POEMA DE AMOR À LUA

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Autoria de LuDiasBH

lua

Vem, minha amada!
Encontro-me perdidamente infeliz.
Não mais resisto a teus quebrantos,
pois tu me embriagas os sentidos
nas curvas de teu corpo lânguido,
como as belas noites de meu país.

Vem, terna Afrodite!
Quero passar estas mãos sedentas
por teu halo e predicados generosos,
vasculhar teus regatos e tuas fendas,
perder-me nas curvas de teu corpo,
e te beijar coa mais febril ardência.

Vem, minha gueixa!
Desça até mim, musa dos sonhos,
poetisa das paixões mais cruentas,
pois não consigo conter os anseios,
ao te ver assim adoravelmente nua,
sem poder tocar teus rígidos seios.

Vem, doce rainha!
Salta deste teu pedestal imponente,
e me abendiçoa com tua clemência,
pois preciso te dar um beijo ardente,
molhado pelas lágrimas que agora
brotam de minha tola impaciência.

Vem, pítia gelada!
Iluminar a vida deste fragílimo ser,
cujo coração anda tão dilacerado
pelo martirizar de tua  indiferença,
assim como é o teu sombrio lado,
despojado de razão ou crença.

Vem, deusa de prata!
Eu sou a Terra que sempre te guia,
na tua permanente dança elíptica.
Sou o Sol que te aquece e alumia
na tua solitária e bela existência,
através do universo, e sua magia.

Oh, minha pítia gelada!
Minha amada Afrodite!
Minha gueixa e rainha!
Minha deusa de prata!
Eu sou tua Via Láctea.

Nota: Imagem retirada de http://misticadodesertolunar.blogspot.com.b

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