O SHERLOCK HOLMES DA MEDICINA

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Autoria do Dr. Telmo Diniz

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O corpo humano é uma engrenagem completa e complexa, com diversas variantes e nuanças. Só e somente só o clínico geral poderá desvendar problemas de tal complexidade. Ele é como se fosse o Sherlock Holmes da medicina, cabendo-lhe seguir as pistas dadas pelo paciente para chegar à conclusão, ou seja, ao diagnóstico e, finalmente, tratamento direcionado ao problema. E digo mais: a função do clínico vai além de fazer um diagnóstico para tratar uma doença. Ele deve, acima de tudo, manter firme o propósito de seguir as pistas para praticar a boa velha prevenção.

Diagnosticar e prevenir é, sem dúvida, o principal papel do clínico. Um clínico bem preparado é capaz de diagnosticar quase a totalidade das patologias. Estudos mostraram que, com uma boa entrevista (anamnese), o médico obtém o diagnóstico antes mesmo do exame físico e exames laboratoriais, podendo chegar à casa dos 80 % dos casos. O especialista só será acionado nos casos em que o clínico entenda que determinada patologia deva ser vista de forma mais aprofundada.

Também conhecida como medicina interna, é ela a responsável por diagnosticar e tratar grandes quadros sintomáticos em adultos, particularmente os polissistêmicos, ou que abrangem diversos órgãos, de acordo com uma perspectiva global e integrada a outras especialidades. Para um paciente que apresenta patologias múltiplas ou de difícil diagnóstico, esta é a especialidade médica mais adequada, pois o clínico possui uma visão abrangente do paciente, assegurando a integração dos cuidados, recorrendo, quando necessário, à opinião de especialistas de outras áreas.

O clínico desempenha uma ampla atividade, que inclui:

  • estudo e orientação inicial dos doentes;
  • solicitação de exames de saúde regularmente;
  • diagnóstico e tratamento de grande parte das doenças de adultos;
  • acompanhamento e tratamento do doente crônico;
  • orientação de pacientes que apresentam quadros complexos, com patologias raras e múltiplas, juntamente com a participação de outros especialistas, quando for necessário;
  • entre outras atribuições.

A clínica geral é considerada a “mãe” de todas as especialidades médicas e tem fundamental importância no papel de coordenação científica de todas as atividades em nível hospitalar e ambulatorial. Daí, também, sua relevância para os estudantes de medicina.

A boa relação médico-paciente se baseia em uma estrita relação de confiança. O paciente que confia em seu médico certamente fará o tratamento proposto. E o clínico pode ser a “porta de entrada” para um relacionamento de anos.

Acho que todas as famílias deveriam ter o seu Sherlock Holmes à mão. Certamente, vamos precisar dele, cedo ou tarde.

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