SÍNDROME DO PÂNICO – O MEDO DO MEDO

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Autoria de LuDiasBH

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Dentre os transtornos de ansiedade está a cada vez mais conhecida Síndrome do Pânico (SP), que tem atemorizado as pessoas nas mais diferentes idades. De repente, a dita explode sem ser chamada, envolvendo sua vítima nos tentáculos do desespero e do medo, muitas vezes sem motivo algum, como se a pessoa torturada estivesse tendo um ataque cardíaco. A atrevida não respeita lugar ou ocasião. Se cisma de “baixar o santo”, não há reza que a faça mudar de trajeto. Acaba deixando o possuído totalmente amedrontado com a possibilidade de uma nova visita, gerando uma roda viva de tormento e terror. E pior, existem suspeitas de que, o fato de lembrar-se das crises de pânico tidas, pode gerar uma nova crise. O bom mesmo é jogar essa dama abusada no vale do esquecimento, jamais pensando nela.

A Síndrome do Pânico é também uma carcereira cruel e desleal, pois além de atormentar suas vítimas, ainda as aprisiona dentro de casa, numa aflitiva prisão domiciliar. É somente no próprio lar que as pessoas afligidas pela tirana sentem segurança, rodeadas pela família e paredes tão conhecidas. Imaginam as coitadas que a megera possa atacá-las, mal botem os pés na rua. Sozinhas e a céu aberto, elas julgam perder o controle, saírem correndo abiloladas, ou se espatifarem no chão, vitimadas por um infarto. Em razão disso, a Síndrome do Pânico afeta a vida de seus amedrontados servos tanto na escola, como no trabalho e nos passeios. Mas mesmo em suas moradias, os inocentes prisioneiros não se encontram a salvo, pois a opressora chega assim como o grande Zeus, conforme conta o mito da jovem e inocente Dânae.

E a dona Ciência, onde está que não põe um freio nessa criatura petulante, conhecida como Síndrome do Pânico? Verdade seja dita, é fato que ela tem trabalhado muito para combatê-la, mas ainda, coitada, nem sabe direito quais são as reais causas que levam a seu aparecimento. A Ciência enumera a genética, o estresse, o temperamento “destemperado”, propício ao estresse, e até mesmo o modo como a central de computação (cérebro) reage diante de certos acontecimentos. O mais difícil de entender, porém, é como essa fulana agarra suas vítimas, mesmo quando essas se encontram num “bem bom”, sem qualquer evidência de perigo. E, para maiores esclarecimentos, a dita gosta mais da proximidade com o “sexo frágil”, o que não significa que também não aprecie o contato com o “macho”.

O que se deve fazer para impedir uma visita tão indesejada? Alerta geral! Com ela não adianta botar a vassoura atrás da porta. Assim que houver indícios de que essa intrusa ronda por perto, deve-se procurar ajuda médica o mais rápido possível. Pois não adianta à vítima dar uma de valentona, uma vez que os ataques dessa “madama” são difíceis de controlar por conta própria, e a cada visita eles se tornam mais fortes e cruéis. Além do mais, se tal síndrome não for tratada, novas complicações podem surgir, comprometendo seriamente a qualidade de vida da pessoa, tanto no âmbito profissional quanto no social.

Para que as vítimas dessa aterradora figura possam ter um mínimo de alerta quanto à sua chegada, pois a mal-educada não envia aviso algum acerca de sua visita, saibam que ela poderá aparecer quando lhe der na telha, em qualquer horário do dia ou da noite, e em qualquer situação, até mesmo quando a pobre vítima encontrar-se na alcova, nos braços de Morfeu. Suas visitas, no entanto, não são longas, duram normalmente entre 10 e 20 minutos, que parecem eternos. Ela chega, dá o seu recado e pica a mula, deixando um rastro de impotência, medo e desespero atrás de si. Existem também casos em que alguns desses desalentarores sintomas cismam em delongar por uma hora ou mais, ainda que se bote sal no fogo.

Leiam sobre o assunto:
CUIDADOS AO USAR OXALATO DE ESCITALOPRAM
DEPRESSÃO – ESPERANÇA, AINDA QUE TARDIA!
INFORMAÇÕES SOBRE OXALATO DE ESCITALOPRAM
A DEPRESSÃO PRECISA DE TRATAMENTO
A DEPRESSÃO NÃO ACEITA OU DÁ AMOR

Nota: a ilustração é uma obra de  Munch – O GRITO

366 comentários sobre “SÍNDROME DO PÂNICO – O MEDO DO MEDO

  1. Maria Claudia

    Oi, Lu!

    Sei que estou sumida… Mas nunca me esqueço de você, do cantinho seguro e acolhedor que tenho aqui.

    Da última vez te falei que o Esc não estava mais fazendo o efeito do início. O que aconteceu é que ele passou a me dar sono. O equilíbrio com a Quet foi embora, então eu acordava muito tarde. Somando a isso vieram as crises de ansiedade, choro, instabilidade e desânimo. Meu médico achou melhor trocar e me passou o Bup. Eu deveria ter começado início de janeiro, mas perdi a receita e só achei semana passada. E como tenho q retirar o Esc, ele fez um “esqueminha” complicado, com dias alternados, horários diferentes, enfim comecei quarta passada. E lá fui eu pros efeitos colaterais. Não li a bula pra não me sugestionar, mas ontem tive que ler.

    O Esc foi mais confortável! Estou sofrendo, Lu! Tremor, ansiedade nível hard, tonteira, confusão mental, sensação de aperto na cabeça, sensação de que minhas pernas não vão me obedecer, aperto no peito, esquecimento, umas sensações estranhas que mais parece que vou enlouquecer, dores musculares, dor de cabeça, enjoo, e por aí vai… Amanhã vou tentar uma consulta com ele, pois estou somente fazendo a troca e tomando 1 comprimido por dia e depois passo pra 2 comprimidos, então estou meio que em pânico.

    Eu escrevo agora e tenho a sensação de que meu pensamento não está ordenado, sinto que meus dedos não me obedecem muito.
    Senti uma mudança brusca na mente, muito mais do que qualquer sintoma físico. Uma sensação muito estranha. O Rivotril, estou somente com 0,5 mg, acho q mesmo assim ele vai retirar aos poucos (ele parou com as lixadas, pois o comprimido já estava bem pequeno e deixou o de 0,5). Espero conseguir uma consulta amanhã, porque está pra lá de complicado. E como olhei a bula ontem, reconheci todos os efeitos colaterais, e sim, estou tendo os piores, inclusive aperto no peito, suor excessivo, taquicardia… Tá difícil! Saudades dos efeitos do Esc que me fez tão bem no início!

    Senti muita falta daqui, mas fiquei meio alheia a muitas coisas.

    É isso minha amiga,
    Uma beijo grande pra você, e pra nossa família.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Maria Claudia

      Realmente eu me encontrava preocupada com você, mas compreendo perfeitamente como é lidar com os transtornos mentais. São muitas as idas e vindas até nos adaptarmos a um medicamento que fará toda a diferença. Enquanto isso, vamos passando por erros e acertos. Fique tranquila, pois tudo dará certo ao final.

      Você diz que o oxalato de escitalopram estava dando sono, se mudasse o horário a ser tomado não teria feito a diferença, bastando apenas mudar o Quet? O Bup é tomado por vários leitores deste espaço, conforme poderá ler nos comentários dos vários textos sobre o assunto.

      A mocinha não deveria ter ficado tanto tempo sem tomar a medicação, pois as crises tendem a agravar-se. Quanto aos efeitos adversos, todos os antidepressivos apresentam alguns, ainda que você já tenha tomado outros. Nosso organismo é bem exigente. O contato com seu médico é mesmo muito importante. Ele deve acompanhar todo esse novo processo, até que você se encontre bem. Assim que voltar da nova consulta, conte-me como foi.

      Amiguinha, perdoe-me a demora em responder seu comentário, pois ele (assim como três outros) caiu na caixa de spam, onde dificilmente vou. Somente hoje eu o encontrei. Será um prazer contar com o seu texto, mas só o faça quando estiver se sentindo bem. Não há pressa. Quanto a ficar alheia a algumas coisas, isso é muito bom, pois dá um descanso para a nossa mente. Precisamos desenvolver a capacidade de não nos preocuparmos com certas coisas que são realmente um “porre”. Nada melhor do que ficarmos na “nossa”. Nós, pessoas mais comprometidas com o social, carregamos um grande fardo, pois não carregamos a máscara da indiferença e da omissão. E que Deus tenha piedade de nosso país.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Maria Claudia

        Oi, Lu!

        É tão gratificante receber seu carinho! Eu ainda não consegui falar com meu médico, mas já deixei recado. Notei que o Bup aumentou minha pressão também, então vou aguardar pra saber o que ele vai decidir.Eu não parei a medicação não, rs. Venho tomando tudo certinho, só demorei pra entrar com o Bup, mas continuei esse tempo (uns 2 meses) com a medicação de antes.
        Ele tentou passar o Esc pra de manhã, mas eu acordava e me dava um sono terrível umas 2 horas depois. O que eu observei é que tomando 5 mg do Esc pela manhã, não tenho sentido sono e acordo cedo! O dia rende muito! Assim que eu for na consulta, volto pra te falar o que ele resolveu.

        Obrigada pelo carinho, Lu!
        Eu estava sentindo falta do seu apoio!

        Beijo grande
        (Eu imaginei que tivesse caído no spam rsrs, ia enviar outra mensagem, mas vi a resposta agora)

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Maria Claudia

          É engraçado ver a reação de cada organismo. Imagine que a maioria das pessoas sente insônia com o oxalato de escitalopram. Algumas emagrecem e outras engordam… Entendi! Era o Bup que estava faltando. Vou aguardar o resultado de sua consulta.

          Também estava sentindo falta de sua presença querida aqui.

          Beijos,

          Lu

  2. Wilma

    Olá, Lu!

    Nossa! Quanta experiência bacana neste blog, às vezes achamos que estamos sozinhos com nossos problemas!

    Estou no início do quadro de depressão e com ansiedade a mil… Os dois universos em uma mesma pessoa. O cardiologista com quem faço tratamento receitou o oxalato de escitalopram de 10 mg fa mais de um mês. Comprei e confesso que estou com muito medo de tomar, por isso cheguei até aqui. Nunca tomei antidepressivos, sou uma pessoa muito medrosa com medicamentos, porém preciso resolver esse problema que está no início. Sinto que sozinha (sem o medicamento), não terei sucesso, pois não consigo dar o primeiro passo.

    Tenho uma dúvida: Será que precisamos tomar a vida inteira? Sei que cada organismo é de uma forma, mas já ouviu dizer alguém que iniciou e conseguiu parar com sucesso?

    Muito obrigada por você e outras pessoas com tamanha generosidade em contar suas histórias e assim ajudar o próximo.

    Beijão

    Wilma

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Wilma

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, é normal que uma pessoa, ao ter que tomar antidepressivo pela primeira vez, sinta-se como você, pois os transtornos mentais ainda são vistos com certo preconceito em nosso país, embora cresçam a cada dia. É bom que saiba que vivemos uma época privilegiada, pois, se voltarmos os olhos para o passado, veremos como sofriam os doentes vitimados por tais transtornos, quando inexistiam os antidepressivos. Ou eram jogados nas estradas pelas famílias (há um texto a respeito no site) ou enterrados em manicômios. Portanto, resta-nos agradecer diariamente aos cientistas que trabalham com esses medicamentos maravilhosos que mudaram radicalmente a vida das pessoas com problemas mentais. A cada dia, ao tomar nas mãos meu comprimidinho de oxalato de excitalopram (já tomei outros), apenas agradeço.

      Wilma, é sabido que se faz necessário deter os transtornos mentais ainda no nascedouro. Não mais há necessidade de ficar sofrendo, pois quanto mais tarde iniciar o tratamento, mais fortes as crises irão se tornando. Chegará um ponto em que “se correr o bicho pega e se ficar o bicho come”, ou seja, não haverá escapatória senão fazer uso do medicamento. Portanto, não tenha medo. Todos nós, neste espaço, fazemos (ou fizemos) o tratamento. Você não se encontrará só. É preciso livrar-se dessa agoniação, pois a ansiedade resvala para algo terrível: a Síndrome do Pânico.

      O tempo que deverá tomar o medicamento é de acordo com a reação de seu organismo. Apenas os doentes crônicos (como eu) terão necessidade de fazer uso contínuo. Muitos tomam o antidepressivo durante seis meses, um ano… Isso não importa, mas, sim, a sua saúde. Todo esse medo não é justificável. Nunca vi uma pessoa que tome remédio para pressão (diabetes, câncer, tireoide) lamentado tal fato. Temos que aceitar que nosso cérebro adoece e que necessita de tratamento. Fora disso não há caminhos. Há muitos comentários de pessoas que só usaram o medicamento por um tempo (ver nos textos sobre o assunto).

      Você deve iniciar o seu tratamento o mais depressa possível, antes que surjam as crises de pânico e tenha que parar no hospital. Que tal começar amanhã? Vamos lá… Estamos todos torcendo por você. E contará com este cantinho para apoiá-la.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
      1. Anderson

        Lu
        Pesquisando sobre o escitalopram, acabei chegando ao seu site.Tenho uma dúvida e gostaria que me ajudasse: tomo esse medicamento há 18 dias (10 dias 5 mg e 8 dias 10 mg), porém sinto que o medicamento meio que cortou as emoções sei lá, me percebo bem diferente, posso parar de tomá-lo?

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Anderson

          Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

          Amiguinho, todos os antidepressivos apresentam efeitos adversos por um determinado tempo. Esses duram mais ou menos três semanas, de acordo com cada organismo. O que você está sentindo é parte de tais efeitos, por isso, aconselho-o a não paralisar o tratamento. Tenha calma, pois não tardarão a passar. Caso pare, poderá ter que voltar tomando uma dosagem ainda mais forte. Seja POP (paciente, otimista e persistente)! Aguarde mais um tempo. Quase todos passam por isso.

          Abraços,

          Lu

  3. Rene

    Lu e amigos

    Estou passando pra contar como tem sido esses dias com o oxalato de escitalopram 10 mg.

    Hoje faz 8 dias que estou tomando esse medicamento. No quadro geral, estou me sentindo bem melhor do que na primeira semana. O apetite deu uma ligeira queda assim que aumentei a dose, mas a intensidade foi inferior ao que ocorreu quando do início do tratamento. Também aconteceram algumas reações que não tinha experimentado, mas foram brandas (formigamentos nas mãos, nos pés, nos lábios, coração um pouquinho acelerado, a língua um pouco estranha, mas todos passageiros). Toda vez que percebia alguma reação física, apenas me lembrava que era algo passageiro, nada sério, mesmo que não fosse “agradável”. A certeza de que a sensação passa, fez com que eu a sentisse de forma mais suave. Ainda tive algumas ondas de ansiedade, alguns dias mais fortes, mas na maioria das vezes foram mais brandas e muito mais breves, e aconteceram em horários diferentes – geralmente ocorreram à noite ou pela manhã, assim que estou acordando.

    Hoje acordei bem melhor do que ontem. A atenção também está melhorando. São 16 dias corridos da medicação. Percebo que tenho mais momentos de bem-estar também. Tenho feito caminhadas, porque ajudam bastante: além de melhorar a disposição física, é ótimo olhar as pessoas, as coisas ao redor, perceber o mundo e se perceber nesse mundo como ele é. A respiração diafragmática e mais lenta, também tem ajudado muito, não só quando as crises aparecem, mas também em outros momentos. É um bom calmante. Recomendo muito a todos! 😉 Também faço uso de Loredon e Zolpidem, no tratamento para insônia. De vez em quando, tenho tomado Olcadil, só à noite, quando percebo que é necessário.

    Bem, posso dizer que com pouco tempo de tratamento já estou sentindo diferenças positivas. Percebo que aos poucos as sensações desagradáveis estão ficando pra trás e as sensações agradáveis estão cada vez mais presentes. Pensar positivo está me ajudando muito, em qualquer situação. Sempre me ajuda voltar aqui e ler os depoimentos de todos, pois sempre me encorajam.

    Obrigado a todos que vêm aqui compartilhar seus momentos. Eu sempre fui um pouco tímido, principalmente com situações como essa, mas vejo como a importância do compartilhar experiências podem ajudar outras pessoas. A mim ajuda muito. E vamos em frente, sempre POP!

    Obrigado sempre LU! Este espaço faz toda a diferença!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Rene

      Adotar uma atitude positiva durante o tratamento é fundamental para o seu sucesso (e isso em qualquer tipo de tratamento).

      “A certeza de que a sensação passa, fez com que eu a sentisse de forma mais suave.”

