EMOÇÕES E PALAVRAS

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Autoria de LuDiasBH

peli234

Pensei poder manter as palavras comedidas,
em meio à efervescência  de emoções bravias,
mas sabendo ser a vontade ousada e sôfrega,
dela eu retirei qualquer forma de alforria.

Engoli muitos sapos para refrear meu tino,
amarrei minhas emoções a pesadas âncoras,
e as lancei na parte abissal dos frios oceanos,
junto às palavras desconexas, sem sentido.

Mas as emoções emergiram fortes das águas,
as palavras boiaram doidas nas vis correntes,
e aportaram-se no cais, não mais tão seguro,
todas gritando aloucadas em minha mente.

As emoções são como navegantes apressados,
cada uma tomando a direção que lhe convier,
mal uma se oculta nas asas rotas da desculpa,
outras se apossam da nau que bem quiser.

Minhas palavras são cúmplices na desordem,
é inútil lutar contra essas damas ensandecidas,
pois nada lhes contém o desvairamento, ao se
esvairem como torrentes enlouquecidas.

Nota: imagem copiada de www.mensagenscomamor.com

4 comentários sobre “EMOÇÕES E PALAVRAS

  1. Alfredo Domingos

    Lu,
    Deixo uma boa provocação: por que não nos enrolarmos nas emoções? Deixemos fluir o que nos chega. Observemos o trecho da música: “as águas vão rolar…” O que vier a gente traça! Quem sabe isso não é a grande questão ou o grande desafio da vida?

    Abração,

    Alfredo Domingos.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Alf

      Acho que ando assim, atualmente.
      “Deixe a vida me levar, vida leva eu…”… risos.

      Grande abraço,

      Lu

      Responder
  2. Alfredo Domingos

    Lu,
    Gostei por demais deste seu poema. Destaco: “as emoções são como navegantes apressados”. Pura verdade! Nunca vemos uma emoção calma! Ela é agitada por natureza. Você se jogou aos oceanos, lançou-se ao mar! Perfeita marinheira!
    Parabéns! Meu abraço,

    Alfredo Domingos.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Alf

      Navegar é preciso!
      Se não tivermos cuidado, nós nos tornamos escravos de nossas emoções.
      Atualmente ando pondo um freio nelas e não mais me abalo com pouca coisa.
      Ando mais para mercadora, fazendo ouvidos moucos… risos.

      Abraços,

      Lu

      Responder

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