IEMANJÁ – A RAINHA DO MAR

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Autoria de LuDiasBH

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Os barcos dirigiam-se em procissão.
Os de canoa a motor iam rebocando
os mais fraquinhos, de canoa a remo,
nas ondas verdejantes do mar.

Os pescadores remavam silenciosos,
com a respiração quase em suspenso,
ansiosos pra ver os peixes nas redes,
armadas de madrugada no mar.

Algumas embarcações navegavam
apodrecidas e rotas, cheias de cracas,
decorrentes de vários trajetos feitos
nas estradas ondulantes do mar.

Mas uma procela abateu de repente,
deixando os homens tensos e perdidos,
como peixes desorientados nas redes,
entregue aos caprichos do mar.

Corpos queimados e curtidos pelo sol,
peles enrugadas e esculpidas pelo sal,
mundaréu de água por todos os lados.
Em choque, os pescadores e o mar.

Na mente repassavam as lembranças
da família e de tudo que ficou pra trás.
Da boca rompiam rezas e promessas,
enquanto remos cavavam o mar.

Ouvia-se o barulho das ondas raivosas.
E os barcos…  destinados ao deus-dará.
Homens agoniados receavam pela vida.
Eles teriam como sepultura o mar.

Uma onda agraudou defronte à marcha.
E Iemanjá, com sua cabeleira de musgos,
enfeitada com corais e algas brilhantes,
tinha por trono as ondas do mar.

Cada homem viu sua vida renascer,
ante a presença da deusa encantada,
que levou os pescadores a seus lares.
Salve Iemanjá, a rainha do mar.

Nota: Imagem retirada de blogspot.com.br/p/preces-continuacao.html

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