OXALATO DE ESCITALOPRAM OU FLUOXETINA

Siga-nos nas Redes Socias:
FACEBOOK
Instagram

Autoria de LuDiasBH

       descabelada     feliz
                         Antes                                                        Depois

Meus caros amigos, hoje eu lhes quero dar um precípuo testemunho e desejar que, com o meu relato, algumas almas desorientadas, aflitivas e tontas como era a minha, encontrem a salvação, não a eterna, mas a terrena, já que a primeira é consequência da segunda. Amém!

O fato é que eu andava fastidiosa e serrazina com este mundo nauseabundo. Nada minimizava o nojo e o desalento entranhado no meu pobre espírito, alquebrado pela abirritação e dolência, amarfanhado por dilatados e inconceptos ardis dos muitos contratempos desta vida. E pior, eu achava que era a única vivente a carregar tão achavascada cruz.

O maridão, não aguentando o embate com os meus atormentados demônios, tratou de salvar a própria pele, tentando me persuadir a procurar um bom psiquiatrista para, ao menos, abrandar a minha afronesia. Até ele, coitado, que sempre foi tido como o pai da paciência, não estava me suportando mais. O que dá uma ideia de como a coisa estava braba, brabíssima.

Embora com as ideias meio desconjuntadas pelos fricotes de minha mente, um lampejo de lucidez mostrou-me que poderia usar a insistência do meu varão para fazer escambo. Então, elenquei uma centena de pedidos. Alguns bem incabíveis e inusitados, eu bem sei. Mas não poderia perder a ensancha. Vai que o especialista da mente me restaurasse a massa cinzenta por completo e eu não tivesse outra oportunidade… O melhor era me precaver.

Ajustes feitos na transação e ciente de que detinha 90% das vantagens, selamos o compromisso. Eu aceitei ir ao psiquiatra, para o bem da família, dos bichanos, dos amigos e do mundo concreto que me rodeia, assim como do virtual. Como eu era chata, maçante, enfadonha, impertinente, rabugenta, tediosa e sofrida! Nem eu mesma me aguentava, mas não tinha como me ver livre de mim ou de deixar-me num canto de algum armário.

Dr. Wander Lemos, o psiquiatra, recebeu-me com cara de bons amigos. Entabulamos vários assuntos antes de entrarmos no X da questão. Aqui para nós, penso que esse tipo de introdução seja para avaliar o grau de desvairamento do paciente. Mas ao me perguntar sobre o motivo que me levou até ele, aproveitei a deixa e desfiei as contas do meu martírio, bem mais apavorantes do que o de Joana D`Arc. E o maridão, que já conhecia toda a ladainha de cor e salteada, ali ao lado, dando o suporte estratégico.

Contei ao especialista que já era uma velha batalhante nos desacertos de minha mente, herança de minha amadíssima avó, que tomava cloridrato de fluoxetina havia um bocado de tempo, sem falar em muitos outros cloridatos já apagados pela memória. Foi quando ele me sugeriu mudar para certo oxalato de escitalopram, bem mais moderno. Meu Deus, quem seria esse tal mancebo? Como me trataria? Dúvidas cruéis!

Meus caros leitores, confesso que foi um duro golpe para mim, a “sugestão” dada pelo doutor, pois durante 15 anos, a Fluô (fluoxetina) e eu vivemos como unha e carne, duas grandes e inseparáveis amigas. Ela me conhecia muito melhor de que eu mesma. Havia passado muitos percalços a meu lado, sem jamais me abandonar. Sabia de tudo o que se passava em minha mente, conhecia os meandros de minhas fantasias e as mágoas acumuladas ao longo de tantos anos de caminhada juntas. Passar de uma hora para outra a conviver com esse tal senhor oxalato de escitalopram, seria como trair uma amizade feita com os neurônios de minha cadeia nervosa. E eu nunca fui mulher de atraiçoar aqueles que me são caros. Dura decisão!

Ainda havia um senão, que ora lhes conto, meus amados. A Fluô era uma pessoa simples e comedida, que exigia de mim pouquíssimo valor monetário. Gastava com ela uma quantia pequena, a cada dois meses. É fato que a amiga já fora muito poderosa, quando usava o nobre nome de Prozac. Depois que caiu sua patente, a coitadinha de minha amiga virou gente comum, sem nenhum aparato de nobreza. E estava aí a maior causa do meu forte apego a ela. Não sabia ainda o que o tal do oxalato de escitalopram iria exigir por sua permanência comigo. Mas não tardaria por esperar.

Eu não tinha saída, pois no contrato que firmara com o meu “husband” havia uma cláusula em que me comprometia a seguir a orientação do especialista. Só não contava com o golpe de ter que me afastar de minha doce e generosa Fluô. Pensei que o tratador da mente fosse me recomendar uns gramas a mais da benignidade dela. E foi sob o rigor da lei matrimonial que dei adeus à minha companheira querida, mas que perdera a força para conter os meus chiliques e fricotes. Não me restava outro caminho, senão lhe dizer adeus. Ela ainda permaneceria no meu corpo durante 15 dias, até que se esvaísse por completo. Só então, estaria eu preparada, ou seja, purificada, para receber o outro mancebo. E também evitaria uma síndrome serotoninérgica.

Dr. Wander apresentou-me o tal senhor oxalato de escitalopram, presenteando-me com uma caixinha mirrada, uma amostra grátis bem magrelinha, com sete comprimidos apenas. Disse-me que o tal mancebo em questão viera da Dinamarca e, por isso, exigia um dote cinco vezes maior do que aquele pago à minha velha amiga Fluô, brasileiríssima. Coração e bolso trombetearam ao mesmo tempo, mas o olhar do machão repassou, em neon, a ordem de que eu deveria aceitar, pois saúde e bem-estar não têm preço. Com certeza, pensava mais na sua paz de espírito do que em mim. Aceitei, já que nossa conta é conjunta e o rombo seria pela metade. Mas saí do consultório pisando alto. Indignada, é bom que se diga.

Eis que a cartelinha acanhada, inexpressiva e raquítica acabou, e lá fui eu comprar o “bendito” para os outros dias faltantes. Quase caí do salto com seu valor abusivo. Levei o tal dinamarquês para casa numa revolta sem igual, xingando todas as suas gerações. Tomara que fossem inundados pelo degelo da calota polar do Ártico e, que os vikings voltassem para dizimá-los. Eu poderia comprar mensalmente tantos livros, CDs e DVDs com um valor daqueles… E pior, como o ciclo lunático, o desgraçado do remédio só vinha com 28 comprimidos. Aqueles dinamarqueses ignorantes nem sabiam que só o mês de fevereiro possui 28 dias. Ou era ganhuça das brabas? Eu fazia questão dos outros dois comprimidos. Pensei até em procurar o PROCON, mas o maridão falou que me bastava deixar de comprar alguns pares de sapatos anualmente. Sendo assim, manda quem pode e obedece quem tem juízo. E eu tinha o discernimento de que precisava de ajuda.

Amigos queridos, foi assim que conheci o jovem Oxalato de Escitalopram. Confesso que, apesar da saudade da Fluô, no segundo dia de affaire, tirando os exageros do romance, eu já estava apaixonada pelas transformações que ele operava em mim, embora seu preço acabasse sempre por me jogar na cama, digo, na lona. Valeria à pena continuar um amancebamento tão oneroso para uma das partes? O meu buldogue dizia que sim. E ao marido a gente sempre obedece… Desde que exista algo compensativo no pacto.

Mas, como tudo na vida flui, principalmente levando em conta a guerra travada entre os laboratórios farmacêuticos, uns parentes mais pobres do moçoilo começaram a chegar ao mercado do país, fazendo com que o dote do nobre e donairoso Escitalopram despencasse. Seu preço agora é módico, modicíssimo em relação a seu valor inicial, principalmente no que tange a seus familiares. Diria que já quase equivale ao preço da minha querida Fluô. O que foi a salvação de minha mente conturbada e amotinada. E o nosso aconchego não mais passa por nenhum tipo de desencontro. Haja paixão!

Devo confessar aos leitores que o novo embeleco mudou minha vida. Hoje, o mundo é tão azul quanto o planeta Avatar. A humanidade é composta por anjos resplandecentes e generosos, sem um laico de egoísmo. O sofrimento inexiste. Homens e animais vivem em perfeita harmonia. A justiça impera em todos os lugares da Terra, inclusive no Brasil. Não existem  desigualdades sociais, tampouco qualquer tipo de preconceito em relação às raças. O planeta é tratado com respeito. E eu sou brilhante, insinuante, coruscante e maravilhosa.

Só não sei, amigos, por quanto tempo durará o meu chamego com tal varão, pois, como sabem vocês, os homens são seres inconstantes e inconsistentes. Mas o Oxa (apelido carinhoso) tem sido um cavalheiro, daqueles que nos amparam com fervor nos momentos mais difíceis da vida. Além do mais, goza de todo o apoio do titular (Existe marido que é cego!). Posso ficar sem o meu varão, mas sem o Oxa, nem ver. Sem me amancebar com ele, uma vez por dia, meus pensamentos ficam inquietantes, rodopiando na bacia do cérebro, sem saberem onde parar, tamanho é o embeleco. E eu perco toda a minha tesura, ou melhor, textura.

Portanto, meus leitores, para uma vida risonha, nada como um amante perfeito. Mas que o seu custo não seja muito grande, pois, se assim for, nossos problemas redobram. O retorno de um amásio deve ser exageradamente maior do que os prazeres que lhe damos. Fora disso não há enrabichamento que resista, ou força que mantenha o amancebo.

Atenção:

Caros leitores, em razão do excesso de comentários nesta postagem, o que vem dificultando a abertura da página, ela foi fechada para novos comentários. No entanto, vocês poderão ter acesso aos que aqui se encontram, mas, se quiserem deixar um comentário, devem se direcionar ao texto a seguir, clicando no link abaixo:

OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA

Leiam também os artigos:
DEPRESSÃO – ESPERANÇA, AINDA QUE TARDIA!
A DEPRESSÃO PRECISA DE TRATAMENTO
A DEPRESSÃO NÃO ACEITA OU DÁ AMOR
SÍNDROME DO PÂNICO – O MEDO DO MEDO

Nota: Imagens copiadas de transitivoedireto.blogspot.com e  br.freepik.com

1.176 comentários sobre “OXALATO DE ESCITALOPRAM OU FLUOXETINA

  1. Raphaela Barreto

    Lu
    Já comentei aqui umas 2 vezes.

    Tenho despersonalização, a médica me receitou escitalopram para tomar de manhã e quetiapina à noite, porm, a quetiapina me deu vários efeitos colaterais. O escitalopram não me deu nenhum efeito adverso no início, só depois de umas 3 semanas comecei a ter alguns sintomas de depressão. Eu estava tomando 10 mg de escitalopram, já fez um mês e minha médica pediu para que começasse a tomar 20 mg. Estou com medo de dar efeitos colaterais, peguei trauma por causa da quetiapina, foram efeitos horrorosos. Você acha que posso ter muitos efeitos adversos após aumentar a dosagem? Ou meu corpo já deve estar acostumado?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Raphaela

      O tratamento inicial com antidepressivos traz efeitos adversos para todos, sendo que alguns organismos mais sensíveis sentem mais. O bom é saber que se trata apenas de uma fase e que tudo irá passar. Por piores que sejam tais sintomas, saber que o medicamento irá nos trazer qualidade de vida, compensa todo o sofrimento. Portanto, minha amiguinha, seja POP e continue firme com a sua medicação. Não precisa ter medo, pois o benefício será grande e valerá a pena.

      É possível, sim, que você sinta alguns efeitos adversos com a mudança de dosagem, mas bem mais leves de que os já sentidos, pois seu organismo já está mais receptivo à nova substância. Pode ser também que não sinta nada. Tais reações variam muito de um organismo para outro. O mais importante é saber que terá uma vida bem mais tranquila e prazerosa, quando os efeitos adversos desaparecerem. Coragem!

      Beijos,

      Lu

  2. Ilana Autor do post

    Lu, me ajude, estou péssima e precisando de ajuda. Hoje é o 27º dia de uso do escitalopram, mas estou aqui deitada, chorando, sem vontade de fazer nada, triste, não dormi à noite, ansiosa demais, com medo. Não sei o que fazer mais, tenho caminhado, fazendo grande esforço,tenho ido 5 dias na semana passada, é muito bom quando vou, mas hoje estou muito mal.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Ilana

      Seja bem-vinda a este cantinho. Você agora é parte de nossa família.

      Amiguinha, vamos com calma, lembre-se sempre de que tudo isso é passageiro. A maioria de nós já passou por isso. As reações que está sentindo dizem respeito aos efeitos adversos, que em muitas pessoas duram mais tempo. Respire fundo e agora escreva um novo comentário, calmamente, respondendo-me:

      1- Por que está tomando antidepressivo?
      2- Qual é a dosagem?
      3- Como se sentiu nas três primeiras semanas?
      4- A insônia apareceu somente agora?
      5- Foi-lhe receitado algum calmante?
      6- Você tem acompanhado os comentários aqui?

      Estou aguardando sua resposta.

      Abraços,

      Lu

      1. Ilana

        Lu
        Estou com depressão braba há uns 3 meses. A dosagem é de 10 mg pela manhã. Eu me senti péssima nas 3 primeiras semanas,sofri muito,difícil até de lembrar, a insônia vai e vem, mas agora piorou, tomo homeopatia como calmante. Ajudaram-me muito os comentários aqui, me acalmaram e responderam minhas dúvidas, aliviando meus medos, gostei muito.

        Tenho pavor da depressão, pra mim ela é um monstro, sofri muito dessa vez, perdi completamente o prazer de comer. Sentia fome mas não conseguia comer, tudo estava ruim, e coisas de que gostava foram as mais difíceis pra mim, perdi totalmente o prazer de tudo, nem banho eu queria tomar, tomava, mas chorando por não querer tomar. Ao ir ao psiquiatra piorei, tive pânico pelo fato de ter ido, não gosto de ir nesses médicos e nem tomar esse remédios, mas a homeopatia está controlando isso.
        Muito difícil, muito mesmo. Obrigada por sua atenção!

        1. LuDiasBH Autor do post

          Ilana

          A depressão é mesmo algo muito chato, pois mexe com todo o nosso equilíbrio, enchendo-nos de uma tristeza sem limites. Eu conheci essa senhora ainda na minha adolescência. Venho de uma família, pelo lado materno, que traz consigo essa herança, que se perpetua ao longo de gerações. Eu e muitos membros de minha família aprendemos que se formos viver amaldiçoando a dona “deprê” estaremos perdendo tempo. Decobrimos que o melhor é aceitá-la, sem nenhum laivo de rancor, e buscar tratamento, para que sua visita seja o mais esporádica possível. E olhe que isso vem dando certo. Como acontece no AA (alcóolatras anônimos), o primeiro passo é aceitar que precisamos de ajuda de médica. Depois desse passo, todos os outros tornam-se mais fáceis. Não adianta ficar adiando a busca pelo tratamento, pois o único resultado é prolongar o sofrimento.

          Amiguinha, vejo os médicos psiquiatras (apesar do preço absurdo das consultas) como anjos em minha vida. Você nem tem noção do sofrimento das pessoas com transtornos mentais, antes das grandes descobertas feitas na áreal mental e do surgimento dos antidepressivos. Leia sobre os manicômios e sanatórios e ficará impressionada como era a vida das pessoas com síndromes mentais. Aqui no site existe textos sobre isso. Por isso, todos os dias, ao tomar minha pilulazinha pela manhã, eu agradeço imensamente por ela existir. E agradeço a todos aqueles que contribuiram para que eu tenha melhor qualidade de vida. Obrigada! Obrigada! Obrigada em nome de todos nós, vítimas dos transtornos mentais.

          Ilana, a partir do momento que olhar tudo isso com amor, seu tratamento será muito mais fácil e prazeroso, nem mesmo se lembrará de que toma tranquilizante. Cada um de nós neste planeta tem um tipo de caminho a seguir. Ninguém passa por aqui incólume. Tenha a certeza de que muitos sofrem imensamente mais do que nós. É preciso olhar a vida com olhos de compaixão para com o outro, e, sobretudo, para com nós mesmos. Quanto mais leveza botarmos em nossa vida, vivendo apenas um dia de cada vez, agradecendo pelas boas oportunidades e pequenas melhoras, no somatório, sairemos no lucro. Outra coisa, não se sinta sozinha. Estaremos sempre aqui para ajudá-la.

          Abraços,

          Lu

        2. Ilana

          Obrigada, leveza … Compaixão consigo mesmo…. Preciso aprender isso! Me ajudou bastante.

    2. Josi

      Ilana

      Estou faz pouco mais de 2 meses tomando antidepressivo. Quem já leu meus comentários neste blog, e a própria Lu, sabe da via dolorasa e desastrosa que eu tenho vivido há bastante tempo. Vou te falar uma coisa, quando eu voltei a tomar o medicamento, parecia que eu ia enlouquecer. Minha vontade nunca foi de morrer, mas de não existir. Aos trancos e barrancos cheguei até aqui. Tenho pedido a Deus pra que eu faça a coisa certa. Toda vez que penso em parar, devido algumas reações incômodas que ainda sinto, é como se ouvisse uma voz, ou a minha própria consciência, dizendo: “Continue!Continue!”. Pois é o que eu tenho feito. Portanto, força, minha amiga.

  3. Bruno Alves

    Lu
    Sofro de ansiedade há mais ou menos 2 anos. No início achei que fosse algum problema (sério) cardíaco, pois sentia muitas palpitações (extra-sístoles) e taquicardia. Foi um verdadeiro inferno, achava que a qualquer momento eu fosse morrer, comecei a sentir muita insegurança e medo. Passei por diversos cardioologista, fiz diversos exames, de fato, as extra-sístoles apareciam, porém, todos disseram que não era nada grave e que eu não precisava me preocupar. É difícil não se preocupar quando sente o coração falhando e, de repente, acelerando. Persisti indo aos cardiologistas até que uma me receitou o Citalopram, já que meus exames não deram nada grave, a possibilidade seria ansiedade.

    Tomei o medicamento por alguns meses e me senti muito bem. Mas acabei perdendo meu convênio, não pude mais passar com ela e interrompi o tratamento. Tudo voltou à tona! Ontem passei em outro cardiologista, fiz todos os exames novamente e, vendo que estava tudo ok com o coração, ele me receitou o Oxalato de Escitalopram para minha ansiedade. Tomei de noite, acordei bem, mas no decorrer do dia senti mais palpitações, taquicardia, moleza e tontura. Estou realmente assustado! Li o (ótimo) texto e alguns comentários, vi que a maioria das pessoas tiveram essas reações. Quero muito continuar o tratamento e me livrar desses demônios, por isso vou continuar tomando. Daqui 3 semanas tenho o retorno e vou relatar todos meus sintomas para ele.

    Obrigado pelo texto e pela possibilidade de conversarmos sobre o assunto 🙂

    1. LuDiasBH Autor do post

      Bruno

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, os transtornos mentais devem passar por uma supervisão médica para que seus portadores sofram o mínimo possível. Quanto mais cedo a pessoa procurar ajuda médica, mais rápido será o retorno no sentido de livrar-se de seus tormentos. A ansiedade tem feito inúmeras vítimas. É assustador o número de pessoas acometidas por tal transtorno, que parece bater o da depressão. Portanto, saiba que não se encontra só, como pode perceber através dos comentários. E todos, inicialmente, acham que estão com problemas cardíacos, pois os sintomas são muito parecidos. Muitos, mesmo com o resultado dos exames em mãos, demoram a aceitar que não é nada cardíaco. A ansiedade resvala para a Síndrome do Pânico, exigindo que se busque ajuda imediata. E, pelo que percebi, você o fez.

      Não entendi o porquê de ter interrompido o tratamento ao perder o convênio, pois qualquer médico (inclusive o clínico geral) poderia lhe passar a receita, desde que levasse uma cópia da anterior. Em qualquer posto de saúde conseguiria isso. A parada abrupta com o antidepressivo leva à síndrome da abstinência, que é terrível. Não mais faça isso, pois é preciso passar pelo desmame, e isso quando o médico der alta. O importante agora é que retomou o tratamento.

      Bruno, os efeitos colaterais são mesmo chatos. No início, a pessoa sente-se pior do que antes de iniciar a medicação. Mas isso passa dentro de duas a três semanas, normalmente, e as reações boas irão chegando. Não se preocupe! Seja POP (paciente, otimista e persistente) e toque a vida. Tudo irá dar certo, ficando essa fase ruim para trás. Em lugar dos demônios virão os anjos… risos. Estarei aguardando notícias suas.

      Abraços,

      Lu

      1. Isreal Vieira

        Lu
        Primeiro parabéns, por sua iniciativa.

        Tenho 62 anos. No dia 28 de maio, passado, teve início o meu tratamento com o OXA, para TAG. E também sou hipertenso. As reações estão fortes com ondas de calor, agitações. A pressão, devido ao medo das crises está alterando. Palpitações, ritmo cardíaco também. Enfim, é a fase inicial. Antes tomava rivotril e a médica mandou continuar. E receitou também o quetipin, para a noite. Obs.:crises somente durante o dia. Está complicado, mas vou lutando. Depois passo mais sobre meu histórico, pois sempre fui ansioso. Fica com Deus!

        Obrigado

        1. LuDiasBH Autor do post

          Israel

          Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

          Amiguinho, o início do tratamento com qualquer antidepressivo é realmente muito difícil, mas nada que a gente não consiga tirar de letra. As crises advindas da ansiedade são mil vezes piores, pois nunca sabemos quando elas chegam. Fique tranquilo, pois tudo isso logo terá passado, e você começará a sentir os bons efeitos do medicamento, passando a ter uma vida normal. Procure ficar o mais tranquilo possível, focar apenas nos bons resultados que virão. Seja POP (paciente, otimista e persistente). O importante é que acompanhe os efeitos ruins da medicação (ver no link que lhe mandei), para saber o que é normal ou, quando deverá procurar ajuda médica. Passada a fase inicial, em que deve tomar rivotril para ajudá-lo, procure fazer uso desse medicamento somente quando for realmente necessário. Existem também bons fitoterápicos no mercado.

          Israel, gostaria de saber se essa é a primeira vez que faz tratamento com antidepressivo. E venha aqui sempre que necessitar. Não se sinta sozinho.

          Abraços,

          Lu

        2. Isreal Vieira

          Lu, grato pela atenção.

          A realidade que meu pai era ansioso, e na época foi até internado, foi uma fase ruim de minha vida. Eu sempre fui ansioso.
          E meu filho com 31 já está sentido também, e vai iniciar o tratamento. Uma família de ansiosos.

          Eu, com a idade de uns 35 anos, fiz tratamento com anafranil e lexotan. Ocorreu uma melhora até rápida, uns 6 meses. E aí parei com os remédios e com o tratamento. Passando alguns anos novamente fui ao médico e resolvi continuar. Sem tratamento, ledo engano, agora estou pagando a conta.

          Agora iniciei o tratamento. A médica passou o OXA, junto com o quetipin e no meio ficou o Rivotril. Um remédio que utilizei para rinite medicamentosa, que vicia e é um perigo, pois complica tudo, e ontem passei muito mal com taquicardia, pressão oscilando. Fiquei na cama o dia todo. Notei que quando pineguei nas narinas teve o início de uma forte crise, potencializada por seu uso. Parei de utilizar o mesmo e hoje estou melhor. O remedio é o NEOSORO, cloridrato de nafazolina. Fiquem atentos com este remédio, que eu utilizava há anos. E assim vamos errando por utilizar remédio sem receita médica. E se Deus quiser vamos conversando, se você permitir.

          Obrigado!

        3. LuDiasBH Autor do post

          Israel

          Seu transtorno mental então é hereditário. O bom é que há tratamento para o mesmo. E quanto mais cedo começar, melhor, pois sofre-se menos com as crises que só tendem a aumentar. Como poderá ver através dos comentários, este tipo de transtorno tem sido muito comum nos dias de hoje. O corre-corre da vida, assim com as suas muitas dificuldades tendem a nos deixar tensos. E se a pessoa já tem o transtorno, qualquer coisa serve de gatilho para dispará-lo. Também já usei anafranil e lexotan. Imagino que você tenha parado por conta própria, o que é sempre um grande erro, pois essa avaliação deve ser feita pelo médico. Não faça mais isso. Quanto ao remédio para renite, jamais deveria tê-lo usado por conta própria e por um grande tempo, está aí o problema. Nem mesmo os fitoterápicos devem ser usados sem o conhecimento médico, pois muitos possuem um tempo determinado para seu uso. O bom é que aprendeu. Use o rivotril no início do tratamento, para ajudá-lo, e depois só faça uso do mesmo quando realmente for necessário.

          É bom saber que já se encontra melhor. Será sempre um prazer contar com sua presença neste espaço. Convide seu filho para conhecer este cantinho.

          Abraços,

          Lu

  4. Caroline Cardoso Autor do post

    Olá, Lu!
    Conheci o site hoje através de um relato seu sobre o escitalopram. Você melhorou? Vive normal? Pois até hoje eu não achei nada que melhorasse e tirasse a ansiedade de mim.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Caroline

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, a ansiedade vem acometendo um número cada vez maior de pessoas em todo o mundo. Em contrapartida, a Ciência vem buscando uma maneira de controlar isso, jogando no mercado medicamentos cada vez mais eficientes. O ideal é que deles não precisássemos, pois, em muitos casos, bastaria apenas que a pessoa mudasse sua rotina de vida, contudo, noutros são de extrema importância, uma vez que tem a ver com o mau funcionamento dos neurônios. E imagino que você se encontre no último grupo, assim como eu.

      Caroline, desde a minha adolescência eu tomo antidepressivo. Sempre que uma substância X deixa de fazer efeito, outra me é indicada. Confesso-lhe que me sinto muito bem. Levo uma vida equilibrada, normal e produtiva. Contudo, como qualquer ser humano, também tenho os meus altos e baixos, o que é bom, pois me faz crer que não perdi as minhas emoções. Seu médico já lhe receitou oxalato de escitalopram? É um dos bons antidepressivos no mercados. Volte sempre para conversar conosco.

      Um abraço,

      Lu

    2. Beatriz Silva

      Bom dia, Lu!
      Comecei a tomar oxalato de escitalopram 10 mg, ontem de manhã, porém já tive várias crises de pânico, choro… Estou na reta final do semestre, tenho um seminário essa semana, prova logo no começo do mês que vem, sabe esse é meu último semestre, se eu não me sair bem, perco tudo que fiz até agora. Estou em pânico, não sei se devo parar com o remédio agora, é a primeira vez que tomo remédio para essa finalidade. Achei necessidade de procurar um médico, porém parece que piorei. Além dessa crise de pânico e choro constante, sinto meus braços queimar, e parece que estou anestesiada em câmera lenta. Acordei muito assustada e não consigo mais dormir, estou muito assustada.

      Obrigada pelo espaço!

      1. LuDiasBH Autor do post

        Beatriz

        Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa!

        Amiguinha, acalme-se, pois tudo passa. Respire fundo, inale o ar bem devagar e encha-se de otimismo, pois a maioria de nós aqui já passou por isso, e todos sobreviveram. O importante agora é ser uma garota POP (paciente, otimista e persistente), este é o lema de nossa família.

        Beatriz, você não menciona a causa de estar tomando antidepressivo, mas deduzo que seja por ansiedade, em razão do excesso de afazeres de final de semestre, e, por isso, acabou caindo nas crises de pânico. Não são poucos os que chegam aqui com este mesmo problema. Portanto, fique tranquila, pois logo estará boa. O otimismo é o primeiro passo para o bom resultado do tratamento.

        Todo antidepressivo, no início do tratamento, traz efeitos adversos, deixando a pessoa, muitas vezes, pior do que antes de iniciá-lo. É organismo tentando livrar-se de uma substância que lhe é estranha. Mas ele acaba acalmando-se e ficando no maior “love” com o antidepressivo. Como disse, tudo é questão de tempo. Para algumas pessoas, isso passa em torno de três semanas, enquanto outras, detentoras de um organismo mais resistente, demoram um pouco mais. Eu acredito que, com três semanas, você já está muito bem. Siga em frente!

        Beatriz, é importante que você mantenha contato com seu médico no início de seu tratamento, para que ele vá avaliando os efeitos adversos pelos quais está passando, e para que saiba quando é necessário buscar ajuda médica. Não precisa ficar assustada. Para acalmar-se, leia os comentários de vários companheiros aqui, que já passaram por isso. Como disse, você está tendo crises de pânico em razão de seu extremo estado de ansiedade, que precisa ser tratado no seu início, senão tende a ficar cada vez mais severo. Se não tratá-la, poderá ficar impossibilitada até mesmo de sair de casa. Portanto, é preferível passar por essa difícil fase inicial, que dura poucos dias, e depois ficar ótima para dar continuidade ao semestre. Os professores já sabem que isso é comum a estudantes. Peça a seu médico um atestado para 15 dias, ainda que vá às aulas, e apresente-o a seus professores, para que eles saibam o que está passando consigo. Não tenha dúvida de que a ajudarão.

        Beá, continue em contato conosco. Não se sinta só em momento algum, pois aqui somos uma família. Continue seu tratamento com a certeza de que logo estará boa.

        Beijos,

        Lu

  5. Claudia

    Oi, Lu!
    Hoje faz exatamente 30 dias que estou usando a fluoxetina 20 mg. Melhorei bastante a ansiedade, apesar de várias ameaças de crise não cheguei a desenvolver nenhuma crise. Tem momentos que me sinto bem, porém em outros me sinto depressiva. Com 1 mês de uso essa dosagem já atingiu seu efeito total, ou ainda posso esperar mais melhoras antes de discutir com a psiquiatra um possível aumento da dosagem.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Cláudia

      Em hipótese alguma a eficácia do medicamento mostrou-se em sua totalidade no período de apenas um mês. Ainda há tempo para melhoras. Em algumas pessoas, isso pode acontecer até os três meses de uso. Essas ameaças de crises ainda são consideradas normais. Apenas comente com sua médica, para que ele possa avaliar a dosagem, casi haja necessidade. Saiba também que é preciso mudanças em certos hábitos de vida, para ajudar no tratamento. Leia o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

      Abraços,

      Lu

  6. Cris Alvarez

    Olá, Lu!
    Hoje fui ao psiquiatra que receitou o oxalato de escitalopram. Tomei fluoxetina por 10 anos e havia parado há 4 meses. Tive uma crise de pânico e o que segurou foi o rivotril. Retornei à fluoxetina, mas ainda tenho episódios de andiedade e uso rivotril. A médica disse para começar amanhã mesmo com 10 mg do OXI, estou apavorada. Por isso descobri este post. Estou com medo de ter efeito colateral, o retorno da fluoxetina tem 1 mês e meio. Gosto de fazer esporte, tenho medo desse outro remédio mexer com meu ânimo. Me identifiquei com seu post, me sinto traindo a fluo.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Cris

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, todos os antidepressivos, depois de um tempo, precisam ter sua dose aumentada, ou faz-se necessário mudar para outro, pois, com o tempo, nosso organismo vai se acostumando com a substância usada, que vai perdendo o seu efeito. O aviso vem através de crises que o medicamento não mais contém. Também tive que mudar para o oxalato de escitalopram. Confesso-lhe que foi uma troca excelente. Dou-me muito bem com esse antidepressivo, que hoje é o mais receitado pelos médicos, além de ser mais moderno. Portanto, não há o que temer. O oxi deu-me bem mais disposição e nunca mais tive SP ou deprê. Já o tomo há muitos anos.

      Cris, quanto a tomar o oxalato de escitalopram logo após a fluoxetina, há controvérsias. Alguns médicos dizem que tem que haver um espaço de tempo entre um e outro, enquanto outros acham que não é necessário. Confesso-lhe que não sei quem está certo. Meu médico exigiu que eu levasse, se não me engano uma semana, para tomar o oxalato de escitalopram, após deixar a fluoxetina.

      Saiba que você irá amar o Oxi. Ele tem sido um cavalheiro maravilhoso…

      Abraços,

      Lu

      1. Cris Alvarez

        Oi Lu, obrigada pelo carinho em me responder. Iniciei ontem e estou bem. Temos que confiar, senão por que ir ao médico?
        Seu relato me anima muito! Aumenta imensamente meu otimismo.

        Obrigada mil vezes!

      2. Maria

        Lu, comecei com esse remédio ontem e pra mim não está sendo essa maravilha, não. Estou horrível: tontura, cabeça girando e pânico. Passei a noite com o coração acelerado. Depois de amanhã volto ao psiquiatra. Estou com verdadeiro pavor desse remédio. Sinto-me dopada. Acho que não reagi bem a ele pois até diarreia me deu.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Maria

          Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família!

          Amiguinha, penso que você não foi informada por seu médico, ao lhe receitar o antidepressivo. E também não leu os comentários presentes aqui no site, na minha resposta aos leitores. A informação é fundamental para o tratamento dos transtornos mentais.

          Saiba que:
          1- Ao iniciar o tratamento, você pode ficar pior do que antes, pois seu organismo reage à nova substância, não querendo aceitá-la.
          2- Existem os efeitos adversos, que podem ser mais fortes para umas pessoas do que para outras.
          3- Os efeitos ruins duram em torno de duas a três semanas, normalmente.
          4- Alguns dos efeitos devem ser comunicados imediatamente ao médico, devendo a pessoa procurar ajuda médica (ver o texto INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM)
          5- Algumas pessoas necessitam de um ansiolítico como coadjuvante do tratamento.
          6- A dosagem não pode ser aumentada ou diminuída por conta própria.
          7- O medicamento não deve ser parado abruptamente, devendo a pessoa passar pelo desmame, após ordem médica.
          8- Deve-se aguardar, pelo menos, um mês, para saber se o remédio irá trazer efeitos benéficos.
          9- O contato com o especialista é muito importante, principalmente no início do tratamento.
          10- É importante que a pessoa seja POP (paciente, otimista e persistente)

          Um grande abraço,

          Lu

        2. Maria

          Lu

          Eu li sim seu post e os comentários. Em relação ao médico, ele não me informou nada. Só pediu que eu tomasse 10 mg desse remédio ao dia. Amanhã tenho consulta com ele. Só que eu achei o efeito colateral pior do que li nos comentários e post. Essa madrugada foi horrível. Tive formigamento nas mãos, coração acelerado, e crise de pânico. Tive que me controlar pra não gritar apavorada. Tomei fluoxetina por dois anos, de 2014 até 2016, e interrompi abruptamente pois descobri uma gravidez que por sinal perdi aos cinco meses por má formação, tudo muito traumático. Quando troquei de psiquiatra, ele me passou essa medicação. Com o outro remédio nunca tive essas coisas. Está sendo horrível. Estou com mais medo do remédio do que das crises.

          Obrigada por responder. Estou amando este blog. Tão bom falar com pessoas que nos entendem.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Maria

          Eu também tomei fluoxetina por vários anos, até que essa minha amiga deixou de fazer efeito. Hoje tomo oxalato de escitalopram, que é um dos antidepressivos mais usados atualmente, pois cobre uma gama de transtornos mentais. Algumas pessoas costumam ter os efeitos adversos bem fortes, realmente, mas isso passa em cerca de duas a três semanas. Ainda assim, é bom estar acompanhada pelo médico, relatando-lhe tudo o que está sentindo. No texto INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM, você será informada de quando se faz necessário buscar ajuda médica, em razão dos efeitos do remédio. Outra coisa, converse com seu médico sobre a possibilidade de receitar-lhe um ansiolítico para ser tomado agora no início do tratamento. O importante é que tenha sempre em mente que essa fase ruim irá passar. Seja POP (paciente, otimista e persistente). E conte sempre com a nossa ajuda.

          Beijos,

          Lu

        4. Maria

          Lu
          Eu sempre fui uma pessoa com medo de ser feliz. Nunca fui totalmente feliz. Tive a primeira crise de pânico em 1999. Não sabia ainda que se tratava disso. Em 2014, após uma gravidez ectópica, entrei numa forte depressão e procurei uma psiquiatra. Infelizmente não tive sorte, pois era uma pessoa mercenária. Consultório sempre lotado com 50, 60 pacientes. Chegava às oito da manhã e saía ao meio dia. Esperava quatro horas pra falar com ela e não ficava 10 minutos.Tinha clínica de manipulação e os remédios eram comprados lá, por indicação dela. Passou-me cinco remédios ao dia – topiramato, fluoxetina, atorvastatina, orlistat e depakote. Só esse último não era manipulado. Com o depakote me deu esse mesmo efeito horrível do oxalato de escitalopram e ela suspendeu. Ela sabia que eu pretendia uma outra gravidez e disse que eu poderia continuar a medicação e só suspender ao engravidar. Engravidei e ao contar a ela, a mesma suspendeu tudo de uma vez. Isso em outubro. Passei outubro e novembro ótima. Em dezembro senti uns maus presentemente e a depressão voltou. Tive também uma crise de ansiedade. Fiz uma ultrasom e mostrou várias más formações: espinha bífida, hidrocefalia, crescimento restrito. Lu, foram dias horríveis. Difícil até relatar. Depois prossigo, pois é difícil comentar isso.

        5. LuDiasBH Autor do post

          Maria

          Ao encontrar esse tipo de mercenário(a), fique apenas na primeira consulta, não volte mais ao consultório, pois essa gente não tem nada a oferecer, falta-lhe, sobretudo, humanidade. Se denunciada, essa mulher responderia processo, pois não pode haver esse tipo de venda casada. O paciente tem que ter o direito de comprar o medicamento onde bem entender. Corra dessa enganadora!

          Amiguinha, todos nós passamos maus pedaços na vida. Tudo isso faz parte de nosso crescimento como seres humanos. Infelizmente é a dor que nos transforma em pessoas melhores, pois mexe no âmago de nosso ser, levando-nos a tomar consciência profunda de nossa humanidade e, como tal, sujeitos aos contratempos da vida. O primeiro passo é a aceitação do que nos aconteceu, cientes de que não somos os únicos no mundo a passar pelo sofrimento. E o bom é que tudo passa, tudo muda! Devemos sempre caminhar em direção ao horizonte, por pior que seja a tempestade, haveremos de encontrar luz.

          Abraços,

          Lu

    2. Joyce

      Boa-noite, Cris!
      Tomo esse medicamento faz uns 30 dias, confesso ser ótimo. Eu me identifiquei com o texto também. No início tem efeito sim, uns 15 dias… Inniciei com meio, mesmo o médico recomendando um, por sete dias, e depois o inteiro. Senti muito a boca seca e a cabeça assim meio aérea, mas tudo passou, hoje não sinto nada.

      1. LuDiasBH Autor do post

        Joyce

        Espero que a Cris veja e responda seu comentário. Outra coisa, seu e-mail está incorreto. Você deve ter escrito algo errado.

        Abraços,

        Lu

        1. Cris Alvarez

          Oi, Lu, vi o comentário sim! Obrigada pela força. Estou tomando o oxalato e não tive mais crise de pânico que é o objetivo principal. Mas me sinto desanimada e preguiçosa, mas estou me adaptando. Os seus posts foram fundamentais para me encorajar a mudar.

        2. LuDiasBH Autor do post

          Cris

          Esse seu desânimo e preguiça advêm dessa fase do tratamento, mas logo irão passar. É bom saber que meus textos postados têm ajudado, assim como os comentários feitos. Não suma!

          Abraços,

          Lu

        3. Angélica de Oliveira

          Lu

          Estou com o mesmo sintoma que você, porém não comecei a tomar por medo dos efeitos. Estou tratando com homeopatia, mas o médico me passou oxi, mas pediu pra eu esperar mais 1 semana, só que percebi que não estou melhorando. Estou tendo muito medo e tive taquicardia..

        4. LuDiasBH Autor do post

          Angélica

          Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

          Amiguinha, eu escrevi este texto há muito tempo. Continuo tomando o oxalato de escitalopram e encontro-me ótima. Nunca mais tive ataque de pânico e minha depressão está bem controlada. Os efeitos adversos passaram em torno de três semanas, após iniciar a medicação. Como não sei qual foi o seu diagnóstico, não posso dizer nada sobre o fato de estar sendo tratada com homeopatia. Em alguns casos o tratamento homeopático resolve, mas noutros é necessário o uso de medicamento alopático. Siga direitinho a prescrição de seu médico. E não tenha medo algum dos efeitos iniciais. Muito pior é viver com medo e taquicardia ocasionada por ansiedade. Se não se tratar direitinho, tais incômodos só tendem a aumentar. Fique tranquila, pois tudo isso irá passar.

          Outra coisa, o seu e-mail está incorreto. É preciso que haja confiança dos dois lados, não é mesmo? Quando voltar a escrever, conserte-o, para que eu possa responder-lhe. Certo?

          Abraços,

          Lu

  7. Praiano

    Olá Lu!

    Estou no 41º dia, tomando 15 gotas. A partir de domingo serão 20 gotas. As crises de ansiedade aos poucos estão passando. Porém, uma tristeza toma conta de mim, quando sinto que realmente a causa de tudo isso possa ter sido a noiva. Muito difícil de lidar com isso. Estamos trocando mensagens diariamente, ela parece estar bem, mais conformada. Domingo iremos à missa. Às vezes me questiono se realmente estou depressivo, ou se isso foi um escudo para nos separarmos. Ela quer me ajudar, diz que eu estou doente, e eu fico muito mal de pensar que eu não esteja, e isso alimente falsas esperanças nela.

    Continuo sem vontade de fazer as coisas que antes me faziam bem. Normalmente fico bem quando cai a noite, e vai chegando a hora de dormir. Quando clareia é uma tristeza, pois é a hora de iniciar o dia. O único momento em que fiquei bem comigo mesmo esta semana foi terça à noite, quando comecei a fazer parte de um pequeno grupo de apoio a moradores de rua, organizado por um amigo aqui do trabalho. Meu maior medo é o da reação que terei no domingo quando a vê-la de novo.

    Abraços

    1. LuDiasBH Autor do post

      Praiano

      É muito bom saber que você está melhorando a cada dia. Não creio que a causa tenha sido a sua relação amorosa, mas sim o transtorno mental de que foi vítima, que mexeu profundamente com todo o seu sistema emocional. Somente quando sanar tal problema poderá avaliar com clareza seus sentimentos. Qualquer antecipação será nula. Dê tempo ao tempo, meu amigo, ele é o mais sábio dos mestres. Nas horas de inquietação, a melhor coisa a fazer é buscar calma dentro de nós mesmos. As decisões mais insensatas são aquelas que tomamos sob pressão. Portanto, deixe a tempestade passar.

      Amiguinho, é normal essa dificuldade de iniciar o dia, quando se faz necessário lidar com todos os problemas. O sono funciona como uma válvula de escape. Parabéns pelo trabalho com os moradores de rua. Também faço parte de grupos de voluntariado. Quanto ao domingo, será um dia muito especial. Não permita que a ansiedade crie fantasmas. As coisas acontecerão a contento. Pensamento positivo gera ações positivas. Rezem por mim.

      Abraços,

      Lu

  8. Ric

    Realmente eu notei mais efeitos negativos do que positivos com esses ISRS, principalmente escitalopram. Sou usuário há uns 2 anos, antes usava paroxetina. Fiquei eunuco, sem libido alguma, castrado sexualmente, sem emoções, apático, sem estímulo para fazer e pensar em nada, boca seca constante, dor de cabeça. Pense muito bem antes de usarem esses medicamentos, pois mexem muito com o organismo, alteram tudo, pra largar depois é uma luta, usem somente se for necessário mesmo, como último aliado. Não vão caindo no papo de qualquer psiquiatra, pois a maioria deles so quer entupir os pacientes de remédios. Um dos poucos efeitos positivos que notei é que a gente fica anestesiado, igual zumbi, sem emoções, nem boas nem ruins, e , quando se consegue ter uma ereção e praticar sexo com alguém, o retardo da ejaculação é muito bom, principalmente para quem tem ejaculação precoce. É raro ter ereção usando essas drogas, eu era praticamente um castrado sexualmente.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Ric

      Os antidepressivos agem diferetemente de um organismo para outro. Não é possível estabelecer uma única conduta. Eu, por exemplo, tomo antidepressivo desde a adolescência (venho de uma família com depressão hereditária) e sinto-me ótima. Nem mesmo me lembro de tomar o medicamento, muitas vezes, tamanho é o meu bem-estar. E, como poderá notar, existe uma certa coerência no que escrevo, o que me livra da categoria de “zumbi”… risos. Mas é verdade que muitos médicos vêm receitando antidepressivos sem passar o paciente por uma avaliação mais profunda. Há casos em que também a pessoa não busca ajuda médica e termina cometendo uma loucura por não estar medicada. Os suicídios são a face cruel da falta de tratamento, principalmente quando o transtorno é silencioso e, quem está em volta não dá conta de que a pessoa precisa de tratamento. Como vê, cada caso é um caso. Aqui neste espaço, jamais induzo o leitor a tomar ou não um antidepressivo, pois esta responsabilidade cabe ao médico, cuja formação pressupõe uma grande responsabilidade para com seu paciente. Procuro agir apenas como um anteparo emocional para os que me procuram, acalmando-os e pedindo-lhes paciência com o tratamento. Já tivemos aqui o caso de um jovem, que se matou, ao abrir mão do tratamento em razão dos conselhos de certo pastor. A família do rapaz abriu processo contra esse último.

      Ric, tudo na vida tem um preço. Todo e qualquer remédio alopático possui efeitos adversos. Assim também acontece com os medicamentos para hipertensão, diabetes, tireoide, câncer, etc. Realmente dentre os transtornos adversos do antidepressivo está a baixa da libido. Mas depois de um tempo, a maioria das pessoas tem seu quadro equilibrado. Pode-se também atenuar esse efeito mudando de medicação. Penso que você não acertou no medicamento. E, pelo que vejo, o antidepressivo não era vital para seu tratamento. Gostaria que nos contasse como tem feito para tratar seu transtorno mental.

      Amiguinho, que bom tê-lo aqui conosco. Não suma!

      Abraços,

      Lu

      1. Ric

        LuDias,
        concordo que em muitos casos os remédios ajudam, e muito, pois somente quem passa pelo que passamos pode entender o que é depressão, ansiedade inexplicável, pensamentos negativos, autoestima péssima, mente cansada… É terrível passar por isso, sensações que não são possíveis de se explicar com palavras, pois são indescritíveis.

        É incrível também como os remédios mudam nossa percepção do mundo, no meu caso, depois de uns 20 dias de uso, já acalmava minha ansiedade, os pensamentos ruins sumiam, a vontade de fazer o que gosto voltava, autoestima melhora, enfim… Também fui escolhido pela genética de ter uma ansiedade e tendência a depressão perene. Estou há 5 meses sem usar nada, porém voltou tudo de ruim de novo nesse período (5 meses terríveis). Tentei controlar meus pensamentos, fazer atividades físicas, religião. No meu caso somente o remédio mesmo para ter alguma melhora na qualidade de vida, serei um dependente eterno. Vou ter consulta esta semana e vou voltar ao tratamento com escitalopram ou paroxetina.

        Lu, como você disse, tudo na vida tem um preço, o remédio tem seu preço, não escolhi ter estes problemas de ansiedade e melancolia, infelizmente dependo dos ISRS, e ainda bem que eles existem, não é? Mesmo que muitos digam que os remédios foram feitos para indústrias farmacêuticas lucrarem, mesmo muitos dizendo que nós somos fracos e que inventamos essas doenças… Por que viver na tristeza constante, melancolia, pensamentos intrusivos negativos, sem autoestima, sem vontade de fazer nada, é muito ruim. Quanto à libido diminuir é um preço que temos que pagar.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Ric

          Você está coberto de razão, meu amiguinho. Nós, que vivemos nos tempos de hoje, somos privilegiados por contarmos com os antidepressivos. Ao pesquiar sobre outras épocas, é muito doloroso ver como as pessoas sofriam, muitas delas jogadas em manicômios e sanatórios como cargas indesejáveis. As famílias não sabiam como lidar com seus doentes mentais. Veja no site este texto: A LOUCURA NA IDADE MÉDIA (Procure em pesquisar).

          Eu já convivo em perfeita harmonia com a minha deprê (herança maior que minha mãe deixou-me). Não a maldigo ou bendigo, apenas a aceito. Já faz parte de mim. Quando ela começa a noucatear o antidepressivo que tomo, mudo para outro. Vivemos nesse esconde-esconde, entre tapas e beijos… risos.

          Você fechou seu comentário com uma brilhante reflexão:
          “Por que viver na tristeza constante, melancolia, pensamentos intrusivos negativos, sem autoestima, sem vontade de fazer nada? Isso é muito ruim. Quanto à libido diminuir é um preço que temos que pagar.”. Ainda que as indústrias farmacêuticas ganhem dinheiro conosco, não podemos nos esquecer dos grandes pesquisadores que trabalham dia e noite para trazer-nos qualidade de vida. Benditos sejam eles!

          Abraços,

          Lu

  9. Praiano

    Boa-tarde, Lu!

    Encontrei em seu blog uma forma de seguir em frente no longo caminho que estou seguindo na luta contra a depressão.

    Minha história: estou namorando há 4 anos e 5 meses e noivo, com casamento marcado para outubro deste ano. Durante o meu relacionamento, sempre tive a sensação de que minha noiva me amava mais do que eu a ela, e isto me incomodava um pouco. Porém, sempre consegui levar na boa, nunca tive a iniciativa de terminar com ela. Ela, pelo contrário, já insinuou terminar algumas vezes, e isso foi sempre desesperador para mim quando acontecia, de forma que criei um bloqueio nos sentimentos, para me blindar, caso isso ocorresse de verdade (término por parte dela). Tudo ia relativamente bem, até que em junho de 2016 fizemos uma viagem e eu, empolgado, fui mais rápido que ela na cama. Ela demandou uma segunda vez, e isso sempre me travou. Após isso, me bloqueei completamente para o sexo com ela, a ponto de só conseguir fazer com Viagra e em raras ocasiões (isso me deixava bem desanimado). Tudo piorou quando, em outubro de 2016, fizemos uma viagem para comemorar nossos 4 anos, e percebi que não estava com vontade de viajar com ela, não tanto quando das outras vezes. Isso me desanimou muito, e comecei a ter a sensação de não amar minha noiva. A viagem foi um desastre, e foi quando contei a ela sobre o viagra. A partir daí, não consegui mais ser eu mesmo com ela. Associava à falta de sexo essa sensação de não desejá-la mais. No final do ano passado, comecei a me abrir com minha mãe sobre a possibilidade de não me casar mais. Porém, isso me era motivo de muita tristeza, a ponto de desabar em choro e desespero, quando conversava sobre essa possibilidade. Minha psicóloga encaminhou-me para um psiquiatra, que me diagnosticou com TAG e receitou Reconter 10 mg.

    Estou no 35º dia de tratamento. Em 28/01, finalmente consegui me abrir sobre minha preocupação sexual com a noiva, e ela me ajudou, a ponto de conseguir ter relações naturais com ela pela primeira vez em 7 meses. Uma descarga de alívio tomou conta de mim no orgasmo, e só conseguia falar que a amava, e que nunca ia abandoná-la. Isso veio do fundo do coração. Só que comecei a estranhar nos dias seguintes que continuava sem vontade de vê-la, e com a libido lá embaixo. Ainda tivemos relações mais 4 vezes até sábado passado (11/02). Porém, meu desespero aumentou. Achava que, após livrar a carga sexual, seria muito feliz novamente com ela, e isso não aconteceu. Uma sensação estranha toma conta de mim quando estou com ela, de não querer fazer nada, só ficar deitado. Quando não estou com ela, só consigo pensar no desespero de não aguentar e pedir para terminar com uma pessoa que me ama demais, o que me causa horríveis sensações de náusea e pânico (isso piorou muito esta semana, e o doutor subiu a dose para 20 mg). Quando estou longe dela, também não tenho ânimo para nada do que eu sempre gostei de fazer (comer, ler, nadar, etc.). Não consigo esconder a tristeza de vê-la animada com as coisas do casamento, e eu triste, sem poder corresponder. Acho que hoje à noite vou procurá-la e abrir o jogo. Não quero fazê-la ter um casamento infeliz.

    Desculpe o desabafo longo, mas realmente o meu sofrimento está grande. Gostaria de estar feliz pela proximidade do casório.

    Beijos!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Praiano

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, não devemos tomar decisões quando o nosso estado emocional encontra-se em desequilíbrio. E não resta dúvida de que o seu se encontra abalado. Seu Transtorno de Ansiedade Generalizada precisa ser primeiro tratado, para que possa realmente compreender o que está acontecendo consigo em relação à sua noiva. É muito natural o fato de o homem ter o orgasmo primeiro do que a companheira. Não há problema nenhum nisso. Assim como é natural o fato de não se encontrar apto para uma segunda rodada, num determinado momento. O importante na relação é o fato de os parceiros falarem sobre o assunto com naturalidade. Saiba também que a mulher nem sempre consegue um segundo tempo, contudo, isso pode passar despercebido ao homem, o que não acontece com ele, em razão de seu órgão copulador externo que logo se manifesta. Penso eu que o problema de não a desejar está ligado à sua ansiedade, que transformou um momento vivido, que seria absolutamente normal para outro homem em perfeito equilíbrio, num trauma. Ao sentir-se transtornado, inclusive chorar, quando pensa num provável rompimento com ela, mostra o quão está ligado à sua noiva. Você diz: “Uma descarga de alívio tomou conta de mim no orgasmo, e só conseguia falar que a amava, e que nunca ia abandoná-la. Isso veio do fundo do coração.”. O coração é sempre muito verdadeiro. A falta de libido nos dias subsequentes está ligada ao trauma que ainda não resolveu e ao medicamento que está usando.

      Praiano, todos os antidepressivos apresentam efeitos adversos. Dentre tais efeitos está a queda da libido. O oxalato de escitalopram mexe na libido da pessoa, conforme poderá comprovar nos comentários. São inúmeras as reclamações sobre isso. Portanto, não se trata de sua falta de “tesão” por sua noiva, mas de um efeito decorrente do medicamento. Você diz: “Uma sensação estranha toma conta de mim quando estou com ela, de não querer fazer nada, só ficar deitado.”. É assim mesmo que acontece. Como a sua libido está baixa, manter-se deitado funciona como uma fuga para o contato íntimo. Por que não se abre com ela e conta-lhe sobre os efeitos do antidepressivo? Quem nos ama sempre nos compreenderá, tenha a certeza disso.

      Releia suas palavras: “Quando não estou com ela, só consigo pensar no desespero de não aguentar e pedir para terminar com uma pessoa que me ama demais, o que me causa horríveis sensações de náusea e pânico (isso piorou muito esta semana, e o doutor subiu a dose para 20 mg).”. Tudo isso é resultante da medicação (náusea, pânico…). Quando se tem a dosagem aumentada, os efeitos adversos ficam mais fortes, e é preciso aguardar alguns dias para que passem. E se sua noiva fosse o problema, você não diria: “Quando estou longe dela, também não tenho ânimo para nada do que eu sempre gostei de fazer (comer, ler, nadar, etc.).”. Logo, tudo se mostra ruim. Isso é natural.

      Amiguinho, não tome nenhuma decisão, pois o momento não é propício. Converse… Converse… Ela é a sua melhor a amiga e conhece-o como ninguém. Deixe essa fase ruim passar para analisar a relação de vocês. Deixe que ela o ajude. Vou lhe enviar alguns links para ajudá-lo. Aguardo um novo comentário seu. Conte conosco. Não se sinta só.

      Abraços,

      Lu

      1. Praiano

        Boa-tarde, Lu!

        Obrigado pela resposta. Mas infelizmente acabou sendo mais forte que eu. Terminei nosso noivado no sábado. Ela chorava muito e ficou sem entender, e eu chorei junto, pois dizia que seria o melhor para nós dois, não podia condená-la a sofrer comigo. Não sei se tomei a decisão correta, pois passei o domingo muito mal. A sensação de angústia ao iniciar o dia continuou, e minha vontade continuou sendo apenas ficar deitado, sem querer conversar com minha mãe, irmãos e familiares, a não ser sobre esse assunto. Chorei muito no domingo, de angústia pelo que eu fiz com ela.

        Mandei uma mensagem ontem à noite para saber como estava. Ela me respondeu dizendo que eu precisava de ajuda, que iria me auxiliar no tratamento, e para procurarmos Deus (me convidou para ir à missa no próximo domingo). Hoje (segunda) também trocamos mensagens, pela primeira vez ela admitiu que eu estava deprimido. Até então, ela dizia que era “coisa que enfiaram em minha cabeça”. Talvez por ter visto meu estado de desespero no sábado, dia em que pedi para nos afastarmos.Tenho um carinho enorme por ela, não quero perder uma mulher que me ama tanto, mas o Reconter não está colaborando, pois os pensamentos ruins ainda persistem.

        Abraços

        1. LuDiasBH Autor do post

          Praiano

          Naquele momento você tomou a decisão certa, pois era o que sua vontade pedia. Se não o fizesse, iria ficar fazendo mil cobranças a si mesmo. O mais importante é que deixou uma janela aberta para uma possível reconciliação, quando toda essa fase ruim passar. Procure não se mortificar com isso. Quanto mais olharmos os fatos com naturalidade, mais chances teremos de resolvê-los a contento. A sabedoria ensina que precisamos levar a vida com leveza, vivendo um dia de cada vez, sendo tolerantes conosco e com o outro. Não podemos lutar contra a corrente, mas sim procurar seguir o seu curso, para que saíamos ilesos na outra margem.

          Amiguinho, tudo tem o seu lado positivo. O fato de ter terminado o noivado fez com que sua noiva levasse a sério o problema que você ora vive. Doravante, ela compreenderá melhor seu transtorno mental e estará totalmente do seu lado. Penso eu que a relação entre vocês dois será ainda mais forte, daqui para a frente. Suas palavras atestam isso:

          “Tenho um carinho enorme por ela, não quero perder uma mulher que me ama tanto, mas o Reconter não está colaborando, pois os pensamentos ruins ainda persistem.”

          Praiano, apenas dê um voto de confiança ao senhor Reconter. Seja tolerante com ele, pois precisa de um tempo para mostrar a que veio. Veja através dos comentários que inúmeros leitores tiveram que lidar com os pensamentos ruins. Eles irão passar. Não deixe sua mente vazia. Procure preenchê-la com coisas boas: música, filmes, exercícios, etc. Tudo irá passar. E quero estar aqui para receber um comentário bem positivo seu. Afinal, a gente “semos” POPs (pacientes, otimistas e persistentes). Estamos todos torcendo por você. Conte conosco!

          Abraços,

          Lu

  10. Luiza

    Olá, Lu!
    Primeiro quero lhe parabenizar pelo post, como todos aqui estou na luta contra essa doença que nos paralisa. Venho de família complicada e com vocação para a depressão. Sempre lutei e trabalhei muito, já fui diversas vezes ao psiquiatra e sempre me prescreveram a fluoxetina, com que sempre me dei bem, apesar de me dar sono, e alprazolam. Confesso que já parei e voltei várias vezes, mas ultimamente tenho tido muita ansiedade. Parece que a fluoxetina não faz mais efeito, então tenho que aumentar a dose de alprazolam.

    Minha depressão está ligada a minha profissão. Sou veterinária formada há 20 anos. Apesar de continuar amando os animais, minha paciência com os tutores já não é mais a mesma. Quando penso que tenho que trabalhar, me dá fobia, paralizo, taquicardia, etc. Sou cirurgiã-geral e sempre gostei disso, e graças a Deus com muito êxito, mas não estou mais conseguindo operar, travo, protelo e depois sinto uma culpa enorme. Não aguento mais inventar desculpas fisicas. Cheguei aqui por procurar algo sobre a troca da “fluoxetina amiga”, que parece que me abandonou… Obrigada pelo relato, que me ajudou muito.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Luiza

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, dentre os transtornos mentais, a depressão é o que mais se espalha pelo mundo. O bom é saber que a Ciência vem fazendo novas descobertas neste campo e colocando no mercado antidepressivos cada vez mais eficientes. Assim como a sua, a minha família também vive às turras com essa senhora, e eu, como herança, ganhei-a. Nossa intimidade é tão grande, que até já nos tornamos grandes amigas. Confesso-lhe que, ao aceitá-la, ela se tornou bem mais afável e compreensiva. Mas levou tempo para eu entender que a aceitação minava o seu poder. Já passei por um sem conta de antidepressivos. Assim que um perde a sua eficácia, receitam-me outro. A fluoxetina foi a penúltima. Vivemos juntas por longos anos. Mas a amizade foi tamanha, que ela acabou sendo vencida pela deprê. Pobre amiga Fluô! Hoje faço uso do oxalato de escitalopram, com o qual tenho me dado muito bem. Ainda continuamos, depois de cerca de cinco anos, vivendo uma tórrida paixão.

      Luiza, quando um antidepressivo passa a não fazer mais efeito, a saída é aumentar a dosagem. E, não sendo mais possível, faz-se necessário mudar para outro medicamento. Não é aconselhável aumentar a dose do alprazolam, que é também um tranquilizante. O ideal é que vá ao psiquiatra para que ele avalie o seu estado emocional e veja qual é o melhor tratamento, aumentando a dosagem ou mudando de medicamento. Não faça mudanças a seu bel prazer, pois podem ser extremamente nefastas à sua saúde. Quanto a parar o tratamento sem a anuência médica, isso é ruim, pois acaba fortalecendo seu transtorno mental, tornando o antidepressivo inóquo. E cada retorno ao medicamento traz ainda mais problemas, intensificando os efeitos adversos.

      Não é que sua paciência tenha diminuído no trato com sua profissão. A ansiedade, a intolerância e a impaciência são frutos de seu estado emocional que precisa passar por uma nova avaliação médica, tendo você que mudar, possivelmente, de medicação. Ninguém consegue trabalhar doente, e um transtorno mental mexe com todo o nosso equilíbrio. Não se sinta culpada, apenas admita que está doente e precisa de ajuda imediata. Tenho a certeza de que tudo isso irá passar, assim que acertar com um antidepressivo que controle a sua depressão. Mas não fique fazendo experiências consigo, busque um psiquiatra sério o mais rápido possível, pois a ansiedade costuma resvalar para a SP (síndrome do pânico) que é algo terrível.

      Luiza, aguardo notícias suas.

      Abraços,

      Lu

  11. Grazi Autor do post

    Acompanho todos os comentários desse post desde que comecei a tomar o esc e fui buscar no google algumas respostas. É muito bom saber que não estou sozinha na luta.

    Faz quase dois anos que não tomo mais antidepressivo, fiquei alguns anos tomando a fluoxetina e depois mudei para o esc, mas depois vieram alguns efeitos colaterais indesejados e meu médico e eu decidimos tentar ficar sem remédios. Confesso que em alguns momentos é difícil, ainda mais quando grandes problemas vêm como tsunamis, mas nesses dois anos tenho me sentido bem e aprendido a lidar com a tristeza e a alegria, cada uma no seu momento certo.

    Mas desde o começo desse ano de 2017 grandes mudanças ocorreram na minha vida e estou sem chão, estou tentando lidar com tudo o que aconteceu, as perdas e tristezas, e confesso que está muito difícil. Fora grande cobranças para que eu tome decisões muito importantes que vão afetar a vida de outras pessoas. Às vezes me sinto num cabo de guerra, pois não há como agradar todo mundo. Sinto que frusto e frustei muitas pessoas que amo, cometi erros e tomei decisões que foram muito ruins e cá estou eu, tendo que lidar com todas as consequências em apenas um mês, em todas as áreas da minha vida.

    Confesso que estou a ponto de desistir de tudo, vim aqui hoje escrever um pouco, para, quem sabe, aliviar os fardos e pesos que tenho carregado comigo. Olhar o futuro parece uma atividade dolorosa e inútil, pois não sei se quero estar lá. Olhar para o presente faz com eu me sinta sufocada e fraca e quanto ao passado, não consigo lembrar de nada que me traga esperança. Talvez eu esteja olhando tudo com os “óculos” errados e só consiga enxergar as coisas ruins. Sei que não posso desistir, mas a dor é tão grande, parece interminável e eterna, mesmo eu sabendo que não é, e que meu problema é tão pequeno diante do de outras pessoas. O que faz com que eu me sinta pior.

    A solução mais fácil, martela em minha mente, como uma ideia fixa, como um alívio, uma libertação, um descanso. Mas talvez não seja nada disso. Gostaria muito que tudo se resolvesse logo e que eu conseguisse ser mais forte. Obrigada pelo desabafo, ajudou a aliviar minha dor e minha solidão.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Grazi

      Antigamente eu levava muito a sério todo e qualquer problema. Demorei muito para aprender que o que me fazia sofrer num determinado tempo, era depois motivo para dar boas risadas. Passei então a olhar a vida com mais leveza, sem me deixar machucar pelos problemas comuns a todos nós pobres mortais. Tomei como meta o fato de que tudo na vida passa, tanto os momentos bons quanto os ruins. Nessa fase em que se encontra, aconselho-a a retornar a seu médico, falar-lhe sobre os problemas que ora vive, a fim de que ele a ajude com um antidepressivo, que tem o poder de equilibrar suas emoções e ajudá-la a passar por certas fases de sua vida, principalmente em se tratando de perdas. Não há quem não tenha passado por isso, ou que ainda não irá passar.

      Amiguinha, sei como é difícil servir de cabo de guerra. Não se preocupe em desagradar alguns, desde que aja de acordo com a sua consciência. E não há quem nunca tenha cometido erros, pois esses fazem parte de nossa humanidade. Estamos a frustrar as pessoas e também a sermos frustrados dia após dia. Isso não é motivo para seu desconsolo. Somos todos seres imperfeitos. O importante é o reconhecimento de nosso erro e o desejo de repará-lo até mesmo através de um pedido de desculpas. Agora carregar isso como um fardo só faz danos a nós mesmos. Sua sabedoria irá ajudá-la a lidar com tais consequências e logo tudo isso terá ficado no passado. É preciso apenas de um pouco de paciência.

      Grazi, desistir é negar a própria capacidade de superar barreiras. Gosto muito de um pensamento que diz: “Estava chorando porque não tinha sapato e encontrei um homem que não tinha pés.”. Por mais que soframos, outrem, em alguma parte do país, está sofrendo muito mais. Comece por usar o futuro apenas como ensinamento. Viva apenas um dia de cada vez e não se preocupe com o futuro. Pegue mais leve consigo mesma. Jamais se esqueça de sua fragilidade como ser humano. Se assim fizer, essa dor logo dissipará. Nossa dor cresce na medida em que sentimos pena de nós mesmos. E não é por esse caminho que devemos tocar a nossa vida. Você não é pior e nem melhor do que ninguém. É apenas um ser humano.

      A solução mais fácil é mostrar que é capaz de passar por tudo isso, e sair mais forte ainda desse turbilhão. Vi, dias desses, pessoas que perderam tudo num ciclone nos EUA. Elas disseram que restavam-lhe forças para continuar caminhando, pois o mais importante era a própria vida que lhes restara, e que se sentiam prontas a continuar na caminhada. Sei que assim será com você, pois são os problemas que nos fazem crescer e tornam-nos seres humanos melhores. Tenho pena de quem nunca viveu uma situação de desespero, pois não sabe qual é a alegria de sobreviver a uma tempestade.

      Amiguinha, gostaria de receber um comentário seu amanhã, dizendo-me como se encontra. Estaremos todos nós, seus companheirinhos de caminhada, torcendo por você. Divida conosco sua dor e solidão. Jamais se sinta só.

      Mandei para você um longo e-mail, inclusive com textos para ajudá-la, mas seu e-mail eletrônico está incorreto.

      Beijos,

      Lu

      1. Grazi

        Oi, Lu!

        Obrigada pelas palavras, todas com muita sabedoria. Hoje estou melhor, só o fato de desabafar me fez muito bem, sem medo de ser julgada ou preocupada com quem ou o que está certo. Tenho certeza que meu sofrimento é maior do que deveria ser, você disse bem: não dá para levar os problemas tão a sério.

        Amanhã vou ao médico e ao terapeuta, acho que conversar e conseguir organizar a cabeça vai melhorar ainda mais minhas ideias. Tenho certeza absoluta que meus problemas são tão pequenininhos diante da imensidão de dor e sofrimento que há no mundo, e ao confrontar meus problemas com os desafios que algumas pessoas encaram todos os dias, vi que não são nada. Às vezes falta uma visão em perspectiva, falta aceitar que sou humana e erro e não me cobrar tanto para que tudo seja perfeito e para que todos que estão a minha volta fiquem felizes. Equilíbrio é tudo, vou ficar bem, procurar ajuda e cuidar de mim, e resolvendo os problemas e desafios de forma parcelada, sem desespero. Jesus está sempre comigo, é o meu melhor amigo! Obrigada mesmo pelas palavras, Lu.

        *vou colocar outro e-mail aqui, tenho tido problemas com o meu e-mail habitual.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Grazi

          Realmente temos que ser menos intolerantes conosco e com aqueles que nos rodeiam. Não podemos levar tudo a ferro e fogo. Só há compreensão quando somos tolerantes com nossos próprios erros. O importante é reconhecê-los e modificar nosso comportamento. Apenas lamuriar não leva a lugar a algum. Todas as grandes mudanças nascem de momentos de sofrimento, grande mestre. Vou lhe passar uns links muito bons.

          Abraços,

          Lu

  12. Páh

    Oi, Lu!
    Gostaria de saber se sabe algo sobre escitalopram + álcool. Faz séculos que não bebo, e sei que devo evitar por causa do tratamento, mas hoje fui em um casamento de um amigo e bebi três copos de caipirinha, mas agora estou com medo. Tomo 20 mg de escitalopram todo dia de manhã. O que me diz? Ah, fase terrível passou, depois volto pra contar como foi tudo. Estou me sentindo muito bem e é até estranho porque estou passando por um momento bem difícil da minha vida que me pegou de surpresa, mas estou muito bem.

    Beijos!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Pah

      Estive fora de casa ontem, e somente agora estou a responder-lhe o comentário. Imagino que esteja bem.

      Amiguinha, a recomendação é de que não se deve beber ao tomar antidepressivos, mas uma a duas latinhas de cerveja, ou duas taças de vinho, uma vez ou outra, não trarão problemas com o oxalato de escitalopram. Aconselho-a não fazer uso de bebidas fortes como caipirinha, vodca, uisque, etc. Nunca se sabe qual é a reação do organismo. Alegra-me o fato de saber que está se sentindo bem melhor, inclusive com equilíbrio para aguentar os trancos da vida, pelos quais todos passamos.

      Abraços,

      Lu

  13. Camila

    Boa-tarde a todos deste blog que, assim como eu, sofrem do mesmo mal. Mas vamos lá, pois nada e nem ninguem será mais fortes do que nós. Eu uso escitalopram 10 mg faz 1 ano, comecei usando em Portugal, onde vivi 13 anos, e no último ano tive a primeira e espero última crise de pânico. Estou agora no Brasil, lutando há um ano para acabar com isto. Desde de outubro venho reduzindo a dose para 5 mg e depois 1/4 mg, e depois dia sim e dia nao. Hoje faz uma semana que já não tomo, e estou tendo alguns efeitos. Se alguém aqui está deixando, ou já deixou, quanto tempo durarão os efeitos da abstinência?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Camila

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, primeiro gostaria de saber se o seu desmame está seguindo prescrição médica. Em hipótese alguma pare por conta própria, pois o retorno ao medicamento poderá ser ainda mais difícil, com crises mais severas, tendo muitas vezes que aumentar a dosagem ou mudar para outro. É de fundamental importância que o desmame aconteça por ordem médica, seguindo todas as suas instruções. Não queira apressar seu tratamento, vá com calma e deixe que o psiquiatra saiba a hora certa de parar, e, mesmo assim, ele costuma errar. Se você está seguindo o ritual estabelecido por seu médico, não era para estar sofrendo com as crises de abstinência. Pode ser que tenha que continuar a tomar a medicação. Repasse para ele os sintomas que está a sentir.

      Um grande abraço,

      Lu

    2. Luciana

      Oi, Camila!
      Estou no processo de desmame do remédio. Inventei de parar meio rápido, mas senti choques na cabeça, tipo calafrios muito fortes e não conseguia dormir. Eu tomava 20 mg, passei para 10 mg, conforme a médica me pediu, e agora passei pro remédio em gotas para ir parando bem gradualmente, de forma mais fácial. Então, das 10 gotas, passei pra 9 gotas por umas 3 semanas, depois 8 gotas por umas 2 semanas e agora estou na primeira semana tomando 7 gotas e ainda não senti os efeitos. Pretende ficar mais 2 semanas nas 7 gotas, daí vou diminuindo até parar totalmente.

      1. Camila

        Luciana
        Eu tambem fui reduzindo, mas com o passar das semanas fui meio que acelerando pra acabar logo esta paranóia de viver só com remédios. Os efeitos do desmame que sinto sao irritabilidade súbita que dura uns 40 minutos, às vezes dores de cabeça, nos músculos do braço e perna esquerda. Para substituir o remédio, estou tomando hyperico homeopático, 1 cápsula de ômega 3 e 40 ml de cloreto de magnésio. Fora isto, faço yoga 2x por semana e consumo menos cafeéna e glúten. Acreditem foi a melhor coisa que fiz na minha vida, vale a pena pra quem quer parar. Para as noites mal dormidas descobri um santo suco pra tomar ànoite.

        1 maracuja
        2 morangos
        1 folha com talo de alface
        1 laranja
        1/2copo de água
        Bater tudo, adoçar se quiser, nao coar e beber.

        A todos boa sorte!

  14. Inês

    Oi, Lu e todo mundo!

    Meu nome e inês e sou de Portugal. Como faz alguns meses que sumi daqui, vou fazer uma resenha de minha história.

    Sempre tive ansiedade e alguma insônia, mas em 2015 tive a minha primeira crise. Tres semanas quase sem dormir, achando que ia morrer. O psiquiatra me passou o escitalopram. Senti poucos sintomas, foram 9 meses muito bons. Depois ele decidiu retirar e 3 semanas depois estava eu com nova crise ansiedade e insônia. Veio a fluoxetina, sendo mais dificil de aguentar as primeiras semanas, e foi nessa época que comecei a vir aqui. Depois me establizei, deixei de precisar de medicamentos para dormir, comecei a ler só esses comentários, mas nunca mais escrevi nada. Em dezembro me sentia tão bem que quis começar a viver sem remédios… Retirei a fluoxetina aos poucos. Grande erro! Cá estou eu de novo desesperando, e só tenho consulta no final da semana (decidi mudar de médico).

    Essa noite estava tão mal e cansada que acabei tomando 150 mg de donarem e 1 mg de xanax, pois após os primeiros 100 mg de donarem voltei a acordar com uma forte dor no peito e palpitações. Estou esperando ansiosamente o dia da minha consulta. Tenho de me convencer e de convencer os médicos também que não posso viver sem antidepressivos, ainda que sofra apenas de TAG.

    Lu, me desculpe o abandono temporário, prometo dessa vez dar notícia todas as semanas.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Inês

      Sempre é tempo para retornar a este cantinho. Alegra-me a sua presença.

      Minha querida, o tratamento dos transtornos mentais é feito na base de experiências, pois não existe um exame que detecte se o antidepressivo deve ser interrompido ou não, ou seja, se a pessoa não mais precisa do medicamento ou deve continuar a tomá-lo. Os médicos lidam com erros e acertos, portanto, essa volta ao remédio é mais do que normal. Pode ser que o organismo exija um período maior de uso do antidepressivo ou que dele necessite ininterruptamente. Tudo irá depender de sua resposta ao tratamento. Ainda assim, muitas pessoas ficam alguns anos sem necessitar de medicamento e, quando menos esperam, vêm as crises, pois na maioria dos casos os transtornos mentais são recorrentes.

      Inês, assim que reiniciar o tratamento, tudo voltará à sua normalidade. Contudo, evite tomar medicamentos que não sejam prescritos por seu médico. Enquanto não chega o dia de sua consulta, abuse do suco de maracujá, do chá de camomila, das caminhadas e do leite morno ao deitar-se.

      Um grande beijo,

      Lu

    2. Inês

      Oi, Lu!
      Fui hoje ao médico. Dessa vez um neurologista. Me devolveu o nosso amigo OXI. Estou recomeçando amanhã. Estou otimista. Ja sei que as primeiras semanas serão um pouco difíceis, mas há que ser POP. E se for como da primeira vez até nem deu muitos sintomas. Espero que o efeito positivo também seja o mesmo… Agora estou consciente de que minha ansiedade é crônica, e logo também o tratamento.

      1. LuDiasBH Autor do post

        Oi, Inês

        Não vá cair de amores pelo senhor OXI. Lembre-se de que esse mancebo possui um harém. É muito bom começar otimista, afinal de contas você é uma garota POP. O efeito será ótimo. Vá nos dando informações.

        Beijos,

        Lu

        1. Inês

          Oi, Lu!
          Estou no3º dia com o Oxi. Náuseas e nada de mais. Ainda estou sentindo um pouco de ansiedade, mas esse era o problema de origem, também ainda estou tomando Donarem 0.5 para dormir. Estou querendo baixar a partir da próxima semana para 0.25, e depois ir retirando à medida que o nosso mancebo vá começando a trabalhar e a apaixonar-se pelas células do meu corpo. Estou exercitando muito minha paciência.

        2. LuDiasBH Autor do post

          Inês

          Você se encontra na fase mais difícil, mas como é uma garota POP, irá tirar isso de letra. Além do mais, o bem-estar propiciado pelo Mr. Oxi compensará todo o sofrimento que ele traz no início do tratamento. Penso que ele fica querendo testar o campo em que está entrando… risos. Deixe para baixar o Donarem assim que passar esse período de turbulência. Desejo-lhe muito sucesso como esse nosso mancebo.

          Abraços,

          Lu

  15. Zak

    Oi, Lu, é a primeira vez que comento aqui.

    Há exatamente um ano eu descobri a página e passei a ler vários posts deixados no site, o que ajudou bastante a me dar algum conforto durante uma fase muito difícil da minha vida, em que me vi no que depois veio a ser diagnosticado como uma forte crise depressiva. Me sinto na obrigação de, pelo menos, agradecer a você pelas postagens, inclusive as de resposta aos comentários dos outros, que também muito me esclareceram. Fico bastante feliz em ver que, mesmo após todo esse tempo, você continua dando a mesma pronta atenção a todos que participam do “cantinho”.

    Além disso, escrevo também porque, agora, mais uma vez me vejo propenso a entrar em um novo ciclo depressivo, como o da vez passada, e, humildemente, dou as caras para ver se consigo obter algo que me ajude a pelo menos amenizar a situação, tamanho o medo de novamente passar por todo aquele sofrimento.

    Agora, como naquela ocasião, me vejo de volta de um período de férias passado com pais e familiares na minha cidade natal, que fica bem longe de onde eu moro e trabalho, tendo que encarar de novo minha realidade aqui, onde moro sozinho e sem ter uma companheira do meu lado. Tenho até uma boa quantidade de amigos e contatos por aqui, e meu emprego e minha casa aqui são muito bons, muitos pensariam até que estou reclamando de barriga cheia, mas a sensação de solidão, de desamparo e mesmo de fracasso pessoal por não ter conseguido até agora estabelecer um bom relacionamento duradouro com alguém me causa muito sofrimento. Daí isso me veio muito forte no início do ano passado, e, somado ao fato de eu estar iniciando um ano em que não teria mais minhas noites ocupadas pelas aulas na faculdade, que eu havia acabado de concluir, tudo transbordou numa terrível depressão, que ganhou força com o desespero que me bateu com o medo de me sentir ainda pior por ficar sem ter a faculdade a preencher o tempo e me distrair dessa sensação de solidão.

    Naquela época, certo dia, passadas umas duas semanas do início do problema, tive um episódio pontual de forte sensação de desespero e confusão, sem saber nem o que fazer, o que me levou a procurar auxílio médico. Desde lá, um psiquiatra, que também é psicoterapeuta, vem me acompanhando periodicamente, e eu venho tomando diariamente 1 comprimido de paroxetina + 1/2 comprimido de risperidona, pra poder me sentir melhor e aliviar também um velho TOC que tenho de alinhamento e rituais de higiene.

    Ocorre que, tendo controlado bem as sensações ruins desse período até a virada do ano, desde que regressei novamente de férias para cá agora neste mês, como relatei acima, me vejo abalado no sentido de voltar a ficar muito mal de novo, mesmo continuando o tratamento. Isso já está me deixando muito preocupado, até porque aqueles mesmos receios e incômodos relativos à solidão, desamparo e fracasso pessoal voltaram a bater à porta mais forte. Ao mesmo tempo me sinto mal também por não já ter afastado isso de vez.

    No fundo, sou um tanto tímido ainda com as mulheres, e um trauma de ter falhado na minha primeira vez, há alguns anos já, me deixou ainda com mais medo, por vezes até bastante aflito e apreensivo, com a possibilidade de estreitar um contato com alguma mulher de meu interesse, justamente pelo receio de, na hora H, falhar de novo. Daí acabo preso num ciclo vicioso com isso tudo, pois, ao mesmo tempo em que tenho a sensação incômoda da solidão, também fico com medo de me aproximar de uma possível futura companheira.

    Enfim, fico um tanto perdido com isso tudo, mesmo com as sessões de terapia, e se seu conhecimento e experiência, ou dos demais aqui, puder me ajudar de alguma forma, já ficaria enormemente agradecido, de verdade.

    1. LuDiasBH Autor do post

      ZaK

      Seja bem-vindo à nossa família, sinta-se em casa.

      Amiguinho, nós seres humanos somos bem complicados! Muitas vezes eu me pego analisando a vidinha simples das pessoas das pequeninas cidades do interior e pergunto-me se elas não são bem mais resolvidas do que nós, pois vivem num universo bem restrito, em que as indagações são imensamente menores, logo, também o são os conflitos existenciais. Está provado que, quanto mais complexa é uma espécie, mais frágil ela se torna. Esse é o preço pago por nosso desenvolvimento cerebral. E olhe que só temos acesso a cerca de um décimo de sua potência.

      Zak, a maioria dos transtornos mentais são recorrentes, e a depressão não foge ao grupo. Sempre acho que o primeiro passo é buscar ajuda médica, antes que as crises agravem-se. Aliado a isso, faz-se necessário fazer um tipo de exercício físico (caminhada, academia, pilates, etc.), mas, para mim, é também fundamental mudar algumas atitudes em relação à vida. Sempre digo que o medicamento faz apenas metade do serviço, cabendo a outra metade a nós mesmos. Temos que procurar viver um dia de cada vez, com a maior leveza possível, pois os problemas possuem o tamanho que damos a eles. A nós é dada a oportunidade de agigantá-los ou minimizá-los. Tudo vai depender de nossa sabedoria de vida.

      Todos nós reagimos diferentemente em relação à distância de nossos familiares, contudo, precisamos racionalizar que o nosso tempo é outro, e cada vez mais os membros de uma família dispersam-se. Porém, a tecnologia permite-nos um contato muito maior do que alguns anos atrás (zap, skipe, etc). Tenho dois amigos que estudaram na Europa, quando não havia isso. E pior, só vinham de férias de dois em dois anos, pois a passagem era muito cara. Como vê, amiguinho, somos privilegiados em relação ao nosso tempo, e não há motivo para ficar tristinho sem a comidinha e o colo gostosos da mamãe. Quanto ao tempo livre, à noite, preencha-o fazendo um curso de línguas, academia, lendo aqueles livros que pretende, preparando-se para um mestrado ou doutorado, etc. Irá lhe faltar tempo. Também poderá chamar um amigo ou parente de sua cidade para morar em sua casa.

      Zak, sempre tive como pensamento constante o fato de que eu preciso ser a melhor companhia para mim mesma. Posso ter um rol de amigos ao meu redor, mas se não gosto da minha companhia, estarei terrivelmente só. Qualquer tipo de relacionamento só deve ser iniciado quando a pessoa encontra-se bem na própria companhia. O outro deve ser apenas um complemento. Ninguém pode ser responsável pela nossa felicidade, nem mesmo nossos pais. Entregar ao outro tal fardo é nos tornar objeto em vez de sujeito de nossa própria vida. Essa racionalização deve ser construída dia a dia, pois costumamos nos esquecer de quanto somos os maiores responsáveis por nossa caminhada neste planeta chamado Terra.

      Acredito que há um tempo certo para tudo. O que nos cabe é viver da melhor forma o nosso dia a dia, de modo a propiciar boas ações, energias positivas e, consequentemente, atrair pessoas boas à nossa volta, pois empatia traz empatia. Quando menos esperar, uma pessoa muito especial estará entrando em sua vida. Não vale a pena ter qualquer alguém “só para chamar de meu”, como diz uma canção. Quanto mais você se enriquecer como ser humano, sendo mais tolerante consigo e com o outro, mais abrirá um campo energético em torno de si, atraindo quem realmente faz a diferença. Ter por ter é ilusório. A união entre duas pessoas só faz sentido quando acrescenta algo a um e a outro. Fora disso é uma perda de tempo, um faz de conta. Portanto, não há porque cobrar de si o fato de já ter uma companhia firme. Mentalize diariamente alguém especial e faça tudo para merecê-la, quando bater à sua porta. Vi uma pesquisa recente, em que a imensa maioria das mulheres preferem os homens tímidos. Logo, você é um artigo de grande procuar… risos.

      Amiguinho, quem nunca falhou na hora H, D, Y…? Dias atrás, em conversa com amigos num barzinho de Belô, o papo foi exatamente esse. Cada um falando sobre momentos em que o Sr. Falus negou-se a entrar em ação. Dentre eles, um contou que estava caído por uma colega havia algum tempo, e ficou tão empolgado quando ela o aceitou que, num encontro íntimo, sua excitação era tamanha, que o Mr. Falus simplesmente recusou-se a reagir… Também comentamos sobre a capacidade de as mulheres fingirem orgasmo… E rimos muito! Portanto, veja isso como a coisa mais normal do mundo. Saiba que qualquer mulher compreende um acontecimento desse. O bom é levar na brincadeira, tomar um vinho, e marcar uma outra vez.

      Zak, pude perceber que você é uma pessoa extremamente perfecionista, que não aceita falhas. Saiba, porém, que as pessoas assim tendem a ter mais problemas. Cobre menos de si, meu amiguinho, e valorize a pessoa maravilhosa que é. Fiquei muito contente com o seu comentário, depois de tanto tempo lendo nosso site. Agradeço a sua confiança, ao abrir-se neste espaço, o que significa que o acha confiável. Muito obrigada! E não se sinta só, pois estamos aqui.

      Abraços,

      Lu

      1. Zak

        Nossa, Lu, muito obrigado pela disponibilidade em ler e responder ao meu post, e isso com tanta presteza, consideração e carinho. Fiquei até um pouco emocionado ao final, sentindo tudo isso.

        Seu comentário quanto ao perfeccionismo até me espantou um pouco, porque sou exatamente isso, extremamente perfeccionista mesmo, e hoje, com a terapia, pelo menos, já vejo o quanto isso causa sofrimento e estou lutando para, ainda que aos poucos, para saber dosá-lo melhor e não sofrer tanto. Eu coloco muita pressão em cima de mim mesmo pra quase tudo, de repente pode até ser o que está na raiz de boa parte das minhas aflições… É uma força ainda muito poderosa com a qual venho tentando lutar, porque não consigo domá-la como queria. Suas palavras com certeza serão mais uma aliada nesta luta, obrigado.

        Enfim, seus comentários me pareceram bastante úteis. Além do lado que já comentei acima, também servirão para ajudar nos processos de elaboração que tenho que fazer para resolver minhas aflições. Desde o início do ano passado este espaço já me fazia companhia, ainda que você não estivesse ciente; agora, mais ainda, com o plus da sensação de acolhimento tão boa que você me passou agora.

        Abraços,

        Zak

        1. LuDiasBH Autor do post

          Zak

          Será um grande prazer tê-lo conosco neste cantinho, cuja intenção é a de garantir um espaço onde nós, detentores de transtornos mentais, possamos falar abertamente de nossa vida emocional, certo de que seremos compreendidos. É uma pena que alguns, assim que melhoram, desapareçam, quando poderiam repassar o sucesso do tratamento para outros, principalmente para os iniciantes.

          Amiguinho, saiba que poderá sempre contar conosco. Abraços,

          Lu

        2. Inês

          Oi, Zak!
          Sou uma daquelas que, melhorando, desapareceu, mas nunca deixei de ler este post e outros do blog. Agora me tocou ver o que você escreveu e aí decidi partilhar a minha história.

          Em setembro, o psiquiatra retirou o escitalopram que vinha tomando há um ano, e me passou a fluoxetina, porque eu não aguentava a minha ansiedade. Em dezembro passado, eu pensei comigo mesma, que minha ansiedade não é forte o suficiente e eu consigo aguentar quase sem remédio. Decidi sozinha tirar a fluoxetina. Como estava fazendo terapia até hoje estou me aguentando, só tomo a trazodona que creio que no Brasil se chama Donofren, em doses muito pequenas e durante algumas semanas, quando meu sono destabiliza, porque sem sono nao consigo controlar a ansiedade. Depois paro alguns meses ou semanas… Vou levando. Não sou contra remedio, e se alguma vez voltar a descontrolar volto a tomá-los, mas me sinto feliz de viver sem eles por agora.

        3. Páh

          Bom-dia, Inês!
          Que estranho… Minha médica falou que Escitalopram é mais para ansiedade e depressão também, fluoxetina é só para depressão, e meu problema é a ansiedade. A princípio ela passou só Alprazolam para ansiedade, esse remédio me livrou da ansiedade mas trouxe uma tristezinha como efeito colateral, coisa que nunca tive foi a depressão em si. Ela passou escitalopram pra equilibrar, pois é pra ansiedade e depressão. Ate mencionei a Fluô, mas ela disse que não é o ideal pra mim… É bem verdade que o Escitalopram causa uma depressão terrível no inicio, você tem que aguentar firme, ela vai diminuindo conforme o passar dos dias. Hoje com vinte dias de escitalopram posso dizer que não sinto nada… Mas no começo foi tenso, no primeiro dia, senti o dobro de ansiedade e um desânimo terrível, mas graças a Deus passou. 🙂 Que Deus nos ajude e abençoe nessa luta. Beijos.

        4. Zak

          Oi, Inês!

          Agradeço sua consideração. Que bom que está conseguindo achar seu caminho, eu aqui ainda ando “zonzo”, o baque veio forte novamente, mas com o acolhimento deste espaço com certeza vejo um alento pra melhorar.

          Abraços,

          Zak

  16. Renata Autor do post

    Lu
    Estou no 6° dia do Espran e com todos os efeitos adversos que só passam à noite. Pensamento negativo, de que nada que estamos planejando dará certo, suor frio, palpitação, sem apetite, coloco muita obrigação na minha cabeça, dor de cabeça, inquietação, nem olho pro lado do celular, etc. Meu namorado estava até preocupado, achando que o problema era com ele, rsrs.

    Gostaria de parabeniza-lá pela iniciativa! Tudo que você disse é exatamente o que a psiquiatra disse. Mas como é bom ler outros depoimentos de pessoas passando pelo mesmo que nós. E suas palavras nos dão um alivio de que essa piora é normal, e pensamentos são por conta do medicamento!
    O momento agora é de paciência.

    Muito obrigada!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Renata

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se como parte de nossa família.

