Fábulas – CURTAS E RASTEIRAS (XVI)

Autoria de LuDiasBH

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  1. O Homem e o Fauno

O inverno havia chegado com todo vigor. Um homem e um fauno caminhavam por uma estrada coberta de neve. A todo o momento, o primeiro levava as mãos juntas à boca e soprava-as, explicando ao fauno que assim fazia para esquentá-las. Ao chegar à casa do humano, uma sopa fumegante foi servida aos dois. O homem soprava cada colherada, dizendo que era para esfriar o alimento. Não conseguindo compreender tanta ambiguidade, o fauno foi-se embora, pois não poderia ter como amigo alguém que ora soprava para afugentar o frio e fazia o mesmo para afugentar o calor.

 Moral da história
É difícil conviver com uma pessoa de comportamento incerto, pois a amizade necessita de segurança no agir.

  1. A Raposa e o Urso

 Um urso encontrou uma raposa a desfrutar-se do corpo de uma ovelha, que morrera ao cair de um penhasco. Enquanto o canídeo comia, o ursídeo observava-o com profundo nojo, dizendo que jamais comeria um cadáver. A raposa, no entanto, respondeu-lhe que melhor seria, se ele esfrangalhasse os mortos, em vez de dilacerar os vivos.

 Moral da História
O hipócrita critica nos outros aquilo que ele mesmo faz com a maior perversidade.

  1. O Lobo e o Lavrador

Certo lobo andava faminto em busca de comida. Ao encontrar um arado, onde poucos instantes atrás havia um boi, começou a lamber o suor do animal, ali depositado. Para azar do canídeo, ele acabou ficando preso onde  ficava a cabeça do boi. Sem saída, pôs-se a andar pelo campo, lavrando a terra.

 Moral da história
Certos políticos poderiam viver com dignidade, se contentassem apenas com o ganho advindo de um honesto trabalho.

  1. O Homem e o Buraco

 Um homem tinha por hábito mirar o céu todas as noites, nomeando as estrelas. E assim passava horas a fio. De uma feita, ele se viu dentro de um profundo poço, até ser socorrido por um passante.

 Moral da História
Muitas pessoas preocupam-se com o que se encontra longe de seu alcance, sem dar a menor atenção ao que está em seu derredor.

  1. As duas Rãs

 Moravam duas rãs bem próximas uma da outra, só que uma na lagoa e outra na margem, à beira da estrada. A mais velha estava sempre a persuadir a mais jovem para que dali se mudasse, pois tratava-se de um lugar perigoso. Mas essa não lhe dava ouvidos. Num dia chuvoso, um velho caminhão perdeu o freio e esmagou a jovem rã.

 Moral da História
Quem não ouve conselhos, ouve “Coitado!”.

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