POLÊMICA SOBRE O VÉU E A BURCA

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Autoria de LuDiasBH

burca

O mundo vem tomando conhecimento da polêmica, que se arrasta na França, porque os legisladores daquele país exigem a suspensão do uso do véu ou burca por parte das mulheres islâmicas. Se fosse há poucos anos atrás, eu os estaria acusando de serem intolerantes e opositores do multiculturalismo.  Hoje, vejo que as coisas não são bem assim. Antes de dar direitos aos de fora é preciso pensar na integridade física dos de casa.

A escritora somali Ayaan Hirsi Ali deixa bem claro em seu livro A Virgem na Jaula que, para os islâmicos, todos aqueles que não professam sua religião são desprezíveis e tidos como infiéis, que serão queimados no fogo do inferno. Eles sentem, sobretudo, um grande nojo pelos ocidentais. Até aí tudo bem, mas não entendo o porquê de deixarem seus países, onde podem viver, conforme as exigências da fé islâmica, para mudarem para países ocidentais, onde a cultura é abominada por eles.

Quando mulheres ocidentais, mesmo representantes de governos, vão fazer qualquer visita ou trabalho nos países islâmicos, são instadas a colocar lenços na cabeça, de acordo com a lei em vigor. Tudo bem! Respeitar as leis do país visitado é uma forma educada de tratar o anfitrião e demonstrar seu respeito para com ele.

Mas, por que esses mesmos países exigem que os ocidentais não tenham o direito de fazer cumprir suas próprias leis? Tentam impedir que o governo francês elimine a proibição do direito de as mulheres mulçumanas (assim como quaisquer outras) serem donas do próprio nariz, tendo voz e vez, podendo discordar da supremacia masculina, da submissão ao clero e de mostrar o rosto para o mundo no país que adotou como pátria. Se não lhes agradam as leis francesas, que voltem para o país de origem.

Quem conhece um pouco da história da França, sabe muito bem que esse país sempre primou pelas leis libertárias, considerando que todos os cidadãos são iguais perante a lei. E não seria o povo francês a aceitar que homens e mulheres sejam tratados como espécies distintas, com direitos diferenciados.

Voltando à escritora somali Ayaan Hirsi Ali, ela diz abertamente, que cobrir o corpo da mulher, no costume islâmico, significa impedir o homem de pecar, ou seja, ela é a responsável pelo pecado. E, se estuprada, em hipótese alguma é vítima, mas ré, porque levou o homem à pecaminosidade. Ou seja, se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Não há luz no fim do túnel.

A Holanda, um dos países que mais recebem imigrantes de países islâmicos, cometeu vários erros por excesso de respeito ao multiculturalismo. Criou escolas diferenciadas para os imigrantes, sem lhes dar a oportunidade de conhecer e conviver com a cultura respeitosa e de amor à liberdade, vigente no país. Comunidades islâmicas foram se formando, trazendo os mesmos problemas dos países de origem, como sujeição à mulher, inclusive a passagem pela mutilação genital, proibição de estudar e trabalhar, servilismo ao homem e sujeição total e absoluta ao chefe religioso. Resultado: o país viu o sangue de um de seus filhos mais ilustres, Teo Van Gogh, cineasta, parente do pintor Van Gogh, escorrer pelas ruas de Amsterdã, assassinado por um fanático islâmico. Seu crime: ter feito um documentário, em que falava sobre a vida das mulheres mulçumanas.

A França, com certeza, não quer correr o mesmo risco, principalmente depois dos atentados criminosos feitos por mulheres vestidas com burca na Rússia. Mostrar os contornos do corpo, em muitas partes do mundo ocidental, passou a ser necessidade vital contra o terrorismo, que se alastra e não é mais um direito religioso que, segundo alguns estudiosos do Islamismo, remonta aos tempos tribais, sendo anexado à religião por extremistas.

Mentem aqueles que dizem que as mulheres usam véu ou burca por opção e por isso é comum vê-las em protesto no mundo ocidental. Para início de conversa, no mundo islâmico as mulheres não apitam coisíssima nenhuma. Fazem sempre o que os homens ditam. Até mesmos os filhos (homens) menores de idade podem mandar nas mães e irmãs. Muitas já tiveram o corpo queimado ou desfeito pelas cem chibatadas (conheçam os livros Queimada Viva/ Safiya/ Infiel) em razão da honra.

Se em países islâmicos como a Turquia e Tunísia, proíbe-se o uso de burcas em escolas e prédios do governo, com certeza temendo atentados, por que teriam as mulheres islâmicas de andarem encobertas no Ocidente, seguindo regras que contrariam as leis do país onde vivem? A visita deve se submeter aos ditames da casa do visitado. Buscando um ditado do tempo dos meus avós que traz uma grande verdade implícita: Quem come do meu pirão está sujeito ao meu corrião. Portanto:

Diversidade sim, mas sem nos esquecermos de que O PREÇO DA LIBERDADE É A ETERNA VIGILÂNCIA.

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