EIS A VIDA!

Siga-nos nas Redes Socias:
FACEBOOK
Instagram

Autoria de Edward Chaddad nuvens

Eis a vida:
No vento que não se vê,
Invisível, mas deixa rastros,
Sacode o espaço com uivos,
Às vezes, violento e agressivo,
Ora manso, calmo e amoroso.
Faz folia e anima o mundo.
Agita as nuvens, lá no alto,
Transformando-as multiformes,
Nas mais fantásticas imagens,
Ora rabugentas, ora alegres.
O vento é o espírito da Terra
Que dá vida ao mundo.
Nas nuvens que arriba se vê,
Matéria que se casa coo vento,
Eis de novo a vida!

4 comentários sobre “EIS A VIDA!

    1. Edward Chaddad

      Prezada LuDias

      Você está sendo muito bondosa.
      Não tenho o talento para fazer poesias.
      Sei que ela, a poesia, é um momento lindo que temos.
      E tive, por sorte, um deles, ao ler, como mostrei ao Beto, sua poesia maravilhosa, Assim como o Vento e as Nuvens.

      Obrigado pelo estímulo.

      Responder
  1. Beto

    Primo Edward

    Belo poema que me fez relembrar o tema central da Trilogia O Tempo e o Vento, do imortal Érico Veríssimo.

    Abraços,

    Beto

    Responder
    1. Edward Chaddad

      Querido Primo

      Obrigado pelo seu elogioso comentário.
      Fiz estes versos inspirados na poesia maravilhosa da LuDias, Assim Como o Vento e as Nuvens. Não tenho lá as virtudes do avô, mas bem que gostaria.
      Sabe, vejo no vento e nas nuvens, a vida.

      Parece incrível, mas as nuvens são, exemplificativamente, como a gente. Elas têm formas diferenciadas, individualizadas, modificam-se com desenhos e formatos diversos, nunca iguais. Nós também temos nossa individualidade, como a digital em nossos dedos, o perfil de cada um de nós, sempre diferentes, mesmo que parecidos em alguns casos, não somos iguais a nenhum. Neste sentido, é a matéria de que somos feitos.

      Por outro lado, o vento também é como nós. Ele nunca é igual, mesmo que venha do norte ou do sul. Pode ser calmo e doce, tranquilo. Pode ser violento e rude. É o espírito, o mesmo que em nós habita e que faz viver a matéria. É o espírito.
      Sem o vento, a nuvem não existiria. Sem o espírito, nós também não existiríamos.

      Assim, podemos ser pacíficos ou violentos, calmos ou nervosos. Podemos ser amigos ou inimigos. Podemos fomentar o ódio ou o amor. Depende do vento que nos habita o interior, o espírito que nos anima.

      Penso, Beto, que somos produtos do vento bom que abençoou o lar de nossos avós e que nos chegou bem forte, repleto de fé e de amor, ao nosso coração e que tomou conta dele, como o vento toma conta da nuvem, e que nós não existiríamos, como somos hoje, sem aquele o vento bom de nossas raízes.

      Responder

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *