Fábula – O HOMEM AMBICIOSO E A GALINHA

Recontada por LuDiasBH

Ohoamga

Certo homem, ao recolher os ovos de suas galinhas, descobriu que uma delas botara o seu primeiro ovo. Tudo estaria em conformidade com os desígnios da natureza, se esse não fosse de ouro maciço. E assim, com a prodigalidade que creditava a um milagre dos céus, o homem passou a recolher, toda manhã, um belo ovo, luzente como o sol do meio-dia, sentindo-se a mais agraciada de todas as criaturas da Terra.

Já contabilizava o felizardo meia dúzia de ovos de ouro, quando uma ideia maluca atravessou sua massa cinzenta: se sua galinha botava ovos de ouro, certamente seria toda de ouro por dentro. Em assim sendo, teria ali um tesouro muito maior do que cada ovo colhido diariamente. Obcecado pela ideia, matou a pobre ave, e abriu-a para lançar mão de sua esperada riqueza. E novamente foi pego pela supresa, pois a ave era igualzinha às demais.

Reflexão
O bicho homem, que chega à Terra nu, desprovido de tudo e, ao contrário de outros animais, necessitando de ajuda permanente até atingir a idade adulta, vê-se depois obsecado pela cobiça. Poucos são aqueles que conseguem botar um freio em suas ambições, cientes de que a vida é passageira, sendo necessário pensar nos irmãos de caminhada, pois todos rumam para a mesma estação final da vida, sem levar coisa alguma.

A história tem mostrado à humanidade que o desejo sôfrego de possuir bens materiais e alta posição social, a qualquer preço, acaba pondo tudo a perder. São muitos os exemplos daqueles que, na ambição desmedida,  tiram a pele das gentes mais humildes, em benefício próprio.  Porém, a tola cupidez acaba tirando-lhes tudo, inclusive o caráter e a honra. Se não ficam miseráveis, acabam execrados pela opinião pública, o juiz dos juízes. As consequências nefastas da avidez estão aí, desonrando muitos. Só não vê, quem não quer.

O sujeito da fábula achou que um ovo de ouro, diário, atrasaria muito o seu enriquecimento. Queria mais, muito mais! Tolo, sem medir as consequências, acabou optando pelo caminho mais perverso. A exemplo dele, podemos enumerar “n” casos no mundo político e empresarial, como os que ora enfeitam as manchetes dos noticiários, para indiganação da gente brasileira. Será que somos um povo corrupto ou é a nossa Justiça que não cumpre seu papel? Eis a questão! Responda-me quem souber.

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