Arquivos da categoria: Mitos e Lendas

O mito é uma narrativa na qual aparecem seres e acontecimentos imaginários, que simbolizam forças da natureza, aspectos da vida humana, etc. A lenda é uma narração escrita ou oral, de caráter maravilhoso, na qual os fatos históricos são deformados pela imaginação popular ou pela imaginação poética.

A LENDA DA COTOVIA

Recontada por LuDiasBH

O velho eremita há muito abandonara o contato com os homens, descontente com as maldades por eles praticadas, preferindo a companhia da natureza em sua pureza e ingenuidade. Dentre os animais presentes na floresta, uma cotovia tomara-o como companheiro de todas as horas. Mesmo nos intensos períodos de suas meditações, ela ficava inerte sobre uma das pedras da caverna, fitando-o, como se fosse capaz de compreender o que lhe ia pela mente. Coisa alguma a fazia arredar dali.

De uma feita, o eremita foi procurado pelos emissários de um nobre, sob a alegação de que seu filho encontrava-se muito doente, tendo sua morte como certa. Ermitão e cotovia acompanharam os mensageiros na mesma hora, não tardando a chegar à mansão do nobre, onde o filho agonizava, rodeado por quatro impotentes médicos.

De pé, na porta do quarto, o eremita só fazia observar a cotovia, que se apoiara no peitoril da janela e fitava demoradamene o pequeno enfermo. Repentinamente, com sua voz modulada, o homem solitário avisou à família que o garoto iria viver. Estupefatos, os médicos riram daquele camponês grotesco, de barbas compridas, cabelos brancos e unhas enormes, que queria se mostrar douto, superior a eles.

O doentinho abriu lentamente os olhos e fitou a diminuta ave na janela, abrindo um largo sorriso, dizendo que se sentia muito bem. Antes que todos se apercebessem, o eremita desapareceu, seguido de sua pequenina ave, embrenhando-se na escuridão da noite, que não tardaria em se fazer dia.

Uma semana depois, estando o garoto totalmente restabelecido, uma comitiva parou na entrada da gruta, onde vivia o eremita e sua ave. O nobre ofereceu ao ermitão inúmeros presentes, os quais ele prontamente recusou, dizendo que não fora o responsável pela cura do menino, mas, sim, a cotovia. E explicou:

– A cotovia é um pássaro muito sensível e sábio. Ao ser colocada perto de um enfermo, se ela não o fitar, significa que não há esperanças para ele, mas, se o olhar, significa que esse irá se restabelecer. Poucos sabem que essa ave, através do poder de seu olhar, ajuda na cura das pessoas, assim como o fazem tantas outras. É uma pena que tais seres sirvam de alvo para homens cruéis, que desconhecem as divindades que habitam a natureza.

E assim falando, pediu licença para, mais uma vez, retirar-se do convívio com os homens.

A PINTASSILVA E A LIBERDADE

Recontada por LuDiasBH

Conta a lenda que uma pintassilva chocara, pela primeira vez, quatro frágeis filhotes. Mal amanhecia o dia, partia a pequenina ave em busca de alimento para suas crias. Sabia que lhes agradava, sobretudo, sementes de capim, assa-peixe, dente-de-leão, capim colonião, serralha e flores de eucalipto. Eles cresciam fortes e belos sob os cuidados de uma mãe tão zelosa.

De uma feita, voltou a avezinha de seu voo matinal em busca de comida, quando teve o dissabor de encontrar o ninho vazio. Nenhum de seus pequeninos ali se encontrava. Indagou dos outros pássaros se houvera vento forte ou chuva torrencial, enquanto estivera fora. Recebeu a resposta de que nada acontecera. Sabia também que nenhum bicho predador ali estivera, pois o ninho, em forma de tigela, estava intacto, na copa de uma densa araucária.

A pintassilva pôs-se a procurar, dia e noite, pelos filhotes. Não mais comia ou dormia. Começou pelas árvores mais próximas, nas quais examinava ninho por ninho. Depois foi alargando seu campo de busca. Quando as esperanças já se encontravam enfraquecidas, assim como seu corpo diminuto, um canário, fugitivo de uma gaiola, fê-la ciente de que seu antigo dono aprisionara, dias atrás, quatro filhotes de pintassilgo. E pior, eles seriam enviados para um país estrangeiro, pois o verdugo chefiava um comércio clandestino de aves silvestres.

Mesmo fragilizada pela intensa busca, a pintassilva voou o mais rápido que pode até o local indicado. Lá encontrou seus filhotinhos presos numa gaiola fétida. Ao verem-na, os pequeninos pediam desesperadamente para que fossem soltos. É fato que a mãe sofrida tentou bravamente romper as grades enferrujadas da gaiola com suas unhas e bico, a ponto de fazê-los sangrar. Mas em vão. Pediu então às crias que ficassem calmas, pois ela voltaria para libertá-las para sempre. Dito isso, voou em direção à densa floresta.

Conforme prometera, a pintassilva trouxe no bico ramos de uma erva desconhecida para alimentar os filhotes. E depois de lançar-lhes um olhar carregado de ternura e de tristeza, alimentou-os, um a um, através do espaço entre as grades. Pediu-lhes que dormissem um pouco, para aguentarem a longa viagem que fariam. Enquanto isso, ela engoliu o último galhinho da erva venenosa que guardara para si. A vida não mais tem valor – concluíra ela – quando se perde a liberdade, sendo a morte a maior libertação.

Nota: imagem copiada de Diário de Biologia

PORQUE AS GARÇAS DORMEM SOBRE UM PÉ

Recontada por LuDiasBH

Antigamente havia um rei extremamente bondoso tanto com os de sua espécie quanto com os animais. Ainda assim, em volta de seu reino existiam alguns monarcas que queriam tomar as suas terras para aumentar as deles. Por isso, as garças, aves que lhe eram muito leais, estavam sempre preocupadas com o fato de que seus inimigos pudessem cercar o palácio durante a noite, e fazê-lo prisioneiro. Sabiam elas que existiam os soldados, mas esses, mesmo estando em guarda, costumavam dormir. O mesmo acontecia com os cães, que durante o dia caçavam, estando à noite exaustos. Fazia-se necessário, portanto, que houvesse um meio de proteger o rei durante o período noturno.

As garças resolveram trazer para si mesmas a incumbência de proteger o soberano. Dividir-se-iam em oito grupos de sentinelas, assim distribuídos: o primeiro postar-se-ia nas muralhas que cercavam o palácio; o segundo ficaria nos seus telhados; o terceiro fincaria pé diante de todas as portas; o quarto guardaria os aposentos do soberano. Eles se revezariam a cada duas horas. Mas uma das aves levantou a hipótese de que, como os soldados e cães, também poderiam adormecer.  Para evitar tal possibilidade, depois de  um longo período de muito pensar, chegaram à conclusão de que, se segurassem uma pedra no pé, que manteriam levantado, enquanto estivessem paradas e, se por acaso viessem a dormir, a pedra cairia fazendo barulho e acordando as sonolentas. Estava resolvido o problema.

E assim, noite após noite, as garças cumpriam a promessa que fizeram a si mesmas, zelando pela vida do generoso rei. E por tanto tempo assim agiram, que seus descendentes passaram a fazer o mesmo, só que não mais fazendo uso de pedras, apenas levantando uma das pernas.

Nota: Foram muitas as pesquisas e as hipóteses sobre o porquê de as garças, assim como os flamingos, usarem tal posição. Sabe-se hoje que elas ficam sobre uma perna com o objetivo de manter a temperatura do corpo. / Foto de Antônio Messias Costa

A MULHER NASCEU DO RABO DO DIABO

Recontado por LuDiasBH

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Até a melhor das mulheres esconde nas entranhas uma costela do diabo. (Provérbio romeno)

Não há nada de bom a esperar da nossa costela. (Provérbio russo)

Como já dissemos em algumas postagens, os provérbios e os mitos, quase sempre, não são generosos com a mulher, enquanto glorificam o homem. Mesmo a Bíblia, especialmente em Gênesis, e em outras passagens, vem sendo interpretada pela teologia cristã, através dos tempos, mostrando a primazia do macho humano. Mas existe um mito africano que traz uma trama ainda mais instigante em relação à criação da mulher, o que nos prova que, quanto mais uma cultura trata o homem e a mulher diferentemente, maiores são as dissimilitudes ao conceituá-los. Vamos ao mito!

O anjo Gabriel foi enviado à Terra pelo Criador, com a incumbência de retirar uma costela do corpo de Adão, enquanto ele dormia o sono dos justos. E assim o fez o fiel enviado. Contudo, ao voltar para o Céu, levando tão preciosa encomenda, encontrou ninguém menos do que o Diabo em pessoa. De olho no objeto que o anjo levava com muito cuidado, intuiu o cafuçu que ali estava algo valioso. Daria um jeito de descobrir, ou não seria chamado de pé-cascudo e tinhoso. Ele então interpela Gabriel, amistosamente, mas com segundas e terceiras intenções, coisa de seres malfazejos, sempre prontos a dar o bote:

– Olá, Gabriel, como vais? O que fazes por estas bandas?

O anjo respondeu cortesmente, pois mesmo Belzebu merece respeito, e continuou tranquilamente o seu voo. Mas o capiroto não se deu por vencido, e continuou:

– O que é isso que levas com tanto cuidado, amigo?

Já ficando meio irritado, Gabriel já não foi tão cortês como da primeira vez, respondendo ao inoportuno curioso:

– Não é da tua conta. Preocupa-te com a tua vida. Siga o teu caminho!

Foi aí que a curiosidade do rabudo aumentou, uma vez que Gabriel sempre fora muito gentil e se mostrava ali tão nervoso. Ele precisava saber que objeto era aquele. Mas vendo que daquele mato não saía coelho, o excomungado sentiu que era obrigado a partir para uma ação mais eficaz, pois aquele nhem-nhem-nhém não levaria a nada. O coisa-ruim, então, avançou no delicado anjo e roubou-lhe a costela, não a costela do anjo, mas a costela do dorminhoco Adão, que deveria estar amargando terríveis dores. Mas isso era problema dele e do Criador. Não é hora de transgressão, pois a luta entre o diabo e o anjo acirrou-se.

A batalha entre os dois foi ficando cada vez mais exacerbada. Ainda não era possível saber quem sairia vitorioso do embate. Mas, se alguns olhos, ainda que espirituais, observassem a cena, com certeza apostariam no maligno com suas asas enormes e cauda de forquilha, diante da delicadeza do corpo do anjo. Num lance de sorte, Gabriel agarrou a cauda do Diabo com tanta força que ele, o rabudo, ao tentar se desvencilhar de seu perseguidor, teve o seu rabo partido. Fugiu uivando de dor e deixando uma parte dela nas mãos do enviado do Criador.

Mas um problema ainda restava ao pobre anjo que se encontrava num mato sem cachorro, chateado por não ter dado conta do recado. Como poderia chegar ao Céu de mãos abanando? Com que cara enfrentaria o Senhor de todas as coisas? Levou então o pedaço da cauda do espírito das trevas para seu Senhor, que o recebeu sem tecer nenhum comentário. Portanto, meus queridos leitores, foi dessa parte esdrúxula do anjo das trevas que se criou a primeira mulher, como diz a lenda, embora toda lenda já traga o selo da mentira.

Mesmo assim, alguns pontos não ficaram bem claros para mim. Será que o anjo Gabriel mentiu para o Criador, dizendo-lhe que o rabo do demo era a costela de Adão, de modo que a mulher já nasceu como fruto de uma mentira? E, se assim foi, estaria o Senhor do mundo com a vista cansada, para não reconhecer a diferença entre um rabo e uma costela? Supondo que Ele soubesse do ocorrido, não poderia ter dispensado o rabo do capeta e criado a mulher de flores silvestres ou do arco-íris? Penso eu que, penalizado com o aperto de Gabriel, o Criador fez de conta que usou o material satânico na confecção da fêmea humana, quando na verdade fê-la das mais belas e perfumadas rosas do paraíso. Por isso, nós somos tão especiais.

Nota:  Se gostaram do texto acima, leiam LILITH – A PRIMEIRA MULHER DA TERRA

Fontes de pesquisa:
Nunca se case com uma mulher de pés grandes/ Mineke Schipper
Livro dos provérbios, ditados, ditos populares e anexins/ Ciça Alves Pinto
Provérbios e ditos populares/ Pe. Paschoal Rangel

Nota: Imagem copiada de www.zazzle.pt 

Mit. – DÉDALO E ÍCARO AO FUGIR DA ILHA DE CRETA

Autoria de LuDiasBH

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Ainda que me barre o passo por terra e mar, eu ainda tenho o céu. Para ele, eu me encaminharei. Minos pode governar tudo, mas não é o senhor do ar. (Dédalo)

Certo pescador, que está pescando peixes com sua oscilante vara de pesca, ou um pastor, apoiado em seu bastão, ou um fazendeiro com o arado, contemplam-nos maravilhados, e pensam que se eles podem flutuar no éter devem ser imortais. (Ovídio)

Conta o mito grego que Dédalo, através de sua profissão de ferreiro, tornou-se um criativo inventor. Tinha com ele inúmeros aprendizes, mas um deles, Talos, observava o mestre com atenção desmedida, apesar de seus 12 anos. E foi assim que passou a criar coisas inimagináveis. Uma de suas primeiras invenções foi a serra, após observar a espinha dorsal de um peixe. Não demorou muito para que o garoto viesse a se tornar muito famoso em Atenas, fato que despertou o ciúme de seu mestre.

Dédalo, irritado com a fama de Talos, levou-o à Acrópole, subindo no alto telhado do templo da deusa Atena, empurrando-o para baixo. Ainda que mentisse dizendo que o rapazinho havia tropeçado, ninguém acreditou nele, pois sua má fama corria longe. Como castigo foi enviado para o exílio, na ilha de Creta, na corte do rei Minos. Para sua sorte, sua engenhosidade e habilidade como artesão levaram-no a ocupar ali um lugar de destaque.

Seu feito mais notório foi a construção de uma vaca de madeira, a pedido da rainha, que se encontrava apaixonada por um touro branco. E foi assim que, escondida dentro da vaca falsa, ela foi fecundada pelo touro. Dessa cúpula nasceu o Minotauro, monstro com corpo humano e cabeça de touro. Amedrontado, o rei Minos pediu a Dédalo que construisse um labirinto, para aprisionar o monstro. Mas assim que o rei descobriu que o responsável por tudo fora o ferreiro, ao construir a vaca de madeira para sua esposa, aprisionou-o, juntamente com seu filho, no labirinto, como castigo. Todos os navios passaram a ser vigiados, para que a dupla não fugisse, caso conseguisse sair do labirinto, uma vez que a engenhosidade de Dédalo era impressionante.

Dédalo percebeu que sua fuga só podia acontecer através do ar. E assim pôs-se a construir dois pares de asas, um para si e outro para Ícaro. As penas maiores foram presas com corda e as menores com cera. Depois de tudo pronto, chamou o filho e deu-lhe todos os conselhos possíveis acerca do voo. Deveria voar à meia altura, distante da água e do sol. O pai saiu voando na frente, mas o entusiasmo de Ícaro fez com que ele perdesse a noção da realidade e viesse a se esquecer das orientações recebidas. O moço, com asas derretidas, caiu no mar.

Segundo a lenda, Talos, ao ser empurrado para baixo, foi salvo por Atena, que o transformou numa perdiz. Esse pássaro, por se lembrar de seu passado, só voa perto do chão e bota seus ovos em arbustos. Ele assistiu à morte de Ícaro e no seu canto disse que Dédalo carregará sua culpa para sempre.

Nota: Dédalo e Ícaro tentando fugir da ilha de Creta – Mitologia Grega – A Queda de Ícaro, óleo sobre tela de J. P. Gowy a partir de um esboço de Rubens, século XVII

Fonte de pesquisa
Los secretos de las obras de arte/ Taschen

Mit. – BAUCIS, FILÊMON E A HOSPITALIDADE

Recontado por LuDiasBH

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O todo poderoso Júpiter, acompanhado do deus Mercúrio, ambos usando a forma humana, resolveram visitar certa região da Frígia. Queriam ver como andava a bondade das pessoas. E assim bateram em muitas portas sem serem atendidos, ainda que se apresentassem como viajantes muito cansados. Todos lhes recusavam comida e repouso, enquanto outros nem mesmo abriam a porta. Quando já se encontravam fartos da peregrinação e da má vontade dos habitantes, foram surpreendidos com o acolhimento de um casal, que morava numa cabana, onde imperava a humildade e a hospitalidade.

Filêmon e sua esposa Baucis, já idosos, receberam os hóspedes celestiais com a maior alegria, oferecendo-lhes o que de melhor tinham em sua choupana, embora não soubessem quem eram eles. Não só se preocuparam em alimentar e dar repouso aos deuses, como providenciaram água para a limpeza corporal desses. Um pouco de vinho acompanhou a sopa quente, para restaurar as forças dos supostos homens. É fato que tentaram matar o único ganso que possuíam para vigiar a morada, mas esse acabou fugindo. Mas qual não foi a surpresa do casal, ao observar que o vinho não acabava nunca. O jarro encontrava-se sempre cheio, ainda que os dois pensassem ter servido todo o líquido.

Ao aperceber que se tratava de dois deuses, ali presentes, o casal sentiu-se envergonhado por sua pobreza, pedindo-lhes que não levassem a mal aquele acolhimento tão singelo. Os deuses responderam:

– Esta aldeia será maldita por ter negado hospedagem a nós. E não tardará a receber o seu quinhão. Mas vós, não estareis sujeito a ele. Acompanhai-nos até o alto daquele monte.

O casal de idosos subiu o monte, com muita dificuldade, atrás de Júpiter e Mercúrio. E ao olharem lá de cima, notaram que o local, que havia deixado para trás, transformara-se num lago. Contudo, no lugar em que erguia sua humilde choupana, encontrava-se um reluzente templo. A seguir, o deus dos deuses pediu aos dois que lhe expressassem um desejo. Baucis e Filêmon retiraram-se por uns minutos para conversar entre si e voltaram dizendo que desejariam ser o os sacerdotes daquele templo. E assim aconteceu.

Já bem velhinhos, mal aguentando ficar de pé, estavam os dois a contar a história do templo, diante desse, quando Baucis viu Filêmon cobrir-se de folhas e ele a viu sofrer a mesma metamorfose. Até hoje ali se encontram as duas árvores, uma juntinha à outra, transformação de duas pessoas que se amaram muito e que tinham a hospitalidade como uma grande virtude.

Nota: Filêmon e Baucis, obra de Adam Elsheimer

Fontes de Pesquisa
Mitologia/ Thomas Bulfinch
Mitologia/ LM