OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA

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Autoria de LuDiasBH

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É sabido que os antidepressivos não funcionam igualmente para todas as pessoas, variando substancialmente de uma para outra. Até mesmo nas reações adversas, podem ser percebidas diferenças. Há casos, por exemplo, em que algumas pessoas, fazendo uso de uma mesma substância ativa, perdem o apetite, emagrecendo, enquanto outras passam a comer sem limites, engordando. Portanto, quando alguém diz que o antidepressivo X ou Y não o beneficiou, pode estar coberto de razão. É por isso que é muito difícil o tratamento com tais medicamentos, pois o psiquiatra trabalha com hipóteses em relação ao paciente, ou seja, com erros e acertos. É o medicado quem irá definir seus avanços, se está melhorando ou não. É a descrição de seu estado físico e mental que irá dar o aval ao psiquiatra para continuar, aumentar, diminuir, ou mudar o antidepressivo.

O sumiço da SP (síndrome do pânico) é um dos resultados mais visíveis no tratamento com antidepressivos. A ansiedade e a depressão, contudo, são mais difíceis de serem combatidas, até mesmo pela visão que o paciente passa a ter sobre o próprio tratamento. Ingenuamente, imagina, na maioria das vezes, que ao tomar um antidepressivo, nunca mais terá ansiedade ou tristeza, pois está fazendo uso da pílula da felicidade. Esquece-se de que também se faz necessário mudar certos comportamentos, levar menos carga nos ombros, pautar a vida pela tolerância consigo e com os outros, aceitar o que não pode mudar, em suma, viver com mais leveza.

Embora tomemos um antidepressivo, o que melhora consideravelmente nossa qualidade de vida, continuamos humanos do mesmo jeito, com alegrias, tristezas, esperas, aborrecimentos, indignações, decepções, etc. O modo como tratamos essa gama de emoções é que faz toda a diferença. O antidepressivo funciona como um fator de equilíbrio das nossas emoções desenfreadas, fazendo com que nossos neurônios passem a funcionar dentro daquilo que denominamos “normalidade”, mas em hipótese alguma transforma-nos em seres divinos, acima do bem e do mal, habitantes de um paraíso imaginário. E, se alguém, ao tomar um medicamento tal, vê-se como um zumbi, desprovido de emoções boas e ruins, deve imediatamente voltar ao psiquiatra, pois encontra-se no vale das sombras.

Sou uma velha usuária de antidepressivos, caminhada que vem desde a minha adolescência. Venho de uma família de depressivos crônicos, pelo lado materno, herança deixada, desde a passagem de minha bisavó por este planeta, passando por minha avó, mãe, tias, um monte de primos, numa muito bem repartida herança. É fato que alguns parentes privilegiados fugiram à regra. A genética permitiu-lhes abrir mão de tal herança, legando-a, generosamente, a nós outros. Já passei por uma infinidade de antidepressivos dos mais variados laboratórios. Com alguns me fiz amante temporária, em razão das brigas de foice com o meu organismo. Com outros amásios convivi bons tempos, até que passaram a não me satisfazer mais (coisa da vida a dois). Atualmente encontro-me nos braços do oxalato de escitalopram. Confesso que temos formado um bom par, embora haja dias em que lhe viro a cara, ou seja, sinto-me deprimida com os reveses da vida. O que faço? Apenas exclamo: Obá! Continuo humana!

O que as pessoas precisam entender é que, junto com o tratamento psiquiátrico, faz-se necessário mudar caminhos, traçar novas rotas na busca pelo mais importante coadjuvante do tratamento químico: uma nova maneira de olhar e aceitar a vida. Confesso que, ao aliar uma busca pelo Caminho do Meio, ou seja, pelo equilíbrio de minhas emoções, eu encontrei o segundo remédio mais profícuo para a minha depressão. Parei de botar toda a responsabilidade no antidepressivo, para dividi-la comigo mesma. Em suma, tomei consciência de que a pílula da felicidade é ainda um mito, e que assim seja eternamente, pois o sofrimento é o sentimento que mexe visceralmente com o nosso âmago, tornando-nos realmente humanos. É dele que nasce a sensibilidade, a compaixão, a generosidade, a gratidão, a autopreservação, em suma, o amor à vida como um todo.

É bom que se saiba que não existe resultado 100% efetivo em relação a esse ou àquele antidepressivo, porque ninguém é 100% feliz neste nosso planeta chamado Terra. Só a certeza de nossa finitude é um soco no estômago. Existem algumas teorias que aludem a essa fugacidade a busca exagerada por riquezas e poder. Segundo elas, alguns, mais do que outros, não aceitam esta certeza que habita em cada um de nós, pobres mortais. E se agarram às coisas materiais e ao poder no sentido de preencher tal vazio e fugirem dessa certeza inquestionável. São pessoas perigosamente enfermas.

Aos meus companheiros de caminhada, fica a sugestão de que se tratem à vista de problemas mentais, procurando um psiquiatra de confiança. Mas, mais do que isso, que procurem também ser mais compassivos consigo e com os outros. Nossa caminhada pela Terra é tão veloz, para que carreguemos nos ombros pesados fardos Quanto mais leveza, mais descansados estaremos para ver a beleza que existe ao nosso derredor. Temos que deixar as sendas do materialismo doentio, que nos instiga a ver alegria apenas nos grandes favorecimentos, e alegrar-nos com pequenas coisas: com uma flor que se abre no jardim, um beija-flor que pousa na janela, um papo com alguém agradável na rua, um favor feito, uma comidinha gostosa, o cumprimento do vizinho, o roçar do gato e a festa do cão à chegada dos donos em casa, um banho refrescante, uma chuvarada, um pôr-do-sol, uma tarde de trovoadas, o contato com as pessoas queridas… Não esperem um tempo especial para se sentirem alegres, até que já não saibam mais sorrir. Comecem agora. Já!

Nota: na ilustração estão duas pinturas de Edvard Munch (Noite de Verão e Melancolia)

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412 comentários sobre “OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA

  1. Wederson

    Lu
    Estava tomando esc 10 mg, há 42 dias, mas com muita ansiedade e respiração rasa, tosse, dor no peito, passei pelo meu médico que aumentou a dose para 15mg, durante 5 dias e depois de 20 mg. Estava tomando à noite e passei a tomar de manhã e Rivotril 0,5 à noite. Tomei 15 mg ontem e fiquei muito ansioso, com falta de ar, respiração rápida, aquela angústia no peito. Não tomei o Rivotril pois fiquei com medo de ficar dopado, estou trabalhando. Vou tomar à noite. Estou com medo me dá uma dica.

    Fiquem todos com DEUS!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Wederson

      Está dentro da normalidade sentir efeitos adversos, quando há aumento na dosagem, pois o organismo tem que fazer uma nova readaptação. Poderá tomar o rivotril, conforme indicação médica, nessa fase, para ajudá-lo a suportar os sintomas ruins. Assim que estiver estabilizado, retire-o. Não acho que ficará dopado com uma dosagem pequena. Experimente agora no final de semana e veja como será a reação. Não é preciso ter medo, pois somos guerreiros POPs. Quando atingir a dosagem de 20 mg do oxalato de escitalopram, tudo irá se normalizar. Fique tranquilo.

      Abraços,

      Lu

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  2. Ligia

    Olá, Lu!

    Gostaria muito da sua ajuda… Desde abril venho sofrendo com tag, sintomas como taquicardia e falta de ar diariamente. Minha melhor amiga é médica e me receitou reconter 10 mg, estou tomando faz uns seis meses já, só que continuo com os sintomas que melhoram muito pouco. Estou pensando em ir ao psiquiatra, mas tenho vergonha… O que você acha? Como é a consulta com um psiquiatra? Será que não poso aumentar a dose sozinha? Não aguento mais esses sintomas que tanto me desgastam.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Lígia

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, se depois de seis meses continua sentindo os sintomas, significa que a dosagem ou o medicamento não estão a contento, devendo você procurar um psiquiatra o mais rápido possível.

      A consulta é muito simples, como com qualquer outra especialidade, ele apenas conversará com você indagando-lhe sobre o que sente. E você não deve aumentar a dose sozinha, pois pode ser que seu organismo não esteja se adaptando ao medicamento. Por que sente vergonha? Não entendi muito bem. Ainda que a médica sua amiga tenha receitado, o ideal é que procure um psiquiatra, caso ela não tenha tal especialidade, mas ela poderá, depois, continuar lhe dando as receitas. Aguardo notícias suas!

      Abraços,

      Lu

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  3. Raquel Santos

    Oi, Lu,
    Após três meses tomando esc 20 mg, minha médica reduziu para 10 mg. Gostaria de saber se sentirei alguma coisa com essa diminuição, tenho sentido o estômago enjoado e uma leve dor de cabeça, mas em relação ao psicológico estou muito bem, só esses detalhes. É normal isso?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Raquel

      Se a sua médica reduziu para 10 mg significa que você está se sentindo bem, havendo a possibilidade da retirada do medicamento. Quando a diminuição acontece com a orientação médica, essa passagem é muito tranquila. Caso venha a sentir os efeitos adversos, pode significar que precisa usar o remédio por mais tempo. Mas é preciso de um tempo maior para fazer tal avaliação. Fique tranquila e faça tudo direitinho. Apenas viva um dia de cada vez.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  4. Manuela

    Lu

    Já passei por várias crises de depressão, ansiedade e síndrome do pânico. A primeira crise de depressão aconteceu na minha adolescência, fiz uso de antidepressivos tricíclicos e muita terapia. Aos poucos melhorei. Depois, com o falecimento da minha nona, tive uma crise de ansiedade que levou à Síndrome de Pânico, passei a fazer tratamento com a Sertralina durante anos, com períodos de melhoras e até de retirada da medicação.

    Faço acompanhamento com psiquiatra e vendo meu quadro de TAG resolveu mudar a minha medicação para o escitalopram, iniciei com 10 mg, durante 4 meses, mas estou passando por uma fase de muita angústia, algumas pessoas doentes na família é muito trabalho, desencadeou numa crise de ansiedade e pensamentos negativos e obsessores. O psiquiatra resolveu aumentar a medicação para 15 mg, comecei a tomar há 9 dias, mas ainda estou angustiada, os pensamentos melhoraram, mas a ansiedade ainda persiste. O médico passou o Rivotril para caso de muita ansiedade, mas não tomei, não gosto de me apoiar no Rivotril. Queria saber sobre o aumento da dosagem, tempo de adaptação, eu me sinto melhor, mas ainda não estou no meu estado normal.

    Muito obrigada pela atenção. Amei os comentários, pois nos tranquilizam. Diferentes de outro lugares que postam coisas que nos deixam mais angustiados.

    Grande beijos a todos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Manuela

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Assim como você, também tive a minha primeira crise de depressão na adolescência (venho de uma família, pelo lado materno, com depressão crônica). Portanto, a crise que teve com a morte de sua avó está dentro da normalidade, uma vez que tal transtorno já havia se apresentado antes, não se tratando de um fato traumático. E pelo que depreendo de suas explicações, a sua depressão é crônica, embora se mostre recorrente. Quanto à ansiedade, ela sempre acaba resvalando para a SP (síndrome do pânico).

      Amiguinha, o oxalato de escitalopram encontra-se entre os melhores e mais usados antidepressivos. É receitado pela grande maioria dos médicos. Eu mesma faço uso de tal medicação, com a qual tenho me dado muito bem. Saiba também que nós, depressivos, somos pessoas muito sensíveis. Temos uma visão de mundo bem diferente dos demais e nos condoemos com tudo que acontece. Não conseguimos ficar alheios ao que nos acontece e ao que acontece aos outros. Nós nos preocupamos com o mundo em sua totalidade. Isso tem muitos pontos bons, pois ser uma pessoa sensível é muito melhor do que ser indiferente e omissa, contudo, temos que trabalhar nossas emoções, para que não viremos um saco de pancadas da vida. A primeira lição a ser levada em conta é viver apenas um dia de cada vez, a segunda é seguir a oração de São Francisco (ver no Google). Essa angústia de que fala deve-se à inaceitabilidade do momento que vive. É preciso cultivar a tolerância consigo mesma e com os outros. Nada é exatamente como queremos. A vida é assim e não temos como mudá-la. Somos imperfeitos e limitados como seres humanos. Quando compreendemos isso, nossa visão muda em relação ao nosso comportamento e ao dos outros, não mais nos fazendo sofrer.

      Manuela, assim como você, também passo por momentos de angústia, ainda que temporários, pois coloco em prática a Oração de São Francisco. Agora, por exemplo, tem chovido muito em minha cidade, meu pensamento fica voltado para as milhares de pessoas sem teto espalhadas pelas ruas. Isso me traz angústia, mas tento trabalhar tal sentimento, conscientizando-me de que não consigo mudar o mundo e que não tenho responsabilidade sobre isso, mas que devo trabalhar contra tal injustiça dentro daquilo que posso fazer. Ficar só lamentando não leva a nada. Outro passo importante que dei foi aceitar o meu transtorno mental com naturalidade. Somos até grandes amigos… risos. Isso foi muito importante, eu diria, fundamental, para que eu aprendesse a lidar comigo e com os outros.

