no braço do companheiro – simbolizando a união – e a esquerda no colo. Ambos mostram um semblante de incontida alegria, embora o olhar da mulher pareça revelar algo mais. Já é possível, com tal gesto, perscrutar a capacidade de observação que o artista viria a imprimir em seus trabalhos em seu período de maturidade.

A hera desce do tronco da árvore e rodeia  o lado esquerdo da mulher, enquanto um cardo, presente no canto inferior esquerdo, ao lado do homem, parece fazer uma alusão à Bíblia (Gênesis: 3;17). À esquerda do par, ao fundo, é vista uma vila iluminada pelo sol, uma estátua de mármore, uma fonte, um casal de pavões, lembrando o estilo dos pintores de Veneza. Os detalhes iconográficos mostram a vila como sendo o templo de Juno – a deusa protetora do casamento, cujo atributo era o pavão.

Um segundo casal, presente na paisagem, parece observar os retratados, enquanto dois outros observam a fonte. Pela semelhança com a paisagem dos venezianos paira a dúvida sobre seu real autor. Era muito comum, à época, tanto na Itália quanto nos Países Baixos, o fato de muitos artistas trabalharem em conjunto, cabendo a cada um deles uma parte da obra. Alguns eram especializados em pintar naturezas-mortas, outros pintavam figuras humanas, outros eram responsáveis pelas paisagens, etc. Isso acontecia porque os grandes mestres em razão do excesso de encomendas, como foi o caso de Peter Paul Rubens, precisavam contar com a ajuda de outros pintores.

O pintor Frans Hals, em 1910, assim descreve a pintura em seu catálogo de obras:

Em um jardim, um cavalheiro senta-se no primeiro plano à esquerda, sorrindo para o espectador. Sua mão direita está ao lado do peito e a mão esquerda pressionada ao lado, bigode e barba pontuda, usa um chapéu de feltro preto de abas largas, uma roupa de seda preta com gola de renda e pulseiras de linho finas. A mulher, curvando-se um pouco para a frente, com a cabeça virada para trás, três quartos, sorri maliciosamente para o espectador, a mão direita repousa sobre o ombro esquerdo do homem, a mão esquerda no colo, o vestido preto sob um vestido roxo, um ruff, um boné branco enfiado com uma fita rosa e pulseiras de renda. Por trás do casal estão as árvores. À direita, há um parque com casais felizes, um prédio, uma fonte e uma estátua.

 Ficha técnica
Ano: c. 1622
Técnica: óleo sobre madeira
Dimensões: 140 x 166 cm
Localização: Museu Frans Hals, Haarlem, Holanda

Fontes de pesquisa
Gênios da pintura/ Abril Cultural
1000 obras-primas da pintura europeia/ Könemann
https://www.wga.hu/html_m/h/hals/frans/01-1623/12coupl.html

Hals – A BRUXA DE HAARLEM

Autoria de LuDiasBH

O pintor Frans Hals (c. 1583 – 1666) nasceu provavelmente na Antuérpia, quando as províncias holandesas e Flandres (atual Bélgica) ainda pertenciam à Casa Real espanhola. Seu pai Franchoys era um mestre tecelão. Sua família mudou logo a seguir para Haarlem, onde ele passou a maior parte de sua vida. As informações sobre sua vida até os 25 anos são bem escassas, embora se saiba que estudou pintura na Academia de Haarlem com o pintor e escritor Karel van Mander – cujos escritos são uma conhecida fonte sobre os primeiros pintores flamengos – e foi membro oficial da Guilda de São Lucas, à qual chegou a presidir.

A composição intitulada Malle Babbe ou Cigana, mas sendo mais conhecida como A Bruxa de Harleem é uma das obras mais famosas do artista barroco em que predomina o movimento e a emoção. Trata-se de uma tela de grande originalidade, cuja linguagem, ao lado de “Dois Rapazes Rindo”, “O Alegre Bebedor”, “La Bohémienne” e “Monsieur Peeckhaering” mostraram novos caminhos para a pintura dos séculos que viriam. O pintor, nesta pintura, deixa claro o seu caráter brincalhão e a sua capacidade de observação do ser humano.

O artista barroco usa o retrato para repassar uma mensagem de moralidade. A personagem retratada é uma velha louca e bêbada. Ela traz no ombro esquerdo um mocho – designação comum a muitas aves de rapina. A presença do mocho como ave noturna representa o mau comportamento dos homens, evidenciado aqui pelo alcoolismo, cuja representação é o jarro de cerveja com a tampa aberta, seguro pela louca. Seu corpo sofre uma torção diagonal, elevando a ave à altura de sua cabeça, o que, ao lado da hierarquização dos motivos presentes na tela, amplia a força do retrato.

A louca é mostrada pelo artista com simpatia, sentada no canto de uma mesa. Seu sorriso é consequência tanto do abuso do álcool quanto da estupidez advinda de sua loucura. Ela aparenta conversar ou rir de alguém à direita da tela. Sua roupa simples retrata a época em que viveu. O retrato é ao mesmo tempo mágico e assustador e ganhou a admiração de inúmeros pintores, pois existem muitas cópias e variantes desta obra. Um de seus grandes admiradores foi Gustave Courbert que dela fez uma cópia. Existe uma série de obras relacionadas à pessoa real que serviu de modelo para Hans nesta pintura.

Ficha técnica
Ano: c. 1634
Técnica: óleo sobre madeira
Dimensões: 78,5 x 66,2 cm
Localização: Gemäldegalerie, SMPK, Berlim, Alemanha

Fontes de pesquisa
Gênios da pintura/ Abril Cultural
1000 obras-primas da pintura europeia/ Könemann
https://www.wga.hu/html_m/h/hals/frans/01-1623/12coupl.html

Hals – A GAROTA CIGANA

Autoria de LuDiasBH

O pintor holandês Frans Hals (c.1583 – 1666) foi aluno do pintor e escritor Karel van Mander e, posteriormente, tornou-se membro da Guilda de São Lucas, à qual chegou a presidir. Sempre colocando em destaque a figura humana, Hals tornou-se um reconhecido retratista da burguesia holandesa. Contudo, seus retratos eram extremamente realistas, uma vez que era dono de uma rigorosa capacidade de observação e expressão. Seu trabalho foi muito importante para a pintura de seu país ao dar início a um estilo nacional independente.

Em sua composição A Cigana – considerada uma obra-prima do artista – ele une a pintura de gênero com a de retrato. Apresenta uma sorridente e jovem mulher de faces rosadas que se encontra voltada para o observador, embora seu olhar esteja direcionado para seu lado esquerdo, como se olhasse para seus cabelos escuros que caem sobre os ombros. Usa uma blusa branca de mangas compridas com um ousado decote que deixa a descoberto a maior parte de seus seios unidos e fartos. Sobre a blusa usa um corpete vermelho.

Alguns historiadores de arte supõem que a retratada é uma prostituta. Acham que em razão da sensibilidade e capacidade de observação do artista, ele põe a nu a vida das pessoas marginalizadas socialmente, ao retratá-las individualmente. Para eles, a garota cigana aqui retratada, representaria a alegoria do tato, de acordo com as alegorias dos cinco sentidos criadas por ele.

A jovem é iluminada de frente por uma luz clara e direta. As cores presentes são as principais responsáveis por sua forma, bem mais do que a luz e a sombra. A exuberância da luz e das pinceladas coloridas da técnica de Frans Hals transmite a sensação de uma alegria sem constrangimento, trazendo vida à obra. O manuseio da tinta pelo artista tornou-se um meio de expressão em si mesmo. É por isso que muitas de suas obras mostram-se ainda hoje extremamente modernas.

Ficha técnica
Ano: c. 1630

Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 88 x 52 cm
Localização: Museu do Louvre, Paris, França

Fontes de pesquisa
Enciclopédia dos Museus/ Mirador

1000 obras-primas da pintura europeia/ Könemann
http://www.wga.hu/html/h/hals/frans/03-1630/32nogyps.html