      Você se encontra na fase inicial da medicação, o que ainda traz muitos efeitos adversos, mas, com o tempo, eles irão tornando-se mais fracos até desaparecerem completamente. Ainda assim é importante acompanhá-los com atenção para saber quando é necessário buscar ajuda médica (ver INFORMAÇÕES SOBRE O OXALATO DE ESCITALOPRAM), ou seja, quando os efeitos adversos não se encontram dentro da normalidade.

      Amiguinho, é mesmo muito importante o exercício físico. Caminhadas são uma maravilha, pois trazem disposição e fazem com que a pessoa continue em contato com o mundo. Ficar preso a um casulo só piora o nosso estado de ânimo. Quanto ao contato com os depoimentos de outras pessoas, é realmente o que você diz:

      “[…] mas vejo como a importância do compartilhar experiências podem ajudar outras pessoas. A mim ajuda muito.”, pois juntos nós nos sentiremos mais fortes.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Rene

        Lu,
        obrigado pela sua resposta, sempre reconfortante e animadora!

        Pelo que tenho lido nos textos e comentários, estou com reações comuns ao medicamento nessa fase, que pode durar cerca de três semanas, certo? Mas estou fazendo o que você disse e observando sempre. Hoje a ansiedade foi um pouco forte, mas agora melhorou. Estou confiante que logo esses efeitos vão passar.

        Mais uma vez obrigado, Lu!

        Um abraço!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Rene

          Os efeitos adversos duram em média cerca de três semanas, embora alguns organismo exijam mais tempo e outros menos. Como você é uma pessoa bastante otimista, não demorará a sentir-se bem.

          Amiguinho, você não tem nada a agradecer, pois sou quem sente feliz com a sua presença querida.

          Abraços,

          Lu

  4. Raquel Santos

    Lu

    Desde setembro faço uso do esc 20 mg para depressão, mas no início de dezembro, ao me ver tão bem, minha médica reduziu para 10 mg, mas após quase um mês tomando essa dosagem mais baixa comecei a sentir me mal (taquicardia, apatia, dores na nuca). Voltei à médica em janeiro e ela voltou com a dosagem de 20 mg. Sinto-me muito bem novamente.

    Como saber a hora certa de tentar diminuir a dosagem? Voltei à minha vida normal felizmente, trabalhando, atividade física, lazer e já até iniciei mais uma pós graduação. Apesar de tudo posso dizer que estou muito bem.

    Quero dizer a todos que ainda se encontram na fase ruim do tratamento que sejam otimista, não desistam, pois logo o tratamento trará resultados excelentes.

    Obrigada, Lu, sempre, por ter criado este cantinho no qual podemos relatar nossos momentos difíceis e de vitórias, sendo muitas vezes não compreendidos por todos. Felizmente sempre tive um apoio e amor incondicional de meu esposo e filha nessa trajetória. Sempre vou aparecer pra compartilhar com todos como estou indo. Sejam POPs!

    Beijos a todos!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Raquel

      É muito bom saber que está se dando bem com o tratamento, já tendo voltado à normalidade de sua vida de antes. Quanto ao tempo certo de parar com a medicação, não há como saber. Apenas seu psiquiatra poderá pedir o desmame, mas nem ele mesmo saberá se você irá ficar bem sem o medicamento. Tudo acontece através de acertos e erros, ou seja, de experiências. Como observou, o simples fato de reduzir a medicação já mostrou que ainda não se encontrava bem. Aguarde mais um tempo.

      Não suma, pois todos nós precisamos de sua força.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  5. Rene

    Lu

    Parabéns por este espaço aqui. Encontrei-o justamente pesquisando sobre o oxalato de escitalopram, pois estou tomando há três dias.

    Na última terça-feira, tive uma crise de ansiedade – mas ainda sem ter certeza de que era realmente isso. Eu Já fazia um tratamento para insônia com um psiquiatra, desde o ano passado, e já estava com uma consulta marcada para esta semana. Dois dias antes da consulta, tive a inesperada crise. Enfim, conversei com ele, expliquei tudo o que senti e ele identificou uma crise de ansiedade. Receitou o oxalato de escitalopram começando com 5 mg por oito dias e logo após 10 mg, até retornar pra nova consulta. Sei que ainda é muito cedo, mas me sinto melhor do que no primeiro dia e, sem dúvida, melhor do que no dia em que aconteceu a crise. Ainda sinto certa ansiedade, mas procuro me ocupar, sempre respirar fundo, conversar um pouco quando possível, caminhar e, como você tem dito aqui, pensar positivo, ser receptivo com o medicamento.

    Quero encorajar as pessoas que estiverem passando por aqui a procurar ajuda médica. Não tenham medo nem vergonha, pois o importante é a gente se sentir bem. Estou otimista com o medicamento. Tive um pouco de redução do apetite e ainda algumas ondinhas de ansiedade, mas pelo que estou entendendo pelos comentários, são efeitos adversos que logo passam. De qualquer forma, tenho me sentido melhor pouco a pouco, mesmo sendo o início do tratamento e estou confiante que vai melhorar ainda mais.

    Obrigado a todos que contribuem aqui com seus comentários, pois faz muita diferença pra quem, como eu, está começando agora o tratamento. E obrigado Lu, pois a sua iniciativa traz muitos esclarecimentos, consolo e nos ajuda ter mais coragem e mais positividade.

    Muito obrigado! Muita paz e muita luz!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Rene

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, pelo seu comentário pude observar que é uma pessoa POP (paciente, otimista e persistente), logo, os resultados obtidos com seu tratamento serão bem rápidos, pois pesquisas comprovam que os otimistas tendem a ter uma resposta bem mais rápida. Continue assim!

      O oxalato de escitalopram encontra-se entre as substâncias mais indicadas pelos médicos, para os transtornos mentais. É fato que também possui efeitos adversos, mas esses passam após um tempo de uso.

      Rene, percebo que você é uma pessoa muito especial que se preocupa com os outros, fato incomum nos dias de hoje. Achei generosa a sua postura, já no seu primeiro comentário, agradecer aos que aqui trazem seus comentários, incentivando-os a fazer o tratamento. Será muito bom contar com a sua presença, sempre.

      A existência deste espaço tem realmente ajudado muitas pessoas, mas eu também sou privilegiada por ter como companhia, ainda que virtualmente, pessoas tão especiais. você é um exemplo do que falo.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Rene

        Lu

        Fiquei muito feliz com a sua resposta. É sempre bom saber que estamos todos juntos nesta caminhada, ajudando e encorajando uns aos outros. A felicidade vai ocupando os espaços 😉

        Hoje estou no oitavo dia do tratamento e tomando 5 mg do oxalato (tomo no café da manhã), e amanhã inicio com 10 mg. A cada dia tenho momentos maiores de bem-estar. O apetite já está muito melhor, de fato. A ansiedade, quando vem, geralmente é mais no final do dia, mas como eu já consigo identificar a ondinha, apenas tento dirigir a minha atenção ao que se passa no meu corpo, sem julgamentos, apenas permitindo acontecer, vendo, ouvindo, pois sei que nada de grave irá de fato acontecer. Olho os objetos em volta, vou conduzindo uma respiração mais lenta e aos poucos vou me sentindo bem melhor, bem mais calmo. Realmente melhora. E é como você sabiamente diz aqui: ser POP faz toda a diferença. Ser POP com tudo, na vida, momento a momento, um dia de cada vez 😉

        Gosto muito deste site! Parabéns de coração!

        Um grande abraço a você e a todos!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Rene

          Você realmente aprendeu a “manha” para lidar com as crises. É exatamente isso que deve ser feito, o que torna o momento bem menos sofrido. Todos nós devemos agir assim, quando as crises chegam. Não adianta correr para o hospital, quando sabemos as causas de nosso organismo estar procedendo de tal maneira. É aí que entra a racionalidade, como explico no texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA. Nós precisamos tomar as rédeas de nosso tratamento num trabalho mútuo de cooperação. Que o seu exemplo sirva para todos nós.

          Obrigada por seu carinho!

          Abraços,

          Lu

  6. Renato

    Lu

    Sendo sucinto, meu caso é o seguinte: há meses venho sentindo dores físicas e diagnósticos não fechados por exames. Desde então minha mente se “perturbou” e com isso aumentou o sentimento físico das dores e mudou meu padrão mental para dormir, pensar e viver.

    Passei e passo por diversos especialistas e até internado para investigação fiquei. Uma médica da Família do Posto de Saúde que também é farmacêutica e me acompanha há meses me sugeriu o uso do Escitalopram 10 mg e o iniciei hoje. Confesso que tive meus medos em relação a tomá-lo. Fiquei imaginando que os médicos estão com dificuldades de diagnosticar meus sintomas e acham que é tudo mental. Mas acredito que as dores físicas me levaram a um quadro ansioso e depressivo. Meu receio é que uso Monicordil e mesmo assim a médica receitou e meu deu 2 caixas do Esc. Sei que preciso de algo para frear minha mente neste sentido pois estou com estafa disso tudo.

    Gostei deste espaço e li tudo que vi. Obrigado!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Renato

      Nossa mente pode somatizar nossas preocupações, transferido-as para o plano físico. Pelo seu relato, penso eu que isso pode estar acontecendo com você, pois em 2016 passei por isso. Senti uma dor abdominal, no lado esquerdo, que aumentava a cada dia. Cheguei ao ponto de não aguentar ficar sentada. Passei pelos mais diversos exames (colonoscopia, endoscopia, ultrassonografia, exames de sangue…) e nada. Tudo era ocasionado pelo meu sistema nervoso vegetativo, em razão das minhas preocupações com o nosso país, naquele ano do golpe, quando participei de diversos movimentos. Meu psiquiatra aconselhou-me a distanciar-me do noticiário político. E foi assim que as dores desapareceram. Ainda hoje busco fugir deles.

      O que quero dizer é que suas dores podem ser fruto de seus sistema neurovegetativo, sendo a prescrição de um antidepressivo muito importante. A depressão pode assumir diferentes caras. Muitos imaginam que seja apenas a com cara de choro e sofrimento. Não é verdade! Muitas vezes carregamo-la ocultamente por anos e anos.

      O antidepressivo, normalmente, pode ser tomado com outros medicamentos. E se sua médica receitou-o, não há porque ter receios, ela sabe o que faz. Não se preocupe, logo você estará bem. Continue dando notícias.

      Abraços,

      Lu

      Renato, uma vez tendo feito os exames e nada encontrado, busque relaxar (como eu fiz). Como dizia minha avó: “Não fique buscando chifre em cabeça de cavalo”. Acho que o oxalato de escitalopram irá resolver seu problema. Quanto à insônia, caso ainda continue, peça a seu médico para lhe receitar um ansiolítico para tomar no primeiro mês do tratamento. Também faço uso do mesmo antidepressivo que lhe foi receitado (compro sempre o genérico mais barato). E me sinto muito bem.

      Você diz: “Mas acredito que as dores físicas me levaram a um quadro ansioso e depressivo.”. Acho que a correlação é inversa, ainda que você não tenha percebido que estava ansioso e depressivo antes. Você precisa tratar apenas o transtorno mental, pois fisicamente nada possui. Seu médico agiu corretamente. Foram feitos exames e nada foi encontrado, agora é preciso tratar a parte mental.

      Responder
      1. Renato

        Lu
        Obrigado pela atenção e empatia com seus leitores.

        Estou indo pro terceiro dia com o Esc e dia 08 retornarei à médica para o acompanhamento. Estou sentindo “calafrios” e a cabeça um tanto “leve” “aéreo”. Estou confiante do efeito progressivo da medicação e vou precisar muito da minha mente saudável para continuar minha caminhada. Se depender de mim farei o meu possível e sei que muitos passam e passaram por momentos difíceis, eu sou apenas mais um humano, sendo humano não é?!

        Obrigado por repassar sua inteligência, sensibilidade e força. Muita Luz!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Renato

          Posso perceber que você é mais um guerreiro POP. É isso aí, meu amiguinho, o nosso otimismo pesa muito no nosso tratamento. Quanto aos efeitos adversos (calafrios e cabeça aérea), esses são normais no início da medicação, mas passarão, normalmente, dentro de três semanas, dependendo de cada organismo.

          Saiba que tudo irá dar certo, pois depende muitíssimo de você. Pesquisas científicas demonstram que as pessoas otimistas têm um resultado positivo mais rapidamente do que as pessimistas. Quero acompanhar todo o seu progresso. Está intimado a ficar sempre em contato conosco. E não há nada a agradecer, pois vocês me tornam mais humana e imensamente mais espiritualizada, com a luz que me enviam.

          Abraços,

          Lu

  7. Livia

    Querida Lu,

    Estou aqui de volta. Meu 34º dia de medicação, tomando 13 gotas e hoje vou pra 15ª. Ainda não me sinto bem. Consigo ver que melhorei um pouco, mas estou APAVORADA com medo de não melhorar o suficiente. Segunda-feira tenho que voltar a trabalhar e já estou mal por pensar nisso. Meu texto vai ficar grande, mas vou te contar minha história do início.

    Eu já tomo duloxetina há 5 anos, por causa de uma síndrome do pânico e depressão que tive. Eu estava super estabilizada, mas ganhei muito peso ao longo dos últimos anos e decidi fazer uma cirurgia bariátrica em dezembro passado. Depois da cirurgia minha depressão, até então estabilizada, voltou com força. Com 2 semanas de cirurgia, tive que ir ao psiquiatra, pois não parava de chorar, de ter crises de pânico e de querer morrer. Ela me receitou escitalopram em gotas, 10 mg. Há cerca de 10 dias ela pediu pra aumentar pra 13 mg. E hoje 15 mg. Ela quer diminuir a duloxetina pra aumentar as gotas pra 20 mg, mas o desmame da duloxetina é muito difícil e tenho medo. E ela tem medo de aumentar os dois por causa da síndrome serotoninérgica, que é rara, mas existe.

    Eu sinto uma culpa tremenda por ter feito a cirurgia, pois eu estava bem, estável. E estou apavorada de não sair desse quadro depressivo, o terceiro que eu tenho. Vejo um monte de gente que não melhora da depressão, que fica refratário (acho que é assim que se fala). E eu não vou aguentar se isso acontecer comigo. Passa muito pela minha cabeça que um dia vou acabar com tudo, pois perdi o prazer de viver, nada me alegra, nada me da prazer. E a culpa e o arrependimento me corroem. Porque nada pra mim é mais importante que a minha saúde mental, nem mesmo estar gorda, magra, etc…

    Com mais de um mês de medicação já era pra eu estar bem… nas outras duas vezes foi mais rápido… e eu continuo sentindo uma tristeza e uma apatia sem fim… ao mesmo tempo, tenho pavor de pensar em mexer na medicação e começar tudo de novo. Como posso trabalhar assim? Ao mesmo tempo, tenho uma oferta pra sair do Brasil em junho, algo que eu queria e batalhei muito, e se eu pedir licença pra saúde, eu perco essa chance. E quando penso em sair do Brasil não estando bem, aí que eu piro mesmo.

    Enfim, DESESPERADA é a palavra que me define. E eu sei que você diz que medo é uma palavra que não podemos usar, mas eu estou apavorada em não melhorar. Só acho que eu já devia estar bem pelo tempo…

    Lu, desculpa pelo textão, mas eu estou em pânico com isso tudo que relatei. Minha mãe, que cuida de mim, está cada dia mais estressada em me ver assim, ela quer que eu melhore pra hoje, não sei mais o que fazer!

    Beijos,

    Lívia

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Lívia

      Amiguinha, respire fundo e acalme-se. Vou começar este comentário citando uma frase de Lao Tsé, filósofo e alquimista chinês: “Na condução das questões humanas, não existe lei melhor do que o autocontrole”.

      Nada há que possamos resolver sem o autocontrole, pois é quando a nossa mente trabalha a nosso favor. O desespero apenas anuvia tudo, impedindo a nossa razão de se manifestar. Ninguém é capaz de resolver qualquer questão quando põe a aflição extrema à frente. Aí viramos crianças mimadas e desesperadas, que quer resolver tudo no choro ou no grito. Como adultos, temos a obrigação de trabalhar usando a nossa racionalidade, levantando prós, contras, possibilidades… Comece por agir assim.

      Lívia, ao dizer: “…mas estou APAVORADA com medo de não melhorar o suficiente”, você está dando ordens a seu organismo para agir em conformidade com seu pensamento, pois, de certa forma, nós somos aquilo que pensamos ser. O pensamento possui uma força imensurável, tanto é que a Ciência já comprovou que as pessoas otimistas melhoram muito mais rapidamente do que as pessimistas.

      Todas as pessoas que vão voltar ao trabalho, depois de um tempo afastadas por motivos de saúde, possuem esse mesmo medo de que fala. Se ler os comentários nos textos sobre tal assunto verá que não são poucas as que passam isso, o que é normalíssimo! Não há porque temer nada. Pense nos pontos positivos e elimine os negativos. Volte alegre, de bem com a vida. Seus colegas sentiram a sua falta. Leve-lhes um bolo para o café ou bombons… Surpreenda-os. Mostre alegria por estar de novo ao lado deles.

      Em relação à cirurgia bariátrica, saiba que a depressão após tê-la feito é muito comum (seu médico deveria ter dito a você). Isso é também comum em quem retira o útero, uma perna… Você está sentindo como se tivesse perdido uma parte de si mesma… Mas pense na importância que isso terá para a sua saúde. Tenho três amigas (e inúmeros conhecidos) que a fizeram, passaram pela fase de depressão e hoje se encontram muito felizes. Portanto, compreenda que essa tristeza é normal e que dissipará logo, logo… Não a alimente. Você é uma privilegiada, pois centenas de milhares de pessoas estão nas filas do SUS aguardando uma cirurgia bariátrica e você já fez a sua, pouco importando se foi particular ou não. Nos EE.UU., onde a obesidade avoluma-se, esta cirurgia tende a ocupar o primeiro lugar no pódio das intervenções cirúrgicas. A obesidade é uma das maiores causas de morte e um gatilho fortíssimo para os transtornos mentais. Veja com otimismo o fato de ter se livrado do excesso de gordura ruim. Agora trabalhe seu corpo para ficar bem lindinha. Uau! Depois quero uma foto do antes e do depois. Sei que estará lindona, como ficaram minhas amigas. Se eu tivesse muitos quilos a mais, não relutaria em dispensá-los. Não diga essa asneira: “Eu sinto uma culpa tremenda por ter feito a cirurgia, pois eu estava bem, estável.”. Você estava “estável” agora, mas não sabe o que lhe reservaria o futuro, pois a obesidade vai minando o bem-estar. Sua saúde irá melhorar em todos os aspectos e seu corpo irá agradecer muito. Agora é cuidar da boquinha, a fim de que os quilos eliminados não acabem voltando.

      Amiguinha, o fato de estar vivendo momentos de depressão não é motivo para ficar assim. Imagine se eu que tenho depressão crônica (bisavó, avó, mãe…), tendo que lidar com isso ao longo de toda a minha vida, fosse perder a esperança de ficar bem! Vixe Maria! Mesmo sabendo que herdei tal genética, estou aqui bem “felizinha da silva”, buscando viver o HOJE o melhor possível. Sabe por quê? Nós, detentoras de transtornos mentais, transformamo-nos em guerreiras, pessoas que não se abatem com praticamente nada. Nossa lema passa a ser vencer… e vencer cada dia (eu disse cada dia), buscando ver beleza nas coisas mais simples que nos rodeiam. O prazer de viver está nas nossas mãos. Não o compramos em farmácias, mas precisamos tirá-lo de dentro de nós.

      Sabia que as pessoas depressivas são perfeccionistas? E que põem defeito em tudo? E que nada lhes agrada? Precisamos girar esta chave e nos transformar em pessoas tolerantes, menos exigentes, abertas ao novo e propícias a ver beleza nas coisas simples. Ontem ganhei uma sandália linda… passei o dia feliz. Uau! Meu marido está fazendo uma comidinha vegetariana e estou sentindo o cheirinho… Uau!… estou feliz de novo… Meu gatinho Lulu, um albininho sapeca, está aqui deitado perto de mim, enquanto lhe escrevo… Uau!… estou feliz novamente… Lá fora cai uma chuva fininha, deixando tudo verde… mais feliz estou… Uau!… No meu mini-jardim, meu pé de camarão deu sua primeira flor amarela… Uau!… é lindinha demais… mais felicidade… O seu é o décimo primeiro comentário que respondo hoje… saber que confiam em mim redobrou a minha felicidade… Uau!… Tenho dois livros para fazer revisão (sou revisora)… Uau!… E assim vou vivendo apenas hoje. Apenas hoje…

      Lívia, não marque tempo para ficar bem no que diz respeito à sua medicação. Quem determina isso é o seu corpo e cada organismo tem o seu tempo. Não fiquei comparando etapas, menina pirracentinha. Siga a recomendação médica e irá ficar bem… pense assim. Você estará bem quando chegar o tempo de sair do Brasil, tenha a certeza disso, mas tenha paciência, danadinha apressada. Quando fora estiver, quero que me escreva sempre, contando tudo. Cada comentário falando sobre a nova cultura será uma gota de felicidade para mim. E nada de pedir mais licença para saúde. Já chega! Afinal você é uma guerreirinha POP. E pare de dar trabalho para sua mamãe. Vou aí lhe puxar as orelhas.

      Amiguinha, quero finalizar a minha resposta pedindo-lhe algo muito sério: VIVA APENAS UM DIA DE CADA VEZ… só isso, apenas isso, tão somente isso.

      Quero mais notícias suas!

      Beijos,

      Lu

      Responder
      1. Livia

        Lu,

        não fique triste comigo. Estou numa ansiedade e numa angústia sem fim. Sou fraca emocionalmente e a depressão é o que mais me desequilibra. Pode parecer fútil meu desespero, mas eu realmente sou bem ansiosa e não consigo ficar vivendo um dia de cada vez. Os medos me dominam.

        Tenho verdadeiro pânico em não me sentir melhor. Na verdade, esses são meus maiores medos: não me recuperar mais da depressão, não voltar a ser a pessoa que eu era (alegre, cheia de vontade de viver e entusiamo). Eu tento não ter esses pensamentos, mas eles me consomem. E não consigo me alegrar com nada, estou totalmente apática, sem prazer em nada. Eu peço desculpas por estar assim tão pra baixo e repetitiva, mas este teu cantinho aqui me conforta demais!

        Eu só estou muito nervosa com medo do reconter não estar fazendo um bom efeito pra mim nesses 35 dias. Me preocupa se ele não é a medicação boa, e aí vou ter que esperar 2-3 meses, e depois talvez ainda tenha que mudar, essas coisas acabam somatizando tudo que estou sentindo, e a cabeça pira.

        Na questão do pânico, eu venho exercendo muito meu autocontrole, por mais que eu queria não sair de casa, eu levo minhas cadelinhas pro banho, vou à psicóloga, tento ir à casa da minha irmã…fico exausta de ter que controlar tanto minha cabeça, mas sei que essas situações são importantes pra mim, e tento mantê-las, mesmo não achando graça em nada. Me forço a dirigir, me forço a ver tv…

        Lu, só mais duas dúvidas: vi um comentário que quando a depressão é reincidente, a medicação acaba custando mais tempo pra fazer o efeito esperado. Você sabe se isso é verdade? Vou amanhã à minha psiquiatra. Ela falou sobre colocar uma nova medicação pra potencializar o efeito do antidepressivo. Eu andei vendo que é comum essa associação com bupropiona ou lítio. Você saberia me dizer algo de ambos em associação com escitalopram?

        Muito obrigada do fundo do coração por este site e por responder com tanto carinho e consideração.

        Um beijo grande,

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Lívia

          Jamais ficarei triste com as minhas amiguinhas e amiguinhos que aqui chegam. Vocês são parte da minha família. Ainda que virtualmente, eu os amo muito, cada um em particular.

          Amiguinha, nós somos aquilo que pensamos ser. Você é forte, tanto é que, juntamente com centenas de milhares de nós outros, espalhados mundo afora, está aqui lutando por sua saúde mental. E é exatamente isso que fazemos todos os dias, sem deixar a peteca cair. Mais do que ninguém sei o que é ser depressiva. Essa senhora me visitou ainda na minha adolescência. Ao longo dos anos, eu fui aprendendo a lidar com ela. Hoje, posso dizer que somos amigas, mas não a deixo ficar perto de mim por muito tempo. Não nutro nenhum ódio por ela. Aceito-a e compreendo-a, mas exijo que sua visita seja rápida (risos). Quero dizer que, no meu caso, por ser depressiva crônica, de tempos em tempos tenho que aumentar a dosagem do medicamento ou mudar para outro, pois o organismo acostuma-se com ele e a deprê dá as caras. Mas não vejo nisso nenhum problema. Quantas pessoas tomam remédios diariamente pelos mais diferentes motivos (cardíacos, tireoidianos, diabéticos, hipertensos…).

          Lívia, aprendi muita coisa com o meu próprio sofrimento (e o de meus familiares). A mais importante foi viver um dia de cada vez. A nossa ansiedade repousa justamente na nossa preocupação com o amanhã. Isso não se aprende de uma hora para outra, mas com o tempo. Aos poucos você irá apreendendo esta lição. Não se preocupe. Não estabeleça prazos… apenas siga em frente confiante em suas mudanças. Quando menos esperar, os medos foram embora, pois não há mais terreno para serem cultivados.

          Sinto que você é uma pessoa maravilhosa, inteligente, criativa e muito sensível. Segundo pesquisas, as pessoas depressivas são tudo aquilo que afirmei acima. Em suma, possuem uma grande veia artística. Dentre os artistas, a depressão é uma constante. Aqui em nosso blog poderá ler sobre a vida de muitos deles (Van Gogh, Munch…) todos atingidos pela depressão. Quanto a recuperar-se da depressão, poderá ver que estou bem (e olhe que a minha amada deprê é crônica), caso contrário não estaria aqui a trocar ideia com vocês. Benditos sejam os antidepressivos e seus criadores maravilhosos! Amo o meu comprimidinho diário. Posso ficar sem o maridão, mas sem ele, não (risos). Em relação ao pânico, você é muito mais forte do que imagina. Muitos aqui não conseguiam sair de casa. Parabéns, menina!

          Amiguinha, os psiquiatras trabalham com acertos e erros no que diz respeito ao tratamento dos transtornos mentais. Não há como saber qual será a melhor substância para cada pessoa. Tampouco a dosagem. Esse fase exige muita paciência dos dois lados (médico e paciente). Muitas vezes é preciso aumentar a dosagem ou mudar o antidepressivo, noutras adicionar uma segunda medicação… até acertar em cheio. Quando chegamos à medicação correta, aí, sim, aparece a luz no final do túnel. Quase todas as pessoas passam por isso (veja comentários).

          Quando a depressão é reincidente, principalmente se a pessoa parou com a medicação por conta própria, demora-se mais tempo para obter um resultado positivo, pois o organismo vai se tornando mais forte a determinados tipos de substâncias, sendo necessário potencializar o efeito do antidepressivo com um segundo. Isso é normalíssimo. Não tenha receio. Muitos aqui fazem uso dessa dualidade. Tanto a bupropiona quanto o lítio são muito usados nesses casos (ver comentários).

          Assim que voltar da psiquiatra, conte-nos como foi. Veja também o comentário de uma amiguinha para você.

          Beijos,

          Lu

    2. Cristiane

      Lívia

      Amiga de caminhada! Gostaria de relatar a minha caminhada até aqui pra ver se você consegue aceitar nossas condições de pessoas que tem Tag e SP.

      Hoje estou no 43° dia de Escitalopram e no meio do caminho também tive que aumentar a dose de 10 mg para 20 mg. Somos ansiosas e queremos as coisas pra ontem, mas nosso corpo não entende assim, cada um tem seu tempo, pra mim não está sendo diferente. Tenho enjoos, crises de ansiedade, fobia e falta de ar, e nesses 3 últimos dias estou com uma sonolência insuportável, mas acredito fielmente que é o antidepressivo agindo a meu favor. Tem hora que dá, sim, um pavor ou desespero de que as coisas melhorem de uma vez, mas não é assim!

      Lívia, como a nossa amiga Lu diz, temos que ser POPs e viver um dia de cada vez, pois só temos o hoje, o amanhã a Deus pertence! Não se engane, achando que sou calma ou tão paciente como na escrita, também tenho meus receios, mas se entrar nessa roda viva de desespero, a única prejudicada será você. Não é fácil ter paciência, mas tenha, pois será bom pro seu corpo e mente. Pensei a noite toda em você. Lívia, nunca se esqueça que temos um Deus de misericórdia e devemos clamar a Ele por aceitação e conforto!

      Deus te abençoe, fique com a proteção Dele.

      Responder
      1. Livia

        Oi Cris e Lu,

        Vou responder por aqui pois a Cris pode ler e a Lu acredito que receba notificação de todas as respostas. Antes de tudo, eu nem tenho como expressar gratidão por existirem pessoas como vocês, que são genuinamente boas e preocupadas em ajudar, em fazer a diferença na vida de outras pessoas.

        Hoje fui à médica. Eu aumentei a dose do reconter pra 15 gotas (de 13 para 15 mg) há dois dias. E aí comecei com uma coceira e placas na pele, que fica arroxeada, como se fosse algo vascular. Só coça, mas não me sinto mal. Aí controlo a coceira e as placas e somem. Como estou operada e não posso comer quase nada, e só tomo vitaminas desde que eu operei há 51 dias, acredito que foi do aumento da dose. Cheguei lá e ela pediu pra substituir o reconter pelo zodel (desvenlafaxina).

        Mas o inesperado aconteceu. Após 51 dias, hoje está sendo o primeiro dia em que me sinto melhor. Não estou 100%, porque às vezes dá uma agonia no meu coração, querendo me gerar um pânico, um desespero, mas é a primeira vez que me sinto esperançosa e um pouco me sentindo como eu era. E isso me animou tanto, como se fosse o primeiro ponto de luz nesse quarto escuro que me enfiei há quase 2 meses.

        Agora estou pensando em falar com a médica se posso ficar com o reconter mais uma semana, ver como me sinto e ver se esse efeito colateral pesa. Vi que é um efeito adverso incomum, mas como efeito adverso, ele deve passar. Até mesmo porque admito que me assusta um pouco passar pela retirada do reconter e pelos efeitos iniciais do zodel.

        Também queria a opinião sincera de vocês (vou falar com a médica de qualquer maneira, mas queria saber assim mesmo): o que vocês acham dessa minha ideia de dar uma chance maior ao reconter? Vocês conhecem algo sobre essa nova medicação, o zodel?

        Mais uma vez, obrigada do fundo do meu coração! Tenham certeza da minha gratidão profunda e sincera.

        Beijos

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Lívia

          Estou muito contente com este seu novo comentário. A guerreirinha está ressurgindo. Uau! Era isso o que eu mais esperava. Nós somos como o bambu, dobramos mas não nos quebramos.

          Amiguinha, acho ótima a sua ideia de falar com sua médica que está começando a sentir-se melhor com o oxalato de escitalopram e que gostaria de experimentá-lo por mais um tempo. Vale a pena. Quanto ao Zodel, sei que é um medicamento novo da Medley que, ao que me parece, será muito receitado, pois não interfere na libido e nem leva ao ganho de peso (algumas pessoas ganham peso com o oxalato de escitalopram, enquanto outras emagrecem), além de ser um antidepressivo mais barato. Acho que ele desbancará muitos outros antidepressivos.

          Continue firme, minha querida. Não se sinta só, pois sempre estaremos ao seu lado.

          Abraços,

          Lu

        2. Cristiane

          Lívia

          Sinto- me muito feliz por esse episódio de melhora, é isso mesmo, deve ser otimista e dar uma chance para o Escitalopram fazer o trabalho dele. Abra as janelas de seu quarto, deixe o sol da esperança entrar! Eu tive muitas reações adversas e ainda tenho, escrevo todos os dias na minha agenda sobre o meu dia e percebo o quanto melhorei, e quando li sua postagem, lembrei-me que uns 3 dias após o aumento da dosagem me deu uma coceira no nariz, no queixo, uma aflição danada (risos), aí falava comigo mesma: nossa, todo dia uma coisa diferente e brincava (e ainda brinco) com meu marido: o que será que vai acontecer comigo amanhã? Ele dizia: “não sei, mas te ajudarei a coçar!” ( risos).

          Hoje acordei bem, mas meio agoniada, mas aprendi a não dar importância pra esses sintomas chatos e pratico todos os dias “viver um dia de cada vez, sem antecipar ou mesmo bolar algo sinistro pra minha mente me incomodar”.

          A Lu é um ser humano incrível e sempre recorro aqui. Não estamos sozinhas, um dia iremos rir disso tudo! Fique com Deus amada!

  8. Luiza Mignot

    Boa noite Lu,

    Encontrei seu blog recentemente e estou extremamente aliviada. Tenho 27 anos e venho sofrendo depressão desde 2013, porém, estava há 6 meses sem remédio, segundo acordo e desmame com a psiquiatra. Ano passado comecei a ter crise de pânico e muita ansiedade. Iniciei meu tratamento com o Escitalopram (5 mg) semana passada.

