PÉTALAS DA MESMA FLOR

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Autoria de Edward Chaddad baiana12

Disse a pétala à outra, com dulçor,
– Sempre haverá a alma querida,
Aquela que escolhemos na vida
E que será o nosso eterno amor.

Alguém ouve, reflete e logo prediz:
– Duas almas gêmeas são uma só,
Como duas pétalas da mesma flor,
Exalando o mesmo aroma do amor.

Porém,  certo dia, o vento mau e forte,
Terrível algoz que leva a vida à morte,
Carregando o frio intenso e derradeiro,

Abaterá devagar a flor… Com certeza
Uma das pétalas cairá primeiro,
A outra, depois, por amor, de tristeza.

7 comentários sobre “PÉTALAS DA MESMA FLOR

  1. Andriote

    Que lindo poema. Aconteceu exatamente com meus avós. A caminhada sem o outro torna-se praticamente inviável. É como se, de repente, silenciasse o encanto da poesia no coração de um poeta, o canto dos pássaros na floresta, ou não houvesse mais o sorriso puro da infância… Parece um poema tão simples, mas de uma profundidade incrível; não sei se há sobrevivência após os ventos da tristeza que levam as pétalas do amor…

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    1. Edward Chaddad

      Wagner

      Você sabe que eu o admiro muito quando escreve e é, com toda certeza, um poeta mesmo quando escreve em prosa.
      Sua prosa é romântica, mesmo não fazendo versos, pois é capaz de nos mostrar o íntimo, os seus sentimentos mais profundos. Esta qualidade é própria dos grandes poetas.

      Wagner, eu não sou um poeta.
      Vez ou outra, surge-me a inspiração e aí faço alguns versos.
      Sei que esta poesia foi um destes momentos, quando presenciei, como você nos contou, dramas em famílias como este.

      Já tenho meus setenta anos e, como sabe, minha vida conjugal é maravilhosa. E ficamos assim a imaginar e, de repente, surgiram os versos.
      É como você disse, mesmo em prosa, que agora, transformo em versos:

      Aconteceu exatamente com meus avós:
      A caminhada sem o outro
      Torna-se praticamente inviável.

      É como se, de repente, silenciasse
      O encanto da poesia no coração de um poeta,
      O canto dos pássaros na floresta,
      Ou não houvesse mais o sorriso puro da infância…

      Não sei se há sobrevivência
      Após os ventos da tristeza
      Que levam as pétalas do amor!

      Muito obrigado por suas palavras.

      Um forte abraço

      Responder
      1. Andriote

        Eu é que lhe agradeço, sempre lhe admirei, tanto como ser humano maravilhoso ou pelo excelente escritor, um verdadeiro tomador de palavras, seja em prosa ou em versos… e parabéns a todos do blog por nos presentear com seus belos escritos.
        Abração.

        Responder
    1. Edward Chaddad

      Mario

      Esta poesia significa o aproximar de um tempo que infelizmente vai chegar. Espero que o frio da velhice demore muito a passar e que minha hora, que todos teremos, chegue muito mais tarde. Nem quero saber qual a pétala que o vento frio vai levar. Ao mesmo tempo que prefiro ser eu, tenho a certeza que quem ficará poderá sofrer muito.

      A vida é uma passagem e é muito bom florir, se abrir em cores e mostrar o que melhor temos em nosso ínntimo. Sei que é importante gozar a vida com maior intensidade possível, deixando sempre a mensagem de amor e paz para o mundo que adoramos.

      Um forte abraço.

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  2. edward

    LuDias

    A poesia, como já lhe disse, é uma questão de inspiração. Não posso pensar em fazer uma poesia hoje ou deixá-la para domingo que vem. Ela chega no momento mágico, no instante que o sentimento lá dentro quer se expor, que se mostrar, quer sair para deixar marcado a dor ou a alegria que sente, principalmente a marca de seu amor, seu sentimento mais íntimo, mais forte, mais bonito, que mais aproxima os homens do nosso Criador.

    Então, tenho poucas poesias. Todas as vezes que tento fazê-las, divorciado daquele momento mágico, falho. Rasgo as folhas do rascunho e deixo para lá.

    Esta poesia foi um momento em que assisti a um drama do nosso cotidiano e percebi a grande verdade que nos mostra o amor. Quando o companheirismo é muito grande, quando o amor da vida se vai, dificilmente quem fica consegue não acompanhar. Somente um grande amor aos filhos, talvez até aos amigos, ao mundo que o cerca, pode adiar o seu reencontro com o companheiro(a) que se foi. Poucos são aqueles que têm um amor puro e sincero, que conseguem compreender a vida sem sua paixão ao lado. Poucos… Obrigado por sua sensibilidade.

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  3. LuDiasBH Autor do post

    Ed

    Belíssimo soneto!
    Um paradoxo de ternura e realidade crua.
    A última estrofe chega a doer na alma:

    “Abaterá devagar a flor… com certeza.
    Uma das pétalas cairá primeiro,
    A outra, depois, por amor, de tristeza.”

    Parabéns!

    Lu

    Responder

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