DEVANEIOS E ENTREVEROS

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Autoria de LuDiasBH

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Espalho os olhos sobre as montanhas ao longe,
que inda se fundem coa densa bruma da manhã.
O sol fulvo vem lanhando lentamente a cerração,
e no meu coração uma manhã gélida se instala.

Imagens arredias aquartelam-se dentro de mim,
e me levam  para um distante lugar no passado.
Devassam locais recônditos e desconhecidos, e
depois se esquivam, e desaparecem no tempo.

Como é longínquo esse lugar chamado passado,
quando o busco através do percurso do tempo,
mas tão próximo o meu pretérito faz-se presente,
se me guio apenas pelo caminho do pensamento.

A distância do futuro nutre em mim bons sonhos,
porém a do passado reforça todos os desalentos.
Numa, flui a esperança e noutra, o vil desespero.
Como posso eu, tão débil criatura, comandar esta
fugidia existência de devaneios e entreveros?

O vazio do mundo desce sobre mim. Desespero.
Quiçá a aflição seja só minha e não do mundo.
Que mania tenho eu de não não assumir a culpa,
e de imputar a outrem o meu danoso exaspero!

Mas não importa o tempo dessa sofrida procura,
eu necessito buscar em mim um ponto de apoio.
Deem-me um segundo. Vou buscar uma alavanca
nem que seja nos confins do (meu) mundo.

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