POEMA PARA ZÉ WILKER

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Autoria de LuDiasBH cruz12345678

 A vida é um bem perecível e escasso,
e a nossa tristeza é a certeza do porvir,
daquilo que nos entristece e desilude, e
do que jamais conseguiremos assentir.

No balanço negativo de toda existência,
no que tange às suas agruras e alegrias,
o nosso corpo indefere desistir da luta,
pois a vontade quer continuar em vigia.

Pra existirmos temos que pagar o preço
da tristeza, da frustração, da injustiça, e
ainda esperar a nossa indesejável morte,
amarguroso final de qualquer  vida.

A poesia é apenas um inútil artifício, a
desviar a atenção do cupidez da morte,
tornando o ingênuo poeta  mais seguro,
como se fora ele dono da própria sorte.

Imortalidade – eis a nossa atitude sábia,
estratégia insignificante, mas necessária
pra aliviar o desespero que nos martiriza,
e nos acompanha em cada despedida.

A vazante do viver é penar alegremente,
ser simples semente com data definida,
germinar, crescer, reproduzir, murchar  e
tombar, quando a Terra lhe negar guarida.

Nota: imagem copiada de www.consciencia.net

12 comentários sobre “POEMA PARA ZÉ WILKER

    1. LuDiasBH Autor do post

      Pat

      Ela sempre nos rondando, mas não conseguimos nos acostumar com ela.

      Sonhei esta noite com você e o Cláudio.
      Abraços,

      Lu

      Responder
  1. Julmar Moreira Barbosa

    Ele fez um episódio chamado “ENQUANTO A CEGONHA NÃO VEM”, que expõe a luta desesperada de um professor desempregado em plena ditadura militar, para que o filho Pedro Ivo – na época não se fazia ultra-sonografia, porém todo homem queria um filho varão – nascesse com dignidade. Um trabalho audacioso que com muita perspicácia driblou o regime autoritário e burro do militarismo.
    Um grande ator, um grande autor, um grande diretor. Uma perda irreparável .

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Ju

      José Wilker é mesmo uma perda irreparável.
      O Brasil ficou de luto.

      E você resume numa frase toda a sua vida:
      “Um grande ator, um grande autor, um grande diretor.”

      Abraços,

      Lu

      Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Messias

      José Wilker era também um maiores conhecedores de cinema, em nosso país.
      Fica a saudade!

      Abraços,

      Lu

      Responder
  2. Hila Flávia

    Na roça, quando alguém morre dormindo, diz-se que acordou morto. Nem fiquei triste com a do Wilker. Sabe porque? Uma que artista não envelhece nem morre. E outra que morte dessas é merecimento. Ocupou um belo espaço no coração das pessoas, deixou doces lembranças, filmou e gravou depoimentos e interpretações extraordinárias, justificou sua existência. Quer melhor legado? Vai com Deus! Agora é esperar que não assanhe as mulheres aparecendo em sonhos de dona Flor.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Hila

      Você é sempre impagável.
      Seu humor é gostoso, delicado, sensível.
      Não pude resistir ao prognóstico:

      “Agora é esperar que não assanhe as mulheres aparecendo em sonhos de dona Flor.”

      Realmente muitas pessoas no meio rural dizem que, ao morrer dormindo, a pessoa “acordou morta”.
      Que maravilha de construção!
      E o Zé mereceu morrer assim, depois de ter legado a seu país tantas alegrias.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  3. Mário Mendonça

    Lu Dias

    Minha Homenagem é a do Mauro Cezar Pereira da ESPN

    O remake de Gabriela foi o que de melhor a teledramaturgia brasileira apresentou nos últimos anos. Reunião de craques como Ari Fontoura, Chico Diaz, Laura Cardoso, Tarcísio Meira, Antonio Fagundes, Marcelo Serrado, Maitê Proença, Mateus Solano (que um ano depois brilharia como “Félix”) e Humberto Martins, que esteve impecável como “Nacib”. O time era tão bom que a protagonista, interpretada por Juliana Paes, virou coadjuvante em meio à trama, ofuscada pela também bela e ótima Leona Cavalli (“Zarolha”).

    Mas o “Capitão” desse time era José Wilker. Ele encarnou de forma memorável o “Coronel Jesuíno Mendonça”. Cenas de hilárias a dramáticas. E uma aula de interpretação no julgamento do seu personagem, que matara a mulher, “Sinházinha”, vivida por Maitê Proença. Homem rude que achava ter o direito de assassiná-la por flagrá-la comentendo adultério, ele foi condenado. E em meio à revolta dos demais “coronéis”, abriu o coração —clique aqui e veja o vídeo com a cena antológica.

    Reprodução

    Wilker em Gabriela: veja o vídeo com a cena antológica e não se emocione se for capaz

    http://globotv.globo.com/rede-globo/gabriela/v/jesuino-depoe-e-se-mostra-apaixonado-por-sinhazinha/2209078/

    “Eu lembro todos os dias de Dona Sinházinha.
    Eu lembro da alegria e do seu sorriso (…).
    O senhor há de me perguntar se eu me arrependi.
    Me arrependi? Não.
    Eu lavei a minha honra.
    Eu matei Dona Sinházinha porque me traía (…).
    Eu nunca fui muito de religião, mas Deus foi injusto comigo e com Dona Sinházinha.
    Se eu pudesse falar com Deus, eu pedia pra ser diferente.
    Pedia pra Dona Sinházinha tá aqui, viva. Com aquele sorriso lindo.(…)
    Eu matei a mulher que eu amava.
    E quanto mais tempo passa depois de sua morte, maior é o meu amor.
    Um amor que me persegue.
    E vai me perseguir todos os dias de minha vida. Dona Sinházinha tá morta.
    Meu amor por ela, morre é nunca.”

    Nem mesmo o maior dos craques seria capaz de algo parecido. José Wilker foi um gênio da interpretação sem paralelo no futebol. Um craque assim, ninguém substitui. E no dia de sua morte houve um gol do jogador chamado Wilker, em Avaí x Marcílio Dias — clique aqui e leia mais. Os “Deuses” do Futebol não estavam de folga neste sábado.

    José Wilker, sagas, inteligente, ferino, e de uma ironia finíssima….vai fazer muita falta…..

    Abração

    Mário mendonça

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Mário

      José Wilker merece toda a nossa homenagem.
      Foi realmente um dos nossos grandes atores.
      Portanto, o nosso país iniciou a semana mais pobre, ao ver partir um dos seus grandes talentos na dramaturgia, ator polivalente de televisão, cinema e teatro, além de direto.

      Mas quem somos nós para lutar contra os ditames da vida.
      Resta-nos viver da melhor maneira possível, pois nunca sabemos quando tomaremos a barca de Caronte para chegarmos ao Hades.

      Obrigada pelas informações que aqui nos trouxe.

      Abraços,

      Lu

      Responder

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