SÍNDROME DAS PERNAS INQUIETAS

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Autoria do Dr. Telmo Diniz

leite123

Inúmeras pessoas têm uma qualidade ruim de sono e desconhecem as possíveis causas. Um transtorno do sono frequente e pouco conhecido tem o nome de “síndrome das pernas inquietas” (SPI) ou Síndrome de Ekbom. Também são poucos os que a conhecem e que fazem o diagnóstico corretamente. O problema atinge até 5% da população mundial, mas, nos idosos, esse número salta para 10%. Estudos feitos no Canadá e nos Estados Unidos indicam que somente 30% dos portadores são corretamente diagnosticados e tratados.

A maioria dos pacientes acaba sendo tratada como se tivesse ansiedade e/ou depressão e o uso de antidepressivos pode agravar a síndrome das pernas inquietas, ou seja, pode piorar os sintomas. O problema é mais comum em mulheres após os 50 anos. Os idosos são uma população particularmente atingida por este problema.

Os principais sintomas incluem sensação de desconforto e necessidade premente de mover as pernas, desconforto, formigamento, arrepios, pontadas. O principal achado é uma necessidade irresistível de movimentar as pernas (o que se chama de “acatisia” no jargão médico). Várias descrições são feitas para relatar as queixas, como “sensação de formigas subindo na perna” ou “inquietude nas pernas” ou “sensação de queimação” e “repuxões”, entre outros. A intensidade pode variar de leve a grave e diminui com o movimento. Em geral, os sintomas se manifestam à noite e dificultam que a pessoa tenha um sono reparador. Como consequência, no dia seguinte, ela estará sonolenta, cansada e mais propensa a um humor irritadiço. Tipo estopim curto!

Como foi dito, é mais frequente em idosos, mas pode ocorrer em diversas condições clínicas, em especial àquelas que cursam com anemias ferroprivas. As causas são desconhecidas, mas um componente genético foi identificado. O diagnóstico tem a seu favor uma história clínica bem coletada (com uma anamnese bem feita), com alguns exames laboratoriais, incluindo a medida das concentrações de ferro no organismo (como a dosagem de ferro, ferritina e transferrina). O exame de polissonografia pode ser efetuado como complementação diagnóstica.

O tratamento é feito com medicamentos que aumentam a dopamina a nível cerebral até benzodiazepínicos em baixas doses. A decisão caberá ao médico assistente. A suspensão de remédios psicotrópicos, que agravam o quadro, deve ser revista, bem como a interrupção do consumo de substâncias estimulantes (como cafeína e nicotina – que pioram os sintomas). O agravamento pode tornar insuportável a vida do portador da síndrome e do cônjuge. Só o tratamento adequado é capaz de controlar as crises e aliviar os sintomas que, na maior parte das vezes, pioram à noite.

Nota: imagem copiada de sbc-pr.org

6 comentários sobre “SÍNDROME DAS PERNAS INQUIETAS

  1. Sinara

    Mary
    Boa noite! Tenho esta síndrome e realmente não durmo bem e acordo cansada e mal humorada.
    Abraços,
    Sinara

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Sinara

      Então procure ver como se livrar dela, pois o sono é essencial para nos levantarmos bem.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  2. Célia Maria

    Oi, minha amiga tudo bem?
    Eu tinha este desconforto, mexia muito com as pernas antes de conseguir dormir. Não tenho mais percebido. Acho que estou com outras preocupações.
    Beijinhos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Celita Linda

      O difícil é dormirmos com pessoas que possuem tal desconforto.
      Elas só faltam nos derrubar da cama… risos.

      Beijos,

      Lu

      Responder

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