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Teste – DIVISÃO DE SÍLABAS (ENEM)

Autoria de LuDiasBH

  1. Os pequenos segmentos fônicos de uma palavra, contendo uma vogal em cada um, são notados quando pronunciamos lentamente cada sílaba. Cada vogal ou grupo de sons, portanto, pronunciados de uma só vez, recebe o nome de sílaba.

    Em todas as alternativas as palavras têm suas sílabas separadas corretamente, exceto:

    1. ru-a, ban-dei-ra, es-tu-dan-te, en-xa-guou
    2. li-ber-da-de, moe-da, fo-lha-gem
    3. u-ni-ver-si-da-de, á-gua, pa-cí-fi-co
    4. so-nhar, por-tu-guês, a-plau-dir, a-le-grou

  2. No que diz respeito ao número de sílabas as palavras podem ser classificadas em monossílas (uma sílaba), dissílabas (duas sílabas), trissílabas (três sílabas) e polissílabas (mais de três sílabas).

    Em uma das alternativas abaixo todas as palavras são classificadas como monossílabos:

    1. sol, vaso, loureiro, pão
    2. quais, tal, mão, só, quão
    3. nação, apagado, herói, vai
    4. livro, uma, absoluto, uns

  3. Em uma das alternativas abaixo todas as palavras são classificadas como dissílabas:

    1. rua, sonhar, ninguém
    2. ninguém, viu, banal
    3. sonhar, árvore, estudar
    4. rua, doença, vírus

  4. Em uma das alternativas abaixo todas as palavras são classificadas como trissílabas:

    1. número, pessoas, ultrapassa
    2. desafio, chegar, saudáveis
    3. depressão, doença, psicologia
    4. Teatro, recente, respeito

  5. Em uma das alternativas abaixo todas as palavras são classificadas como polissílabas:

    1. Europa, país, quaisquer
    2. Brasil, nacional, circuito
    3. Argentina, lâmpada, aluno
    4. quais, saguão, empreendimento

  6. Os ditongos (vogal + vogal) e os tritongos (vogal + semivogal + vogal) não podem ser separados.

    Marque a alternativa em que ocorreu um erro:

    1.  au-las, guar-da, a-guei,
    2. es-pé-cie, fei-to, Pa-ra-guai
    3. bis-coi-to, vá-cu-o, va-ra-pau
    4. fu-giu, pe-rí-cia, pa-pai

  7. No hiato (vogal + vogal) as vogais são separadas.

    Todas as alternativas estão corretas, exceto:

    1. pi-a-da, hi-a-to, mo-e-da
    2. ci-ú-me, com-pre-en-der, ra-iz
    3. sa-ú-de, pa-ra-í-ba, so-ar
    4. sa-biá, sá-bi-a, po-e-ma

  8. Os dígrafos ch, lh, nh, qu, gu jamais podem ser separados.

    Marque a alternativa em que há erro:

    1. Chi-le, qui-a-bo, nin-ha-da
    2. ni-nho, fo-lha, san-gue
    3. chí-ca-ra, ra-ma-lhe-te
    4. li-din-ho, ca-na-lha, por-que

  9. Separam-se as vogais idênticas e os grupos consonantais cc e cç:

    Marque a opção incorreta:
    1. caa-tin-ga,
    2. fac-ção
    3. ni-i-lis-mo,
    4. re-es-tru-tu-rar,

  10. A mudança na escrita de uma linha para outra é chamada de translineação, ou seja, quando parte da palavra fica no final da linha superior e a outra parte no início da linha inferior. Não se deve deixar apenas uma letra pertencente a uma palavra no início ou no final de linha. Lembre-se também de que na translineação de palavras com hífen, se a partição coincide com o fim de um dos elementos, não se deve repetir o hífen na linha seguinte. 

    Marque a única alternativa correta, levando em conta a divisão da palavra no final da linha:

    1. O menino foi cedo à escola para assistir à aula de Históri (-a).
    2. O mundo teme o desmatamento da Floresta A-(mazônica).
    3. Ele fez uma maravilhosa viagem de circum-(-navegação).
    4. O casamento só teve início com a chegada do vigá-(rio).

