ODE AO AMOR CARNAL

Siga-nos nas Redes Socias:
FACEBOOK
Instagram

Autoria de LuDiasBH

ccca

Os dias sem meu fagueiro amor
são embaçados, soturnos, banais,
e não sou álacre em lugar algum.
Os sentidos rodopiam aloucados,
e a razão como dunas se desfaz.

Vou me consumindo em ais,
se não ouço os teus suspiros,
musicando deleitosas palavras,
garimpadas nesta cálida lavra
de nossos lábios sensuais.

Tudo em volta perde o sentido,
quando nossos corpos carnais
agitam-se numa rumba louca:
de frente, de lado ou pra trás,
dançando em doidas espirais.

É uma bela orgia sincronizada,
quando eu venho, ou tu vais,
no frêmito de tantos desejos,
expelidos de muitos lampejos,
paridos de molejos tão iguais.

E, ao findar do arrebatamento,
com os corpos expelindo sais,
a razão retoma o fio de partida,
e o coração o ritmo da batida,
mas a paixão nunca se desfaz.

A sensualidade de nossa arte,
em aguçadas letras garrafais,
e num vigoroso tom escarlate,
fica tatuada em nossos corpos,
genuína e eterna, mas fugaz.

Nota: imagem copiada de viverplenamenteparis.blogspot.com

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *