Mestres da Pintura – NICOLAS POUSSIN

Siga-nos nas Redes Socias:
FACEBOOK
Instagram

Autoria de LuDiasBH

Poussin O primeiro requisito mental para todos os outros, é que o tema e a narrativa sejam grandiosos, batalhas, atos heroicos ou motivos religiosos. (Poussin)

Nicolas Poussin foi o principal defensor do Classicismo na pintura barroca europeia. (…) Suas pinturas exerceram enorme influência sobre a Academia Francesa por mais de um século, onde seus seguidores tornaram-se conhecidos como “poussinistas”. (David Gariff)

O pintor francês Nicolas Poussin (1594 – 1665) nasceu em Les Andelys, um vilarejo da Normandia, sendo oriundo de uma família humilde.

Poussin aspirava muito mais que a formação recebida em sua terra e, por isso, mudou-se para Paris, onde se fixou por mais de dez anos, sobrevivendo com dificuldade. Provavelmente deve ter estudado com Georges Lallement e Ferdinand Elle. Ali se sentiu atraído pela arte clássica e pelos grandes mestres do Renascimento, dentre os quais estavam Rafael Sanzio, com seus belos temas de inspiração clássica, e Ticiano com suas cores vibrantes. Esteve em Veneza e Roma, onde se sentiu atraído pela arte clássica e pelos grandes mestres do Renascimento, dentre os quais estavam Rafael Sanzio, com seus belos temas de inspiração clássica, e Ticiano com suas cores vibrantes. O artista é tido como o fundador do Neoclassicismo francês, tendo produzido pinturas históricas, mitológicas, retratos e paisagens.

Insatisfeito com a sua condição em Paris, Poussin partiu para Roma, já se encontrando na casa dos 30 anos, onde poderia se dedicar com mais afinco à sua paixão: o Classicismo, e trabalhar com temas clássicos e religiosos. Em Roma, ele estudou peças da Antiguidade e as obras-primas da Renascença, principalmente as de Rafael e Ticiano. Tornou-se amigo dos mais renomados intelectuais e antiquários da cidade, em razão do patrocínio recebido de Francesco Barberini, sobrinho do papa.

Ao se dedicar intensamente ao Classicismo em suas obras, o artista viu que sua arte distanciava-se, cada vez mais, de seus contemporâneos, tendo dificuldades de aceitação não só por parte da Igreja, como por parte dos mais importantes mecenas de Roma. Em contrapartida, foi bem aceito pelos franceses da corte do rei Luís XIII. Tanto é que, a convite, voltou a Paris,  dois anos mais tarde, onde trabalhou como primeiro pintor do rei, ainda que por um breve tempo. Seu estilo aprimorava-se cada vez mais, com composições que refletiam clareza de concepção, solenidade intelectual e moral, qualidades recebidas com admiração pelos membros da Academia Francesa.

Em Paris, os seguidores de Poussin (pussinistas), que aceitavam a proposta clássica e a superioridade do traço, divergiam dos seguidores de Rubens (rubenistas) que asseguravam a importância da cor e da emoção na pintura. Poussin gostava de pintar telas pequenas, normalmente para colecionadores privados e eruditos, onde tratava de narrativas históricas, baseadas em textos antigos, mitos, lendas e relatos bíblicos, predominando uma rigorosa organização e o uso de cores vibrantes. Dizem que o artista era tão perfeccionista que elaborava diminutos palcos, onde inseria os modelos de cera, como modelo para suas composições.

Sentindo-se infeliz em Paris, Nicolas Poussin voltou para Roma, sua cidade adotiva, e ali permaneceu até o final de sua vida. Foi enterrado na igreja de San Lorenza in Lucina, em Roma. Mas apesar de ter passado grande parte de sua vida em Roma, inclusive tendo morrido ali, o artista é tido como o mais destacado pintor francês do século XVII, fundador do neoclassicismo francês.

Nota:  Autorretrato/ 1650

Fonte de pesquisa:
Os pintores mais influentes…/ Girassol
A história da arte/ E.H. Gombrich
1000 obras-primas…/ Konemann
Arte/ Publifolha
501 grandes artistas/ Sextante

Um comentário sobre “Mestres da Pintura – NICOLAS POUSSIN

  1. Cristina Mascarenhas

    Tenho uma gravura, comprada em França em fins dos anos 80, de características semelhantes a obras de Poussin. Não quero dizer com isto que seja de Poussin mas gostaria de saber a sua autoria. Está bastante danificada, principalmente no canto inferior esquerdo, tem cor sépia (acho eu) e a imagem mostra-nos homens vestidos como guerreiros e mulheres de vestes compridas que aparentemente se dirigem ou interpelam esses homens.
    Gostaria que me dissessem aonde devo dirigir-me ou contactar alguém que possa informar-me mais acerca desta obra.

    Responder

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *