SE A FARINHA É POUCA…

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Autoria de Alfredo Domingos
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Normalmente, onde há fartura a calma é reinante. Todos são solidários, fraternos, atenciosos e coisas mais do gênero. Porém, se, por desventura, a escassez assola, aí o bicho pega! Todas as mesuras vão por água abaixo. Danou-se! É um salve-se quem puder danado. Até as migalhas são disputadas. Quando falta alguma coisa, sobram os desatinos! É nessa exata hora que cabe a expressão “Farinha pouca, meu pirão primeiro”. O egoísmo aflora, o olho cresce e o destempero domina!

Uma única ameixa, reservada de propósito, na beira do prato, para o final da refeição, pelo primo Saul, foi alvo de espetadela de um garfo aflito, na pretensão de fisgar a iguaria do vizinho de mesa. Quase deu briga séria! Por sua vez, Tia Jordânia esqueceu-se de que havia guardado um pedaço de pudim para comer mais tarde, caso, na sobremesa do almoço, houvesse necessidade de fatia racionada. Não é que ocorreu esquecimento acerca da providência e o doce caldoso, trancafiado no armário do quarto, estragou-se e foi pro beleléu?

 A expressão em foco assinala que, onde há carência, o sujeito seja esperto para contentar-se primeiro, antes que o nada ocorra. Mas recomendo não ser tão sabido a ponto de deixar coisa alguma ao outro. Sempre podemos dividir, mesmo que seja um tantinho.

Nota: Imagem de http://www.dicionariodeexpressoes.com.br

2 comentários sobre “SE A FARINHA É POUCA…

  1. Alfredo Domingos

    Lu,
    Agradeço o seu comentário. Faço ideia de que dividir implica pensar no outro. Além da questão financeira, está o afeto, a parceria, enfim. Um abraço apertado, por exemplo, não custa nada ou quase nada, e já é uma baita divisão. Das coisas pequenas surgem as maiores. Da prática dos pequenos gestos vem o estímulo para grandes empreendimentos, sejam quais forem!
    Que tal dividir uma caneca de café, um sorriso, um beijo, uma laranja e até uma casa?!
    Abração, Alfredo Domingos.

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  2. LuDiasBH Autor do post

    Alf

    O mais interessante é que este provérbio pode ser endereçado a outros campos, no mundo de hoje, onde o ego torna-se cada vez mais inchado.
    Num mundo competitivo e numa sociedade altamente capitalista, o “eu” assume sempre a dianteira.
    E as religiões, responsáveis por levar o homem ao compartilhamento, estão cada vez mais ávidas por poder e dinheiro.
    Muito boa a sua descrição do provérbio acima.

    Abraços,

    Lu

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