      Você diz: “ainda não estou no meu estado normal”. E eu me pergunto sobre o que é o “estado normal”? Viver é passar por inúmeros “estados”, isso porque temos uma coisinha chamada “sentimentos”. O máximo que podemos fazer é tentar ter equilíbrio em nossas ações e no modo de ver e sentir o mundo. Aí, sim, podemos dizer que não estamos em conflito, mas adaptados. O dia em tivermos 100% de normalidade, penso que teremos nos transformado em robôs. Eu não quero isso para mim, pois é a percepção de meus variados estados emocionais que me torna humana, faz com que eu procure ser alguém melhor e, consequentemente, possa ajudar os que se encontram à minha volta.

      Amiguinha, o uso do rivotril só deve ser feito no início do tratamento e em extrema necessidade. Você tem toda razão ao recusar uma muleta. Além disso, ele é nefasto à saúde, quando continuado. E toda vez que se aumenta a dosagem do antidepressivo deve-se esperar um tempo de adaptação do organismo, portanto é normal que se sinta angustiada, sem falar no excesso de trabalho e o fato de ter tantas pessoas doentes na família. Tenho certeza de que irá dar conta de tudo, pois nós, portadores de transtornos mentais, em razão de nossa constante luta, transformamo-nos em guerreiros que não se deixam abater facilmente. Somos tenazes lutadores. As doenças em família são inerentes ao transcorrer da vida. Todos passam por isso, mais cedo ou mais tarde.

      Manuela, percebo que você é uma mulher inteligente. Seja POP (persistente, otimista e paciente)! Logo tudo isso terá passado. Não se deixe abater. Busque preencher a sua vida. Tenha um “hobe” que a alegre. Isso é importante para evitar os pensamentos negativos e obsessores. Quando percebo que eles vão me assaltar, eu me ponho a escrever, ler, ouvir música, conversar com alguém… Tais pensamentos são como um rio de fortes correntezas, bastando apenas desviar seu trajeto, para que deixe o nosso caminho. Saiba que não se encontra só. Terá aqui no blog uma família terna, amorosa e compreensiva. Volte sempre!

      Beijos,

      Lu

      Responder
      1. Manuela

        Obrigada pelas palavras e orientações, já havia lido todos os textos, mas os reli hoje.
        Gratidão.

        Beijos

        Responder
  5. Juliana

    Bom dia, Lu
    Estou fazendo uso de escitalopram 15 mg há 40 dias. Estou me sentindo melhor, mas percebo que minhas mãos tremem constantemente. Isso é normal?!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Juliana

      Ainda que essa tremura nas mãos esteja dentro dos efeitos adversos, seria bom que, na próxima consulta, relatasse isso a seu médico para ele ver se a dosagem precisa ser mexida. Continue tomando o seu medicamento. Não pare.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  6. Raquel Santos

    Lu
    Meu esc 20 mg acaba amanhã, infelizmente minha consulta acontece dois dias depois. Uma amiga que toma exodus, me deu uma caixa da amostra grátis, sendo que a dosagem é de 10 mg. O que você me indica a fazer, tomo o dela,sendo dois comprimidos pra equivaler a minha dosagem ou passo dois dias sem tomar? Me ajude, Lu, realmente não sei como proceder.

    Obrigada e beijos a todos.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Raquel

      Poderá tomar os dois comprimidos dados pela amiga (10 mg + 10 mg). O importante é que a substância ativa seja o oxalato de escitalopram, não importando o laboratório. A dosagem deve sempre ser levada em conta.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  7. Cauê Barbosa

    Lu
    Tenho 21 anos e sofro de ataques de pânico e ansiedade psicossomática há mais ou menos 4 anos. O problema é que fui muito imaturo e nada responsável com meu tratamento. Faltava à psicóloga e abaixava a dose sozinho, pois achava que já estava bem para parar de tomar o medicamento.

    Eu sempre tive crises de pânico, mas, quando tomava a medicação, elas diminuíam e até desapareciam, mas por eu ter este hábito horrível de não tomar certo todos os dias e parar sozinho, isso me deixava cada vez mais ansioso e com crises. Fui parar no PA umas 4 vezes, achando que estava morrendo e depois, como todo ansioso e com pânico, fiz uns 20 eletrocardiogramas pra ter certeza que meu coração não tinha saído pela boca.

    Hoje, depois de ter parado sozinho o medicamento, a conta da irresponsabilidade me bateu no peito, depois de tomar 20 mg durante 4 meses. Eu me vejo no fundo do poço novamente, a ansiedade no teto e somatização com tudo, desde achar que eu posso ter um AVC a qualquer momento ou um infarto, clássico para quem tem pânico. Eu já passei por isso e consegui ser POP e vou conseguir novamente, saí do buraco umas 3 vezes.

    Ee eu não fosse irresponsável já estaria curado, agora é só eu parar de pensar besteira e recomeçar aos poucos, comecei com 10 mg há 3 semanas aumentei pra 20 de esc e hoje minha médica aumentou pra 25 mg. Está complicada a readaptação do meu organismo, o efeito rebote foi muito forte desta vez, mas estou tentando me acalmar e lembrar que eu vou melhorar. Logo, logo irei ficar melhor e poderei sair com a minha namorada e ficar no shopping comprando, pois hoje fico 10 min e tenho vontade de sair voando.

    Fica uma dica pro pessoal: por favor não parem o tratamento; quando achar que está melhor é o remédio fazendo efeito; aceite que tem um transtorno; a única pessoa que vai abaixar ou parar a medicação é o médico; tome o medicamento todos os santos dias, assim terá qualidade de vida; quando estiverem realmente seguros, se sentiram curados, não façam como eu fiz apanhei muito pra aprender!

    Adorei o blog, está me ajudando muito!

    Beijos, Lu e obrigado pelo apoio!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Cauê

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinho, realmente você incorreu em muitos erros ao parar o tratamento por conta própria. Isso, porém, ficou para trás, o importante agora é que tomou consciência das incorreções praticadas e está disposto a seguir tudo direitinho, conforme os pareceres de seu médico.

      Cauê, as suas advertências às pessoas são muito importantes, pois dizem respeito a quem viveu na própria pele os desajustes de um tratamento feito sem critério e que está disposto a seguir, doravante, tudo direitinho. Quantos aos transtornos adversos ocasionados pela readaptação, esses são mesmo muito chatos, mas você logo deixará o fundo do poço e sua vida voltará à normalidade, podendo ir ao shopping com a namorada. Quanto às crises de pânico, não ofereça resistência a elas. Quando surgir alguma, deite-se, relaxe bem o corpo e respire fundo e devagar, pois quanto mais resistência houver, mais forte ela se torna. Procure também desviar seu pensamento para algo agradável. Saiba também que é desnecessário ficar fazendo exames, pois tudo não passa de sintomas ocasionados pelo transtorno mental.

      Também adorei a sua presença neste espaço. Venha sempre conversar conosco.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  8. Drielly.M.F.

    Lu
    Meu marido tem 57 anos e foi diagnosticado com depressão psicótica. A psiquiatra receitou-lhe risperidona 1,5 mg ao dia e o antidepressivo recontar, sendo 5 gotas pela manhã. Já se passou quase um mês e ele passa o dia todo deitado, se diz indisposto e não quer sair de casa, e tem medo das pessoas.

    Gostaria de saber se isso é efeito do recontar. Agradeço desde já. Ando muito confusa, ansiosa pra levá-lo à próxima consulta, pois é muito angustiante lidar com uma pessoa que se encontra neste estado.

    Abraço.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Drielly

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, lidar com qualquer tipo de transtorno mental não é fácil, exigindo muita paciência tanto do paciente quanto das pessoas que o cercam, pois o resultado do tratamento não é imediato. Mas fique tranquila, pois tudo isso irá passar. Sempre digo que é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente).

      Os remédios receitados são muito bons. O oxalato de escitalopram é um dos mais indicados atualmente. Penso que o fato de seu marido ainda se encontrar indisposto deve-se à dosagem do reconter que está muito baixa. Leva mesmo um tempo, até que o médico encontre a dosagem ideal para cada paciente. Imagino que a psiquiatra irá aumentar a dose na próxima consulta. Repasse para ela todos os sintomas que ele continua sentindo, inclusive o medo de pessoas.

      Drielly, procure se acalmar, pois seu esposo precisará muito de você até se sentir melhor. Não fique confusa e nem ansiosa. Viva apena um dia de cada vez e vá fazendo as coisas na medida do possível. Compreenda que, de uma forma ou de outra, todos passam por contratempos na vida, sendo o equilíbrio a melhor forma de superá-los. Não coloque todo o fardo do mundo em suas costas. Veja o transtorno mental de seu marido como algo passível de acontecer a qualquer um. Dê-lhe carinho e força… Logo tudo isso terá ficado no passado. E sempre que necessitar, venha aqui conversar conosco.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Drielly

        Lu
        Eu te agradeço imensamente pelo apoio, você foi um anjo enviado por Deus para me ajudar com suas palavras. É muito difícil ver meu marido nessa situação. Quarta feira vou à psiquiatra com ele e relatarei os sintomas. Obrigada de coração pela ajuda.

        Beijos

        Responder
  9. Rafael

    Lu

    Tenho 31 anos. Faço tratamento para depressão desde 2009 e atualmente estava tomando Paroxetina 40 mg e Carbamazepina 400 mg, sendo que não consultava um psiquiatra há uns 2 anos e pegava as receitas dos remédios com o meu neurologista. Em janeiro deste ano perdi o meu avô e em julho minha avó que foi praticamente uma mãe pra mim. No mesmo dia em que enterrei a minha avó, quando cheguei à loja da família para trabalhar e ocupar a cabeça, estava o pessoal da imobiliária, pedindo o ponto de volta, a pedido do proprietário.

    Isto tudo gerou um grande estresse… Desde agosto sinto um desconforto no lado direito inferior da barriga. Consultei um clinico geral, urologista, proctologista, gastroenterologista e um cirurgião geral… Fiz vários exames de sangue, urina, ecografia, tomografia computadorizada e nada.

    Agora no dia 2 deste mês comecei a sentir uma forte dor abdominal abaixo do umbigo e dos dois lados, fui parar na emergência… Fiz uma videolaparoscopia e tudo normal… Consultei um gastroenterologista novamente fiz uma colonoscopia e tudo normal… O médico indicou a voltar a consultar um psiquiatra e disse que essa dor poderia ser psicossomática… É possível isso?

    As dores diminuíram bastante nos últimos dois dias e voltei ao psiquiatra na última segunda-feira e ele receitou Escitalopran 5 mg durante 10 dias e após 10 mg e também está eliminando a paroxetina 40 mg, diminuindo 10 mg a cada 10 dias, até parar.

    É possível existir uma dor psicológica tão forte?

    Muito obrigado,

    Responder
  10. Raquel Santos

    Lu e amiguinhos.

    Estou há quase três meses tomando esc 20 mg. Retomei minha atividade normal, voltei ao trabalho, fui tão bem recebida por todos, pude ver o quanto sou amada.

    De fato o tratamento no início é muito difícil, mas passa e podemos colher os resultados positivos; continuo com acompanhamento com minha médica periodicamente pra avaliarmos o tratamento. Mas posso falar a todos que estou ótima. Mesmo com tudo que ocorreu este semestre comigo, ainda arranjei forças para concluir meu TCC de mais uma graduação. Sinto me vitoriosa por tal feito, pois foi o pior período que passei. Quem sofre desses distúrbios mentais sabe o quanto é desesperador, mas cá estou eu, contando a todos meu relato de superação.

    Acredito que nada seja em vão em nossa vida, aprendi muito com tudo isso que passei, a vida tornou se mais leve, mais colorida. Agradeço diariamente a oportunidade de estar viva. Problemas sempre surgirão, mas estarei firme e sempre confiante para superá-los

    Lu, você foi um anjo que Deus colocou em meu caminho no momento em que eu estava na escuridão, sem perspectiva de melhora. Suas palavras foram essenciais no meu tratamento, bem como o relatos das pessoas aqui do blog.

    Que Deus lhe ilumine sempre, que possa continuar ajudando a mais pessoas como eu. Você sempre estará em minhas orações.

    Abraços a todos e sejam POPs.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Raquel

      Estou muito feliz ao saber que continua cada vez melhor e que foi muito bem na faculdade. Você sempre foi uma guerreira e merece todos os louros desta vitória. Eu sou apenas um mero apoio. Nada mais do que isso.

      Amiguinha, gostaria de pedir-lhe para não sumir. Gosto da presença de vocês, pois podem ajudar outras pessoas, interagindo com elas e repassando-lhe força. Conto consigo! E continue POP!

      Beijos,

      Lu

      Responder

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