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IDADE MÉDIA – ARTE ROMÂNICA (Aula nº 25)

Autoria de LuDiasBH     

      
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Na Idade Média, após o século X, a Europa Ocidental foi responsável por dois importantes estilos de arte: o Românico e o Gótico. O primeiro foi sendo sucedido aos poucos pelo segundo, de modo que é impossível precisar com clareza o aparecimento de um e de outro, pois durante certo tempo eles chegaram a coexistir. A arte românica teve início no século XI, quando as cidades europeias começaram a prosperar e as expressões artísticas dos diferentes povos passaram a unificar-se em razão das peregrinações e das Cruzadas — movimento militar de caráter cristão que objetivava retomar a Terra Santa —, alcançando até o século XIII. O termo “românico” está relacionado às influências do Império Romano. Para entender melhor a arte românica, faz-se necessário um pouco de conhecimento sobre História. Vamos lá!

O Reino da Inglaterra foi dominado em 1066 (século XI) por um exército normando que contava com a participação de bretões e franceses, sendo comandado pelo duque Guilherme II da Normandia (região histórica situada no norte da França), descendente dos vikings e também primo do rei da Inglaterra, Eduardo, o Confessor (descendente de anglo-saxões). Ao aportar na Inglaterra, os normandos levaram consigo um estilo de construção bem desenvolvido. Os novos senhores feudais das terras conquistadas, no intuito de assegurar poder e grandeza, puseram-se a edificar abadias, mosteiros e igrejas de acordo com o estilo levado que na Inglaterra recebeu o nome de “estilo normando” e no continente europeu foi chamado de “estilo românico” que teve seu ponto alto na construção de igrejas.

A igreja era uma edificação que possuía um imenso significado para as pessoas da época. Normalmente era o único edifício grandioso em toda a redondeza, servindo seu campanário de ponto de referência para os que chegavam à localidade. Servia de ponto de encontro para os habitantes da cidade e da região. Era o orgulho de toda a comunidade, sem falar que a construção de templos agregava muitos trabalhadores, revolucionando a vida do lugar de um modo geral. A labuta tinha início com a extração de pedras e seu transporte. A segunda etapa dizia respeito à colocação dos andaimes e daí por diante à execução da obra que gerava um grande acontecimento para a cidade. Muitos artífices vinham de outras localidades do reino para ali trabalhar.

A planta fundamental das igrejas ainda estava ligada às edificações dos romanos — uma nave central com uma abside (abóbada) ou coro e duas ou quatro naves laterais. Alguns arquitetos gostavam de edificar igrejas no formato de uma cruz (ver última ilustração à direita), mas, para isso, era preciso adicionar uma galeria transversal entre o coro e a nave, à qual se deu o nome de transepto. Arcos arredondados eram assentados em massudos e resistentes pés-direitos. Possuíam poucas janelas, sendo que suas paredes e torres inteiriças lembravam as fortalezas medievais, daí o nome de “fortalezas de Deus”. Essas igrejas eram robustas e compactas tanto interna quanto externamente. Não é difícil imaginar o poder que essas monumentais construções de pedra exerciam sobretudo sobre a gente simples e analfabeta. A Igreja poderosa reforçava, assim, sua pregação de que representava na Terra o poder de Deus ao combater as forças do mal até que o Juízo Final acontecesse.

Os arquitetos normandos, na edificação dessas igrejas, lidavam com um problema — o telhado. Sabiam que os telhados de madeira eram muito comuns, sucumbiam com facilidade ao fogo, ao vento e aos cupins. Era fato que os romanos foram capazes de construir edificações com abóbadas, o que exigia muitos cálculos de natureza técnica, mas a maior parte desse conhecimento havia se perdido com o tempo. Era preciso muito estudo e experimentos para chegar ao que se pretendia. Após anos de estudos, eles chegaram à conclusão de que era necessário construir paredes e pilares bem fortes para sustentar as abóbadas. O melhor a fazer era construir arcos (ou nervuras) transversalmente entre os pilares e depois encher as seções triangulares entre eles (ver terceira ilustração da esquerda para a direita). A primeira aplicação de tal técnica deu-se na catedral normanda de Durham (ver ilustração central).  Essa ideia genial para a época foi responsável por transformar os métodos da construção.

A pintura românica, feita através da técnica do afresco — pintura muito utilizada por gregos e romanos que consiste em pintar sobre gesso ou argamassa ainda molhados —, estava agregada à religião, objetivando decorar o interior de igrejas e monastérios com passagens bíblicas, cuja finalidade era a de instruir os devotos, cuja imensa maioria era analfabeta. Esse tipo de arte, conhecido como pintura parietal (feita em paredes) estava associada à arquitetura, marcada pela monumentalidade e pela força da pedra. Existiam também as iluminuras (pinturas decorativas nas letras iniciais dos capítulos de pergaminhos) feitas pelos monges. A escultura também dependia da arquitetura, sendo feita em baixos e altos-relevos de pórticos e arcadas (as primeiras esculturas surgiram nas igrejas francesas).

Dentre as características da arquitetura românica podemos citar: construções monumentais feitas em pedras; predomínio de estruturas pesadas e sombrias; presença de abóbadas; criação de novos métodos referentes à construção; pouca decoração interna e mais externa; arcos em 180 grau (semicircular); presença da cruz nas plantas arquitetônicas; e caráter religioso.

Exercício

  1. Cite algumas características do estilo românico.
  2. Como os arquitetos resolveram o problema do telhado?
  3. IGREJA DE ST. TROPHIME D’ARLES

Ilustração: 1. Igreja Beneditina de Murbac, c.1160 / 2. Catedral de Durham, 1093-1128 / 3. Nave da Catedral de Durham / 3. Planta da Catredal Santiago de Compostela.

Fonte de pesquisa
A Manual compacto de arte/ Editora Rideel
História da Arte / Prof. E. H. Gombrich

DECORAÇÃO DAS IGREJAS CRISTÃS (Aula nº 18)

Autoria de LuDiasBH

Ao transformar-se na religião oficial do Império Romano, tornando-se um poder dentro do Estado, cabia à Igreja Cristã adaptar-se aos novos tempos. Até então os seguidores de Cristo não tinham tido necessidade ou possibilidade de construir espaços públicos para os cultos. Os que existiam eram pequenos e simples. Também não podiam aproveitar os templos pagãos, uma vez que esses tinham finalidade diferente, sendo seu interior normalmente diminuto, com a função única de abrigar a estátua de um deus. Todo cerimonial referente ao culto desse ou daquele deus era realizado do lado de fora de seus templos. A Igreja Cristã passou a necessitar de espaços grandes para congregar seus adeptos em número cada vez maior. Em razão disso foram criados grandes salões que se tornaram conhecidos pelo nome de “basílica”.

Uma grande questão se apresentou em relação à decoração dessas basílicas. O problema da imagem e de seu uso na religião voltou à tona. Violentas disputas surgiram entre os cristãos até então unidos, cordiais e contidos. A maioria deles achava que a presença de imagens de seus santos — ainda que copiadas da vida real — iria confundir os fiéis da nova religião, pois se pareciam muito com a dos deuses pagãos. Contudo, no que diz respeito à pintura, a maioria dos cristãos era a favor, sob o argumento de que seriam importantes, pois ajudariam a lembrar os ensinamentos recebidos, mantendo vivos na memória a lembrança dos relatos sagrados.

A posição do papa Gregório Matos, ao convencer os fiéis de que “A pintura pode fazer pelos analfabetos o que a escrita faz pelos que sabem ler”, foi de extrema importância para a história da arte que perigava ser banida da Igreja Cristã. Como a arte dos egípcios, a cristã também tinha que se sujeitar às normas estabelecidas pela Igreja. Uma das mais importantes dizia que a história bíblica deveria ser apresentada de maneira clara e simples, omitindo tudo aquilo que pudesse desviar o cristão de seu objetivo sagrado. Ainda que por um tempo, os artistas usaram métodos repassados pela arte romana, mas aos poucos foram se aperfeiçoando na arte de retratar apenas o essencial. A visão dos artistas egípcios quanto à clareza, assim como as formas desenvolvidas pelos artistas da pintura grega misturavam-se na arte cristã.  É por isso que a arte cristã da Idade Média — período transcorrido entre os anos de 476 a 1453 — transformou-se numa fusão de elementos primitivos e refinados.

Uma parte dos cristãos das regiões orientais de fala grega que tinha por capital a cidade de Bizâncio (ou Constantinopla) firmou posição contra toda e qualquer imagem de natureza religiosa. Em 754 os chamados “iconoclastas” proibiram qualquer forma de arte religiosa na Igreja Oriental. Quando o grupo contrário a esse assumiu o poder — após um século de repressão —, as pinturas voltaram às igrejas do Oriente, sendo consideradas “reflexos misteriosos do mundo sobrenatural”. Uma imagem só era considerada sacra ou um “ícone”, se fosse consagrada por uma tradição de séculos, devendo, a exemplo dos egípcios, respeitar as tradições. Ainda assim a Igreja Bizantina contribuiu para conservar as ideias e realizações da arte grega no que diz respeito a faces, gestos e vestes. As regras impostas aos artistas quanto à representação de Cristo ou da sua mãe Maria impediu que os artistas bizantinos desenvolvessem plenamente sua capacidade criativa. Contudo, a arte bizantina deixou trabalhos maravilhosos.

Esse período não foi muito promissor para a arte, uma vez que minou o poder dos artistas quanto à observação da natureza, pois esses deixaram de comparar suas formas com a realidade. Não mais tinham interesse em fazer novas descobertas sobre como representar um corpo ou desenvolver uma ilusão de profundidade. As obras artísticas tinham sempre a supervisão de teólogos que fiscalizavam o trabalho do artista, dizendo o que podia ser feito ou não. Tudo devia seguir a orientação teológica. Ainda bem que as descobertas feitas anteriormente pelos artistas da arte greco-romana não foram esquecidas, pois um grande repertório de suas figuras nas mais variadas posições foi usado pelos artistas cristãos, a fim de contar as histórias bíblicas.

Nos dias anteriores à Internet, o conhecimento era valioso. Nos anos 1300 e antes, ler e escrever eram domínio de algumas pessoas de confiança, quase sem falta de homens religiosos por causa dos perigos percebidos pelo excesso de informação. No entanto, histórias bíblicas, fábulas morais e a vida dos santos eram consideradas conhecimentos que todos deveriam ter.

Exercício:

  1. OS MOSAICOS DA IGREJA DE SÃO VITAL
  2. A IMPERATRIZ TEODORA E SEU SÉQUITO
  3. O CRISTO PANTOCRATOR

Ilustração: 1. São Vital, mosaico, século VI

Fonte de pesquisa
A História da Arte / Prof. E. H. Gombrich

ARTE EGÍPCIA – PIRÂMIDES (Aula nº 9)

Autoria de LuDiasBH

                                

Estamos cientes de que todas as regiões habitadas do planeta possuem suas manifestações artísticas, mas existe aquele tipo de arte que é visto como um empenho contínuo, sendo repassado de mestre a discípulo e de discípulo a observador até chegar à arte de nossos dias, como aconteceu no vale do rio Nilo (Egito) cerca de cinco mil anos atrás, o que nos leva à compreensão de que os mestres egípcios foram os mentores dos gregos e esses foram mestres de todos nós. A arte do Egito Antigo, portanto, possui uma dimensão imensurável para todas as outras que vieram depois dela. É impossível, ao estudar a História da Arte, deixar esse povo de lado.

Falar sobre a arte egípcia é remeter-se à terra das pirâmides e de faraós grandiosos e imponentes que escravizaram milhares e milhares de pessoas, a fim de que essas preparassem seus gigantescos túmulos — as pirâmides. O que muitos se perguntam é como aqueles escravos desgastaram seus corpos ao longo de quase toda a sua vida, sem se rebelar contra o esforço físico extremo? A resposta encontra-se na suposta deidade dos monarcas egípcios, apregoada à época. Havia a crença de que os faraós eram divindades que, ao deixarem para trás o mundo terreno, voltavam a unir-se aos deuses dos quais vieram, cabendo, portanto, a seus súditos o dever de ajudá-los em seu retorno. Assim, tanto para os reis quanto para sua gente, as pirâmides tinham uma função divina, não havendo qualquer motivo para se revoltar.

A construção das pirâmides era extremamente penosa. Era necessário cortar pedras, arrastá-las por grandes distâncias através de meios primitivos em que a força física humana era o que mais contava. Eram levantadas em direção ao céu, a fim de ajudar o faraó em sua ascensão, além de preservar seu corpo contra a decomposição. Ainda que a viagem a outro mundo não fosse comprovada, é fato que o corpo era conservado durante muito tempo. Os egípcios antigos carregavam a crença de que o corpo físico necessitava ser poupado, a fim de ser usado pela alma no além, pois sem ele não haveria a tão buscada ascensão. Eles detinham um complexo conhecimento sobre a conservação do corpo físico, embalsamando-o e enfaixando-o para impedir sua decomposição. O corpo do rei, após passar pelos cuidados devidos, era depositado no centro da pirâmide, num esquife de pedra.

Fórmulas mágicas e encantamentos adornavam as paredes em volta da câmara mortuária com o objetivo de encaminhar o faraó em sua longa viagem para o outro mundo. Fazia-se também necessário conservar uma imagem fiel do monarca para que se tivesse absoluta certeza de que ele viveria para sempre. Habilidosos artistas esculpiam a cabeça do faraó em granito — pedra não perecível — e ocultavam-na na tumba para que pudesse cumprir a missão de ajudar a alma a permanecer viva. Com o passar dos tempos, os ritos que antes eram primazia dos reis passaram também a ser direcionados aos nobres da casa real. Seus túmulos — bem menores — agrupavam-se em filas em torno do túmulo do faraó. Posteriormente quaisquer pessoas de posses podiam tomar as medidas necessárias para sua vida no além.

Toda essa preparação acabou se transformando em relíquias antiquíssimas para a arte, sendo que alguns desses primeiros retratos, pertencentes à era das pirâmides, encontram-se entre as mais belas obras de arte egípcia. Aos escultores responsáveis por tais obras importavam apenas os aspectos principais do retratado, como mostra a ilustração acima. Tais obras não tinham por finalidade enfeitar, pois apenas a alma do morto cabia vê-las. É sabido que num passado muito distante, fazia parte dos costumes sacrificar os servos para servir o poderoso morto no outro mundo, mas essa crueldade acabou caindo em desuso, vindo a arte a oferecer imagens de servos simbólicos (shabatis) em substituição aos coitados que deveriam ser sacrificados, como mostram as pinturas e esculturas encontradas nos túmulos egípcios, também vistas em outras culturas antigas. Os textos vistos nos links abaixo são interessantíssimos. Leiam-nos!

Exercícios

  1. A ARTE ANTIGA DOS EGÍPCIOS
  2. O LIVRO DOS MORTOS
  3. O LIVRO DOS MORTOS DO ESCRIBA ANI

Ilustração: 1. Necrópole de Gizé; 2. Cabeça c. 2551- 2528 a. C.

