Marcos Vidinha – BOLERO DE RAVEL

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Autoria de LuDiasBH

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O carioca Marcos Antônio Moreira Vidinha, atualmente morando em Santos/SP, é mais um desses artistas que, embora tenha por formação o campo das exatas (ele é engenheiro civil), não consegue acorrentar o talento artístico que traz dentro de si. Desde menino, já se extasiava com a pintura, admiração essa que foi crescendo juntamente com ele, até se transformar num “hobby”, que tem lhe proporcionado vários convites para expor suas obras em galerias de arte, tanto nacionais quanto internacionais, embora Marcos ache que ainda não é o momento certo, uma vez que não tem intenção de vendê-las, por enquanto.

A belíssima composição acima, denominada Bolero de Ravel, é uma das mais recentes obras do pintor, que se inspirou na música do compositor e pianista francês Joseph-Maurice Ravel, conhecido mundialmente pelo bolero que dá título ao quadro. Também ao compositor, por quem nutre grande admiração, Marcos Vidinha dedicou sua obra – in memoriam.

Assim como a composição de Ravel, que começa quase inaudível e vai enchendo o ar de sons cada vez mais vibrantes, até culminar num êxtase total, o quadro Bolero de Ravel, onde tudo se mostra em movimento, também leva o observador a esse mesmo arroubo de encantamento, que começa num ponto mágico da tela, onde se situa a clave de sol, que funciona como um palco musical imaginário, flutuando pelo espaço sideral, levando consigo inúmeras notas musicais e diferentes instrumentos, muitos deles usados na execução da composição do artista francês (clarinete, fagote, trompete de pistão, saxofone, trombone, bumbo, pratos, tam-tam e caixa clara), até culminar num arrebatamento total, que tem como tela o universo.

O pequeno foguete branco, que voa à frente das notas e instrumentos musicais, é uma menção às sondas espaciais Voyager I e II, lançadas da Terra em direção ao espaço infinito, levando a bordo, dentre outras coisas, músicas criadas pelos seres humanos, para que, no caso de serem interceptadas por outra civilização, essa possa tomar conhecimento da nossa e de suas habilidades. Na composição, o foguete está levando a obra musical de Ravel, denominada Bolero, composta em 1928, a outras partes do Cosmo. E, próximo a ele, na parte superior direita da tela, um globo com linhas espiraladas representa uma galáxia com suas estrelas e demais corpos celestes.

O artista deu tanta leveza à sua obra, que o observador tem a sensação de que não apenas observa a pintura, como também ouve os sons que dela emanam e a eles se agrega, num voo mágico pelo universo, embalado por uma profunda paz.

Ficha técnica:
Título: Bolero de Ravel
Ano: 2015
Dimensões: 40 x 60 cm
Registro Artístico da Pintura: 28
Classificação: paisagem (imaginária)
Estilo de composição: livre de regras
Estilo pictórico: policromático
Localização: a obra pertence à coleção particular do artista.

Nota: conheça outras obras primorosas do pintor, acessando o link abaixo:
www.pintura.ucoz.com.br.com   ou   entre em contato com mavidinha@uol.com.br

19 comentários sobre “Marcos Vidinha – BOLERO DE RAVEL

      1. Odair Nunes

        Marcos Vidinha tem novas belas obras de artes para nos mostrar e nos alegrar a alma.
        Abraços a toda família. Deus o abençoe sempre!

        Responder
        1. Marcos Antonio Vidinha

          Meu Prezado amigo Odair

          Muito obrigado por suas palavras amigas que me deixam muito feliz. Odair, você tem duas opções para ver minhas pinturas:
          a) – no site: http://www.pintura.ucoz.com.br
          b) – no meu segundo facebook: Marcos Antonio Moreira Vidinha

          Que Deus lhe abençoe e o ajude a realizar todos os teus sonhos.

          Abraços
          Marcos Vidinha

    1. José Antonio

      Adorei Bolero de Ravel. “Só é artista aquele que é capaz de transformar a solução num enigma. “(Karl Kraus)

      Responder
  1. Eunice Mendes

    MARCOS
    Parabéns pelo lindo quadro. Ele tem mesmo uma leveza que nos faz refletir sobre as linhas e cores que você usa e nos permite entrar no mundo da música também. Há uma parceria aí indissolúvel entre pintura e música.
    Bela junção BELO TALENTO!
    PARABÉNS!
    Eunice

    Responder
  2. Edward

    LuDias
    Esta é uma das demonstrações de que a arte pode estar dentro do coração e da alma de cada ser humano. Por vezes, deixamos escapar as oportunidades para colocar para fora o que temos em nosso íntimo, deixando-a de se revelar.

    Vidinha é um daqueles que não perdeu a oportunidade e mostrou que, mesmo tendo formação em exatas, engenharia civil, é um extraordinário artista. Ele me fez lembrar do grande arquiteto brasileiro, que o mundo todo reverencia, Oscar Niemeyer, que foi muito além na arte, dentro inclusive de sua profissão.

    Foi ótimo conhecer Vidinha.

    Abraços

    Responder
    1. Moacyr Praxedes

      Gostei muito dessa obra de Marcos Vidinha, tão bem descrita pela Lu. A homenagem a Ravel é mais do que merecida. A gente realmente flutua junto com o quadro. Parabéns ao autor.

      Moacyr

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Moacyr

        O trabalho desse artista é mesmo surpreendente. Pela sua obra dá para se ter uma noção de sua sensibilidade. São homens como ele que ajudam a embelezar o mundo.

        Abraços,

        Lu

        Responder
      2. Marcos Antonio Vidinha

        Prezados Moacyr e Lu

        Moacyr, muito obrigado por suas gentis palavras sobre meu trabalho. Lu, seus comentários me deixam, ao mesmo tempo, muito feliz e “muito acanhado”, pois embora não pareça, sou muito tímido. Eu não tenho a sua competência literária para escrever coisas tão bonitas, e dessa forma me sinto “completamente embaraçado” para responder e agradecer tanta gentileza e tanta generosidade sua, para com o meu modesto trabalho. Fico-lhe eternamente grato.
        Fiquem com Deus.

        Abraços

        Marcos Vidinha

        Responder
    2. LuDiasBH Autor do post

      Ed

      O trabalho desse artista é mesmo surpreendente. Pela sua obra dá para se ter uma noção de sua sensibilidade. São homens como ele que ajudam a embelezar o mundo.

      Abraços,

      Lu

      Responder
    3. LuDiasBH Autor do post

      Ed

      Trata-se realmente de uma obra primorosa, com um título sublime.
      Marcos Vidinha prova-nos que possui um grande futuro pela frente.
      Como você diz, talentos não podem ser desperdiçados.

      Abraços,

      Lu

      Responder
        1. Marcos Antônio Vidinha

          Prezado Messias
          Muito obrigado. Realmente o objetivo era esse. Você deve ter percebido que busquei, através das linhas da pauta, cada uma delas com vibração de amplitude crescente, de baixo para cima, e dirigidas para o espaço infinito, tentando representar a vibração crescente e envolvente do Bolero de Ravel.

          Já faz parte da minha programação de execução de pinturas que ficam vagando pela minha cabeça, a criação de um vínculo entre a música (arte auditiva) com a pintura (arte visual). O Bolero de Ravel foi a minha primeira tentativa de estabelecer esse elo no meu trabalho. Outras músicas vagueiam atualmente pela minha imaginação, aguardando o momento exato (que nunca sei quando será), de sua conversão em um conjunto de cores sobre uma tela.
          Fique com Deus.

          Abraços

          Marcos Vidinha

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