      Amiguinha, você se encontra na fase mais difícil do tratamento que são as três primeiras semanas. Saiba, porém, que todos esses efeitos adversos irão passar, cedendo lugar aos bons. Não se aflija, pois é assim mesmo que acontece, ainda que se sinta pior do que antes de iniciar a medicação. Seja POP (paciente, otimista e persistente), e jamais pare por conta própria, pois o retorno ao medicamento ainda é mais sofrido. Os pensamentos ruins são mesmo iquietantes, mas irão desaparecer. Diga para seu namorado que, entre duas e três semanas, sua vida retornará à normalidade. Peça-lhe paciência, e faça com que ele participe dessa fase inicial, para que possa ajudá-la. É sempre bom dividir, além de mostrar sua confiança com alguém que faz parte de sua vida.

      Renata, o seu médico não lhe passou nenhum ansiolítico para essa fase inicial? Se sentir que está difícil de segurar a barra, peça-lhe. Lembre-se de que o contato com seu especialista é muito importante na fase inicial do tratamento. Sempre que se sentir só, venha para cá conversar conosco. Poderá também interagir com outros comentaristas, enviando-lhes comentários. Não se sinta só! Conte conosco!

      Agradeço os elogios feitos. Penso que este espaço tem cumprido o seu objetivo, que é o de dar suporte emocional aos que aqui chegam, muitos em desespero profundo, por não ter com quem contar.

      Abraços,

      Lu

  17. Rodrigo Autor do post

    Lu, boa-tarde!
    Vi o blog e me interessei pelos assuntos em que você fala sobre as crises do pânico e dos remédios!

    Venho passando por um momento difícil na minha vida e demorei a entender que estava com ansiedade, até ter o primeiro ataque do pânico. O médico me receitou reconter e Rivotril. O reconter está me dando náuseas e ondas de calor, isso é normal? Eu tenho uma vida muito agitada, pois sou dj, e tenho medo que esses problemas venham afetar meu trabalho, que está se encaminhando pra um rumo muito bom.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Rodrigo

      Seja bem-vindo à nossa família. Sinta-se à vontade.

      Amiguinho, os transtornos mentais vêm acometendo cada vez mais pessoas, como poderá concluir através dos inúmeros comentários que aqui chegam.

      O transtorno da ansiedade generalizada (TAG), quando não tratado em seu início, acaba resvalando para as crises de pânico. O mais importante você já fez, que foi buscar ajuda médica. Agora, resta-lhe seguir o tratamento conforme a prescrição recebida.

      Todos os antidepressivos possuem efeitos adversos, que podem durar, normalmente, entre duas e três semanas. Essa fase é mesmo braba, necessitando que a pessoa seja POP (paciente, otimista e persistente). Mas todo o sofrimento, ao final, terá valido a pena. Aguente firme! O oxalato de escitalopram é um dos antidepressivos mais usados. O rivotril é indicado para ajudá-lo na fase inicial do tratamento, mas, quando sentir-se melhor, poderá ir abrindo mão desse. Você não me disse há quanto tempo está tomando tais medicamentos.

      Rodrigo, o que está sentindo faz parte dos efeitos adversos. Não se preocupe, logo o seu organismo irá se regularizar, voltando a seu funcionamento normal, sem afetar o seu trabalho. Veja os links que enviarei para você, via e-mail.

      Abraços,

      Lu

      1. Rodrigo

        Lu,

        Obrigado pelo rápido retorno! Estou tomando os remédios há dois dias. Gostaria de saber se quem tem TAG é normal ter dores agudas no peito e no resto do corpo, pois me preocupei muito com isso, até fiz exames cardiológicos e deu tudo normal! Mas só de ter começado o tratamento eu me sinto um pouco melhor, com vontade de sair com os amigos, mas ainda sinto medo de passar mal.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Rodrigo

          Todos os antidepressivos trazem efeitos colaterais, portanto, é normal que, nas três primeiras semanas, você se sinta mal. Normalmente, depois desse tempo, os efeitos ruins vão passando, cedendo lugar aos bons. Sim, é normal também que os portadores de TAG tenham tais sintomas. E quase todos vão ao médico achando que estão com problemas cardíacos, em razão das crises de pânico. Se ler os comentários desse e dos outros textos sobre o assunto, ficará surpreso a ver que essas pessoas sentiram o mesmo que você, fazendo um monte de exames, e, mesmo dando tudo negativo, ainda assim continuam cismadas.

          Amiguinho, nessas semanas iniciais do tratamento, procure ficar mais em casa, deixando a saída com os amigos para depois, uma vez que o medicamento precisa de um tempo para mostrar os efeitos positivos. Por isso, pode haver a possibilidade de que venha a ter uma crise. Nossa casa acaba nos repassando mais segurança. Aproveite para dar mais atenção à sua família. Certo?

          Nada a agradecer! Gostaria apenas que, em razão de seu trabalho e, consequentemente do número de contatos que deve ter, repassasse o endereço de nosso site (VÍRUS DA ARTE & CIA.) para outras pessoas. Aproveite para conhecê-lo, pois há muitas categorias legais, inclusive sobre música.

          Um grande abraço,

          Lu

        2. Maria Autor do post

          Rodrigo

          Você é jovem e recém manifestou esse transtorno em você. Eu tinha a sua idade quando também manifestou em mim. Lá se vão trinta anos. Imagine que naquela época estavam aparecendo os primeiros estudos sobre a SP e TAG. Descobri esse transtorno com meu primo psiquiatra. Ele estava pesquisando e fazendo cursos sobre os casos. Antes passei por diversos médicos e exames que não acusavam nada. Tenho até um esboço de um livro escrito por mim, nessa época, mas nunca publiquei. Hoje tomo escitalopram de cinco mg e 1 gotinha de rivotril todos os dias. Sei hoje que a SP e a depressão endógena fazem parte de meu DNA. Entretanto, vivo bem porque tenho controle sobre elas, graças à moderna psiquiatria e à ciência com seus novos medicamentos. Gostaria de compartilhar mais sobre o assunto, mas não posso me alongar muito. E mais, também graças à tecnologia através dá qual temos a LU aqui, que é nosso anjo virtual. Estou sempre por aqui. Desejo melhoras pra você, mas é bem difícil essa fase, mas tenho certeza que irá ficar bom. E nessa fase inicial fique mais recolhido em si mesmo, até melhorar.

          Abraço

        3. Rodrigo

          Maria,

          Obrigado pelas palavras, vocês são muito atenciosos por aqui. Eu me sinto melhor! Meus amigos têm me ajudado bastante nessas crises e eu me sinto mais forte pra sair disso! Mas não quero ter que depender de remédio para sempre. Mês que vem tenho uma apresentação, onde irei abrir um artista internacional, e quero estar bem até lá, é um dos dias mais importantes para mim mas tenho medo de não conseguir!

        4. LuDiasBH Autor do post

          Rodrigo

          Li a sua resposta a Maria, e peço aos dois licença para fazer-me presente nesta conversa.

          Meu amiguinho, elimine de sua vida a palavra “medo”, pois ela possui uma conotação extremamente negativa, criando limitações e impulsionando-nos para trás. O “medo” só é importante como instrumento de defesa, quando nos habilita a lutar por nossa própria vida, diante de um perigo extremo. Fora disso, não há razão para estar presente. Para nós, portadores de síndromes mentais, a palavra-chave é “otimismo”. Assim sendo, é claro que você estará pronto para assumir o seu posto na abertura do tal artista, fazendo o maior sucesso. Depois nos conte como foi a apresentação.

          Abraços,

          Lu

        5. Rodrigo

          Oi, Lu!

          Passando aqui para relatar como está sendo o tratamento com o Reconter, já são 11 dias tomando o medicamento! Sei que está no começo, mas já vejo uma boa melhora, estou mais animado, e com vontade de voltar a tocar! Mas, quando há uma situação em que eu fique ansioso,tomo o Rivotril, mas até agora usei poucas vezes! Até fui a uma festa com os amigos e consegui curtir, apesar de ficar um pouco com medo! Fui à psicóloga, e ela comentou que tenho ansiedade fóbica! Só fico ansioso por ter medo de passar mal, medo de morrer, por conta da perda recente de um amigo que morreu do coração.

          Quero dizer para as pessoas que estão começando o tratamento que o remédio é bom, às vezes (raramente) sinto ondas de calor, dor no tórax e um pouco de acelero, mas já aprendi que é normal. Sempre que puder vou dar um retorno aqui.

        6. LuDiasBH Autor do post

          Rodrigo

          É muito bom receber notícias suas, ainda mais sabendo que está a melhorar a cada dia. Quanto ao medo fóbico, irá depender muito de você, vencer tal transtorno. Primeiro faça os exames cardiológicos necessários, que irão lhe dar segurança ao mostrar que está tudo bem consigo. A seguir busque racionalizar, dizendo para si mesmo que seu receio é infundado, não havendo motivo para tal. Continue tomando os medicamentos prescritos. Está correto ao fazer uso do Rivotril apenas quando sentir que é necessário.

          Será sempre um prazer recebê-lo aqui. E não se esqueça de falar deste espaço para seus amigos.

          Abraços,

          Lu

  18. Paulo

    Olá, Lu!
    Estou tomando oxalato de escitalopram, de 15 mg, já faz uma semana, mas depois disso, na hora da relação sexual, não consigo ereção, pois o pênis simplesmente cai. Será que isto é normal pela reação do remédio?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Paulo

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, o oxalato de escitalopram pode diminuir a libido das pessoas, como está acontecendo com você, mas depois de um determinado tempo, o corpo vai readiquirindo a normalidade de antes. Caso tal problema esteja a incomodá-lo muito, retorne ao médico, conte-lhe o que está lhe acontecendo, sendo provável que ele até mude o medicamento. Retorne para contar-me como resolveu seu problema. Vou lhe enviar alguns links.

      Abraços,

      Lu

      1. Paulo

        Lu, obrigado!
        Só estou preocupado porque só tem 10 dias que estou tomando este remédio, e tomo também o fontal. Então você acha que é normal, nunca tinha acontecido antes, tenho 35 anos.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Paulo

          A queda da libido acontece tanto com homens quanto com mulheres. Fique tranquilo! Veja os comentários de outras pessoas, abaixo, direcionados a você. Não deixe de ler o texto INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM com atenção. Lembre-se de que é preferível alguém com a mente equilibrada do que um “garanhão” aloprado… risos.

          Abraços,

          Lu

    2. Andressa

      Paulo, eu tenho dificuldade em chegar nos finalmentes. 🙁 Nem tudo é maravilhoso, né?

  19. Páh


    Cá estou de novo após uma semana tomando o bendito do Escitalopram. A princípio até tinha dito que ele não me causou sono, eu que não estava bem e acabei adormecendo, mas hoje consigo perceber que está levando metade dos meus dias. Tenho vários planos para minhas férias e não estou conseguindo cumprir nada. Acordo umas 8h, bem disposta, mas é só tomar as gotinhas do escitalopram e o comprimido, e fico tombada na cama. Acordo várias vezes, mas sem ânimo, sem força pra me levantar. Vou acordar lá pras 13h ou 14h da tarde, mas muito indisposta e com uma sensação de ressaca, Às vezes volto até dormir de novo, meu esposo está até estranhando.

    Os sintomas de ansiedade diminuíram bastante, mas ainda fico um pouco ansiosa e irritada, e os pensamentos não param, só melhoro mesmo à noite, quando tomo o segundo comprimido de Alprazolam, daí é alívio total. Mas me diz, você também sente sono? Você toma o seu de manhã ou à noite?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Pah

      Os antidepressivos são muito interessantes em relação aos efeitos colaterais, reagindo de acordo com o organismo de cada pessoa. Eu, ao contrário de você, sinto insônia. Muitas vezes preciso tomar um comprimido de bromazepam (antigo Prozac) para dormir. Também sinto pouca fome, enquanto outras pessoas passam a ter muito apetite. No seu caso, veja com seu médico se o alprazolam, que também é um tranquilizante, não está com a dosagem muito alta. Pode ser ele que esteja fazendo-a dormir tanto. Muitas vezes é preciso diminuir a dose. E, sempre que não houver necessidade, não o tome, para que seu organismo não fique cativo desse medicamento. O ideal é que converse com seu médico, caso não passe essa soneira dentro das três semanas iniciais.

      Quando a pessoa sente muito sono com o antidepressivo, é aconselhável que o tome à noite. Eu tomo meu na parte da manhã. Mas saiba que, para mudar o horário, é necessário ficar um dia sem tomar, para não incorrer numa super dosagem. Mesmo para isso, converse com seu médico. Penso que esse deve ser o melhor horário para você conseguir ficar acordada durante o dia.

      Um grande abraço,

      Lu

      1. Páh

        É Lu, hoje não tomei, porque vou viajar e tenho muitas coisas pra resolver e não queria ficar desanimada ou apagada durante o dia. Falei com a médica no zap. Disse-me que nos vemos essa semana, e enquanto isso é pra eu tomar à noite, como você falou. O Alprazolam é bom, pois ele não deixa grogue como o Clonazepam. Tomo 1 mg de manhã e à noite, mesmo assim eu desmaio.

        Realmente quero começar em breve o processo de desmame do Alprazolam, pois já me sinto bem dependente, sem ele os pensamentos obsessivos são mais fortes, ele resolve todos esses sintomas da ansiedade sem me deixar grogue. Mas vou conversar com ela essa semana, sim, estou achando 10 gotas diárias de 20mg demais pra mim. A princípio, ela estava em dúvida se me passava ou não esse remédio, falei que ainda rola uns medinhos de vez enquando e irritação, aí ela passou, mas vejo que a maioria aqui começa com 10 mg. Acho que meu problema precisa muito de ser resolvido com terapia, tenho muita insegurança, falta de segurança, medo de tudo, medo de mim mesma, dúvida de saber se estou bem mesmo ou não, e se estou vivendo coisas que contribuem mais ainda pra isso.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Pah

          Através de seus comentários posso perceber que seus pensamentos estão cada vez melhores encadeados, ou seja, nota uma visível melhora de sua saúde mental. Agora é preciso resolver esses pensamentos abusivos. A dosagem é de acordo com a gravidade em que se encontra a pessoa. Com o tempo, ela pode ser abaixada. Mas não faça isso sem conversar com ela. Gostaria que relesse o texto, aqui no blog, OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA. Talvez uma terapia possa ajudá-la, também. Tenha a confiança de que tudo se ajeitará, e você terá melhor qualidade de vida.

          Abraços,

          Lu

  20. Amanda Autor do post

    Oi, Lu!
    Meu nome é Amanda! Já faz 1 ano que luto contra a ansiedade! Tomo 10 mg de escitalopran por dia! Nesse final de ano voltei a ter crises… Quando tenho as crises me vem um pensamento obsessivo de que não gosto do meu namorado! Isso é comum? É um sentimento horrível. Sem a medicação esse pensamento toma conta de mim e meu corpo fica desestruturado! Adorei essa página. Gostaria da sua ajuda.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Amanda

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, muitos de nós precisam lutar a vida inteira contra os transtornos mentais. Ainda bem que a Ciência vem se desenvolvendo cada vez mais, jogando bons medicamentos no mercado e, em consequência, diminuindo significativamente nossos problemas. Portanto, precisamos ser POPs (pacientes, otimistas e persistentes), acreditando que o tratamento leva-nos a uma melhor qualidade de vida.

      O fato de ter voltado a ter crises pode significar que a dosagem do antidepressivo esteja muito baixa. Aconselho-a a voltar a seu médico e conversar com ele sobre isso. Muitas vezes basta apenas um pequeno aumento na dose. Fique tranquila. Quanto aos pensamentos ruins em relação ao seu namorado, procure racionalizar, dizendo para si mesma que tudo não passa de invenções de sua mente em tratamento. Não dê importância e procure desviar o foco para outras coisas boas. Mas logo que atualizar a dosagem, tudo isso passará. Muitas pessoas passam por isso, até acertar com o tratamento. Vou lhe enviar uns links para ajudá-la.

      Volte sempre para conversar conosco.

      Abraços,

      Lu

      1. Amanda

        Lu, obrigada por me ajudar! Pois é um pensamento que me traz muito sofrimento! Ja faz 1 ano que venho lutando, sendo 2 meses bons 1 semana ruim, num vai e volta. Comecei a tomar 1 comprimido e meio e as crises sumiram, mas o pensamento ainda me rodeia, me causando um desconforto gigantesco.
        Um beijo

        1. LuDiasBH Autor do post

          Amanda

          Os pensamentos obssessivos trazem realmente muito sofrimento. Se eles persistem, apesar das técnicas usadas, você precisa voltar a seu médico e comunicar a ele esse efeito adverso que cisma em continuar. Lembre-se também de que precisa fazer a sua parte, preenchendo sua mente com outras coisas. Mente vazia é um espaço propício para os pensamentos ruins. Aguardo o seu retorno ao médico, para que lhe fale sobre tais pensamentos. Talvez seja preciso mexer na medicação, cujo objetivo é traze estabilidade para nosso organismo como um todo.

          Abraços,

          Lu

    2. Páh

      Amanda

      Eu me senti assim, quando tive minha primeira crise de síndrome do pânico, que abriu as portas para o transtorno de ansiedade. Na época, eu namorava meu marido e tinha pensamento de que não gostava dele. O sentimento simplesmente se escondeu. Eu sentia que não gostava dele, como se tivesse enjoado dele, falava pra minha mãe “eu sei que gosto, mas não estou sentindo”. Foi ruim, eu o evitava, minhas amigas falavam que era fase do namoro, que é normal, mas eu sabia que tinha a ver com o que eu estava passando. O fato da gente não estar bem também contribui, mexe com as emoções, relacionamento afetivo, se não estamos bem conosco, como estaremos bem com o outro? Esse sentimento ou essa falta de sentimento por ele durou de 2 a 3 meses, pensei até mesmo em terminar, porque eu não entendia o que estava acontecendo, queria um tempo pra mim, pra me curar, pra depois pensar em me dedicar a um relacionamento. Mas a crise passou e o sentimento voltou ao normal, mas foi péssimo, sei como se sente, flor, tenha paciência consigo, que vai passar, e fale pra ele quando não estiver se sentindo bem.

      1. Amanda

        Páh
        Obrigada, querida! Tenho lutado contra esse pensamento faz um ano. Já fiquei três meses sem pensar nisso, mas depois volta, me trazendo uma neurose gigantesca. Sem o medicamento esse pensamento me causa crise de choro, estômago ruim, falta de ar e calafrios e uma tristeza enorme! Tenho consciência de que o amo, e isso vem por conta da minha mente doente!

        Obrigada por me ajudar com seu depoimento, espero que isso passe e eu possa viver bem e feliz com ele.

  21. Mylla

    Que bom ter encontrado este blog e ver que existem pessoas como eu, amei muito… Eu fazia o uso de fluoxetina há 5 dias, mas me deu muita reação, passava mal demais, então diminui a dose para 10 mg. Voltei ao médico, e ele mudou para o oxalato de escitalopram. Comecei a tomar hoje e estou mal. Queria saber em quanto tempo esses efeitos colaterais passam? Está difícil, sou nova nisso, comecei a tomar remédios faz apenas 5 dias. E ele não deu intervalo, ontem tomei fluoxetina e hoje tomei o ESC … tem algum problema? Obs.: só tenho 16 anos?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Mylla

      É com muito carinho que recebemos, aqui neste espaço, o mais novo membro feminino de nossa família. Sinta-se em casa, princesa.

      Amiguinha, eu também comecei a tomar antidepressivo ainda na minha adolescência. Você nem tem ideia de quantas pessoas existem, como nós. A tendência é só aumentar esse número, diante de um mundo tão apressado e competitivo, cujos valores humanos estão de cabeça para baixo. Quanto ao fato de não se aguardar um tempo entre a fluoxetina e o oxalato de escitalopram, isso tem sido muito relativo, pois alguns médicos pedem um tempo para passar de um para outro, enquanto outros especialistas não o fazem, como poderá ver em comentários aqui no blog. A gente acaba não sabendo quem está com a razão. O meu médico exigiu 15 dias entre um e outro, talvez porque eu já usasse a fluoxetina há mais de oito anos.Sendo que no seu caso, você a usou apenas por cinco dias. Mas, de qualquer forma, continue observando os sintomas que vem sentindo. E não deixe de comunicar com seu psiquiatra a respeito dos mesmos.

      Mylla, normalmente, os efeitos adversos duram entre duas a três semanas, dependendo muito da aceitação do organismo da pessoa. Há casos em que podem durar mais ou menos tempo. Você se encontra na fase mais difícil, sendo preciso muita paciência. Seja POP (paciente, otimista e persistente). Logo estará deixando tudo isso para trás. E não pare de tomar o medicamento por conta própria. Sempre que necessário, entre em contato com o médico. vou lhe passar uns links que poderão ajudá-la. Gostaria também de saber qual foi o seu diagnóstico para que viesse a tomar antidepressivo. E sempre que necessitar, venha aqui conversar conosco.

      Abraços,

      Lu

  22. Pah

    Lu, hoje tenho 33 anos e há mais ou menos 9 anos atrás tive uma crise de síndrome do pânico, na época não sabia o que era, não fazia ideia, minha mãe não sabia o que fazer. O preconceito com psicólogo e psiquiatra, há quase 10 anos atrás, era milhões de vezes pior, então era fora cogitação procurar um psiquatra. Sofri muito durante uns dois meses, sensações horríveis, medos sem sentido, enfim, pânico. Depois disso nunca mais fui a mesma, esse pânico trouxe várias fobias (agorafobia principalmente) e ansiedade. Porém as crises de ansiedade vêm quando passo por pressões emocionais ou psicológicas.

    Tive a primeira crise há uns 3 anos, quando terminei um namoro longo, e então procurei um neuro que me receitou rivotril, porém mandou tomar antes de dormir, ou seja, dormia bem e acordava ansiosa, por que o efeito tinha passado. Eu estava fazendo um intercâmbio e levei várias caixinhas, mas não tinha coragem de tomar durante o dia, pois sigo sempre certinho o que o médico receita. Depois reatei o namoro, casei, não tomava mais remédio, porém trabalhei em uma empresa muito estressante, e alguns efeitos estavam voltando. Sempre que ficava mal arrumava receita. Peguei um emprego mais tranquilo e fiquei um tempão sem usar, mas se tivesse algum rivotril e estivesse com dificuldade de dormir tomava. O pânico também trouxe fobia social, quero encontrar amigos mas não consigo, perdi amigos assim e fui grogue encontrar alguns.

    Faço faculdade e depois de anos estou caminhando para a reta final. Já estava mega ansiosa antes do semestre letivo começar, sétimo período, muitas matérias difíceis, tcc pra fazer, relatórios de estágio, etc. A maldita crise de ansiedade veio com tudo! Havia resolvido me preparar para esse semestre, pegar firme na terapia e também procurar o próprio psiquiatra, pois sabia que seria um semestre difícil na faculdade, mas estava difícil de conseguir vagas com psiquiatras.

    Augusto Cury tem razão, as doenças psicossomáticas são o mal do século, há poucos psiquiatras pra tanta gente com confusões mentais. Depois da crise fortíssima, consegui uma vaga pra mim, e fui morrendo de vergonha e medo. Como minha queixa foi que a crise desencadeou por causa da faculdade e tal, pretendo estudar para concursos, a psiquiatra achou que não deveria me receitar Rivotril (clonazepam), porque ele tem um efeito longo e sedativo. Não adiantaria resolver minha crise e eu não ter pique para estudar, por estar sempre sonolenta. Ela então me receitou Alprazolam de 0,5, antes de dormir, fiquei cheia de medo. Falei que estava sentindo dor de cabeça e não estava melhorando. Ela falou que a dor de cabeça era coisa da minha cabeça.

    Provas vão, provas vêm, fiquei três dias sem tomar o remédio, pois não comprei. Achei que ia surtar. Nunca senti depressão, só ansiedade e nesse dia experimentei algo parecido com uma depressão profunda, como se o mundo fosse preto e branco. Eu só sabia chorar, nada tinha graça e nem sentido. Hpje tomo 1 mg de Alprazolam de manhã e 1 mg à noite, que não me deixa grogue, não tem um efeito prolongado. A princípio dá um pouco de sono, mas vai estabilizando. Foi bom pra minha fobia social, converso e encontro as pessoas com mais facilidade. Mas na última consulta falei que andava irritada e ainda sentia medo até de mim mesma. Estava no auge das provas, irritadíssima, minha tpm é forte mas sinto ela chegar e ir embora, dessa vez não senti, fiquei um mês irritadíssima, tadinho do meu marido.

    A psiquiatra me receitou o ESC (escitalopram). Demorei dias pra comprar o Esc por causa do “precinho” e por causa das minhas cismas com medicamentos, quis pesquisar bem… Esta semana comprei e comecei a tomar ontem. Acordei bem disposta, tomei meu Esc e fui tomar banho, mas depois do banho já era outra pessoa, extremamente ansiosa e com dor de cabeça, fadiga, náuseas, não queria fazer mais nada, deitei-me e ali mesmo fiquei o resto do dia, dormi muito. Não é que o remédio tenha me causado tanto sono, eu não estava bem e estava esperando melhorar para levantar e acabei adormecendo. Meu primeiro dia de Esc deixou uma leve crise de ansiedade com direito a confusão mental, irritabilidade e as mãos formigando. Confesso que estou com medo de tomar amanhã. Ela falou pra continuar com o Alprazolam, mas quase não senti ele ajudando.

    Pelo que li, o Esc faz parte da nova geração dos antidepressivos mais modernos e eficazes, entrou no mercado em 2001, foi até difícil de achar em gotas.
    Estou morrendo de medo de ficar mal amanhã, me diz se esses efeitos logo vão passar, por favor =[ Estou até pensando em pedir à psiquiatra pra parar com tudo. Aguardo sua resposta e me perdoa o textão!Vamos todas sair dessa, eu creio!
    Deus te abençoe.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Pah

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      O preconceito é o grande vilão na vida dos portadores de síndromes mentais, que acabam sofrendo muito mais do que deviam. Felizmente, isso vem sendo combatido em todo o mundo, uma vez que, quanto mais cedo o portador de um transtorno mental buscar ajuda, maiores serão as chances de contarná-lo. O preconceito nasce do pressuposto de que o cérebro não faz parte do corpo e, portanto, não adoece. Mas isso não passa de um ledo engano. Todas as partes do corpo estão sujeitas a adoecer, merecendo o mesmo cuidado e tratamento. A ansiedade, assim como a Síndrome do Pânico, como os demais transtornos mentais, se não tratados, tendem a gerar crises cada vez mais fortes, açambarcando outras doenças. A oração é muito importante, mas em consonância com o tratamento médico. Não posso lhe dizer quanto tempo levará para ver-se livre dos transtornos mentais, pois cada organismo reage de uma maneira diferente. Normalmente são duas a três semanas. Mas procure ficar tranquila e não se preocupar com o tempo.

      Pah, os antidepressivos trazem consigo efeitos adversos, mas o benifício que vem depois compensa todo o sofrimento. As semanas inicias são realmente muito difíceis. A pessoa fica pior do que antes de iniciar o tratamento. É preciso muita coragem e garra para seguir em frente. Por isso digo que é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). Mas vale a pena todo esse transtorno. É necessário tomar a medicação conforme prescrição médica. Somente o profissional pode alterar a dosagem ou mandar parar.

      Já faz um bom tempo que faço uso do oxalato de escitalopram para depressão. Tenho me dado muito bem. Trata-se de um dos antidepressivos mais usados atualmente. Você deve tomar o alprazolam conforme indicação médica. O efeito não vem num piscar de olhos, é preciso paciência. E elimine a palavra “medo” de sua vida. Viva um dia de cada vez. Se parar com tudo, logo terá que voltar, e o retorno é sempre mais difícil e sofrido.

      Pah, será sempre um prazer recebê-la. Escreva quando e o quanto quiser. Vou lhe enviar uns links para ajudá-la.

      Abraços,

      Lu

      1. Páh

        Lu
        Obrigada por me responder tão rápido… Ontem foi o primeiro dia com Esc e fiquei extremamente ansiosa, mas hoje, no segundo dia, me senti um pouco menos. Só acho minha dosagem alta demais, 20 mg pra quem não está tao acostumada com tantos remédios. Mandei um zap pra psiquiatra e ela também falou que é normal. Na verdade até meio que chamou minha atenção, pois já me receitou faz três semanas e demorei pra comprar, mas o medicamento é muito caro, variando de 60 a 120 reais. Quando vi o tamaninho do frasco quase cai pra trás.

        Obrigada pelos conselhos, sou mesmo muito medrosa e insegura, mas vou tentar tirar essas palavras do meu vocabulário! Um 2017 cheio de paz, amor, saúde e prosperidade! Que Deus te abençoe infinitamente e realize os desejos do seu coração.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Pah

          Esse tipo de medicamento é mesmo muito caro. Eu sempre opto pelo laboratório que estiver com o preço mais em conta. É preciso pesquisar, mesmo. Quanto à dosagem, ela depende do grau de transtorno mental em que se encontra o paciente. Com o tempo, a sua dosagem poderá ser diminuída, dependendo da reação de seu organismo. Fique tranquila.

          Retribuo os votos feitos a mim. Muito obrigada, minha querida.

          Beijos,

          Lu

  23. Fernanda

    Olá, Lu querida, que bom ter te encontrado por aqui, gratidão!

    Assim como tantas outras pessoas, eu também tenho sofrido bastante com síndrome do pânico e ansiedade. No meu caso, a minha crise foi há 3 anos atrás com os seguintes sintomas: estalos no ouvido esquerdo, vertigens, dores no peito, fadigas, medo do medo. Fiquei uns 3 meses de cama mal e nem me mechia de tanto medo que tinha. Parecia que se eu fosse me mexer iria ter crises, mas com acompanhamento médico e terapia, tudo foi voltando ao normal .Meu medicamento é venlafaxina. Na época eu cheguei a 150 mg, e há pouco tempo eu estava tomando 37,5 mg, quando comecei com alguns sintomas e já corri pro médico, que dobrou a minha dose. Já estou bem novamente. Mas é uma abstinência muito forte esses medicamentos. A minha dúvida é se vou ter que tomá-lo para o resto da vida. Já tentei tirar e não consegui. E mesmo com o medicamento às vezes me sinto um pouco avoada, como se estivesse em outro mundo, é normal? E sinto que me causa um pouco de esquecimento também. Será que pode ser devido ao medicamento?

    Feliz dia! 🙂

    1. LuDiasBH Autor do post

      Fernanda

      E que bom receber você por aqui! Sinta-se em família.

      Amiguinha, a ansiedade e a síndrome do pânico estão sempre atreladas. O importante é que você procurou ajuda médica, pois, se não tratadas, as crises tendem a ficar cada vez mais agudas. Através dos comentários poderá notar que muita gente toma venlafaxina. Quanto à sua dúvida, somente o tempo poderá lhe dizer qual será a duração de seu tratamento. Há casos em que a pessoa para (por ordem médica) de usar o medicamento, mas vem uma recaída e ela tem que voltar a usá-lo. O meu conselho é que não pense nisso. Procure viver apenas um dia de cada vez. Para que ocupar a mente com coisas para as quais não tem resposta agora? Jamais tire o remédio por conta própria, por causa dos efeitos da abstinência. Somente o médico poderá suspender o tratamento, ensinando como fazer o desmame.

      Fernanda, os antidepressivos não têm o poder de tirar nossas emoções, mas, sim, equilibrá-las. Logo, você passará por dias bons e outros nem tanto, pois conitinua humana… risos. A nossa lida, com seus altos e baixos, continua, pois ainda não se inventou a pílula da felicidade. Portanto, procure dar leveza à sua vida, vivendo o hoje o melhor possível. Quanto ao esquecimento, esse pode estar ligado a muitas coisas, inclusive à correria do mundo moderno, sendo difícil definir que seja em razão do uso do antidepressivo.

      Gostei muito de recebê-la. Venha sempre trocar ideias conosco. Aproveite e conheça outras partes do site.

      Beijos,

      Lu

      1. Fernanda

        Muito obrigada, Lu, muito sábias suas palavras… É muito bom saber que no mundo ainda existem pessoas de luz, assim, como você que é sensacional.

        Beijos no coração!

        1. LuDiasBH Autor do post

          Fernanda

          Nada a agradecer, minha linda. Quero sempre contar com sua presença.

          Beijos,

          Lu

  24. Alda Figueiredo

    Olá, Lu!
    É um prazer comentar sobre os seus encontros e desencontro com a tal da Fluô… rsrsrs. Estive pensando comigo mesma, que a fluoxetina já não estava mais fazendo efeito, pois eu, como você, já estou na amizade com ela (a fluô) há muito anos. Fui pesquisar na internet sobre este assunto e qual não foi minha surpresa e alegria por encontrar esta sua página, que achei de um tremendo bom gosto e bem hilária. As suas palavras sobre o seu ocorrido com a mesma, amei do início ao fim. Você conseguiu fazer com que o problema da deprê, assim como as demais mazelas do nosso cérebro, fossem colocadas de uma maneira muito, mas muito contagiante. Amei mesmo! Você me parece ser uma pessoa do bem e leva para o lado da brincadeira tudo, inclusive com o texto sobre seu “husband”…. rsrsrsrs. Amei o seu jeito de comentar sobre este problema que eu também, como muitos passamos. Desde já agradeço, por tê-la achado por aqui. Continue sendo essa pessoa muito querida e de fácil comunicação. Desejo-lhe um ótimo Natal e Boas Festas com sua família.

    Sinceramente Alda.:)

    1. LuDiasBH Autor do post

      Alda

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, quando escrevi este texto, eu o fiz na intenção de desmistificar o transtorno mental da depressão, mostrando o quão comum ele é, e que não devemos nos sentir estigmatizadas por fazermos tratamentos com antidepressivos. Só não imaginava que aqui nascia, a partir daquele momento, um fórum sobre o assunto. Achei que quase ninguém iria se interessar por meu depoimento. Ledo engano! E foram tanto os comentários, o que me levou a sentir que os psiquiatras, em sua maioria, davam poucas informações aos pacientes sobre os efeitos adversos e abstinênicia do medicamento, tampouco davam um suporte emocional às pessoas. E, ao receber os pedidos de “Ajude-me, por favor!”, pressenti que adquirira um compromisso com o mundo. Digo “mundo” porque, além de comentários de todo o Brasil, também recebo comentários de Portugal, Moçambique, Angola, etc.

      Alda, sempre deixei claro que não tenho nenhuma formação médica. Não receito ou falo contra esse ou aquele medicamento ou prescrição médica. O que sei, eu aprendi com os meus anos “em campo”. Venho de uma família materna com depressão crônica (bisavó, avó, mãe, alguns tios, muitos primos…). Senti a primeira crise ainda na adolescência. Também compreendi que poderia viver bem com a deprê, aliando o tratamento a um novo posicionamento de vida. O fato, minha amiguinha, é que depois me vi escrevendo outros textos sobre os transtornos mentais, obtendo todos eles um número impressionante de comentários. Como as pessoas se sentem carentes de informações, de quem as pode ouvir, colocar no colo, dar esperanças, mostrar que também é companheira de jornada e que não se encontram sós. Criei até um slogan para nós: “Somos POPs!” (pacientes, otimistas e persistentes), pois o tratamento precisa destes tês pilares.

      Minha querida, sou eu quem agradece por tê-la conosco, ou seja, como mais um membro de nossa família. Embora seja este o seu primeiro comentário, percebo o quão alegre e otimista é. E todos nós precisamos nos unir para acabarmos com o estigma que detém ainda, infelizemente, os usuários de antidepressivos. Se ler alguns comentários, poderá observar que existem pessoas que só têm este espaço para desabafar. E como o fazemos? Falando sobre o assunto abertamente, e mostrando que somos pessoas sensíveis e inteligentes.

      Agradeço a sua visita e comentário. Gostaria de tê-la por aqui, sempre.

      Abraços,

      Lu

      1. Alda F. Figueiredo

        Bom-dia, Lu!
        Agradeço por teres respondido ao meu comentário, flor. E fiquei feliz com o e-mail que recebi também. Sempre nos ajuda a ver alguma situação, por uma ótica diferente. Com certeza,você me verá mais vezes aqui.

        Um abraço e mais uma vez obrigada.:)

        1. LuDiasBH Autor do post

          Alda

          Será sempre um prazer recebê-la neste cantinho. Obrigada pelo carinho.

          Abraços,

          Lu

      2. Alda F. Figueiredo

        Bom-dia, Lu!
        Primeiramente, gostaria de saber como foi o início deste ano novo ano prá você. Espero que tudo bem, comigo tudo certo, com saúde, que é o maior presente nosso, pois com ela corremos atrás das outras coisas. A vida está tão corrida por aqui e acredito que prá você e nossos amigos que têm a deprê
        também.

        Tive esta semana uma consulta e conversando com o médico, falei sobre a fluoxetina e tals, o que ele achava de tentarmos algo novo, pois eu já havia lido e ouvido sobre o escitalopram ou citalopram. Perguntei sobre a diferença dos mesmos, e ele me disse que o citalopram, se não me engano, passa pelo fígado e o escitalopram, já entra direto na corrente sanguínea. Depois de um bate papo gostoso, porque é muito gente boa, resolvi iniciar com o escitalopram, que me passou, com uma ressalva. Que eu iniciasse com 5 mg e depois de uma semana passasse para 10 mg. Só esqueci de perguntar pra ele, quanto tempo depois da fluoxetina, devo iniciar o tratamento do escitalopram. Afff, isso que te escrevi é um jornal hein flor? Desde já te desejo saúde e muita paz e que Deus a abençõe grandemente.:)

        1. LuDiasBH Autor do post

          Alda

          É muito bom quando a gente encontra pela frente um médico que além de um bom profissional seja também uma pessoa empática. Quanto ao modo de iniciar o tratamento, com uma dosagem menor, é para que o organismo vá se adaptando aos poucos. Penso que irá dar muito bem com o oxalato de escitalopram, que é de longe o antidepressivo mais indicado pelos profissionais em transtornos mentais. Em relação ao espaço de tempo entre a fluoxetina, há diferença de postura entre os profissionais. Quando iniciei com o escitalopram, depois de usar a fluoxetina, meu médico pediu uma espera de 15 dias. Também existem médicos que pedem esse tempo, como escrevi num texto aqui, no entanto, há outros que mandam tomar logo em seguida. Eu ainda acho que deve haver um tempo entre ambos, mas o ideal é que converse com seu médico.

          Amiga, apesar da preocupação com os desatinos do governo brasileiro, que só está mexendo no bolso e na vida do trabalhador, foi boa a minha entrada de ano, procurando gastar o mínimo possível, pois o amanhã é preocupante.

          Um grande beijo,

          Lu

        2. Lia

          Boa-tarde, Alda!
          Venho lutando na minha terceira crise de depressão, mas graças a Deus os espaços entre as crises foram de 6 a 7 anos de uma pra outra,tomei fluoxetina durante um mês mais ou menos e parei. Não tenho tido muita sorte com médico, entao hoje estou sem medicamentos,faço tratamento hipnótico com uma terapeuta e psicólogo, mas sabemos que sao ferramentas que trazem resultado a longo prazo. Gostaria de saber se é possivel me passar o contato do seu médico, se for em São Paulo.

          Esta noite tive uma crise de pânico enquanto dormia com falta de ar, coração acelerado, suor e uma terrível sensação de morte,acredito que não mais consiga ficar sem alguma medicação. Muito obrigada e um ano novo cheio de paz a todos.

  25. Fernanda

    Lu, tudo bem?
    Preciso de sua ajuda novamente! Estou tomando Reconter há 4 meses e me sinto ótima. A única coisa que sinto falta, é que às vezes gosto de jantar à luz de velas com meu marido. Sempre tivemos esse ritual, e nele sempre bebíamos um pouco de vinho(adoro). E esqueci de perguntar ao meu médico se pode, tentei ir até ele, mas está em congresso. Estou na dúvida e temos um jantar marcado para a próxima semana. Sabe se “um pouco” faz algum mal ao efeito do remédio ou alguma alteração psicológica. Desculpe te ocupar com esse tipo de pergunta, mas confio muito em sua experiência.
    Obrigada!

    Beijos

    Fernanda

    1. LuDiasBH Autor do post

      Fernanda

      Eu também sou apaixonada por um bom vinho! E viva o deus Baco!

      Amiguinha, ainda que nenhuma interação entre o oxalato de escitalopram e o álcool tenha sido relatada, mas levando em conta os outros medicamentos que agem no Sistema Nervoso Central, a combinação com álcool não é recomendada, contudo, umas duas taças não farão mal. Também faço uso de oxalato de escitalopram e tomo duas taças no final de semana. Para diluir o álcool, tome o vinho sempre acompanhado de um copo com água. Na primeira brinde a você e ao maridão, na segunda brinde à minha saúde… Risos.

      Abraços,

      Lu

    2. Ivan

      Olá, Lu!
      Fui à primeira consulta com o psiquiatra, depois de muita resistência. Contei-lhe toda a minha vida. Ele me receitou escitalopram 10 mg, de manhã, e topiramato 50 mg para controlar minha compulsão pelo álcool, à noite. Comecei o tratamento ontem à noite e hoje de manhã. Estou muito estranho, cansado, meio tonto e aéreo. Ela disse que eu poderia sentir algumas coisas, mas não era pra deixar de tomar. Será que é normal? Meu estômago ruim. Minha cabeça. Quero ficar deitado. Obrigado!

      1. LuDiasBH Autor do post

        Ivan

        Seja bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa.

        Amiguinho, todo antidepressivo traz efeitos colaterais. A fase inicial do tratamento é mesmo muito difícil, mas depois de duas a três semanas, normalmente, os efeitos ruins desaparecem e os bons vão entrando em ação. A melhoria de sua qualidade de vida valerá todo esse sofrimento.

        Ivan, os sintomas relatados por você fazem parte desse período inicial. Contudo, é preciso saber quando se deve comunicar com o médico. Irei lhe repassar uns links que o ajudarão. Portanto, não se apavore. É preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). E não pare, pois cada retorno é mais difícil ainda, uma vez que as crises só tendem a aumentar. Venha sempre conversar conosco.

        Abraços,

        Lu

    3. Lia

      Boa-noite, Lu!

      Que bom encontrar este espaço para nos dar força e esperança.

      Estou na 3ª crise de depressão, pois a primeira foi há 16 anos, a segunda há 6, e nunca fiz tratamento. Agora faço hipnose e terapia, e estou tomando fluoxetina 20 mg há 2 meses. Não tenho nenhuma reação, no entanto, não sinto melhoras. Agora lendo tanto sobre depressão, não tenho mais certeza se é depressão ou ansiedade. Esta última depressão tem sido bem pior, é mais persistente que das últimas vezes. Como identificar se é TAG ou depressão? Me diga que tudo isso vai passar e serei feliz de novo, por favor.

      Obrigada por este espaço e beijos,

      Lia

      1. LuDiasBH Autor do post

        Lia

        Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se como membro dela.

        Amiguinha, realmente os transtornos mentais são, em muitos de seus sintomas, bem parecidos. Eles se entranham e dão-nos a impressão de serem diversos, pois possuem fases muito parecidas. Há casos em que a pessoa detém mais de um transtorno. Realmente não é fácil, muitas vezes, saber de qual (ou quais) deles a pessoa está sendo acometida. Somente uma conversa prolongada com o psiquiatra, que deve ouvir o paciente com muita atenção, poderá levá-lo a discernir o seu real transtorno.

        Ainda que numa análise sem qualquer cunho de diagnóstico, pressinto que você tem depressão episódica (recorrente), ou seja, possui episódios de depressão entremeados por fases normais. O mais interessante é que o período entre uma fase e outra é muito longo. Além disso, pode ser que tenha algum outro tipo de transtorno mental.

        Lia, se se encontra com o mesmo psiquiatra há muito tempo, sugiro que passe por outro para ter uma segunda avalição. A função dos antidepressivos é melhorar a nossa qualidade, equilibrando o nosso cérebro e, se isso não está acontecendo consigo, alguma coisa está errada. Uma outra avaliação seria de grande ajuda. Sou depressiva crônica, tomei fluoxetina por vários anos e dei-me muito bem. Só parei quando a substância deixou de fazer efeito. Hoje tomo oxalato de escitalopram. Volte mais vezes para conversar conosco.

        Abraços,

        Lu

        1. Lia

          Lu

          Na verdade há vários momentos em que me sinto fora de sintonia, cérebro, alma e corpo, tudo fica meio sem sentido. De repente passa, questão de horas ou dias. Estou na terceira grande crise, mas essa terceira sem dúvida foi a pior, cheguei a ficar com medo de enlouquecer, de perder o controle de mim.

          Passei em dois médicos pelo meu convénio, que se diziam pisquiatra, mais não pareciam, então pesquisei o crm e bingo! Eram clínicos gerais. O pior de tudo foi se passarem por pisquiatra, quando liguei pra marcar no próprio convénio.

          Tomo fluo desde o fim de setembro, demorei a sentir algum efeito positivo,mas hoje me sinto mais forte pra lutar, mas estou longe de ser eu. Talvez a dosagem esteja errada, gostaria de insistir na fluo, uma vez que os efeitos colaterais foram mínimos, somente tremedeira pela manhã, o que acha? Adorei o espaço!

          Com carinho

          Lia

        2. LuDiasBH Autor do post

          Lia

          Você não deveria ter deixado sua terceira crise chegar a um ponto tão agudo. Por que não buscou ajuda médica antes? Quem possui depressão recorrente precisa de ficar atenta para iniciar o tratamento assim que ela começa a mostrar seus sinais. Mas fique tranquila, pois aos poucos seu organismo irá retomando a normalidade. Quanto aos médicos, ligue para o seu plano e reclame, pois é inconcebível que um profissional passe por habilitado no que não é. Saiba, porém, que clínico geral também pode receitar antidepressivos, assim como cardiologista, etc.

          Eu tomei fluoxetina durante muito tempo e senti-me muito bem. Já era para você estar livre dos efeitos adversos. Volte a seu médico e converse com ele. Talvez seja necessário fazer uma adequação na dosagem.

          Abraços,

          Lu

      2. Páh

        Lia

        Você escreveu: “cheguei a ficar com medo de enlouquecer, de perder o controle de mim.”

        Medo de enlouquecer e perder o controle é com certeza síndrome do pânico e ansiedade, o que torna possível trazer uma depressão também, se não tratadas nos deixam profundamente tristes e sem esperanças… Minha psicóloga costuma dizer que existe um gatilho para a crise, vc precisa descobrir o seu, isso ajuda.

        Quem tem síndrome do pânico acha que vai morrer ou que está enlouquecendo, comigo sempre foi a segunda opção. Há gente que sente os dois. Uma dica que os médicos sempre dão é que quem está enlouquecendo não sabe que está enlouquecendo, ou seja, se está preocupada com isso, não está enlouquecendo. Não se preocupe, apenas cuide dessa ansiedade e pânico com o profissional certo e o medicamento certo.
        Fica com Deus! Boa sorte! Força e fé!

  26. Josi Lopes

    Lu, passei 6 meses tomando Sertralina 50mg e 4 meses tomando Clonazepan 2mg. Uma loucura só. Aconteceu muita coisa durante esse período.Troquei de emprego,comecei a melhorar minha situação financeira, o que trouxe um pouco de alegria, mas a depressão não me largou nem assim. Seria tanta coisa pra falar,que um comentário apenas não seria suficiente. Mas depois de parar com a Sertralina há mais de um mês e 3 dias o Clonazepan,e desempregada novamente,tudo foi desmoronando sobre minha cabeça. Lu, eu sou muito desequilibrada,impulsiva,e já fiz muito tolice por medo, por ansiedade, por depressão. Preciso de ajuda, Lu. Urgente! Não quero mais ser assim.

    Como eu já usei vários medicamentos sob prescrição médica e sob minha própria prescrição, hoje comprei o Oxalato de escitalopran.
    Tomei o 1° 15:40 e dormi até 18:00. Tinha um churrasco do aniversário do meu pai pra ir,e eu parecia uma morta viva. Sem vontade nenhuma de ir.O sintoma pesado de depressão já tinha mudado para uma apatia esquisita. Agora 22:46 é que comecei a me sentir melhor um pouco. Eu parei com a Sertralina pois fui parar no Pronto Socorro por conta de uma dosagem de 100 mg que o próprio psiquiatra tinha aumentado. E no pronto socorro,o médico suspendeu na hora, e disse que pelo tempo que eu estava tomando já tinha que ter obtido efeito. E na verdade eu continuava depressiva.

    Eu só quero começar do zero hoje, mas já fiquei desesperada em sentir o que senti hoje. Me ajude,por favor. Que Deus a abençoe.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Josi

      Respire fundo e procure ficar o mais calma possível, pois o desespero não leva a nada. Quanto maior for o nosso equilíbrio, melhores serão os resultados. Mais importante do que o trabalho agora é a sua saúde, pois uma pessoa doente não tem condições de trabalhar. Pense agora em melhorar seu estado emocional. O emprego vem depois. Há muito tempo pela frente.

      Amiguinha, quando você diz “Lu, eu sou muito desequilibrada, impulsiva, e já fiz muito tolice por medo, por ansiedade, por depressão. Preciso de ajuda. Urgente! Não quero mais ser assim.”, significa que está indo numa ótima direção, reconhecendo que precisa de ajuda. E não fique se culpabilizando, pois quando estamos sofrendo de qualquer transtorno mental temos dificuldades em domar as nossas emoções e costumamos agir de um modo que não queríamos. Isso acontece com todo mundo, não apenas com você. Leia os comentários para ter ideia de como isso acontece. Aceite tais atitudes como resultantes de seu transtorno. E nada de ficar se culpando. O importante é procurar ajuda médica. O que ficou para trás, ficou, e ponto final. Trabalhe apenas com o presente. Nada de ficar ruminando o passado. Vida nova, minha querida!

      Um de seus problemas, Jose, é usar a medicação sem nenhum comprometimento. Eu jamais teria coragem de usar um antidepressivo por conta própria. Isso é muito sério! A automedicação é condenável em todos os sentidos. Não faça isso. O médico precisa conhecer o seu histórico de vida para lhe receitar um medicamento, sem falar na dosagem que deverá usar. Há uma série de incompatibilidades que precisam ser levadas em conta. A coisa não é tão simples assim. Não se automedique, por favor!

      Aconselho-a a buscar um novo psiquiatra, alguém em quem sinta confiança e com quem tenha empatia e comece realmente do zero. Conte-lhe todo o seu histórico de tratamento, incluse não esconda que se automedica. Peça-lhe, também, para lhe indicar uma psicoterapia. O que você sentiu foi uma crise de pânico. Leia o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA, aqui no blog. Você também precisa se ajudar, amiguinha. Espero que o oxalato de excitalopram que comprou tenha sido indicado por um médico. Se não foi, não tome. Até porque muitos medicamentos não podem ser misturados, pois as reações podem ser sérias. De certos antidepressivos para outros é necessário um tempo de espera, que só o médico poderá dizer. Você é inteligente e, portanto, irá superar essa fase com muita tranquilidade. Confie em si!

      Estarei aguardando novas notícias suas. Tudo irá dar certo. Lembre-se de que você é POP.

      Abraços,

      Lu

      1. Josi

        Lu, obrigada pela resposta.
        Hoje estou no 5° dia do Oxalato de Escitalopran 10 mg. O médico me receitou-o da primeira vez que fiz a consulta. Antes eu só tomava o Limbitrol. Quando busquei ajuda em 2014, o psicólogo pediu que eu procurasse um psiquiatra para ajustar a medicação. Em agosto de 2014, o pisquiatra me disse que eu apresentava um quadro de ansiedade com alguns sintomas depressivos, que eu era uma pessoa preocupada de natureza,e a prescrição era pra eu tomar por tempo indeterminado. Como naquela época eu ainda tinha juízo, pois era o segundo medicamento controlado que iria tomar, existia cuidado e comprometimento da minha parte. Mas eu comecei a ficar boa e parei por conta própria e daí começou a bagunça.

        O médico não tinha falado quando parar, mas também nem sequer falou que se eu parasse de uma vez, ficaria pior. Foi aí que me perdi, e tenho tentado me achar desde então. Foi nesse ponto que eu disse que queria começar do zero.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          Não devemos ficar remoendo o passado. Ele deve servir apenas de experiência para nós. O importante é a sua vontade de levar o seu tratamento a sério daqui para a frente. E isso já é meio caminho andado. Todos nós caímos em esparrelas e também falta muita informação por parte dos médicos em relação aos pacientes. Portanto, a culpa não foi só sua. Não pense mais nisso. Muita gente já agiu da mesma forma. Fazendo o tratamento direitinho, logo você estará ótima como naquela época. O importante é essa força de vontade de melhorar que você demonstra. O otimismo é muito importante nesse tipo de tratamento. Doravante sei que fará parte da família POP (paciente, otimista e persistente). E eu estarei aqui torcendo por você e acompanhando todo o seu progresso. Parabéns por estar no quinto dia do tratamento. Avante, minha querida!

          Abraços,

          Lu

        2. Josi

          Lu,
          Hoje eu não consegui tomar. Estou muito mal desde que comecei. Parece que a vida sumiu de dentro de mim. Estou muito pior,bem pior do que antes de tomar. Não consigo fazer nada em casa,agora sim,com 5 dias de medicação = 5 dias sem vida. Jesus!

          Eu não sei o que está acontecendo comigo, Lu. Não sei se a química no meu cérebro pode ter alterado. Eu sei que antes eu estava tomando o Clonazepan, eu acordava cedo, disposta, sorria, comia, tinha fé. Limpava minha casa. Agora sim estou igual um zumbi, como se fosse só um corpo. Totalmente incapaz. É normal se sentir assim??

        3. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          Todos os antidepressivos trazem efeitos adversos. Nas duas a três primeiras semanas, a pessoa fica pior do que antes de começar o tratamento. Algumas passam muito mal, mesmo. Essa fase é realmente difícil, mas é preciso superá-la com coragem. É preciso muita força para aguentar, como pode ver através dos relatos aqui neste espaço. É preciso passar por ela para ver a luz do sol depois do sofrimento. Também é necessário manter contato com seu médico nesse início, informando-o sobre tudo que está sentindo. Muitas vezes acontece de a pessoa não se adaptar ao medicamento, ou ter que modificar a dosagem. Portanto, marque um retorno com o especialista o mais rápido possível. Anote tudo o que está sentindo para não se esquecer.

          Josi, não é bom parar, pois cada recomeço é ainda mais difícil. Volte a tomar o medicamento amanhã e já marque um retorno com seu médico. Não abandone o tratamento. E, nessa fase, peça sempre alguém para ficar do seu lado, observando como está agindo. Não fique sozinha. Essa dissociação entre corpo e mente costuma acontecer, mas, como já disse, deve ser comunicada a seu médico. Somente ele saberá quais providências tomar em relação a seu tratamento. Mas não fique triste, pois ao final tudo dará certo. Muita gente aqui já passou por tudo isso.

          Não houve alteração alguma com a química do seu cérebro. Fique tranquila. Trata-se apenas da luta de seu organismo com a nova substância. Enquanto não passa essa fase ruim, mantenha contato diário conosco. Estamos todos torcendo por você. E retorne a seu médico.

          Abraços,

          Lu

        4. Josi

          Lu

          Retornei com o Oxa 10 mg, dia 19/11/16, mas estavam complicados os efeitos colaterais. Hoje 7/12/16 tomei o 14° comprimido. Tive que ir alternando de acordo com o que eu estava suportando. Será que dá diferença no tratamento? Estou conseguinho me adaptar assim. E outra, mudei o horário pra noite, pois eu me sentia muito parada com ele. Continuo tomando à noite, junto com o Limbitrol, que eu também já tomava. Faz 10 dias que não sinto dor de cabeça. Eu passava quase o mês inteiro com dor de cabeça.

          Lu, eu fico com muita olheira, como se eu tivesse chorado (usando o Oxa), e um pouco de ardência nos olhos. Será que isso permanece enquanto eu tomar a medicação ou também com o tempo irá passar? Desde já agradeço seu atencioso retorno.

        5. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          Está sendo como se você tomasse apenas 5 mg por dia. O problema é que essa dosagem é muito pequena para você. Agora que o seu organismo está suportando bem o antidepressivo, passe a tomar de acordo com a prescrição médica. Quanto ao horário, não há problemas na mudança, o que deve haver é uma diferença de 24 horas de uma dosagem para outra, no mínimo, quando se for mudar o horário, para não haver super dosagem. Quem fica muito mole durante o dia, o ideal é que tome à noite. Portanto, sem problemas. Quanto às olheiras e à ardência nos olhos, deveria conversar com o médico, pois não vi tais sintomas, inerentes aos efeitos adversos, presentes na bula. Não serão em consequência de algum creme que esteja usando no rosto, ou por não estar dormindo bem à noite? Retorne a seu médico para ver a real causa. E depois me conte.

          Abraços,

          Lu

        6. Josi

          Lu minha querida!

          Estou no 17° Oxa, e hoje faz 7 dias que consegui tomar direto sem a pausa que comentei antes. Agradeço muito a Deus, a você e aos demais que passam pelo blog e contribuem com seus depoimentos.Oro muito a Deus pra que eu não desista. Já começo ver uma luz no fim do túnel.

          Hoje não estou mais sentindo aquelas sensações depressivas do início da medicação. Meu apetite está normal. Sinto novamente prazer ao degustar os alimentos. No início foi sinistro pra mim essa questão do apetite e prazer em comer. Era como se eu estivesse com o paladar anestesiado.

          Como te falei antes, estou tomando depois das 18:00. E a partir de ontem coloquei o despertador para eu tomar no mesmo horário, sempre. Acho que agora está rolando um comprometimento não é Lu? Você sonhava muito no começo da medicação? Eu sonho muito e sonhos sem sentidos. Parece uma descarga da minha mente. Isso é normal?

          Muito obrigada por tudo. Estarei postando mais comentários sobre meu tratamento.

          Abração.

        7. LuDiasBH Autor do post

          Josi

          Que notícia maravilhosa! Você está bem comprometida com o seu tratamento. Parabéns! Como havia lhe dito, o apetite irá voltando aos poucos, à medida que o organismo for se equilibrando. Quanto aos sonhos, eu sonhava muito. Era cada sonho maluco… risos. Parece mesmo uma descarga da mente. Continuo sonhando bastante. Isso é normal e muito bom. Sabia que os sonhos são essenciais para o nosso equilíbrio?

          Estou orgulhosa com você, menina POP. Continue assim. Seus comentários servirão de incentivo para muitas pessoas que aqui vêm.

          Beijos,

          Lu

        8. Lia

          Josi e Lu,
          não consigo expressar o tamanho da minha alegria, ao ver o progresso da Josi e o carinho em ajuda “a la Lu”. Estou saindo da depressão agora, mas foram dias difíceis, que estão por acabar. O fato de conversar com vocês e ler as mensagens me ajudou muito!

          Força Josi, tudo dará certo! E você, Lu, não nos abandone! Obrigada mil vezes!

          Beijos e um ótimo final de semana para todos.

        9. LuDiasBH Autor do post

          Lia

          Também estou muito feliz com o sucesso da Josi. É muito bom ver as pessoas superarem a fase ruim dos efeitos adversos, começando a enxergar luz no fim do túnel. Não é fácil passar pela turbulência inicial, mas vale a pena todo o sofrimento. Nada como usufruir de uma melhor qualidade de vida. Também estou contente com o seu caminhar, Lia. Todas as duas são garotas POPs! Todo o mérito é de vocês, minha querida. Parabéns! Estarei sempre aqui, na retaguarda.

          Beijos,

          Lu

  27. Ana Carolina

    Fui diagnosticada com TAG em agosto/2016 e comecei a tomar OXALATO DE ESCITALOPRAM. Sinto que estou engordando com o remédio, embora não tenha mudado a alimentação e esteja fazendo academia e correndo (coisas que já fazia antes de começar a tomar o remédio). Alguém sabe se é comum engordar? Por enquanto devo ter engordado uns 2 quilos, mas me preocupa onde isso irá parar…

    1. LuDiasBH Autor do post

      Ana Carolina

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, os antidepressivos trazem efeitos adversos e, dentre esses, a possibilidade de engordar ou emagrecer. O oxalato de escitalopram tanto pode levar a pessoa a emagrecer como a engordar, dependendo do metabolismo de cada organismo. Algumas pessoas perdem o apetite por completo, e emagrecem, enquanto outras passam a sentir muita fome, e engordam. Eu sou usuária desse medicamento e perdi peso, quando comecei a tomá-lo, mas, com o tempo, o meu organismo foi voltando ao normal. Muita gente tem reclamdo de ter engordado. O ideal é que converse com seu médico, caso ache que esteja engordando muito.

      Abraços,

      Lu

      1. Sii

        Bom dia!
        Lu, minha linda, hoje faz 16 dias que estou tomando 15 mg de Exodus (Oxalato de Escitalopram), realmente melhorei com o ajuste da dosagem. Mas na minha família andam acontecendo sérios problemas. Minha irmã tem depressão e fazia tratamento com fluoxetina 60 mg e usava outro medicamento pra dormir, só que esse fim de semana ela tentou o suícidio pela segunda vez. Foi tomando tudo o que tinha de remédio e cortando os pulsos, foi um desespero só. Graças a Deus, ela avisou uma amiga que nos contou. Isso foi meia-noite de sábado para domingo. Estamos todos abalados emocionalmente. Minha mãe levou-a a outro médico, pois a médica que a acompanha já está de recesso. Esse médico mudou a medicação dela para Cymbalta 60 mg e Carbonato de Lítio, não sei a dosagem desse, e outro para dormir. Estamos todos apreensivos que ela possa tentar algo de ruim novamente. Não estou conseguindo dormir direito, não paro de pensar nisso, e sinto, às vezes, minha ansiedade voltando, frio na barriga… O que devo fazer? Ajude-me!

        1. LuDiasBH Autor do post

          Sii

          A vida é uma luta contínua, por isso temos que viver um dia de cada vez, para que o nosso fardo não fique muito pesado. Quanto à sua irmã, é provável que o antidepressivo não mais estivesse fazendo efeito, caso ela já venha fazendo uso desse há muito tempo. Nesse ponto, foi muito boa a intevenção do novo médico, mudando o medicamento. Imagino o susto e o sofrimento passado por sua família. Mas acontece de pessoas com alto grau de depressão tentarem suicídio. Esse não é um caso isolado.

          Sii, como sua irmã está iniciando o tratamento com novos medicamentos, é bom que a família fique de olho nela, nessa fase inicial, quando os efeitos adversos são muito fortes. A substância principal do Cymbalta é a duloxetina, muito usada para casos de depressão. O Carbonato de Lítio também tem sido muito indicado. Penso que logo ela estará estabilizada.

          Amiguinha, é mais do que normal que você se sinta abalada, mas, como disse anteriormente, procure viver as alegrias e as tristezas de um só dia, ou seja, não as acumule. O que aconteceu já é passado e ponto final. A cada dia o seu quinhão. Não adianta ficar ruminando. A vida renova-se a cada momento. A sua preocupação desmedida só irá afetar seu equilíbrio emocional. Preocupe-se com ela, mas dentro dos limites necessários. Saiba que o sono é fundamental para nós que sofremos de transtornos mentais. Estabeleça com sua família os horários em que cada um passa a ficar de olho na mana, nessa fase inicial de uso dos novos remédios.

          Amiga, é fundamental que você cuide bem de si para poder ajudar sua irmã e família. Se estamos fragilizados não há como zelar pelo outro. Vocês já buscaram uma psicoterapia para sua irmã? Ela pratica algum tipo de exercício? Trabalha fora? Tem filhos? Recomende-lhe a leitura deste site. Incentive-a a escrever, pois isso ajuda muito, ao liberar as tensões. E não se esqueça de cuidar de você. Vou lhe repassar uns links que a ajudarão.

          Abraços,

          Lu

  28. Ana Rodrigues

    Oi, Lu, querida amiga!

    Saudades de suas sábias palavras, que só você, com toda sua doçura, sempre encontra uma forma carinhosa de nos responder e nos acalmar.
    Sempre acompanho os comentários, e às vezes faço uma pergunta aqui.

    O fato é que venho fazendo uso do escitalopram de 20 mg, iniciei o tratamento com 15 mg, mas não estava mais surtindo o efeito que obtive no início, então meu psiquiatra acabou me receitando o de 20 mg, que tomei por dois meses, porém não tive bons resultados, pelo contrário, passei a ter pensamentos piores que os que me levaram à procurar por ajuda profissional. Mas, como você sabe, não é fácil encontrar um bom psiquiatra, daqueles que estão dispostos a nos ouvir com o coração, não apenas como mais um que por ali passa. Isso me deixa muito frustrada e desiludida com tratamentos alopáticos, mas a questão é que quando estamos em crise, só queremos nos livrar do sofrimento, algo que nos alivie, faço terapia conjunta com o tratamento medicamentoso.

    A terapia ajuda, sem contar minha busca espiritual por um entendimento maior sobre o porquê ou para que temos que passar por isso, faço e fiz inúmeras tentativas de me encontrar e me entender, meditação, oração, já nem sei mais o que fazer, estou na fase do não aguento mais, mas sinto que não vou me livrar facilmente da TAG, e minha psicóloga disse que acha que não tenho TAG, e sim delírio de perseguição, o que eu concordo. Estou pensando em parar com o escitalopram, já que não obtive resposta positiva. Vou me consultar com um psiquiatra pra ver o que ele indica. Estou bem triste com essa situação. Gostaria de saber se essa piora é comum.

    Agradeço muito por você existir em nossas vidas, a tenho como um anjo,você sabe da grande admiração que tenho por você.

    Beijo,

    Ana

    1. LuDiasBH Autor do post

      Ana

      Confesso-lhe que minha filosofia de vida tem sido “Viver um dia de cada vez, da melhor maneira possível, de modo que o amanhã seja um reflexo do meu hoje, pois creio que passado e futuro são raízes do presente, que crescem para trás e para a frente, de acordo com nossas ações.”. Por isso amiguinha, há muito deixei de fazer questionamentos. Navegar é preciso, seja lá quais forem as respostas, caso existam.

      Realmente é lamentável a qualidade da maioria dos profissionais da área médica, cujo única preocupação tem sido o número de $$$$. Fico pensando em como uma pessoa pode se sentir bem, prestando um serviço de péssima qualidade. Onde fica a satisfação pessoal, o sentimento do dever cumprido, o senso de ter dado de si o melhor? Serei eu retrógrada? E os preços das consultas particulares? Que abuso! Quanto despropósito! Quanta ganância! É lastimável! Como um psiquiatra pode dedicar apenas 15 minutos a alguém? Como avaliar a complexidade do cérebro humano num tempo tão minguado? Confesso que isso também me incomoda muito. O resultado desse desencanto com tais profissionais encontra-se no número crescente de pessoas, que acessa diariamente este cantinho, para ouvir de uma leiga, apenas palavras de encorajamento, pois nada tenho a oferecer senão isso. Muitas chegam aqui sem sequer ter ouvido falar sobre os sintomas adversos dos antidepressivos, abstinência, desmame, etc. O seu desencanto é meu também, minha querida Ana. Mas ainda assim precisamos dessa gente!

      Dentre as funções da terapia, a mais importante, sem dúvida, é a de ouvir o paciente. Essa interação é fundamental. Você diz: “Estou pensando em parar com o escitalopram, já que não obtive resposta positiva. Vou me consultar com um psiquiatra pra ver o que ele indica.”.

      Faça isso, converse com seu médico e veja a sugestão dele. Não pare por conta própria. Existem organismos que não se adapatam com determinados antidepressivos, necessitando de mudanças.

      Agradeço seu carinho. Vocês são muito especiais para mim!

      Abraços,

      Lu

      1. Ana

        Boa-noite, Lu!

        É minha cara, vou seguir sua filosofia de viver um dia de cada vez, porque sinto que já tenho muita informação, sobre os mais diversos assuntos e, sinceramente, não sei o que fazer com tudo que descubro, isso acaba me deixando mais ansiosa, por não conseguir por em prática. Mais uma vez agradeço de coração o seu esforço em buscar informações para nos tirar desse estado aflitivo que às vezes parece não ter fim, mas sei que não há mal que sempre dure. Vamos juntos nessa jornada, pois assim o fardo se torna mais leve.

        Abraços, Ana.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Ana

          É isso mesmo, amiguinha, pois viver o melhor possível “um dia de cada vez” já é o bastante. Há um texto muito interessante aqui no blog, do doutor Telmo Diniz, cujo título é NÃO PENSE GRANDE, PENSE PEQUENO, que eu acho da mais pura sabedoria. Nós, ocidentais, somos instados a sempre “pensar grande”, o que acaba por tornar-nos muito infelizes, quando não atingimos os objetivos sonhados. Ao voltarmos para a nossa cota de ambições diárias, elas se tornam muito mais fáceis de serem atingidas, sem nos causar grande ansiedade. O que importa é o “agora”. É ele que se fará passado e lançará as sementes para o futuro. Viva o com sabedoria e muita bondade no coração! Apenas isso!

          Lindinha, é preciso aprender a sossegar nosso coração, e consequentemente, botar freio na nossa ansiedade.

          Beijos,

          Lu

    2. Josi

      Ei Ana, bom-dia!

      Li seu comentário.Eu também, com tantas informações, acabei ficando mais perdida ainda. Realmente a filosofia de viver um dia de cada vez é a melhor. É o que eu estou tentando praticar.

      Hoje vou para meu 21° comprimido de Oxa. Eu tomei ele pela primeira vez por 4 meses certinho e consegui resultado, mas parei subitamente e me perdi.Depois foi uma loucura só, como já postei aqui no blog. Tomava, parava, jogava fora, depois comprava de novo. Só Deus! Ontem mesmo estava lendo depoimentos das pessoas que usam. É como se eu precisasse de alguém que segurasse minha mão forte e dissesse: Continue Josi,vai dar certo!

      Este blog foi de Deus pra nos ajudar. Mas quem segura minha mão mesmo sou eu e digo: Vamos Josi, você vai conseguir. Sempre oro muito a Deus por forçae por esperança,e tenho certeza que Ele está nos ajudando.

      E você continuou com o tratamento? Como estão as coisas? Desejo-lhe melhoras, superação e força.

      Abraço

      Josi

  29. Henrique

    Bom-dia, Lu! Parabéns pelo post! Estava procurando algo sobre os efeitos colaterais do Escitalopram, pois estou tomando há 3 dias e confesso que estou péssimo. Não consegui trabalhar ontem e hoje estou trabalhando na raça. Há 5 anos que não tomo nenhum remédio (antes tomei Olcadil e depois Paroxetina). Mas recentemente minha TAG voltou a incomodar e recebi essa nova receita de Escitalopram (gotas). Mas com a Paroxetina foi assim também, nos primeiros dias tive até depressão. Então, como eu já sei desses efeitos eu estou sendo paciente (literalmente, nos dois sentidos) e tentando aguentar as pontas.

    Abraços a todos!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Henrique

      Seja bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa!

      Amiguinho, o oxalato de escitalopram possui efeitos adversos assim como todos os antidepressivos. Tem um sido um dos medicamentos para os transtornos mentais mais vendidos, como poderá comprovar através dos comentários. Se a TAG voltou a incomodar, o melhor é tomar as medidas necessárias logo no início, pois quanto mais tempo deixar passar, piores serão as crises. Eu também tomo a mesma substância, só que em comprimidos. Que bom saber que você é POP (paciente, otimista e persistente), pois as pessoas otimistas tendem a colher bons resultados mais depressa. Vou lhe enviar uns links para melhores informações sobre o medicamento.

      Agradeço a sua visita e comentário. E fica o convite para que faça parte de nossa família.

      Abraços,

      Lu

    2. Carla Andrade

      Oi, Lu!
      Há um tempo atrás, eu enviei um comentário dizendo que tenho TAG e tomo lexotan, mas antigamente uma caixa durava até um ano, só que agora estou tomando de 2 em 2 dias, e minha cardiologista e meu clínico geral insistem para eu fazer o tratamento com escilex. Eu ficava receosa por conta de alguns anos atrás, quando tomei fluoxetina e quase enlouqueci, foi quando me foi apresentado o lexotan, que até então resolvia, só que agora sinto que não é o suficiente, pois estou tento até extra-sístole, e minha cardiologista disse que é da ansiedade.

      Resolvi que vou vencer esta batalha e vou tomar o escilex, só que minha cardiologista me receitou 10 mg e disse para eu tomar metade da metade uma semana, e depois passar para a metade ou seja 0,5 ao dia. Disse para eu tomar de manhã, e se me desse sono deveria mudar para a noite, porém de manhã vou para academia e não queria parar, se me desse sono, e de noite eu acho mais difícil nos finais de semana, pois saio e quero tomar nem que seja um espumante. Resolvi que vou tomar depois do almoço. Será que dá pra tomar neste horário, porque se me der sono de tarde estou sempre em casa. Até mais!

      1. LuDiasBH Autor do post

        Carla

        O lexotan (bromazepam) é um mero ansiolítico que não age na raiz de seu transtorno, como relaxante sua ação é muito passageira. Ele pode ser usado como coadjuvante do tratamento com o antidepressivo, quando for necessário. Eu mesma faço uso dele, vez ou outra, e tomo o oxalato de escitalopram. Como suas crises, sem o tratamento adequado, vêm se acentuando, você está tendo necessidade de tomar o bromazepam quase que continuadamente. E a tendência é piorar cada vez mais, se não seguir a orientação de seus médicos. Ao ser diagnosticada com TAG já deveria ter iniciado o tratamento imediatamente.

        Sua médica está iniciando a medicação bem devagar, para que seu organismo acostume-se com ela. Não há problemas em tomar após o almoço, desde que procure manter sempre o mesmo horário. O que não pode é tomar em horários diferentes, para não ocasionar aumento da dosagem, pois o efeito é acumulativo. Quando tiver dúvida em relação a ter tomado ou não o remédio, não o tome. É preferível ficar sem do que dobrar a dose.

        Abraços,

        Lu

        1. Carla Andrade

          Lu, muito obrigada pela atenção. Você é o máximo. Vou vencer esta batalha, todos nós vamos vencer e sermos, como diz, POPs. Daqui a alguns dias darei, com certeza, ótimas notícias.

        2. LuDiasBH Autor do post

          Carla

          Parabéns a todos nós, guerreiros invencíveis na nossa labuta com nossos “chilique mentais” (transtornos mentais). Tenho certeza de que você levantará nossa bandeira. Estamos todos juntos. Avante, amiguinha!

          Beijos,

          Lu

    3. Fabricio

      Estou tomando cloridato de paroxetina de 20 mg há 2 semanas e estou péssimo, não sei oq fazer. Meu médico me receitou tomar o clonazepam junto, pois estou agitado, com tremores, palpitação, e muito medo. Acordo a noite com palpitação e medo. O que faço? Responda por favor…

      1. LuDiasBH Autor do post

        Fabrício

        Seja bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa.

        Amiguinho, a primeira coisa a fazer é relaxar e compreender que todos os antidepressivos trazem efeitos adversos, que passam entre duas a três semanas, de acordo com cada organismo. Em virtude da presença de tais sintomas, o medo, embora não desejável, é mais do que compreensível. Você se encontra na fase inicial do tratamento que é mesmo muito difícil, ficando pior do que antes de iniciá-lo. É a tentativa de seu organismo em rejeitar uma substância estranha. Mas tudo isso logo passará. Nessa fase é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). Mantenha seu médico informado sobre todos os sintomas ruins pelos quais vem passando. Leia também a bula para saber quando é necessário buscar ajuda médica. Saiba que mais de 90% das pessoas passam por isso. O importante é aguentar firme, sem parar o tratamento, a não ser a pedido médico. O clonazepam tem como objetivo acalmar essa sua agitação e ajudá-lo a passar por essa fase difícil. Ao final, tudo isso valerá a pena. Logo esses sintomas ruins irão desaparecer dando lugar aos bons. E você ficará ótimo. Não tenha medo, pois você não se encontrá só. Volte aqui sempre que precisar.

        Abraços,

        Lu

        1. Fabricio

          Mas, Lu, é normal ficar com palpitação e tremores e o lado da minha cabeça fica dormente ou dando pontadas. Será que é da ansiedade.
          Obrigado pelo conforto e carinho por ter me respondidor.

          Abraços

        2. LuDiasBH Autor do post

          Fabrício

          O contato com seu psiquiatra é muito importante no início do tratamento, para que você possa relatar a ele todos os sintomas que está sentindo. Tremores e palpitações são normais, mas irá depender do grau de intensidade. Observe se os sintomas estão diminuindo ou aumentando. Procure relaxar para que sua ansiedade não interfira nos sintomas. Se achar que estão difíceis de suportar, entre em contato com seu médico. Muitas vezes é preciso diminuir a dosagem ou mudar para outro medicamento. Mas somente o profissional poderá tomar esta decisão. Para ficar mais tranquilo, leia direitinho, com bastante calma, a bula, no seguinte endereço:

          http://www.medicinanet.com.br/bula/8296/paroxetina.htm

          Dê-me notícias amanhã, dizendo-me como se encontra.

          Abraços,

          Lu

    4. Josi

      Olá, Henrique!

      Vi seu comentário no blog. Conseguiu algum resultado? Melhorou? Eu tomei o 5° comprimido ontem, mas me sinto muito pior que antes.
      É como você disse, parece que agora sim estou com depressão. Nossa estou muito mal! Sinto uma pressão na cabeça. Desânimo total. Não consigo fazer nada em casa. Me esforcei na segunda e fiz pelas beiradas. Nem parece eu. Muito mal!

      1. Henrique A.

        Josi, bom-dia!
        Meus efeitos colaterais duraram exatamente 2 semanas. Estou tomando há pouco mais de um mês e estou me sentindo muito bem. Sugiro superar essa fase inicial, pois vale a pena. Boa sorte! Felicidades!

  30. Gi

    Boa-noite, Lu!
    Depois de muita hesitação, finalmente procurei um psiquiatra para “dar um jeito” nessa ansiedade que me acompanha há mais de três décadas. Como dito por você, há muito preconceito com as doenças psíquicas e sempre as deixamos em segundo plano. Demoramos a entender que justamente a ansiedade nos traz de brinde uma série de problemas e outras doenças associadas.

    Navegando pela internet para entender como funciona os medicamentos, encontro esse espaço muitíssimo interessante! Tão acolhedor que me deu vontade de escrever. Parabéns! Acabo de ingressar nessa maratona e espero ser sempre positiva e otimista. Vou tomar Oxalato de escitalopram 10 mg (Remis) e depois volto aqui pra contar o resultado.

    Abraços fraternos,
    Gi

    1. LuDiasBH Autor do post

      Gi

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se à vontade.

      Amiguinha, esperar três décadas para buscar auxílio foi um tempo longo demais, muito sofrimento em vão. Mas o importante é que você agora tomou as rédeas da sua saúde mental. Considere, portanto, o daqui para frente. Uma das coisas sérias a levar em conta é jamais parar o tratamento por conta própria, pois os transtornos mentais tendem a ficar mais severos e contínuos. A descontinuidade do tratamento deve sempre partir do profissional e não do usuário do antidepressivo. Portanto, seja POP (paciente, otimista e persistente). No início, você terá que enfrentar os efeitos adversos, que duram cerca de duas a três semanas, normalmente, mas nada que não seja superável. Tudo valerá a pena em prol de uma melhor qualidade de vida. Também faço uso do oxalato de escitalopram com essa mesma dosagem.

      Gi, mantenha contato conosco. Não se sinta só! Vou lhe passar alguns links que a ajudarão a entender melhor seu tratamento.

      Abraços,

      Lu

  31. Karine

    Boa tarde, Lu!

    Meu nome é Karine, tenho 40 anos e há mais ou menos 10 anos tenho TAG. Já tomei diversos antidepressivos e parei algumas vezes. Resultado: crises horríveis, sintomas adversos, parecendo uma morta-viva.

    Até semana passada tomava fluoxetina por conta de um desejo de gestação e minimização de consequências num possível feto, todavia, o medicamento não era bom pra mim, pois a Fluô despertava mais ansiedade ainda, trazendo dificuldade para dormir, entre outras. Minha psiquiatra já havia manifestado a vontade de trocar a medicação, mas eu estava muito resistente. De qualquer forma, após um ano aceitei a proposta e comecei a tomar o Oxa. O processo foi de substituição simultânea.

    Na fase 1 tomei a dose de Fluô (20 mg) que vinha tomando e agreguei (10 mg) de Oxa por cinco dias. Estou na fase 2, que é reduzir a Fluô para (10 mg) e seguir com o Oxa (10 mg). Na segunda entro na fase 3 que é tomar só o Oxa (10 mg), até a próxima consulta que será daqui a 20 dias. Fiquei um pouco receosa em tomar os dois ao mesmo tempo, mas a médica disse que seria tranquilo, eu acreditei nela, e realmente até agora, metade da fase 2, sinto poucos sintomas ruins. Eventualmente um pouco de sono, enjoo, e intestino preso.

    Também tomo 0.25 de Rivotril antes de dormir. Estou levando bem a coisa, esperando realmente que o Oxa possa me ajudar. Meu marido não aceita que eu tome medicação, sempre me criticando e isso é o que mais me incomoda. Em uma oportunidade deixei de tomar porque ele pediu, depois foi bem pior. Enfim, fico feliz em poder ler todos esses depoimentos.

    Um abraço e muito obrigada!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Karine

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se membro dela!

      Amiguinha, apesar da TAG, você me passa a sensação de ser uma pessoa muito equilibrada, perfeccionista e que tem consciência de suas reais necessidades. Isso já é um passo importante em sua caminhada. Você diz que já parou algumas vezes com o tratamento. Imagino que seja em conformidade com seu médico, pois, se assim não for, as crises irão ficando cada vez mais severas e constantes. E cada retorno trará um sofrimento maior ainda.

      Karine, como depressiva crônica, eu também uso antidepressivos desde a minha adolescência. Já passei por um monte deles, dos quais nem mesmo me lembro mais do nome. O penúltimo foi a fluoxetina, que tomei durante anos, e com a qual me dei muito bem. Mas ela parou de conter os meus “fricotes”. Meu médico indicou-me, então, o oxalato de escitalopram, com o qual venho me sentindo muito bem. Na passagem da “fluô” para o “oxi”, meu psiquiatra exigiu que eu esperasse duas semanas para tomar o segundo. Os efeitos adversos que você está sentindo são normais. Deverão passar em torno de duas a três semanas. O rivotril é um coadjuvante no tratamento. Tome somente quando sentir necessidade.

      Minha amiga, infelizmente o atraso tem feito com que muitas pessoas estigmatizem as doenças mentais. Elas não entendem que o cérebro faz parte do corpo e, por isso, também adoece assim como o coração, os rins, a pele, o fígado, etc. Os manicômios e sanatórios deixaram marcas profundas na compreensão de muitas pessoas, principalmente na dos homens. Não são poucos os que aqui chegam usando nomes femininos. Outros, bem mais conscientes e modernos, falam sobre seus transtornos e doenças mentais como sábios cidadãos do século XXI. Negar a doença não a fará desaparecer. É preciso enfrentá-la. A medicina tem trazido medicamentos cada vez mais modernos, possibilitando-nos viver com mais qualidade.

      Quanto a seu marido, será você a responsável por fazê-lo entender sua situação. Diga-lhe que o fato de ter TAG não a torna uma pessoa incapacitada, desde que faça uso do antidepressivo, assim como o hipertenso não pode ficar sem seu remédio, ou o diabético, por exemplo. Leve-o para ter uma conversa com seu médico, ou lhe peça para ler textos ou depoimentos sobre o assunto. Diga-lhe que não há vergonha alguma em tomar antidepressivos. E que as doenças mentais estarão na ponta dos três maiores problemas de saúde até o meio deste século. Mas em hipótese alguma deixe de tomar seu medicamento, sujeitando-se à vontade dele. Estou torcendo por você. Continue trazendo notícias. Certo?

      Abraços,

      Lu

      1. Dani

        Lu

        O que você acha sobre a Medicina Integrativa (realizar o tratamento alopático com as terapias alternativas)? Você já ouviu falar da Ana Maria Saad? Ela relata sobre o sério problema que teve (depressão, sindrome do pânico, compulsão entre outros, que levou-a tentar o suicídio 2 vezes) e como ela conseguiu se curar, sim porquê segundo ela de fato se curou. Caso nunca tenha ouvido, ela têm um site chamado “Pensamentos Filmados” e posta também muitos vídeos no Youtube, descrevendo e orientando as pessoas referente aos diversos tratamentos alternativos que fizeram parte do caminho que ela percorreu.

        Pergunto-lhe isso pois estou na mesma de muitos por aqui…TAG. E tenho buscado incansavelmente colocar em prática algumas práticas alternativas aliadas ao meu tratamento convencional com terapia e medicação Reconter 20 mg (Yoga, meditação guiada, meditação de aterramento, EFT, Terapia de Hipnose…) e sinto que está trazendo bons resultados. É isso, aguardo sua opinião que para mim é muito importânte!

        Grata.

        Dani

        1. LuDiasBH Autor do post

          Dani

          Sou totalmente a favor das práticas alternativas. Mas, como se sabe, elas não trazem efeitos imediatos, mas a longo tempo, como o faz a medicina homeopática. Há casos em que a pessoa precisa tomar um remédio alopático com urgência, para interromper um ciclo de extremo sofrimento que pode até levar ao suicídio. Quando isso acontece, deve-se aliar as práticas alternativa ao tratamento convencional, como você tem feito, até mesmo para levar à frente tais práticas, com a pessoa mais equilibrada.

          Já ouvi falar, sim, dessa pessoa, mas ainda acredito que os transtornos mentais são originados por deficiências químicas, pois a mente também adoece assim como qualquer outra parte do corpo. Também acredito que práticas alternativas têm o poder de ajudar muito, a começar pela mudança que devemos fazer em relação à nossa visão do mundo, como falo no texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

          Dani, um dos melhores livros que li sobre o assunto chama-se: (veja na internet)

          O Demônio do Meio-Dia
          Autor: Andrew Solomon

          Trata-se de um livro de relato do autor sobre sua relação com a depressão. Inspirado no que sentiu na própria pele, ele faz uma investigação e um estudo dessa síndrome que aflige o homem moderno. E é claro que com a depressão vem também a TAG, a SP…

          Abraços,

          Lu

  32. Fábio

    Olá minha querida, Lu, daqui fala Fábio(Portugal).

    Já estou a fazer uso do escitalopram a cerca de mês e meio, 10 mg. Sinto umas melhoras, mas ainda não voltei ao que era. Será que se aumentar para 20 mg não ficarei melhor?

    Beijos e parabéns ao blog!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Fábio

      Se você já está sentindo melhoras, é bom que espere mais tempo, para que altere a dosagem do medicamento (só poderá ser feita por seu médico), pois muitos organismo levam mais tampo para usufruírem dos efeitos totais do antidepressivo. Também gostaria que lesse o meu artigo OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

      Um grande abraço para você,

      Lu

      1. Deyse

        Oi Lu!
        Quanto tempo! Estou voltando pra dizer que já iniciei o desmame da medicação, estou tomando 15 mg de escitalopram! Porém hoje tive uma crise de ansiedade! Coisa que não sentia há certo tempo! Confesso que bateu desespero, chorei muito, com medo que volte toda a síndrome de pânico e a TAG! O que faço Lu?!

        1. LuDiasBH Autor do post

          Dayse

          Como está sendo feito o desmame? Você estava tomando 20 mg? Mas não se preocupe, pois é por ocasião do desmame que o psiquiatra analisará se você está apta a parar o tratamento, ou não. Não há porque cair em desespero. Se ainda não for o momento de parar, basta voltar à dose que tomava e tudo se resolverá. Acompanhe direitinho o desmame e vá anotando o que sentir. Retorne a seu psiquiatra quando julgar necessário. Continue POP! Volte para me trazer notícias.

          Abraços,

          Lu

  33. Renata

    Olá, Lu!
    Tenho fibromialgia e ansiedade, não consigo dormir nem com o Alprazolam, tomei fluoxetina um tempo, mas piorava minha dor no corpo e parei. Fui ao médico e ele me receitou o Escitalopram de 10 mg, mas estou com medo de tomar, pois antidepressivos me causam aumento de ansiedade. Você acha que ele é melhor que a Fluoxetina, dá mais sono ou menos sono que a Fluoxetina? Sinto muita fraqueza nas pernas com a Fluoxetina, você não sentia nada quando tomava ela?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Renata

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, não tem sido poucas as pessoas que aqui chegam falando de TAG (Transtorno da Ansiedade Generalizada). O bom é que os antidepressivos estão cada vez mais modernos para combater os transtornos mentais. O oxalato de escitalopram encontra-se entre os antidepressivos mais receceitados pelos psiquiatras, como poderá ver aqui, através dos comentários. E uma de suas funções é exatamente combater a ansiedade.

      Renata, todos os antidepresssivos trazem efeitos adversos no início do tratamento, que depois de duas a três semanas passam, vindo os bons resultados. O período inicial do tratamento é realmente muito sofrido, e muitas pessoas sentem-se piores do que antes de iniciarem-no. Contudo, todo o sofrimento vale a pena, depois de passado o período difícil. A pessoa passa a ter uma vida equilibrada. Os antidepressivos só causam ansiedade na fase inicial do tratamento. Seu médico poderá lhe passar um tranquilizante para tomar junto. Já tomei a fluoxetina e senti-me muito bem. Só mudei para outro antidepressivo quando ela deixou de fazer efeito, após longos anos. Nem me lembro mais como me senti no início do tratamento com ela.

      Os efeitos adversos dos antidepressivos variam de organismo. Não são os mesmos para todas as pessoas. Algumas têm muito sono, outras insônia, uns têm muito apetite e outros não conseguem comer quase nada. Mas, com o tempo, o organismo vai se adaptando ao remédio, equilibrando-se. Penso que você irá dar-se bem com o oxalato de escitalopram, que é um medicamento relativamente moderno, e muito usado. O que não pode é ficar sem fazer o tratamento, pois as crises vão ficando cade vez mais fortes, até passar a ter SP (Síndrome do Pânico). Estou torcendo por você. Quanto à fibromialgia, segundo um médico que escreve no meu site, três yakults (bebida fermentada com lactobacilos) diários são excelentes no combate da doença. Continue em contato conosco.

      Abraços,

      Lu

  34. Jaqueline Autor do post

    Olá, Lu!
    Sou nova aqui, e estou muito mal novamente, tenho TAG há quase um ano e tomo o escilex de 10mg. Só que eu parei há quase um mês, por conta própria, e há uns 5 dias começaram as crises horríveis e voltei a tomar o escilex, só que estou tendo uns sintomas piores que os de antes, como ondas de frio e calor,tortura, enjoo, dor nos braços e pernas , aperto no peito, dor no estômago e sentimentos ruins. Queria saber se isso é porque eu voltei a tomar o remédio (efeitos colaterais), ou minha ansiedade piorou. Voltei a tomar faz 3 dias e parece que piorei !? Me ajude, por favor!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Jaqueline

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, seu psiquiatra deveria ter lhe avisado que não se pode parar por conta própria de tomar o antidepressivo. Quando isso acontece, além do sofrimento com a abstinência, o retorno ao medicamento ainda é mais sofrido. Os efeitos colaterais parecem ficar ainda mais fortes. Portanto, é normal que se sinta pior do que antes. Sua ansiedade aumentou, sim, mas por ter deixado de lado o antidepressivo, sem a orientação médica. Não faça isso jamais. Siga direitinho a prescrição médica.

      Jaqueline, alguns sintomas adversos, quando acontecem, devem ser comunicados ao médico. Vou lhe passar o link de alguns textos que irão ajudá-la. Continue em contato conosco, contando-nos como vai o seu tratamento. Seja POP (paciente, otimista e persistente). Leia também, aqui no site, comentários de pessoas com o transtorno de ansiedade generalizada.

      Abraços,

      Lu

  35. Michele

    Oi, Lu!
    Fui diagnosticada com TAG e Compulsão alimentar. Não sou obesa por sorte, sei lá, mas engordei muito desde que me tornei mãe. Problemas de saúde, familiares e no serviço me levaram a desenvolver o transtorno, ou a demonstrá-lo, não sei! Mas o médico me receitou Reconter 15 mg e Topiramato 50mg. Passei dias terríveis, exatamente 5 dias, e desisti… Sei que não devia, mas me senti pior que antes do remédio. Li aqui que é normal, mas fiquei com muito medo. Pensei em procurar outro médico, mas todos os remédios me trarão efeitos colaterais e sempre fui adversa a remédios controlados…

    Sei que é difícil me ajudar assim, mas vim desabafar! Há lugares de que quero sumir, sair correndo… Há dias que não quero nem me levantar da cama. Sinto angústia, doenças psicossomáticas, meu relacionamento está se desfazendo e no período menstrual parece que vou morrer de tanto sofrimento. Tem que rir, já que chorar a gente chora quase todo dia. Será que vamos passar a vida inteira lutando contra isso?

    1. LuDiasBH Autor do post

      Michele

      Seja bem-vinda à nossa imensa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, ao ler os comentários, poderá ver quão grande é o número de pessoas diagnosticadas com TAG, o que, em muitos casos, leva à compulsão alimentar. Resolvendo o primeiro problema, o segundo logo será sanado. Penso que os problemas apenas trouxeram seu transtorno à tona, pois esse jazia oculto como um iceberg. Mas não se preocupe mais com isso, agora que será medicada, ganhará melhor qualidade de vida. Siga em frente!

      Michele, você é a segunda pessoa que me escreve hoje dizendo que está tomando um antidepressivo juntamente com o Topiramato, o que me leva a crer que o segundo seja muito bom. Não resta dúvida de que os dias iniciais do tratamento são mesmo um pesadelo para a maioria das pessoas, que ficam piores do que antes. O bom é saber que essa turbulência possui tempo definido. Dentro de duas a três semanas os efeitos ruins vão passando e aparecendo os bons. O importante é não parar o tratamento, caso contrário, as crises serão cada vez mais fortes. Portanto, seja POP (paciente, otimista e persistente) e elimine a palavra “medo” de sua vida. Assim que os bons efeitos surgirem, os problemas familiares e no trabalho irão passar, também. Converse com seu marido a respeito de seu problema, para que ela possa compreendê-la melhor. Pode também pedir a seu psiquiatra que faça isso ou pedir que ele (seu marido) leia os comentários aqui. Diga-lhe que se trata apenas de uma fase e que você precisa de contar com a ajuda dele. Seja humilde ao falar de si e ao pedir ajuda.

      Todos os antidepressivos trazem efeitos adversos. Elimine o seu preconceito contra os remédios controlados, pois são usados por portadores de vários problemas de saúde: diabéticos, hipertensos, cardíacos, depressivos, etc. Nós só temos a agradecer à Ciência por oferecê-los a nós. Ponha mais otimismo em sua vida, a partir do uso do medicamento. Não se deixe levar por possições preconceituosas que ainda existem em relação aos problemas mentais. Eles crescem assustadoramente em todo o mundo.

      Michele, a sua vontade de sumir, não querer se levantar da cama, angústia… Tudo está ligado ao estado de saúde pelo qual passa. Mas não se desanime. Faça o tratamento direitinho e sua vida será outra. Mire-se nos exemplos dos colegas de caminhada aqui deste site. Leia suas histórias, recaídas, esperanças, e a luz no final do túnel que encontram. Não entregue os pontos. Viver é lutar todos os dias. Procure uma ginecologista para ver o seu problema menstrual, há muitos medicamentos para conter tal síndrome. Estanque essas lágrimas, fazendo o tratamento direitinho. Você deve, você é capaz de fazer o tratamento! Mire-se na nossa força. Quero sempre notícias suas. Conte com nossa ajuda, sempre. Você não se encontra só!

      Abraços,

      Lu

      1. Cesar

        Boa-tarde Lu, tudo bem?
        Estou melhorando bastante, ainda tenho, às vezes, aquela ansiedade que quer dar uma subidinha na pressão, aí tomo um frontal e tudo se acerta. Meu médico aumentou minha dose de escitalopram para 1 e meio por dia, estou tomando também arsênico homeopático, e hoje comecei a tomar floral, recomendado pela minha psicóloga. Será que não faz mal todos esses remédios? Academia e regime também, 15 kg menos. Percebi que quando vou medir minha pressão, ela dá um pouco alterada, trazendo muita ansiedade, tenho que parar de medir, pois não tenho problema algum físico.

        Abraço!

        1. LuDiasBH Autor do post

          César

          Os remédos homeopáticos não apresentam problemas, pois a dosagem é muito pequena. O floral pode ser tomado até por crianças. É totalmente inofensivo. Fique tranquilo. Quanto à pressão, você pode estar passando por uma hipertensão psicológica, ou seja, ela aumenta em razão de sua ansiedade ao medi-la. O bom mesmo é parar de medi-la. Não alimente a sua hipocondria. Parabéns pelos 15 kg perdidos, se essa era a sua intenção. Mas não abuse da academia, pois o corpo também precisa de descanso. Sinto-me feliz ao receber as notícias relativas à sua melhora. Maravilha!

          Abraços,

          Lu

      2. Michele

        Oi, Lu!
        Demorei, né… Estava no buraco da ansiedade. Tive uma crise tensa e fui a outro médico, que me receitou Sertralina e Topiramato, esse novamente.Tomei hoje já, alguns efeitos colaterais, mas nada que não suporte. De qualquer forma preciso seguir adiante, porque não dá pra viver com sentimentos ruins dentro de nós.

        Obrigada por sua preocupação. Estarei sempre aqui contando minha evolução.

        Beijos

        1. LuDiasBH Autor do post

          Michele

          Eu já estava com saudades suas.

          Amiguinha, a luta é grande até acertar com aquele medicamento que irá fazer toda a diferença. Isso acontece com todos. Continue POP. Seguindo sempre em frente. E não suma!

          Beijos,

          Lu

  36. Vinícius

    Boa-tarde, Lu!

    Desse mal todos sofremos, mas ainda bem que tem esses santos remédios para nos ajudar. Os seus textos estão ótimos, continue assim.
    Parabens, abraço!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Vinícius

      Quanto mais informados estivermos, mais fácil será o nosso tratamento. Que bom saber que estou ajudando!

      Abraços,

      Lu

  37. Bruna

    Bom-dia, Lu!
    Graças a Deus encontrei um lugar onde vejo que não somos (eu e meu marido) os únicos a passararmos por momentos difíceis! Vou tentar ser breve.

    Sou esposa de uma pessoa que tratou por anos a fio de depressão, pânico e chegou a ser diagnosticado como Bipolar, e nos últimos anos ficou sem tratamento, e tentando levar a doença do jeito mais natural, deixando os que vivem com ele, preocupados e esgotados. Consegui convencê-lo e 6ª feira (02/09) ele foi à consulta com psiquiatra. Foi diagnosticado com Transtorno de Ansiedade aumentado pelos fatores externos que inflamam “a doença”, mas não são os causadores do transtorno, como meu marido pensava. Achava que estava desse jeito devido aos problemas enfrentados. Como sempre digo, o remédio não é pra solucionar os problemas, mas o ajudará a ter força e coragem de enfrentá-los!

    Hoje posso dizer que estou esgotada, cansada, porque tenho que ser forte por todos (porque tenho 2 filhos pequenos). Fui muito acusada pelo meu marido por tudo que acontece com ele, mas sei que isso também é um tipo de fuga. Hoje ele está no seu 6º dia de 10 mg de oxalato de escitalopram e posso dizer que está numa “fossa” danada. O que posso fazer pra ajudá-lo? Já disse que ele tem que ter paciência e força, que dias melhores virão, mas meus dias, meses e posso dizer anos, não estão sendo fáceis. Deve ser hereditário pois a família (tios e primos) a maioria são assim também!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Bruna

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, posso imaginar como têm sido difíceis os tempos pelos quais passa, mas o importante é olhar para frente, pois o presente é uma ponte entre o passado e o futuro. Enquanto um já ficou para trás, o outro dependerá do modo como vivemos o “agora”. E quanto mais otimismo injetarmos em nossa vida, mais fáceis serão os nossos passos, por mais forte que seja a tempestade. Pesquisas médicas comprovam que os otimistas possuem melhor respostas nos tratamentos. Já que tristeza e derrotismo não acrescentam nada à nossa vida, caminhemos para frente, pois tudo na vida passa. Saiba também que encontrou um cantinho bem especial, com uma família maravilhosa.

      Ao contrário do que seu marido pensava, a TAG é também responsável pela falta de sucesso nos negócios, pois ele não se encontra equilibrado emocionalmente para tomar decisões. Um erro vai caindo sobre outro, formando um tenebroso labirinto, um buraco sem fundo, uma mistura explosiva. É humanamente impossível tomar decisões quando se está sob o fardo de uma ansiedade sem limites. Assim que o medicamento passar a fazer efeito, tudo irá mudar para ele. Você tem toda a razão, quando diz que o medicamento dará a ele o equilíbrio necessário para a resolução dos problemas. Quanto às acusações, não as leve a sério, pois não são culpa dele, que até agora não tem nenhum domínio sobre si. Somente quem sofre de TAG sabe o inferno que é a vida antes do tratamento, como você poderá ler nos comentários. Passe uma borracha nisso tudo e encare a vida daqui para a frente. Nada de ficar ruminando o passado, pois isso só fará mal aos dois e às crianças.

      Bruna, é preciso que você se prepare para ajudá-lo nessa fase inicial do tratamento. Todo antidepressivo traz efeitos adversos que passam depois de duas a três semanas, de acordo com cada paciente. Não é um período fácil, pois a pessoa parece ficar pior do que antes de iniciar o tratamento. Umas, ingenuamente, até param o tratamento, ficando as crises ainda mais severas. Não permita que ele faça nada sem o consentimento médico. Acompanhe-o com atenção e, sempre que necessário, entre em contato com o médico. Diga a seu marido que ele precisa ser POP (paciente, otimista e persistente). Convide-o a ler os depoimentos e os textos. Se necessário, veja com o psiquiatra se ele pode passar um tranquilizante para ele.

      Lindinha, o Transtorno da Ansiedade Generalizada (TAG) tem sido uma constante na vida de muitas pessoas, como poderá comprovar lendo os comentários aqui. O melhor de tudo é que existem excelentes medicamentos no mercado, que permitem a essas pessoas levarem uma vida cada vez mais normal. O primeiro passo é aceitar que se está doente e que é preciso ser medicado. Daí para a frente o organismo irá se equilibrando e tudo se encaixará, tornando a vida bem mais fácil. O fato de o seu marido ter aceitado fazer o tratamento é uma grande vitória. Estou feliz por ele e por você. Quanto a você, minha amiguinha, precisa relaxar para ajudá-lo nessa primeiras semanas. Peça ao médico para receitar-lhe um calmante fitoterápico. Eu também venho de uma família com depressão hereditária. Tomo antidepressivo desde adolescente e encontro-me muito bem. É claro que também tenho dias bons e outros nem tanto, mas por isso passam todos os viventes, pois faz parte de nossa humanidade. Meu marido também toma antidepressivo. Formamos um belo par… risos.

      Bruna, fico feliz que tenha encontrado este cantinho e que dele tenha gostado. Saiba que somos todos seus amigos. Você não se encontra só. Gostaria de saber se toma algum antidepressivo e ter notícias diárias suas e de seu marido, nessa fase inicial.

      Um grande abraço,

      Lu

      1. Bruna

        Nossa Lu, que resposta maravilhosa e completa!Tem dias que precisamos falar… Hoje você respondeu tudo aquilo que precisava ouvir / ler! Obrigada!

        Eu não tomo antidepressivo nenhum, somente o marido é que está em tratamento.Mas vou passar pelo meu ginecologista e ele me ajudará nisso!
        Esse negócio de hereditariedade, tenho medo, pois meu filho de 8 anos, tem muito do meu marido, tanto é que estou levando no neuropediatra, investigando se têm Defict de Atenção a pedido da escola.

        Beijos e logo logo posto pra você saber como estamos.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Bruna

          Leve seu filho direitinho ao médico, conforme pedido, mas não se preocupe com isso, pois a medicina encontra-se cada vez mais avançada, com medicamentos eficazes. Pense em como viviam as crianças antigamente, quando a Ciência ainda engatinhava na área mental. Hoje é uma maravilha.

          Beijos,

          Lu

      2. Aliane

        Lu, boa-noite!
        Faço tratamento há 1 ano e 2 meses de depressão, transtorno do pânico e ansiedade, e agora minha médica descobriu que estou com um transtorno de dissociamento. Não sei o quee fazer. Continuo tomando oxalato de escitalopram 30 mg e agora ela acrencentou respiridona de 1 mg e revotril de 2 mg e quer trocar pra um chamado amitripitilina. Eu estou em pânico, já não sei mais o que tenho nem quem sou. Estou chata, deprimida, mudando de humor a todo momento, com vontade de correr, de sumir, e muito triste.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Aliane

          Fique tranquila, minha amiguinha, pois tudo se ajeita. É muito importante que você confie em sua médica para que possa ter eficácia em seu tratamento. Se assim não for, opte por outro profissional, pois a confiança entre médico e paciente ajuda muito no tratamento. Saiba que os medicamentos usados para tratar a depressão, SP e a ansiedade ajudam no tratamento do transtorno dissociativo de identidade, também conhecido por transtorno de múltiplas personalidades, junto à psicoterapia.

          Amiguinha, se tiver dúvida quanto à troca de medicamentos que a sua médica quer fazer, converse com ela, para que lhe explique quais serão as vantagens. A amitriptilina é um antidepressivo muito conhecido, que se encontra na lista de medicamentos essenciais da organização mundial de saúde (OMS), portanto, nada há a temer. Trata-se de uma medicação muito usado em todo o mundo.

          O que fazer: comece ficando calma. Leve seu tratamento adiante e acredite que irá ficar boa. Hoje a medicina encontra-se muito avançada no campo da saúde mental. Não pare de tomar nenhum remédio sem o consentimento médico. Quanto mais tranquila ficar, mais rápido serão os progressos. É normal que se sinta “chata, deprimida, mudando de humor a todo momento, com vontade de correr, de sumir, e muito triste”, mas tudo isso não passa de uma fase em sua vida. O importante é que se encontra em tratamento.

          Aliane, gostaria que me escrevesse sempre que possível. Ficaremos sempre em contato. Conte comigo. Estarei sempre esperando seu comentário.

          Abraços,

          Lu

        2. Aliane

          Oi, Lu, bom-dia!
          Muito obrigada por tudo. Eu confio na minha médica, mas estava bem mesmo, e do nada acotece isso de acrescentar mais uma doença, que eu nem sabia que existia. Minha querida Lu, estou muito triste, mas confiante que vou ficar bem em nome de Jesus.

          Beijos

        3. LuDiasBH Autor do post

          Aliane

          O diagnóstico de problemas mentais são por vezes muito difíceis, podendo sua médica ter-se enganado. Aguarde mais um tempo para uma reavaliação. Jogue a tristeza fora e fique apenas com a confiança. Logo tudo isso irá passar. Venha sempre conversar conosco.

          Beijos,

          Lu

  38. Janaína Autor do post

    Lu
    Estou mal faz uns 6 meses. Mas sempre naquela montanha russa, bem mal e vice-versa.Tomei durante um mês os florais de Bach e pra falar a verdade não sei se me ajudou de fato. Fui ao psiquiatra que me diagnosticou com depressão pós parto, tenho lido sobre os sintomas e sei também que posso ter TOC, pois tenho muitos pensamentos intrusivos que me perturbam muito. A médica me medicou com escitalopram, que estou tomando faz 16 dias. Os pensamentos diminuíram, mas apareceu com mais freqüência um sintoma que eu senti no início algumas vezes.Tenho a impressão de que minha vida não é real com muita frequência, quase o dia todo parece que vou acordar e era tudo um sonho. Isso me causa muito medo e angústia, pois tenho medo de perder minha filha, pois às vezes tenho a impressão que ela não existe “DEUS ME LIVRE”. Agora não sei se isso é pensamento do TOC ou despersonalização, transtorno esse pouco estudado.

    Estava vendo um video no you tube e tem uma menina que tomou venlafaxina e está recuperada da despersonalização, será que o escitalopram pra mim não está fazendo efeito? Ou é muito cedo ainda pra dizer? Alguém com o mesmo problema ou parecido? Alguma mãe com dpp? Me ajudem.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Janaína

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, você vai começar mantendo a calma e vendo tudo dentro da normalidade. Os sintomas citados por você fazem parte da fase adversa do medicamento, inclusive a despersonalização. Saiba, porém, que isso acontece com muitos usuários de antidepressivo, na fase inicial, que dura em torno de três semanas, dependendo de cada organismo. Realmente não é fácil passar por esse período de turbulência, mas saiba que logo estará vendo céu azul. Como já faz mais de 15 dias que está tomando o oxalato de escitalopram, significa que está saindo dessa turbulência ocasionada pelo remédio. Ao ler os comentários verá que a grande maioria passa por isso. Não tenha medo. O importante é que esteja sempre em contato com sua médica, repassendo tudo que esteja sentindo.

      Jana, sua vida é real. Pense sempre nisso! Quando tal sensação vier a acontecer, repita para si mesma que se trata de um efeito adverso do medicamento, mas que já está passando. Não deixe sua mente tomar o comando de sua vida, a ponto de fazer com que você aceite que a ilusão seja realidade. E não deixe de falar sobre isso com a sua médica e seu esposo. Peça a ele para observá-la nessa fase. Certo? Eu sempre digo que nesse período é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente).

      Amiguinha, não fique buscando respostas na internet. Informações, sim, mas em sites confiáveis. Somente um psiquiatra poderá ao paciente o que tomar, e isso depois de uma longa conversa. Lembre-se de que cada organismo pode reagir de um modo diferente à medicação. Além disso, nem todo antidepressivo pode ser receitado a uma pessoa, pois entram outras questões, como cardíaca, hipertensão, etc. Esqueça as receitas baratas do Dr. Google. Informar não é o mesmo que receitar. O segundo depende de olho no olho e muita conversa, além de conhecimento do histórico pessoal e familiar do paciente. E é muito cedo para tirar qualquer tipo de conclusão sobre o medicamento. Talvez sua médica possa lhe passar um ansiolítico. Converse com ela.

      Dentre os comentários encontrará muitos casos de depressão pós parto. Leia com calma. Não se sinta só, venha sempre aqui conversar conosco.

      Um beijo para você e outro para sua filhinha que deve ser muito linda. E pensamento positivo, minha amiguinha.

      Lu

    2. Maria

      Janaína
      Eu também estou no décimo sexto dia de escitalopram. Tenho pânico e depressão. Estava com as duas coisas e comecei a tomar o remédio de 5 mg. A ansiedade melhorou e nao tive mais crise de pânico, entretanto noto que a depressão piorou. Não tenho vontade de fazer nada, ao contrário de antes, que tinha ansiedade, mas estava mais animada. Hoje mesmo tomei o comprido e senti mal, parecendo que estava caminhando nas nuvens e que tinha despersonalizado. Achei que ia ter um AVC. Vim pra este cantinho da Lu, onde estou escrevendo. Aquela sensação ruim está passando.E acho que é a fase inicial do tratamento que é muito ruim. Temos de ser POPs.

      Um abraço e fé em Deus.

  39. Fábio

    Olá, minha querida! Adorei o blog, queria expôr uma questão.
    Fui diagnosticado com depressão aguda e o meu psiquiatra receitou-me escitalaprom; faz 3 semanas que estou a tomar e não tive efeitos secundários nenhuns até agora, mas não vejo assim grandes melhoras. Acha que tenho que esperar mais um pouco para ver os resultados positivos?
    Tomo 10 mg de manhã e estava mesmo a pensar em aumentar a dose para os 20 mg, mas não queria aumentar por conta própria, mas a consulta com o psiquiatra é só daqui a 4 meses. O que faço?

    Beijinhos de luz e amor!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Fábio

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, você se encontra na fase inicial do tratamento, quando o seu organismo ainda está em fase de adaptação ao antidepressivo, ou seja, arrumando a cama para ele se deitar. É realmente muito bom o fato de não ter passado pelos terríveis efeitos adversos, mas ainda assim faz-se necessário aguardar os bons resultados, cujo tempo varia de pessoa para pessoa. Você terá que esperar pelo menos 30 dias. Existem pessoas que vão sentir os bons efeitos lá para o segundo mês. Você diz que não viu “assim grandes melhoras”, o que significa que “pequenas” têm aparecido. Saiba que nós, usuários de antidepressivos temos que ser POPs (pacientes, otimistas e persistentes). Temos que trabalhar com o tempo, também. E quanto mais tranquilos e positivos procurarmos ser, mais rápidos serão os resultados, conforme comprovam pesquisas médicas.

      Fábio, você precisa esperar mais tempo. Vá anotando tudo que se passa com você durante esse tempo, para levar para seu psiquiatra. Não adianta ficar pulando de um medicamento para outro. Eu também tomo 10 mg de oxalato de escitalopram há muitos anos (sou depressiva crônica) e tenho me dado muito bem.

      Amiguinho, somente seu médico, depois de uma avaliação de sua saúde, poderá fazer qualquer mudança na dosagem. O retorno ao psiquiatra, no início do tratamento, se tudo correr normal, deve acontecer após 30 dias e não quatro meses. Pelo menos é o que acontece aqui no Brasil (pelo modo como escreve, imagino que seja português). O retorno após quatro meses é inviável, até porque o médico tem que avaliar como o organismo do paciente está reagindo ao medicamento, pois há casos severos em que precisa ser suspenso. Não aumente a dose, pois poderá sofrer com os efeitos adversos. Devemos tomar somente a dosagem que nos é suficiente para, no futuro, quando o organismo exigir mais, possa ser aumentada. Lembre-se de que você se encontra no início do tratamento.

      O que faz? Aguarde 30 dias, caso não tenha efeitos insuportáveis, e retorne a seu psiquiatra para que ele o avalie. Não aumente a dosagem. E também não suma deste espaço.

      Abraços,

      Lu

      1. Inês

        Oi, Lu!
        Fugi um pouco de cometar aqui para não aborrecer vocês com um monte de queixa nos dias mais difíceis. Faz duas semanas que estou tomando a Fluô e acho que estou finalmente melhorando a minha ansiedade. Comecei também a terapia para aprender a me preocupar de forma eficaz e não preocupar-me com tudo à toa. Seu blog tem me ajudado muito. Adorei ler os sensíveis flagrantes da vida real do Dr. Ivan Lage. Continue o bom trabalho que continuo dando notícias.

        1. LuDiasBH Autor do post

          Inês

          A função deste cantinho é nos ajudarmos mutuamente. Não há nenhuma preocupação com as queixas dos dias mais difíceis. De que nos adiantam os amigos somente das horas boas? Deles eu abro mão. Portanto, florzinha, nada de ausência. Fico alegre com o descortinar das melhoras, dona POP. Quanto aos textos do Dr. Ivan Lage, eles são maravilhosos. Viu o quanto aquele homem é generoso? O seu trabalho é de tocar o coração.

          Um beijo no seu coração,

          Lu

      2. Fábio

        Olá, minha querida, Lu, daqui fala o Fábio de Portugal 🙂

        Venho agradecer a força e as dicas que me deu para esperar os 30 dias para o antidepressivo começar a fazer efeito. Na verdade passado os 30 dias já me sinto muito melhor, já não me sinto tão apagado da minha mente… Espero que com o tempo ainda novas melhorias possam surgir…

        Obrigado e um beijo!

        1. LuDiasBH Autor do post

          Fábio

          Fiquei feliz com as suas notícias. A tendência é ficar cada vez melhor à medida que o medicamento pontencializa seus efeitos positivos. Não vá nos abandonar. Conheça outras partes do site. Convide seus amigos portugueses para conhecer nosso espaço, que conta com mais de 30 categorias diferentes.

          Abraços,

          Lu

    2. Gustavo

      Que lindo texto, que redação, que proximidade com os vocábulos. Parabéns!

      1. LuDiasBH Autor do post

        Gustavo

        O seu comentário, apesar de diminuto, trouxe-me lágrimas aos olhos. É preciso haver muita generosidade dentro do coração, além de uma profunda sensibilidade, para repassar a outrem palavras tão carinhosas e incentivadoras. Sinto que você é alguém muito especial, do tipo de pessoa que faz toda a diferença em prol de um mundo melhor.

        Amiguinho, muito obrigada! Será um prazer contar com sua visita, sempre! Conheça outras categorias do site, que perfazem um total de 32, com os mais variados assuntos.

        Abraços,

        Lu

  40. Rodrigo

    Olá, tudo de bem?
    Estou com uma infecção urinária recorrente. Meu urologista passou Macrodantina e Oxe, pois informou que esse último ajudaria a tirar a sensibilidade da bexiga e da uretra, o que me faz ter vontade de urinar com frequência (perco a conta de quantas vezes vou ao banheiro por dia). Queria saber se essa combinação de medicamentos é normal, pois não tenho sintomas de ansiedade incontroláveis. Achei estranho. Gostaria de ajuda.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Rodrigo
      Seja bem-vindo a este blog. Sinta-se em casa

      Amiguinho, para ser franca, eu não sabia que o oxalato de escitalopram pudesse ser usado para tal fim. Mas pensando bem, acho que o seu urologista tem razão, pois a sensibilidade da uretra e da bexiga desperta a vontade de urinar. E o antidepressivo irá controlar esse desejo constante, ao equilibrar o organismo, ainda que a ansiedade seja amena. Tenha a certeza de que ele sabe o que está fazendo, pois um deslize poderia acabar com sua carreira. Contudo, para que não paire nenhuma dúvida, e também para que fique tranquilo, não hesite em questioná-lo. Faça-lhe todas as perguntas que julgar necessárias. O médico tem o dever de tirar todas as dúvidas de seus pacientes.

      Abraços,

      Lu

  41. Inês

    Lu,um alô de Portugal!

    Eu fiz o tratamento inverso do seu. Fiz com escitalopram durante 9 meses para ansiedade e me sentia muito bem. Depois o médico (psiquiatra) decidiu pela retirada do remédio. Em três semanas estava de volta ao consultório, pior que no início. Me receitou então a fluoxetina e comecei a tomar há cinco dias atrás, dia sim e dia não, de 20 mg, pois aqui não existe dose menor. Estou me sentindo muito agitada, ansiosa com tremor nas mãos e tenho tomado medicação para dormir (trazodona). Eu sou positiva, penso que isso vai passar, mas o escitalopram não deu nada desses sintomas, apenas sonolência, acho que preferia ter continuado com ele mesmo.

    Este blog me dá força para este período inicial de tratamento tão difícil. Entretanto, vou começar psicoterapia, pois nunca tive depressão e a ansiedade vem do nada, então o médico acha que seria bom tentar descobrir se tem algo por detrás disso.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Inês

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha portuguesa, eu não entendei o porquê de seu médico ter retirado o oxalato de escitalopram, uma vez que estava se sentindo bem com ele. Normalmente, só se muda a dosagem ou o medicamento, quando não está fazendo efeito ou trazendo muitos sintomas adversos para o paciente. Em relação à sonolência, se tomava o medicamento durante o dia, poderia ter passado a tomá-lo à noite.

      O que você está sentindo são os efeitos adversos da fluoxetina, que normalmente duram cerca de duas a três semanas, dependendo de seu organismo. A fase inicial é mesmo muito difícil. É preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). Tenha a certeza de que tudo isso irá passar e você terá qualidade de vida. Não pare sem o consentimento médico, pois a ansiedade, se não tratada, resvala para a Síndrome do Pânico. E continue em contato conosco.

      Grande abraço,

      Lu

      1. Inês

        O médico me retirou o escitalopram (aqui se chama só assim) porque acreditava que o meu tratamento havia terminado, pensávamos que a minha ansiedade havia ficado controlada. Porém não, e aí ele decidiu substituir pela fluoxetina. Estou indo fazer psicoterapia na próxima semana para ver se também ajuda. Depois falo pra vocês sobre os resultados. Esta manhã me senti um pouco melhor, cabeça mais limpa, mas o que me enerva mesmo é não conseguir dormir sem ajuda de outro remédio :s. Tenho medo de ficar dependente. Mas vou rezar para que seja só essa semana até os efeitos maus da fluoxetina irem embora e ficarem só os bons.

        Obs.: a mulher do meu pai é brasileira por isso me sinto tão bem desse lado do oceano como do outro.

        Abraços

        1. LuDiasBH Autor do post

          Inês

          Infelizmente não tem como o profissional saber, com exatidão, quando retirar o antidepressivo. Por isso, acontece de ele o retirar e depois ter que voltar com o tratamento, como aconteceu com você. Mas se estava dando bem com o escitalopram, por que mudou para a fluoxetina? Quanto à psicoterapia, se o seu problema tiver origem traumática, ela será ótima. Não seriam saudades do Brasil e a adaptação a uma nova cultura?

          Amiguinha, o ansiolítico é muito importante na fase inicial do tratamento, inclusive para ajudar a dormir. Mas assim que seu organismo adaptar-se bem ao antidepressivo, não mais haverá necessidade de fazer uso do mesmo. Não se preocupe com isso agora. A dependência não é assim como pensa, pois exige um tempo bem maior.

          Recebo muitos comentários de pessoas de Portugal. Inclusive tenho um leitor diário da cidade do Porto. Repasse o endereço do blog para seus amigos aí. Seja a minha representante… risos.

          Aguardo notícias suas. Abraços,

          Lu

        2. Inês

          Combinado, Lu. Serei sua representante para todos os que precisem aqui, também na cidade do Porto. Seu blog é o melhor ansiolítico possível.

          O médico quis experimentar a fluoxetina porque eu tive muita dificuldade no desmame do escitalopram. Já pensando no futuro, ele quis trocar. Mas mesmo no início, eu me sentia melhor com o escitalopram. A fluoxetina está sendo muito mais difícil de passar o período inicial. Para a semana vou aumentar a dose consoante as indicações e esperar mais dez dias e, se não melhorar, vou pedir para voltar ao esc. A psicoterapia é para ajudar a perceber se a ansiedade é causada por algum problema que eu não assumo nem para mim mesma, ou se é mesmo crônica. Essa noite me lembrei do seu POP e me ajudou imenso, pois mesmo com palpitações, peguei no sono. Obrigada por nos ouvir sempre, querida.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Inês

          Para se ter certeza sobre os efeitos do medicamento em nosso organismo é necessário esperar, pelo menos, um mês. Há pessoas em que os efeitos adversos demoram mais a passar. Ao mudar da fluoxetina para o oxalato de escitalopram e vice-versa faz-se necessário um período de espera, como explico em um dos textos. Sua psicóloga só irá encontrar em você saudades do Brasil… risos.

          É isso, amiguinha, nós somos POPs e nada irá nos derrubar. Tome um leite morno antes de deitar-se. Obrigada por ser minha embaixadora aí. Lembre-se de que o blog possui 32 categorias. SAÚDE MENTAL é apenas uma delas.

          Beijos,

          Lu

        4. Inês

          Obrigada, Lu pela, por sua resposta sempe pronta. Há quase uma semana com a fluô e acho que melhorei um pouco. Meu sono está regularizando com doses mínimas de calmante, meus pensamentos mais leves. Só tenho muita palpitação no peito na hora de deitar e levantar, mas sou POP e isso vai passar. Vamos torcer para que aumentando a dose nesta semana tudo se mantenha igual. Tenho lido outros textos do seu blog sim, que me têm feito sorrir bastante. Você é grande!

        5. LuDiasBH Autor do post

          Inês

          À medida que o organismo vai se acostumando com o antidepressivo, os efeitos ruins vão acabando e os bons aparecendo. Tudo é uma questão de paciência. Para relaxar mais, poderá fazer uso de chá de camomila, seis vezes ao dia. Procure tomar um banhozinho tépido ao deitar-se e logo depois um copo de leite morno. Logo terá virado uma “anginha” de tão calma que se encontrará.

          Fico feliz ao saber que está lendo outras categorias do blog. Recomendo em especial VIDA SAUDÁVEL e também a ARTE DE VIVER. E continue POP, amiguinha. E grande é apenas a minha vontade de ajudar… risos.

          Grande abraço,

          Lu

        6. Dani

          Olá,Lu! Adorei seu blog!
          Tenho uma perguntinha. Eu posso tomar calmante naturais (ex. Valleriana) junto com a fluoxetina?

          Inté!

        7. LuDiasBH Autor do post

          Dani

          E eu adorei a sua presença aqui. Sinta-se em família.
          Amiguinha, os calmantes naturais são ótimos. Pode tomar, sim. Mas gostaria que você informasse sobre o fitoterápico que irá tomar a seu médico, pois alguns não se adequam ao organismo da pessoa.

          Inté!

          Lu

        8. Inês

          Oi Lu!
          Uma semana com a fluô e estou desesperando. Tem horas que a minha ansiedade é tanta que parece que vou morrer. Tem outras que não sinto ansiedade nenhuma. A insônia é terrível, mas durmo com a trazodona (acho que no Brasil se chama donofren). Tenho vontade de correr ao psiquiatra e pedir meu oxi de volta. Mas além dos 15 dias de pausa que teria de fazer ainda há o risco de na segunda volta não ter o mesmo efeito. Mais uma semana tentando ser POP. Nada fácil.
          Obrigada pela sua paciência. Beijo!

        9. LuDiasBH Autor do post

          Inês

          Minha guerreirinha POP, respire fundo e continue. Logo tudo terá passado. A fase inicial com qualquer antidepressivo costuma ser terrível. Algumas pessoas sofrem bem mais do que outras. Mas todas vencem, exceto aquelas cujo organismo não aceita a fluoxetina. Por isso, vá comunicado ao psiquiatra todos os efeitos adversos pelos quais está passando. Se não der bem com a minha amiga fluô, deverá voltar para os braços do Oxi, com a anuência médica. Mas não desanime. É assim mesmo! Procure preencher sua mente com outras atividades. Estou torcendo por você.

          Grande abraço,

          Lu

  42. Janaina

    Olá, Lu!
    Faz três dias que comecei a tomar escilapran 10 mg. E as minhas dúvidas são muitas, porque parece que os sintomas pioraram. Estou confusa. Seria bom pra mim conversar com alguém que já toma e tirar minhas dúvidas. Fui ao especialista que me receitou, pois estou sofrendo depressão.
    Obrigada!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Janaína

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, você encontrou o espaço certo, pois nosso objetivo aqui é trocar informações e ajudarmos uns aos outros. Antes de mais nada, saiba que, quando se começa o tratamento, é mesmo muito difícil, pois os sintomas ficam realmente piores do que antes. Não se trata de imaginação, isso acontece de verdade. É a luta do organismo para não aceitar uma substância nova. Mas, normalmente, depois de cerca de duas a três semanas, os sintomas ruins irão desaparecendo e os bons chegando. Nessa fase é preciso ter muita paciência, ser POP (paciente, otimista e persistente). Você está, portanto, na fase mais difícil, mas não desista, pois isso irá passar. E jamais pare sem consentimento médico, pois o retorno ao medicamento ainda é mais difícil, sem falar nas crises que se tornam mais fortes.

      Jana, o oxalato de escitalopram é um dos antidepressivos mais receitados pelos psiquiatras. Eu mesma faço uso dessa substância, pois também sou depressiva, e estou me dando muito bem com o medicamento. Já o tomo há mais de quatro anos. Fique tranquila. E qualquer dúvida, venha aqui conversar conosco. Leia também os comentários para ver que a grande maioria das pessoas passa pelos efeitos adversos. Siga em frente, minha querida. Estamos aqui para ajudá-la.

      Um grande abraço,

      Lu

  43. Cesar

    Boa tarde, Lu!

    Passei para falar que estou melhorando aos poucos, ainda tenho sintomas de ansiedade, 13º dia de ESC, tomei o frontal apenas nos primeiros 4 dias de trabalho, pois estava muito difícil. Ainda tenho alguns momentos de ansiedade, porém não deixo aquela adrenalina tomar conta, conseguindo controlar, meu medo é que a pressão suba com essa adrenalina, assim como subiu da outra vez.

    Queria muito também tirar uma dúvida, tem um polivitamínico chamado Viricaps, gostaria de saber se posso tomar junto com os remédio e também por estar passando por essa situação de ansiedade, sendo que na fórmula tem guaraná/cafeína.

    1. LuDiasBH Autor do post

      César

      Fico contente ao saber que continua melhorando. E olhe que ainda se encontra no início do tratamento, na fase dos efeitos adversos. Daqui para a frente se sentirá cada vez melhor. Lembre-se, contudo, de que terá momentos de ansiedade, pois isso é normal. A ansiedade só é ruim quando interfere na nossa sáude, quando aparece sem nenhum motivo. Aí, sim, é necessário buscar ajuda médica, como você o fez.

      Quanto ao polivitamínico seria bom que conversasse com seu médico em razão de sua pressão, que sobe com muita facilidade. O guaraná possui muita cafeína, sendo um estimulante energético. Pode ser que venha a aumentar a sua ansiedade e, consequentemente, sua pressão sanguínea. Leve para o médico ver a concentração do polivitamínico.

      Abraços,

      Lu

      1. Cesar

        Beleza, vou conversar com ele mesmo. A dificuldade que ainda sinto é de dirigir longe e sozinho, no resto está tranquilo.

        1. LuDiasBH Autor do post

          César

          À medida que seu organismo for se adaptando com o medicamento, essa dificuldade vai sendo eliminada. Por enquanto, tenha muito cuidado ao volante e procure sempre estar com alguém, já que isto lhe traz segurança.

          Abraços,

          Lu

        2. Cesar

          Olá, Lu!
          Venho contar que estou cada dia melhor, tomando escitalopram ainda. Nunca mais tive crise. Às vezes vem aquela sensação ruim, como se fosse ter uma e eu disvirtuo. Estou dirigindo sozinho, e, quando necessário, uma vez por mês ou até a cada dois meses, tomo meio frontal. Esta semana ando um pouco ansioso, mas nada demais também.

          Abraço!

        3. LuDiasBH Autor do post

          César

          Que maravilha! É bom saber que anda cada vez melhor. Ficar livre das crises vale todo o sofrimento inicial do tratamento. Quanto a andar ansioso, há muitos fatores contribuindo para isso, dentre os quais a proximidade do Natal, que sempre faz com que gastemos mais que o desejável, e essa crise pela qual passa este nosso pobre país e seu povo. Tem me feito sofrer ver o número crescente de pessoas vivendo na rua. Não há como não ficar triste e sem esperança diante de tanta canalhice de nossos Três Poderes. Portanto, essa sua ansiedade é mais do que normal.

          Abraços,

          Lu

        4. Cesar

          Bom-dia, Lu!
          Quanto tempo né, já estou 90% bom, mas ainda sinto dificuldade para dirigir até locais distantes, sozinho, por conta do trauma de ter passado mal dentro do carro, de moto vou tranquilo. Antes de ontem tomei o último escitalopram, pois meu médico mudou para venlift od 37.5 mg. Alega que, para os sintomas que restaram, ele irá tratar melhor.

          Abraço

        5. LuDiasBH Autor do post

          César

          Maravilha, meu amiguinho! Quanto à dirigir em locais distantes, isso se trata de um trauma. E se você mesmo já sabe qual é o motivo, fica ainda mais fácil saná-lo. Continue nos informando sobre seu tratamento, inclusive sobre a mudança para o Venlift. E não suma!

          Abraços,

          Lu

        6. Rick

          Minha amiga, Lu, tudo bem?

          Estou aqui para falar que estou ainda em tratamento. Tive alguns episódios hipocondríacos que contribuíram para minha ansiedade… Mas estou caminhando… Cantando… E seguindo a canção… Hoje tomo venlafaxina 75 mg e Alprazolan 2 mg ao deitar-me. Admito que ainda sinto coisas estranhas.. como despersonalização e desrealização. Porém, estou 70% curado. Faço terapia também, o que tem me ajudado bastante.

          Saudades, minha amiga.

        7. LuDiasBH Autor do post

          Rick

          Está tudo bem! A vida vai seguindo seu curso dentro da normalidade. E cada vez respondo mais comentários. Fico feliz ao saber que você se encontra bem melhor. Esses episódios hipocondríacos dependem muito de você. Procure não levá-los tão a sério. Quando vierem, desvie sua atenção. Essas “coisas estranhas como despersonalização e desrealização” irão passando aos poucos. Dê mais tempo para o antidepressivo agir. A terapia, junto ao tratamento psiquiátrico, ajuda bastante. E continue firme, garoto POP!

          Abraços,

          Lu

  44. Alexandra da Silva

    Olá, Lu!
    Mudei de escitalopram para paroxetina de 20 mg, faz 20 dias, mas ainda sinto um pouco de ansiedade e pensamentos ruins, mas estou levando. Gostaria de saber se você faz ou já fez terapia? Porque não vejo ninguém comentando. Eu estou fazendo e está me ajudando muito no problema da sensibilidade que tenho, porque no remédio sinto todas os efeitos adversos. Somos POPs!

    Um abraço

    1. LuDiasBH Autor do post

      Alexandra

      É normal a mudança de um antidepressivo para outro, até que se acerte naquele especial. É preciso fazer experiências, infelizmente. Quanto à psicoterapia, eu nunca fiz nenhuma. E, ao que parece, muitos poucos que aqui vêm o fazem. Se você está se sentindo bem, continue. Lembre-se de que mudar velhos hábitos e a maneira de enxergar a vida é fundamental. Releia o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

      Um grande abraço,

      Lu

        1. LuDiasBH Autor do post

          Alexandra

          Não há de que, minha amiguinha. Volte sempre.

          Abraços,

          Lu

  45. Marina

    Olá, Lu!
    Descobri hoje que meu irmão Arthur, de apenas 16 anos, precisará tomar este remédio. A primeira coisa que procurei foi a bula, e fiquei muito triste e preocupada com tantos efeitos colaterais. Inconformada tive que procurar alguma coisa sobre o Oxa que me alegrasse, e encontrei este texto, que foi uma das poucas coisas que me fez sorrir hoje. Obrigada!

    1. LuDiasBH Autor do post

      Marina

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, jogue essa sua preocupação fora, pois não é o bicho-de-sete-cabeças como pinta a bula. Os laboratórios são obrigados a colocar tudo ali, até mesmo um único fato acontecido. Saiba que os adolescentes têm muito mais facilidade de adaptação aos remédios do que os adultos. Eu também comecei a tomar antidepressivo ainda na adolescência, pois a minha depressão é hereditária. Não me lembro de ter sentido alguma coisa. Portanto, nada de preocupar-se com o Arthur, pois ele irá tirar de letra. Sem falar que a preocupação (pré-ocupação) é uma tolice que não leva a lugar algum. Deixe as coisas acontecerem normalmente. Não encha a cabecinha do garoto com informações negativas, certo?

      Marina, todo antidepressivo traz efeitos colaterais, embora algumas pessoas não sintam absolutamente nada, como poderá ler aqui nos comentários. Mas esses efeitos passam depois de duas a três semanas, vindo os efeitos bons. Pode ser que o Arthur, por ser muito jovem, não passe por eles (hoje, muitas crianças tomam antidepressivo). Apenas acompanhe-o para observar suas reações. Caso ache que alguma reação mais forte esteja acontecendo, entre em contato com o médico dele. No primeiro mês de tratamento, o contato com o psiquiatra deve ser mais constante. E continue me informando sobre meu mais novo paciente virtual (é o segundo com 16 anos aqui). Não se esqueça!

      O que está levando o Arthur a tomar antidepressivo?

      Abraços,

      Lu

  46. Cesar

    Boa tarde!
    Tive uma crise de ansiedade e minha pressão subiu muito, fiz todos exames e não tinha nada. O clínico recomendou sertralina, estava tomando por 15 dias, porém ainda com algumas crises, dirigir sozinho somente por perto. Hoje fui no psiquiatra que me passou o ESC 10 mg, disse que poderia parar com sertralina hoje e começar amanhã com ESC 10mg. Minha dúvida é se posso parar com a sertralina hoje, que tomei 9h da manhã, e iniciar o outro amanhã à noite?
    Obrigado!

    1. LuDiasBH Autor do post

      César

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Crises fortes de ansiedade podem provocar a hipertensão. Devem ser tratadas logo de início, para não resvalarem para as terríveis crises de pânico. O oxalato de escitalopram tem sido um dos antidepressivos mais receitados. Em muitos casos, quando o antidepressivo em uso não traz uma resposta satisfatória, o psiquiatra muda para outro, o que é normalíssimo. É fato que algumas substâncias não devem ser misturadas, devendo-se esperar um tempo para que o organismo elimine a anterior, mas não tenha receio, se o seu médico indicou-lhe para tomar imediatamente após a primeira em uso, significa que não há problemas. Fique tranquilo e tome sua medicação de acordo com o receitado pelo médico, que deve sempre ser uma pessoa de sua inteira confiança. Qualquer dúvida que tiver, não tenha receio de perguntar-lhe, principalmente no início do tratamento, quando acontecem os efeitos adversos. Volte para dizer-me como está se sentindo.

      Abraços,

      Lu

      1. Cesar

        Lu, obrigado pelo retorno.
        É minha primeira consulta com ele, amanhã tenho psicólogo para fazer acompanhamento. Dr. Marcelo Maroni é o psiquiatra.
        Tem como se curar sem remédio? Logo que é algo psicológico.

        1. LuDiasBH Autor do post

          César

          Quando o problema mental é oriundo de um trauma, a cura via psicoterapia pode acontecer. Ainda assim, no pico da crise, a pessoa precisa estar medicada para dar conta de tocar a vida para frente e fazer o tratamento psicoterápico. Se for algo psicológico, a resolução será bem mais rápida. Depois me conte como foi a consulta.

          Abraços,

          Lu

        2. LuDiasBH Autor do post

          César

          Suponhamos que você passou por momento traumático (uma morte na família, um acidente, um relacionamento acabado, etc), que deu origem à sua ansiedade e depressão. Mas, quando problema advém do mau funcionamento cerebral, faz-se necessário o tratamento com antidepressivos. Entendeu agora?

          Abraços,

          Lu

        3. Katia

          Oi, Lu!

          Quanto tempo! Estou fazendo uso do oxi desde o fim de março/16, sem reações, tomo à noite, pois ele me dá sono. Quem me receitou foi meu cardiologista, pois tenho arritmia, controlada. Semana passada fui consultar com um psiquiatra, para acompanhar a medicação, e para pegar receita, pois mudei de cidade e meu cardio fica a 100 km agora. Fiquei assustada! Na primeira consulta, ele disse para deixar a medicação, iniciando o processo de “desmame”, mas isso na primeira consulta? Me disse para tomar um dia sim e outro não, durante um mês e retornar no seu consultório daqui 30 dias. Faz 4 meses que tomo o antidepressivo e estou me sentindo tão bem… Tenho medo de parar de tomar. O que você entende pelo tempo/duração do tratamento?

          Beijos,

          Katia

        4. LuDiasBH Autor do post

          Katia

          É possível que, pela conversa que teve com você, o psiquiatra tenha chegado à conclusão de que deve parar de tomar o antidepressivo. Através do desmame, ele irá descobrir se deve ou não continuar com o medicamento. Se tudo correr bem, o remédio ficará suspenso. Caso contrário voltará a tomá-lo, após retorno ao consultório. Não há outro jeito de saber se o seu tratamento já pode ser paralizado, senão dessa maneira. Trata-se, portanto, de uma experiência. Não há nada a temer. Algumas pessoas necessitam de um tempo menor para o tratamento, normalmente de seis meses, outras precisam de um ano ou mais, e outras devem fazer uso a vida toda. É isso que é chamado o tempo/duração do tratamento. Faça direitinho como ele mandou. Informe-me sempre, certo?

          Beijos,

          Lu

        5. Cesar

          Entendi, na verdade eu tive um aumento de pressão e achei que ia morrer, acredito que a partir daí fiquei com medo de fazer algumas coisas.
          Interessante que eu nao tenho esses sintomas e nunca tive, que colocam como síndrome do pânico, apenas vem subindo um gelo no corpo e amortece a cabeça e a língua, aí mudo o pensamento e passa, mas com isso parece que sinto a pressão subir. Será que é síndrome do pânico ou ansiedade, talvez até agorafobia?

          Abraço!

        6. LuDiasBH Autor do post

          César

          A Síndrome do Pânico (SP) pode se apresentar de diferentes formas. Há pessoas que sentem cãibras no corpo todo. Imagino que aquilo que sente também seja. E mudar o pensamento, não oferecendo resistência, é uma ótima estratégia, mas não pode ficar sem fazer o tratamento, pois ela tende a ficar cada vez mais forte. Pode ser, sim, que seu problema tenha surgido em razão do aumento de pressão. A ansiedade em excesso leva à Síndrome do Pânico. Mas não se preocupe, pois tudo isso irá desaparecer.

          Abraços,

          Lu

        7. LuDiasBH Autor do post

          César

          Nada a agradedecer, meu amiguinho. Continue me dando notícias.

          Abraços,
          Lu

        8. Cesar

          Lu, ontem à noite tomei pelo terceiro dia o ESC 10 mg e não tive nenhum efeito colateral por enquanto, será que ainda vou ter?
          Amanhã volto a trabalhar, e quero ver como vai ser lá, na sexta passei mal no meu emprego e não consegui ficar lá por mais de 40 minutos, acho que vou tomar metade de um frontal para ver se fico mais tranquilo. Nunca tomei, o que acha Lu? O médico receitou frontal de 0,5, quando tivesse crise de ansiedade. Se eu tomar meio já fará efeito? Se não fizer será que posso tomar a outra metade.

          Abraço

        9. LuDiasBH Autor do post

          César

          Algumas poucas pessoas não sentem os efeitos adversos do antidepressivo. Imagino que você seja uma delas. Maravilha! Fique tranquilo! Quanto ao frontal, esse medicamento é um ansiolítico para ajudá-lo a passar pelas primeiras semanas de uso do oxalato de escitalopram. Você pode tomar a metade e, se precisar, pode tomar a outra parte, conforme prescrição médica. Só não deve ultrapassar a dosagem que foi prescrita. Também procure ficar calmo, pois tudo irá dar certo. Releia o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA. Conte-me depois como foi seu dia.

          Abraços,

          Lu

        10. Cesar

          Bom dia, Lu,
          Dúvida que surgiu, posso fazer acupuntura junto com os remédios que estou tomando?

        11. LuDiasBH Autor do post

          César

          Pode fazer acunputura sem problema algum. E isso é ótimo!

          Abraços,

          Lu

    2. Cesar

      Bom dia, Lu!
      Tomei meio frontal de 0,5mg e vim trabalhar. Acho que estou melhor, vou aguentar firme, acredito que logo o ESC começa a fazer efeito, quantos dias será? Para quem não conseguiu ficar 40 minutos na sexta, já estou mais de 1 hora.

      Abraço

      1. LuDiasBH Autor do post

        César

        Você irá tirar isso de letra. Procure ficar relaxado e esquecer-se do problema. O tempo em que o ESC começa a trazer efeitos positivos é normalmente entre duas a três semanas, mas há pessoas que já os sentem no segundo dia. Lembre-se de que você é uma pessoa POP (paciente, otimista e persistente). Você irá ficar até o final de seu trabalho, numa boa. Avante, meu amiguinho!

        Abraços,

        Lu

      2. Cesar

        Oi Lu, tudo bem?
        Será que existe algo receitado na Homeopatia que resolve pontualmente em caso de ataques de ansiedade, assim como o Frontal?

        1. LuDiasBH Autor do post

          César

          Confesso-lhe que não sei se a resposta é tão imediata quanto o Frontal, mas existem muitos remédios fitoterápicos com o objetivo de conter a ansiedade. O ideal é que você marcasse uma consulta com um homeopata, descrevesse-lhe seu problema, falando sobre o que toma, para que ele o orientasse neste sentindo.

          Abraços,

          Lu

        2. LuDiasBH Autor do post

          César

          Quando retornar a seu médico, não se esqueça de contar-nos como foi.

          Abraços,

          Lu

  47. Shay

    Lu, bom dia!

    Há dois anos atrás comecei com pequenas crises de ansiedade, ficava bastante nervosa ao fazer uma prova na faculdade e algumas vezes cheguei a esquecer todo conteúdo na hora da prova, tamanho era o nervosismo. Fui a um médico que me receitou Sertralina, que me ajudou muito, não tive efeitos colaterais, apesar de começar a ter sintomas de ansiedade com 26 anos (pelo menos que eu tenha percebido). Sou tricotilomaníaca desde os 13 anos. O medicamento amenizou, mas não sanou. Por problemas no plano de saúde não consegui mais consultar o psiquiatra, e por 1 ano e meio e fiquei sem medicamento algum, acreditando até mesmo que conseguiria melhorar sem o uso deles. Mas a algumas semanas atrás, tive outra crise de ansiedade na hora de uma prova e tive a sensação que iria morrer ali mesmo. Os sintomas foram muito piores, e toda vez que lembrava da bendita prova parecia que eu ia ter um AVC, mesmo depois de ter sido aprovada nela. Voltei ao psiquiatra que me receitou Escitalopram, comecei a tomar há 4 dias e a sensação é horrível, fico tonta, trêmula o dia todo, mexendo as pernas sem parar, uma dor de cabeça chata (e é muito difícil eu ter dor de cabeça), às vezes enjoo, isso desde o primeiro comprimido. Será que essa sensação é normal e daqui a 3 semanas realmente acabam esses sintomas? Estou mega ansiosa, pra variar.

    1. LuDiasBH Autor do post

      Shay

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, a ansiedade é normal em certos momentos de nossa vida, contudo, quando ela se torna angustiante e passa a interferir na nossa vida, significa que algo está errado, sendo necessário recorrer ao médico. E você agiu corretamente. Qualquer antidepressivo, depois de um longo tempo, passa a não mais fazer efeito para o organismo. Enquanto for possível aumentar a dosagem, o médico faz isso, mas depois torna-se necessário mudar para outro medicamento.

      Shay, a ansiedade excessiva, quando não contida, resulta em crises cada vez mais agudas e recorrentes, desembocando nas terríveis crises de pânico (Síndrome do Pânico), que trazem a sensação de que estamos morrendo, embora isso não seja verdade. Quanto ao oxalato de escitalopram, trata-se de uma das substâncias mais indicadas atualmente, como poderá ver através dos comentários. Eu também faço uso dela.

      Todo e qualquer antidepressivo traz efeitos adversos. E a magnitude desses varia de organismo para organismo. Inclusive, muitas vezes é necessário mudar até mesmo de substância, tamanha é a rejeição do organismo da pessoa ao medicamento. No início do tratamento, o quadro do paciente costuma ser tão agudo, que ele sente-se pior do que antes. Mas, normalmente, essas reações adversas passam entre duas a três semanas, contudo, alguns desses efeitos devem ser comunicados ao médico, que deve acompanhar todo o início do tratamento.

      Shay, vou lhe repassar, via e-mail, os links de alguns textos sobre o assunto. Leia-os com atenção e veja se não é necessário comunicar-se com seu médico imediatamente, em razão dos efeitos ruins que está sentindo. Muitas vezes é necessário um ansiolítico para acompanhar o início do tratamento. E assim que acertar com o medicamento, irá livrar-se da tricotilomania. Volte para dizer-me como está indo com o tratamento.

      Beijos,

      Lu

  48. Ci

    Boa tarde, Lu!

    Seu texto me deu coragem de finalmente experimentar o ESC (receitado em 03/2015), pois morro de medo das reações. Já tentei Paroxetina e pensei que ia morrer! Espero não sentir muitas reações. Torça por mim?

    Ci

    1. LuDiasBH Autor do post

      Ci

      Seja bem-vinda a este cantinho, onde habitam heróis e heroínas. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, quanto mais cedo você fizer uso do medicamento, menor será seu sofrimento, sem falar na inquietação advinda da dúvida de tomar ou não tomar. Sem falar que a demora pode fazer com que as crises tornem-se mais fortes e contínuas. Como já sabe, as primeiras semanas são mais difíceis, mas nada que a gente não tire de letra. É por isso que somos POPs (pacientes, otimistas e persistentes). Passado esse início, sua vida será outra. Veja os comentários abaixo.

      Estaremos todos torcendo por você. Venha sempre nos dizer como anda o tratamento.

      Beijos,

      Lu

      1. Ci

        Obrigada, Lu!

        Sinto uma pressão na cabeça e muita sede. Isso é normal? Preciso persistir, minhas crises de ansiedade já não passam, tornaram-se contínuas e realmente tem me atrapalhado muito, tornando minhas relações bem complicadas. A força que encontro aqui vai me ajudar!

        Beijos,

        Ci

        1. LuDiasBH Autor do post

          Ci

          Tais sintomas são normais, sim. Você precisa persistir no tratamento, caso contário não tardará a ter crises de ataque de pânico. Faz-se necessário controlar sua ansiedade, pois tais crises são terríveis. Conte conosco!

          Abraços,

          Lu

  49. Camilla

    Puxa vida, entrei aqui neste blog, porque eu tomo o Oxalato de Escitalopram há 5 anos. No início eu estava muito depressiva. Cheguei a tomar exorbitantes 40 mg por dia! Após 9 meses, eu consegui me estabilizar emocionalmente e tomei 20 mg por longos 4 anos. Mês passado diminui para 18 mg, e pretendo diminuir para 15 mg. Ele foi milagroso comigo. Com ele eu consigo viver, fazer minhas coisas, ter responsabilidades, rotina, coisas que doente eu não consigo. Mas a minha preocupação é: será que faz mal tomar antidepressivos por tanto tempo? Porque faz mais de 15 anos que eu tomo, e se eu paro de tomar, eu fico doente e não consigo “viver”. =(

    1. LuDiasBH Autor do post

      Camilla

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, quando somos vitimados por uma doença crônica, somos obrigados a tomar medicação a vida toda. Nesse caso, colocamos na balança o que pesa mais, se os bons resultados do medicamento em relação à nossa saúde ou qualquer efeito nocivo que ele possa deixar ao longo do tempo. E, no nosso caso, não resta dúvida de que precisamos de usar depressivo para o equilíbrio de nossa saúde mental. Portanto, que não seja essa a sua preocupação. Eu tomo antidepressivo desde adolescente, pois minha depressão é hereditária, e nunca senti nada de anormal no seu uso. Ao contrário, agradeço muitíssimo à Ciência por tal medicamento existir e proporcionar-me uma vida normal. Continue tomando sua medicação, feliz da vida, pois em tempos passados, estaríamos internadas em sanatórios. Venha sempre aqui trocar ideia conosco.

      Abraços,

      Lu

      1. Camilla

        Você tem toda razão, amiga! Minha depressão é hereditária também! E desde pequena mesmo já dava indícios que meu cérebro, coitadinho, tinha dificuldades para me manter. Aos 7/8 anos eu já tinha TOC e tive síndrome do pânico! Acho que os antidepressivos vão ser meus amigos pro resto da vida! Mas é como você falou, meu bem estar é muito mais importante! Ruim com eles pior sem eles.

        Beijos

        1. LuDiasBH Autor do post

          Camilla

          Mas não será uma “besteirinha” dessas que irá nos atrapalhar a vida, pois somos mulheres guerreiras… risos. Conheça outras categorias do blog, companheira de caminhada.

          Abraço,

          Lu

    2. Lyvia

      Lu, parei a fluoxetina ontem. Vou esperar 15 dias para começar o escitalopran. Vou ficar bem nesses quinze dias sem medicamento nenhum? Estou meio tensa… Tenho Rivotril de 0,5 para emergências. Pode me dar alguma orientação?
      Obrigada

      1. LuDiasBH Autor do post

        Lyvia

        Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

        Amiguinha, fique tranquila quanto a esses quinze dias, pois a fluoxetina irá saindo lentamente de seu organismo. Quando fiz a transição, ficando 15 dias sem antidepressivo, tudo foi tranquilo. Quando ficava mais tensa, tomava um ansiolítico. Portanto, nada a temer. Use o rivotril quando achar necessário. Nesse período, venha todos os dias aqui, para ficar mais calma.

        Beijos,

        Lu

Os comentários estão fechados.