Marcos Vidinha – A MORTE DO SOL

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Autoria de LuDiasBHsol

A Morte do Sol é mais uma das belas obras do pintor carioca Marcos Antônio Moreira Vidinha, e o mais recente trabalho do artista.

Segundo Marcos, a ideia de pintá-la nasceu enquanto lia um artigo na Internet sobre a teoria científica desse evento, que deverá ocorrer dentro de cerca de sete bilhões de anos, quando o gás hélio será dominante e o hidrogênio eliminado do núcleo solar, e, desta forma, não haverá mais a fusão que produz o calor. Primeiramente haverá a expansão do astro-rei, quando então engolirá os planetas Mercúrio, Vênus, Terra e Marte, o que ocorrerá por volta de cinco bilhões de anos. O sol será transformado numa estrela anã, sem fulgor e vida, um bilhão e meio de anos após sua expansão. O artista complementa:

Como neste universo de Deus, tudo, do infinitamente pequeno até o infinitamente grande, é maravilhoso e grandioso, fiquei pensando, na minha simplória insignificância, em como seria a visão “da morte do sol” vista da Terra, caso esta ainda existisse, pois, como sabemos, ela será devorada antes pela estrela.

Marcos Vidinha, em sua ficção, concebeu um cenário onde o sol estaria se pondo no horizonte, ainda com algum brilho próprio, mas incapaz de iluminar a Terra, pois ao artista tudo é permitido na sua criação. Imaginou também que a estrela receberia o golpe fatal através da “foice celeste da morte”, um “gigantesco corpo celeste na forma de arco, que vagueia pelo universo, capturando as estrelas agonizantes e transformando-as em minúsculos e obscuros pontos de luz, na sua infinita cauda”.

A composição visual desta pintura foi imaginada de forma que o olhar do observador comece focalizando o sol, que nesta obra, além de ser o elemento principal, é também o ponto focal (ponto inicial de atração do olhar do observador). A seguir, o olhar desloca-se para a parte da “foice”, que se encontra ao lado direito inferior do sol, como se estivesse a puxá-lo. A seguir, o cérebro do observador conduz o seu olhar para fora da tela, percorrendo a curva imaginária da “foice” e, sob a ação de uma “barreira imaginária”, seu olhar é novamente trazido para a tela e para a “foice”, percorrendo todo o seu trecho, do lado direito em direção ao lado esquerdo da tela, até se perder na linha do horizonte.

A tonalidade predominante no quadro é a escura, cor preta no céu e azul muito escuro no mar, com o objetivo de transmitir ao observador a impressão de escuridão e, em consequência, a sensação de medo. Marcos pintou nebulosas muito sutis, nas cores verde e azul (cores frias, distantes), em tons escuros, para repassar o efeito do isolamento do sol dos demais corpos celestes, pois, em suas próprias palavras: “Imagino que a sensação de quem esteja morrendo seja a de isolamento.”. Ele também pintou, propositalmente, uma nebulosa vermelha (cor quente) próxima ao sol, para mostrar que a sensação de pouco calor, ainda existente no espaço, não é proveniente do outrora astro-rei.

É interessante observar a capacidade que esse artista possui, ao transformar algo apavorante, que nos congela até a alma, embora se situe a bilhões de anos no tempo, em obra de arte, numa mistura extraordinária de ficção e realidade.

Ficha Técnica:
Título: A Morte do Sol
Ano: 2015
Dimensões: 40 cm x 60 cm
Registro Artístico da Pintura: 29
Classificação: paisagem (imaginária)
Estilo compositivo: livre de regras
Estilo pictórico: policromático, tinta a óleo e acrílica, uso de pincel e espátula
Localização: a obra pertence à coleção particular do artista

Contato:
e-mail:mavidinha@uol.com.br
site: www.pintura.ucoz.com.br/

14 comentários sobre “Marcos Vidinha – A MORTE DO SOL

  1. Pedro Rui

    O teu desenho me fez ler sobre o Criador. Se o sol desaparecer todas as plantas desaparecem, logo o ar deixa de existir. Considere a escala cósmica: uma diferença na força eletromagnética afetaria o sol, alternando assim a luz que atinge a Terra, tornando difícil, ou impossível a fotossíntese nas plantas. Poderia também roubar da água as suas propriedades ímpares,que são vitais para a vida. Mais uma vez,a regulagem perfeita da força eletromagnética torna possível a nossa vida. Igualmente vital é a intensidade da força eletromagnética em relação às outras três.
    Por exemplo,alguns físicos calculam que esta força seja

    10.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000.000(10″40) de vezes maior do que a gravidade. Poderia ínfimo acrescentar mais mais um zero a esse número (10″41). Mas isso significaria que a gravidade seria proporcionalmente mais fraca, podes imaginar o que poderia acontecer?

    Tudo isso está nas mãos de Deus, pois nós não temos noção do que estamos fazendo na Terra, por isso para quê tanta ganância?

    Fica com o Criador, Marcos, e obrigado pelo quadro.

    Abraços

    Rui Pedro

    Responder
    1. Marcos Antonio M. Vidinha

      Pedro Rui
      Muito obrigado pelo seu comentário, recheado de dados científicos. Concordo plenamente com você que o Universo é absurdamente gigantesco (não sei se algum gênio da espécie humana teria a real noção do seu tamanho). Mas o Criador é maior que todo o Universo. Nós, simples humanos, não somos nada diante do Universo, portanto concordo com o amigo: para que tanta ganância, tanto ódio, tanta discriminação, tanta injustiça, e por aí vai…
      Que Deus te abençoe.

      Abraços
      Marcos Vidinha

      Responder
  2. Pierre Santos

    Ler esses textos aqui, na distância em que estou, me deixa leve, pois aí só encontro poetas falando de pintura. Hoje entrei casualmente em meu e-mail numa lan perto do hotel e me deparei com o convite do Vidinha para ver seu quadro e os textos aí postados, principalmente o de Lu, que me deixou de queixo caído (Lu, você virou uma grande crítica de arte!).

    Meu caro Marcos, seu quadro, além de lindo, é profundamente expressivo e, como disseram aí para cima, faz a gente pensar. Parabéns, meu caro. Ainda não tive tempo para entrar no seu site. Fá-lo-ei assim que puder e, prometo, mandar-lhe-ei minha opinião. Abraços.

    Responder
    1. Marcos Antonio M. Vidinha

      Pierre Santos
      Obrigado por ter aceito o convite e pelas palavras carinhosas dirigidas ao meu humilde, mas sincero trabalho.
      Eu me sentirei honrado com a sua visita ao meu site. Fique a vontade para fazer os comentários que desejar, pois embora receba elogios como impulso para a realização de novas obras, também acato com agradecimento as críticas construtivas que me permitem refletir e buscar a evolução técnica da minha expressão artística.
      Fique com Deus.

      Abraços
      Marcos Vidinha

      Responder
  3. Pedro Rui

    O quadro,a obra é bela,isto está escrito e vai acontecer, eu me sinto um pequeno grão de areia,realmente faz-nos refletir sobre o sistema que foi criado por Deus.

    Abraços

    Rui Pedro

    Responder
    1. Marcos Antonio M. Vidinha

      Pedro Rui
      Obrigado pelo seu comentário. Realmente… entre os diversos objetivos de uma pintura, na minha opinião, a reflexão é uma das mais importantes. Eu me preocupo ainda mais com a duração do nosso planeta do que com a do sol, pois no ritmo em que a depredação está ocorrendo, as vidas no nosso planeta vão deixar de existir muito, muito antes do término da existência solar.
      Abraços!

      Fique com Deus.
      Marcos Vidinha

      Responder
  4. LuDiasBH Autor do post

    Marcos

    O seu quadro é mesmo muito tocante, pois nos leva a uma reflexão sobre a nossa vida de terrestres, passageiros do tempo. É difícil imaginar que um dia, um planeta tão belo como o nosso possa desaparecer e, com ele, toda a ambição e vaidade humanas.

    Na composição, chama-me a atenção, sobretudo, o sol, já sem vida, mergulhando no oceano escuro, pois uma vez morto o astro-rei, mortas estarão todas as cores.

    Um grande abraço,

    Lu

    Responder
    1. Marcos Antonio M. Vidinha

      Lu
      Dizem que a língua portuguesa é uma língua muito difícil, mas muito rica e bela. Mas há pessoas que têm uma capacidade incomum de tornar nossa língua ainda mais bela, na forma como escolhem as palavras e na forma como as dispõem no texto. Você é uma dessas pessoas! Que facilidade você tem de “brincar” com as palavras! Quem lê os seus textos, fica com a sensação de que é muito fácil escrever… mas não é, é difícil. Você tem esse dom, o da escrita!
      No mínimo, preciso lhe agradecer duas coisas: suas preciosas palavras e a confiança que você deposita no meu trabalho.

      Eternamente grato.
      Fique com Deus.

      Abraços
      Marcos Vidinha

      Responder
  5. Alvimar

    E realmente impressionante o modo como o artista representa sua visão pessoal a respeito do fenômeno físico. Não sendo um crítico de arte, eu me sinto à vontade para explanar este belo quadro. Eu diria que está distante do conceito atual de arte contemporânea. Entretanto, fazer arte sem se preocupar em “ser contemporâneo” confere um autêntico resultado final. Aqui, repleto de sinceridade, já que se olharmos a pintura com os olhos da alma, podemos sentir o questionamento latente, o incômodo, a impressão do executor da obra. Melhor do que tentar descrever, ou mesmo compreender, é sentir-se tal como o homem vê, à sua maneira, e transfere a emoção da pergunta, levando-nos à reflexão. O que buscamos, na grande maioria das vezes é a beleza. Mas a beleza muitas vezes pouco tem a acrescentar, a não ser a função a qual ela confere, que é a decoração. Claro que não digo que este quadro não é belo, pelo contrário. É. Muito. Mas vai além disso, e é por isso que pode ser considerado fruto da expressão artística. Obrigado Lu, por compartilhar seu imenso bom gosto.
    É sempre um imenso prazer estar aqui.

    Responder
    1. Marcos Antonio M. Vidinha

      Alvimar
      Muito obrigado pelos seus comentários sobre o meu trabalho. Muito obrigado também pelas suas palavras elogiosas. Como pintor e como engenheiro, considero a opinião crítica (com objetivo construtivo) útil para reflexão e mudança de procedimentos, e a opinião elogiosa, útil na motivação para a evolução. Portanto, suas palavras representam para mim pilares para novos projetos.
      Que Deus o abençoe.

      Abraços
      Marcos Vidinha

      Responder
      1. Alvimar

        Que Deus o abençoe também. Obrigado por proporcionar-nos o prazer de vislumbrar tamanho talento. Esta é arte de comunicar sem pronunciar palavras. De pintor para pintor.

        Abraço forte
        Alvimar

        Responder
        1. Marcos Antonio M. Vidinha

          Alvimar
          Obrigado. Fico emocionado e sem jeito “ao ouvir” suas palavras, por você ser também um pintor. O peso de um elogio de um colega de arte é muito grande. Gostaria muito de conhecer seu trabalho, como é possível acessá-lo?

          Muito obrigado.
          Fique com Deus.

          Abraços
          Marcos Vidinha

        2. Alvimar

          Isto é para mim uma grande honra. Nossa querida amiga Lu Dias me presentou ao postar aqui em seu blog um dos meus trabalhos. “Menina da Cana”, ou “Menina Chupando Cana”. Você pode ver aqui neste blog. Eu também gostaria de ver mais dos seus trabalhos. Eu gostei imensamente.

          Sinceramente

          Alvimar

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