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Recontando as mais diferentes fábulas de Esopo, Fedro, La Fontaine, Monteiro Lobabo, dentre outros, situando-as em nosso cotidiano, mas mantendo seus fundamentos morais. Abaixo da fábula, um texto reflexivo sobre o tema.

Fábulas – CURTAS E RASTEIRAS (XX)

Autoria de LuDiasBH

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  1. O Casamento do Sol e da Lua

O deus Júpiter resolveu casar o Sol com a Lua, para que dessem crias a mais Sóis, uma vez que o Universo andava com falta de luz. E foi por isso que, depois de tal anúncio, todos os bichos passaram a festejar as núpcias com estrondosa alegria. Mas nem todos eles, é bom que se diga, pois uma velha rã, ao ver tanto reboliço à sua volta, lamentou a tolice de seus companheiros, pois se um sol já secava plantações, rios e lagoas, o que não faria mais de um?

Moral da história
Certos indivíduos festejam sem analisar o desdobrar dos fatos, e acabam pagando um preço muito caro.

  1. O Caçador, o Sabiá e a Serpente

Certo homem era a maldade em pessoa. Gostava, sobretudo, de caçar passarinhos e aprisioná-los. De uma feita, viu um sabiá numa árvore e lá foi ele tentar fixar uma armadilha para prender o pequenino. Mas enquanto subia através dos galhos, foi picado por uma cascavel que dormia sossegadamente, antes de ele ali chegar. O infeliz malvado morreu poucas horas depois, sob o trinado alegre do sabiá.

Moral da história
Aquele, que maquina a maldade contra outrem, pode ser preso em sua própria teia.

  1. O Cavalo e o Tempo

Não havia quem não admirasse a beleza e a força de certo cavalo baio, campeão de um sem conta de corridas. Em seu nome, seu dono ganhara inúmeras medalhas e muito dinheiro. Contudo, maior do que sua glória era sua empáfia. Recusava-se a conversar com qualquer um de seus irmãos, julgando-os inferiores. Mas o arrogante quebrou a perna e não pode mais correr. Seu dono vendeu-o para uma moenda, onde gemia sob o peso da roda.

Moral da história
O amanhã é sempre incerto. Que os tolos, soberbos e prepotentes acordem para isso.

  1. O Homem e a Mordida do Cão

Passando despercebido diante de um portão, certo homem levou na perna esquerda uma forte dentada de um cão. Saiu em busca de socorro até encontrar um curandeiro, que o aconselhou passar um pedaço de pão no local afetado, ainda a escorrer sangue, e jogá-lo ao cão que o mordera. Mas esse relutou sob o argumento de que, se assim o fizesse, todos os cães da cidade iriam a seu encalço, em busca de comida.

Moral da história
É preciso prestar atenção nos conselhos, para que o mal não se torne ainda maior.

  1. A Mosca e o Touro

Uma mosca, com a barriga cheia de melado, resolveu procurar um animal para apoquentar. O primeiro que encontrou pela frente foi um touro. Pousou nos seus chifres, pulando de um para outro. Já cansada, avisou ao bovino que estava de partida. Ele lhe respondeu que nem sabia que ela ali se encontrava.

Moral da história
Existem pessoas que são tão insípidas, cuja presença não acrescenta nada à vida de outrem.

Fábulas – CURTAS E RASTEIRAS (XIX)

Recontadas por LuDiasBH

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  1. O Homem e a Terra

Júpiter deu ordem ao deus Hermes para que desse ao homem e à mulher a Terra como moradia. Mas, assim que se apossaram do planeta, o casal e sua descendência começaram a derrubar as florestas e a cavar profundos buracos na terra. Enfraquecido pela dor, o planeta terrestre pediu a seus inquilinos humanos que não lhe tirassem a pele e nem esburacasse sua carne. Mas eles fizeram ouvidos moucos. Ele então lhes disse que lhes restituiria a maldade enterrando seus ossos, molhados com muitas lágrimas, sob o som pungente dos gemidos dos que ficavam depois.

