MEUS VERSOS

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Autoria de J.Triste

munch

Meus pobres versos,
Tão dispersos,
Tão sem jeitos
E imperfeitos,
São sinceros, todavia !
E possuem a primazia
De despertar corações
Endurecidos,
Empedernidos,
Amolecendo-os,
Enternecendo-os!

Meus versos são meus cantares,
Meus lamentos, meus penares,
Sinfonias de minh’alma!
Meus anseios, minha calma,
Meus sonhos, felicidades,
Prantos, risos e saudades !

Há sempre, nos versos meus,
Uma flor… um malmequer!
Uma reverência a Deus
E um coração de mulher!

Nota: ilustração À Mesa de Café, Edvard Munch

12 comentários sobre “MEUS VERSOS

  1. Rui

    Ao ler estes versos tão profundos, sua poesia tocou-me na alma, encheu-me o coração, quem o escreveu tinha o dão da palavra, fiquei maravilhado.
    Abraços

    Responder
    1. Edward

      Rui

      O J.Triste – João Baptista Pimentel – é meu saudoso avô materno. Ele escreveu estes versos no início da década de 50. Além de ser para mim um poeta verdadeiro, era um ser humano repleto de ternura e amor. Acho que exteriorizava todos os sentimentos lindos que habitavam em seu coração.

      Obrigado pelos comentários.

      Responder
    1. Edward

      Querido amigo
      Guardo no meu coração todo o carinho e ternura de meus avós, João, o J. Triste, e Guiomar. Meu saudoso avô era um ser humano, antes de tudo. Uma dádiva de Deus a toda a sua família. Gostava muito de fazer poesia e crônicas. Suas poesias eram publicadas semanalmente no jornal lá de Rio Claro, o que lhe proporcionou uma homenagem maravilhosa na cidade Azul, com o nome de uma praça pública, Praça João Baptista Pimentel – J. Triste, o poeta de Rio Claro. No tempo que morou em Dois Córregos, publicava também semanalmente poesias no “O Democrático”, tanto que o
      querido e saudoso amigo Clineu, em seu livro sobre a história de nossa cidade, fez referência a ele, quando citou os poetas daquele tempo.
      Tenho muito prazer em postar os textos que meu avô escreveu, porque, acima de tudo, ele era o coração que falava. E sinto, meu caro amigo, que você é um maravilhoso poeta. O poeta – quando escreve – revela, com sinceridade os pensamentos que habitam sua alma e assim ele, como você.

      Obrigado por seus comentários.

      Responder
      1. Wagner Andriote

        Querido amigo, tornei-me um apreciador da poesia do seu avô. Poesia que vem das profundezas da alma e que enche nossos corações de uma beleza indelével em nossa sensibilidade. Se puder me repasse outros poemas. Abraço fraternal!

        Responder
        1. Edward

          Wágner

          Obrigado por suas palavras. Também aprecio as poesias de meu saudoso avô J.Triste, mas eterno, aqui em meu coração. Irei publicar, devagar e sempre, poesias dele, inclusive, caipiras – estas são muito boas – e alguns textos, que muito me emocionaram e me deram a vontade também de escrever.

          um forte abraço.

  2. LuDiasBH Autor do post

    Ed

    Sou apaixonada com os poemas do avozinho J.Triste. Quanta simplicidade e delicadeza. Eles falam à alma! J.Triste era mesmo um grande poeta. A família deveria publicar seu trabalho, ainda que fosse para distribuir entre ela. Mas não se pode deixar no esquecimento essas maravilhas. Vejo que você tem muito carinho com eles.

    Abraços,

    Lu

    Responder
    1. Edward

      LuDias
      Meu avô tem dois livros – amadores – chamados, respectivamente, “No Meu Silêncio” e “Simplicidade”, repletos de versos, crônicas e poesias caipiras – estas que foram muito boas. O primeiro dos livros é um chamado à atenção, por ele ter perdido a voz, em uma cirurgia. Daí J.Triste.
      Porém ele aprendeu a falar com o palato (exemplo fácil de entender, a palavra batata) e chegava até a se comunicar muito bem. Era muito alegre e feliz com a família. Ele tinha uma amizade muito grande com os atores de circo/teatros dos anos 40 e 50. E seus textos – mais hilários, inclusive as poesias caipiras – ou mais apaixonados, eram declamados pelos atores, nos intervalos dos atos teatrais. Por vezes, penso em reuni-los e publicá-los em um e-book. A vida de meu avô, Lu, é um espelho que sempre busquei nos momentos mais difíceis e decisivos de minha vida.

      Responder
    1. Edward

      Vera
      Agradeço muito sua leitura e seu comentário. Tenho muito orgulho de meu avô, que sempre me serviu de inspiração na minha vida.
      Um forte abraço.

      Responder
    1. Edward

      Mário
      Agradeço a sua presença e comentário. De fato sempre adorei meu avô, não só pela sua cultura e gosto pelas artes, mas por ter sido um ser humano extraordinário. Jamais, no entanto, posso ser comparado a ele que tinha a alma de poeta. Eu faço alguns versos, porque sei que a inspiração é muito importante para que o escritor possa transmitir seu interior, seus pensamentos, sua alma, seu coração. Minha inspiração é vez ou outra. Ele a tinha sempre – quase todos os dias – na sua antiga, mas eficiente máquina de escrever.
      Um forte abraço.

      Responder

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