DORMIR O DIA

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Autoria de Marcella Chaddad

Um dia, assim,
Os olhos brilhavam
E brilhavam no infinito da solidão
Solidão da alma
Alma dos olhos
Olhos que diziam.
No dia, diziam,
E diziam mais do que palavras
Diziam sentimentos
Da angústia do dia,
Daquele dia, em que os olhos ainda brilhavam
Em que o infinito da solidão dizia
E dizia
Deixa ir
Deixar o dia ir
Ir o dia
Ir…
Para que a alma pudesse se libertar
Libertar do que ainda nos prendia
E nos prendia ao dia
Ao dia em que os olhos ainda brilhavam.
E do brilho
Do brilho desse dia
Fizeram-se as palavras
Palavras de poesia
Poesia de dormir
Dormir o dia.

6 comentários sobre “DORMIR O DIA

  1. edward chaddad

    Querida filha

    Sua poesia fez-me lembrar de seu bisavô, João Baptista Pimentel, o J.Triste, poeta rioclarense, que ficou eternizado em meu coração. Ele faz parte de meu íntimo, de meu viver, a cada dia. Suas palavras pessoalmente, seus textos, suas poesias sempre me trouxeram alento e o desejo de viver a plenitude da vida. Vivê-la com a maior intensidade possível. O olhos sempre brilham, depende de cada um de nós. Sempre brilharão. A solidão é uma prisão que criamos em nossos pensamentos. Ela não existe. Nunca estamos sós. Há um mundo imenso em nosso redor. O dia irá ser sempre de luta e de muitos pensamentos voltados para as cores que o sol nos lega, o prazer de poder ver as maravilhas da natureza, ouvir o cantar dos pássaros, sentir o prazer de viver intensamente este dia, cada um deles.

    Seus versos são subjetivos, mas cabem, é claro, no íntimo de cada uma das pessoas que os lê, interpretando-os a sua maneira. Todos nós, na vida, tivemos um dia que não gostamos de recordar. Mas ele existiu, embora possamos dele lembrar, há um caminho imenso a enfrentar e descobrir que a melhor parte da vida está em nossa jornada. Enfrentando os desafios e, dentro de nossas limitações, vencendo-os, principalmente com a grandeza de nossa alma e de nossos sentimentos escondidos no coração. Deixo aqui um texto de seu bisavô, J. Triste, que diz tudo:

    “A NOSSA VIDA…

    Autor – J.Triste ( João Baptista Pimentel )

    Eu sei que você sofre. Eu sei que há, dentro de você, do seu íntimo, ferindo impiedosamente o seu coração, um pungente espinho. É o espinho da dor, da desilusão, da mágoa, da tristeza e da saudade!

    Ele fere o seu coração quando você chora pelo seu ingrato amor; quando você sente dentro d´alma o desespero da desilusão sofrida; quando os seus lindos olhos, cheios de melancolia, vertem lágrimas de saudades!

    E ele fere cruelmente, pungentemente, o seu coração, porque encontra em você um espírito desalentado, fraco, sem forças, sem ânimos para uma reação!

    E por isso é que você não deve chorar, não deve entregar-se ao capricho inconsciente desse espinho mau e cruel.

    Repila-o. Procure sorrir, ficar alegre e você verá que ele não mais a atormentará.

    Procure buscar novas ilusões, novas quimeras, novas fantasias, sentir novos anseios, e, então, você sentir-se-á outra: bem conformada, bem disposta, bem contente e, até mesmo, bem feliz!

    O que é a felicidade? Não é nada mais do que um viver cheio de paz e de alegria!

    O mundo é tão grande, tão esplêndido, tão maravilhoso!

    E a nossa vida é tão curta…tão curta…

    Publicado em 1952/ Livro “No Meu Silêncio”

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  2. Mario Mendonça

    Prezada Marcela

    Esquecer o dia,
    apagar a mente,
    dormir, sorria,
    ser diferente,
    pensar a vida,
    olhar pra frente,
    suportar sorrir,
    como um dormente,
    seguir em frente,
    focar no horizonte,
    “malandramente”

    Abração

    Mário Mendonça

    Responder
  3. LuDiasBH Autor do post

    Marcela

    Há momentos em nossa vida em que é preciso deixar que o dia, que lhes serve de apoio, passe, para que nasça um novo dia cheio de esperança e paz. E possamos reafirmar a nossa crença de que, dias melhores estarão por vir…

    Beijos,

    Lu

    Responder

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