Moral da história
Não há nada se faça na Terra que não se tenha um retorno.

  1. Os dois Adversários Políticos

Um barqueiro fazia a travessia de um canal marítimo, levando dois homens, inimigos políticos de longas datas. Procurando se distanciar ao máximo, um sentou na popa do barco e o outro na proa. Uma procela abateu-se sobre eles. A morte era iminente para todos. O homem da popa quis saber qual parte da embarcação afundaria primeiro. O barqueiro disse-lhe que era a proa. Satisfeito, ele deu um grande sorriso, alegando que seria um imenso prazer ver seu inimigo morrer primeiro.

Moral da história
Algumas pessoas jogam com a própria vida, unicamente para ver o inimigo fracassar, ainda que o leve junto.

  1. A Serpente e a Lima

Estava uma serpente esfomeada, pois não comia havia dois dias, quando entrou na oficina de um ferreiro. Remexeu aqui e acolá procurando algo para matar sua fome. Viu uma lima novinha em folha, e optou por comê-la. Mas assim que deu a primeira bocada, ouviu o deboche do instrumento, chamando-a de tola, uma vez que não costumava ceder nada a ninguém, mas ao contrário, só era de seu instinto tirar.

Moral da história
Os avaros só pensam no próprio umbigo, não hesitando em tirar do outro até mesmo a pele.

  1. Júpiter e a Raposa

Depois de observar a raposa por um longo tempo, o deus Júpiter achou que, em razão de sua inteligência e habilidade, poderia dar-lhe a soberania sobre os animais da floresta. E assim o fez. Dona Vulpes vulpes passou a andar só de liteira, carregada por dois possantes ursos. O deus, porém, continuava a o observá-la, para ver sua conduta. De uma feita, enquanto era transportada, viu uma franguinha na beira da estrada, e sobre ela pulou ávida. Foi o bastante para que Júpiter destituísse-a de seu cargo.

Moral da história
Os hipócritas, ainda que atinjam altos patamares, não tardam em mostrar a sua real natureza.

  1. Júpiter e as Conchas

O deus Júpiter andava chateado com a humanidade. A maior parte dela tornara-se má, avara, imoral e traiçoeira. Encarregou, portanto, o deus Hermes de anotar todas as faltas dos homens e mulheres em conchas. Semanalmente, o encarregado levava-as até o deus dos deuses, para que ele castigasse os insensatos. Mas, pelo fato de as pequenas conchas misturarem entre si, o castigo não era dado cronologicamente.

Moral da história
A Justiça dos céus pode tardar, mas jamais deixará de acontecer, ainda que a humana nada faça.

Fábulas – CURTAS E RASTEIRAS (XVIII)

Recontadas por LuDiasBH

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  1. Os Cães, os Gatos e o Fazendeiro

Certo fazendeiro, muito fanfarrão, prometeu que, ao casar sua única filha, faria a maior festa das redondezas, com duração de trinta dias. E foi assim que ele e seus convidados comeram todos os cordeiros, e depois as cabras e os bois, até mesmo os que o ajudavam na lavoura. Seus gatos e cães, pressentindo o perigo, resolveram sumir no mundo, pois, se ele não poupara nem mesmo os bois, que trabalhavam na lavoura, quanto mais eles…

Moral da história
Todo cuidado é pouco com aqueles que maltratam até mesmo quem os ajuda.

  1. O Fazendeiro e a Serpente

Uma serpente estava a tomar sol sobre um rochedo, quando sentiu um forte peso sobre seu corpo. Num rápido movimento, ela acabou picando o filho do fazendeiro, que morreu dois dias depois. O pai do garoto montou guarda no lugar, esperando que a víbora aparecesse. Ao vê-la, tentou golpeá-la com seu machado, mas ela foi mais esperta, ficando apenas a rocha fendida. Vendo que era melhor tê-la como amiga do que inimiga, o homem convidou-a para reatarem amizade. Ela, porém, disse-lhe que a sepultura de seu filho e a marca na rocha seriam sempre uma lembrança viva da vingança existente entre eles.

Moral da história
Existem cicatrizes que são como um vaso de porcelana remendado, cujas marcas estarão sempre visíveis.

  1. A Viúva e o Curandeiro

Ao cair-lhe suco de urtiga nos olhos, uma viúva pediu a presença de um curandeiro, que os tapou com compressas de pepino, e pediu-lhe que assim ficasse por algumas horas. Enquanto isso, ele afanou todos os móveis. Levada ao delegado, sob a alegação de não pagar o serviço, ela lhe afirmou que ficara mais cega do que antes, pois não enxergava um só móvel dentro de sua casa. O homem da lei mandou seu oficial à casa da mulher, e esse chegou à conclusão de que ela fora roubada pelo mandingueiro, jogando-o no xadrez, depois de ele restituir os móveis.

Moral da história
O feitiço, na maioria das vezes, volta literalmente para o feiticeiro.

  1. A Fazendeira e as Galinhas

Certa fazendeira tinha cerca de uma dúzia de galinhas. Todos os dias, ela juntava os ovos para serem vendidos na feira do sábado, o que lhe garantia um bom dinheiro. Mas ela queria muito mais! Por isso, passou a dar milho para as galinhas várias vezes ao dia, para que em vez de um, botassem dois ovos. As penosas engordaram tanto, que nem mais botaram um ovo sequer.

Moral da história
A cupidez é uma péssima conselheira, pois quem tudo quer, tudo perde.

  1. O Veado e o Lobo

O veadinho chegara àquela mansão quando era uma coisinha de nada. Por ele tomara amor os mandantes da cidade. Com o tempo, acabou por absorver a empáfia da família, julgando-se superior a qualquer outro animal. De uma feita, passava um leão em frente à casa, e ele se pôs a debochar de sua juba eriçada. Chateado, o felino lembrou-lhe de que ele se valia do lugar onde se encontrava, e que fora dali não era nada.

Moral da história
O homem público vale-se do cargo, como se ali fosse permanecer toda a vida, sem se lembrar de que, ao deixá-lo, não passará de uma pessoa como outra qualquer.

Fábulas – CURTAS E RASTEIRAS (XIV)

Recontadas por LuDiasBH

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  1. A Raposa e o Cão

Certa raposa vinha há muitos dias planejando comer um cordeiro de um determinado rebanho. Pensara em mil astúcias, mas nenhuma mostrava-se a contento. Então resolveu mostrar que era amiga do rebanho. Indroziu-se nele e passou a afagar os cordeiros. Quando o cão pastoreador pegou-a com um filhote de ovelha no colo, afagando-o, a espertalhona explicou-se dizendo que adorava acarinhar os cordeirinhos. O cão, formado em tretas e manhas, disse-lhe que, se não se afastasse logo dali, iria receber suas carícias. E ela deu no pé!

 Moral da história
Não se pode esperar bondade dos espertalhões, pois só agem em benefício próprio.

  1. O Macaco, a Raposa e o Poder

Os animais reuniram-se em assembleia para escolher um governante. O macaco já adentrou na clareira fazendo mil estripulias e soltando ditos sarcásticos, que levaram todos os presentes ao riso. E assim acabou sendo o mais votado. Mas uma raposa, insatisfeita com a falta de critério de seus companheiros na escolha do novo chefe, chamou o macaco para pegar um presente que ela havia guardado para ele. Afoito, o animal pulou no local indicado, ficando preso numa armadilha. A raposa então lhe disse que, inconsequente e irresponsável como ele era, jamais poderia assumir um cargo de tamanha responsabilidade.

Moral da história
Os ingênuos e tolos, que se lançam em empreendimentos para os quais não possuem um mínimo de preparo, estarão fadados ao insucesso e ao escárnio.

  1. O Macaco, a Raposa e a Nobreza

Encontrando-se o macaco e a raposa numa estrada, puseram-se os dois a caminhar e a discutir sobre a nobreza de suas respectivas famílias. Mais à frente, ao aproximarem-se de um cemitério, o macaco pôs-se a chorar. Ao querer saber a razão daquele pranto, a raposa ouviu do símio que ali se encontravam os túmulos dos inúmeros libertos e escravos de seus pais.

Moral da história
Os arrogantes e mentirosos proclamam seus feitos e boas qualidades sempre que não há testemunhas para contestá-los, ou se encontram rodeados por seus asseclas.

  1. Os Dois Homens e os Deuses

 Encontraram-se dois homens na porta de um templo clássico, logo ao amanhecer, e puseram-se a medir a importância do deus ao qual cada um se devotava. Um dizia que Hermes era mais esperto e mais rápido. O outro contrapunha, dizendo que era Hefasto, o construtor de todas as obras do Olimpo. E assim continuaram nessa pendenga até o entardecer. Enraivecidos com as baboseiras dos discordantes, os deuses lançaram sobre eles seus raios, calando-os para sempre.

Moral da história
A briga dos pequenos na defesa dos grandes, na maioria das vezes, só traz aborrecimentos e desdém.

  1. O Assassino em Fuga

Um homem, após matar um jovem inocente, saiu em fuga, perseguido pela família do morto. Corria pela estrada, quando se deparou com um enorme urso. Subiu numa árvore e ali estava uma cobra venenosa. Pulou no rio e foi devorado por um crocodilo.

Moral da história
Todos os caminhos fecham-se para o ser humano de coração vil.

Fábulas – CURTAS E RASTEIRAS (XVII)

Recontadas por LuDiasBH

gatrind11. O Leão e os Bois

Três bezerros, nascidos na mesma época, tornaram-se muito amigos. E assim cresceram até se transformarem em bois. Onde um estava lá também se encontravam os outros dois. Se um deles achava uma tenra moita de capim, dividia-a irmãmente. E assim transcorria a vida dos três bovídeos. Mas um leão mirava-os há muito tempo, tendo chegado à conclusão de que, para devorá-los, teria primeiro que desuni-los, passando-se por amigo e depois urdindo a discórdia. E assim aconteceu. Apos se tornarem inimigos, o felídeo comeu um por um dos ruminantes.

Moral da História
Há pessoas que relegam os velhos amigos para fiarem-se em falsos laços de amizades, que vêm sempre amarrados a um balaio de más intenções.

  1. O Vaqueiro e Júpiter

Pôs-se um vaqueiro a descansar, enquanto seus bezerros pastavam. Na hora de levá-los para o curral, notou que um deles faltava ao lote. Prometeu então ao deus Júpiter que se o levasse até o ladravaz, ele lhe ofertaria um carneiro. E foi assim que, alguns metros adiante, em meio a um matagal, encontrou um possante leão, que saboreava avidamente sua presa. Como medo de que seu cheiro pudesse denunciá-lo, o vaqueiro  rogou ao deus, dizendo-lhe que se o retirasse são e salvo dali, dar-lhe-ia um touro em sacrifício.

Moral da História
Muita gente insensata roga aos céus por coisas das quais desconhece o real perigo.

    1. O Morcego e o Sabiá

Um morcego, cuja vida era noturna, não se cansava de ouvir a voz de um canário preso em uma gaiola. Intrigado, perguntou-lhe o motivo de só cantar à noite. O sabiá respondeu-lhe que fora preso, enquanto cantava numa certa manhã e, por isso, passou a gorjear somente após o entardecer . O quiróptero esclareceu-o de que tal comportamento era vão, já que se encontrava preso.

Moral da História
O cuidado deve vir antes da desdita, uma vez que depois toda a cautela torna-se inútil.

  1. O Feirante e a Morte

Certo homem, mal clareava o dia, partia para a cidade a fim de vender as verduras que levava num grande balaio de vime, na cabeça. Numa dessas manhãs, fatigado e sonolento, depositou o balaio no chão e pôs-se a clamar pela morte, que não demorou a aparecer. Indagado sobre seu desejo, o feirante disse-lhe que queria apenas que ela o ajudasse a botar o balaio na cabeça.

Moral da História
Ainda que sua vida seja uma cansativa faina, o homem dispensa o descanso da morte.

  1. O Homem e a Águia

Um homem de bom coração, ao ver uma águia presa numa armadilha, tratou imediatamente de libertá-la. E aproveitou o instante para descansar-se na base de um velho muro, tapando o sol com um lenço jogado sobre a cabeça. A mesma águia veio, pegou o lenço e saiu voando baixo com o homem atrás dela. Mais adiante deixou-o cair. Descontente com tamanha ingratidão, o homem voltou para sentar-se no mesmo lugar, mas ficou estarrecido ao ver que o muro caíra para frente, justamente no lugar onde ele se encontrava.

Moral da História
O bem que se faz pode retornar de muitas maneiras diferentes.

Fábulas – CURTAS E RASTEIRAS (XVI)

Autoria de LuDiasBH

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  1. O Homem e o Fauno

O inverno havia chegado com todo vigor. Um homem e um fauno caminhavam por uma estrada coberta de neve. A todo o momento, o primeiro levava as mãos juntas à boca e soprava-as, explicando ao fauno que assim fazia para esquentá-las. Ao chegar à casa do humano, uma sopa fumegante foi servida aos dois. O homem soprava cada colherada, dizendo que era para esfriar o alimento. Não conseguindo compreender tanta ambiguidade, o fauno foi-se embora, pois não poderia ter como amigo alguém que ora soprava para afugentar o frio e fazia o mesmo para afugentar o calor.

 Moral da história
É difícil conviver com uma pessoa de comportamento incerto, pois a amizade necessita de segurança no agir.

  1. A Raposa e o Urso

 Um urso encontrou uma raposa a desfrutar-se do corpo de uma ovelha, que morrera ao cair de um penhasco. Enquanto o canídeo comia, o ursídeo observava-o com profundo nojo, dizendo que jamais comeria um cadáver. A raposa, no entanto, respondeu-lhe que melhor seria, se ele esfrangalhasse os mortos, em vez de dilacerar os vivos.

 Moral da História
O hipócrita critica nos outros aquilo que ele mesmo faz com a maior perversidade.

  1. O Lobo e o Lavrador

Certo lobo andava faminto em busca de comida. Ao encontrar um arado, onde poucos instantes atrás havia um boi, começou a lamber o suor do animal, ali depositado. Para azar do canídeo, ele acabou ficando preso onde  ficava a cabeça do boi. Sem saída, pôs-se a andar pelo campo, lavrando a terra.

 Moral da história
Certos políticos poderiam viver com dignidade, se contentassem apenas com o ganho advindo de um honesto trabalho.

  1. O Homem e o Buraco

 Um homem tinha por hábito mirar o céu todas as noites, nomeando as estrelas. E assim passava horas a fio. De uma feita, ele se viu dentro de um profundo poço, até ser socorrido por um passante.

 Moral da História
Muitas pessoas preocupam-se com o que se encontra longe de seu alcance, sem dar a menor atenção ao que está em seu derredor.

  1. As duas Rãs

 Moravam duas rãs bem próximas uma da outra, só que uma na lagoa e outra na margem, à beira da estrada. A mais velha estava sempre a persuadir a mais jovem para que dali se mudasse, pois tratava-se de um lugar perigoso. Mas essa não lhe dava ouvidos. Num dia chuvoso, um velho caminhão perdeu o freio e esmagou a jovem rã.

 Moral da História
Quem não ouve conselhos, ouve “Coitado!”.