JOÃO E MARIA – A VERDADE NUA E CRUA

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Autoria de LuDiasBH

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Numa cabana muito pobrezinha, próxima ao Park Yellowstone, em Wyoming, Montana/EUA, moravam um lenhador e seus dois rebentos. E, como não poderia deixar de ser, os dois pequeninos perderam a mãe e agora enfrentavam a sanha de uma madrasta perversa, que inclusive trabalhou em Os 101 Dálmatas.

Se a vida era difícil para a família, pior ficou com a queda do dólar no reino do Tio Sam. Até mesmo os súditos, sempre de nariz empinado e os sub-súditos, originários de outras partes do mundo, mas com o mesmo nariz empinado, não sabiam o que fazer. O lenhador, tataraneto de Abraham Lincoln, não conseguia ver luz no fim do Chesapeake Bay Bridge-Tunnel. Era preciso encontrar uma “exit” (saída) com urgência.

Para resolver tal dilema econômico, a madrasta já tinha a solução na ponta da língua: abandonar as crianças na Floresta Nacional de Shoshone. Seriam duas bocas a menos. Inclusive, poderiam encontrar o Zé Colméia por ali, que dividiria as cestas de piquenique com elas. O lenhador tentou resistir à queda das bolsas e ao descambo dos imóveis, mas sucumbiu aos cafunés da peçonhenta.

Como criança ouve tudo, os dois pupilos tomaram conhecimento do assunto no dia anterior. Assim que a dupla cruel dormiu, o pequeno John encheu o bolso de pedrinhas. E, conforme o plano diabólico dos desalmados, as crianças foram deixadas na selva. Mas com as pedrinhas brilhando ao luar, acharam com facilidade o caminho de casa, chegando ao amanhecer. Fato que deixou a bruxonilda tremendamente desconcertada e infeliz. Alguns ingênuos dizem que o pai ficou feliz. Não acreditem nisso, pois já havia traído os filhos uma vez.

A segunda tentativa de abandono das crianças foi consumada. Só que agora, sem as milagrosas pedrinhas. A megera havia descoberto a causa do fracasso de seu plano econômico e, para não ser recorrente no erro, trancou a porta do quartinho com tetra chave. Sei que fica difícil para os leitores entenderem como um casebre tinha chaves no quarto. Mas fatos são fatos e não há como lutar contra eles. No dia seguinte, foram dados dois pedaços de pão dormido, às sonolentas crianças. Numa tentativa desesperada, para não perderem o caminho de volta, elas esmigalharam a massa pelo caminho. Passarinho que é esperto fez a festa, sem deixar rastro.

De novo lá estavam os dois pupilos em apuros. Famintas e amedrontadas, sem saber que rumo tomar, sem Smartphone ou Blackberry, as crianças foram caminhando a esmo, até que chegaram a uma casinha feita de chocolate da Hershey’s, biscoitos wafers dos mais diferentes sabores e doces finos importados do Brasil: brigadeiros recheados, beijinhos floridos, bombons de maracujá, trufas com ouro, brigadeiros, camafeus de limão, pérolas de nozes dourada, estrelas de palha italiana, damascos com chocolate branco e trufados de cereja. Quem resistiria?

Já dizia a minha avó que, quando a esmola é muito grande o santo desconfia. Dito e feito. Uma velhinha, com a aparência de nossas vovozinhas, apareceu, convidando os dois pimpolhos para entrarem na casa deliciosa. Só que, meus amigos, ela era uma bruxa desempregada com o degringolar da economia estadunidense. A pilantra aprisionou o boy numa jaula, para a engorda, enquanto a doce girl trabalhava, como se fosse uma escrava ilegal com medo da Imigração.

A bruxa perversa, para o bem dos pimpolhos, não era chegada a fazer exame de vista. Preferia banhar os olhos em suas urtigas, a se deixar examinar por um oftalmologista. John, que não era nenhum tolo, assíduo espectador do programa American Idol, percebeu de cara as cataratas (que não eram as do Niágara) da velhaca. De modo que ele lhe apresentava um ossinho de galinha, como se fora seu dedo. A diabólica entupia o menino com suplementos vitamínicos da American AGBN Company, mas o dedinho, digo ossinho, continuava magrinho, magrinho.

Dizem que só os santos nunca perdem a paciência. Imaginem então uma bruxa, que tem pressa em fazer maldade?! Resolveu papar o menino e, para completar o almoço, a menina seria assada, pois aquela ladainha já tinha ido longe o bastante, sem operar nenhum milagre na balança comercial da velhota.

Mas Mary que é Mary não se deixa passar pra trás. Afinal de contas, não são as Marias que comandam o mundo? Pois é, a Mary de nossa história não tinha mais nada a perder, já que estava no bico da águia, sem possibilidades de contato com Mr. President Obama. Teria que agir com a maior rapidez possível. É fato que na velha cabana, duas vezes por semana ela via o seu programa preferido: Magayver. Estava na hora de colocar em ação o aprendizado. E assim o fez.

A demoníaca pediu à menina que acendesse o velho forno para assar pão. Pão!? Hahaha! Mary atinou que aquele era o momento da vingança. Pediu à abestada para lhe ensinar a acender o treco. Assim que a bruxa abaixou e enfiou a cabeça no forno, vupt, a menina empurrou-a para dentro e fechou a tampa. A mandingueira morreu assada.

John e Mary pegaram a receita das guloseimas que a bruxa guardava e, de quebra, pegaram um GPS, oculto no baú da maldosa, que os direcionou com facilidade até a cabana, onde moravam.

Contam as boas línguas que Mr. Brown, o pai, estava triste e arrependido, mas tenho cá as minhas dúvidas. Ele estava mesmo era solitário, pois a madrasta havia morrido de fome com a queda da Dow Jones e da NASDAQ. De forma que partiu com os dois filhos para Paris, onde tentaria vender as receitas da bruxa, pois lhe disseram que o povo por lá só vivia para comer.

Ontem, foi publicado no The NY Times que “Há cerca de uma semana, depois de passados dez anos do ocorrido, Mary apareceu no The Oprah Winfrey Show, para dizer que o John está de casamento marcado com Paris Hilton e ela, Mary, tem um romance com Pierre, filho do Sarkozy. Quando a Oprah perguntou-lhe sobre o pai, ela respondeu que, para se penitenciar do crime que cometeu, abandonando os filhos  na floresta, ele passou a apresentar o BBB no Brasil, apesar do horror que tem ao programa.

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