Arquivos da categoria: Escultura

Apresentação de esculturas (entalhe na madeira, modelagem no barro, cinzelagem da pedra, fundição do metal, etc) dos tempos antigos.

APOLO DE PIOMBINO

Autoria de LuDiasBH

                                              

A estatueta denominada Apolo de Piombino ou o Menino de Piombino, feita de bronze, foi retirada do mar, na costa de Piombino, na Itália, em 1832, sendo vendida, dois anos depois, ao Museu do Louvre. É possível que seja uma representação do deus Apolo, pois sua mão esquerda parece segurar um arco, enquanto a direita, aberta, parece oferecer um frasco. Trata-se de uma obra rara da estatuária grega que mostra como esse povo evoluía ao buscar representar o corpo humano da maneira mais natural possível, embora a estátua ainda apresente frontalidade, certa simetria e partes justapostas, ou seja, feitas separadamente e depois unidas para formar a peça, o que acabou por apresentar alguns erros anatômicos, como na união dos braços, torso e pernas.

O Apolo em questão é apresentado frontalmente, de pé, nu, com os braços levantados e com a perna esquerda diante da direita. O nu masculino era, à época, a expressão principal do ideal grego de nobreza de caráter. A obra traz os olhos, que antes foram representados por meio de pasta colorida ou pedras semipreciosas, ocos. Suas sobrancelhas, lábios e mamilos são feitos no cobre vermelho. Debaixo de seu pé direito, uma inscrição em prata mostra que a obra foi um ex-voto à deusa Atena. As obras antigas, feitas em bronze, praticamente inexistem, pois foram vítimas do desmanche para a obtenção dessa preciosa liga.

Ainda não se sabe qual é a datação correta desta obra. Alguns estudiosos de arte consideram-na uma criação arcaica da segunda metade do século V a.C.. Outros a veem como pertencente ao final do período helenístico.

Ficha técnica
Ano: Primeira metade do séc. V a.C.
Altura: 125 cm
Localização: Museu do Louvre, Paris, França

Fontes de pesquisa:
Enciclopédia dos Museus/ Mirador
http://www.louvre.fr/oeuvre-notices/apollon-de-piombino

AFRODITE OU VÊNUS DE CNIDO

Autoria de LuDiasBH

                          

A escultura de mármore acima, conhecida como Afrodite ou Vênus de Cnido, é uma cópia da obra-prima da maturidade de Praxíteles, tido como um dos mais renomados escultores da Grécia Antiga. Muitas obras do artista que viveu na Antiguidade, tornaram-se conhecidas através de cópias e variantes, feitas por escultores romanos, como é o caso desta.

A obra-prima de Praxíteles é possivelmente a mais famosa e a mais reproduzida, sendo uma das primeiras representações de uma deusa totalmente nua. Inclusive foi cunhada em moedas pelos habitantes de Cnido nos últimos tempos do Império Romano. A modelo foi Mnesarete, uma prostituta refinada e dona de uma indescritível beleza, também conhecida como Friné ou Frineia, que inspirou inúmeros artistas. A peça original foi criada em cerca de 350 a.C.

Aqui Vênus (ou Afrodite), a deusa da beleza e do amor, é mostrada nua, em atitude íntima, no momento em que sai (ou entra) do banho. Encontra-se de pé, apoiada na perna esquerda, com o joelho direito levemente curvado. Ela traz sua vestimenta na mão esquerda, resvalando-se sobre uma ânfora com água, enquanto leva a direita na altura da região pubiana, como indicativo, não de vergonha, mas de sua fertilidade. Seu olhar “úmido”, como se estivesse cheio de líquido, era muito apreciado pelos antigos.

Esta peça, pertencente ao Vaticano, teve o seu pescoço restaurado, assim como o braço esquerdo e o antebraço direito. Um restaurador da Contra-Reforma agregou a ela um drapejamento de chumbo pintado de branco, para cobrir parcialmente sua nudez, mas esse foi removido antes da escultura ser exibida pelo Vaticano. A cabeça de Vênus, embora seja uma cópia da Vênus de Cnido, não pertencia ao corpo da estátua.

Nota: a escultura original desapareceu durante um incêndio, na rebelião de Nika, em Constantinopla, no ano de 532, mas suas cópias foram preservadas. A réplica acima é, provavelmente, a mais fiel da estátua criada por Praxíteles.

Ficha técnica
Ano: séculos I e II d.C.
Altura: 206 cm
Localização: Museus do Vaticano, Roma, Itália

Fontes de pesquisa:
Enciclopédia dos Museus/ Mirador
http://penelope.uchicago.edu/~grout/encyclopaedia_romana/greece/hetairai/aphrodite.html

A GRANDE ESFINGE DE TÂNIS

Autoria de LuDiasBH

Segundo a mitologia, a esfinge, ser mítico criado pelos antigos egípcios, era normalmente representada como tendo o corpo de um leão reclinado, que podia ser alado ou não, e cabeça humana, normalmente de um faraó. Era um símbolo da realeza, pois essa deveria possuir a força e o poder do leão, e também era uma alusão à vida após a morte, como mostra a presença de inúmeras esfinges encontradas em túmulos.

Esse ser fabuloso esteve presente na Antiguidade, principalmente na arquitetura do Egito dos faraós, servindo de guarda de santuários e túmulos, e também na mitologia da Grécia antiga, possuindo, tal ser fantástico, rosto e busto feminino, corpo de leão, asas e caudas de dragão. Também foi representada com cabeça de leão e corpo de falcão. Como figura de linguagem, usada na língua portuguesa, a palavra “esfinge” refere-se a uma pessoa extremamente calada ou misteriosa.

A Esfinge de Tânis, descoberta em 1825, na cidade de Tânis, no Egito, é uma escultura que tem a forma da esfinge egípcia, ou seja, corpo de leão e cara de faraó. Estudos arqueológicos, baseados em certos detalhes da obra, supõem que ela seja anterior ao Reino Antigo (cerca de 2600 anos aC.). Está entre as maiores esfinges que se encontram hoje fora do Egito. Foi esculpida em granito vermelho e possui detalhes muito bem feitos e superfícies polidas. A posição do leão é parecida com a de um felino prestes a pular para agarrar sua presa.

Ficha técnica
Ano: durante a IV ou V Dinastia

Altura: 183 cm
Comprimento: 480 cm
Diâmetro: 154 cm
Localização: Museu do Louvre, Paris, França

Fontes de pesquisa:
Enciclopédia dos Museus/ Mirador

http://www.louvre.fr/en/oeuvre-notices/great-sphinx-tanis

ARIADNE ADORMECIDA

Autoria de LuDiasBH

       

Esta colossal escultura em mármore, conhecida como Ariadne Adormecida, e antes julgada como sendo Cleópatra, por usar um bracelete em forma de cobra no braço esquerdo, é uma cópia romana da obra criada no período helenístico médio (III e II século a.C.). É tida como uma das esculturas mais notáveis da Antiguidade, sendo sua origem desconhecida. A sua identificação como Ariadne deu-se em razão de ornatos semelhantes identificados em gemas esculpidas, relevos em sarcófagos, etc. Segundo a mitologia grega, Ariadne era a princesa de Creta, filha do rei Minos e da rainha Parsífae. Ela se tornou-se conhecida por ter se apaixonado pelo herói Teseu e por ter se casado com Dionísio, o deus do vinho e das festas.

A escultura representa uma passagem do mito de Ariadne, quando essa é abandonada na ilha de Naxus por seu amante Teseu, enquanto ela dormia. O herói matou o Minotauro graças à ajuda da princesa, mas ainda assim o ingrato deixa-a para trás. Ariadne e Dionísio encontram-se na ilha em questão, apaixonam-se e casam-se.

A princesa cretense encontra-se reclinada sobre um leito de pedra, parecido com um divã, enquanto dorme, embora sua posição seja extremamente desconfortável para dormir. Ela traz a cabeça recostada na mão esquerda, contornando-a com o braço direito. Suas pernas estendidas estão cruzadas, com a direita sobre a esquerda. A cama de pedra, a mão direita e parte do rosto da escultura foram restauradas. Existem outras cópias romanas da obra, inclusive em tamanhos reduzidos, em outros museus. Presume-se que esta seja a única estátua da antiguidade com pestanas.

Ficha técnica
Ano: séculos I e II d.C.
Altura: 160 cm
Localização: Museus do Vaticano, Roma, Itália

Fontes de pesquisa:
Enciclopédia dos Museus/ Mirador
http://eyelashesinhistory.com/sleeping_ariadne.html

 

ESTÁTUA DO CHANCELER NAKHTI

Autoria de LuDiasBH

O Louvre possui cerca de 50.000 peças da arte egípcia. Dentre elas encontra-se a Estátua do Chanceler Nakhti, em tamanho natural, criada a partir de um único tronco de acácia. É tida como uma das mais extraordinárias peças de escultura na madeira, preservadas do Médio Império no Egito, que se iniciou por volta do ano 2000 a.C., sendo referente ao início da XII Dinastia. Esse período foi muito importante para o desenvolvimento das artes.

A Estátua do Chanceler Nakhti, em rígida postura frontal, ainda guarda vestígios de sua pintura original e encontra-se quase que inteiramente revestida de tinta vermelha. O chanceler é dono de uma silhueta delgada, embora tenha ombros fortes, reforçados pelas clavículas. Sua cabeça é oval, e o nariz não apresenta os orifícios relativos às narinas. Possui cabelos curtos e sobrancelhas bem delineadas. Seus braços descem retos ao longo do corpo. A mão esquerda encontra-se fechada no formato de punho, enquanto a direita traz o dedo polegar oculto, como se consertasse a vestimenta, o que dá um toque de naturalismo à peça.  A perna esquerda encontra-se à frente da direita, como se o personagem estivesse caminhando.

Esta estátua, cujos pés encontram-se unidos à base, foi encontrada por arqueólogos franceses, em 1903, na tumba do Chanceler Nakhti. Essa tumba havia escapado aos saqueadores.

Ficha técnica
Ano: c. 1900 aC.
Altura: 178 cm
Largura: 49 cm
Localização: Museu do Louvre, Paris, França

Fontes de pesquisa:
Enciclopédia dos Museus/ Mirador
http://www.louvre.fr/en/oeuvre-notices/large-statue-chancellor-nakhti

VÊNUS BANHANDO-SE

Autoria de LuDiasBH

A escultura de mármore denominada Vênus Banhando-se ou Afrodite de Doidalses é uma cópia romana de um original helenístico segundo Doidalses, um escultor de Bitínia, que viveu no século III a.C.. Alguns estudiosos modernos, no entanto, não estão certos da existência de tal artista, atribuindo a obra a um escultor anônimo.

Segundo estudos, o original perdido era feito em bronze, sendo visto em Roma na época de Plínio, que em seus escritos relata sua presença no pórtico de Otávia. Muitas cópias romanas encontradas são tidas como derivadas de Vênus Agachada, diferindo muito umas das outras, o que impede de se ter certeza de como era o original.

Vênus (ou Afrodite), a deusa do amor, é representada de cócoras, durante seu banho. Há também a interpretação de que a deusa recatada esteja a proteger-se na presença de um observador, com seus braços suavemente dobrados em torno do próprio corpo. Ela vira a cabeça delicadamente para sua direita, inclinando-a para baixo, tapa os seios com o braço direito e sua genitália com a mão esquerda. Seus cabelos, maravilhosamente esculpidos, têm a forma de um coque no alto da cabeça.

Ficha técnica
Segundo um original do século III a.C.
Altura: 82 cm
Localização: Museus do Vaticano, Roma, Itália

Fontes de pesquisa:
Enciclopédia dos Museus/ Mirador