Fonte de pesquisa:
A História da Arte/ E. H. Gombrich

Teste – A ARTE DO DADAÍSMO

(Faça o curso gratuito de História da Arte, acessando: ÍNDICE – HISTÓRIA DA ARTE)

O Dadaísmo foi um fenômeno cultural, originado entre os anos de 1915 e 1922. Surgiu como um movimento contrário à Primeira Guerra Mundial e tinha como objetivo destruir todos os valores em vigência tanto no dia a dia da sociedade quanto na arte. Não se tem uma explicação exata para o nome que recebeu, porém a mais plausível é a referente aos artistas Hugo Ball e Richard Huelsenbeck que, ao revisarem um dicionário alemão-francês, depararam-se com a palavra francesa “dadá” (cavalinho de brinquedo). Tomados pelo som estranho da palavra e também pela sua associação com a liberdade da infância, eles acabaram por a adotar o termo em questão.

  1. O Dadaísmo foi um fenômeno cultural, originado entre os anos de 1915 e 1922. Surgiu como um movimento contrário à ————— e tinha como objetivo destruir todos os valores em vigência tanto no dia a dia da sociedade quanto na arte.

    1. Guerra dos Cem Anos
    2. Guerra das Duas Rosas
    3. Primeira Guerra Mundial
    4. Segunda Guerra Mundial

  2. Os artistas dadaístas acreditavam que a arte havia traído ———— e, por isso, adotaram uma atitude essencialmente anti-artística.

    1. a humanidade
    2. os artistas
    3. os mecenas
    4. os museólogos

  3. Os dadaístas atacavam vários alvos que acreditavam ser responsáveis por inibir e corromper o mundo artístico.
    Apenas uma das alternativas abaixo está incorreta:

    1. Os burgueses viam a arte como decoração.
    2. Os preconceitos acadêmicos continuavam.
    3. Marchands e colecionadores só queriam lucro.
    4. As obras eram malfeitas, embora baratas.

  4. Os artistas dadaístas refutaram o código rígido de moralidade, introduzido à força no indivíduo, o qual atribuíram às forças mancomunadas…

    1. do Estado, da burguesia e da Igreja
    2. da Igreja, da elite e dos artistas.
    3. da família, da Igreja e Estado.
    4. da família, da plebe e do capitalismo.

  5. Para os dadaístas o indivíduo deveria ser senhor absoluto de sua pessoa e, consequentemente, dono de sua liberdade total. Eles também nutriam repulsa pela razão e pela lógica, enquanto louvavam a superioridade…

    1. da lógica das proposições.
    2. dos conhecimentos verdadeiros.
    3. dos processos intelectuais.
    4. das forças irracionais.

  6. Todas as alternativas acerca dos dadaístas estão corretas, exceto:

      1. Desprezavam os modelos estéticos tradicionais.
      2. Sempre faziam uso da pintura, do desenho e da escultura.
      3. Trabalhavam com técnicas de montagem (colagem e fotografia).
      4. Desprezavam a gramática e criaram a “música do ruído”.

  7. Os dadaístas achavam que a ação coletiva era infinitamente mais importante do que a individual, uma vez que tirava do artista a pecha de “gênio solitário” e, em consequência…

    1. ganhava maior atenção dos “marchands”.
    2. atingia o público com uma ênfase maior.
    3. atingia um número maior de artistas.
    4. as obras ficavam mais baratas.

  8. Muitas das técnicas provocativas dos artistas dadaístas foram herdadas do Futurismo, enquanto do Cubismo eles herdaram …………, uma vez que desprezavam os materiais sofisticados e a execução refinada.

    1. a colagem
    2. as cores vibrantes
    3. a aquarela
    4. o sfumato

  9. O Dadaísmo tem como característica o apreço ao ilógico e ao absurdo, à ingenuidade radical, ao pessimismo irônico, ao ceticismo e à improvisação, cuja verdadeira intenção era chocar e protestar contra…

    1. o enriquecimento das elites.
    2. os preços exorbitantes das obras.
    3. as atrocidades da guerra.
    4. a pobreza vigente na época.

  10. Dentre os artistas citados abaixo, todos fizeram parte do Dadaísmo, exceto um que se encontra na alternativa…

    1. Richard Huelsenbeck, André Breton e Hans Arp
    2. Max Ernst, Samuel Rosenstock e Hugo Ball
    3. Man Ray, Alfred Stieglitz e Arthur Cravan
    4. Salvador Dalí, Max Ernst e Marcel Duchamp

Nota: a ilustração é uma obra de Kurt Schwitters – Há Milhões Atrás de Mim – litografia de 1932. O artista subverte o slogan nazista ao mostrar que os milhões que apoiam Hitler vinham dos capitalistas.

Obs.: Reforce seus conhecimentos com artigos referentes a este estilo:
A ARTE DO DADAÍSMO (I)
A ARTE DO DADAÍSMO (II)
Hausmann – O CRÍTICO DE ARTE

Gabarito

1c / 2a / 3d / 4c / 5d / 6b / 7b / 8a / 9c / 10d

Teste – A ARTE DO CUBISMO
(Faça o curso gratuito de História da Arte, acessando: ÍNDICE – HISTÓRIA DA ARTE)

No início do século XX diversos pintores europeus não mais se atinham a criar a ilusão de profundidade e volume em seus trabalhos. Buscavam novas alternativas que alterassem a tradição ocidental. A arte africana, por exemplo, não levava em conta as ideias ocidentais referentes ao naturalismo e à beleza.  Foi o Cubismo, ao trabalhar com representações de objetos e espaço, o grande responsável por romper com as convenções até ali existentes. Em seu começo, tal movimento era tanto intelectual e conceitual, assim como voltado para a análise visual.

  1. No início do século XX diversos pintores europeus não mais queriam…

    1. criar a ilusão de profundidade e volume em seus trabalhos.
    2. alterar os parâmetros da tradição ocidental pictórica.
    3. levar em conta a arte africana com seu ideal de beleza.
    4. Todas as alternativas estão corretas.

  2. O Cubismo surgiu em Paris nas primeiras duas décadas do século XX, sob a liderança dos pintores:

    1. Paul Gauguin e Georges Braque
    2. Juan Gris e Pablo Picasso
    3. Pablo Picasso e Fernand Léger
    4. Georges Braque e Pablo Picasso

  3. Os pintores cubistas foram além da teoria de —————– que retratava as formas da natureza como geométricas.

    1. André Derain
    2. Paul Cezánne
    3. Juan Gris
    4. Francis Picabia

  4. Os artistas cubistas ao buscar novas alternativas que alterassem a tradição ocidental…

    1. abriram mão da perspectiva.
    2. fizeram a geometrização das formas.
    3. passaram a usar cores neutras.
    4. Todas as alternativas estão corretas.

  5. O movimento cubista pode ser dividido em duas fases:

    1. analítico e sintético
    2. simples e complexo
    3. anterior e posterior
    4. inovador e renovador

  6. Na medida em que reforçava sua relação com o Cubismo, ———— passou a influenciar o método de todos os artistas do grupo, encantados com um meio que se exprimia com base num processo de corte, colagem e dobradura do objeto.

    1. a nuance
    2. a colagem
    3. o contorno
    4. o espaço

  7. Pintura de Pablo Picasso tida como o marco do movimento cubista:

    1. Casas em L’Estaque
    2. Retrato de Picasso
    3. As Senhoritas d’Avignon
    4. Ma Jolie

  8. O artista Juan Gris no seu quadro intitulado “O Lavatório” (1912) fez uso de um pedaço de…

    1. espelho
    2. cerâmica
    3. pente
    4. saboneteira

  9. Pablo Picasso e Georges Braques, assim como Pablo Cezánne, achavam que a arte…

    1. deveria retratar a natureza o máximo que pudesse.
    2. só tinha valor quando inseria o homem na natureza.
    3. não era uma cópia, mas um paralelo da natureza.
    4. jamais deveria poderia abrir mão da natureza.