    Tenho sofrido muito com os efeitos colaterais do remédio nesses primeiros dias: muita inquietude, falta de apetite, taquicardia, ranger dos dentes e queimação no corpo e insônia (tenho conseguido dormir só a partir de 6 horas da manhã e quando consigo dormir antes, acordo durante à noite muitas vezes com sensação de pânico).

    Ontem especificamente foi uma noite muito difícil, tentei fazer a respiração, tomei chá, ouvi música clássica, mas ainda assim tive uma sensação horrível, pânico novamente. Acordei me sentindo bastante mal, passei o dia aérea e com muita preguiça e anteriormente estava ligada no 220 V durante o dia.

    Estou confiante, porém um pouco com medo de aumentar a dose para 10 mg depois de uma semana (conforme orientação médica), mas ainda assim lutarei e confiarei. Graças à Deus e ao seu blog não me sinto sozinha. As pessoas que estão ao meu redor, por mais que queiram, não conseguem entender, só falam que tudo depende de mim e da minha força de vontade (como se fosse fácil!), ser grata, pensar positivo, etc.

    Fui contar à minha cunhada que iniciei o tratamento, e apesar de demonstrar preocupação e se dispor a ajudar, contestou eu estar utilizando medicação. Porém, comentei com ela sobre a parte genética (que pesa muito): minha família praticamente toda teve/ tem depressão, e ela discordou disso (disse que já chegou a ter depressão e que consultou dois médicos e lutou contra isso sozinha).

    Não tem jeito, só nós que estamos passando pela dor que sabemos mesmo, por mais que os outros queiram nosso bem. Que todos que estão passando por isso, tenham POP e apresentem melhora. Vamos confiar! Obrigada por tudo e por ser luz para nós, por ser instrumento de Deus.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Luiza

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, quando a depressão não é resultante de uma causa traumática (morte na família, término de relacionamento amoroso, pós-parto, etc), ela tende a ser reincidente. Desaparece por um tempo e, quando menos esperamos, retorna sem ao menos nos pedir licença para entrar. Por isso, muitas pessoas, ao passar pelo desmame, tendem a retornar ao tratamento, necessitando mais tempo de uso do medicamento, enquanto outras devem tomá-lo “for ever” (como eu). Não se preocupe, pois esse retorno é normalíssimo.

      Todo antidepressivo traz transtornos adversos. Trata-se de uma luta entre o organismo e a nova substância, mas tal rixa dura pouco tempo. É fato que muitas pessoas, ao iniciar o tratamento, ficam piores do que antes. Ainda assim é preciso levá-lo avante, aguardando a passagem dos efeitos adversos que duram cerca de três semanas, normalmente, aguardando ver a luz no final do túnel. Quanto à insônia, se estiver tomando o antidepressivo à noite, peça a seu médico para mudá-lo para a parte da manhã (Você não me disse a hora que toma o remédio). Ele também poderá lhe passar um ansiolítico nessa fase inicial.

      Luiza, você deverá aumentar a dosagem, conforme o parecer médico. Se ela estiver fraca, em nada irá resolver seus transtornos mentais. Não adianta ficar gastando tempo e dinheiro à toa. Coragem, guerreirinha, e siga adiante! Quanto à compreensão das pessoas em derredor, ela é realmente muito pequena, pois somente quem possui transtorno mental sabe realmente como é se levantar a cada dia carregando tal fardo. Não dê a mínima a essas pessoas, pois muitas delas, além de ignorantes, também são preconceituosas em relação ao tratamento… até o dia em que caírem na esparrela. Dizer que tudo depende de força de vontade, de ser grata, de pensar positivo, etc., sem o uso do medicamento, é uma tolice. Pergunte-lhes se tal receita pode ser repassada a quem é cardíaco, hipertenso, diabético…? Se assim for, não há necessidade de existirem remédios no mundo. O fato é que elas desconhecem (ou não aceitam) que o cérebro adoece. Esquecem das tantas histórias de loucura que existiram ao longo do tempo, durante a existência dos manicômios.

      A genética praticamente define a nossa vida. Também venho de uma família em que a depressão é crônica. Fui agraciada com tal herança. Ela se manifestou ainda na minha adolescência. Quanto à sua cunhada, ela deve ter tido uma depressão passageira, em razão de algum problema pessoal, não tendo nada a ver com o mau funcionamento neuronal de seu cérebro. Há, portanto, casos e casos. Amiguinha, evite tais conversas e venha para cá, onde encontrará pessoas que vivem ou viveram o que você ora passa. Não se sinta sozinha. Realmente é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). Vou lhe repassar alguns links que irão ajudá-la. Venha sempre nos trazer informações suas.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Luiza Alves Mignot

        Lu

        Hoje estou no 11º dia do tratamento, a insônia e os efeitos colaterais praticamente passaram e estou muito feliz e confiante. O que me ajudou bastante e que recomendo a todos que estão passando por isso: ocupem a cabeça ao máximo. Isso me ajudou bastante a não pensar nos efeitos e a diminuí-los. Sei que ainda é uma longa caminhada mas continuo POP sempre! Não desistam.

        Sem dúvidas este blog foi o que me ajudou a não desistir no início e agradeço demais. Lu, você é pura luz aqui na Terra. Obrigada, obrigada, obrigada!

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        1. LuDiasBH Autor do post

          Luiza

          Sinto-me muito feliz ao saber que o tratamento está dando certo para você. E olhe que ainda se encontra na fase inicial! Como você mesma diz, é muito importante cultivar o otimismo, a paciência e a persistência. A caminhada é longa, mas os primeiros passos significam a metade dela. Estou deveras contente, ao vê-la cada vez mais POP, minha amiguinha.

          Agradeço muitíssimo o seu carinho por este espaço, criado exatamente para pessoas como nós. Aqui somos uma família. É também muito importante que aqueles que já se encontram bem continuem vindo aqui, encorajando os outros. Contarei sempre com sua presença.

          Beijos,

          Lu

  9. Caroline

    Lu
    Tenho Síndrome de Pânico e TAG, faço tratamento com Reconter há uns 3 meses, tive uma boa melhora, porém de umas semanas pra cá voltei a ter um pouco de crise. Isso é normal? Gostaria de saber, pois estarei mudando do Reconter pro Deciprax que é mais em conta, se preciso dar o espaço de 15 dias, ou se posso mudar direto? Desde já agradeço.

    Deus abençoe você!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Caroline

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, a Síndrome do Pânico tem sido constante nos dias de hoje. Foi muito bom ter procurado ajuda médica, pois, se não tratada, ela só tende a ficar mais “poderosa”.

      Você diz que, apesar de medicada, voltou a ter pequenas crises. Converse com seu médico para ver se a dosagem não se encontra baixa. Não pense que o medicamento resolve tudo sozinho. É preciso também mudar sua maneira de olhar o mundo, sendo mais tolerante consigo e com os outros e, principalmente, vivendo um dia de cada vez. Será que as pequenas crises não estão ligadas as problemas do dia a dia?

      Também sempre opto pelo produto mais barato. Não dá para comprar remédios caros. Pode dar continuidade ao medicamento sem aguardar nenhum espaço, pois ambos têm a mesma composição.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  10. Elaine

    Lu!
    Continuo sempre passando por aqui para ler os novos comentários, pois isso me conforta e me ajuda muito, sinto uma tranquilidade enorme ao ler os relatos de pessoas que passam pelo mesmo que eu. Enfim, estou passando por aqui pra contar como estou nesses últimos dias.

    A medicação me fez muito bem durante um tempo,desde agosto do ano passado me trato com esc e depois de um mês de uso passei a me sentir melhor,os efeitos adversos sumiram e até o começo de dezembro fiquei bem,consegui passar nas matérias da faculdade,,graças a Deus, e passei um final de ano bem, viajei duas vezes.

    No final de novembro fui à médica e relatei que andava tendo sensação de crise, ela aumentou minha dose de esc de 10 para 20 mg, comecei a tomar e não senti nada de início, mas depois de 20 dias comecei a me sentir mal, a taquicardia voltou e a sensação de crise aumentou, minhas mãos começaram a formigar e não pararam mais. Voltei à médica e relatei-lhe tudo. Ela voltou minha dose pra 10 mg e disse que o problema das mãos eram efeito do aumento da dosagem e que iam passar.

