Fábulas – CURTAS E RASTEIRAS (III)

Siga-nos nas Redes Socias:
FACEBOOK
Instagram

Recontadas por LuDiasBH

cavarin

  1. A Batalha Entre Ratos e Doninhas

Os ratos e as doninhas entraram em guerra. As escaramuças eram diárias. De uma feita, as doninhas estavam em grande vantagem e puseram-se a perseguir os ratos, aniquilando os que não conseguiam fugir. Os chefes dos roedores levavam na cabeça vistosos penachos, para se distinguir dos soldados. Na confusão, o distintivo que mostrava a nobreza dos maiorais, também lhes causou a morte, ao entalar-se nas diminutas passagens.

Moral da história:
Os superiores, em tempos ruins, correm sempre mais perigo, pois o populacho, acostumado às dificuldades, sobrevive em em meio aos contratempos.

  1. A Serpente e a Lima

Uma serpente ficou presa numa oficina de ferreiro. Quando a fome apertou, pôs-se a procurar algo para comer. Nada encontrou. Raivosa, pôs-se a morder uma lima de aço. Insultada, a ferramenta zombou dela, dizendo: “Insensata, seus dentes não possuem poder nenhum sobre mim, acostumada que sou, a limar até o aço.”.

Moral da história:
Para um valentão, nada como encontrar outro valentão e meio.

  1. O Leão e o Macaco

O leão, durante certo tempo, foi um equânime soberano. Mas para o azar de seus súditos, num certo dia, seu instinto brutal reapareceu. Ele passou a devorar os animais que chamava para visitá-lo, contudo, abria mão daqueles que tinham um hálito fédito. Ao exigir que o macaco fosse visitá-lo, perguntou-lhe como era seu hálito. Esse ficou um longo tempo a enaltecê-lo, falando que tinha o cheiro de cinamomo, canela e alecrim. À noite foi servido como jantar ao rei da floresta.

Moral da história:
Aquele, que muito conversa, acaba dando com os burros n’água.

  1. O Júri e o Camponês

Certo rei, para comemorar seu aniversário, levou ao reino vários artistas, entre eles, inúmeros imitadores. Propôs um prêmio para aquele que melhor imitasse o grunhir de um porco. No segundo dia dos festejos, um camponês, a título de brincadeira, quis também participar das imitações. Debaixo de suas vestes escondeu um porquinho. Na hora da apresentação puxou-lhe a orelha, soltando o animal um forte grunhido. Mas o júri gritou para que ele saísse do palco, pois o seu grunhido era por demais falso. Ele então levantou a capa e exclamou: “Este porquinho comprova a justeza do juízo dos senhores. Eu só queria testá-la.”.

Moral da história:
Da justiça, o pobre só conhece os castigos, pois mesmo quando está certo é tido como errado.

  1. O Novilho e o Touro

Estava um vigoroso touro tentando passar por uma entrada estreita do curral, para fugir do pé- d’água que caía. Debatia-se de um lado e outro, ferindo-lhe o lombo. Um novilho, vendo a dificuldade pela qual passava o touro, deixou o ambiente coberto do lugar em que se encontrava, e foi ensinar-lhe como entrar. Mal se viu dentro do local, o touro disse rudemente ao seu benfeitor: “Eu não te pedi ajuda. Quando nasceste eu já fazia isto!”.

Moral da história:
A arrogância só prova o quanto se é inferior.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *