ÍNDIA – TAJ MAHAL: UMA HISTÓRIA DE AMOR

Siga-nos nas Redes Socias:
FACEBOOK
Instagram

Autoria de LuDiasBH

taj mahal

É uma lágrima no rosto da eternidade!( Rabindranath Tagore)

O Taj Mahal é considerado por muitos arquitetos, no mundo inteiro, como uma das mais belas construções de todos os tempos. Situa-se na cidade indiana de Agra, sendo o mais conhecido dos monumentos do país. Foi classificado pela UNESCO como Patrimônio da Humanidade e anunciado como uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo Moderno, em 2007.

Três grandes mestres trabalharam em seus desenhos: Ustad Isa (persa), Gieronimo Veroneo (italiano) e Austin de Bordeaux (francês). Não há registro de que algum mestre indiano tenha feito parte de sua construção.

Esse monumento nada tem a ver com o hinduísmo. Sua arquitetura é totalmente maometana. De modo que seus funcionários mais especializados (escultores, pedreiros, artesãos, calígrafos) foram trazidos de Bagdá, Constantinopla e outros centros da fé islâmica. Sua construção durou 22 anos, com cerca de 22.000 operários.

O Taj Mahal contém inscrições do Corão e incrustações com pedras semi-preciosas. A sua cúpula é costurada com fios de ouro. O edifício é ladeado por duas mesquitas e cercado por quatro minaretes.

O imperador mongol, Shah Jehan, filho de Jehangir, possuía grande paixão pela arte, a ponto de gastar prodigamente com artistas, importando-os de vários lugares, fora da Índia.  Também foi responsável por derrubar os palácios cor-de-rosa de Akbar, substituindo-os por uma arquitetura da mais pura sensibilidade e beleza. Shah Jehan foi o responsável pela construção do Taj Mahal.

Embora na Índia, a fronteira entre a realidade e o mito seja, muitas vezes, imperceptível, de modo que nunca se sabe onde começa a realidade e termina o mito, esse mausoléu simboliza uma comovente história de amor. Diz a história indiana que o Taj Mahal foi construído em memória da mulher pela qual, um dia, Shah Jehan apaixonara-se: Mumtaz Mahal, “A escolhida do Palácio”.

Ela era apenas uma garota, quando ele caiu de amores por sua beleza, ao vê-la num mercado. Diz a lenda, que ela era tão linda que parecia uma imagem saída de uma miniatura persa. Depois de cortejá-la por algum tempo, casou-se com ela e a transformou em imperatriz e em sua conselheira. Mumtaz Mahal era venerada pelo povo, pois tinha especial carinho pelos pobres. Também era muito amada pelos poetas e artistas, em geral.

Depois de 19 anos de casados, ao dar à luz a seu décimo quarto filho, Mumtaz Mahal morreu de parto, deixando o esposo, inconsolável. Ela estava, na época, com 38 anos, idade em que as mulheres já não eram tidas como desejáveis sexualmente, o que não aconteceu com ela. Segundo contam, ela fazia uso de certas técnicas, como a contração da vagina para estimular o ato sexual. Também aplicava uma mistura de gengibre em pó, pimenta-do-reino e mel dentro da vagina para tornar o sexo mais prazeroso.

Embora Shah Jahan tenha tido outras esposas, a sua predileta sempre foi Mumtaz Mahal, sua única e mais preciosa Joia. Durante dois anos, o imperador foi tomado pela mais forte tristeza, guardando um luto severo. Não usava joias nem trajes suntuosos, recusava-se a ouvir música ou a participar de festas. A vida havia perdido o sentido para ele. Shah Jehan entregou o comando das campanhas militares a seus filhos, dedicando-se inteiramente à construção do Taj Mahal, mausoléu dedicado à esposa morta e construído sobre seu túmulo. O nome é, na verdade, uma abreviação do nome da sua amada: Mumtaz Mahal.

Diz a lenda que, já pressentindo a chegada da morte, ela teria pedido ao imperador que construísse um monumento “à felicidade compartilhada”. Passado o período crítico de luto, pela morte da esposa, o imperador Shah Jehan tornou-se obcecado pela arquitetura. Compreendeu que os monumentos poderiam sobreviver à fugacidade do tempo, à fragilidade da vida humana. A parte mais famosa do mausoléu é a tumba de Mumtaz Mahal (Joia do Palácio) com sua cúpula de mármore branco, mas também inclui mesquitas, torres e outros edifícios.

O imperador mongol deixou em Delhi obras fabulosas como a luxuosa sala das Audiências Públicas, com painéis de mosaico florentino em mármore negro e tetos de ouro e prata; a sala das Audiências Privadas, com tetos de ouro e prata e colunas filigranadas, onde se encontrava o famoso Trono do Pavão, comentado em todo o mundo. Ele também foi responsável pela construção de palácios, mesquitas, jardins e mausoléus.

Quando Shah Jahan ficou doente, seu filho Aurangzeb aproveitou de sua fragilidade para encarcerá-lo e ocupar o trono. Deixando-o em cativeiro até sua morte. Conta a lenda que ele passou os últimos dias de sua vida, olhando fixamente em um pequeno espelho o reflexo do Taj Mahal, e morreu com o espelho agarrado em sua mão. Hoje, os restos dos corpos de Shah Jehan e Mumtaz Mahal estão juntos, dentro de uma cripta, debaixo de uma cúpula branca, dentro do Taj Mahal.

Segundo pesquisas não foi bem assim todo a história, pois o imperador Shah Jehan passou a sentir uma obsessão pela filha mais velha, de 17 anos, que tinha os mesmos traços da mãe. Acabou se tornando amante dela, além de possuir inúmeras outras concubinas. Ou seja, o amor não foi tão forte assim, para coibir os desejos da carne.

Esse mausoléu ao mesmo tempo em que mostra a suntuosidade do amor, também deixa claro a insignificância e a brevidade da vida humana, diante de tudo que a rodeia.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *