POR QUE NÃO SERMOS ROSAS?

Siga-nos nas Redes Socias:
FACEBOOK
Instagram

Autoria de Edward Chaddad

As palavras tanto podem ser o impulso que nos encoraja a lutar pelos nossos ideais como expressões infelizes que sepultam os nossos nobres sentimentos, diante do embate e da fúria do mundo materialista e extremamente competitivo. Empregá-las com sabedoria é importante, pois tanto a vida como a morte, a guerra quanto a paz,  o ódio como o amor, a amizade quanto a discórdia estão sob o jugo da língua.

Assim como o cantar de um pássaro, as palavras podem nos conduzir ao sonhar infinito, aos sentimentos de alegria, de entusiasmo, de fé e de premissas que nos impulsionam firmemente à realização de nossos objetivos mais nobres. Entretanto, também podem ser como víboras que chegam rastejando, maléficas e odiosas, preconceituosas e imorais, legando tristezas, dissabores, desalentos e amarguras, destruindo nossos mais belos e edificantes objetivos.

Sempre que possível, os pensamentos devem primar por palavras que encorajam, constroem e trazem força para lutar. Elas devem ser afáveis, temperadas de amor,  fiéis à honra e à dignidade, fugindo do tom descortês, inconveniente e desnecessariamente impróprio, incapaz de trazer qualquer crescimento espiritual e humano.

Diante de palavras indelicadas e até mesmo ofensivas, entendemos que o silêncio pode ser mesmo ouro, pois é a força revigorante de nossos pensamentos. Ele é capaz de deixar-nos livres para meditar e refletir, senhores de nosso pequeno e infinito mundo mental, levando-nos a ser tolerantes e controladores de nossas próprias emoções. É desse momento de reflexão que imerge a criatividade, a inteligência e a paz, uma vez que somos levados por uma comunicação consciente e sábia, capaz de transformar para melhor cada um de nós e o mundo que nos cerca.

A vida é um espelho e nós acabamos refletindo o que somos: quem espalha, ao redor de si, palavras maléficas e nocivas, colhe-as de volta, pois delas nada se aproveita.  Por outro lado, os bons pensamentos a todos legam confiança, semeiam a paz no mundo, trazem a chama de amor que brilha ao nosso entorno e nos fazem mais felizes. Seria uma prova de ignorância desprezar a lei universal do dar e receber, de causa e efeito.

O pensamento é o mundo interior, o inobservável. As palavras são sua exteriorização e revelam sempre o íntimo, a personalidade, o infeliz monstro destruidor existente no ser humano – nosso lado terreno – ou o anjo iluminado,  repleto de afeto – nosso lado divino. Toda palavra é reveladora, pois mostra o nosso eu interior, tirando-nos a máscara,  desnudando o pensamento imaturo, às vezes maldoso e ferino, ou revelando-nos como seres evoluídos, bondosos,  amigáveis,  bem próximos do ideal humano.

Temos que aprender a usar a palavra, sempre levando em conta suas consequências face àqueles que conosco convivem, usando o divino que habita em nós, espalhando, através dele, a sabedoria, semeando a confiança e o amor, jamais lançando à luz sentimentos e pensamentos negativos que ferem os outros e tornam-nos infelizes.

O divino nos inspira a colocarmos de lado o preconceito, o prévio e injusto julgamento. Devemos crer nas virtudes e no bem, para que nossas palavras possam ser luz que ofusca a maldade e, sobretudo, possam contribuir para um mundo libertário, cheio de amor e de alegria, pois, afinal, somos apenas modestos mortais e estamos vivos pela misericórdia de Deus! Por que não sermos rosas em vez de espinhos?

6 comentários sobre “POR QUE NÃO SERMOS ROSAS?

  1. Mário Mendonça

    Prezado Edward

    Ótima pergunta! Estamos sendo espinhos, levados pela ansiedade e o pessimismo do que está por vir. O que virá? Não sabemos, até que se chegue o momento.

    Abração

    Responder
    1. Edward Chaddad

      Prezado Mário

      Vivemos tempos jamais sonhados e imaginados que o futuro iria reservar ao nosso Brasil. Imaginei até a possibilidade de um amanhã difícil e bastante desastroso para o nosso povo. Nunca, porém, jamais a escuridão, onde sequer podemos enxergar, mas apenas imaginar o terror que poderemos enfrentar. E isto ocorreu pela incapacidade de refletir, de pensar criticamente, ausente que estivemos de uma educação crítica. E aí deu no que deu.

      Agora estamos sofrendo e desolados diante de nossa esperança no povo brasileiro, olhando para o infinito e acreditando que “éramos” privilegiados filhos de Deus! De qualquer forma, tudo passa na vida. Já tivemos tempos sombrios. Talvez eu, pela idade, não chegue a contemplar luzes no horizontes deste país, mas tenho a esperança de que nossos descendentes possam e que os espinhos de hoje, Mário, virem rosas.

      Responder
  2. Neuza Mara Faulin

    Dr.Edward,

    admiro sua capacidade de exteriorizar em palavras os mais belos pensamentos e conceitos. Também penso assim, mas jamais consigo por no papel de forma tão brilhante.

    Parabéns e que consigamos ser rosas, ainda que sejam pequeninas!

    Um abraço!

    Responder
    1. Edward Chaddad

      Mara

      Eu admiro muito você, pois não é aquela pessoa que doa aquilo que sobra, mas, acima de tudo, compartilha o que tem. A conduta, repleta de muita compaixão e solidariedade para mim é muito mais importante que palavras, embora estas ajudem a refletir. É desse “momento” de reflexão que imerge a criatividade, a inteligência e a paz, pois somos levados a uma comunicação consciente e sábia, capaz de nos transformar para melhor e o mundo que nos cerca. O que fazemos pode, realmente, transformar melhor o entorno em que vivemos. Um exemplo de vida espalha muito mais rosas do que palavras.

      Lendo um belo artigo, fui lembrado que Jonas Salk foi médico, cientista que descobriu a a vacina contra a poliomelite, acabando com o drama de crianças restarem paralíticas. Ainda, no artigo, soube que Tom Crist, um homem que perdeu sua mulher, morta por um câncer, depois de 33 ano de maravilhoso casamento, posteriormente ganhou um prêmio na loteria de 40 milhões de dólares e dou todo o dinheiro a uma instituição que faz pesquisas para a cura do câncer.

      E ainda Daniel Black: “Daniel sofreu um acidente de bicicleta, que acabou lhe tirando o movimento das pernas. Para voltar a andar, começou uma campanha e conseguiu juntar 22 mil euros para fazer uma operação revolucionária com células troncos que poderiam lhe trazer os movimentos de volta. Mas antes que pudesse fazê-la, ele descobriu um menino de 5 anos de idade, chamado Brecon Vaughan, que também poderia ser salvo com a mesma cirurgia. Sem pensar duas vezes, Daniel abriu mão de todo o dinheiro para que o menino fosse operado no lugar dele.”

      “Enquanto existir esperança para Brecon, vou fazer tudo que posso, porque eu não quero ver um menino sofrer. Estou muito grato a todos que me ajudaram, mas esse menino precisa mais do que eu no momento.”, declarou Daniel” (trecho da publicação “pessoas que são exemplos para a humanidade”, no blog Minilua.

      Você, Mara, é um exemplo de vida. E isto é muito mais importante que palavras. A solidariedade e a compaixão são até mais maravilhosas que as rosas.

      Obrigado!

      Responder
  3. LuDiasBH Autor do post

    Ed

    O mundo atravessa um período muito difícil, movido pelo consumismo desenfreado e pela pobreza extrema. As boas palavras são hoje, mais do que nunca, bem-vindas, pois possuem uma força inimaginável. Parabéns pelo texto!!

    Abraços,

    Lu

    Responder
    1. Edward Chaddad

      Lu

      Agradeço pela nova oportunidade de escrever neste espaço. Penso que devemos insistir, no momento em que atravessamos, nas ações voltadas à fraternidade e compaixão, usando as boas palavras como a mais forte das armas.

      Responder

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *