POEMA DE AMOR À TERRA

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Autoria de LuDiasBH giov12345

É a chuva caindo na terra,
retumbando pelas janelas,
repicando pelos telhados,
gotejando nas latas velhas.

É a arvore agitando os galhos,
salpicando suas flores no chão,
roçando suas folhas nos frutos,
batendo nas palmas das mãos.

É a cascata correndo pra baixo,
levando folhas, seixos e grãos.
É o relâmpago riscando o céu,
de braços dados com o trovão.

É o mar acariciando as areias,
e aspergindo no céu azulado.
É a onda conduzindo marolas,
e beijando a popa dos barcos.

É o rio roçando suas margens,
fazendo cócegas nos lajedos.
É a floresta agitando as folhas,
no ritmo dum samba-enredo.

É a brisa refrescando a tarde,
bulindo a campânula do vento.
É o coaxar romântico do sapo
pedindo a sapa em casamento.

É a fauna impregnada de vida.
É a flora exuberante de beleza.
É a Terra nos seus belos giros.
É a coreografia da natureza.

Viva a Terra, nossa divina mãe,
e nosso paraíso no Universo!
Perdoe-me, amada, festejá-la
com estes tão pobres versos.

Nota: Imagem tirada de http://www.papeldeparede.fotosdahora.com.br/

6 comentários sobre “POEMA DE AMOR À TERRA

  1. Edward Chaddad

    LuDias

    Na primeira música, esqueci os versos finais.
    Eles diziam:

    Fecha em conta a sua mão,
    pra beber, bendita água,
    que não para e nunca diz que não!

    Era a nossa grande homenagem à água, revelando o valor maravilhoso de tê-la como fonte de vida.
    Bons tempos, quanta felicidade!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Bons tempos em que a natureza era vista como parte da vida humana.
      Hoje, o olhar direcionado a ela só tem a ver com a pecúnia.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  2. Edward Chaddad

    LuDias

    Pelo contrário, os versos são lindos e não pobres.
    Precisamos, como você, buscar valorizar a natureza, máxime a água, que é a sustentação da vida em nosso planeta.

    Lembro-me cantar, no orfeão do ginasial – Colégio Estadual José Alves Mira – aqui de Dois Córregos, uma música saudando a água, cujos versos, ao que me lembro, são os seguintes:

    Água pura que vem,
    deslizando lá dos montes,
    põe-se a cantar
    lá na ribeira,
    sempre a cantar,
    lá fonte.
    E as moças batem roupas,
    na ribeira devagar.
    Ó água, que está cantando,
    que não para nunca de cantar….

    Pode ser que haja erros nos versos, mas são os que me lembro, daquele orfeão maravilhoso de que participei, cuja regente era a maravilhosa mestra de música, Olga Ferreira.

    Também me lembro da música Cascata Cristalina, que nosso orfeão cantava.
    Era muito linda. Pode ser que eu tenha errado em algumas palavras em versos,
    mas era linda:

    Ó cascata cristalina,
    que murmura,
    que murmura sem parar,
    é rica sua sorte,
    é rica sua sorte,
    vive sempre a rir e a cantar,
    A rir e a cantar.

    Ó cascata abençoada,
    abençoada,
    deixa-me também cantar,
    deixa-me cantar.

    Sua vida é tão amada,
    é tão amada,
    dá vontade de chorar,
    vontade de chorar.

    E a vontade é,
    ó cascata cristalina,
    ah,ah,ah.ah.ah!

    A música nos mostrava como era importante homenagearmos a água.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Ed

      Havia nas escolas uma cultura de amor à água.
      Será que ainda existe?
      As canções e os poemas proclamavam a sua beleza e importância para a vida.

      Fiquei comovida com os versos lembrados por você.

      Abraços,

      Lu

      Responder

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