  10. O Cubismo foi responsável por colocar _________ em primeiro plano:

    1. a geometria
    2. o contorno
    3. as cores ocres
    4. o esboço.

Obs.: Reforce seus conhecimentos com artigos referentes a este estilo:
A ARTE DO CUBISMO (I)
A ARTE DO CUBISMO (II)
A ARTE DO CUBISMO (III)
Braque – CASAS DE L’ESTAQUE
Braque – HOMEM COM UMA GUITARRA
Léger – TRÊS MULHERES
Picasso – AS SENHORITAS DE AVIGNON

Nota: a obra ilustrativa acima chama-se Mulher com Bandolim, 1910, de Pablo Picasso.

  1. Gabarito
    1a / 2d / 3b / 4d / 5a / 6b / 7c / 8a / 9c / 10a
BINHO RIBEIRO NO BECO DO BATMAN

Autoria de Marlene Francisco

Um dos pioneiros do grafite na América Latina, Binho Ribeiro inaugura exposição interativa e divertida para celebrar seus personagens old school mais icônicos que já rodaram mais de 40 países do globo. A Mostra é gratuita e acontece de 25 de junho a 25 de julho no Espaço Cultural Alma da Rua (Vila Madalena-SP).

“Dr. Barata, Jorge”, “A Tartaruga” e “Tubarone” são apenas três da larga coleção de personagens criados pelo artista e produtor cultural Binho Ribeiro em décadas de trabalho que ocupam tanto as ruas quanto galerias do mundo todo. Agora, reunidos em diversos cenários, os animais fantásticos compõem a mostra interativa batizada de “The Gang!” que acontece de 25 de junho a 25 de julho no Espaço Cultural Alma da Rua.

Vinda diretamente de Los Angeles (EUA), onde foi exposta por uma temporada, a mostra traz  20 obras cheias de história e ganha seis trabalhos inéditos, além de montagem interativa com obras flutuantes e backdrop para fotos com a “gangue” e seu universo mágico.

Ainda com ar de lançamento, os visitantes do vernissage poderão levar para casa o livro “Binho – The Graffiti Ambassador” autografado.  A publicação é uma edição de luxo, numerada, capa dura e com mais de 300 páginas com fotografias coloridas de registros da trajetória do artista. Além do livro, também estarão disponíveis uma série de produtos personalizados com trabalhos do artista.

“Cada personagem nasceu em um momento especial e tem suas características individuais e situações em que começaram a fazer parte do meu universo, contando histórias, superando desafios e vivendo fantasias”, explica Binho. “É uma grande satisfação ver o grupo reunido nesta exposição, trazendo a certeza de que sempre estive bem acompanhado”, completa.

ESPAÇO CULTURAL ALMA DA RUA

Localizada no coração da arte de São Paulo, revela-se como um novo ponto de encontro de artistas na Vila Madalena, junto ao Beco do Batman. Visando ser um centro gerador e articulador de arte urbana, expõe obras e gravuras de artistas conceituados da velha e da nova cena da rua, frutos da coleção do sócio fundador Tito Bertolucci. O espaço foi pensado para integrar, conectar, aproximar, sobretudo para mostrar que a arte acontece no cotidiano.

SERVIÇO
The Gang!, de Binho Ribeiro
Local                   Espaço Cultural Alma da Rua
Endereço           Rua Gonçalo Afonso, 96. Vila Madalena.
Visitação            25 de junho a 25 de julho, 2019.
Horário              De terça a domingo, das 11h às 19h.
Entrada Gratuita
Cachorros são bem-vindos!
Informações sobre o espaço     https://www.facebook.com/almadaruacult/