Fábula – A COTOVIA E SEUS FILHOTES

Recontada por LuDiasBH

cosefi

A cotovia buscou uma árvore próxima a um trigal para ali fazer seu ninho, botar seus ovos e ver eclodir seus filhotes. Com certeza teria bastante alimento para eles. Mas o trigo não tardou a ficar no ponto de ser colhido. Atenta, a boa mãe pediu a seus pequenos que ficassem de olho nos acontecimentos em volta. Deveriam procurar ouvir tudo que dissesse o dono do trigal, pois ali permaneceriam somente enquanto desse.

 Ao retornar de seu voo, a cotovia ouviu dos filhotes a notícia de que os amigos do dono viriam, no dia seguinte, ajudá-lo na colheita. Ela lhes disse que poderiam ficar tranquilos por mais um dia, comendo à vontade. Ao retornar do passeio no dia seguinte, os filhotes disseram-lhe que os amigos não apareceram, mas os parentes foram convidados para o trabalho. Ela mais uma vez acalmou-os, dizendo que poderiam ficar mais outro dia. Mas, ao voltar de seu voo, os filhotes disseram-lhe que os parentes ali também não foram e, que o dono resolvera fazer o trabalho junto com a mulher e os filhos. A mãe zelosa então confirmou que era hora de buscarem outro local.

Reflexão
Morre doido quem confia a amigos e parentes suas próprias incumbências. Devemos fazer o nosso trabalho, sem repassar aos outros tal responsabilidade. Assim agindo, qualquer ajuda que vier, e quando vier, será sempre bem-vinda. Ainda acabamos fugindo do aborrecimento com os tratos não cumpridos. O que tem de ser feito por nós não carece de ser entregue a outrem. Nada de postergar. Mãos à obra!

O mesmo deve ser feito em relação à nossa própria vida. Não podemos e nem devemos repassar aos outros a responsabilidade por nossas escolhas. Pessoas há que botam a própria vida nas mãos de terceiros, para depois dizerem que fulano ou beltrano é responsável por torná-las infelizes. Ledo engano! Balela pura! Ninguém pode nos fazer infelizes, senão nós mesmos. As opiniões dos outros devem ser analisadas e descartadas, se não nos servem. Somos os únicos responsáveis por nossa vida e por ela respondemos. E ninguém nos faz infelizes, se não permitirmos.

O homem de nossa fábula achou que os amigos e parentes iriam ajudá-lo em seu trabalho. Na espera acabou perdendo dois dias. Mas caiu na real, acordando a tempo, ao botar no eito mulher e filhos, pois somente com eles poderia contar de fato. E mesmo assim porque os filhos estavam ainda sob sua custódia.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *