INFORMAÇÕES SOBRE OXALATO DE ESCITALOPRAM

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Autoria de LuDiasBH

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O mercado trabalha com uma variedade de antidepressivos. Dentre as inúmeras substâncias usadas, uma das mais modernas e mais indicadas pelos especialistas vem sendo o oxalato de escitalopram, usado no tratamento da depressão, síndrome do pânico, agorafobia, ansiedade generalizada (TAG), fobia social e transtorno obsessivo compulsivo (TOC). Segundo orientações encontradas na bula, o paciente, que irá fazer uso de tal substância, deve avisar a seu médico, se teve ou tem algum problema de saúde, principalmente:

• epilepsia ; diabetes;
• comprometimento do funcionamento dos rins e/ou do fígado;
• níveis de sódio diminuídos no sangue;
• tendência a sangramentos ou manchas roxas;
• doença cardíaca coronariana;
• estar em terapia eletroconvulsiva;
• deve também relatar os medicamentos que estão sendo usados, ou que usou nos 14 dias anteriores ao início do tratamento, a fim de evitar reações adversas.

Uma das perguntas mais frequentes é em relação ao tempo que a medicação leva para fazer efeito. Na maioria das vezes, esse não é sentido logo após o início do tratamento, sendo necessárias algumas semanas para começar a surgir os efeitos positivos. Os efeitos adversos iniciais variam de pessoa para pessoa. Um dos mais sentidos é o aumento da ansiedade, que irá desaparecendo com a continuidade do tratamento. Isso não deve levar o paciente a paralisar a medicação, ou mudar a dose prescrita, sem autorização de seu médico. Alguns sintomas, contudo, devem ser imediatamente relatados ao especialista, quando em uso de tal substância:

• a mudança para uma fase maníaca (mudanças incomuns e rápidas das ideias, alegria inapropriada e atividade física excessiva);
• inquietude ou dificuldade de sentar ou permanecer em pé;
• pensamentos suicidas ou de causar ferimento a si próprio. É possível que continuem ou fiquem mais intensos antes que o efeito completo do tratamento antidepressivo torne-se evidente.

Observação:
• algumas vezes, a pessoa pode não conseguir perceber a existência dos sintomas acima citados, portanto, é útil pedir a ajuda de um amigo ou familiar para ajudá-la a observar possíveis sinais de mudança no seu comportamento;
• durante o tratamento, a pessoa deve avisar seu médico imediatamente, ou procurar o hospital mais próximo, se apresentar pensamentos ou experiências desagradáveis ou qualquer um dos sintomas anteriormente mencionados.

Atenção
• Normalmente o oxalato de escitalopram não deve ser usado no tratamento de crianças e adolescentes com menos de 18 anos de idade, pois esses apresentam um risco maior para alguns efeitos adversos, tais como tentativas de suicídio, pensamentos suicidas e hostilidade.
• O médico deve ser informado se a mulher está grávida ou pretende ficar. E também quando estiver amamentando, para evitar problemas para o bebê.
• Recomenda-se não ingerir álcool durante o tratamento.
• Os comprimidos são administrados por via oral, uma única vez ao dia. Podem ser tomados em qualquer momento, preferencialmente no mesmo horário.
• Não interromper o uso do remédio até que o médico avise.
• Ao terminar o período de tratamento, é recomendado, que a dose seja gradualmente reduzida por algumas semanas, para evitar os sintomas desagradáveis da descontinuação.

Relate a seu médico caso apresente algum dos efeitos adversos, embora muito deles sejam comuns:

• náusea; nariz entupido ou coriza (sinusite)
• aumento ou diminuição do apetite;
• ansiedade, inquietude, sonhos anormais, dificuldades para dormir, sonolência diurna, tonturas, bocejos, tremores, sensação de agulhadas na pele;
• diarreia, constipação, vômitos, boca seca; aumento do suor;
• dores musculares e nas articulações (mialgias e artralgias);
• distúrbios sexuais (retardo ejaculatório, dificuldades de ereção, diminuição do desejo sexual e, em mulheres, dificuldades para chegar ao orgasmo);
• cansaço, febre; aumento de peso;
• sangramentos inesperados, o que inclui sangramentos gastrointestinais;
• urticária, eczemas (rash), coceira (prurido);
• ranger de dentes, agitação, nervosismo, ataque de pânico, estado confusional;
• alterações no sono, alterações no paladar e desmaio;
• pupilas aumentadas (midríase), distúrbios visuais, barulhos nos ouvidos (tinnitus); perda de cabelo; sangramento vaginal; diminuição de peso;
• aceleração dos batimentos cardíacos; inchaços nos braços ou pernas;
• sangramento nasal;
• agressividade, despersonalização, alucinação;
• diminuição dos batimentos do coração; pensamentos suicidas;
• tontura ao levantar-se por queda da pressão (hipotensão ortostática)
• se sentir inchaço na pele, língua, lábios ou face, ou apresentar dificuldades para respirar ou engolir (reação alérgica), contate seu médico ou vá diretamente para um hospital com serviço de emergência;
• se apresentar febre alta, agitação, confusão, espasmos e contrações abruptas dos músculos, esses podem ser sinais de uma condição rara denominada síndrome serotoninérgica, contate o seu médico imediatamente;
• se apresentar algum dos efeitos adversos a seguir, deve contatar imediatamente o seu médico ou ir diretamente para um hospital com serviço de emergência: dificuldade para urinar, convulsões, cor amarelada da pele ou no branco dos olhos.

Nota: quero alertar os leitores, que muitos dos sintomas aqui mencionados são bastante raros, não sendo motivo para o medo de usar o oxalato de escitalopram, um dos antidepressivos mais modernos e mais usados no momento. Os laboratórios são obrigados a fazer  constar tudo nas bulas, ainda que seja apenas um caso em todo o histórico do remédio.

Tem como efeito positivo livrar-se:

  • da depressão;
  • da ansiedade generalizada (TAG);
  • da síndrome do pânico (com ou sem agorafobia)
  • da ansiedade;
  • da fobia social;
  • do transtorno obssessivo compulsivo (TOC).

Atenção:

Caros leitores, em razão do excesso de comentários nesta postagem, o que vem dificultando a abertura da página, ela foi fechada para novos comentários. No entanto, vocês poderão ter acesso aos que aqui se encontram, mas, se quiserem deixar um comentário, devem se direcionar ao texto a seguir, clicando no link abaixo:

OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA

Fonte de pesquisa:
http://www.medicinanet.com.br/bula/8151/escitalopram.htm

1.249 comentários sobre “INFORMAÇÕES SOBRE OXALATO DE ESCITALOPRAM

  1. Aparecida Ávila Autor do post

    Lu, retirei as gotas do reconter e fiquei muito ruim, e fui ao psquiatra. Ele me deu uma bronca e disse que em abril eu estava tão bem. Então dia 19/7 eu retomei o tratamento, só q sinto dores no alto do estômago e dificuldade ao dormir, mesmo tomando 10 gotas de rivotril fico andando nos sites à procura dos efeitos adversos. Também estou com refluxo que, segundo o médico, pode ser de fundo emocional.

  2. Sabrina

    Lu
    Eu gostaria de saber o que acontece se forem ingeridos 5 comprimidos de escitalopram de uma vez.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Sabrina

      A pessoa deverá correr para um hospital e submeter-se a uma lavagem estomacal. Se não buscar ajuda médica, poderá vir até a óbito. A superdosagem é muito séria, não apenas em se tratando de antidepressivos, mas como qualquer outro medicamento.

      Beijos,

      Lu

  3. Correa

    Oi, Lu!

    Hoje completaram 2 semanas que me firmei, com a graça do Senhor e do remédio estou em equilbrio total, voltando a viver como sempre fui, sem os transtornos mentais. Obrigado por todo o apoio.

    Sempre POP, sempre!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Correa

      Amiguinho, sei o que passou e como foi forte na luta travada. Estou muito feliz com os resultados obtidos por você. Parabéns!

      Abraços,

      Lu

      1. Sabrina

        Oi, Lu!

        Melhorei bastante com o tratamento com escitalopram 20 gotas, mas após exercício físico intenso, fico um tempo muito grande com taquicardia, que só resolve com algumas gotinhas de Rivotril, isso é normal? Estou tendo noites muito agitadas com sono conturbado por pesadelos, que nada mais são que as minhas lutas e problemas do dia a dia. Pode me dar algum conselho a respeito do que expus?

        Grande abraço!

        1. LuDiasBH Autor do post

          Sabrina

          Procure não exagerar no exercício físico, o equilíbrio deve ser sempre levado em conta. Se está se cansando tanto significa que seu organismo está pedindo para ir devagar. Evite as gotinhas de rivotril para não ficar dependente. Quanto às noites agitadas, isso acontece em determinados momentos de nossa vida. Pode ser que esteja passando por uma fase de muita preocupação. Isso também acontece comigo, se fico ansiosa ou preocupada. E, como bem o diz, os pesadelos são uma expressão de nossas lutas diárias. Assim que ficar mais tranquila, eles desaparecerão. Procure tomar chá de camomila antes de dormir. Você toma rivotril para dormir? Esse remédio costuma provocar pesadelos.

          Abraços,

          Lu

      2. Josi

        Lu

        Eu voltei pra vala a um tempo atrás, lugar cada vez mais escuro… Mas recuperei meu juízo e estou hoje de volta ao tratamento, há exatamente 9 dias, com 20 mg Oxa pela manhã. Agora estou perdida no alprazolam… Está descontrolado, doses altas de 1 mg a 3 mg dependendo, e me embolei com isso. No que pode me ajudar? Não tenho como ir ao médico ainda.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          Ao que me parece, você parou de tomar o medicamento por conta própria, o que jamais poderia ter feito. Deve estar sentindo agora os efeitos adversos do antidepressivo, ao reiniciar o tratamento. Quanto ao alprazolam, medicamento de tarja preta, esse só deve ser tomado quando realmente necessário, conforme tenho dito nos comentários aqui no site. Você deve seguir a orientação que foi passada em sua receita e não mais que isso. Por que está fazendo uso de doses altas?

          Abraços,

          Lu

        2. Josi

          Lu,obrigada!

          Vou tentar passar por aqui diariamente mesmo, até eu me estabilizar, pois vi que eu posso ser uma das pessoas que talvez tenha que tomar a medicação enquanto viver.vMas não me importo,tomarei numa boa.

          O que aconteceu com a parada novamente foi que, ao pasar por um evento externo na parte afetiva mais uma vez, e justamente no período da tpTPM,eu fui me abrir com minha irmã, e a medicação foi crucificada. Joguei dinheiro fora, coisa que também me fez parar pra pensar, pois joguei os remédios fora, achando que eu deveria segurar a onda e procurar uma igreja. Misericórdia, que horror! Fiz merda pior ainda depois fe ficar sem a medicação e fui ao fundo do poço. Quando vi que até com meu novo emprego estava mexendo,pois o prazer eu tinha perdido, percebi que a coisa estava ficando cada vez mais séria.

          Oxa 20 mg manhã e eu me sinto vivendo de novo, voltando a ter prazer e pespectiva de vida que eu já não sentia mais. Com 38 anos estava com a sensação de 90 que é a idade da minha vó,e cada vez que a visitava minha, via como eu estava mal. Lu,você acha que depois que eu melhorar ainda mais a deprê e ansiedade,a autoestima vai melhorar também? Quanto ao alprazolam fui tomando, querendo apagar e esquecer as merdas, quando fiquei sem o oxa, e acabei me embolando e não sei como sair disso agora. Pelo nível que cheguei vi que não posso ficar sem o antidepressivo, mas que preciso de um sono reparador sempre, e eu tenho medo de parar e não dormir e bagunçar mais.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Rosi

          Realmente você fez uma tremenda besteira, confiando em alguém que nenhum conhecimento possui sobre transtornos mentais. Esqueceu-se do que havia lido aqui, onde sempre digo que os transtornos mentais não são faniquitos ou chiliques, mas uma doença do cérebro, cujos neurônios passam a não funcionar a contento. Doenças do coração, dos rins e do fígado não resolvem com “igreja”, e todos os “fiéis” aceitam tomar medicamentos. A oração ajuda, porque melhora otimismo da pessoa, e acaba refletindo no tratamento. Tenho um primo pastor que também faz uso de antidepressivos. Uma das pessoas que aqui comenta é pastora e faz uso de antidepressivos, mas sem misturar religião com tratamento… Essa idea errônea de que essa ou aquela “igreja” cura não passa da mais pura ignorância.

          Eu realmente senti sua falta, pois estava aqui todos os dias. Quando uma pessoa some repentinamente, eu tenho três hipóteses: 1- Ficou ótima e acha que não precisa mais de interagir neste espaço; 2- Deixou o tratamento por ordem médica; 3- Abandonou o tratamento por conta própria, muitas vezes seguindo orientação de “igrejas milagreiras”, sem conhecimento algum, e não tardará em reaparecer com crises severas.

          Josi, o bom é que você viu a bobagem cometida e correu em busca de ajuda médica. Se continuar a fazer o tratamento direitinho, logo sua autoestima estará de volta, a depressão e a ansiedade passarão. Terá que conviver com a fase dos transtornos adversos, mas tudo isso passará e você reconquistará a segurança de antes. Quanto ao alprazolam, tome-o somente quando sentir necessidade. O sono é realmente muito importante para todos nós portadores de transtornos mentais, pois ajuda a equilibrar nosso organismo, mas evite fazer uso contínuo desse medicamento, pois ele vicia e traz outros problemas de saúde. Peça a seu médico para lhe receitar um mais fraco, como bromazepam, e use apenas quando necessitar. Vá diminuindo a dose do alprazolam, até chegar a zero. Assim seu organismo não ressentirá. E parabéns por contar com toda a sinceridade o que lhe aconteceu, reconhecendo seu erro. Gosto de pessoas honestas! Logo estará ótima1

          Abraços,

          Lu

      3. Josi

        Lu, querida, preciso de uma luz! Depois de ter feito mais merda (com perdão da palavra) estou há 9 dias com Oxa, 20 mg pela manhã. Já voltei a ter vontade de viver novamente. Só que me embolei no alprazolam.E estou percebendo que está me atrapalhando. Como faço pra parar com ele? Oxa eu já vi,não da pra ficar sem mais não.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          Procure continuar em contato com este espaço, para ter forças para seguir com seu tratamento. Não adianta melhorar e retirar o antidepressivo por conta própria. Isto é o maior erro que se pode fazer, pois as crises voltam ainda mais fortes, e é preciso passar novamente pelos efeitos adversos. Não faça mais assim. Quanto ao alprazolam, retire-o quando sentir que está melhorando, sem as crises de ansiedade. Ele só deve ser usado quando realmente necessário. Se já se encontra melhor, não precisa fazer uso do mesmo. Ou, então, vá diminuindo a dosagem até zerar.

          Abraços,

          Lu

        2. Josi

          Lu
          Estou passando por aqui no meu 15° dia de 20 mg Oxa. A deprê praticamente sumiu. Meu emocional estabilizou bastante, mas apesar da minha mente estar boa, me sinto abatida fisicamente. Faço as coisas do cotidiano como que no automático, como se eu tivesse que fazer um esforço muito grande. Mas estou tocando pra frente. Tentando focar no tratamento e em acertar minha vida financeira, pois o lado afetivo só ajudou na piora do meu quadro. Estou procurando não misturar religião no meio disso, pra ver se eu me acho no meio disso tudo.

          Lu,uma coisa que eu tenho curiosidade. Depois que comcecei a melhorar, quando consegui levar os dois meses seguidos, eu não me reconhecia. Não sei se talvez,eu tenha vivido parte da minha vida com a depressão.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          Parabéns por esse seu novo caminhar. É normal sentir-se abatida fisicamente depois de passar por um furacão. O importante é se encontrar em equilíbrio para consertar os estragos deixados por ele. É importante focar em um objetivo, caminhar devagar, mas como firmeza. Não se preocupe com as vezes em que para, a fim de buscar energia. Todos os seres vivos fazem isso. As mudanças lentas são as mais duradouras, pois levam-nos à conscientização sobre aquilo que estamos nos esforçando para mudar. Deixe o passado para trás, servindo apenas de experiência, e limite-se a olhar o futuro com otimismo. Quanto à religião, esta deve ser apenas uma forma de vida e não um amontoado de regras. Religião é o nosso dia a dia, é o modo como levamos a nossa vida. Todo o resto não passa de teoria.

          Quando diz: “Depois que comcecei a melhorar, quando consegui levar os dois meses seguidos, eu não me reconhecia.”. Ao que me parece, você quis dizer que as mudanças foram muito boas para você. É realmente possível que tenha vivido grande tempo de sua vida em depressão, e agora, com o efeito do medicamento, está se transformando numa pessoa mais feliz, pois sua qualidade de vida melhorou sensivelmente. Maravilha! Não se deixe mais levar pela cabeça de ninguém, pois a imensa maioria desconhece os transtornos mentais, ainda que os tenha.

          Um grande abraço,

          Lu

      4. Correa

        Lu

        Hoje foi minha consulta com meu médico, que disse que respondi muito bem à dosagem de 20 mg de escitalopram manteve. Ele não sabe me dizer o tempo que irei levar no tratamento, mas acredito, levando em conta meu histórico, que será por um longo período. Estou firme no tratamento.

        Abraços

        1. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          Que notícias boas, pois sei que você passou por uma barra, amiguinho. Parabéns pela coragem e garra. Continue sempre em contato conosco.

          Abraços,

          Lu

        2. Correa

          Lu
          Estou firme como uma rocha. Meu médico me deu amostra grátis do escitalopram da eurofarma e estou tomando da Medleu. Não há problemas?
          Abraços

        3. LuDiasBH Autor do post

          Correa
          Não há nenhum problema, mesmo sendo de laboratórios diferentes, pois o que importa é a substância ser a mesma. Fique tranquilo.

          Abraços,

          Lu

    2. Ana Maria

      Oi, Correa!

      Que notícia tão boa. Estou muito feliz por você se sair vitorioso, parabéns!

      Um abraço!

      1. Correa

        Ana Maria
        Muito obrigado por suas palavras. Somos vencedores e nada vai nos impedir de chegar à vitória.

        Sucesso para você!

  4. Ariane

    Lu
    Tenho 31 anos, e depois de muitas idas e vindas a médicos fui diagnosticada com TAG. Usei reconter 10 mg por 10 meses. Devido a terapias associadas, e mudanças na minha rotina e o desejo de engravidar parei de usar. Mas voltei a ter os indesejáveis sintomas, e retornei ao médico e reiniciei o tratamento. Como estou passando por uma situação de estresse muito grande, apareciam crises mesmo com a medicação. Há 1 mês estou tomando reconter 15 mg, sinto-me muito acelerada como se meu cérebro trabalhasse rápido demais, fico confusa e sinto uma forte pressão na cabeça, próximo à nuca. Não é dor, mas parece que estou com algo apertando fortemente minha cabeça… É normal ficarmos acelerada demais? Isso nunca aconteceu com a dosagem menor. Obrigada.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Ariane

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Sempre que há aumento na dosagem do antidepressivo é normal que a pessoa venha a sentir os efeitos adversos. Contudo, parece-me que o medicamento, ou sua dosagem, não está atendendo às suas necessidades. Observe se essa sensação de pressão na cabeça e o aceleramento de seu cérebro estão diminuindo e, se isso não estiver acontecendo, volte a seu psiquiatra e converse com ele, pois a finalidade do antidepressivo é resolver tais problemas, oferecendo uma vida com qualidade à pessoa. Pode ser também que seu organismo exija mais tempo para responder ao tratamento, após o aumento da dosagem. É muito importante continuar com o acompanhamento médico. Quanto ao fato de querer ficar grávida, o oxalato de escitalopram poderá ser substituído por outra substância que não traz problemas ao bebê. Procure ficar tranquila, pois tudo isso irá passar. Seja POP (paciente, otimista e persistente). E conte sempre com nosso carinho.

      Abraços,

      Lu

      1. Leila

        Oi, Ariane!

        Achei que deveria dividir com você o fato de que eu tenho o mesmo diagnóstico, e continuei com o tratamento de escitalopram normalmente, durante minha gestação. Minha gravidez foi tranquila, consegui amamentar e hoje minha filha tem um ano e meio e é saudável. Meu médico havia pedido para verificar a possibilidade de trocar o escitalopram por algo como a fluoxetina, que tem seus efeitos em relação à gestação mais conhecidos. Porém, como sou sensível à medicamentos (dei-me bem mal com a Venlafaxina, por exemplo) o psiquiatra preferiu não mudar. Como eu tinha acabado de me recuperar de uma crise quando engravidei, estava com 20 mg de escitalopram + Bup + rivotril e apenas estes dois últimos foram suspensos (os primeiros dias sem rivotril, aliás foram horríveis, já que não deu para fazer o desmame corretamente e entrei em abstinência), mas eles não fizeram falta.

        O médico me explicou que um transtorno mental não tratado durante à gestação traz muitos prejuízos ao bebê, como nascimento prematuro ou com baixo peso… Então, Ariane, não se preocupe. Sei que em breve seu tratamento surtirá efeito e, mesmo que você engravide tomando antidepressivo, seu médico saberá te orientar. Nunca tire sua medicação por conta própria, não dê ouvidos ao que as pessoas dizem, confie no seu médico.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Michele

          Não passo o e-mail dos comentaristas via site, pois eles são particulares. Se a Leila enviar o dela, repassarei para você, via e-mail.

          Abraços,

          Lu

  5. Marcos

    Lu

    Você disse que passou por um período de insônia, mas depois que o medicamento começou a surtir efeito, você largou os ansiolíticos? Com o uso da medicação o sono tende a voltar ao normal? Estou me sentindo esquisito, fiquei uns 3 a 4 dias passando mal, sem vontade de comer e com um poco de dor de cabeça, mas parece que melhorou, só acho estranho porque não faz nem 8 dias que tomo escitalopram.

    Grande abraço,

    1. LuDiasBH Autor do post

      Marcos

      Os efeitos adversos do antidepressivo vão passando à medida que o organismo acostuma-se com o medicamento. Só tomei o ansiolítico regularmente na fase inicial, pois depois o sono regularizou, o mesmo acontecendo com o meu apetite. Hoje só faço uso de calmantes em situações necessárias. E é exatamente no início que os efeitos adversos são mais fortes, portanto, você se encontra na fase de adaptação, ou seja, na etapa da coragem em que ser POP (paciente, otimista e persistente) é fundamental.

      Abraços,

      Lu

  6. Marcos

    Lu

    Primeiramente parabéns pelo trabalho bem feito, tenho certeza que você ajuda muitas pessoas com suas respostas, os comentários dos amigos aqui também são de grande ajuda.

    Foi muito bom ler os vários comentários, porque eu achava que os sintomas e dificuldades desse tratamento eram só comigo. Tomo Escilex há cinco dias apenas, está bem no início, mas já está bem complicado. Nunca tive problemas com insônia, só foi tomar a primeira dose do remédio que na mesma noite acordei suando frio e tive um ataque, por sinal até curto, uns 10 minutos. Demorei pra pegar novamente no sono. Isso foi o suficiente pra me deixar achando que toda a noite eu teria problemas com o sono. Eu tomo 5 mg de Escilex às 19:00 horas, será que se eu tomar pela manhã às 7:00 ajuda a noite com o sono? Se pular um dia as 19:00 e só tomar no outro dia as 7:00 é muito tempo sem medicamento no organismo?

    Obrigado, foi de grande ajuda encontrar este site.

    Grande abraço.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Marcos

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, todos os antidepressivos trazem efeitos adversos na primeira fase do tratamento, mas dentro de pouco tempo, cerca de três semanas, normalmente, o organismo acostuma-se com o medicamento e passa a aceitá-lo sem problema algum. Portanto, fique tranquilo, pois logo sairá da etapa ruim. Quanto à insônia, o oxalato de escitalopram faz com que algumas pessoas durmam muito e outras durmam pouco. Aconteceu o mesmo comigo em relação à falta de sono. Como você toma o medicamento à noite, uma mudança de horário poderia melhorar sua qualidade de sono. Mas para isso teria que pular um dia sem o medicamento, para não incorrer numa super dosagem. Não há problema em fazer isso, mas se tiver inseguro, converse com seu psiquiatra. Se a insônia persistir, peça a seu médico um ansiolítico para tomar à noite, nessa fase inicial. Por qual motivo você está tomando antidepressivo?

      Marcos, será sempre um prazer receber a sua visita. Volte sempre!

      Abraços,

      Lu

      1. Marcos

        Lu

        Acabei indo inicialmente em um cardiologista e fiz vários exames de coração. Eu estava com ansiedade extrema, mas agora acho que já desenvolvi pânico e um pouco de depressão. Até faço as coisas do dia a dia, porém está complicado… Tenho medo de vários horários como a hora de dormi, de trabalhar, de tudo. Parece que agora que comecei a tomar o anti depressivo, fiquei mais esquisito, sem vontade de fazer nada. Acho que coloquei na cabeça que o remédio me faz mal, mas creio que não deve ser em função dele o fato de que ando ruim.

        Abraços

        1. LuDiasBH Autor do post

          Marcos

          Quase todas as pessoas que desenvolvem TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada) acabam passando primeiro pelo cardiologista, pois os sintomas levam-nas a crer que estejam sofrendo do coração. Isso é muito normal, como poderá atestar através dos comentários. É fato também que o excesso de ansiedade, se não tratado logo, resvala para as crises de pânico e também para a depressão. Mas fique tranquilo, pois tudo isso passará com o uso correto do medicamento.

          Amiguinho, todo antidepressivo, em sua fase inicial, até que o organismo acostume-se com ele, traz efeitos adversos, deixando a pessoa pior do que se sentia antes, meio “esquisita”. Essa etapa é normal e, com um pouco de paciência, logo você estará livre dela, entrando nos efeitos positivos. Dever durar cerca de três semanas, normalmente. O “medo” de tudo está ligado à Síndrome do Pânico, pois as pessoas sempre estão com receio de que venham a ter crises, sentindo-se, portanto, mais seguras, em casa. Isso é normal. O início do tratamento também está reforçando esse seu medo. O remédio não está lhe fazendo mal, você apenas está passando pelos seus efeitos adversos. O meu conselho é que seja POP (paciente, otimista e persistente), pois não tardará em ver luz no final do túnel. Se os efeitos estiverem muito fortes, peça a seu médico um ansiolítico. O ideal é que, por estar se sentindo tão mal, pegue uns 15 dias de licença para passar pela fase turbulenta do tratamento. Se não fizer uso do antidepressivo, as crises tendem a tornarem-se cada vez mais fortes, portanto, não abra mão do antidepressivo. Saiba também que não se encontra sozinho. Poderá sempre contar conosco.

          Um grande abraço,

          Lu

        2. Correa

          Marcos

          Fique tranquilo, amigo, que logo tudo volta ao normal, e conte com a Lu e nossa familia criada por ela, que além de ter muito entendimento do assunto e ser pra mim, e acredito que para todos, uma verdadeira psicóloga, tem também um amor imenso pelas pessoas. Sou muito grato a ela e a todos da família deste blog.
          Precisando, conte comigo.

          Abracos e melhoras.

      2. Amanda

        Olá, Lu!

        Tenho 23 anos e sofro de ansiedade há mais ou menos 1 ano (que eu tenha consciência), somente agora procurei um psiquiatra para iniciar um tratamento, pois até o momento a terapia estava me ajudando a não ter crises, tive apenas duas. Os meus principais sintomas são a falta de ar e o coração acelerado. Faço acompanhamento com o cardiologista para ficar mais tranquila.

        A psiquiatra me receitou Reconter 10 mg e Rivotril apenas em caso de crise, (1 semana tomando apenas meio e depois inteiro), estou no nono comprimido e os primeiros dias foram bem ruins, senti muita falta de ar, coração acelerado, desconforto no estômago, falta de apetite e tive a sensação de estar aérea, dispersa em meus pensamentos, porém, fiquei muito preocupada com a falta de ar, que eu já tinha, mas senti muito pior. Cheguei a sentir dor ao respirar de tanto puxar o ar. Falei com a médica e ela me disse que eram os sintomas da ansiedade. A partir do 6º dia senti uma melhora, mas meu medo de doenças causado pela ansiedade me faz pensar se poderia ser algum problema no pulmão ou algo do tipo, pois a falta de ar é o que mais me incomoda.

        Nesses últimos dias a falta de ar passou, sinto apenas o coração às vezes acelerado ao deitar-me ou de repente, e desde terça sinto algo em minha garganta, como se fosse algo “entalado”. Quando penso muito nisso como possível alergia ao medicamento começo a ter alguns sintomas relacionados à ansiedade, como se eu fosse sufocar, será a sensação normal do medicamento ou alguma reação alérgica? Tenho muito medo, mas acredito que se fosse uma reação alérgica grave eu teria sentido antes, será que pode ser sinusite?

        Desculpe-me pelo texto longo, e parabéns pela atitude de criar o blog e ajudar várias pessoas, sinto que você é uma pessoa de muita luz e sabedoria, obrigada mesmo!

        1. LuDiasBH Autor do post

          Amanda

          Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se parte de nossa família.

          Amiguinha, eu posso avaliar o que você está passando, pois comecei a ter minhas primeiras crises ainda na adolescência. E quanto mais jovem a gente é mais frágil sente-se diante dos transtornos mentais, pois tudo é desconhecido. Mas não se preocupe, pois isso irá passar e você terá a sua vida de antes, dentro da mais perfeita normalidade. Tudo é questão de tempo e paciência. É preciso ser POP (paciente, otimista e persistente).

          Amanda, como disse num comentário ao Marcos, quase todas as pessoas que desenvolvem TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada) acabam passando primeiro pelo cardiologista, pois os sintomas levam-nas a crer que estejam sofrendo do coração. Isso é muito normal, como poderá atestar através dos comentários nos textos sobre transtornos mentais. É fato também que o excesso de ansiedade, se não tratado logo, resvala para as crises de pânico e também para a depressão. Mas fique tranquila, pois isso passará com o uso correto do medicamento. A falta de ar é um dos sintomas típicos da ansiedade, que desaparecerá assim que os efeitos bons do medicamento começarem a aparecer.

          Todo antidepressivo, em sua fase inicial, até que o organismo acostume-se com ele, traz efeitos adversos, com a sensação de que estamos piores do que antes. Isso é normal, mas assim que os efeitos positivos começarem a aparecer, essa etapa, que dura cerca de três semanas, normalmente, ficará no esquecimento. A Síndrome do Pânico realmente machuca muito, pois mexe com todo o nosso equilíbrio. As pessoas ficam sempre com receio de que venham a ter crises, e passam a imaginar que estejam com um monte de doenças, como você pensa agora acerca de seu pulmão. Isso é normal. O remédio não está lhe fazendo mal, você apenas está passando pelos seus efeitos ruins, mas não tardará a ver luz no final do túnel. Se não fizer uso do antidepressivo, as crises tendem a tornar-se cada vez mais fortes, portanto, não abra mão de seu tratamento. Essa sua crise de falta de ar irá passar. Acredite em mim. Ela se encontra mais acentuada agora em razão dos efeitos iniciais do antidepressivo. Quanto ao bolo na garganta, se tiver sentindo dificuldades para engolir, contate sua médica. Ainda que se trate de uma mera sensação ocasionada por seu “medo”, acredito eu, é sempre bom relatar ao profissional todos os sintomas sentidos.

          Amanda, quanto mais preocupada com doenças (hipocondríaca) for a pessoa, mais sensações de doenças ela terá, sendo difícil concluir o que é verdade e o que não passa de mera imaginação. É por isso que você diz: “Quando penso muito nisso como possível alergia ao medicamento começo a ter alguns sintomas relacionados à ansiedade, como se eu fosse sufocar…”. Portanto, é muito importante que procure ficar tranquila, não fixando obsessivamente sua atenção no tratamento. Pense em outras coisas legais. Não acredito que seja uma reação alérgica, em razão de sua extrema preocupação com o medicamento, o que cria sensações ilusórias. Se achar que o problema prossegue, converse com sua médica. Eu, quando ficava ansiosa, sentia muito esse tipo de bolo na garganta. Depois do tratamento nunca mais senti. Procure relaxar o máximo possível. Veja no antidepressivo um grande amigo, capaz de tornar sua vida imensamente melhor. Não encare seu tratamento como um inimigo. Eu amo meu comprimidinho… risos.

          Lindinha, saiba também que não se encontra sozinha. Escreva o quanto quiser e sempre que quiser. Poderá sempre contar conosco.

          Beijos,

          Lu

        2. Maria Claudia

          Oi, Amanda!

          Li seu comentário, e me vi em você. Quando eu tinha uns 18 anos tive a Síndrome do Pânico, gerada por crises de ansiedade que eu ainda não havia identificado. Todos esses medos relacionados a doenças, alergias e medicamentos, eu tive. E sei o quanto é doloroso viver assim. Sempre tive medo de injeções, medicamentos que nunca havia tomado. Achava que ia ter um choque, uma alergia, ou algo mais grave. Tudo fruto da nossa mente, que só quando estável, em harmonia e equilíbrio, trabalha a nosso favor. Tenho certeza que a medicação vai te ajudar e te libertar de tudo isso. Tenha paciência com você mesma, que tudo vai ficar bem. E se precisar de apoio, corre pra cá! A Lu sempre tem uma palavra amiga, muito carinho e atenção com toda nossa família.

          Fique bem!

  7. Adriana

    Olá, Lu!

    Sou nova por aqui, encontrei esta página hoje e gostei muito. Eu estava tomando o escitalopram de 10 mg, e há 3 dias a dose foi aumentada para 15 mg. Tenho sentindo muito enjoo, tontura, vertigem, sonolência, pontadas no peito. Isso pode ser sintomas do aumento da dose? Pensei que não sentiria nada, pois meu organismo já estava acostumado com o remédio, meu psiquiatra não me informou que sentiria efeitos ruins.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Adriana

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, o organismo da maioria das pessoas reage ao aumento da dosagem. Isso é natural, pois seu corpo estava acostumado com x mg. Não se preocupe, logo isso passará. Infelizmente muitos médicos não preparam seus pacientes para os efeitos adversos, quando aumentam a dosagem.

      Um grande abraço,

      Lu

  8. Correa

    Lu

    Amanhã fará uma semana só de efeitos positivos e melhoras constantes. espero que firme dessa vez e continue com o equilíbrio e de volta a viver bem, como estou agora. Vale a pena ser POP. Abraços a todos.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Correa

      Que notíca boa! Como lhe disse, tudo é questão de tempo e paciência. Os bons efeitos agora tendem a ficar cada vez mais fortes.

      Abraços,

      Lu

      1. Correa

        Lu
        Espero que eu agora melhore cada vez mais e fique sem todos os sintomas que me acometem. Sempre as palavras suas e dos amigos aqui, que estão na luta para se recuperarem, fazem muito bem. Temos que ser POPs e viver bem nossa vida. E se passamos por transtornos mentais é sinal que somos fortes para aguentar, pois o baque é forte, por isso fomos escolhidos para passarmos por essa etapa em nossa vida e vencer, sempre.

        Abraços a todos.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          Assim como gentileza gera gentileza, uma postura positiva traz resultados positivos para nossa vida. Assumir a posição de vítimas só nos faz ficar no mesmo lugar. Você tem toda a razão. Continue assim! Parabéns!

          Abraços,

          Lu

  9. Adriana

    Lu
    Sou aquela que estava com muito medo de tomar anestesia geral, pois tinha que fazer uma cirurgia de retirada da vesícula, mas deu tudo certo. No momento que viria embora do hospital tive uma crise de estresse muito forte, mas já passou. Agora estou aqui com muito medo, pois acho que tomei o oxalato de escitalopram as 00:00, que é o horário que escolhi desde o início do tratamento e, por conta de alguns problemas domésticos, eu tomei outro acho depois de 30 minutos. O pior é que não me lembro se já havia tomado, o que fazer? Faz muito mal dois comprimidos de 20 mg?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Adriana

      É muito bom saber que sua cirurgia deu certo. Como viu, o medo desenfreado acaba sendo o nosso pior inimigo, fazendo-nos sofrer sem necessidade.

      Amiguinha, é preciso ter muito cuidado ao tomar remédios. Para evitar enganos, anote na caixa do medicamento o dia em que começou a tomá-lo. Assim poderá contar os dias e ver a correspondência com as pílulas. Dois comprimidos de 20 mg é uma dose muito alta. Se estiver sentindo algo, agora, ligue para seu médico ou procure um posto de saúde. E pule amanhã sem tomar o antidepressivo para regularizar a dosagem. Aguardo notícias suas.

      Abraços,

      Lu

  10. Rodrigo Sousa

    Olá, Lu!

    Cá estou eu de novo, depois de mais duas semanas a seguir o novo tratamento (lexotan ao domir, 3mg, e ao acordar, 1,5 mg). As coisas estão a voltar a ficar feias. Tive 3 dias de sonho com a nova medicação. Mas os pensamentos de medo e algum desânimo estão a voltar. Será possível o escitalopran não estar fazendo efeito ao fim de 55 dias, 20mg. Desde ontem estou sentindo dor nas costas, do lado direito, ao sair do banho. Devo preocupar-me? Este sintoma é recorrente, mas nos ombros e pescoço. Tem dias que acordo com tensões musculares, que passam por si e aparecem em outros locais. Devo voltar ao médico? Obrigado pela atenção e por ter disponível uma forma de a gente poder desabafar.

    Abraço

    1. LuDiasBH Autor do post

      Rodrigo Souza

      Com 55 dias de uso de oxalato de escitalopram, 20 mg, já era para estar se sentindo muito bem, embora até três meses ainda é possível sentir os efeitos adversos. Não seria uma virose? Em muitos casos, os sintomas viróticos são muito parecidos com os efeitos adversos do antidepressivo. Pode ser também mialgia? Consulte-se com um clínico geral. Dependendo do que ele lhe disser, retorne ao seu psiquiatra. Veja este artigo: http://www.minhavida.com.br/saude/temas/dor-muscular.

      Amigo, continue em contato conosco.

      Abraços,

      Lu

  11. Correa

    Lu,
    ontem e hoje estou me sentindo melhor. Devagar vão aparecendo os bons efeitos. A melhora vem surgindo. Espero que venha a melhorar e firme de vez, normalizando minha mente. Abraços e tudo de bom pra você e leitores.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Correa

      Que notícia boa! Continue otimista, meu amigo. Você se encontra no caminho certo.

      Abraços,

      Lu

  12. Marcos

    Lu

    Sofro de crise do pânico já faz 2 anos. Tinha uma vida muito diferente da que levo hoje. Andava com amigos. Era usuário de maconha. Hoje não saio muito de casa e me afastei por conta das crises. Não sinto muitas crises atualmente. Gosto muito de esporte, que me dá às vezes sintomas de ansiedade. Queria saber o que você acha da relação maconha com crise de pânico. Levo uma vida quase normal. Mas não vou mentir que ainda sinto falta de fumar recreativamente, pelo fato de ter fumado mais de 10 anos.
    Obrigado

    1. LuDiasBH Autor do post

      Marcos

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Tanto a maconha quanto outras drogas ilícitas podem provocar o aparecimento do Transtorno do Pânico assim como da Psicose. E, se você continuar fumando tal erva, seu problema só tende a ampliar, incluise levando à “desrealização”. E não pense que se trata de efeitos psicológicos, como querem sugerir alguns. Os EUA vêm realizando inúmeros estudos com tal droga, e um deles apontou que seu uso aumenta substancialmente o risco de depressão e ansiedade. E se você já é portador da Síndrome do Pânico, passe longe de tal droga, pois só tende a complicar sua saúde mental. Volte mais vezes para conversar conosco.

      Abraços,

      Lu

      1. Marcos

        Oi, Lu!
        Que bom você ter respondido a minha pergunta. Você não sabe o quanto fico grato. Não só eu como todos aqui. Você falou que a maconha leva à desrealização. E é isso mesmo que sinto. Esse é um dos sintomas que mais me incomodam na ansiedade. Você pode explicar porque isso acontece com que tem crise de pânico.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Marcos

          Para responder-lhe peguei emprestado um parágrafo da wikipédia:

          “Nas áreas da psiquiatria e da psicologia, a despersonalização é entendida como uma desordem dissociativa, caracterizada por experiências de sentimentos de irrealidade, de ruptura com a personalidade, processos amnésicos e apatia. Pode ser um sintoma de outras desordens como transtorno bipolar, transtorno de personalidade borderline, depressão, esquizofrenia, estresse pós-traumático e ataques de pânico. A despersonalização pode ainda surgir com o consumo de drogas, como Cannabis ou Ecstasy; mas há outras causas: esta pode desenvolver-se devido a uma exposição prolongada a estresse, mudanças repentinas no contexto pessoal, laboral ou social, entre outros factores. A despersonalização encontra-se intimamente relacionada com a ansiedade. Enquanto desordem isolada, é desencadeada pela vivência de uma situação traumática, como maus tratos (de natureza física ou psicológica), acidentes, desastres. Esta pode ainda despoletar-se no indivíduo se este atravessar um conflito interno insuportável: a mente passa por um processo inconsciente de dissociação – separa (dissocia) conhecimento, informações ou sentimentos incompatíveis ou inaceitáveis oriundos do pensamento (realidade) consciente. Foi descrita pela primeira vez pelo psiquiatra francês Ludovic Dugas.”.

          Abraços,

          Lu

  13. Jaqueline

    Pessoal

    Tenho síndrome do pânico e agorafobia. Pela primeira vez procurei um psiquiatra que me passou clonazepan 2 mg (meio de manhã, meio de tarde e 1 inteiro à noite e reconter 10 mg para tomar meio à noite. Eu tomei com um certo medo, pois nunca quis me render ao fato de que preciso de remédio, mas fiquei absurdamente grogue… Parecia que eu tinha tomado 2 garrafas de cachaça. Minha mãe e meu marido ficaram assustados comigo. estava mole, mal conseguia falar e andar, minhas pernas não correspondiam… Voltei ao psiquiatra e ele me passou o rivotril sublingual, 0,25, 3 vezes ao dia e retirou o reconter.

    Estou a procura de outro psiquiatra, porque não senti confiança nele. Contei a ele que trabalho, estudo, tenho filha… Não estou tão mal assim…. Eu tenho é medo de andar sozinha. Vocês tem algum contato de psiquiatra que possam me indicar aqui pelo RJ?

    Obrigada!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Jaqueline

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, os transtornos mentais devem ser contidos em seu início, para que a pessoa não venha a sofrer com as crises. A SP (Síndrome do Pânico), quando não tratada, torna-se cada vez mais constante e as crises vão ficando cada vez mais fortes, portanto, você fez muito bem ao procurar ajuda médica.

      O início do tratamento é mesmo difícil, pois o médico vai fazendo experiências para ver com quais medicamentos e dosangens a pessoa irá se sentir bem. E todo antidepressivo tem efeitos adversos, mas, que passam depois de cerca de três semanas. Contudo, é preciso estar ciente de quando tais efeitos ruins necessitam ser comunicados ao médico, como explica o texto acima.

      Jaqueline, é fundamental que o paciente tenha empatia com seu médico. Se você não sentiu segurança, o melhor mesmo e procurar outro. Como não moro no Rio de Janeiro, espero que alguém possa lhe dar a informação pedida. E saiba que não se encontra sozinha, pois sempre que precisar, nós estaremos aqui para trocar ideias.

      Abraços,

      Lu

  14. Patricia

    Pessoas queridas!

    Postei aqui há algumas semanas sobre estar tomando o escitalopran, mas acabei tendo que parar de tomar, pois estava tendo interação com outros remédios que utilizo. Com isso, sobrou um monte de cápsulas, são de 5 mg, manipuladas e vencem em julho. Gostaria de repassar isso pra alguém pra não jogar fora, vender a um preço módico, vocês sabem se isso é possível?

    Aguardo, obrigada!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Patrícia

      Como o vencimento está muito próximo, sugiro que doe para um Posto de Saúde.

      Abraços,

      Lu

  15. Valesca

    Bom-dia a todos!

    Quando tinha 23 anos, tive um distúrbio de ansiedade que acabou culminando na síndrome do pânico. Foram meses de muito sofrimento, pois não se encontrava um diagnóstico certo para tudo aquilo que estava passando. Várias vezes na emergência do Hospital e nenhum diagnóstico concreto do que eu poderia ter. Enfim, depois de muitas consultas foi diagnosticado Ansiedade seguida de Síndrome do Pânico. Tratei por anos com antidepressivo, ansiolítico e psicoterapias. Depois de uns 2 anos me sentindo bem, resolvi retirar a medicação e continuei o uso do Ansiolítico (rivotril). Anos se passaram e eu com a minha muleta (rivotril) sempre comigo.

    Hoje, com 41 anos, resolvi me libertar da “muleta” e há dois meses estou sem usar o rivotril, porém, passei por vários sintomas desagradáveis e faz 50 dias que estou com dores e uma ardência constante nos músculos da bexiga, costas e uretra (como se estivesse com cistite). Fiz exames de sangue, urina, ultrassom, tomografia e nada acusa em nenhum desses exames. O dia inteiro isso me incomoda e não consigo mais pensar em outra coisa senão nesse desconforto insuportável. Além disso, tenho um esquecimento muito grande e dificuldade em me concentrar até mesmo no trabalho. As pessoas conversam comigo e eu me pego pensado “o que ela acabou de falar mesmo?”, não estou conseguindo processar as informações. Com isso venho tendo episódios de muita tristeza e choro. No início dessa semana não suportei a tantos pensamentos e fui procurar um psiquiatra. Falei tudo com ele que me receitou o Oxalato de Escitalopram, 20mg, na quantidade de 3 gotas pela manhã.

    Relutei, pois acabei de retirar o rivotril e estava apenas com remédios homeopáticos e agora ter que tomar o antidepressivo. Ontem tomei coragem e iniciei o tratamento, porém estou com a minha cabeça mais pesada ainda, à noite começou uma dor na perna quando caminhava e hoje ainda continua. Quando saí de casa pela manhã parecia que eu não estava sabendo muito o que estava fazendo, estranho isso, uma confusão. Isso tudo que estou sentindo pode ser também abstinência do rivotril, mesmo sem tomar faz 60 dias?

    Faço também acupuntura, mas exercício físico nenhum, de manhã não tenho vontade alguma de me levantar e minhas mãos acordam muito inchadas.
    Estou tentando controlar as emoções e os pensamentos negativos até que se encontre um diagnóstico para isso tudo que estou sentindo. O Pânico, graças a Deus, eu não tenho, mas essa queimação e esquecimento (cabeça vazia) estão me deixando sem chão. Não sei se consegui me expressar bem e na ordem, mas gostaria de saber se teriam como me ajudar.

    Gostei muito das experiências aqui trocadas, e Lu, você é de uma atenção ímpar com todos! Deus a abençoe!

    Forte abraço.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Valesca

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, você usou a mesma muleta por um tempo longo demais, sem nenhum acompanhamento médico. Na bula do rivotril atualmente vem a seguinte advertência: “Ansiolítico da classe dos benzodiazepínicos (faixa preta). Atualmente esta medicação tem prescrição restrita devido ao fato de afetar a memória, causar dependência e levar a depressão. Também pode desenvolver tolerância no uso sistemático.”. Como pode ver, você já se tornou dependente de tal medicamento, daí os efeitos adversos de abstinência em relação ao mesmo. O esquecimento e a incapacidade de concentração devem-se à dependência ao remédio. Nem é preciso fazer exames em busca de doenças que não possui. Ao conversar com o psiquiatra, você não lhe falou sobre o tempo de uso do rivotril? Ele não lhe falou sobre sua dependência ao medicamento?

      Valesca, você não sente mais ansiedade e nem crises de pânico, não é mesmo? Tudo que está lhe acontecendo teve início após a retirada do rivotril? Caso me responda “sim” às duas perguntas, penso que o seu problema está ligado unicamente à dependência ao rivotril. E, se assim for, seu tratamento deve ser feito apenas para livrar-se dessa dependência. No seu caso, eu procuraria outro psiquiatra (ou mesmo um homeopata) e conversaria sobre o assunto, pois imagino que não é o caso de voltar ao antidepressivo. Busque uma segunda opinião.

      Você diz: “estou com a minha cabeça mais pesada ainda, à noite começou uma dor na perna quando caminhava e hoje ainda continua. Quando saí de casa pela manhã parecia que eu não estava sabendo muito o que estava fazendo…”. Aqui já entram os efeitos adversos do antidepressivo. Nada mais que isso.

      Aguardo um novo comentário seu, para que possamos conversar mais sobre o assunto.

      Abraços,

      Lu

      1. VALESCA

        Lu

        Fui ao psiquiatra e ele retirou o remédio e passou paroxetina. Ainda estou preocupada, pois os sintomas que tive desde a retirada do rivotril continuam, que é uma dor e ardência uretral, que nenhum dos 5 médicos a que fui descobre. Estão investigando a Síndrome da Bexiga Dolorosa (Cistite Instersticial). Sinto dores na região lombar e do lado direito do abdomem. Precisei retornar ao rivotril, pois estava muito difícil. Fiquei muito triste, pois estava sendo uma vitória para mim. Você conhece essa Síndrome?

        Obrigada!

        1. LuDiasBH Autor do post

          Valesca

          O início do tratamento com antidepressivos costuma passar por altos e baixos, até que o organismo passe a aceitar o medicamento, pois, inicialmente, ele o vê como se fosse um corpo estranho. Através dos comentários poderá ver que muitas pessoas passam por isso, sendo necessário a mudança de medicamento. O fundamental é que você tenha paciência e persista no tratamento. Você já conversou com seu psiquiatra sobre a possibilidade de tratar-se de um efeito adverso da paroxetina? Na bula fala sobre a possibilidade de haver distúrbio urinário. Também pode fazer parte de seu quadro de transtorno mental. Uma amiga apresentou-se com dores no lado esquerdo do abdômen. Fez um monte de exames, incluindo ultrasonografia, colonoscopia e endoscopia. Não deu absolutamente nada. Era tudo neurovegetativo, desaparecendo assim que ela passou a não mais se incomodar com o problema.

          Val, já ouvi falar sobre a Síndrome da Bexiga Dolorosa, mas não acredito que seja o seu caso. Continue em contato comigo, passando-me mais informações sobre sua saúde.

          Abraços,

          Lu

        2. VALESCA

          Lu

          Não consegui continuar com a medicação e meus sintomas hoje não são mais da crise de pânico e sim da tristeza de não saber o que me causa essa dor urinária e pélvica. Faço terapia, como acho que disse, mas até mesmo a psicóloga já está descartando a possibilidade de ser somática, afinal muito tempo com a mesma dor e em tempos iguais (principalmente na ovulação e menstrual). Não sei mais o que fazer, mas ouvi dizer que se for mesmo essa tal de cistite intersticial o tratamento pode ser também com antidepressivo. Fiz muitosss exames e já fui a 6 médicos que não diagnosticam nada de concreto para dor. Sabe algo sobre essa sìndrome? Pode me falar dela? Conhece alguém que tenha e pode fazer contato comigo? Preciso de ajuda…

          Obrigada por tanto carinho que você tem, não tenho como agradecer!

          Deus a abençoe!

        3. LuDiasBH Autor do post

          Valesca

          Realmente não é fácil vivenciar algo e não ter uma resposta sobre aquilo. Mas não se preocupe, pois, se fosse algo grave, já teriam descoberto depois de tantos exames feitos. Imagino que já tenha passado por um médico urologista. Se já o fez, vá em outro. E não se esqueça de dizer que a dor é maior no período de ovulação. Quanto às dores somáticas de que lhe falei, convivi com elas por cerca de quatro meses, havendo períodos mais intensos do que outros. O que deve fazer é continuar buscando uma resposta. E, se for descartada a cistite intersticial, aproveite para dar um bom passeio, pois verá como tudo desaparece. Analise também, com calma, como anda sua vida no serviço e em família. Muitas vezes, tais sintomas são uma resposta do organismo a algo que está nos afetando, ainda que não percebamos a sua intensidade.

          Valesca, já ouvi falar desse tipo de cistite, mas não conheço ninguém que tenha passado por isso. Mas quem pode lhe dar melhores informações é o médico urologista. Veja também a possibilidade de continuar com o antidepressivo e com um ansiolítico, pois, penso eu, que a tendência ao deixar o tratamento é potencializar sua dor e trazer-lhe outros transtornos, ao aumentar-lhe a ansiedade e a depressão. Converse com seu psiquiatra. E nada de tristeza, pois o otimismo é o melhor tempero para nossa saúde. Continue em contato comigo.

          Abraços,

          Lu

  16. Correa

    Lu
    A dosagem aumentou mais ainda. Não senti o bom efeito, mas acredito que comece a surgir logo, pois só faz 1 semana que aumentou a dosagem para 20 mg. Fico ansioso para me recuperar. São muito bons seus conselhos e dicas sobre o assunto.

    Abraços

    1. LuDiasBH Autor do post

      Correa

      Como sua dosagem foi aumentada, faz apenas uma semana, precisa esperar por mais um tempo para sentir os bons efeitos. Continue sendo POP. Procure viver apenas um dia de cada vez. Deixe o medicamento agir. Tudo irá dar certo.

      Abraços,

      Lu

      1. Correa

        Lu

        Fica a imprenssão de que o remédio não está agindo, e gera essa ansiedade de logo ficar bem, mas temos que ser POP, como você diz, pois isso irá passar e voltaremos a viver normalmente. É preciso seguir o tratamento médico a risca, pois isso não é brincadeira. Como aumentou a dosagem necessita de um tempinho também para começar aparecer os bons efeitos, não é mesmo?

        Obrigado, querida amiga!

        1. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          É exatamente isso. E essa sua compreensão de como o tratamento age e como o antidepressivo reage é muito importante. Sempre que a dosagem é aumentada, os efeitos adversos costumam aparecer, ainda que mais fracos, necessitando de mais tempo para que o remédio aja em sua totalidade. Ser POP é fundamental, pois é preciso ser paciente, otimista e persistente. Parabéns pelo modo como está levando seu tratamento, meu amigo.

          Abraços,

          Lu

        2. Correa

          Lu

          Obrigado por estar sempre respondendo e nos auxiliando no tratamento. Queria saber se até que o remédio chegue no lugar é normal da depressão fazer a gente sentir uma baixa autoestima, com pensamentos sobre o que as pessoas pensam da gente e do que estamos fazendo em determinada atividades coisas assim?

        3. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          É normal, sim, meu amigo. Mil pensamentos ficam esvoaçando em nossa mente e a nosso autoestima despenca. Mas lembre-se de que essa fase irá passar. É preciso ter paciência e aceitar o tratamento como algo que irá nos dar melhor qualidade de vida. Também é preciso ter em mente que não temos que nos importar com o que as pessoas pensam sobre nós, pois somos donos de nossa própria vida. O importante é o que você pensa de si mesmo. E pelo modo como é gentil comigo e com as pessoas aqui, vejo que se trata de alguém muito especial, dono de um coração maravilhoso. Sinto-me muito feliz por contar com sua presença constante aqui neste espaço. Estamos todos juntos nesta caminhada e somos uma só família. Você é muito especial!

          Abraços,

          Lu

        4. Correa

          Lu
          É verdade o que você disse sobre mente esvoaçada, pois tudo que vou fazer fico preocupado, se estou fazendo certo, se estou agradando alguém. No meu estado normal não fico assim, vivo a vida e coisas a fazer normalmente, agradando a mim e não me preocupando com o que irão pensar sobre mim, porém, no estado depressivo tudo se torna mais difícil. Tenho fé que ainda que esteja demorando o bom efeito do remédio, logo ele trará qualidade de vida e melhor autoestima para mim.

          Eu agradeço muito a você por este espaço que nos acolhe, onde acabamos formando uma família. Não pensou em criar um grupo no whatsapp? Acho que também seria bacana, o que acha?

          Um abraço, querida, e bom fim de semana. Vamos ser POPs!

        5. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          Em tudo que fazemos na vida é preciso ter paciência, pois há tempo para tudo. Basta-nos olhar o exemplo da Mãe Natureza. Esse otimismo que carrega é muito importante para seu tratamento, além de dar exemplo para todos nós. Procure viver sua vida da melhor maneira possível, mas sem se incomodar com a opinião dos outros. Ouça o que as pessoas amigas dizem, mas apreveite apenas o que achar bom, deletando o resto. Se você buscar viver com dignidade, sua consciência será seu guia. Lembre-se que ao mudar a nossa maneira de olhar a vida, também ajudamos a combater nossa depressão.

          Amiguinho, além de não ter tempo para o “whatsapp”, esse não seria um meio viável para mim, pois minhas respostas são normalmente longas, e quando não sei algo, busco pesquisar. Sem falar que aqui no site elas permanecem para todos lerem. A ajuda é mais eficaz, trazendo muito mais pessoas com necessidades neste campo. Nem mesmo leio as mensagens a mim enviadas no “zap”, que caem o dia todo. Tenho um espaço no Face e no Instagram, mas apenas para fazer publicidade deste site. O espaço aqui é mais domocrático. Obrigada pela sugestão!

          Abraços,

          Lu

        6. Sabrina

          Lu
          Li sua mensagem para o Correa, qual é o nome da sua página no face? Gostaria de curtir pra ajudar na divulgação desse seu blog…

          Abraços

        7. LuDiasBH Autor do post

          Sabrina

          É muito importante que os nossos amiguinhos façam o nosso site crescer, divulgando-o e trazendo mais leitores. Eu agradeço muito o seu carinho. No Face eu só posto artigos “humanitários” para serem assinados. Para divulgar, basta você enviar o endereço de nosso site.

          Busque por “LuDias” no Face, ou, então, clique no link acima do texto desta página.

          Abraços,

          Lu

        8. Correa

          Lu

          Depois de ter aumentado a dosagem para 20 mg, o tempo para a resposta do aumento da dosagem e o efeito acontecem entre 3 a 6 semanas, como se tivesse começando novo tratamento, e isso mesmo? Estou paciente, otimista e persistente, mesmo estando me sentindo pra baixo, e com as confusões mentais que a depressão tem causado, pois tive uma melhora há tempos atrás. Depois me senti mal e não voltei até o momento ao equilíbrio, como sempre tive. Acredito que seja questão de tempo para voltar a me sentir bem novamente.

          Obrigado, boa semana para você, e para todos amigos aqui do blog.

        9. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          É preciso, sim, aguardar o tempo necessário, contando a partir do aumento da dosagem para 20 mg. Portanto, fique tranquilo e aguarde o tempo necessário. Conviver com a depressão não é fácil, mas você irá conseguir sair dessa fase ruim. E a melhora que teve irá voltar e seu equilíbrio será bom como antes. Tudo é questão de tempo, meu amiguinho.

          Abraços,

          Lu

        10. Correa

          Lu
          Vou aguardar e ser otimista. Quarta feira completam 2 semanas do aumento da dosagem de escitalopram 20 mg. O negócio é deixar o remédio agir e ser POP.

          Abraços

        11. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          É exatamente isso! Quando menos esperar, o medicamento estará agindo direitinho. Continue POP!

          Abraços,

          Lu

        12. Ana Maria

          Oi Correa!

          Quando eu estava no início do tratamento, também sentia que a minha autoestima estava lá embaixo. Me sentia mal fisicamente e mentalmente, ficava me comparando com as outras pessoas e me achava burra e fracassada. Horrível isso, não é? Mas, quando o tratamento começou a fazer efeito, os pensamentos bons começaram a tomar conta e senti que não dava mais importância para a opinião dos outros, também comecei a priorizar os meus sentimentos, e me amar do jeito que sou.

          Concordo com tudo que a Lu disse, e durante a nossa caminhada pela vida, só nós sabemos das marcas que ela deixa. E isso molda quem nós somos hoje. Temos que nos amar em primeiro lugar. Somos seres únicos, porém todos nós temos defeitos, medos e qualidades. Continue POP, desejo muita força e luz para ti!

          Um grande abraço!

        13. Correa

          Ana Maria

          Realmente nossa mente fica muito confusa, mas tenho certeza que isso irá passar. Obrigado pelo comentário. Vamos trocando mais informaçõeses e ajudando uns aos outros.

          Abraços

        14. Correa

          Ana Maria

          Você já faz uso do escitalopram há quanto tempo? Os efeitos bons do medicamento começaram quanto tempo depois? Que bom que já se encontra bem, sucesso pra você, sempre.

        15. Ana Maria

          Oi, Correa!

          Comecei o meu tratamento no dia 8 de maio deste ano, com 5 mg nos primeiros sete dias e depois aumentei para 10 mg, tomo pela manhã. Nas três primeiras semanas o sofrimento foi muito grande, a ponto de nem sentir prazer pela vida. A pior semana foi a segunda, quando dobrei a dose para 10 mg. Mas no final da terceira semana, comecei a sentir que as reações adversas estavam diminuindo bastante, vi a luz no fim do túnel e comecei a me animar. Com quase dois meses completos de tratamento tive duas recaídas, num dia eu estava bem ansiosa e no outro estava depressiva e irritada, mas graças ao medicamento tive força para não deixar essas sensações tomarem conta de mim.

          Ainda sinto muita sonolência e umas tonturas, semana que vem irei conversar com o meu neuro. Eu não estou 100% ainda, para mim é uma batalha sair de casa todos os dias, mas sou muito grata ao meu neuro que receitou o escitalopram, se não fosse esse medicamento estaria com a minha vida estagnada.

          Completando: Os efeitos bons começaram a surgir no final da terceira semana, conforme as reações adversas sumiam. Eu fui diagnosticada com Síndrome do Pânico e Agorafobia, e isso estava me deixando depressiva. Fiquei impressionada que, em menos de um mês de tratamento (mesmo com muita tensão e expectativa), voltei a fazer coisas que antes eram apenas parte da minha rotina e, com os transtornos mentais, viraram momentos de pânico e terror.

          Querido, espero que você fique bem! Vamos nos falando.

          Boa semana para você e um grande abraço!

        16. Correa

          Ana Maria

          Começamos o tratamento na mesma data. Estou usando há 2 semanas 20 mg, para depressão recorrente. Dos meus 20 anos até os 30, com que estou agora, tive 5 episódios, mas cada vez que tenho parece que é o primeiro. Desta vez sera um tratamento bem mais prolongado, pois os outros foram de 1 ano e meio, passava um tempo e voltava tudo de novo. Como falei pra Lu, se tiver que tomar a vida toda, não vejo problema. Só quero viver com qualidade de vida 🙂

          Sucesso no seu tratamento, que realize todos seus desejos de vida. Vamos trocando informações, um ajudando o outro.

  17. Claudia Fischer

    Oi, Lu!

    Depois de 3 meses sendo apenas leitora, resolvi deixar minha experiência.

    Tive as primeiras crises de pânico aos 19 anos, tenho agora 43. Fiz tratamento à época com psicoterapia e frontal. Psicoterapia por 2 anos e o frontal por 6 meses. Tive alta e vivi minha vida muito bem nesses 23 anos. Sou uma pessoa espiritualizada e isso ajuda muito a manter a sanidade em ordem e reverter as crises que ameaçavam surgir. Acontece que passei por problemas pessoais nos últimos anos e de 1 ano pra cá comecei a me sentir ansiosa e a ter pensamentos depressivos. Não consegui reverter a situação sozinha como das outras vezes e procurei um psiquiatra que me receitou o Reconter (oxalato de escitalopram). Nunca tinha tomado antidepressivo.

    Comecei tomando 3 gotas. No mesmo dia que tomei me senti muito mal. Uma ansiedade fora do normal e os pensamentos completamente fora de controle. Fui a uma emergência e lá tomei diazepan para me “sossegar”. Não fez efeito algum. Voltei pra casa e não consegui dormir. O dia amanheceu e a ansiedade só piorava. Não conseguia comer nada. Entrei em contato com o psiquiatra que receitou 0,5g de Rivotril para controlar a ansiedade. E assim os dias foram passando. Vivi dias infernais. Sentia muito pior do que antes de começar a tomar o remédio. Falei com o psiquiatra que me disse ser normal esses efeito e a seguir com o remédio. Os efeitos colaterais me castigaram o corpo e a mente, mas por insistência do médico e por causa dos depoimentos que lia aqui resolvi seguir em frente.

    Só no terceiro mês de tratamento com 10 mg pela manhã posso dizer que me sinto bem. Não estou ainda 100%. Mas 90%. Sigo o tratamento aliado à psicoterapia. O rivotril só tomei no primeiro mês. E só nos momentos de crise. Não fiz uso diário, conforme o médico receitou. Enfim, o Reconter faz efeito. Demora, mas faz. Não tenho mais crises e os pensamentos estão controlados. Ainda tenho dias ruins, mas afinal, quem não tem? Exercícios, animais de estimação, serviços voluntários e caminhadas ao ar livre tem sido meus aliados. Tudo isso tem ajudado e muito. Vale lembrar também que a depressão e a ansiedade são doenças da alma. Se não tiver o cuidado com o espírito nada do que eu disse acima ou o melhor remédio do mundo vai adiantar.

    Obrigada, Lu, por me ajudar a seguir em frente. Deus a abencoe.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Cláudia Fischer

      Seja bem-vinda a este cantinho. Você já é parte de nossa família.

      Amiguinha, os transtornos mentais podem desaparecer por longos anos e reaparecer quando menos esperamos. Qualquer gatilho pode ser disparado, como os problemas pessoais, trazendo-os de volta. Portanto, todos nós devemos olhar com naturalidade essa volta, ainda que não desejada. O bom nisso tudo é que você já tinha certo “know how” para lidar com o problema, sabendo que é imprescindível a ajuda médica, a fim de impedir que as crises avolumem-se. Como nunca havia tomado um antidepressivo, teve que lidar, pela primeira vez, com seus efeitos adversos, que são realmente desconcertantes, deixando a pessoa, muitas vezes, pior do que antes de iniciar o tratamento, como bem o disse. Mas, por piores que sejam tais desconfortos, valem o bem-estar que virá depois, pois a ansiedade, quando sem tratamento, é torturante.

      Cláudia, o fato de não comer, estava ligado a um dos efeitos adversos do medicamento. Algumas pessoas, ao contrário, passam a comer em demasia. Fico feliz que já esteja bem, sem o rivotril, e compreenda que todos nós humanos teremos sempre dias bons e outros nem tanto, com as emoções funcioando. É muito importante o conselho que você deixa para todos nós, lembrando-nos de que precisamos cuidar de nossa “casa” por dentro e por fora, pois é a única que possuímos:

      “Exercícios, animais de estimação, serviços voluntários e caminhadas ao ar livre tem sido meus aliados. Tudo isso tem ajudado e muito. Vale lembrar também que a depressão e a ansiedade são doenças da alma. Se não tiver o cuidado com o espírito nada do que eu disse acima ou o melhor remédio do mundo vai adiantar.”.

      Será sempre um prazer tê-la aqui conosco. Não suma!

      Beijos,

      Lu

    2. Sabrina

      Cláudia
      Ao ler seu depoimento me surgiu uma dúvida: você iniciou com 3 gotas e atualmente toma 10 gotas de reconter? Ou toma em comprimido? Você está trabalhando durante seu tratamento?

      Obrigada pela atenção!

    3. Dani

      Lu
      Estou tomando escitalopran há 45 dias para as crises de ansiedade. Elas praticamente acabaram, e o único sintoma que sinto são leves agulhadas nas maõs e às vezes nos pés. Relatei também à minha médica que estou acordando com dormência nas mãos, sempre que fico na mesma posição ou durmo em cima delas. Algumas vezes percebi que estava dormindo com as mãos fechadas, bem tensas. A médica prescreveu o miosan, um relaxante muscular, para tomar quando sentisse essa tensão na musculatura. Serão normais esses sintomas? Estou levando minha vida normal e até me sentindo Feliz, mas fico com medo de ser algo mais grave, algum problema neurológico. Enfim, acredito que esses medos podem também ser em função da minha ansiedade e preocupação com doenças que sempre tive. O que você acha? Sempre fiz exames cardiológicos e nunca tive nenhum problema. Isso está me preocupando. Alguém já relatou esse tipo de sensação? Muito obrigada pelo carinho e atenção.

      1. LuDiasBH Autor do post

        Dani

        Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

        Amiguinha, tudo o que está sentindo é em relação à tensão que ainda está sentindo. Sua médica fez muito bem ao receitar-lhe um relaxante muscular, que a ajudará muito. As pessoas que sofrem de transtornos de ansiedade são extremamente tensas, e, por isso, dificilmente encontram-se relaxadas. Em razão disso, elas tendem a ter muitos “medos”, sempre achando que carregam algo grave. A primeira coisa a fazer é procurar eliminar a palavra “medo” de sua vida. Essa emoção só é boa quando vem à tona para proteger-nos de algum perigo real. Não permita que esse “senhor” comande a sua vida, tornando-a refém de coisas irreais. Liberte-se.

        Dani, procure fazer algum tipo de exercício físico (caminhada, pilates, yoga, etc). Busque também tomar chá de camomila 3x ao dia (dê preferência à camomila que a gente compra ainda com as florezinhas. Eu bato no liquidificador e deixo o pozinho no vidro. Coloco uma colherzinha de chá numa xícara com água quente.).

        Eu acho que você está cada vez melhor. Continue feliz e curtindo a vida, vivendo um único dia de cada vez. Seja uma pessoa POP (paciente, otimista e persistente). E venha sempre nos dar notícias suas.

        Abraços,

        Lu

        1. Dani

          Lu
          Muito obrigada pelo apoio. Estou fazendo musculação e bike 3 vezes por semana. Faço também acumpuntura e massagem, semanalmente. Hoje consigo perceber que carreguei esses medos comigo desde a adolescência, e agora, com a correria da vida, a crise veio à tona. Foi tudo muito rápido. Uma semana depois que senti a crise, já fui logo medicada, só precisei do alprazolan por 5 noites, mas ainda luto diariamente contra esses medos.

          Um abraço

        2. LuDiasBH Autor do post

          Dani

          Assim que o medicamento mostrar seus efeitos positivos, esses medos doentios irão se enfraquecendo. Para isso é preciso mudar sua maneira de olhar a vida, vivendo com a maior leveza possível. Nada de ficar carregando fardos, é preciso aprender a viver apenas um dia de cada vez. Uma pessoa POP é paciente, otimista e persistente em seus objetivos. Recomendo-lhe a leitura do texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA, aqui no site. Siga em frente com tranquilidade, buscando ser feliz com as mínimas vitórias conquistadas. Olhe à sua volta e valorize tudo que possui de bom. Ame e valorize as pessoas à sua volta. Elas não são culpadas por seus transtornos mentais e, se permitir, poderão ajudá-la. Ofereça-lhes esta chance. Tudo já está sendo melhorado. Acredite!

          Beijos,

          Lu

  18. Sabrina Autor do post

    Lu
    Eu não me sinto mais tão deprimida como no início da medicação. Lembrando que junto a ela tomo 2mg de alprazolam e às vezes 1mg. Queria saber se com o tempo o prazer em viver de verdade volta? Eu estou cheia de vontade de viver, mas é como se eu não tivesse mais prazer como antes. Como se tivesse vivendo no piloto automático. Aguardo com gratidão sua resposta.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Sabrina

      O objetivo de antidepressivo é melhorar o funcionamento de nossos neurônios e, em consequência, nossa qualidade de vida. Se não fosse por isso não teria razão de fazermos um tratamento tão complicado em seu início. Não tenha a menor dúvida de que, assim que seu organismo adequar-se totalmente ao medicamento, sua vida será outra, não mais se sentindo no piloto automático. Poderá ver tais relatos através dos comentários das pessoas que já passaram da fase ruim dos efeitos adversos e que agora estão colhendo os bons resultados. Seu prazer irá voltar e você nem se lembrará que toma antidepressivo. É claro que terá dias bons e outros ruins, como qualquer ser humano. Ninguém melhor do que eu para lhe dizer isso, pois tomo antidepressivo desde a minha adolescência. Quanto ao alprazolam, procure tomar esse medicamento somente quando for necessário, pois seu uso contínuo pode afetar a memória e levar à depressão. Quando retornar ao médico, peça-lhe para mudar para um ansiolítico mais leve.

      Abraços,

      Lu

    2. Lidi

      Oi, Sabrina!
      Eu iniciei meu tratamento com reconter há 30 dias e também me sinto como você. Parece que estou meio anestesiada. Aérea.
      Será que isso demora passar?

  19. Maria Luiza

    Olá Lú!
    Tudo bem?
    Navegando na internet em busca de respostas sobre os primeiros dias usando antidepressivo encontrei o seu blog.
    Fui diagnosticada com um nível de ansiedade muito alto e depressão. Estava tendo crises de ansiedade, angustia e de choro.
    Ela me receitou oxalato de escitalopram de 10mg uma vez ao dia. E caso me sentisse muito ansiosa ela me recomendou o clonazepam. Estou na minha primeira semana de medicamento e me encontro muito ansiosa, nervosa, inquieta, chorona, com medo. Achei que esse problema era só comigo, mas agora me sinto um pouco mais reconfortada em saber através do blog que as primeiras semanas são complicadas mesmo. Espero que logo eu recupere o ânimo e me sinta melhor, me sinta a pessoa que eu era antes destes transtornos mentais.
    Suas palavras e dos outros participantes do grupe me acalmaram mais que o rivotril! rsrsrs
    Obrigada Lu,
    Beijos

    1. Ana Maria

      Oi, Maria Luiza!

      Para mim também foi um grande conforto achar o site da Lu. Fico feliz que você também tenha chegado até aqui. Eu estava quase desistido do tratamento, porque as primeiras semanas são tenebrosas. É tanto sentimento e sensações ruins que a gente jura que o tratamento não vai surtir efeito algum, mas seguindo o lema do nosso cantinho, que é ser POP, a gente ultrapassa essa fase e vê que valeu a pena. O meu desejo também era voltar a ser quem eu era antes dos transtornos mentais, e aos poucos estou voltando. Seremos todos vitoriosos!

      Um grande abraço!

  20. Correa

    Olá, Lu!

    Está começando a vir o efeito bom do escitalopram, pois hoje senti uma boa melhora, sendo que já estou no 35º comprimido. Curti o dia normal, me sentindo bem controlado, sem os pensamentos e sintomas depressivos fortes. Uma hora aparecia mais leve e já passava. isto é normal, quando começamos a nos equilibrar novamente, não é?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Correa

      Que notícia boa! De agora para frente os efeitos positivos serão constantes, melhorando consideravelmente sua qualidade de vida. Não se esqueça de fazer algum tipo de exercício físico (caminhada, bicicleta, etc), pois ajuda muito no tratamento. Li também que o chá de ibisco é muito bom. Poderá encontrá-lo em casas de produtos naturais. Continue, POP, meu amiguinho!

      Abraços,

      Lu

      1. Correa

        Oi, Lu!

        Acredito que a mudança que to sentindo seja o “start” para a melhora. A caminhada e a corrida estou têm me ajudado muito, pois descarrego bastante energia e ao mesmo tempo recupero energias positivas. Estou me sentindo bem, voltando a minha qualidade de vida, ou seja, o remédio começou a fazer realmente o efeito bom.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          Que notícia boa! Não lhe disse que tudo era questão de tempo? As atividades físicas que vem fazendo são ótimas. Tem valido a pena ser POP. Continue assim!

          Abraços,

          Lu

        2. Correa

          Lu

          A tendência agora é cada vez melhorar mais, mas lembrando sempre que somos humanos e teremos sempre altos e baixos na vida, porém com a mente controlada, sabendo reagir aos momentos de fraqueza.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          É isso mesmo, meu amiguinho. Há muita sabedoria em suas palavras. Você é mesmo POP!

          Abraços,

          Lu

        4. Correa

          Lu

          Eu estava vindo muito bem, tanto que quinta e sexta-feira apareceu até um serviço extra para trabalhar. Aceitei por estar realmente me sentindo bem. Na madrugada do primeiro dia comecei me sentir mal de novo com os sintomas da depressão, saí do serviço de manhã doido pra chegar em casa, dormir e ficar quieto. Quando acordei a tarde para trabalhar no segundo dia foi mais complicado, não estava afim de ir, suei, tive medo, mas fui, melhorando um pouco. Mas agora aquela melhora que estava tendo sumiu e estou novamente pra baixo. O que pode ter acontecido? Será que é efeito do remédio ainda na fase inicial ou por trabalhar na madrugada pode ter feito ter um revés também? Mas estou firme porque estava tendo uma boa melhora e espero que logo volte ao normal novamente.

          Obrigado!

        5. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          Não se assuste, o tratamento, em sua fase inicial, é assim mesmo, com altos e baixos. Somente quando o medicamento estiver atuando com toda a sua potência é que você ficará totalmente livre de tais recaídas. Saiba que cada organismo tem um tempo determinado para que isso aconteça. Como você tem passado pelos difíceis efeitos adversos, é normal que se sinta meio inseguro ao sair de casa para um emprego novo, mas aos poucos irá se adaptando. Agora mesmo respondi o comentário de uma moça que tinha uma viagem ao exterior e morria de medo de fazê-la. Viajou, ficou fora 16 dias e tudo correu bem.

          Amigo, você faz muito bem ao enfrentar o medo, nosso grande inimigo, não permitindo que ele domine sua vida. Parabéns! Parabèns! Trabalhar de madrugada mexeu um pouco com o seu organismo, pois houve uma mudança no seu relógio biológico, mas logo o organismo acostuma-se. Não é preciso se preocupar com isso. Procure viver apenas um dia de cada vez e ficar feliz com as pequenas coisas. Certo?

          Abraços,

          Lu

        6. Correa

          Lu

          Eu fiz um extra durante duas noites, agora estou em casa mais tranquilo. Acredito que essa oscilação possa estar sendo o remédio começando mostrar o bom efeito. Trabalhando duas madrugadas me deixou pra baixo de novo e em breve deve normalizar e chegar no potencial máximo do remédio, para evitar estes tipos de revés, pois afinal comecei tomar dia 08/05 e fez 1 mês agora. Estou com esperança em voltar a ativa em breve, mas por enquanto estou no seguro desemprego, sem forçar muito as coisas, para não ficar desencadeando abatimentos. Obrigado!

        7. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          Foi muito bom ter feito esse trabalho durante duas noites, não permitindo que o medo direcionasse suas decisões. Existem organismos que levam mais tempo para responder totalmente em relação ao antidepressivo. Cada um tem seu tempo. Por isso é preciso paciência. É normal que tenha se sentido para baixo, depois de um tempo parado, e sem estar, ainda, usufruindo de todas as benesses do medicamento. Estou gostando muito de sua reação otimista. Você se mostra a cada dia mais confiante. Parabéns!

          Abraços,

          Lu

        8. Correa

          Lu

          Hoje liguei para meu médico psiquiatra. Disse-lhe que ainda não tive uma firmeza no tratamento, até vim melhorando, mas tive uma recaída forte depois de duas noites de serviços extras. Ele achou melhor ajustar a dosagem de escitalopram para 20 mg e manteve o clonazepam 0,25, antes de deitar. Como tive uma crise, ele me receitou rivotril sub lingual 0,25 para usar somente quando houver crise, posso usar mais de uma vez ao dia, se necessário. Quanto ao escitalopram por ter aumentado a dose, acredito que venha ter uma resposta melhor.

          Obrigado

        9. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          Depois do uso de uma dosagem por certo tempo, sentindo o médico que o medicamento não está mostrando todos os seus bons efeitos, ele aumenta a dosagem para que o paciente obtenha uma melhora mais acentuada. Acredito, sim, que você irá melhorar com o uso de 20 mg. Contudo, quero alertá-lo que, ao aumentar a dosagem, você poderá vir a sentir os efeitos adversos nas primeiras semanas, não tão fortes como no início. Algumas pessoas nada sentem, mas outras, sim. Portanto, fique tranquilo, caso isso ocorra. Continue me dando notícias.

          Abraços,

          Lu

        10. Correa

          Lu

          O médico ajustou a dose, comecei tomando hoje 2 comprimidos de 10 mg até acabar a caixa, depois entro com a caixa nova com 1 comprimido de 20 mg. Até o momento não senti efeitos adversos e espero logo que essa dosagem venha fazer bom efeito e me manter firme para não ficar tendo recaídas, evitando os transtornos que atrapalham nossa vida.

        11. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          Pode tomar, sim, os dois comprimidos de 10 mg, até que a caixa acabe. É muito bom saber que não está sentindo os efeitos adversos, ao aumentar a dosagem. Se aparecerem, saiba que são normais. Acho que agora irá ficar bem. Estou torcendo por você. Continue POP, meu amigo.

          Abraços,

          Lu

        12. Correa

          Lu

          Estou torcendo para que logo comece a fazer bons efeitos, para que eu possa voltar ao meu normal. Eu te mantenho informada e comunico aqui na página, pois estou sempre acompanhando. Você e os comentários nos ajudam muito com as informações. Você realmente é fantástica!

          Obrigado

        13. Sabrina

          Correa

          Meu tratamento está exatamente igual ao seu! Só que esses medicamentos que citou, estou tomando em gotas, e acabei de aumentar pra 20 gotas de escitalopram, e tomo 4 gotas de clonazepam pra dormir que equivale a 0,25 mg. Gostaria que continuássemos a trocar informações

          Abraços e melhoras pra nós!

        14. Correa

          Sabrina

          Estamos então no mesmo barco, mas vamos vencer, se Deus quiser. Vamos trocando informações e experiências sobre nossos tratamentos. Vamos vencer!

          Abraços

        15. Renata

          Lu

          Estive por aqui faz um mês, quando falei sobre estar tomando o oxalado de 10 mg. Estou tomando por causa da ansiedade elevada que tenho e SP. Estou no segundo dia do antidepressivo, sentindo dor de cabeça nas laterais, com pressão. Já não sei se é efeito do remédio, ou se é meu medo do remédio que está me boicotando. A médica pediu pra eu tomar o comprimido inteiro, mas divido-o, por causa do medo que tenho de passar mal com os efeitos adversos. Acha válido tomar metade durante uma semana e depois começar a tomar inteiro? Outra coisa, ele me receitou frontal para momentos difíceis… Eu fico com medo de passar mal… Acha que devo tomar nesses primeiros dias? O frontal alivia os efeitos colaterais do oxalato?

          Beijos dessa mais nova POP.

        16. LuDiasBH Autor do post

          Renata

          Não entendi, pois você diz que estava tomando o antidepressivo há um mês, e depois diz que se encontra no segundo dia. Explique-se melhor.

          Todo antidepressivo traz efeitos colaterais, se você se encontra no segundo dia de medicação, é normal que esteja sentindo tais efeitos adversos. Portanto, pode ser efeito do remédio, sim, como leu no texto acima. Não há problema em tomar a metade do comprimido na primeira semana, mas, na segunda, passe a tomá-lo inteiro, conforme prescrição médica. Nessa primeira fase, se não estiver aguentando os sintomas ruins, poderá tomar o frontal. Se não precisar, evite tomá-lo. E não tenha receios de fazer o tratamento, pois todos nós passamos por isso.

        17. Sabrina

          Lu, querida!

          Estou a tomar 20 gotas desde 20 de junho, estava melhorando até dar início ao tratamento com anticoncepcional para melhorar a TPM, mas não sei se é psicológico ou de fato está acontecendo algo com meu corpo. Voltei a ficar ansiosa, dores no peito, a pressão aumentou um pouquinho, sinto agulhadas nas costas e um pouco de agonia. Coincidentemente após o início do tratamento com Dalyne, o anticoncepcional receitado pela ginecologista.

          Lu, por favor me ajude, por que será que estou a sentir sintomas ruins de novo? Estou na dosagem máxima do escitalopram, será que o anticoncepcional que está acabando comigo de novo? Estou chateada porque arruma uma coisa é ” entorta” outra. Pela pessoa caridosa que és, aguardo mais uma vez seu retorno.
          Obrigada!

        18. LuDiasBH Autor do post

          Sabrina

          Muitas mulheres não dão bem com esse ou aquele anticoncepcional, assim como acontece com os antidepressivos, sendo muitas vezes necessário mudar de um para outro. Você também se encontra ainda dentro das três semanas do aumento da dosagem de seu medicamento antidepressivo. Penso que deva esperar mais uma semana e, se não melhorar, entre em contato com seu psiquiatra ou ginecologista. Procure ficar o mais tranquila possível, aguardando que tais reações negativas passem. É provável que se trate apenas de um período de adaptação de seu organismo. Não há porque ficar chateada. Tudo irá dar certo.

          Beijos,

          Lu

        19. Sabrina

          Oi, Lu, obrigada pela atenção…

          Eu suspendi o anticoncepcional e vou trocar por outro. Acredito que não me dei bem com esse. O que eu não suspendo por conta própria é o amigo escitalopram, ou inimigo sei lá( risos) e assim vou levando a vida, com acertos e erros, ora sem sintoma algum, ora com alguns, ora cheia de esperança e ora sem total esperança. Eis a caminhada espinhosa e dolorosa da vida… Desculpe-me, estou melancólica hoje e este blog é um espaço para desabafo!
          Obrigada por existir!

          Beijos

        20. LuDiasBH Autor do post

          Sabrina

          Saiba que o antidepressivo é um grande amigo. Se não existisse, muitos de nós nem se levantariam da cama. Volte no tempo e veja como era a vida dos portadores de transtornos mentais antigamente, sem falar nos manicômios e sanatórios. Veja aqui no site textos sobre este assunto. Quanto aos altos e baixos da vida, isto acontece com todos, indiferente de ser portador de transtornos mentais ou não. O importante é o modo como cada um encara seus problemas, em tempos tão difíceis para nós, brasileiros. Também ando muito melancólica com a situação de nosso país. Nunca me senti tão infeliz.

          Abraços,

          Lu

        21. Sabrina

          É Lu! Tempos difíceis! O que tem me feito prosseguir é minha fé em Deus. Obrigada pela resposta e atenção de sempre!

        22. LuDiasBH Autor do post

          Sabrina

          É sempre um motivo de alegria receber um comentário seu e saber que está sempre aqui, juntinho conosco.

          Abraços,

          Lu

        23. Marcos

          Boa-noite, querida Lu!

          Obrigado por me responder, você é um anjo.

          Outro fator difícil na minha vida é que eu gosto muito de prática de esporte e, quando eu estou no meu limite de fadiga, sinto uma sensação de desrealizacao e às vezes falta de ar. Isso me incômoda muito, porque eu não consigo mais os mesmo resultados.

        24. LuDiasBH Autor do post

          Marcos

          Seja lá o que que fizermos a nosso corpo, esse acaba sempre dando-nos uma resposta, ou seja, ou ele nos cobra a falta de cuidados ou nos responde com vigor. É exatamente isso que está acontecendo com você. Seu corpo está lhe cobrando por aquilo que o prejudicou. Agora é preciso que lhe dê a devida atenção, dando-lhe um tempo para que se reabilite, até que possa voltar à prática de esportes como antes. É preciso ter paciência e esperar que ele se recupere, atingindo seu antigo vigor. Procure ter uma vida saudável. Lembre-se que o efeito “bom” e fugaz de uma droga ilícita não vale o desespero de uma crise de pânico. Portanto, dedique muito amor a seu corpo e ele irá retribuir da melhor forma possível, pois essa é a lei da ação e reação.

          Abraços,

          Lu

      2. Ilana

        Lu, me ajude, estou péssima e precisando de ajuda, hj é o 27º dia de uso do escitalopram, mas estou aqui deitada, chorando, sem vontade de fazer nada, triste, não dormi a noite, ansiosa demais,com medo. Não sei o que fazer mais, tenho caminhado, fazendo grande esforço, fui 5 dias na semana passada,é muito bom quando vou, mas hoje estou muito mal.

  21. Pedro Arthur

    Olá, Lu!

    Primeiro queria lhe agradecer por dar tanta atenção pras pessoas. Ajudando-as de verdade. Não só com tua educação, mas com toda a gentileza que tens.

    Estou usando Espran faz exatamente um mês, e confesso que só continuei o tratamento porque descobri este blog, e li os comentários das outras pessoas, me tranquilizando sobre o que estava sentido. Fui diagnosticado com depressão e síndrome do pânico. Faz em média uma semana que sinto uma tontura inconveniente, parecida com as que temos quando estamos gripado. Atualmente não tenho mais sintomas de ansiedade nem de síndrome do pânico, em alguns momentos me sinto triste, mas nada parecido com o que sentia, quando fui consultar o psiquiatra, afinal, somos humanos. Enfim, gostaria de saber se pode ser normal sentir essas tonturas mesmo após um mês de uso do remédio?

    Obrigado querida, tenha um ótimo trabalho.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Pedro Arthur

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, a tontura faz parte dos efeitos adversos do medicamento, mesmo após algum tempo de uso pode acontecer. Pode ser, também, que esteja ligada a uma indisposição ocasionada por algum vírus, agora neste período mais frio do ano. O ideal é que, na persistência dessa, retorne a seu psiquiatra para que ele possa avaliar sua real causa.

      Pedro, é sempre bom saber que este espaço vem auxiliando pessoas. Aqui, nós nos ajudamos mutuamente. Cada comentário, que é postado, é lido por muitos, e a experiência de uns ajuda outros. O seu exemplo é uma comprovação dessa simbiose. Continue em contato conosco relatando como anda seu tratamento. Obrigada por suas palavras generosas.

      Abraços,

      Lu

  22. Bruno

    Lu e amigos,

    Venho compartilhar meu desenvolvimento com o EXODUS/RECONTER.

    Estou tomando 10 gotinhas de Oxalato de Escitalopram há exatos 3 meses, para combater FOBIA SOCIAL e ANSIEDADE. Nunca tive insônia nem depressão, os únicos sintomas que tive na fase inicial foram algumas sensações de gases intestinais “embrulhando”, que estão diminuindo. Venho obtendo grandes avanços, consigo fazer coisas que antes me deixavam apavorado, como entrar em uma sala cheia de gente e dar um aviso. Já não sinto mais o coração disparando na boca, mas apenas um friozinho na barriga, controlável, afinal, sou um “humano”. claro que ainda não consigo fazer um discurso para 100 pessoas em um auditório, e acho que nunca vou fazer, mas a sensação de confiança aumentou muito, a ansiedade no dia a dia diminuiu. Sinto-me bem melhor e mais sereno. Quando vou ter um evento mais formal, me antecipo colocando um RIVOTRIL sub-lingual de 0,25 mg debaixo da língua, e me tranquilizo ainda mais. Faço natação e caminhadas durante a semana, é muito importante também, alimentação saudável, sem exageros, um bom vinho, namorar e curtir coisas simples do dia a dia. Estou muito satisfeito e feliz. Achava que somente com terapias, yoga, e força de vontade iria combater meus problemas, mas hoje tenho a convicção que o tratamento com remédios, quando feito por profissionais competentes é bem eficiente. Procurei um psiquiatra na hora exata, tenho 43 anos e uma vida tranquila pela frente, abraços em todos e confiança!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Bruno

      Suas boas notícias deixaram-me muito feliz. Seu comentário servirá de exemplo para todos aqueles que ainda se encontram na fase inicial do tratamento e também para os que temem iniciá-lo. Portanto, agradeço muitíssimo por compatilhar conosco as mudanças efetuadas em sua vida. Se todos, que por aqui passam, fossem gentis como você, deixando sua mensagem após uma acentuada melhora, incentivariam os que ainda relutam em buscar ajuda médica. As experiências narradas pesam muito nas opções de nossos companheiros de transtornos mentais, pois mostram-lhes que é possível ver luz no final do túnel.

      Amiguinho, continue nos brindando com seus comentários. Não nos abandone! Aproveite para conhecer outras categorias do site.

      Abraços,

      Lu

  23. Ana Maria

    Olá, Lu, e a todos que acompanham esse cantinho especial!

    Essa é a primeira vez que comento aqui, mas acompanho o seu site desde maio. Sou muito grata a você por ter criado esse cantinho, pois foi um alento para mim, que me sentia muito sozinha, porque as pessoas à minha volta não entendiam direito o que eu sentia e não me davam muita importância. Além disso, me deu coragem para ultrapassar aquela fase tenebrosa no início do tratamento com o escitalopram!

    Abraços,

    Ana

    1. LuDiasBH Autor do post

      Ana Maria

      Seja bem-vinda a este cantinho. Você já é da família.

      Amiguinha, ainda bem que a fase tenebrosa já passou! Sempre vale a pena todo o sacrifício.

      Beijos,

      Lu

  24. Rodrigo Sousa

    Olá, Lu!

    Fui diagnosticado com ansiedade e depressão desencadeadas por incidente familiar. Tenho 40 anos e nunca tive qualquer problema. Hoje terminei 4 semana de escitalopram (2 semanas 10 mg e 2 semanas de 20 mg ) a continuar por 6 meses. Ao fim da primeira semana tive de voltar ao médico, pois os efeitos secundários foram complicados e sem qualquer aviso. O médico passou lexotan 2 mg a dividir por 3 ao longo do dia, se necessitasse, durante 15 dias para ajudar nesta fase. Na primeira semana consegui passar a fase negra com apenas 1,25 mg. Na segunda semana só tomei metade. Neste momento já larguei o lexotan faz uma semana. Ao fim das terceira semana senti muitas melhoras, mas agora nas ultimos dias da quarta semana, parece que alguns sintomas estão a voltar. Será normal?

    Obrigado

    1. LuDiasBH Autor do post

      Rodrigo

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, a depressão e a ansiedade, quando de origem traumática, tendem a ter um rápido tratamento, que deve durar pelo menos seis meses. E para que sejam realmente sanadas faz-se necessário mudar a sua maneira de ver mundo, buscando tratar todo e qualquer incidente com o máximo de equilíbrio possível, lembrando-se de que tudo passa. Os problemas possuem o tamanho e a densidade que damos a eles.

      Os efeitos adversos do antidepressivo podem durar mais do que três semanas, pois cada organismo pode reagir diferentemente. Portanto, o que sente é normal. Saiba também que o tratamento com antidepressivo, principalmente no caso de transtornos mentais de origem traumática, requerem mudanças de vida (ver texto que lhe enviarei sobre o assunto). Mas, se esses sintomas persistirem, e você perceber que estão a ampliar a intensidade, faz-se necessário entrar em contato com seu médico, pois pode ser que a dosagem precise ser reformulada.

      Rodrigo, continue a trazer-nos notícias suas. Não suma!

      Abraços,

      Lu

      1. Rodrigo Sousa

        Olá, Lu!

        Os sintomas adversos continuavam (principalmente dores musculares, ombros e braços e costas) e alguns pensamento negativos e ânimo em baixa. E voltei de novo ao médico. Mudou algumas coisas na medicação. Disse-me para passar a tomar o lexotam 3 mg à noite, antes de dormir (eu até durmo bem ), 1,5 mg logo de manhã e o escitalopram, 20 mg, passar a tomar à noite, a seguir, ao jantar e forticol. Hoje já me sinto muito melhor. Existe algum efeito adverso de não tomar de manhã e só ir tomar á noite o escitalopram? Daqui a 1 mês e meio volto ao médico para nova análise.

        Beijos

        1. LuDiasBH Autor do post

          Rodrigo

          Muitas pessoas necessitam tomar um calmante durante a fase inicial do tratamento. Quanto a tomar o antidepressivo à noite ou de manhã, isso vai depender de sua qualidade de sono. Normalmente, àqueles que sentem muito sono durante o dia, recomenda-se tomar o medicamento à noite, e aos que não conseguem dormir à noite, recomenda-se tomar o antidepressivo na parte da manhã. O mais importante é que o medicamento seja sempre tomado no mesmo horário. Se você ficar em dúvida se o tomou ou não, pule aquele dia e retome a medicação no dia seguinte, para não incorrer numa super dosagem, que poderá trazer problemas sérios. Caso queira mudar o horário, passando da manhã para a noite, ou vice-versa, deverá ficar um dia sem tomar o antidepressivo. Mas, por enquanto, siga a orientação médica. Quando retornar ao psiquiatra, fale-lhe sobre sua vontade de mudar o horário.

          Abraços,

          Lu

  25. Kelly Marciano

    Lu
    Fui diagnosticada com síndrome do pânico no final de 1995, e desde então são altos e baixos, alguns períodos sem medicação. Durante a maior parte do tempo tomei anafranil, entretanto, em março último, parece que esse parou de fazer efeito (tomava 75 mg/dia). Minha médica mudou para escitalopram. Tomei 5 mg por uma semana, e depois 10 mg por uma semana, e hoje, faz uma semana, estou tomando 20 mg. Ainda não vejo efeito e tenho precisado tomar 0,5 mg de rivotril pra conseguir me controlar (também é indicação da médica). Hoje não consegui ir à terapia pois estou com pânico de carro, ônibus, metrô, meios de transporte em geral. É normal o escitalopram demorar mesmo pra começar a fazer efeito? Minha médica me diz pra ter paciência, mas paciência é algo que anda bem difícil pra mim.

    Obrigada!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Kelly

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família!

      Amiguinha, a Síndrome do Pânico (SP) vem acometendo um número cada vez maior de pessoas, como poderá ver através dos comentários. A boa notícia é que os antidepressivos estão mais eficientes em seu combate. Também já tomei Anafranil, mas como todo medicamento antidepressivo, com o longo tempo de uso, o efeito vai desaparecendo, sendo necessário migrar para uma substância diferente. Isso é normal para todos nós que temos transtornos mentais, devendo ser visto com normalidade.

      Você diz que ficou um tempo sem medicação. Espero que tenha sido por ordem médica, pois deixar o tratamento por conta própria só faz piorar as crises, que retornam cada vez mais agudas. Você é depressiva ou tem TAG? Quanto ao oxalato de escitalopram, esse é um escelente remédio, sendo muito prescrito pelos médicos, pois é mais efetivo e possui menos efeitos adversos. Os efeitos positivos são notados, normalmente, a partir da terceira semana, mas algumas pessoas necessitam de mais tempo. Faço uso desse e sinto-me muito bem. Você ainda está sentindo os efeitos ruins, o que é normal nessa fase inicial do tratamento. É preciso ser POP (paciente, otimista e persistente) para passar por essa fase ruim e ser recompensada com melhor qualidade de vida à frente. Não desanime. Todos nós passamos por isso. Logo conseguirá direcionar sua vida, indo aonde bem quer, usando qualquer meio de locomoção. Esse pânico na fase inicial do tratamento é normal.

      Kelly, saiba que você não se encontra sozinha. Tem aqui um monte de companheiros e companheiras de caminhada. Quando se sentir só ou tristinha, venha para cá, conversar conosco. Aprenderá com os relatos a usar o otimismo a seu favor.

      Um grande abraço,

      Lu

      1. Kelly Marciano

        Lu, obrigada pela resposta.
        Hoje estou em um dia péssimo, pois meu marido foi viajar pro Japão e volta só daqui a 15 dias. Estou em casa com meu filho de 15 anos e meus bichos. Desde de manhã com a ansiedade nas alturas… Eu tenho transtorno de ansiedade generalizada e agora depressão também. Há dias que são bem mais difíceis, não é mesmo?

        1. LuDiasBH Autor do post

          Kellly

          É natural que fique ansiosa com a viagem de seu marido, também me sinto assim, quando o meu viaja. Mas pense pelo lado positivo: essa viagem deverá ser muito importante para ele; trará mil novidades para contar-lhe, além dos presentes; e uma distância vez ou outra entre o casal reforça ainda mais o amor, quando voltar, os dois viverão uma lua de mel. E terá também uma grande oportunidade de voltar-se mais para seu rapazinho, que se sentirá orgulhoso por “proteger” a mãezona. Adoro bichinhos. Tenho dois gatinhos (Luan e Jade Maria). Que animais possui? Não se sinta sozinha, pois há uma grande família aqui para apoiá-la. E continue tomando seus remédios direitinho. Aguardo você aqui.

          Beijos,

          Lu

  26. José Ribamar

    É normal ter falta de memória e de concentração durante o tratamento com antidepressivos? Tenho 21anos, tomo reconter 20 mg há 3 meses e estou sentindo essa falta de memória e concentração, e me dando mal na faculdade, é difícil.

    1. LuDiasBH Autor do post

      José Ribamar

      Seja bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinho, são muitos os efeitos adversos que podem ser sentidos no início do tratamento com antidepressivos, alguns deles ainda não relatados pela ciência médica, pois variam muito de um organismo para outro. Primeiro eu preciso saber qual é o motivo de você estar tomando antidepressivo e como tem sido o tratamento, pois essa falta de memória e concentração pode estar ligada a outros problemas. Aguardo mais informações.

      Abraços,

      Lu

  27. Correa

    Lu
    Estou entrando na quarta semana da medicação, mas voltei à deprê novamente, porém parece que já estou começando a melhorar, e, como você já disse, o antidepressivo é acumulativo no organismo, até voltarmos ao equilíbrio. É sempre muito bom receber suas palavras.

    Abraços

    1. LuDiasBH Autor do post

      Correa

      Na fase inicial é normal passarmos por altos e baixos. Isso não é motivo para desânimo. Além disso, como seres humanos, sempre teremos dias bons e ruins. Veja o outro comentário que acabei de responder, certo? Continue tranquilo.

      Abraços,

      Lu

      1. Correa

        Lu
        Então não preciso me apavorar, pois é preciso deixar o remédio agir. Talvez por ser meu terceiro episódio pode ser que esteja a demorar um pouco mais os sinais de melhora e equilibrio mental, não é?

        1. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          Ao fazer seu tratamento com antidepressivo é preciso muita paciência e otimismo, até seu médico acertar na dosagem correta e no medicamento certo para seu organismo. O psiquiatra vai trabalhando com erros e acertos, pois cada organismo pode reagir de uma maneira diferente. Uns precisam de mais tempo para se adequarem ao medicamento, outros necessitam de uma dosagem maior, etc. Mas é preciso aguardar a fase inicial para sentir as reações positivas do medicamento. É normal sentir crises em meio ao tratamento, na fase inicial, quando o organismo tenta expulsar a nova substância. Mas fique tranquilo, isso é normal. Vá acompanhando tudo com calma. E continue mantendo contato com seu médico nessa fase, pois ele precisa saber como você está se sentindo, se a dosagem está correta e se o remédio está fazendo efeito. Jamais se apavore, pois pesquisas mostram que as pessoas otimistas possuem resultados mais rápidos. Também não se esqueça de fazer exercícios físicos (a caminhada é excelente). Releia o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA, para ajudá-lo nessa fase inicial.

          Um grande abraço,

          Lu

        2. Correa

          Oi, Lu!
          Estou tomando à noite o clonazepam 0,5mg, porém esta medicação só devemos usar caso precise, pois parece que nos deixa dependentes da mesma. Já ouviu dizer a respeito disso? Meu médico disse que posso tomar somente quando estiver com dificuldade para dormir ou muito ansioso, seria isto mesmo?

        3. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          Seu médico está correto. Você só deve tomar esse medicamento agora na fase inicial do tratamento, quando for realmente necessário, pois trata-se de um ansiolítico (faixa preta), cujo uso continuado pode afetar a memória, causar dependência e levar à depressão. Mas usado por pouco tempo, não há problema algum. Quando entrar na fase boa do tratamento, peça a seu médico para mudar para um calmante fitoterápico.

          Abraços,

          Lu

        4. Correa

          Lu
          Na verdade na fase boa nunca usei ansiolítico. Fico ótimo somente com escitalopram, esperando a fase boa chegar para abandonar o clonazepam.

          Bênçãos para você!

        5. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          É exatamente isso que deverá fazer. Assim que sair desse período conturbado, passe a fazer uso apenas do oxalato de escitalopram.

          Abraços,

          Lu

        6. Correa

          Oi, Lu!
          Cheguei a mandar esta mensagem no seu e-mail, pois não estava conseguindo enviar aqui no blog.

          Entrei hoje no 31º comprimido de escitalopram, 10 mg, e venho sentindo oscilações de melhoras durante o transcorrer dos dias dessa semana, porém vai e volta sinto uma melhora e dou uma baqueada. Isto deve ser sinal do remédio começando a fazer efeito, não é mesmo? De segunda-feira para cá comecei a fazer caminhadas e corridas leves, pois, como estou desempregado, acabo ficando muito parado durante o dia. Resolvi tomar esta decisão de fazer um exercício, que poderá auxiliar no tratamento medicamentoso, correto? Não vejo a hora de começar a voltar ao que sempre fui, ligado no 220 volts.

          Obrigado, Lu!

        7. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          Realmente o blog teve um problema hoje, em razão de “chiliques” entre programas. Vejo agora que está resolvido.

          Amiguinho, essas oscilações são normais, pois algumas pessoas levam até três meses para sentir os benefícios totais do tratamento com o oxalato de escitalopram. O importante é que observe se eles estão aumentando. Caso isso aconteça, comunique a seu médico, para que ele analise e faça mudanças na dosagem. Outra coisa, saiba que o medicamento faz apenas uma parte do tratamento, cabendo a outra parte a você, modificando a maneira como leva a sua vida. Aproveite e releia o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA. Quanto à caminhada, isso é muito importante, pois o exercício físico é fundamental, não apenas para nós, mas para todas as pessoas.

          Correa, cuidado com o excesso de voltagem… risos. Não queira a voltagem de 220, busque apenas o equilíbrio, pois é aí que reside nossa qualidade de vida. Aproveite seu tempo livre e conheça outras partes deste blog, como A ARTE DE VIVER (ver no ÍNDICE), muito importante para efetuarmos mudanças positivas em nossa vida.

          Um grande abraço,

          Lu

        8. Correa

          Lu
          Essas oscilações podem estar acontecendo para melhorar meu estado, pois antes disso não estava tendo melhora e, como agora comecei a ter alguns momentos de me sentir melhor, acredito que possa ser que o efeito bom do remédio. Como disse, cheguei a 1 mês de uso e espero que comece a sentir o lado bom da medicação para o equilíbrio de minha vida, sem exagerar nos 220 volts… buscando equilíbrio.

          Abraços

        9. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          Depois de um mês de uso, a tendência é sentir-se cada vez melhor, pois a fase dos efeitos adversos está ficando para trás. Existem relatos de que, até os três meses, certas pessoas ainda sentem um efeito ruim ou outro. E, pelo que diz, o efeito bom do medicamento está se tornando presente. Continue POP, pois nós, portadores de síndromes mentais, mais do que ninguém, precisamos de ter uma vida equilibrada, uma vez que somos extremamente sensíveis. Precisamos procurar olhar a vida com mais alegria, não dando muita ênfase aos momentos ruins, buscando sempre viver apenas um dia de cada vez, o melhor possível.

          Abraços,

          Lu

        10. Sabrina

          Oi, minha amiga, Lu!
          Estou aqui para perguntar umas coisinhas. Mas antes sempre tenho que elogiar seu blog e sua grande amizade por nós, amigos virtuais, mas, que gostamos sempre de ouvir você falar de sua experiência e confortar a todos que passam por aqui.

          Eu tomo o escitalopram em gotas, será que esse remédio em comprimido tem o mesmo efeito ou é a mesma coisa? Eu comecei com gotas porque pedi pro meu médico pra aumentar bem gradativamente, sendo uma gota a mais por dia. Penso que no meu desmame, será a mesma coisa, diminuindo uma gota por dia, mas queria ouvir sua opinião! O remédio em gotas tem suas vantagens, mas em comprimido faz o mesmo efeito? O médico disse pra mim que o de gotas é mais limpo, que o de comprimido. Se fosse pra eu mudar pro de comprimido sentiria algum efeito colateral? Obrigada mais uma vez por sua atenção!

          Beijo no seu coração!

        11. LuDiasBH Autor do post

          Sabrina

          Eu também amo vocês, pois já fazem parte de minha família, embora alguns sumam vez ou outra, como acontece nas famílias reais. É muito bom saber que ajudo, pois o meu propósito é fazer com que todos assumam o lema de nosso espaço, tornando-se pacientes, otimistas e persistentes (POPs), de modo a tornar nosso tratamento mais fácil, principalmente em sua fase inicial.

          Lindinha, eu nunca tomei antidepressivo em gotas. Semprei usei comprimidos. Mas não resta dúvida de que o efeito é o mesmo, se assim não fosse, os psiquiatras não receitariam um tipo ou outro. É a mesma coisa de muitos outros medicamentos que existem dos dois jeitos. Há pessoas, principalmente as acamadas e crianças, que sentem dificuldades em tomar comprimidos, sendo mais fácil o uso do remédio em gotas. Portanto, você poderá tomar de um modo ou de outro.

          Beijos,

          Lu

        12. Anna

          Sabrina,
          Eu me identifiquei muito com a sua dúvida Sabrina e vou contar o que aconteceu comigo. Eu tinha muito medo das reações do remédio e confesso que tenho até hoje, mas isso é sintoma da minha ansiedade e pânico. Iniciei o tratamento como você fez, em gotas, fui aumentando uma por dia até chegar a 10 mg. A ansiedade passou, porém veio uma choradeira, voltei a minha psquiatra que ajustou a dose para 15 mg, uma gota por dia, até atingir as 15. Quando isso aconteceu pedi para mudar para o comprimido. Ela disse que não tinha diferença alguma, mas que sabia que qualquer coisa que eu sentisse culparia o remédio, e foi o que aconteceu. A ansiedade voltou um pouco com alguns outros efeitos colaterais, mas foi por causa do aumento da dose e não da forma de ingestão. Agora tudo já está melhorando, graças a Deus e a nossa perseverança. Sei que dá medo mudar, pois passo por isso, mas vá firme e tenha coragem, tenho certeza que passa, e como diz a Lu, já já veremos os melhores resultados.

          Beijinhos

        13. Sabrina

          Anna

          Obrigada pela sua contribuição contando-me sobre sua experiência, mas me diga, quando você trocou as gotas pelos comprimidos quais efeitos sentiu? Duraram muito tempo? Também tenho muito medo do medicamento. Obrigada pela ajuda!

        14. Anna

          Sabrina

          Quando troquei foi justamente quando atingi a dose de 15 mg. Senti suor nas mãos e pés, tremedeira e aumento da ansiedade, porém em um semana todos estes sintomas desapareceram. Às vezes pela manhã tenho ansiedade, mas já acordo, tomo um chá e medito por 10 minutos. Ainda não me sinto 100%, mas minha psiquiatra diz que é um tratamento um pouco demorado e que cada passo deve ser levado com muita felicidade. Temos que tentar sempre ver as coisas pelo melhor lado possível. Em um desses dias difíceis acordei muito ansiosa e já comecei a olhar no relógio para ver se ia demorar para a noite chegar, para eu dormir e ver se acordava melhor (acredita?! Eu tinha acabado de acordar). Eu parei, respirei fundo e disse pra mim que dormir não resolveria meu problema, ou eu tento fazer meu dia melhor ou continuarei contando as horas e não vivendo. E foi o que eu fiz, tive um dia muito bom por incrível que pareça. Cada dia é uma luta e agradeço por poder lutar, tendo dias bons e dias ruins e assim vamos aprendendo a viver de maneira mais tranquila.

          Beijão e fica com Deus.

        15. Sabrina

          Querida Anna!

          Muito obrigada pela resposta atenciosa! Tenho mais algumas perguntas para você!

          Por que resolveu trocar as gotas pelo comprimido? Quanto tempo está a tomar 15 mg em comprimido? Acorda ansiosa todos os dias?

          Percebi pelo seu comentário, que a troca pelo comprimido não foi tão sossegada pois teve alguns efeitos secundários. Por que será que isso acontece? Não é o mesmo remédio? O fato é, minha amiga, que estou a gastar fortunas, pois o escitalopram em gotas é bem mais caro que o comprimido e tenho que tomar 20 gotas por dia, realmente nada animador, mas a esperança e a fé não podem morrer!

          Abraço carinhoso

        16. Correa

          Lu
          Minha primeira caixa de escitalopram acabou hoje e comprei mais uma da Medley. Você já disse que compra sempre o mais em conta, essas diferenças de marcas não influenciam em nosso tratamento? Essa dúvida é bom tirar com você que já faz uso há mais tempo e já deve ter tomado outras marcas, correto?

        17. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          Você poderá tomar o mesmo medicamento de laboratórios diferentes. Se isso fosse problema, não poderiam existir os “genéricos”. Eu sempre compro qualquer remédio, cujo preço estiver mais em conta. Nunca tive problema algum. Procure relaxar quanto a isso. Quando peço a receita, meu médico coloca apenas o nome da substância (oxalato de escitalopram) de modo que eu possa comprá-la do laboratório que eu quiser.

          Abraços,

          Lu

  28. Maria Claudia

    Oi, Lu!

    Não sumi não! Tenho acompanhado todos os comentários pelo e-mail, vendo os relatos, me identificando com alguns, diluindo dúvidas com outros. Consegui falar com o meu psiquiatra. Continuei a medicação como te falei, pois mesmo com os efeitos colaterais, procurei observar e ficar atenta ao que estava vivenciando em melhoras da depressão e da ansiedade. Focar no que está sendo bom. E isso tem me ajudado muito. Continuo com alguns efeitos, mas nada que me atrapalhe ou que não me faça enxergar o lado bom da medicação. Tenho convivido bem com eles. Meu médico disse que minha resposta foi realmente muito rápida e benéfica. Continuo com enjôo, dor de cabeça leve, boca seca, falta de apetite (mas me alimento) e de uns 12 dias pra cá, insônia!

    Lu, fico plugada no 220… rs! O psiquiatra me passou a medicação pra parte da manhã. E o Rivotril, que, está sendo retirado, continua à noite. Meu ânimo voltou, minha concentração está 100%, os esquecimentos passaram, consigo estudar e assimilar tudo, acabou a irritação, as crises de ansiedade, a falta de ar, os medos, os pensamentos repetitivos e negativos, o choro compulsivo, a tristeza, a angústia… Enfim, tudo com que eu convivia há um tempo, algumas coisas desde a adolescência, e que eu achava normais e não eram. O diagnóstico foi de depressão e TAG. Continuo firme na terapia, na meditação, voltei a cuidar do lado espiritual, aos poucos estou voltando aos estudos da Rosacruz, e assim estou retomando minha vida.

    Quero deixar uma mensagem aqui pra nossa família, pra nunca desistir. Sigam todos o tratamento e a vida vai se encaixando. Não interrompam a medicação por conta própria. Relatem tudo ao seu médico de confiança, e se possível, aliem práticas saudáveis que com certeza vão ajudar nesse momento de adaptação ao medicamento. E mesmo os efeitos sendo incômodos, lembrem-se que irão passar. Tentem observar o que está melhorando. Desviem o foco pros benefícios, mantenham a mente aberta, e agradeçam sempre, mesmo as coisas mais simples, e as pequenas vitórias.

    Vou estar sempre por aqui, Lu! Vou continuar te dando notícias e mantendo contato com a família maravilhosa que temos aqui.
    Sou eternamente grata por ter sido tão bem acolhida, por toda sua atenção, seu carinho, sua dedicação. Tenha a certeza de que me ajudou muito, e todos os relatos que continuo lendo com suas respostas, continuam me ajudando.

    Lu, você sempre terá um lugar especial no meu coração!

    Beijo grande

    1. Maria Claudia

      Oi Lu!

      Escrevi mandando notícias dia 31/05. Mas está pra aprovação. Não quero que pense que sumi, rs. Escrevo novamente.

      Beijo grande

      1. LuDiasBH Autor do post

        Maria Claudia

        Eu lhe peço desculpas, pois seu comentário foi jogado na página de “spam”, por isso ficou tanto tempo sem ser respondido. Perdoe-me, amiguinha! Já o respondi! Sempre que isso acontecer, entre em contato comigo.

        Abraços,

        Lu

    2. LuDiasBH Autor do post

      Maria Cláudia

      Foi ótimo você ter me dito que havia escrito e que estava aguardando moderação, pois seu comentário havia caído na lista de “Spam”. Fui lá e encontrei o danadinho. Perdoe-me! Sempre que isso ocorrer, cobre-me, pois aí vou vasculhar entre os indesejados “spams” retidos pelo programa.

      Amiguinha, penso que a sua resposta “rápida e benéfica” ao tratamento é oriunda de seu otimismo, da normalidade como o encara. Nosso estado de espírito reflete na resposta de nosso organismo. Está aí um exemplo para todos nós. Os demais efeitos adversos não tardarão em desaparecer. Continue assim, sempre otimista.

      Como é bom ler isso:
      “Meu ânimo voltou, minha concentração está 100%, os esquecimentos passaram, consigo estudar e assimilar tudo, acabou a irritação, as crises de ansiedade, a falta de ar, os medos, os pensamentos repetitivos e negativos, o choro compulsivo, a tristeza, a angústia…”.

      Saiba que seu conselhos são valiosíssimos, principalmente para quem ainda se encontra na fase inicial do tratamento, quando os efeitos ruins fazem muitos abrirem mão do medicamento, mas tendo que voltar a ele com crises ainda piores. E é muito bom saber que sempre estará conosco. Poderá também interagir com outras pessoas, em seus comentários, dando-lhes forças para não desanimarem. Toda ajuda aqui é muito valiosa.

      Maria Cláudia, não há nada a agradecer, minha querida. Sua presença aqui é benéfica para todos nós. Também não tem ideia de quanto vem ajudando outras pessoas através de seus comentários. Você também se encontra em meu coração. Gostaria que conhecesse outras categorias do blog, com questões diferentes.

      Um grande beijo,

      Lu

      1. Maria Claudia

        Oi, Lu!

        Que bom que escrevi novamente rs. Essas coisas de spam acontecem mesmo. Adorei ler a sua resposta. Você me dá uma força incrível, e é muito gratificante ter seu apoio. Muitas vezes, me pego com medo de fazer algo, como ir pro Rio sozinha, assistir palestras, participar de algumas coisas de que sempre gostei. A diferença hoje é que não deixo o medo me paralisar. Eu faço o que eu tenho de fazer. E vejo que tudo corre bem. Como foi minha última ida ao Rio, sozinha, pra assistir uma palestra que eu queria muito, sobre animais. E tudo correu bem. É libertador. Consegui assistir tudo, sem anotar nada, sem tirar fotos de slides, e notei que assimilei muito bem, consigo me lembrar de tudo. Lá, eu interagi com outras pessoas e foi muito bom. Agradeci muito por esse dia, e por tudo de bom que vem acontecendo.

        Problemas sempre teremos. Cabe a nós mesmos decidirmos qual a melhor forma de resolvê-los. Afinal, o ideograma chinês de crise é igual ao da oportunidade. Vou ler os outros artigos sim, já li alguns e achei todos muito interessantes. Vou estar sempre por aqui. Nunca me esqueço de quem me estende a mão. E você me ajudou muito com todas as minhas dúvidas no início do tratamento. E continua me ajudando com a sua atenção e o seu apoio. Sinta-se abraçada.

        Beijo grande!

        1. LuDiasBH Autor do post

          Maria Claudia

          Não podemos, mesmo, permitir que o medo comande a nossa vida. Se deixarmos, não sairemos mais de casa. E aos poucos outras ações vão sendo tolhidas também, como até o ato de tomar um banho, comer, etc. Você fez muito bem ao se contrapor a isso, que se desfaz após os primeiros passos dados, mostrando quem manda no pedeço, pois confiança gera destemor. É assim que todos nós precisamos agir. No início pode ser uma luta desigual, mas depois vai se amainando, até desaparecer. Você trabalha com animais? Bichos é uma outra paixão que tenho. Eles são apaixonantes. Também não sabia isso sobre o ideograma chinês. Muiot interessante.

          Amiguinha, será sempre reconfortante para todos nós contar com a sua presença animadora. Muito obrigada por seu carinho.

          Abraços,

          Lu

        2. Maria Claudia

          Oi, Lu!

          Amo os animais e a natureza. Adorei saber que você tem 2 gatinhos. Tenho certeza de que sempre te darão muitas alegrias. Se puder fazer uma alimentação natural para eles, vai evitar muitos problemas que as rações trazem. Procure pelo site “cachorro verde”. Vai encontrar dicas valiosas por lá, 😉 E qdo puder, procure um livro chamado Dewey, um gato entre livros. História verídica, que com certeza vai te emocionar.

          Beijo grande

        3. LuDiasBH Autor do post

          Maria Cláudia

          Seu eu morasse em casa, teria um monte de animais. Sou apaixonada por esses bichinhos que tornam a nossa vida mais feliz e dividem o planeta conosco. Vou visitar o site indicado. Obrigada!

          Beijos,

          Lu

        4. Sabrina

          Oi, Lu!

          Estou quase chegando nas vinte gotas de remédio que o médico mandou mas, ainda não me sinto bem, porém percebo que me sinto mais feliz, pois tenho realizado mudanças em minha vida, como mudanças de hábitos, praticando exercícios e acordando bem cedo, o que antes era quase impossível. Mas o que me chateia são meus batimentos cardíacos acelerados pela manhã, ao acordar e em determinados períodos do dia.

          Lu, quando isso vai sumir? Desculpe lhe amolar com esse tipo de pergunta, mas é que tomo remédio desde janeiro e até hoje levanto ruim pela manhã. A impressão que tenho é que nunca vou me livrar desses sintomas físicos (batedeira no coração), daí já penso que vou morrer logo, pois “meu coração está trabalhando demais”.

          Ah Lu, por favor me ajude com uma palavra boa que você sempre tem, e sempre com sinceridade, mesmo que seja uma palavra dura mas que eu precise ouvir, me ajude pois não vi melhora significativa ainda em meu tratamento.

          Obrigada!

        5. LuDiasBH Autor do post

          Sabrina

          Parabéns por estar quase chegando às vinte gotas receitadas pelo médico. Eu continuo lhe dizendo que é impossível fazer uma avalição de seu caso, antes que venha a tomar a dose indicada pelo especialista. Se ele achou que deve tomar 20 gotas, significa que essa dosagem é a necessária para combater o que sente. Enquanto não chegar a ela, não saberá realmente se o medicamento trará bons efeitos ou não.

          Sabrina, você me disse que eu poderia ser dura consigo. Não gosto de fazer isso, mas devo lhe dizer que está agindo como uma criança ao não seguir a orientação médica. Pelo seu e-mail vejo que estuda biologia, sendo esse mais um motivo para superar esse medo bobo que a bloqueia. É preciso vencer esse “terror” que carrega consigo. Não pode deixar que tal comportamento direcione sua vida. Faz-se necessário trabalhar essa insegurança que a acompanha. Nem eu e tampouco ninguém de nossa família aqui poderá ajudá-la, se essa vontade não partir de si mesma. Como já lhe disse, pesquisas comprovam que as pessoas otimistas tendem a ter um resultado mais positivo e rápido. Mas você vai se chantageando, escondendo-se atrás de seus temores, para não tomar decisões acertadas. Isso não leva a nada, ao contrário, prolonga seu sofrimento.

          Amiguinha, aconselho-a a voltar a seu médico, dizer-lhe qual dosagem está tomando, e falar-lhe sobre os batimentos cardíacos acelarados que ainda continua sentindo. Se todos nós melhoramos, por que com você seria diferente? Se necessário, seu médico poderá até mesmo mudar o medicamento ou acrescentar um segundo. Mas, por favor, procure lidar com o medicamento de uma forma mais adulta e positiva, pois não sei até onde suas reações são frutos de seu medo desordenado e até onde são reais. Leia os comentários com atenção e veja quantos adolescentes se expressaram aqui, e estão levando o tratamento adiante. Quando você melhorar sua maneira de encarar seu tratamento, sentirá uma melhora significativa em sua vida. Não há outro jeito! Se possível, veja a possibilidade de fazer psicoterapia, mas de modo a trabalhar esse “medo avassalador” que a acompanha.

          Sabrina, estamos juntos com você, torcendo por sua melhora, mas é preciso, primeiro, que SE AJUDE! Leia o texto de um membro de nossa família chamado SER POP É FUNDAMENTAL!

          Abraços,

          Lu

        6. Sabrina

          Oi, Lu!

          Agradecida pelas suas palavras, mas acho que eu era bem mais medrosa em relação ao meu tratamento, estou aumentando cada dia mais a dosagem para chegar finalmente nas 20 gotas. O errado é que fiz esse aumento bem devagar ao longo de todo o mês, mas não estou fugindo dele, porque realmente quero ficar 100% bem… Estou sendo acompanhada por uma psicóloga que está me incentivando ainda mais no meu tratamento, mas como todo ansioso, a gente quer ver resultados rápidos. Acha que a partir dessa dosagem, os sintomas desaparecerão de vez? É possível tomar uma dosagem maior que 20 mg?

          Obrigada pelo apoio de sempre!

          Beijos,

          Sabrina

        7. LuDiasBH Autor do post

          Sabrina

          Eu sei que nós, vítimas de transtornos mentais, em razão das crises aflitivas que já sofremos, ou que ainda vivenciamos, tornamo-nos meio amedrontados. Isso é normal. A normalidade só acaba quando o medo passa a guiar nossa vida, a tomar decisões por nós, roubando-nos o bom-senso, retirando-nos a razão. Se não o combatermos, tendemos a jogar por terra todo o nosso tratamento e a possibilidade de obter melhor qualidade de vida. Não pense que sofrer a conta-gotas torna o sofrimento menor. Precisamos encarar o medicamento com seriedade, levando avante a medicação prescrita.

          Amiguinha, faz-se necessário chegar às 20 gotas e aguardar alguns dias para ver a reação de seu organismo. Só depois disso é que seu médico poderá avaliar os resultados. Conheço poucos casos de pessoas tomando uma dosagem maior do que 20 mg. Fique tranquila, pois tudo irá dar certo.

          Abraços,

          Lu

        8. Maria Claudia

          Oi Lu!

          Voltei no meu médico na sexta passada, dia 23. Ele continuou com 10 mg do oxilato pela manhã, mas mesmo assim tenho tido muita insônia. Então ele passou quetiapina de 25 mg, pra tomar umas 21 horas e normalizar meu sono. Disse que vou tomar por uns 5 meses, até o sono normalizar.

          Diante de uma separação traumática, de noites sem dormir, e de viver ligada no 220, parece que a minha mente não desliga. Não que seja ruim, pelo contrário, pra quem vivia sem concentração, sem vontade de sair da cama, sem memória, irritada, ansiosa, com crises de choro… Procuro ver os aspectos positivos (acho q sou meio Pollyana! rs), mas sinto que minha mente não para. São ideias, mudanças na casa, livros que quero ler ao mesmo tempo, filmes, séries, lugares que quero conhecer, enfim, eu me sinto um polvo, cheia de tentáculos, tentando fazer muita coisa que gosto ao mesmo tempo. Mas preciso dormir…

          Meu médico disse que a falta do sono afeta negativamente, e que às vezes precisamos mesmo dormir um pouco mais. Tenho dormido só umas 3, 4 horas por noite, e a falta de sono pode desencadear manias e pensamentos psicóticos com o tempo. Tomei o remédio no domingo às 21:30 horas, olhei o relógio 22:15 e meu mundo apagou. Fui literalmente pros braços de Morfeu! Acordei na segunda sem saber nem quem eu era. Tinha coisas pra fazer na rua. E lá fui eu! Não devia ter ido… Confusão mental, um sono louco, desatenta, voltei pra casa correndo e dormi o resto do dia. Só voltei ao normal depois que acordei, lá pelas 18 horas.

          Voltei ao meu médico e falei que não dava! Prefiro lidar com a insônia. Até porque, quando fui dormir durante o dia, parecia um duelo entre o oxalato e a queti! Um me acelerando a mente e outro querendo me derrubar! Parecia que eu tinha bebido. Mas a queti venceu e voltei pra Morfeu. O médico explicou que os efeitos da quetiapina iam desaparecer em uns 3 dias. Ela iria trazer a tranquilidade que eu preciso, as noites de sono, sem mexer nos benefícios do oxalato. Só uma questão de tempo, pro cérebro deixar de resistir e conciliar os benefícios das duas medicações. Mas pedi a ele (implorei), pra me deixar começar com a metade. Ele aceitou minha sugestão e vamos fazer 1/2 comprimido de quetiapina, pra depois passarmos para um. Começo na sexta à noite, porque quero ficar em casa no final de semana, sem precisar sair, pra não ter problemas.

          Assim vou levando, da melhor forma que posso. Às vezes me pego cansada, afinal, os problemas sempre vão existir. Mas não me deixo desanimar. Como diz meu pai, basta enxergarmos a oportunidade ali, pprque sempre tem. Ou como diz minha terapeuta, precisamos mudar o olhar. Tento fazer o bom humor sempre presente, porque precisamos de leveza, de boas risadas. E tem acontecido tantas coisas boas, o melhor que faço é agradecer sempre.

          A terapia, o psiquiatra, a meditação que aprendi, esse cantinho maravilhoso, as medicações… Vejo que todos esses apoios são extremamente importantes e necessários. Se tiramos um, perdemos o equilíbrio. Ficamos meio órfãos. Fica faltando uma peça do quebra-cabeça. Ficamos desamparados, faz falta, já criamos vínculos. E vínculos bons! Que vamos levar pela vida.

          Lu, sou sempre grata por seu apoio, sua atenção, seu carinho, suas palavras, pelos comentários da nossa família que tanto me ajudam quando leio, e que me fazem ver que não estamos sozinhos.

          Beijo grande no coração!

        9. LuDiasBH Autor do post

          Maria Claudia

          O sono é muito importante para o equilíbrio de nosso organismo. A ausência dele pode nos levar a sérios problemas físicos e mentais. O oxalato de escitalopram tanto pode levar ao excesso de sono como à insônia. Quando acontece o segundo efeito, faz-se necessário o uso de um medicamento que leve a pessoa a dormir, sendo necessário, portanto, um retorno ao médico. Não se pode fazer de conta que nada está acontecendo e continuar perdendo noites de sono. A sua preocupação em buscar ajuda médica foi importante. Experiências com ratos (o que acho uma judiação), que foram impedidos de dormir por um tempo, mostram que esses entraram em estado de delírio, ou seja, de loucura. O mesmo pode acontecer com o ser humano.

          Amiguinha, realmente é preciso preocupar-se com o fato de sentir que a mente não está se desligando, pois isso leva à ansiedade e, em consequência, às crises de pânico. Tanto o excesso quanto a falta de ânimo são prejudiciais ao organismo, que tem como melhor estágio o equilíbrio.

          Maria Claudia, você nos dá exemplo de como nós, portadores de transtornos mentais, devemos conduzir nossa vida. Gosto de dizer que os problemas têm a dimensão que damos a eles. Se usamos uma lupa de grau acentuado é certo que teremos nossos problemas aumentados, mas se os vemos dentro da normalidade, ciente de que fazem parte da espécie humana, e que não somos os únicos a lidar com eles, certamente o fardo será imensamente mais leve. E é exatamente aí que reside a eficácia do tratamento, a nossa boa relação com nós mesmos e com o mundo, pois otimismo é uma das pílulas coadjuvantes de uma boa qualidade de vida.

          Você se expressa: “A terapia, o psiquiatra, a meditação que aprendi, esse cantinho maravilhoso, as medicações… Vejo que todos esses apoios são extremamente importantes e necessários. Se tiramos um, perdemos o equilíbrio. Ficamos meio órfãos. Fica faltando uma peça do quebra-cabeça. Ficamos desamparados, faz falta, já criamos vínculos. E vínculos bons! Que vamos levar pela vida.”.

          Está com toda a razão, pois são muitos os caminhos que podemos trilhar em busca de nosso equilíbrio. Saber que existem apoios torna-nos mais seguros. Ainda que, para algumas pessoas, todos esses meios não se encontrem à disposição, faz-se necessário usar os que possuem, colocando no lugar da terapia, por exemplo, o contato com pessoas queridas, a caminhada com amigos, etc. O isolamento só tende a ampliar a sensação de que se está só. E este cantinho também tem o objetivo de fazer com que as pessoas interajam entre si, uma vez que somos todos membros de uma mesma família.

          Minha amiga, nós também somos gratos por repassar-nos ensinamentos de vida através de seus comentários, e por estar sempre aqui conosco, trazendo forças a todos os membros de nossa maravilhosa família. Você é mesmo uma garota POP!

          Abraços,

          Lu

        10. Maria Claudia

          Oi, Lu! Oi, família!

          Quando acessei aqui a primeira vez, pra tirar dúvidas sobre o oxalato, ainda tinha muito medo dos antidepressivos. Mas minha resistência acabou quando li seus artigos, e quando você sempre me respondia e tirava minhas dúvidas. Eu me tornei corajosa! Sei que antes eu resistiria a quetiapina também, mas acompanhando os comentários, e vendo toda sua sabedoria nas respostas, e toda tranquilidade que você passa, tudo isso me fez muito bem. Volto pra dar notícias da quetiapina. Espero me dar bem com ela, e que eu consiga levar os efeitos iniciais com bom humor!

          Lu, que saudade das suas palavras, da sua atenção e do seu carinho que tanto me fortalecem.

          Beijo grande!

        11. LuDiasBH Autor do post

          Maria Claudia

          Quando iniciamos um determinado tratamento, tendemos a imaginar que nos encontramos sozinhas, daí a importância do contato com outras pessoas que passam pelo mesmo que nós. Se elas aguentam, por que seria diferente conosco? E é este o objetivo deste cantinho, fazer com as pessoas, que fazem tratamento com antidepressivos, sintam que não se encontram sozinhas. Os textos sobre o assunto, no site, são os que recebem mais comentários, tanto de mulheres quanto de homens, de pessoas de todas as idades e de vários países. Caminhamos todos juntos!

          Amiguinha, a quetiapina tem sido muito usada. São vários os comentários de pessoas que tomam tal substância. Atualmente aumenta cada vez o número de substâncias usadas no combate aos transtornos mentais, o que é muito bom. Tenho a certeza de que terá humor suficiente para conviver com essa nova senhora… risos, pois afinal você é uma garota POP. Aguardo mais notícias suas.

          Abraços,

          Lu

        12. Maria Claudia

          Oi, Lu!

          Passando pra dar notícias, e dizer que tenho acompanhado os comentários e suas respostas, que são sempre acolhedoras. Agora me acertei com a quet e o oxalato! Viva! Os 2 pararam de brigar, o oxalato querendo me deixar acordada e a quet querendo que eu dormisse.

          O sono acertou, Lu. Às vezes consigo dormir um pouquinho mais tarde, ver um filme, e de manhã acordo sem dificuldades. Os efeitos da quet passaram muito rápido. A confusão mental, o sono durante o dia, tonteira… O que fiz foi respeitar o meu corpo. Se desse sono durante o dia, eu dormia, se eu ficasse elétrica, aceitava numa boa. Fui muito POP passar por isso. Aceitar as limitações dos efeitos, sabendo que são passageiras. Hoje, quet e oxalato são bons amigos, rs.
          O Rivotril está indo embora aos poucos. O método que meu médico usa é fantástico. Ele tira o remédio com “lixadas”. Comecei com 1 lixada no remédio, e a cada 5 dias aumentamos uma. É uma forma de “enganar” o cérebro, e diminuir o depósito da substância. Então leva um tempo maior, mas, não se tem os efeitos adversos da retirada. A gente toma uma consciência muito boa da realidade. Do que precisamos fazer, dos problemas que precisamos enfrentar. Lembrando sempre que eles nos oferecem uma tomada de decisões, uma oportunidade, e até uma provável mudança em nós mesmos.

          A terapia continua ajudando muito! Sempre gostei de fazer. É algo que pretendo levar durante a vida, pois me faz muito bem, assim como a meditação. Tenho médico dia 30/08, mas estou sempre aqui acompanhando tudo, e volto pra dar notícias! Preciso começar a caminhar! Mas aqui tá muito frio. Estou pensando numa aula de dança! Depois te conto.

          Deixo aqui expressa minha gratidão pela nossa família, e por você, minha amiga, que muito me ajudou, e me ajuda até hoje, sempre com muito carinho e dedicação.

          Beijo grande, Lu!

        13. LuDiasBH Autor do post

          Maria Cláudia

          Esta semana só está me trazendo notícias boas, o que me deixa muito feliz. É bom saber que valeu a pena toda aquele transtorno inicial com o medicamento. Relatar a resposta boa ao tratamento é muito importante, pois encoraja aqueles que ainda não tiveram coragem de iniciá-lo, relutantes com os efeitos adversos.

          Amiguinha, não entendi bem como se dão as “lixadas”. Você escreveu: “O método que meu médico usa é fantástico. Ele tira o remédio com “lixadas”. Comecei com 1 lixada no remédio, e a cada 5 dias aumentamos uma. É uma forma de “enganar” o cérebro, e diminuir o depósito da substância.”. Como são feitas as lixadas? Seria na diminuição da dosagem? Explique-nos.

          E não há nada a agradecer, pois somos uma família e ajudamo-nos mutuamente. Só não quero que nos abandone, pois precisamos também das pessoas que já se encontram bem, para estimular as outras que estão no início da caminhada, ou que ainda não deu o primeiro passo.

          Abraços,

          Lu

        14. Maria Claudia

          Oi, Lu!

          Que bom falar com você! Nunca vou abandonar nossa família, pode ter certeza!

          Quando eu soube que ele tirava os medicamentos com lixadas, ri muito. Ele é uma figura, as consultas são sem pressa, pois conversa muito, além de passar os remédios, cobra meditação diária e exercícios físicos. Passa temas pra reflexão, tem um cuidado muito grande com os pacientes, enfim, é uma pessoa muito legal. Ele e minha terapeuta fazem eu me sentir cuidada, sabe? Trabalham em parceria. É um apoio e tanto. E ele adora animais, nem preciso dizer mais nada, né? Rs. Encoraja-me muito a correr atrás dos meus sonhos, enfim, é maravilhoso mesmo! E ficou super feliz com meu artigo! Ele leu!

          Mas vamos às lixadas. O processo é simples. Usamos uma lixa de unha, nova, só pra lixar o remédio. Usamos o lado mais grosso da lixa. Comecei passando a lixa no Rivotril 1 vez. Depois de 5 dias, aumentei pra 2 lixadas, e assim, a cada 5 dias aumenta-se 1 lixada. Hoje estou com 15 lixadas, e o remédio se reduz à metade praticamente. É um processo gradual, lento, mas sem efeito rebote. Por mais que se diminua pra 1/2 comprimido, depois 1/4, a retirada geralmente é traumática, e o Rivotril causa uma dependência enorme. Eu já tomava há 5 anos direto a mesma dose. Uma vez esqueci de tomar por 5 dias e foi horrível. Ele só deve ser usado mesmo em emergências. Fora que já estava afetando minha memória, com esquecimentos de coisas recentes. As lixadas enganam o cérebro. O que eu noto, também, é que o ato de pegar o remédio, lixar tantas vezes, ver diminuindo, se torna um hábito e tomamos uma consciência gradual de que estamos acabando com a dependência. E este processo é até não ter mais nada pra lixar. Até a hora em que só sobrar um pozinho do pra tomar e depois acaba.

          E é isso, Lu, só tenho que agradecer os apoios que tenho hoje. Preciso de todos! Eles sabem do impulso que você me deu quanto à escrita e também do apoio que tenho aqui. Sim! Falei de você, Lu, porque é uma das bases do meu apoio. E cercada de cuidado, incentivo e pessoas queridas, a gente só tem à melhorar!

          Beijo grande!

        15. LuDiasBH Autor do post

          Maria Cláudia

          Achei muito interessante o método de “lixadas”. Sua observação é fantástica:

          “As lixadas enganam o cérebro. O que eu noto, também, é que o ato de pegar o remédio, lixar tantas vezes, ver diminuindo, se torna um hábito e tomamos uma consciência gradual de que estamos acabando com a dependência.”

          Esta tomada de consciência é fundamental no processo, não resta a menor dúvida. A sua maravilhosa sugestão fica aqui para que outros irmãozinhos nossos sigam os mesmos passos. Pergunte a seu médico, o que deve ser feito quando a pessoa usa o Rivotril líquido. Como fazer essa passagem até zerar o número de gotas? Talvez ele tenha um método específico.

          Menininha, você é muito generosa para comigo, não mereço tanto. Ainda assim, é muito bom saber que ajudo de alguma maneira. Obrigada pelo seu carinho e pelas palavras de gratidão. Sua presença aqui me faz muito bem, assim como a toda a nossa família. Você é muito especial para mim, pois todos nós gostamos de pessoas amáveis, cheias de generosidade e que compartilham seus progressos, desejando o mesmo para os demais. E com sua presença, este cantinho melhora mais e mais. Obrigada!

          Dê meu abraço a seu médico. Ele é realmente muito especial.

          Beijos,

          Lu

        16. Josi

          Lu

          Eu nunca bebi. Houve uma festa aqui em casa e eu bebi… Nunca bebi… Não estou me sentindo bem!

        17. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          Acalme-se, minha amiguinha. Imagino que já tenha passado o pileque. Nós, que tomamos antidepressivo, devemos evitar bebidas alcoólicas. E se a bebida possui um teor alto de álcool (cachaça, uisque, certos vinhos, vodca, etc), a crise pode ser severa, fazendo-nos passar por maus momentos. E se você nunca havia bebido, a reação ainda foi mais forte, pois seu organismo não estava acostumado com bebidas alcoólicas. Agora já aprendeu a lição. Siga em frente. Isso acontece com muitos. Eu mesma já passei por um fato desastroso, quando tomava fluoxetina. Vixe Maria, nem quero me lembrar. Aguardo novas notícias suas.

          Beijos,

          Lu

        18. Josi

          Lu
          Passou, sim,o pileque. Obrigada pelo apoio. Estou me sentindo lutando uma guerra das pesadas. Ainda me sinto muito perdida nisso tudo. Como te falei, a depressão sumiu. Parece que congelei. Mas o vazio e a angústia que existem no meu peito parecem que só aumentam. Será que isso ainda demora muito pra passar? Hoje 16° Oxa 20 mg ao dia. Sinto falta do prazer em fazer as coisas.

        19. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          As coisas acontecem assim mesmo. O progresso chega aos poucos. Por isso, é preciso ter muita paciência e otimismo na fase inicial do tratamento. Lembre-se de que o medicamento é responsável apenas por 50% de seu tratamento. O restante depende unicamente de você. Recomendo-lhe a leitura (ou releitura) do texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

          Abraços,

          Lu

        20. Maria Claudia

          Lu
          Você merece muito mais! No mundo de hoje é difícil demais encontrar pessoas dispostas a nos ouvir, apoiar, orientar… A grande maioria está sempre com muita pressa, esquecendo de viver a simplicidade. Então só posso expressar gratidão! Sempre que penso neste cantinho, na nossa família aqui, batalhando, enfrentando seus medos, ajudando uns aos outros, e sempre que vou escrever, dar notícias, ler os comentários, traz um aconchego muito grande. Um “não estar sozinho”, que acaba por nos preencher. E como não falar de você? Você é especial, Lu, e tem morada certa no meu coração. Todos aqui em casa te conhecem também. Sempre penso em você como uma grande amiga, que a gente só encontra nessas sincronicidades maravilhosas da vida!

          Vou perguntar pro meu médico sobre o Rivotril em gotas, não tinha pensado nisso. É provável que ele tenha algum método diferente, rs. Volto pra dar notícias e te dizer se comecei as aulas de dança.

          Beijo grande e obrigada pelas suas palavras. Sempre preenchendo meu coração com alegrias.

        21. LuDiasBH Autor do post

          Maria Cláudia

          Temos a tendência de ver no outro aquilo que existe em nós mesmos, logo, você é também muito especial. É muito recompensador ver as pessoas interagindo umas com as outras neste espaço, o que as anima muito. Vivemos num mundo em que, normalmente, as críticas negativas, feitas ao outro, superam as boas. Andamos todos carentes de palavras de estímulo e conforto. Muitas vezes basta um pequeno incentivo para seguirmos em frente. E no tratamento aos transtornos mentais não é diferente, daí a importância deste nosso cantinho, onde é possível expressar nossos anseios, medos, recaídas, angústias, alegrias, insucessos e vitórias.

          Um abraço carinhoso para sua família e outro para você,

          Lu

        22. Sabrina

          Maria Cláudia

          Lendo seus comentários aqui no nosso espaço, vi que seu médico usa o “método de lixadas” no seu tratamento. Poderia, por gentileza, me explicar como funciona isso?

          Muito obrigada pela atenção! Fique com Deus!

        23. Maria Claudia

          Oi, Sabrina!

          O método do meu médico, consiste nessas lixadas no comprimido. Vou te explicar direitinho, pois essa retirada é bem sutil e não provoca efeito rebote.

          Eu estou tirando o Rivotril, tomei durante 5 anos, 2 mg toda noite. E ele causa uma dependência muito grande, e começou a afetar minha memória. Eu tenho uma lixa (de unha mesmo, dessas de farmácia), só pra isso. Comecei passando o lado mais grosso da lixa, 1 vez no comprimido. Após 5 dias dando 1 “lixada” no comprimido, aumentei mais uma, passando para duas. E assim, a cada 5 dias aumenta-se uma lixada no comprimido a ser tomado.

          No início você não percebe nada. Mas com o tempo vê que o comprimido está sendo desgastado. Hoje estou em 15 lixadas, e o comprimido está praticamente na metade, e eu não tenho sentido nenhum efeito rebote. E assim vou fazendo até sobrar somente um pózinho entre os dedos, e depois não restar mais nada.

          E como eu falei pra Lu, o fato de pegar o comprimido, a lixa, dar tantas lixadas, ver que diminui, nos faz tomar consciência de que estamos acabando com a dependência. Cria-se um hábito, uma rotina de desapego ao remédio. Qualquer dúvida, pode me perguntar que te respondo, ok? Espero ter ajudado!

          Beijo grande!

        24. Sabrina

          Maria Cláudia

          Obrigada pela resposta e atenção! Tinha ficado realmente curiosa a respeito das lixadas, o que é bem interessante. Agora, no meu caso tomo Rivotril em gotas, cada dia uma quantidade diferente, dependendo da minha necessidade. Ora tomo 4 gotas pra dormir, ora tomo 10, se estou muito agitada. Você toma quantos miligramas de escitalopram?

          Abraços carinhosos!

        25. Maria Claudia

          Oi, Sabrina!

          Eu tomo 10 mg de oxalato, comecei à noite, mas o médico trocou para a manhã, pois me deu insônia. E mesmo assim eu ainda demorava pra dormir. Então ele passou quetiapina de 25 mg à noite, que tomo junto com o Rivotril (lixado! Rs)

          Eu comecei o Rivotril pra dormir. Minha cardiologista me passou, pois eu estava com a pressão alta de fundo emocional, e muito agitada. Já comecei com 2 mg à noite, nunca tomei o de gotas. Ele fez efeito pra dormir durante quase 1 ano, depois eu ficava acordada, mas me deixava tranquila. Mas conforme o tempo passa, a gente precisa aumentar a dose pro remédio fazer efeito, e eu nunca aumentei a do Rivotril, devido à dependência que ele causa.

          O efeito rebote do rivotril, ao ser retirado, é bem ruim. Por isso meu médico tira dessa forma sutil, pro organismo não sentir. É um processo demorado, comecei em maio e agora estou chegando na metade do comprimido. Ele também estava me causando problemas de memória, principalmente de memória recente, coisas que eu acabava de fazer ou falar e não lembrava, precisava me esforçar pra lembrar. Confesso que estou bem melhor com o oxalato e a quet, como se minha vida estivesse sendo devolvida, aos poucos, com calma e paciência. Se tiver mais alguma dúvida, pode ficar à vontade, ok?

          Beijo grande!

  29. Stella

    Olá, Lu!
    Eu estou bem melhor desde a última vez que te escrevi, melhorei uns 95%. Até estou fazendo faculdade, comecei a ir à academia, as crises de ansiedade passaram. Semana passada voltei a consultar com minha neurologista, que achou que melhorei muito, mas disse que posso melhorar mais ainda. Pediu que eu começasse a fazer terapia, e mudou a medicação para resolver meu problema de falta de libido, tomo o EXODUS 10mg (Oxalato de Escitalopram). Ela me receitou LUVOX 50 mg (Maleato de Fluvoxamina). Sabe me dizer algo sobre esse medicamento, será que quando eu começar a tomar também vou ter rejeição inicial e me sentir ruim?

    Um abração, e obrigada mais uma vez…

    1. LuDiasBH Autor do post

      Stella

      Fiquei muito feliz com a sua acentuada melhora. Maravilha! Nunca tomei o Luvox, mas sei que se trata de um antidepressivo, e, ao que me parece, não mexe com a libido. Gostaria que nos informasse sobre esse assunto, se houve realmente a melhoria da libido. Vá nos informando com o tempo de uso. Como todo antidepressivo, é provável que você sinta os efeitos adversos. Mas isso não será problema. Pode ser que eles venham bem fraquinhos. Fique tranquila e leve seu tratamento à frente. E não suma… Queremos acompanhar a mudança de medicamento.

      Abraços,

      Lu

  30. Josi

    Ei, Lu!

    Eu estava conseguindo ser POP, e até consegui um emprego. Fui trabalhar e continuei tomando o remédio, mesmo me sentindo feia, magra, mas estava focada na minha recuperação. Eu não estava ligando pra esses pequenos detalhes,,até começar a me sentir diferente. Digo diferente, pois ainda não posso dizer “bem” e sim melhor que antes. Mas comecei a dar importância à aparência e fui alternando os dias e mexendo no tratamento. Resultado: Ontem tive uma crise horrível de choro, tristesa, angústia, pavor, tudo misturado.

    Lu, existe um detalhe também que pesa muito minha situação que é a TPM forte que tenho, fora as dificuldades financeira e afetivas que estou passando no atual momento. Conclusão… Passei ontem na casa de uma amiga pra desabafar e de repente ouvir algo que diminuisse minha dor emocional, mas nada. Me dei conta que preciso mesmo de ajuda profissional. Vou à psicóloga hoje.
    E ontem à noite, de tão ruim que fiquei, tomei 20 mg ao invés de 10 mg, e hoje pela manhã mais 10 mg. Não suporto mais viver essa loucura.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Josi

      Acalme-se, minha amiguinha, não há mal que perdure para sempre. O que está acontecendo consigo é que seu medicamento deve estar com a dose baixa, não dando conta de conter suas crises, pois você mexeu na dosagem, ao tomá-lo a bel prazer. Essa sua autoestima baixa advém do desequilíbrio de seu estado emocional. Quando isso acontece, qualquer um de nós se sente um “lixo”, como se fosse o pior dos seres humanos na face da Terra. Isso é normal para qualquer pessoa que se encontre passando por transtornos mentais não controlados. Não pense que é única. Se ler os comentários, verá o grande número de nossos amigos que vem aqui pedir ajuda e, após certo tempo, voltam felizes, por terem acertado com o tratamento. Fique calma!

      Amiguinha, é preciso, sobretudo, paciência. E jamais mexa na medicação médica por conta própria. O tratamento com antidepressivo não é como tomar um remédio para dor. A substância é acumulativa. Ela precisa estar presente no organismo numa certa quantidade para que possa fazer efeito. Se você muda isso, acaba mexendo na sua (da substância) capacidade de conter as crises. Se acha que está emagrecendo muito com o medicamento, procure seu médico e converse sobre o assunto, pois ele poderá mudar para outro antidepressivo que não cause esse emagrecimento. Eu também emagreci ao iniciar o tratamento com o oxalato de escitalopram, mas depois de certo tempo meu organismo voltou ao normal. Também sei de pessoas que, ao contrário, engordaram bastante. Tanto num caso como no outro, o especialista deve tomar conhecimento.

      Josi, a síndrome menstrual precisa ser tratada por um(a) ginecologista. Ela tem o poder de desestabilizar todo o sistema físico e emocional da mulher. Procure ajuda médica o mais rápido possível. Com todos os remédios para tal, não é mais preciso sofrer com isso. Marque logo uma consulta. Quanto às necessidades afetivas, essas estão se mostrando mais fortes em razão de seu estado emocional à flor da pele, de seu excesso de sensibilidade. Não ponha a sua felicidade nas mãos de ninguém. Seja você a única pessoa responsável por ela. Primeiro precisamos nos amar, pois só assim estaremos aptos para amar e ser amados. Estamos caminhando para um mundo cada vez mais individualista, com pessoas preocupadas apenas com o próprio umbigo. Portanto, precisamos nos fortalecer e acreditar em nós mesmos e nas nossas buscas pessoais. Se botar sua felicidade na mão de quem quer que seja, correrá o risco de sofrer todo dia. Saiba que as pessoas encontram-se em patamares de espiritualidades diferenciados. E se nos encontramos num degrau mais alto do que algumas, tempos que ter paciência com elas, pois precisam de nossa ajuda. Seja você mesma e acredite que dias melhores virão, pois otimismo atrai coisas boas.

      Lindinha, não tome antidepressivo sem levar em conta a dose correta, pois você poderá tomar uma superdosagem, capaz de levá-la ao hospital, ou até mesmo a algo mais sério. Aguardo notícias suas o mais rápido possível.

      Beijos,

      Lu

      1. Josi

        Lu
        Eu olhei minhas anotações e vi que estou no 47° comprimido. Eu praticamente consegui tomar 30 dias certinho, ou seja,sem falhar um dia. Depois disso comecei a tomar um, pular 1 ou dois dias e tomar outro. Além da TPM forte,você acha que esse poderia ser o motivo dessa crise tão forte? O que eu poderia fazer para melhorar em questão da medicação?

        Hoje fui à primeira sessão da terapia. E eu estou em teste no trabalho. Fez 1 mês.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          Você levou seu tratamento direitinho durante 30 dias e saiu da linha durante 17. Isso pode ter mexido muito com o seu organismo, ocasionando essa crise, sem falar no fato de que anda se alimentando pouco. Portanto, deverá olhar o problema de seu transtorno menstrual, procurando um ginecologista, e tomar o antidepressivo regularmente, sem pular nenhum dia. Se a crise voltar a repetir-se, procure seu médico, pois pode ser que a dosagem esteja insuficiente. E se continuar sem apetite e emagrecendo, conte-lhe isso também, pois existem outros antidepressivos que não fazem emagrecer. Parabéns pela sua primeira sessão de terapia e pelo primeiro mês de trabalho. Continue sendo POP, minha querida. E conte conosco, sempre.

          Beijos,

          Lu

        2. Josi

          Lu, eu preciso muito de um médico, mas até então não consegui. Eu tomei hoje 20 mg do oxa e ontem à noite 2 mg de alprazolan.
          Eu estava feliz e cheguei a comentar com você que quase não estava precisando do alprazolam mais. Eu estou tentando acertar essa medicação sozinha por não suportar mais tanto sofrimento. Mas confesso que isso já está me dando medo.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          É normal a todo ser humano passar por altos e baixos, agora imagine nós, portadores de síndrome mental… O que você não pode fazer é tentar trabalhar a dosagem de sua medicação. Isso é tarefa do médico. Poderá ter problemas seríssimos com uma super dosagem. Não faça isso! Vá a um posto de saúde, onde poderá conversar com um médico. Não precisa ser um psiquiatra, pode ser um clínico geral. Leve sua receita do antidepressivo para mostrar. Procure não se abater com as dificuldades, pois elas fazem parte da vida e de nosso crescimento espiritual. Tudo se ajeita. Continuo torcendo por você.

          Abraços,

          Lu

  31. Alessandra

    Bom dia, Lu!

    Eu adorei ter encontrado este site, foi muita sorte. Obrigada!

    Iniciei com o Oxalato de Escitalopram ontem, nunca tomei antidepressivos antes e confesso que tive receio.Fui ao psiquiatra por indicação de uma amiga, pelos problemas recorrentes que venho enfrentando, como muita irritabilidade, medo, agitação, pensamentos negativos contantes, estresse, fadiga, falta de concentração, muitos anos assim. E depois de uma crise horrível de insônia por 3 dias, eu não conseguia controlar meus pensamentos, achei que fosse enlouquecer.O médico me diagnosticou com TAG.

    E lógico, uma pessoa muito curiosa que sou, pesquisei muito sobre o remédio antes de começar a tomar. E pude perceber que muitas pessoas sofrem desses transtornos que precisam ser tratados. Melhorar a qualidade de vida, o que mais preciso e quero. O site está me dando força para continuar, porque realmente os efeitos colaterais são complicados. Perdi completamente o apetite, e me sinto enjoada. Mas serei forte, vou continuar e me curar, porque convivo com esses transtornos há muitos anos e nunca consegui entender. Estou acompanhando o site, fiquem com Deus.

    Beijos

    1. LuDiasBH Autor do post

      Alessandra

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa!

      Amiguinha, é normal que sintamos receios antes de iniciarmos um tratamento com um novo medicamento. O pior é que muitos médicos não preparam seus pacientes para lidarem com os sintomas adversos dos antidepressivos, deixando-os assustados quando esses chegam. Mas fique tranquila, pois tudo isso irá passar. É uma pena que você não tenha buscado ajuda médica antes, tendo sofrido durante tanto tempo. Mas o importante é daqui para a frente. Esqueçamos o passado.

      Alê, a TAG, assim como outros transtornos mentais, judia muito com a pessoa, pois acaba descanbando para a SP (síndrome do pânico). Se não tratada, as crises vão ficando cada vez mais agudas e constantes. É preciso botar um freio nela. No início do tratamento, os efeitos adversos são comuns, mas duram pouco tempo, cerca de duas a três semanas normalmente, embora haja casos de pessoas que precisam de um tempo maior para sentir os bons resultados.

      Dentre os efeitos adversos do oxalato de escitalopram estão o enjoo e a possibilidade de ganhar mais apetite ou perdê-lo, dependendo de cada organismo. Eu fiquei inapetente durante um tempo, mas aos poucos meu organismo foi se equilibrando e hoje se encontra normal. Portanto, isso não merece preocupação agora no início. Mas no caso de perder muito peso, volte a seu psiquiatra e converse com ele. Tenho a certeza de que será uma das garotas POPs (pacientes, otimistas e persistentes) de nossa família. Qualque problema que sentir, venha aqui conversar conosco. Não se sinta sozinha.

      Beijos,

      Lu

      1. Alessandra

        Lu
        Muitíssimo obrigada pela atenção, me sinto confortada. Contarei novidades.

        Beijos

  32. Juliana

    Oi, Lu!

    Sofro com depressão e síndrome do pânico, e realizei o tratamento com escitalopram durante 1 ano e meio, mas faz 4 meses que fiz o desmame. Se eu voltar a tomar agora ainda terei os mesmos efeitos colaterais da primeira vez? Na mesma intensidade? Ou isso diminui agora?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Juliana

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, a depressão e a síndrome do pânico costumam ser recorrentes. É por isso que muitas vezes é necessário voltar ao tratamento. E é o que está acontecendo com você, ao que me parece. É fato que você voltará a sentir os efeitos adversos, uma vez que seu organismo terá que se readaptar ao medicamento. Mas pode ser que eles venham mais brandos. É impossível avaliar como seu organismo reagirá. Peça a seu médico para iniciar com uma dose menor e ir aumentando aos poucos. Mas sua preocupação não deve ser motivo para abrir mão do tratamento, pois os efeitos adversos do antidepressivo são imensamente menores do que a tortura da depressão e da síndrome do pânico. Pense nisso!

      Abraços,

      Lu

  33. Renata

    Olá, Lu!
    Estou passando por uma situação difícil… Tenho 25 anos, e faz um tempo que venho sentido algumas sensações estranhas. Por duas vezes fui parar no pronto socorro, pensando que morreria por causa da taquicardia que sentia. O médico mencionou que estava tudo bem, que era uma ansiedade muito forte e que deveria procurar um psiquiatra. O primeiro ataque de ansiedade foi mais ou menos quando eu tinha 20 anos. E depois, eu continuei tendo umas crises, iam embora e voltavam. Agora, neste ano, tudo voltou novamente, e mais intenso. Fui a uma psiquiatra, e ela identificou que tenho síndrome do pânico e me receitou um antidepressivo. O problema é que não consigo tomar porque tenho medo dos efeitos colaterais, de passar mal com ele. Agora só consigo chorar e sentir medo de iniciar meu tratamento. Eu queria sumir…

    1. LuDiasBH Autor do post

      Renata

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família!

      Amiguinha, quando somos vítimas da Síndrome do Pânico, passamos a ter medo de tudo, portanto, é mais do que normal que esteja sentindo medo de tomar o antidepressivo, isso aconteceu com a maioria de nós. Mas como sobrevivente desse transtorno mental, posso lhe dizer que, por piores que sejam os efeitos adversos do antidepressivo, os sintomas da Síndrome do Pânico são cem vezes mais. Enquanto os efeitos adversos do antidepressivo duram pouco tempo, cerca de três semanas, normalmente, as crises de pânico, ao contrário, você nunca sabe quando elas chegam. E pior, elas nunca passarão se não fizer o tratamento. E quanto mais demorar a ser medicada, mais fortes elas irão se tornando.

      Minha fofinha, vamos fazer assim, você começará o tratamento e todos os dias virá aqui conversar comigo. Não me disse quantos miligramas o psiquiatra passou-lhe, mas se foram 10 mg, comece tomando cinco, ou seja, dividindo o comprimido ao meio, durante uma semana. Pode contar comigo. Irei ficar aqui para ajudá-la. Escreva-me quantas vezes quiser. Demorei a responder-lhe dessa vez porque fiz uma pequena viagem. Um segredo: eu também tomo esse mesmo medicamento, pois tinha SP e depressão. Hoje encontro-me ótima! Minha qualidade de vida teve uma melhora impossível de ser descrita. Se não tivesse iniciado o tratamento, estaria hoje presa dentro de casa, com medo de sair e até mesmo de respirar. Conte comigo e com todos os amigos aqui, pois somos uma família muito POP (paciente, otimista e persistente). Vamos à frente, guerreirinha!

      Um grande abraço,

      Lu

  34. Edson dos Santos

    Lu
    Muito obrigado pela resposta. No dia da consulta eu pedi pro médico me receitar um medicamento que não agredisse meu estômago, pois já tive gastrite e às vezes o estômago fica ruim. Ele falou que o Escitalopram era ideal pra quem tem problema de estômago, mais senti muita dor e tive que parar no PS. Mas de qualquer forma vou perseverar, pois notei pelos relatos de várias pessoas aqui no blog que os primeiros dias são difíceis mesmo.

    Lu a tendência é de que o apetite volte no decorrer do tratamento? E mais uma vez, parabéns pelo blog, fiquei muito feliz e aliviado em encontrar respostas para minhas dúvidas. E muito importante também são os testemunhos das pessoas que passaram a se sentir com o tratamento. Creio que Deus deu o dom da ciência para o ser humano, para que através dos medicamentos possamos ter uma qualidade de vida melhor.

    Deus abençoe a todos!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Edson

      Em razão de sua gastrite, procure tomar o medicamento com o estômago cheio, jamais em jejum. Quanto ao apetite, é engraçado dizer que o oxalato de escitalopram faz algumas pessoas perderem o apetite e outras a aumentá-lo. Eu me encontro entre as primeiras, mas, com o tempo, o meu apetite foi voltando. No início, procure comer mesmo sem vontade. Se o problema persistir, levando-o ao emagrecimento, converse com seu médico. Quanto ao nosso cantinho, faça uso dele sempre que sentir vontade. E, assim que estiver bem, não suma, pois os que ficam também precisam de apoio.

      Abraços,

      Lu

  35. Edson dos Santos

    Oi, Lu!
    Sofro de ansiedade já faz alguns anos, e diante do momento de várias crises resolvi buscar ajuda médica novamente (algo que eu não queria). O psiquiatra me receitou Oxalato de Escitalopram 10 mg. Até o momento só tomei um comprimido às 11:00 da manhã, e após 1 hora fui almoçar. Meu estômago começou a embrulhar e fiquei assim o dia inteiro. Acordei hoje vomitando horrores e sem apetite. Gostaria de saber se é normal esses sintomas, pois estou até com receio de continuar o tratamento e continuar passando mal.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Edson

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, todos os antidepressivos trazem consigo efeito adversos, que desaparecem assim que o organismo adapta-se ao medicamento, o que demora de duas a três semanas e até mesmo três meses. Você fez muito bem ao buscar ajuda médica, pois quanto mais demorasse, mais fortes seriam as crises. O oxalato de escitalopram tem sido um dos mais receitados, como poderá notar aqui através dos comentários. O ato de vomitar far parte de seus efeitos adversos, assim como a falta de apetite. Embora seja normal, seria bom que contatasse seu médico, para que ele acompanhasse seu caso de perto, pois há pessoas que não se adequam ao medicamento. A fase inicial é mesmo muito difícil. É preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). Não pare a medicação sem antes conversar com seu psiquiatra, pois isso pode passar logo. Mas não deixe de falar com ele.
      Continue em contato conosco.

      Abraços,

      Lu

      1. Raphaela Barreto

        Lu
        Tinha lhe falado sobre estar com medo de começar a tomar escitalopram, porém, comecei a tomar fez duas semanas. Os efeitos colaterais, como dor de cabeça e náusea tinham desaparecido, mas voltaram. Agora com sintomas piores, como confusão mental, ansiedade, tristeza, vomitei hoje. Estou bastante confusa por esses sintomas ter voltado agora. Aguardo suas resposta.

        Beijos

        1. LuDiasBH Autor do post

          Rafaela

          Preciso de mais esclarecimento para responder seu comentário. Se você começou a tomar o medicamento há duas semanas, como esses efeitos sumiram e voltaram, uma vez que você se encontra na fase inicial? Explique-se melhor.

          Abraços,

          Lu

        2. Raphaela Barreto

          No início apenas tive náuseas, o restante passei a sentir agora, após duas semanas de uso.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Rafaela

          Você se encoantra ainda no início do tratamento, portanto, é normal que ainda sinta os efeitos adversos. Mas não se preocupe, pois logo tudo passará.

          Beijos,

          Lu

  36. Anna

    Lu
    Volto aqui para compartilhar o meu tratamento, pois já faz um mês que venho tomando o Lexapro 10 mg. Muitos sintomas tinham ido embora inclusive a ansiedade, mas eu estava extremamente frágil, tudo me fazia era chorar litros, tive retorno com a psiquiatra e ela ajustou a dose para 15 mg. Confesso que não está sendo um mar de rosas, voltei a acordar mega ansiosa e a sentir alguns efeitos colaterais novamente, mas não estou mais precisando do rivotril para me manter tranquila. Acredito que isto deva passar também, que só voltei a sentir por causa do ajuste da dose, correto?! A única coisa que realmente me incomoda é que há dias em que parece que não estou vivendo a minha vida, que estou só vendo ela passar, como se estivesse a parte de tudo, anestesiada, isto é normal? A psquiatra disse que sim, que são sintomas da doença, e que leva até 3 meses para o remédio fazer efeito pleno. Continuo aqui com minha fé, com dias mais difíceis e dias mais fáceis.

    Obrigada por tudo. Beijos a todos e vamos ter esperança.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Anna

      A maioria das pessoas ressentem com o aumento da dosagem, mas isso é normal, pois o médico precisa ir alterando a dose, até encontrar a certa para o paciente. Não há como dar início ao tratamento e dizer qual é a correta para cada pessoa. Esse cuidado é muito importante. Portanto, nada mais do que normal o aumento na dosagem de seu medicamento. Fique tranquila, pois esses efeitos adversos, que retornaram, irão passar, assim como aqueles que a antiga dosagem não conseguiu eliminar. Logo o mar de rosas estará presente, proporcionando-lhe melhor qualidade de vida. Quanto ao fato de encontrar-se sentindo como uma mera observadora da vida, isso também faz parte dos efeitos adversos do medicamento, como poderá ler na bula e no texto acima. O importante é que continue mantendo contato com sua psiquiatra, relatando-lhe tudo o que está sentindo. Se ler os comentários, verá que muitas pessoas passaram por isso. É uma maravilha ter se libertado do rivotril. Só faço uso do medicamento quando for extremamente necessário. Parabéns, garota POP, você está seguindo em frente com coragem. Nossa família é mesmo guerreira. Tenha a certeza de que os dias difíceis, em relação ao tratamento, estão ficando para trás.

      Beijos,

      Lu

  37. Luana Isse

    Nossa, que legal este espaço. Peço licença para compartilhar a minha experiência com oxalato de escitalopram (lexapro).

    Eu, no ano passado, após uma separação muito dolorida, comecei a sentir um medo que nunca senti antes. Sempre fui ansiosa e agitada, mas sempre lidei bem com isso. Nunca cheguei a sofrer, contudo, a separação desencadeou uma ansiedade aguda. Eu fiquei de cama com dores no corpo inteiro, insônia – fiquei 10 noites sem dormir e meu corpo inteiro doía. Foi muito sofrimento. Até que decidi ir ao psiquiatra e ele me receitou 15 mg de lexapro, iniciando com 5 mg, depois 10 mg, até chegar aos 15 mg. Pra dormir ele me receito 100 mg de quetiapina. SOfri muito com os efeitos colaterais e todos os tipos de pensamentos negativos passaram pela minha cabeça…Contudo, depois de um mês, eu realmente melhorei e senti os benefícios do remédio. Não precisei mais de remédio pra dormir e voltei a ser a pessoa alegre, feliz e espontânea que sempre fui. Só que eu fiz uma grande besteira.

    Após 4 meses de tratamento, eu resolvi fazer o desmame sem comunicar a meu médico. Fui tirando devagar o remédio. NÃO FAÇA ISSO, gente! O que aconteceu? Após dois meses sem o remédio tive uma crise terrível de insônia e início de depressão com ansiedade. Voltei ao médico com vergonha, e tive que voltar com o Lexapro. Terei que tomar o remédio por dois anos. Agora, estou tomando Lexapro 10 mg, mas aumentarei a dose para 15 mg em 3 dias, e tomo 100 mg de quetiapina para dormir. Não tenho dúvidas que logo estarei bem novamente, pois este medicamento é realmente muito bom e nos ajuda a voltar à vida novamente.

    Compartilhei aqui minha história com vocês, pois realmente parar esta medicação sozinha não foi nada agradável e sou grata por este remédio me auxiliar neste momento da vida. Obrigada à criadora do blog e do post e a todos que escreveram aqui, pois me ajudou bastante. É bom saber que não estamos só. Algo que tem me ajudado também é fazer muita afirmação de cura (da Louise Hay e do Paramahansa Yoganda), muita oração, meditação e exercício físico. O remédio faz a parte dele e eu a minha. Que acima de tudo a gente valorize nossa vida, que aprenda se amar de verdade, como realmente somos e, que possamos nos libertar dos medos e receios da vida. Somos imortais, filhos de DEUS.

    Que Deus abençoe cada um de vocês. Um beijo no coração.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Luana Isse

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se um de seus membros.

      Amiguinha, ao que me parece, a sua depressão e ansiedade, que depois resvalaram para crises de pânico, tiveram origem traumática, ou seja, na sua separação. Se assim for, você não necessitará de muito tempo de uso do medicamento. Contudo, seu tratamento jamais poderá ser inferior a seis meses, sob o risco de os sintomas voltarem ainda mais intensos. A maior bobagem que alguém pode fazer é interromper a medicação sem aconselhamento médico. Muitas vezes, os próprios profissionais são responsáveis por isso, pois se esquecem de alertar os pacientes para que não paralizem a medicação por contra própria. Não é possível prever com exatidão o tempo que deverá fazer uso do antidepressivo. Somente o tempo dirá. Pode ser que apenas um ano seja suficiente. Você fará o desmame, passando pelo aconselhamento médico, e aguardará a reação de seu organismo. Se dentro desse prazo as crises voltarem, significa que seu problema é mais sério, exigindo mais tempo. Mas, por enquanto, não pense nisso, apenas faça seu tratamento direitinho. Dê tempo ao tempo. Outras terapias de apoio, como as citadas por você, são muito importantes. Uma psicoterapia também poderá ajudá-la a lidar com as raízes da separação, caso ainda se apresentem ocultas. Mas o melhor mesmo é trabalhar a sua mente, sempre dizendo para si mesma que encontrará alguém muito especial. Sou do tipo que acha que “o melhor está sempre por vir”.

      Luana, pressinto que você é uma pessoa otimista e generosa. O seu gesto de vir aqui conversar conosco, trazendo coragem e estímulo para a continuidade do tratamento, principalmente àqueles que ainda se encontram no seu início, na fase mais difícil e sofrida, é de extrema abnegação. Somente os seres imbuídos da verdadeira humanidade preocupam-se com outrem. Portanto, em nome de todos nós, agradeço o seu carinho e gentileza. Sei que estará sempre aqui, ajudando a levantar esta família maravilhosa. Saiba que poderá ler os comentários e interagir com quem desejar. Há muita gente precisando de palavras amigas e de incentivo. Fecho o meu comentário com as suas sábias palavras:

      “Que acima de tudo a gente valorize nossa vida, que aprenda se amar de verdade, como realmente somos e, que possamos nos libertar dos medos e receios da vida. Somos imortais, filhos de DEUS.”.

      Um grande abraço,

      Lu

      1. Luana Isse

        Querida, Lu. Adorei!
        Graças a Deus já encontrei um novo companheiro e tenho a certeza de que fazendo o tratamento certinho logo estarei 100%. Fé em Deus, acima de tudo. Vale a pena superar os efeitos colaterais iniciais, pois realmente os benefícios são inúmeros quando o remédio realmente começa a fazer efeito. Continuarei por aqui, sim. Conte comigo, Lu.

        Um beijo no seu coração!

    2. Victor

      Luana Isse

      Tenho 25 anos e acabei tendo TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada) por uso de anabolizantes 🙁 Aprendi a lição, pois foi horrível perder o interesse pelas coisas de que gostava. Como uma flor que murcha, fora os ataques de pânico, pensando diversas vezes que pudesse infartar ou sofrer um AVC, qualquer dorzinha de cabeça já virava uma coisa imensa. O que eu aprendi com isso? Aprendi que não precisamos de muito para ser felizes, basta ter saúde, liberdade e Deus. Eu sei que ele está comigo. Já estou muito melhor, voltei a trabalhar e até treinar, mas claro sem uso de anabolizantes. De vez em quando sinto que vou ter ataque de pânico, mas já estou aprendendo a controlar isso. Quando isso começa, eu já penso que eu não tenho nada e sou saudável, sendo isso coisa da minha mente. Penso em coisas boas, e com isso estou tendo melhor controle de tudo… Você não está sozinha e tenha certeza que irá ficar ótima. Fique com Deus!

      Um grande abraço.

      1. Luana Isse

        Muito grata, Victor!

        Já faz 3 semanas que voltei com o lexapro, comecei a sentir os benefícios. Ainda não estou 100%, pois ainda tomo a quitiapina para dormir, mas assim como você, tenho fé em Deus e acredito que logo não precisarei mais da quetiapina (me deixa sonolenta o dia inteiro). Concordo contigo quando fala que precisamos de poucas coisas para sermos felizes. Saúde, uma mente sã, alegria, muita fé e Deus no coração. Deus têm sido minha fortaleza diante dessas adversidades. Às vezes é difícil não me reconhecer, mas sempre penso: isso vai passar!

        Obrigada pelo apoio!

  38. Luciana

    Lu, me ajude por favor…
    Você saberia me dizer se ansiedade pode causar compulsão por compras?

    Faz um ano que estou em tratamento para ansiedade e sindrome do pânico. Eu iniciei tomando Reconter e engordei demais e agora estou na fluoxetina. Tem bem um tempo que ando pegando o cartão do meu marido, fazendo compras escondidas e escondendo as coisas, porém, isso está acabando com o nosso relacionamento e a nossa confiança um no outro. Quer dizer, estou totalmente errada, eu sei.. Mas sabe quando você não consegue parar? Não sei o que é isso… Hoje mesmo ele não está falando comigo porque gastei demais e não falei nada… Falou que estou levando tudo o que construimos para o buraco… Não sei o que fazer… Já pensei em sumir… temos um filho de 3 anos e estamos casados há 4. Me ajude, me indique algo que eu possa fazer…

    1. LuDiasBH Autor do post

      Luciana

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, a “Compulsão por Comprar” é um transtorno que precisa ser tratado como qualquer outro. Você deverá relatar o mais rápido possível o problema a seu psiquiatra, para que ele possa ajudá-la, pois tem sido uma das maiores causas de separação. O problema deve ser visto como uma doença. Não adianta ficar discutindo, pois você sabe que está errada, mas não tem forças para superar seu desejo de comprar. Peça a seu marido que a ajude a buscar tratamento. Faça com que ele a acompanhe ao médico, para entender melhor a situação. Parabéns por relatar seu problema, pois será de ajuda para muitas outras pessoas que estão passando por isso e não tiveram coragem de dizer. Continue em contato conosco. Irei lhe passar uns links sobre o assunto.

      Beijos,

      Lu

  39. Correa

    Oi, Lu!
    É muito bom este cantinho de apoio, parabéns para você!

    Eu já venho tendo depressão desde meus 20 anos, sendo que hoje tenho 29. Nesse tempo venho fazendo tratamento, mas após fazer o desmame, passado um tempo vem a recaida, sendo preciso voltar ao psiquiatra. Neste momento que escrevo, voltei a tomar oxalato de escitalopram 10 mg há duas semanas. O sono é muito, e no emprego perceberam que meu rendimento caiu e me mandaram embora. Fico com dificuldades de resolver minhas coisas pessoais, querendo ficar só em casa, enfim tudo que a tal depressao nos faz sentir. É necessário fazer o tratamento por um longo período (geralmente faço 1 ano de tratamento fico bem 5 meses sem remédio depois vem a falta desse, e caio na depressão de novo), ou seja, por muito mais tempo correto?

    Fiz o uso de escitalopram de junho de 2015 até outubro de 2016, mas de outubro de 2016 até abril de 2017, fiquei de alta do remédio, mas voltaram todos os sintomas, tendo eu que entrar com a medicação novamente.

    Obrigado e abraço

    1. LuDiasBH Autor do post

      Correa

      Seja bem-vindo à nossa família, tornando-se um membro dela.

      Amiguinho, há diversos tipos de depressão e, ao que me parece, o seu é a recorrente, aquele tipo que some por um tempo e volta. Como vê, o tempo curto de tratamento não está surtindo efeito para você. E é provável que sua depressão esteja voltando cada vez mais forte, pois o organismo vai criando resistência, deixando as crises cada vez mais severas. E nove anos com depressão é indicativo de que precisa de um tratamento mais longo. Em razão disso, não resta dúvida de que precisa de fazer um tratamento por um tempo maior, sem se preocupar em parar, para que não venha a sofrer tanto. Eu tenho depressão crônica (herança de meu lado materno), e sei que não posso ficar sem o medicamento. O comprimido que tomo diariamente não me traz nenhuma preocupação, pois tem a finalidade de ajudar o meu cérebro a trabalhar direito. Eu o aceito com imensa alegria, pois sem ele estaria passando por um sofrimento atroz.

      Correa, você não diz o horário em que toma o antidepressivo. Presumo que seja na parte da manhã. Se assim for, deverá conversar com seu médico sobre a possibilidade de tomá-lo à noite, pois assim estará mais disperto para os afazeres do dia. Mas é preciso saber que, para fazer tal mudança, deverá ficar um dia sem tomar o remédio, para que não haja uma super dosagem. Pulando um dia, no seguinte você passaria a tomá-lo à noite. Converse com seu médico a esse respeito. Muitos aqui já tiveram que fazer tal mudança.

      O fato de querer só ficar em casa está ligado aos efeitos adversos do antidepressivo, relativos ao início do tratamento. Fique tranquilo, pois eles logo passarão. Nesse início é muito importante o contato com seu médico, inclusive para ele avaliar se a dosagem está sendo suficiente. Lamento pela perda de seu emprego, mas o importante é a saúde. Outros empregos virão, pois você é muito jovem. Continue em contato conosco, contando-nos como vai o seu tratamento. Não se sinta só, pois afinal faz parte da família POP (paciente, otimista e persistente).

      Abraços,

      Lu

      1. Correa

        Lu
        Como você disse que pode ser recorrente, até conversei com meu médico, explicando-lhe que se preciso for, não vejo problema em tomar remédio para o resto da vida, pois quero viver bem, não passando por estes transtornos depressivos. Estou tomando o antidepressivo de manhã, um comprimido de 10 mg. Então na sua opinião o tratamento deverá ser mais longo, ou, dependendo, pra toda vida, como se faz com quem tem pressão alta, ou quem tem diabete, não é mesmo? O que importa é se sentir bem, o que no momento nao estou, mas que tão logo se firmar, vou manter o tratamento, se for o caso, pelo resto da vida toda.

        Obrigado pelo apoio!

        1. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          Você foi muito lúcido em seu comentário. E está certo ao dizer que a qualidade de vida é o que importa. Eu tomo antidepressivo desde a minha adolescência, pois venho de uma família, pelo lado materno, altamente depressiva. No início houve a tentativa de parar a medicação, mas depois de sofrer com os retornos, chegaram à conclusão de que o uso deveria ser contínuo. Eu me sinto muito bem. Sempre que a dosagem está baixa, ou que a substância não mais está fazendo efeito, pressinto a chegada da dona deprê. Então retorno ao psiquiatra (qualquer médico poderá lhe dar a receita, desde que leve a cópia da anterior) para uma revisão. Há mais de cinco anos venho tomando o oxalato de escitalopram, e estou muito bem, vivendo os altos e baixos comuns a todos os seres humanos, pois não me transformei num robô. Não deixe de ler o texto: OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA. Outra coisa, amiguinho, conserte o sinal do “til” em seu computador, para que eu não fique a consertá-los… risos. Continue trazendo notícias, pois agora faz parte de nossa família e nós nos preocupamos com você.

          Abraços,

          Lu

        2. Correa

          Lu

          Realmente se a solução for fazer uso contínuo para que possamos permanecer e seguir nossa vida normal nao vejo problema em tomar escitalopram a vida toda. Estou há 14 dias tomando e não senti muita melhora. Já passei por isso anteriormente e sei que precisa de tempo para a remissão dos sintomas. Para começar a ter efeitos melhores demora mais um tempo, não é? Estou há 2 semanas tomando e ainda sem querer sair de casa, com a cabeça confusa, com coisas a fazer, sentindo realmente que estou fora do ônibus, vendo a vida passar. Pelo menos para dormir vai bem, pois me desligo do problema, mas ao acordar ele está comigo. Tenho fé que irei superar novamente, e dessa vez continuar o tratamento por mais tempo, pois pressinto que necessito de mais tempo com o remédio. O tratamento curto de 1 ano e meio não está me curando e fazendo voltar sempre ao quadro inicial.

          Obrigado pelas palavras e pelo seu entendimento, que Deus te ilumine muito.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          Toda volta ao antidepressivo traz os efeitos adversos novamente, portanto, é normal que esteja sentindo assim, pois se trata da difícil fase inicial. Mas fique tranquilo, pois logo estará bem, deixando tudo isso para trás. Continue firme, pois tudo é questão de tempo. Logo que seu organismo adaptar-se ao medicamento, sua vida seguirá tranquilamente, as sensações ruins passarão e as boas virão. Seja POP (paciente, otimista e persistente).

          Amiguinho, se estiver trabalhando, peça a seu médico duas semanas de licença. E se os sintomas estiverem difíceis de suportar, veja a possibilidade de ele lhe receitar um calmante. Mas nada faça sem o aconselhamento de seu psiquiatra. Outra coisa, procura consertar as teclas do til (~) e do “ç” do seu teclado, pois tenho que consertar as palavras… risos.

          Abraços,

          Lu

        4. Correa

          Oi, Lu!
          Colocar os acentos é difícil, porque mexo pelo celular e não tenho conseguido acentuar as palavras, mas vou tentar. Quanto ao trabalho, fui demitido depois que tirei uma licença de 8 dias. Ao voltar, me demitiram. Estou seguindo a risca a medicação já na segunda semana, ainda não foi tempo de começar os bons efeitos do remédio. Espero me livrar logo desses sintomas depressivos, para seguir minha vida normalmente, pois realmente é complicado, pois se acontece algo bom não mexe com a gente e se acontece algo ruim também não. Mas tudo irá passar com o tempo de uso do remédio, não é? Já passei por isso, melhorei, mas quando vem a crise a gente fica achando que isso não vai melhorar mais. Temos que ser como você diz, “POPs”, e aguardar o estalo do remédio começar a fazer efeito.

          Obrigado sempre pelas respostas, que Deus te ilumine.

        5. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          Você ainda se encontra no meio do furacão dos efeitos adversos, mas falta pouco para ver a luz no final do túnel e poder levar a sua vida de sempre. Agora é paciência, meu amigo. Quanto ao emprego, não se preocupe, pois o principal é cuidar de sua saúde. Quando nos encontramos em crise, achamos que nunca iremos sair dela. Mas tudo isso não passa de impressão. A finalidade do antidepressivo é tratar nossa mente, dando-nos qualidade de vida. Portanto, continue firme e tranquilo.

          Abraços,

          Lu

        6. Correa

          Lu
          O fato de meu médico ter marcado o retorno somente para 25 de julho, significa que ele já tem noção que neste período de tratamento, até o retorno, terei uma melhora, retornando à vida normal, correto? Sempre me tratei com ele, que já conhece que o remédio faz um bom efeito em mim. Estou indo para o 15° comprimido de 10 mg ainda, ainda na fase inicial como você disse, no olho do furacão. Obrigado sempre pelas palavras de incentivo, e tão logo esteja me recuperando, arrumo outro emprego rápido, se Deus quiser. O importante é nos tratar e não ficar em um lugar que veio a nos fazer mal.

          Abraços

        7. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          O médico precisa de um tempo para avaliar como o paciente está aceitando a medicação. Ele sabe que há o período turbulento e, que é preciso passar por ele para obter a melhora. A partir da terceira semana você já deve começar a melhorar seu quadro. Portanto, é preciso ter paciência para sair dessa fase dos efeitos adversos. A imensa maioria dos usuários de antidepressivos passa por isso. Tenha a certeza de que, uma vez com seu sistema mental em equilíbrio, logo voltará ao mercado de trabalho. Não adianta colocar a saúde em segundo plano. Sem ela não podemos fazer nada. Seu médico parece ter plena ciência de seu breve restabelecimento. Mas ainda assim, se tiver algum efeito adverso que fuja à normalidade, busque ajuda médica. Basta ler o texto acima, onde poderá ter noção de tudo. Fique tranquilo e otimista, pois pesquisas mostram que as pessoas otimistas tendem a ter bons resultados mais rapidamente.

          Abraços,

          Lu

        8. Correa

          Lu

          Estou realmente persistente no tratamento, seguindo o remédio à risca, tomando pela manhã, certinho. Meu médico me deu amostras do escilex. Posso tomar normalmente um ou outro, não é?

        9. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          Pode tomar, sim, meu amigo. Tudo é a mesma coisa. O nome varia de acordo com cada laboratório. Eu sempre compro o que estiver mais barato.

          Abraços,

          Lu

        10. Correa

          Lu querida, vou eu te enchendo de perguntas. Dependendo do organismo, os sinais de melhora levam um pouco mais de tempo de 2 a 4 semanas? Fico na preocupação de logo melhorar, e ainda, como você disse, estou no olho do furacão, sentindo-me deprimido.

        11. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          Alguns organismos são mais resistentes aos antidepressivos, sendo necessário até mesmo três meses para que a pessoa obtenha o resultado esperado. Mas acredito que passadas três semanas, você já começará a sentir-se bem melhor, sem essa depressão. Não deixe de fazer exercícios físicos. Poderá fazer até mesmo em casa, através do programa de vídeos:

          START! Walking at Home American Heart Association 3 Mile Walk …

          Abraços,

          Lu

        12. Sabrina

          Oi, Lu!
          Sinto saudades de conversar com você! Por isso sempre que posso apareço aqui!

          Você havia me perguntado se eu tinha aumentado a dose pra 20 gotas, conforme o médico pediu, a resposta é ainda não. Estou a tomar 15 gotas, sei que estou errada, mas está difícil aceitar que tenho que aumentar a dosagem. Eu fico mto bem o mês todo com 15 gotas, basta vir a menstruação para eu sentir uma piora, não durmo, fico com tontura, palpitações, enxaqueca, enfim tudo ruim e até depressão. Quando essa fase acaba, me sinto ótima novamente com as 15 gotas.

          Lu, com o carinho que sempre tem, me responda, será que um anticoncepcional não resolveria meu caso? Ao invés de aumento de dose? Lembro-me que me orientou a procurar um ginecologista com urgência, mas só consegui vaga para junho, estou a aguardar.
          Por favor, minha amiga, será que meu caso é necessário mesmo aumentar a dose, tendo em vista que fico bem quando não estou na tpm? Desculpe-me incomodar, mas amo seu blog, seu jeito de tratar as pessoas, seu amor para com o próximo! Gostaria da sua opinião: aumento de dose ou um remédio hormonal?

          Obrigada! Obrigada! Obrigada!

        13. LuDiasBH Autor do post

          Sabrina

          Pelo seu relato, ao que me parece, seu problema está muito ligado à síndrome menstrual. E se não está se sentindo segura para aumentar a dosagem, aguarde primeiro a posição de um ginecologista, pois junho já está chegando. Depois desse contato estará mais segura para tomar sua decisão, no que diz respeito às cingo gotinhas restantes… risos. Há mulheres que passam por momentos muito difíceis no período menstrual, que podem ser confundidos com outros sintomas. Mas não tome nenhum hormônio por contar própria. Aguarde a consulta com um ginecologista. Enquanto isso, continue com suas 15 gotinhas.

          Amiguinha, você não me incomoda jamais. Gosto de sua presença e de seu carinho. Sinto-me feliz com a sua presença aqui. Mesmo que não escreva, venha todos os dias visitar-nos, pois afinal de contas somos uma família que se ama muito.

          Beijos, beijos, beijos!

          Lu

        14. Sabrina

          Lu, muito obrigada!
          Depois da consulta com a ginecologista eu volto pra lhe contar.

        15. Correa

          Lu
          Estou completando a terceira semana hoje de medicação firme e POP, tive uma melhora, porém de sexta-feira pra cá voltou a deprê. O remédio, como você disse, é acumulativo no organismo, é isso mesmo? Acredito que já comece a melhorar a minha qualidade de vida em breve, e voltar a viver normalmente, sendo que estou indo para a quarta semana.

        16. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          O antidepressivo é sim, acumulativo no organismo. Algumas pessoas levam mais tempo para obter todos os bons resultados. É preciso continuar POP, pois você ainda se encontra na fase inicial. Outra coisa, mesmo tomando o antidepressivo, nós vamos ter dias bons e outros nem tanto, alegrias e tristezas, pois continuamos humanos. O medicamento irá nos ajudar a equilibrar esses momentos. Releia o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

          Abraços,

          Lu

        17. Maria Claudia

          Oi, Correa!

          Gostei muito do seu comentário. Lido com a ansiedade desde adolescência, e só me rendi a um ansiolítico quando tive síndrome do pânico, aos 18 anos. Fiquei internada 1 semana fazendo baterias de exames, achava que estava infartando, meu corpo ficava dormente, vinha dor no peito e uma sensação de morte iminente. Me diziam que era só eu colocar na cabeça que estava bem, pois não tinha nada. E eu fazia terapia na época, era o único apoio que tinha e quem fez o diagnóstico, e meu pai que sabia que era um transtorno mental. E com terapia e um ansiolítico saí dessas crises.

          Agora, muitos anos depois, fui pega pela depressão, mesmo fazendo terapia. A minha resistência em ir ao psiquiatra foi muito grande. O medo era de viver sem emoções. Mas quando percebemos que podemos ter uma vida normal, que as emoções continuam ali, é libertador. Hoje vou pra 14 dias de tratamento. E notei que muita coisa que eu considerava “normal”, desde a adolescência, está desaparecendo. Na próxima consulta vou relatar tudo ao psiquiatra.

          E, se precisarmos tomar um remédio pela vida toda, que nos deixe bem, equilibrados e em harmonia com nós mesmos, é como qualquer outro tratamento pra saúde. Assim como eu faço pra pressão, como fazem pra diabetes. O importante é cuidarmos de nossa saúde, mental e física, vivendo com toda plenitude que merecemos! E como a Lu sempre fala, temos que ser POPs!

          Abraços sinceros!

        18. Correa

          Maria Claudia

          Eu também faço uso de medicamento para pressão, e se ficarmos sem tomá-lo, nossa pressão sobe, correto? Acredito que com os transtornos que passamos é necessário estar sempre usando, dependendo de pessoa pra pessoa, pois tem gente que faz o tratamento e pronto, porém, no meu caso, após a alta e um período sem o remédio, os sintomas voltam. Terei que fazer um tratamento mais longo ou, se preciso for, para a vida toda, para ter uma vida normal como todas as pessoas.

  40. Patricia

    Por favor me ajudem!
    Estou tomando o Oxalato de Escitalopram há 15 dias e desde o começo minha visão para longe piorou sensivelmente. Isso acontece? Some com o tempo? Outra coisa que me preocupa é que tenho muito sono, e a fobia social parece estar piorando ao invés de melhorar. Tenho um desejo de fuga de situações sociais, principalmente à noite, vontade de ficar quieta, recolhida, em casa, e dormir muito. Estava tomando 5 mg por dia, ontem aumentei pra duas vezes por dia e hoje acordei com enxaqueca, que não passa. Antes de tomar o escitalopram eu estava tomando 450 mg de Hipericum 2 x por dia, e a médica me orientou a tomar 5mg de escitalopram 2 x por dia e também o Hipericum. Achei que era muito e tomei por uma semana 1 Hipericum e dois escitalopram. Estava com muito enjoo e dormindo demais, então passei a tomar só um escitalopram por dia, e ontem comecei com dois, mas não estou sentindo melhora, pelo contrário… Será muito arriscado voltar para o hipericum bruscamente e deixar esse remédio que parece só estar me fazendo mal? Agradeço se puderem me ajudar. Tenho retorno na médica daqui a 10 dias.

    Obrigada desde já.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Vanessa

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, você se encontra na fase inicial de seu tratamento, quando a pessoa pode ficar pior do que antes de dar início ao mesmo. Portanto, é normal que esteja a conviver com os efeitos adversos, inclusive com o aumento da fobia social. Nesta postagem que acabou de ler, viu que tais efeitos são inúmeros, o que não significa que terá todos. Algumas pessoas sentem uma coisa, outras sentem outra. O bom é saber que tudo isso irá passar, à medida que o tratamento prosseguir. Esse tempo vai de três semanas a três meses, pois depende da reação de cada organismo. Para a imensa maioria dura no máximo quatro semanas. O importante é ser POP (paciente, otimista e persistente).

      O oxalato de escitalopram pode trazer excesso de sono a algumas pessoas e insônia a outras. Quando a pessoa sente muito sono, o médico costuma mudar o horário de ingestão do medicamento para a noite. Mas somente ele deverá opinar sobre isso, para que a pessoa não passe por uma super dosagem, que poderá lhe trazer sérios riscos. E caso haja essa mudança, ela deverá ficar um dia sem tomar o medicamento, reiniciando-o um dia depois, no novo horário.

      Pat, você diz que toma o oxalato de escitalopram duas vezes ao dia. A bula diz que a dosagem do antidepressivo deve ser única, ou seja, a pessoa deve tomá-lo uma única vez ao dia. Converse com sua médica para saber o porquê de tomá-lo duas vezes ao dia. E não faça nada por conta própria. Quando não se sentir segura com um médico, procure outro, mas não se automedique.

      O hipericum é um fitoterápico, mesmo assim precisa ser usado com precaução. E é possível que no seu caso seja necessário um remédio alopático, que traz uma resposta mais rápida. Aconselho-a a não deixar o medicamento, mas retornar à sua médica (de preferência uma psiquiatra) e relatar-lhe o que está sentindo. Em hipótese alguma faça mudanças por si mesma. Se não gostou de sua médica, busque outro profissional, pois essa confiança é muito importante entre médico e paciente. Continue nos escrevendo e falando de como anda a sua saúde mental. Saiba que poderá sempre contar conosco.

      Abraços,

      Lu

      1. Emanuele

        Oi, Lu!

        Iniciei meu tratamento com o escitalopram há um mês e sete dias, e me sinto bem melhor, mas hoje tive uma crise de ansiedade, é normal acontecer as crises ainda? Outra dúvida, durante o tratamento é proibido o consumo de bebidas alcoólicas, semana passada fui ao psiquiatra e ele disse que não teria problema, mas ao mesmo tempo tenho medo. Obrigada!

        1. LuDiasBH Autor do post

          Emanuelle

          Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família!

          Amiguinha, a crise que teve é normal, sim, pois alguns organismos são mais resistentes e necessitam de mais tempo para se beneficiar totalmente do antidepressivo. Alguns necessitam até de três meses, contudo, se as crises continuarem a repetir-se, converse com seu psiquiatra a respeito, pois pode ser que a dosagem esteja baixa. Quanto ao consumo de álcool, os laboratórios são específicos em suas bulas, proibindo-o. Ainda que não faça mal, deve tirar a potencialidade do medicamento, sem falar que nós, que sofremos de transtornos mentais, não somos propícios ao uso de álcool. Uma taça de vinho durante as refeições, ou uma ou duas latinhas de cerveja nos finais de semana, com certeza não a afetarão.

          Um grande abraço,

          Lu

        2. Emanuele

          Lu, obrigada pelo retorno. Demorei em torno de 5 meses para procurar ajuda através de remédios. Segundo meu psiquiatra, pode demorar um pouco mais para fazer efeito.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Emanuele

          É isso mesmo. Não existe um tempo específico para que o medicamento mostre seus efeitos benéficos, pois cada organismo é único. Enquanto algumas pessoas precisam de apenas duas a três semanas, outras necessitam de até três meses. Continue POP, amiguinha.

          Abraços,

          Lu

        4. Emanuele

          Oi, Lu,
          gostaria de obter mais uma informação, estou tendo sudorese noturna, isso é normal? Nunca tive antes.

          Obrigada

        5. LuDiasBH Autor do post

          Emanuele

          O excesso de suor faz parte dos efeitos adversos do antidepressivo no início do tratamento, mas, ainda assim, é sempre bom comunicar a seu médico todos os sintomas sentidos. Espero que isso logo passe.

          Abraços,

          Lu

      2. Patricia

        Lu, obrigada pelo seu retorno. Realmente tomar duas vezes por dia é algo inédito. Estou indo a outros profissionais pra confrontar opiniões. Fui a um na sexta-feira que me disse que esse remédio parece não adequado pra mim, mas não criticou a profissional anterior, e irei a outro na próxima semana.

        Na sexta passada tive enxaqueca até o meio da tarde, e no sábado tive uma enxaqueca fortíssima, como nunca tive na vida, parecia que na minha cabeça ia explodir! Tomei um analgésico e dormi mais de doze horas. Gostaria de saber das pessoas desse grupo se o uso do escitalopram fez aumentar o apetite em alguém, pois foi o meu caso. E se essa dor de cabeça também aconteceu em alguém.

        Aguardo, obrigada a todos.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Patrícia

          Você está correta ao buscar a visão de outros profissionais no assunto. Só devemos tomar um medicamento quando nos sentimos seguros com o médico que nos acompanha. Na dúvida, sempre consulte outro. Quanto à crítica, eles possuem um comportamento “ético”, de modo que a vítima é sempre o paciente.

          Amiguinha, muitos passam pela dor de cabeça, sintoma previsto na própria bula do medicamento, contudo, quando essa foge à normalidade, deve-se buscar contato com o psiquiatra para que ele analise a pessoa e veja o que está acontecendo e, se necessário, até mudar o medicamento. Quanto ao apetite, o oxalato de escitalopram tanto pode levar à sua perda como exacerbá-lo. Uns passam a comer muito e outros nada comem. Repasse isso para o médico. Poderá também encontrar pessoas falando sobre o assunto nos comentários. O texto acima traz explicações sobre isto.

          Beijos,

          Lu

  41. Vanessa

    Olá, Lu!

    Estou tomando 5 gotas do ESC (oxalato de escitalopram). Comecei na segunda-feira, dia 15, e estou sentindo dificuldade para dormir, pois só durmo até certo horário. Depois acordo e não consigo dormir mais, e se durmo o sono fica leve. Até quando essa insonia irá persistir?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Vanessa

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família!

      Amiguinha, todos os antidepressivos trazem em seu bojo efeitos adversos. O oxalato de escitalopram tanto pode levar a pessoa à insônia como ao excesso de sono. Você deverá entrar em contato com seu psiquiatra, relatar-lhe a falta de sono e pedir-lhe um ansiolítico para passar pela fase inicial do tratamento. Não há um tempo exato para dizer quanto tempo sua insônia irá durar, pois depende muito de cada organismo. Algumas coisas poderão ajudá-la a dormir melhor, como: caminhada (ou qualquer outro exercício físico), um banho tépido antes de deitar-se e um copo de leite morno, chá de camomila ou melissa (cerca de 3 xícaras diárias). Mas se a barra estiver difícil, não exite em tomar um calmante receitado pelo seu médico (existem também os fitoterápicos).

      Beijos,

      Lu

  42. Franklin

    O aumento da dose de oxalato de escitalopram causa reações adversas? Iniciei tratamento há 1 mês e alguns sintomas melhoraram, mas continuo com sudorese e dores musculares. É normal?

    1. Franklin

      Lu
      Comecei com 5 mg, passei para 10 e após 3 semanas mudei para 20. Isso faz uma semana, e senti o aumento do suor e um pouco de ansiedade nesses dias.

      1. LuDiasBH Autor do post

        Franklin

        Como lhe disse anteriormente, toda vez que existe aumento na dosagem, o nosso organismo reage. Portanto, é normal que esteja passando por isso, ao pular para 20 mg. Mas não se assuste, pois tudo isso irá passar. São muitas as pessoas aqui que tomam tal dosagem.

        Abraços,

        Lu

        1. Franklin

          Lu
          Mesmo após 40 dias de oxalato de escitalopram os efeitos ainda são fortes? Além do suor, o aumento da dose veio com aumento depressivo também, ou seja, não venho tendo respostas com o medicamento ou preciso esperar mais?

        2. LuDiasBH Autor do post

          Franklin

          O aumento da dosagem pode trazer os mesmos efeitos iniciais do tratamento, tão fortes quanto antes. Por isso, é necessário que você esteja em contato com seu médico, repassando-lhe o que está sentindo. Assim, ele poderá avaliar se a dosagem está de acordo ou, se será necessário mexer nela ou até mesmo mudar para outro medicamento. Quanto ao fato de estar ou não tendo respostas com o medicamento usado, ainda não é possível ter essa avaliação, pois há pessoas que necessitam até de três meses de uso. E como sua dosagem foi mudada, torna-se necessário esperar mais tempo, deixando passar esse pico de efeito adversos. Ainda assim, acho importante o seu contato com seu médico o mais rápido possível, para que ele possa tranquilizá-lo.

          Abraços,

          Lu

    2. LuDiasBH Autor do post

      Franklin

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, o aumento da dose do antidepressivo pode trazer, sim, reações adversas. O organismo está acostumado com certa dosagem e sente quando essa sofre aumento. Mas isso logo passa, não sendo motivo para preocupações. Quanto à sudorese e às dores musculares, efeitos adversos do medicamento, esses devem ser comunicados a seu médico. Por isso, é muito importante a interação entre paciente e médico nos três meses iniciais do tratamento, principalmente quando ainda existem efeitos ruins. Existem organismo que demoram mais tempo para responder ao tratamento. Retorne a seu psiquiatra e levante os efeitos ruins que ainda sente, para que ele avalie seu quadro. Volte sempre para trocar ideia conosco.

      Abraços,

      Lu

      1. Sabrina

        Oi, Lu querida!
        Estou eu novamente em seu cantinho, onde me sinto respeitada, acolhida e feliz, pois você é sempre muito atenciosa. Estou no meu quarto mês de escitalopram, mas apenas há um mês estou na dose de 15 gotas. Estava tomando 10.

        Lu, me responde duas coisas: Eu ainda posso me considerar em fase inicial de tratamento? No futuro, todos os sintomas desaparecem de vez?
        Outra coisa, o Rivotril tem sido meu companheiro (eu amo ele) parece que sem ele, eu não fico 100% bem, que dilema! Sei que ele não é aconselhável, mas a tranquilidade que me traz não se compara com o escitalopram. Lu, por favor, me oriente !

        Um beijo!

        1. LuDiasBH Autor do post

          Sabrina

          Como você ainda não se encontra na totalidade da dosagem receitada, pode considerar que ainda se encontra no início do tratamento. Seu médico pediu para tomar 15 gotas ou 20? Somente depois de três meses tomando a quantidade exigida é que poderá considerar que já passou do início do tratamento. Alguns organismos atingem tal resposta com 30 dias, mas outros exigem até três meses.

          A finalidade do antidepressivo é melhorar sua qualidade de vida, logo, os efeitos adversos deverão desaparecer. Se isso não acontecer, significa que o medicamento não fez efeito, sendo necessário aumentar a dosagem ou mudar para outro. Quanto ao Rivotril, esse só deve ser tomado na fase inicial do tratamento, para ajudar a conter os efeitos adversos. Fora disso, você só deve usá-lo quando for estritamente necessário, pois o uso contínuo de tal medicamento pode trazer consequências desagradáveis. Outra coisa, ele também poderá vir a perder o efeito, se tomado durante muito tempo. E não busque ficar 100%, pois os altos e baixos fazem parte de nossa vida de seres humanos. Somente robôs, quando bem mantidos, podem atingir os 100%… risos.

          Também amo a sua presença. Você é uma fofura de pessoa.

          Um beijo no seu coração,

          Lu

  43. Franklin

    Lu
    Gostaria de tirar umas dúvidas. Comecei tratamento com Esc há 1 mês, 5 mg, depois 10 mg e mais recentemente houve aumento da dose para 20 mg. Esse aumento traz reações adversas? Estive observando certa melhora, mas a sudorese se manteve e dificuldade de sono também! Há 3 semanas comecei a sentir dores nas costas (músculos), isto está no quadro de ansiedade?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Franklin

      Os organismos mais sensíveis ressentem-se com o aumento da dosagem, passando pelas reações adversas iniciais. Mas isso não deve ser causa para preocupação, pois logo passará. Contudo, é importante o contato com seu psiquiatra, que irá estudar a melhor maneira de aliviá-lo do excesso de sudorese e dor muscular.

      Abraços,

      Lu

  44. Maria Claudia

    Oi Lu!

    Sou nova aqui! Procurando sobre o oxalato de escitalopran, achei seu cantinho, li os comentários, e já me senti acolhida. Estou tomando há 1 semana, 1 comprimido de 10 mg à noite. Tive alguns efeitos normais, mas todos suportáveis, como enjôo, dor de cabeça, falta de apetite. Mas ontem, notei uma alergia na pele, só sinto quando passo a mão, como se fossem um monte espinhas. Isso apareceu nas costas e no colo. Estava um pouco avermelhado, hoje já melhorou. Junto com isso veio um pouco de coceira em alguns pontos do corpo, e agulhadas. Esse efeito é considerado grave? Ainda não consegui contato com meu médico.

    Fora isso, nessa semana, notei que alguns pensamentos que eu considerava “normais” desde a adolescência, sumiram. E tudo ficou mais leve. E isso me deu esperança de viver sem tanto peso emocional, sem crises de choro compulsivas, sem um monte de paranóias que me assombravam. Ele me receitou, devido à uma depressão e crises agudas de ansiedade. Eu tomo Rivotril, 1 comprimido de 2 mg à noite, desde 2012, receitado pela minha cardiologista, junto com a Losartana de 50 mg, devido à minha pressão alta ser de fundo emocional. Agora, meu psiquiatra está tirando aos pouquinhos o Rivotril. Espero passar bem por essa transição. Só me preocupo mesmo com a alergia, mas que é completamente suportável, pois mesmo com pouco tempo de remédio, apesar dos efeitos, consegui perceber melhoras em muitas aspectos. É normal isso tudo, Lu? Desde já, obrigada por esse espaço maravilhoso, e por termos a oportunidade de compartilhar experiências.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Maria Cláudia

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, todos os antidepressivos trazem consigo efeitos adversos, sendo que algumas pessoas, nessa primeira fase, sofrem mais do que outras, pois os sintomas variam muito de acordo com a sensibilidade do organismo à substância estranha. Algumas ficam piores do que antes de começar o tratamento. Mas, normalmente, isso passa em torno de duas a três semanas, portanto, os efeitos adversos estão dentro do previsto. Fique tranquila. Contudo, é sempre bom informar ao médico sobre tais sintomas, para que ele possa avaliar quais estão dentro da normalidade e quais devem ser vistos com mais atenção, sendo necessário, algumas vezes, até mesmo mudar de medicamento. E essa sua alergia deverá ser comunicada a seu médico, pois assim como poderá passar logo, também poderá persistir. Em relação ao rivotril, esse precisa mesmo ser retirado aos poucos, só sendo tomado quando houver uma real necessidade.

      Maria Cláudia, continue em contato conosco. Será um prazer tê-la aqui.

      Abraços,

      Lu

      1. Maria Claudia

        Oi, Lu!

        Muito obrigada pela resposta, pelos esclarecimentos, e pelo carinho. Mandei mensagem pro meu médico, e estou aguardando a resposta. É muito importante saber que não estamos sozinhos, e que existem pessoas dispostas a ajudar. Volto para te dar notícias. Mais uma vez, obrigada pelo apoio.

        Abraços

      2. Maria Claudia

        Oi, Lu!

        Esqueci-me de falar que faço terapia desde 2014, e tem me ajudado muito. Foi minha terapeuta que pediu uma avaliação no psiquiatra. Como falei pro Victor, o remédio foi retirado mesmo. E como surgiram outros efeitos colaterais, não sei qual medicação ele vai passar. Vou tratar da alergia, da sinusite (vi na bula ser outro efeito), e me agarrar na meditação. Me faz muito bem saber que posso contar com vocês.
        Volto para dar notícias!

        Beijos

        1. LuDiasBH Autor do post

          Maria Cláudia

          Existem efeitos adversos que são normais, sumindo dentro de certo tempo, mas outros exigem a comunicação imediata com o médico, pois pode se tratar de uma alergia ao medicamento. Portanto, o contato com o profissional na fase inicial do tratamento é de fundamental importância. No seu caso foi necessário mudar a medicação. Aguardo novas notícias suas.

          Abraços,

          Lu

        2. Maria Claudia

          Oi Lu!

          Ontem fiquei sem o remédio. E hoje as coisas não ficaram boas pro meu lado. Tive uma tonteira muito forte, que só melhorou com 1 mg de Rivotril. Junto veio ansiedade, falta de ar, choro compulsivo, as mesmas coisas de antes com maior intensidade. Não consegui falar com o meu médico, mas falei com minha terapeuta (está de férias), e ela me orientou para ligar pro consultório dele. Disse que ele deve ter retirado a medicação de uma vez, achando q por eu estar tomando há pouco tempo, não teria um efeito rebote. Mas tive. Consegui falar com a secretária dele, expliquei tudo, e pedi pra avisá-lo de que vou tomar a medicação hoje. Ela pediu que eu ligasse amanhã, pois estará no consultório.

          Lu, desculpe-me estar escrevendo todos os dias, mas a maioria das pessoas não entende o que passamos. Sou grata por ter encontrado você e todas as pessoas que aqui estão.

          Beijos

        3. LuDiasBH Autor do post

          Maria Cláudia

          Muitas pessoas reagem rapidamente ao medicamento, como é o seu caso. E isso é muito bom, pois os efeitos adversos tendem a passar mais rapidamente e os bons a chegarem. Você está sentindo o efeito da abstinência que é tão ruim quanto a fase inicial do tratamento. Assim que falar com seu médico, repasse para nós o que foi resolvido. Mas fique tranquila, pois toda essa fase difícil irá passar. É preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). A fase inicial é assim para a imensa maioria dos pacientes com transtornos mentais.

          Amiguinha, este espaço foi criado exatamente para receber todas as pessoas que necessitam falar, desabafar, trocar ideias, informar, buscar um amparo emocional. Aqui só não receitamos remédio ou interferimos no tratamento médico. Escreva quantas vezes sentir necessidade. Seus comentários irão ajudar outras pessoas. É assim que funciona. Fico triste quando algumas ficam boas e esquecem-se dos que aqui ficaram, ainda na busca por melhora. Tenho o maior carinho e gratidão pelos que estão sempre aqui, relatando sua caminhada, trocando ideias, mesmo quando já se sentem ótimos, pois funcionam como luz e esperança para todos. Sou eu quem agradece a sua presença aqui, Maria Cláudia. Tenho a certeza de que estará sempre conosco, mesmo quando estiver saído dessa fase ruim. Pressinto que é uma pessoa extremamente terna, doce, atenciosa e generosa. Sua presença enriquece este espaço.

          Beijo no coração,

          Lu

        4. Maria Claudia

          Oi Lu!

          Muito obrigada por suas palavras, foram recebidas por mim com muito carinho e emoção (sou chorona, confesso! Eu me emociono mesmo… rs).

          Voltei com o escitalopran ontem. E tomei 10 mg como o médico havia prescrito no início. Quando acordei hoje, alergia sumiu, a sinusite melhorou, e as agulhadas pelo corpo desapareceram. Não fiquei tonta e me senti mais animada! Liguei agora pro consultório, mas ele está atrasado. Então vou ligar novamente às 17 horas.

          Não vou deixar de vir aqui, mesmo que eu fique sem remédios. Energia boa recebida, tem que circular como uma corrente. E é o q eu vejo aqui. Energia do bem circulando entre pessoas que se ajudam. Obrigada pelo apoio, Lu! Quero que você saiba que tem sido muito importante pra mim. Gratidão por todo apoio, atenção e carinho. Volto pra dizer o que o médico falou!

          Beijos

        5. LuDiasBH Autor do post

          Maria Cláudia

          É bom saber que seu organismo está passando a aceitar o medicamento. Maravilha! Saiba também que contaremos sempre com sua presença carinhosa. Não se esqueça de dizer como foi o seu contato com o médico.

          Beijos,

          Lu

        6. Maria Claudia

          Oi, Lu!

          Ainda não consegui falar com o meu médico, vou tentar na terça-feira, quando ele estará no consultório. Como eu tenho reagido bem ao remédio, e aqueles efeitos mais chatos desapareceram, fiquei mais tranquila. O que persiste é só enjôo, um pouco de dor de cabeça e boca seca. Mas nada insuportável que não dê pra levar. Voltei pra meditação, tem ajudado muito. Volto pra dar notícias.

          Beijo grande!

        7. LuDiasBH Autor do post

          Maria Cláudia!

          Você está tirando de letra seu tratamento. É mesmo um membro de nossa família POP. Com tranquilidade e confiança a gente vai superando tudo. Continue nos dando notícias.

          Abraços,

          Lu

    2. Victor

      Maria Cláudia

      Amiga fique tranquila, porque tenho certeza que você vai passar por tudo isso muito bem. Conte sempre conosco quando se sentir sozinha, em relação a qualquer coisa que estiver passando, pois somos todos uns pelos outros 🙂

      Um grande abraço!

      1. Maria Claudia

        Oi, Victor!
        Obrigada pelo apoio, sempre muito bem-vindo. Meu médico suspendeu o remédio, creio que pela alergia que não é comum, e por uma sinusite que começou ontem. Vi na bula que é um efeito colateral também. Falou pra eu ir no meu clínico geral tratar a alergia e a sinusite. Mas ainda não entrou com outra medicação. Mesmo com esses efeitos colaterais, e tão poucos dias, me livrei da tonteira, choro compulsivo, crises de ansiedade, e agora fiquei meio sem chão. Confesso que estou com receio dessas coisas voltarem. Vou me agarrar na minha meditação, que não faço há um bom tempo, mas que o meu psiquiatra pediu que eu a retomasse, pois relatei a ele que quando praticava me sentia muito bem.
        Espero que tudo dê certo para todos nós, desse cantinho maravilhoso e acolhedor.

        Abraços sinceros!

        1. Victor

          Olá, Maria Cláudia!

          Fique tranquila, pois essa alergia vai passar. Eu tenho certeza que você faz muito bem em voltar à meditação, porque se é algo com que se sente bem, a melhor coisa é continuar fazendo. O que está me ajudando muito é um novo emprego que eu consegui, para preencher o meu dia a dia. Sinta-se à vontade, e fique tranquila, pois tudo vai passar, porque nada é impossível.

        2. Maria Claudia

          Oi, Victor!
          Que bom estar trabalhando! Fico feliz, pois sei que isso ajuda muito. Mudamos o foco, os pensamentos, damos lugar a coisas boas. Eu estou desempregada há um tempo, e há uns 2 meses me veio a ideia de montar um negócio. Algo pequeno, começando devagar.

          Ontem não tomei o remédio, resultando numa crise de tonteira muito forte, como eu não tinha há anos. Junto veio a ansiedade, choro, falta de ar, medo e parece que tudo recomeçou. Consegui falar com a secretária do meu médico, e fiquei de ligar amanhã, pois ele vai estar no consultório. Avisei também que vou tomar o remédio hoje. Pensei em tomar 5 mg ao invés de 10. Até falar com ele sobre a medicação que irei tomar. Obrigada pelo apoio,

          Abraços sinceros!

        3. Victor

          Olá Maria Cláudia, tudo bem?
          Isso é normal acontecer. Eu estava sem a receita esses dias e fiquei um dia sem tomar, resultando em crises bem chatas, acelerando meu coração, trazendo falta de ar e desespero, porém isso normaliza quando volto a tomar o medicamento. Nosso modo de pensar conta muito também, então fique tranquila, que isso passa de verdade. Estou 100% bem porque voltei a praticar atividades físicas, uma coisa que é importante sabia? Tem hormônios bons que são liberados mais facilmente com a prática de atividade física 🙂 Talvez isso te ajude mais ainda.

          Abraços

        4. Maria Claudia

          Oi, Victor!

          Realmente esse um dia sem medicamento foi horrível, mas foi só um dia, e, quando retomei à medicação tudo melhorou. Alergia sumiu e sinusite foi embora. Meu médico me falou pra retomar atividades físicas. Gosto muito de caminhar, mas aqui onde moro está uns 15 graus durante o dia (sei q não é desculpa… rs), mas tem chovido muito, então fica meio ruim mesmo. Estou procurando uma academia e me enchendo de coragem pra voltar. Sei que os benefícios são enormes, mas nesses dias de frio, a vontade é de ficar dentro de casa. Mas vou me mexer, sim! Volto pra contar as novidades, obrigada pelo apoio e atenção.

          Abraços sinceros!

        5. Victor

          Maria Claudia

          Fico feliz que esteja melhor agora. Continue assim e não esqueça dos exercícios, pois eles vão te fazer muito bem. Eu sei bem o que é essa chuva, porque tem chovido muito aqui em São Paulo, e dá uma preguiça mesmo… Continue firme no seu tratamento, e verá como cada dia será melhor 🙂

  45. Melissa Deisy

    Lu

    Há 5 dias iniciei o tratamento com Remis (Oxalato de escitalopram). Inicialmente, a psiquiatra me receitou metade de um comprimido de 10 mg. Eu tenho 19 anos e desde 2013 sofro com os sintomas da ansiedade, mas até então sempre consegui me controlar. No entanto, faz uns meses que os sintomas pioraram e junto a todos os tipos de sensações ruins causadas pelo transtorno da ansiedade generalizada e síndrome do pânico, vieram a impressão de falta de ar e a sensação de desmaio e despersonalização (que são as que mais me maltratam). Ultimamente têm até atrapalhado o meu rendimento tanto em casa quanto na faculdade. Devido a tantas crises diárias (por vezes, maior parte do dia), passei a ter medo de sair, de ficar sozinha e principalmente de desmaiar e morrer. Isso tem me prejudicado bastante… Consome minhas forças, minha energia… Outro problema que contribui significativamente com a minha ansiedade é o fato de eu ser extremamente perfeccionista (até então eu enfrentava e fazia o que tinha pra fazer, só que nos últimos meses, olho para os afazeres e sinto algo me consumindo, uma agonia… Sofro muito por gostar de tudo muito organizado e limpo). Diante de tantos sintomas incapacitantes (que inclusive eu já não aguentava mais) resolvi buscar ajuda psiquiátrica, sendo que dia 22 retornarei para avaliação. Nesses 5 primeiros dias de tratamento não tive efeitos colaterais, só que a sensação de falta de ar ainda insiste em me perseguir. Será que com o percorrer do tratamento esses sintomas, principalmente o da falta de ar, irão diminuir (ou para minha alegria, desaparecer)?

    Obrigada 😀

    1. LuDiasBH Autor do post

      Melissa

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, se os sintomas de transtornos mentais surgiram em 2013, você deveria ter buscado ajuda médica há mais tempo, pois, se não tratados, eles tendem a ficar cada vez mais severos com o tempo. O mais importante é que já se encontra em tratamento. Agora é ser POP (paciente, otimista e persistente) e levá-lo avante, só parando com o consentimento médico.

      Melissa, todos os antidepressivos trazem consigo transtornos adversos, sendo que algumas pessoas, nessa primeira fase, sofrem mais do que outras, pois os sintomas variam muito de acordo com a sensibilidade do organismo à substância estranha. Algumas ficam piores do que antes de começar o tratamento. Mas, normalmente, isso passa em torno de duas a três semanas. Fique tranquila.

      A SP (síndrome do pânico) é realmente terrível, pois vai limitando nossas ações, cortando nossos contatos como o dia a dia e podando nossa vida. Ela provém da ansiedade excessiva, quando não tratada logo no início. É normal que sinta falta de ar e outros sintomas no início do tratamento. Mas tudo isso irá passar. Pode ficar confiante. Logo você estará ótima e tudo isso terá ficado para trás. Vou lhe enviar alguns links para ajudá-la.

      Um grande abraço,

      Lu

      1. Melissa

        Muito obrigada, Lu! Além do tratamento psiquiátrico, também faço terapia. Graças a Deus já estou notando uma diminuída dos sintomas, apesar de ainda sentir sensação de falta de ar. Abraço 😀

        1. LuDiasBH Autor do post

          Melissa

          Logo você estará se sentindo muito bem, pois os efeitos adversos vão sumindo e os bons aparecendo. Continue POP e dando-nos informações a seu respeito.

          Abraços,

          Lu

    2. Melissa

      Oi, Lu!
      Como já relatei aqui, comecei a tomar oxalato de escitalopram 10 mg (mas só tomo 1/2 comprimido, o prescrito pela psiquiatra) há 20 dias. Fui para o retorno da consulta e a médica falou que eu iria continuar tomando 1/2 comprimido e que eu retornasse daqui a 2 meses (só em julho). Até então eu estava muito bem, mas nos últimos dias a terrível ansiedade surgiu novamente e a sensação de falta de ar também (e o ruim é que eu passo o dia inteiro) :(. Fiquei muito triste, pois achava que essa falta de ar tinha desterrado de minha vida. Será que o remédio não está mais fazendo efeito?

      Obrigada

      1. LuDiasBH Autor do post

        Melissa

        É muito difícil encontrar alguém que tome 5 mg do oxalato de escitalopram durante tanto tempo. Normalmente, essa dosagem é usada apenas na primeira semana, passando para 10 mg na segunda. Acredito que sua psiquiatra achou que você estava dando bem apenas com 5 mg e resolveu continuar com ela. Contudo, seu organismo já avisou que está sendo insuficiente. Não é que o remédio não esteja fazendo efeito, é a dosagem que está muito pequena. Entre em contato com sua médica, pois tenho a certeza de que ela irá recomendar o uso de 10 mg. E tudo voltará ao normal, sem essa chata falta de ar, ocasionada por sua ansiedade. Fique tranquila.

        Beijos,

        Lu

        1. Melissa Deisy

          Lu
          Se os sintomas não desaparecerem, retornarei à médica antes do período que ela me mandou retornar.
          Obrigada pela atenção 😀

  46. Alessandro Garcia

    Boa-tarde Família…

    Ontem fui a minha segunda visita ao psiquiatra depois de 2 meses do uso do ÊXODUS. Apenas digo mais uma vez: Superem cada um dos efeitinhos adversos do começo e tudo se resolve. Eu me sinto tranquilo, mais forte, otimista, célebre, constante e o mais importante de tudo… PRESENTE!

    Amigos, aproveitem o presente que Deus dá a cada um de nós, alguns com a depressão e outros com TAG, pois por mais difícil que seja, estamos apenas recebendo um sinalzinho divino nos reacomodando, mostrando que o caminho é outro e precisamos de adaptações. Hoje convivo com uma pequena dorzinha na nuca pela manhã, que vai e vem… Às vezes uma pequena sensação de tontura… Dormência nas mãos e pés, mas passa! Consigo ver com outros olhos meus sentidos orgânicos e não me assusto mais. No dia da consulta fiz um eletrocardiograma pra tirar as “nóias” da mente e deu tudo certinho.

    Busquem melhorar através de alternativas, eu por exemplo, pratico budismo, é um remédio maravilhoso. Nosso dia a dia não é fácil, nosso cérebro se acostuma com o mais conveniente e prático… Então, busquem mudar sua frequência. A vida é mais que um hábito… Ela é emocional, mas também racional! Eu tenho muitas dificuldades, mas o prazer de viver novamente está a meu lado!

    Um grande e forte abraço cheio de carinho a todos!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Alessandro

      Agradeço em nome de todos as suas palavras carinhosas, cheias de otimismo. Concordo com tudo que disse. É preciso seguir em frente com otimismo e preencher a vida com coisas boas, abrir mão dos velhos hábitos, quando ruins, e caminhar com alegria, vivendo um dia de cada vez, e agradecendo por tudo. É isso que tenho tentado fazer diariamente. Quanto à dor na nuca, pode ser em razão do computador, ou de algum serviço que exija ficar com a cabeça baixa. Já tentou usar um colete cervical (só em volta do pescoço). Eu uso um da Mercun só para isso, pois trabalho muito com computador.

      Abraços,

      Lu

    2. Josi

      Alessandro
      Fiquei muito feliz com seu comentário. Parabéns! Estou persistindo no meu tratamento também. A vida é um presente lindo que foi nos dado e que merece ser bem vivida. Não vejo a hora… Mas as coisas estão melhorando.

  47. Sheila

    Lu
    Por uma caso o medicamento oxalato de escilalopran pode atrasar a menstruação?

    Obrigada!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Sheila

      Eu nunca ouvi falar que acontecesse isso, mas como cada organismo apresenta reações diferentes, quem sabe. Procure primeiro outras causas. Se for gravidez, terá que entrar em contato com seu médico imediatamente. Aguardo mais notícias suas.

      Seu e-mail está incorreto!

      Abraços,

      Lu

  48. Carpes

    Oi, Lu!
    Estou há 4 meses sendo medicado com oxalato de escitalopran, 10 mg, com acompanhamento psiquiátrico a cada 30 dias, na fase atual. Como apresentei uma pequena baixa emocional, a doutora recomendou passar para 15 mg. Acontece que ainda tenho muitas cartelas de 10 mg. Posso ingerir 1 comprimido de 10 mg e partir outro ao meio? Se o pessoal quiser me dar suas opiniões, fico grato. Saúde a todos nós!

    Obrigado e um abraço!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Carpes

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho (ou seria amiguinha?), no início do tratamento o médico vai observando qual será a dosagem ideal para o paciente. Isso é normal. Quando se sentir bem com a dosagem indicada, não precisa mais ir tanto ao psiquiatra, a menos que tenha plano de saúde. Saiba também que o clínico geral poderá lhe receitar o medicamento, desde que leve a cópia da receita anterior. Você pode, sim, dividir o comprimido ao meio e completar a dosagem. Sem problema algum. E venha sempre conversar conosco.

      Abraços,

      Lu

      1. Carpes

        Obrigado pela presteza da resposta, Lu. Sou gaúcho de Porto Alegre. Permanecerei acompanhando o site, certamente.

      2. Raphaela

        Oi, Lu!
        Sofro de despersonalização e minha psiquiatra me receitou escitalopram 10 mg no período da manhã e quetiapina 25 mg no período da noite. Ontem foi meu primeiro dia tomando esses medicamentos. Ao tomar o quetiapina à noite senti vários sintomas colaterais e estou com medo de tomar hoje. Acordei muito triste com pensamentos suicidas, tomei o escitalopram e estou meio confusa. O que eu faço?

        1. LuDiasBH Autor do post

          Raphaela

          Seja bem-vinda a este cantinho. Faça parte de nossa imensa família.

          Minha amiguinha, o que você está passando diz respeito aos efeitos adversos da medicação, que costumam passar em torno de duas a três semanas, normalmente. Isso acontece com todos, na fase inicial do tratamento. Nesse período é preciso ter muita paciência, ser POP (paciente, otimista e persistente). As primeiras semanas são difíceis, mesmo, como poderá ler aqui nos comentários. A pessoa sente-se pior do que antes de iniciar o tratamento. Mas fique tranquila, pois tudo isso irá passar, e você verá luz no fim do túnel. Não tenha medo de tomar os medicamentos. Mas também não se esqueça de comunicar à sua psiquiatra sobre esses pensamentos ruins que está tendo, ou seja, sobre essas suas ideias suicidas. Faça isso o mais rápido possível. Fale-lhe também de sua confusão mental. Esse contato, no início do tratamento, entre paciente e médico é de suma importância. Peça também a alguém mais próximo a você, para ficar de olho em sua pessoa, nessa fase inicial.

          Raphaela, fique em contato comigo, principalmente agora no início do tratamento. Quero me escreva todos os dias, falando-me como está passando. Certo?

          Beijos,

          Lu

        2. Maira

          Oi, Lu!
          Há uns dias atrás estava tendo um pesadelo e não conseguia acordar, tentei duas vezes a acabei acordando. Mas devido ao esforço para acordar, levei um susto, meu corpo e cabeça parecem ter levado um choque. Após o ocorrido não consegui dormir. Tenho tido insônia e pensamentos que não entendo. Fui ao médico e ele me disse que era transtorno da ansiedade, e me receitou esse remédio. Confesso que estou com um pouco de medo de tomar, mas acredito que é minha única alternativa de melhora.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Maira

          Seja bem-vinda ao nosso grupo. Sinta-se em família.

          Amiguinha, os sintomas de que fala podem estar relacionados à ansiedade, sim. Os pesadelos, quando são muito fortes, deixam-nos para baixo, e muitas vezes temos medo de que eles retornem, o que faz com que evitemos, ainda que inconscientemente a dormir. Contudo, muitos médicos vêm fazendo diagnósticos precipitados, vendo tudo como síndrome mental. Muitas pessoas que tomam antidepressivos atualmente, não precisam deles.

          Antes de tomar o medicamento, gostaria de saber:
          1- É a primeira vez que isso lhe acontece (pesadelo)?
          2- Acha que é uma pessoa ansiosa? Por quê?
          3- Está com medo de dormir e ter pesadelo de novo?
          4- Está passando por alguma fase de preocupação?
          5- Que tipo de pensamentos estava tendo?
          6- Já experimentou algum ansiolítico (diazepam, por exemplo) antes de deitar-se?

          Aguardo resposta. Beijos,

          Lu

        4. Maira

          Lu, depois do pesadelo tive palpitações muito forte no peito, um medo e depois disso muitos pensamentos me perseguiam, pensamentos ruins, não estava tendo mais controle da mente como antes. Eu ainda estou em casa e é pior, ainda fico pensando, estou assim há alguns dias, até esperei pra ver se passava mas não passou…

        5. LuDiasBH Autor do post

          Maira

          Fique tranquila, pois com o uso do antidepressivo, dentro de duas a três semanas, normalmente, isso começará a desaparecer. E imagino que você deverá ficar pouco tempo usando o medicamento. Lembre-se de não parar por conta própria, pois a abstinência é muito severa. Também é bom que leia direitinho sobre os transtornos adversos que acontecem na fase inicial da medicação. Mas não se assuste, pois eles passam. Vou lhe enviar alguns links de bons textos. E continue em contato conosco.

          Beijos,

          Lu

        6. Maira

          Lu
          Obrigada por me responder e me tranquilizar… Estou há 7 dias tomando o remédio, nos 3 primeiros dias não tive muita fome e acordava muito à noite. Acordava de manhã um pouco assustada com uma sensação estranha. Após os 3 primeiros dias, meu apetite aumentou só que não tenho ânimo pra fazer as coisas… Que essas três semanas passem logo, pois quero logo que a parte boa chegue. Obrigada mais uma vez.

        7. LuDiasBH Autor do post

          Maira

          Pressinto que o seu organismo está aceitando muito bem o medicamento, e logo estará livre de todos os efeitos adversos, existindo apenas os bons. Parabéns pelo otimismo, garota POP! Continue em contato conosco.

          Beijos,

          Lu

    2. Lorena

      Oi, Lu!

      Estou no 3º dia da medicação (reconter 15mg) e estou me sentindo a pessoa mais triste do mundo. As crises de choro são constantes, assim como a náusea e a falta de apetite. Cheguei a pedi a Deus para morrer. Está tão difícil! Mas sei que irei conseguir, ou melhor, preciso crer nisso. Obrigada por ser essa luz acolhedora nesse momento tão escuro.

      1. LuDiasBH Autor do post

        Lorena

        O início do tratamento é mesmo muito difícil. Todos passam por isso. Lembre-se de que esses efeitos adversos são passageiros, e o bem-estar que virá depois compensa tudo isso. Você deve estar se sentindo pior do que antes. Não se preocupe, dentro de duas a três semanas, normalmente, esses efeitos ruins desaparecem. É preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). Todos aqui já passaram (ou ainda passam) por isso. Força minha amiguinha! Conte conosco!

        Abraços,

        Lu

  49. Geovane

    Lu

    Estou há 2 meses tomando o oxalto de exitalopram, e sinto uma queimação nas mãos e também nos pés, e coceira no corpo e irritação nos olhos, gostaria de saber se isso é normal?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Geovane

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinho, se com dois meses ainda continua com tais efeitos, deverá entrar em contato com seu psiquiatra, para que ele avalie o porquê. Faça isso e depois nos conte como foi.

      Abraços,

      Lu

  50. Luiz Franco

    Olá, Lu!
    Comecei afazer uso do escitaliopram 30 mg, hoje, e já notei que meu dedo dá umas tremidas estranhas, é normal isso? Também já percebi que fiquei menos ansioso. Obrigado, e fico no aguardo.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Luiz

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, por que você já começou com uma dosagem tão alta? Qual é o seu transtorno mental? Você passará, sim, por alguns efeitos adversos. Isso é normal. Mas quero mais informações suas.

      Abraços,

      Lu

      1. Luiz Franco

        Na verdade, fazia uso do Citalopram 35 mg há 2 anos, mas percebi que o mesmo não estava tirando mais minha ansiedade como antes, então conservei com meu neurologista, com o qual me trato, que decidiu fazer a troca do remédio, o mesmo é um composto para enxqueca e ansiedade (Escitalopram e Tanacetum).

        Abraços,

        Luiz

        1. LuDiasBH Autor do post

          Luiz

          Você já se encontra em tratamento há dois anos. E acontece mesmo de o antidepressivo não mais fazer efeito, sendo necessário mudar para outro. O oxalato de escitalopram é um medicamento muito usado nos dias de hoje. A maioria das pessoas aqui faz uso dele. Vou lhe enviar uns links sobre o assunto.

          Abraços,

          Lu

        2. Amanda Costa

          Bom-dia, Lu!
          Estou eu aqui depois de meses sem aparecer, mas estou sempre lendo as postagens e comentários. Vivi um caso de amor com o oxalato de ecitalopran durante 1 ano. Eu estava ótima até semanas atrás. De repente, aquela agitação de antes voltou, a queimação no peito e os sintomas de ansiedade também. Confesso que estou muito triste, porque há dois meses atrás estive com a psiquiatra, que me disse que em nossa próxima visita já iria começar o desmame da medicação, porém estou começando a me sentir como no início do tratamento: triste, desanimada e com um cansaço extremo. Ontem mesmo tive uma crise, coisa que há tempos não tinha.

          Lu, eu tomo 20 mg por dia do Reconter, você acha que é possível aumentar a dose ou terei de trocar a medicação? Consegui uma consulta com a minha psiquiatra hoje, estou com muito medo das crises voltarem. Amanhã mando o parecer dela!

          Obrigada pela força de sempre!

        3. LuDiasBH Autor do post

          Amanda

          O que está sentindo é normal para todos nós que fazemos tratamento para transtornos mentais. Esta oscilação é natural. Acontece que o organismo de algumas pessoas é mais resistente aos antidepressivos, exigindo modificação constante na dosagem ou até mesmo a mudança para uma substância diferente. O seu médico irá analisar seu caso direitinho, baseando-se em fatos, e, com certeza, optará pelo que for melhor. Quanto ao desmame, quando ele é feito sem que a pessoa possa abrir mão do antidepressivo, as crises não tardam a voltar ainda mais severas. Portanto, foi bom ter descoberto que ainda não era tempo de paralizar com a medicação, o que lhe poupará crises agudas. Não há motivo para ficar chateada com isso. Tudo tem o seu tempo. Continue sendo POP. Aguardo novas notícias.

          Beijos,

          Lu

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