Gabarito

1 b/ 2b/ 3a/ 4d/ 5c/ 6 c/ 7d/ 8d/ 9a/ 10d

Teste – A Arte Grega II

Autoria de LuDiasBH

A intensa vida cultural, cívica e política da Grécia antiga fez dela um canteiro propício para a arte. O homem era valorizado, visto como indivíduo e essa concepção humanística refletiu em todos os campos da arte grega. Um exemplo disso é o homem retratado pelas esculturas. As estátuas mostram-no em toda a sua beleza, no auge da juventude. As artes visuais foram influenciadas pela cultura atlética, ligada aos jogos olímpicos. O corpo dos atletas era visto como a imagem da beleza e da perfeição divina. É por isso que a grande maioria das esculturas eram masculinas uma vez que as mulheres não participavam dos jogos olímpicos. Quando houve a fusão do bronze, os escultores tiveram a oportunidade de fazer obras ainda mais detalhadas em razão da maleabilidade do novo material, passando a representar o movimento e o impulso vital da figura humana.

  1. Os gregos cultuavam___________, o pai dos deuses, portanto o mais importante e poderoso do panteão, conhecido na mitologia romana como Júpiter.

      1. Baco;
      2. Marte;
      3. Apolo;
      4. Zeus.

  2. Foi tido como o mais importante dos escultores gregos na Antiguidade:

      1. Miron
      2. Policleto
      3. Fídias
      4. Donatello

  3. Todas as alternativas abaixo, relativas à arte grega, estão corretas, exceto:

      1. Os governantes das cidades-estados eram aristocratas cultos, ligados à arte.
      2. O valor do homem como indivíduo era colocado em destaque na arte.
      3. A escultura na Grécia antiga estava ligada à cultura atlética.
      4. As esculturas femininas predominavam em razão do ideal esportivo.

  4. Todas as alternativas abaixo relativas à escolha da figura humana na arte grega, estão corretas, exceto:

      1. Simbolizava muitas qualidades divinas ou sobre-humanas.
      2. A nudez masculina simbolizava o homem ideal e Apolo (deus da beleza).
      3. A mais famosa imagem feminina na arte grega é Vênus (deusa da beleza).
      4. O teatro não era uma instituição cultural importante na Grécia antiga.

  5. A Acrópole (cidadela construída em local elevado, com finalidades defensivas ou para a instalação de edifícios sagrados ou civis) era o símbolo visual das cidades gregas. A mais importante delas está situada na cidade de:

      1. Atenas;
      2. Cairo;
      3. Alexandria;
      4. Florença.

  6. A pintura grega figurava em paredes, estatuárias e cerâmicas que eram adornadas com imagens que representavam:

      1. atividades pastoris e deuses egípcios;
      2. atividades diárias e cenas mitológicas;
      3. figuras de jogos e guerras;
      4. cenas de guerra e deuses romanos.

  7. Ao contrário da escultura egípcia que era estática, o estatuário grego apresentava:

      1. perfeição de formas e movimentos;
      2. desequilíbrio entre virtudes físicas e morais;
      3. movimento e imperfeição;
      4. cores fortes e contrastantes.

  8. O teatro teve origem no culto a Dionísio, o deus mitológico do vinho, sendo dividido em tragédia e comédia.
    Assinale a resposta incorreta:

      1. A tragédia retratava a religião ou a saga dos heróis.
      2. A comédia criticava a política e as intrigas amorosas e familiares.
      3. Fídias, Ésquilo, Sófocles foram os mais conhecidos autores da tragédia.
      4. Aristófanes foi o maior representante da comédia.

  9. Eram instrumentos tradicionais da época:

      1. violão e cítara;
      2. cítara e piano;
      3. lira e violoncelo;
      4. lira e cítara.

  10. O classicismo (arte das antigas Grécia e Roma) influenciou os artistas do:

      1. Modernismo;
      2. Rococó;
      3. Renascimento;
      4. Barroco.

Gabarito
1d/ 2c/ 3d/ 4d/ 5a/ 6b/ 7a/ 8c/ 9d/ 10c

Valdés Leal – AS TENTAÇÕES DE SÃO JERÔNIMO

Autoria de LuDiasBH

O pintor e gravador barroco espanhol Juan de Valdés Leal (1622 – 1690) era filho de um ourives português e de uma sevilhana. Não existem informações sobre sua formação. Presume-se que tenha sido aluno de Antonio del Castillo Saavedra em Córdoba. Possuía uma oficina em sua casa, ali realizando seus primeiros trabalhos. Com o surgimento da epidemia de cólera em 1649, o artista mudou-se com sua família para Sevilha onde angariou uma boa clientela, ainda assim, sua precária economia acompanhou-o pelo resto da vida. Juan de Valdés  Leal possuía um estilo barroco tendendo para o tenebroso. Em seu estilo dramático ele valorizava mais a expressão do que a beleza. Sua arte possuía um desenho forte, uma cor brilhante, uma sensação de movimento e uma iluminação dramática. O artista é tido, ao lado de Murillo, como um dos mais renomados representantes da pintura barroca na Espanha.

A composição religiosa intitulada As Tentações de São Jerônimo é uma obra do artista. Fazia parte de uma grande encomenda (cerca de 18 telas) feita pelo mosteiro hieronimita de Buenavista e na qual estavam incluídos episódios da vida do santo, assim como retratos de corpo inteiro dos irmãos da ordem. A série tinha por objetivo decorar a sacristia do convento de São Jerônimo de Buenavista em Sevilha. A pintura segue a composição feita por Zurbarán para Guadalupe, contudo Valdés Leal dá um refinamento em sua obra que não se encontra presente no modelo que seguiu.

O pintor retrata uma das mais frequentes tentações que o santo sofreu durante sua permanência no deserto: a aparição de belas mulheres que dançavam com sensualidade à sua volta — conforme afirmou em uma de suas cartas. Para fugir da tentação, São Jerônimo volta-se para a imagem de Jesus Cristo na cruz e ergue os braços pedindo o afastamento daquele desejo. Ele é retratado quase se nu, ajoelhado, rejeitando as mulheres lascivas — dançando e tocando instrumentos atrás dele — com o gesto de suas mãos.

O santo está ajoelhado diante de uma rocha onde se vê um grande crucifixo, um livro aberto (Sagradas Escrituras), uma pedra e uma caveira que são seus atributos. No plano inferior encontram-se outros três livros — um deles aberto — próximos à assinatura do artista. Seu rosto denotando rejeição contrasta com a postura lasciva das mulheres que usam vestidos luxuosos. É interessante observar a descrição do ambiente da caverna onde o santo vive, assim como a paisagem do deserto ao fundo.

Ficha técnica
Ano: 1657
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 222 x 247 cm
Localização: Museu de Belas Artes, Sevilha, Espanha

Fontes de pesquisa
Pintura na Espanha/ Cosac e Naify Edições
https://www.artehistoria.com/en/artwork/tentaciones-de-san-jerónimo

Valdés Leal – LIBERTAÇÃO DE SÃO PEDRO

Autoria de LuDiasBH

Esta é uma das pinturas mais ardentes e dinâmicas de Valdés Leal, destacando-se, acima de tudo, a figura do anjo, que é uma das melhores realizações da sua produção. (Enrique Valdivieso)

O pintor e gravador barroco espanhol Juan de Valdés Leal (1622 – 1690) era filho de um ourives português e de uma sevilhana. Não existem informações sobre sua formação. Presume-se que tenha sido aluno de Antonio del Castillo Saavedra em Córdoba. Possuía uma oficina em sua casa, ali realizando seus primeiros trabalhos. Com o surgimento da epidemia de cólera em 1649, o artista mudou-se com sua família para Sevilha, onde angariou uma boa clientela, mas ainda assim sua precária economia acompanhou-o pelo resto da vida. Juan de Valdés Leal possuía um estilo barroco tendendo para o tenebroso. Em seu estilo dramático, ele valorizava mais a expressão do que a beleza. Sua arte possuía um desenho forte, uma cor brilhante, uma sensação de movimento e uma iluminação dramática. O artista é tido, ao lado de Murillo, como um dos mais renomados representantes da pintura barroca na Espanha.

A composição religiosa intitulada Libertação de São Pedro é uma obra do artista em que predomina a teatralidade vista em outras pinturas suas da década de 1650. A cena mostra o apóstolo Pedro preso em sua cela, acompanhado de um guarda — sentado a sua frente — e um segundo de pé — atrás dele —, quando recebe a visita de um anjo. O santo faz um gesto piedoso de súplica em direção ao ser divinal. Sua face iluminada pela claridade angelical traz uma mistura de temor e tremor, corroborada com a mão alongada na mesma direção indicada pela mão direita do anjo.

A entrada do ser resplandecente na cela da prisão, com suas grandes asas totalmente abertas e túnica tremulante, caminhando com passos largos, cria um grande impacto na composição. A luminosidade do anjo que ilumina São Pedro contrasta com a escuridão do lugar, sendo os guardas da prisão engolidos pela sombra.

Ficha técnica
Ano: 1656
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 188 x 221 cm
Localização: Catedral, Sevilha, Espanha

Fontes de pesquisa
Pintura na Espanha/ Cosac e Naify Edições
http://www.loyolaandnews.es/la-liberacion-de-san-pedro/

Teste – LÍNGUA PORTUGUESA (ENEM)

Autoria de LuDiasBH

A língua é a criação, mas também o fundamento da linguagem — que não poderia funcionar sem ela —; é, simultaneamente, o instrumento e o resultado da atividade de comunicação. Por outro lado, a linguagem não pode existir, manifestar-se, desenvolver-se a não ser pelo aprendizado e pela utilização de uma língua qualquer. (Tatiana Slama-Casacu)

  1. Trata-se da faculdade que as pessoas possuem de se comunicarem umas com as outras, exprimindo seus conceitos, ideias e sentimentos, sendo que qualquer conjunto de signos ou sinais é considerado um meio de comunicação.

    1. Linguagem
    2. Língua
    3. Linguística
    4. Fonema

  2. Trata-se de um código verbal específico, ou seja, de um conjunto dos elementos que constituem a linguagem falada ou escrita peculiar a uma coletividade.

    1. Discurso
    2. Sintaxe
    3. Linguagem
    4. Língua

  3. Diz respeito à língua no ato da comunicação que pode ser oral ou escrita, levando em conta a execução individual de cada pessoa, devendo a exposição ser ordenada para que se entenda o sentido do assunto exposto.

    1. Língua
    2. Linguagem
    3. Discurso
    4. Gramática

  4. No que diz respeito à linguagem, trata-se da maneira particular e pessoal de um indivíduo se expressar, ou seja, do modo pelo qual ele usa os recursos da língua para expressar, verbalmente ou por escrito, pensamentos e sentimentos.

    1. Discurso
    2. Gramática
    3. Linguagem
    4. Estilo

  5. Trata-se do ramo da linguística que estuda a língua como fenômeno social e cultural.

    1. Sociolinguística
    2. Linguística
    3. Estatística
    4. Analítica

  6. Modo de falar restrito e próprio de uma comunidade linguística menor, pertencente a outra maior, inserida numa mesma língua, como as variações da língua portuguesa faladas no Brasil.

    1. Estilo
    2. Discurso
    3. Dialeto
    4. Linguística

  7. A língua portuguesa originou-se do ————-, hoje língua morta, que por sua vez entronca-se na grande família das línguas indo-europeias.

    1. latim
    2. espanhol
    3. francês
    4. inglês

  8. As chamadas línguas românicas, também conhecidas como línguas neolatinas ou línguas latinas são idiomas que integram o vasto conjunto das línguas indo-europeias que se originaram da evolução do latim, principalmente do latim vulgar, falado pelas classes mais populares. São elas:

    1. espanhol, francês, português, romeno e inglês;
    2. francês, espanhol, holandês, português e romeno;
    3. romeno, espanhol, português, italiano e francês;
    4. português, espanhol, italiano, francês e norueguês.

  9. A língua portuguesa é a segunda língua neolatina mais falada em todo o mundo, enquanto o espanhol ocupa o primeiro lugar. O português é a língua oficial dos seguintes países:

    1. Brasil, Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Nigéria;
    2. Brasil, Portugal, Argentina, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor Leste;
    3. Brasil, Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, México, São Tomé e Príncipe, Timor Leste;
    4. Brasil, Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor Leste.

  10. A ———– tem como principal função regular a linguagem e estabelecer padrões de escrita e fala para os falantes de uma língua. Graças a ela, a língua pode ser analisada e preservada, apresentando unidades e estruturas que permitem seu bom uso.

    1. gramática
    2. linguística
    3. síntese
    4. ortografia


Gabarito

1a / 2d/ 3c/ 4d/ 5a/ 6c/ 7a/ 8c/ 9d/ 10d

Valdés Leal – SÃO JOÃO EVANGELISTA E AS…

Autoria de LuDiasBH

Esta é uma das pinturas mais ardentes e dinâmicas de Valdés Leal, destacando-se, acima de tudo, a figura do anjo que é uma das melhores realizações da sua produção. (Enrique Valdivieso)

O pintor e gravador barroco espanhol Juan de Valdés Leal (1622 – 1690) era filho de um ourives português e de uma sevilhana. Não existem informações sobre sua formação. Presume-se que tenha sido aluno de Antonio del Castillo Saavedra em Córdoba. Possuía uma oficina em sua casa, ali realizando seus primeiros trabalhos. Com o surgimento da epidemia de cólera em 1649, o artista mudou-se com sua família para Sevilha. Juan de Valdés Leal possuía um estilo barroco tendendo para o tenebroso em que  valorizava mais a expressão do que a beleza. Sua arte possuía um desenho forte, uma cor brilhante, uma sensação de movimento e uma iluminação dramática.

A composição barroca intitulada São João Evangelista e as Marias a Caminho do Calvário — também conhecida como A Virgem com São João Evangelista e as Três Marias a Caminho do Calvário — é uma obra do artista espanhol.  A pintura é inspirada num texto do Evangelho e retrata uma passagem da história da Paixão de Cristo. Este é um de seus trabalhos mais emocionantes.

A cena acontece à margem da subida de Cristo ao monte Calvário. Ao tomarem conhecimento do destino do Salvador, as santas mulheres — dentre elas se encontra Maria, a mãe de Jesus — correm para o local da crucificação. Elas estão sendo guiadas por São João Evangelista que, à frente do grupo, aponta a direção, enquanto segura a mão da Virgem Maria. Enquanto o santo demonstra uma atitude mais enérgica, as mulheres mostram-se mais contidas, como se aceitassem o que está por vir. O pintor reflete, com grande intensidade, o sentimento de tristeza coletiva.

Em sua obra Valdés Leal representa com muita sensibilidade o medo, a ansiedade e o pesar de que é tomado o grupo, já prevendo o desenrolar dos cruéis acontecimentos. Ao envolver as figuras com luzes tempestuosas, ele reforça o presságio, dotando a cena de  mais emoção. É também brilhante a maneira pela qual o artista consegue passar para o observador a sensação de movimento, principalmente através do gesto largo do santo, aumentando ainda mais a dramaticidade da cena.

Ficha técnica
Ano: 1657/68
Técnica: óleo sobre tela
Dimensões: 144 x 204 cm
Localização: Museu de Belas Arts, Sevilha, Espanha

Fontes de pesquisa
Pintura na Espanha/ Cosac e Naify Edições
https://www.artehistoria.com/es/obra/virgen-con-san-juan-evangelista-y-las-tres-marías