POKÉMON GO – PONTOS POSITIVOS E NEGATIVOS

Autoria do Dr. Telmo Diniz

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O “Pokémon Go” é um game gratuito de realidade aumentada, ou seja, mistura o mundo real com elementos virtuais para smartphones. Basicamente o jogo utiliza o sistema de GPS dos aparelhos para fazer com que os jogadores se desloquem fisicamente para conseguir capturar os bichinhos. Entretanto, como tudo na vida, existem pontos positivos e negativos.

Adorados por muitos, repudiados por outros, é inegável que o jogo tem tirado famílias de dentro de casa e feito a criançada trocar o sofá pelos parques e praças. Um bom exemplo disso, em Belo Horizonte, é a Praça da Liberdade, onde grupinhos se reúnem e caminham olhando para seus celulares enquanto jogam.

O “Pokémon” do passado era um jogo em que as batalhas somente ocorriam no mundo virtual. O grande segredo do sucesso do jogo atual está no fato de combinar personagens da criançada com o mundo real e, melhor ainda, faz com que todos que participam do jogo se mexam. Então, um grande ponto positivo é tirar as crianças da sala para os espaços abertos. Alguns já vão além. Há, por exemplo, hospitais utilizando os jogos para estimular a tirar o doente do leito para fazê-los caminharem pelos corredores, o que contribui para a recuperação mais rápida do paciente.

Entretanto nem tudo são flores. Há quem desconfie dos desenvolvedores do jogo, pois para baixar a ferramenta você precisa concordar com os termos (que estão todos em inglês), liberando e dando permissão para acesso a sua localização por GPS, suas fotos e mídias, sua câmera, etc. Todas essas permissões são compulsórias, ou seja, não há a possibilidade de ingressar no jogo caso se negue alguma dessas permissões. Portanto, com o “Pokémon Go”, como ocorre com vários outros aplicativos, nossa privacidade fica exposta.

Observo vários pontos positivos neste jogo. Primeiramente, que ele pode ajudar no aprendizado, pois é útil em acelerar as conexões neuronais, favorecendo o planejamento estratégico. De igual forma, combate o ócio e a inatividade, melhorando o sistema cardiovascular, pois para jogar é necessário se mexer, e muito. Como o jogo ocupa a mente, poderá ser útil em tratamentos futuros de pessoas com transtornos obsessivos compulsivos (TOC). Permite conhecer novos locais, favorecendo a interação social entre grupos de amigos que trocam entre si dicas dos jogos otimizando, assim, novas amizades.

Como pontos negativos, além da já citada perda de privacidade, podem ocorrer, com o uso excessivo do jogo, dores cervicais e nas costas. De igual forma, aumenta o risco de acidentes como quedas da própria altura ou outras intempéries. Pode causar vício e o jogador adiará decisões da vida real. Como o cérebro gosta deste tipo de recompensa (como é o caso do jogo), a cada etapa, a pessoa passa a preferir ficar horas jogando e sendo bem-sucedida virtualmente do que estudar ou trabalhar.

Enfim, vejo mais pontos positivos no jogo. Os pontos negativos estão ligados basicamente ao tempo em que a pessoa despende jogando. Mais uma vez a moderação, de no máximo duas horas, é a palavra chave.

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