    O fato é que estou com esse formigamento há um mês e meio, minha mão direita perdeu a força e não consigo nem pegar em uma caneta pra escrever, meu pé esquerdo começou a formigar também e tenho perdido força na perna esquerda, acabei marcando um neuro e passo com ele amanhã, pra ver o que está acontecendo. Pra ajudar descobri uma gastrite nervosa e tenho passado muito mal,mesmo com tratamento,e com tudo isso a sensação de crise tem aumentado. Peço a Deus todos os dias pra sair logo disso, às vezes me sinto numa bola de neve, parece que nunca mais vou estar bem, mas continuo acreditando que vai passar, achei que com esse tempo de tratamento já não teria mais nada, mas não foi bem assim, mas posso dizer que apesar de tudo, o remédio me ajudou, passei a ter mais segurança e, se não fosse por esses contratempos eu estaria muito bem. Bom ,continuo sendo POP, sei que um dia vou voltar aqui pra dizer que estou curada.

    Beijos Lu e obrigada por seu carinho e atenção com todos nós.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Elaine

      Nós que fazemos tratamento para transtornos mentais, estamos sujeitos a esse sobe e desce de nossa saúde, pois até agora não foi fabricado um medicamento que pusesse um fim definitivo a eles, assim como acontece com a hipertensão, com a diabetes e os problemas tireoidianos (dentre muitos outros). O nosso organismo, com o tempo, passa a acostumar-se com o antidepressivo, sendo necessária uma troca de medicamento, sem falar que é preciso acertar na dosagem correta. Nem mais sei dizer por quantas substâncias já passei, mas fico muito contente pelo fato de elas existirem e serem aprimoradas cada vez mais.

      Amiguinha, quando estou passando por um período de ansiedade, também sinto esse formigamento nas mãos e nos pés, por isso, procuro viver o mais relaxada possível, sem dar muita importância aos problemas do dia a dia. Também costumo fazer uso de um ansiolítico nessa fase. E, como você, também tenho gastrite nervosa, o que me faz buscar uma vida o mais calma possível. Aprendi que os problemas possuem a dimensão que damos a eles. Se não podemos erradicá-los, o melhor é aceitá-los. Para ajudar a combater a minha gastrite faço uso de chás (camomila, erva-cidreira, ibisco, melissa…).

      Elaine, é preciso sair do círculo vicioso: você fica nervosa, seu sistema digestivo sofre, os problemas mentais fortalecem, tudo vira uma roda viva. A primeira coisa a fazer acalmar seu sistema nervoso. Continue a ser POP. Logo terá passado tudo isso. Saiba também que ninguém fica 100%, a menos que se transforme em robô, pois nossas emoções continuam. Aprenda também a viver apenas um dia de cada vez. Em relação ao tratamento, não fique dando tempo para se sentir bem. Deixe seu organismo reagir calmamente a ele. Não aumente a sua ansiedade. Preencha sua vida com outras coisas legais e siga a vida da melhor forma possível.

      Saiba que sempre estaremos aqui. Nunca se sinta sozinha.

      Beijo no coração,

      Lu

      Responder
  11. Natalia Moura

    Lu

    Estou sempre lendo os comentários aqui, fico com medo, mas ajudam também. Tive uma crise de pânico há 2 meses, tive apenas um episódio, porém apos isso ‘desenvolvi’ depressão… Achei que os sintomas eram só da crise de pânico e que iam passar com o tempo, mas não passaram… Fiquei desesperada, pois nunca tinha sentido essas coisas ruins. (falta de apetite, meu sono ficou péssimo, durmo muito pouco, sinto enjoo, ansiedade – sempre tive – sinto apatia e anedonia, que considero a pior coisa de todas, nada me dá alegria ou prazer, não consigo nem sinto vontade de fazer as coisas mais fáceis e as coisas que eu gosto! Também sinto coisa estranhas na visão, que começaram logo após essa crise, nem havia começado a tomar o remédio ainda por isso acho que não são reações dele 🙁 Morro de medo desses sintomas nunca passarem 🙁

    Comecei a tomar o Reconter de manhã, faz só 14 dias (7 dias tomando 5g e 7 tomando 10g), sei que ainda é cedo, que o remédio pode demorar mais de um mês pra começar a fazer efeito, mas tenho muito medo de não sair dessa… Penso nisso o dia inteiro… às vezes à noite me sinto um pouco melhor (mas isso acontecia mesmo antes de tomar os remédios), porém não consigo mais dormir as 8 horas que eu sempre dormi. Agora durmo umas 4 ou 5 horas… Tem dias que penso: vou ficar bem! o remédio e a terapia vão me ajudar, mas quando acordo péssima TODOS OS DIAS minha esperança as vezes vai por água a baixo… Conheço pessoas que se trataram de depressão e hoje estão ótimas, espero que isso aconteça comigo e com todos nós!
    Obrigada por esse cantinho de desabafo!

    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Natália

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, as crises de pânico são realmente assustadoras. Não é possível nos acostumarmos a elas, pois nos tornam prisioneiros. Assim que dão as caras, não nos resta outra alternativa senão buscar ajuda médica. Vivemos uma época de grandes avanços no que tange aos transtornos mentais. Os antidepressivos vêm beneficiando a nossa vida. Quem não acredita nisto basta ler pesquisas (aqui mesmo no blog) sobre a vida dos doentes mentais, antes do aparecimento de tais medicamentos. Quanto à depressão, ela vem sempre no bojo da crise de pânico e vice-versa. Antes da crise, ela já estava aí, silenciosa, sem que você percebesse. São amigas íntimas. Contudo, assim que o antidepressivo começar a fazer efeito, você passará a ter uma vida equilibrada, sem os tais sintomas citados. Tudo é questão de tempo, mas lembre-se de ser POP (paciente, otimista e persistente), inclusive o medicamento irá ajudá-la em relação à anedonia.

      Natália, faz-se necessário tirar a palavra “medo” de sua vida. Ela possui uma carga extremamente negativa. O “medo” só é importante quando prepara o nosso corpo para lutar contra o perigo, fora disso, vira um tirano, pois passa a mandar na nossa vida, dizendo o que devemos ou não fazer. Pesquisas mostram que as pessoas que pensam positivamente encontram respostas mais rápidas no tratamento. Quando você diz: “Penso nisso o dia inteiro…” fico imaginando como deve estar sofrendo, pois tornou-se refém de seu medo. Como tenho dito, viva apenas um dia de cada vez e da melhor maneira possível, minha querida. O amanhã não nos pertence e o ontem já se foi, mas se viver bem o “hoje”, certamente estará bem amanhã. Saiba, porém, que tudo isso é resultante da depressão. Logo você estará bem. Não se culpe por isso. Apenas acredite no resultado positivo de seu tratamento.

      Eu venho de uma família altamente depressiva. Essa foi a minha herança genética. Agradeço todos os dias àqueles que contribuíram para a existência dos antidepressivos (que se aprimoram cada vez mais) e que me permitem uma vida equilibrada, sem tirar a minha sensibilidade. Só tenho a agradecer. Lembro-me de minha avó, que faleceu quando eu era ainda adolescente, lutando contra a depressão, sem que remédios eficientes existissem à época. O nosso tempo é bem diferente.

      Natália, você irá ficar ótima. Continue em contato conosco para nos falar sobre a continuidade de seu tratamento.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Natália Moura

        Olá, Lu!
        Muito obrigada pela sua atenção! Espero muito melhorar logo… Gostaria de voltar ao ‘normal’, às vezes parece que isso vai durar pra sempre! 🙁 quero voltar a ter vontade de fazer as coisas e ter um pouquinho de alegria… as pessoas tentam ajudar, mas parece que a gente não absorve… eu não sinto forças pra nada, nem de rezar… 🙁 mas serei paciente, mesmo sendo tão difícil..

        Beijos e muito obrigada!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Natália

          Continue em contato conosco. Não se sinta só!

          Beijos,

          Lu

  12. Amanda Tomaz

    Oi, Lu,

    fui diagnosticada recentemente com TAG e hoje faz três dias que iniciei o tratamento com Esc. Minha psiquiatra já receitou de cara 20 mg e eu passei muito mal no primeiro dia (o dia inteiro). Conversando com amigos que já usaram o medicamento, todos acharam estranho ela ter dado uma dosagem tão alta, então estou tomando só meio comprimido ao menos até meu retorno com a psicóloga semana que vem.

    Sobre o remédio, queria saber se há diferença entre os genérico e não genérico, comprei o da Medley no valor de R$170,00, vi relatos na internet sobre esse genérico não funcionar e dar só efeitos colaterais, agora estou muito preocupada com isso. Não vi o preço de um não genérico, mas acredito que seja duas vezes mais caro. Qual laboratório seria mais confiável?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Amanda

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, todos os antidepressivos trazem efeitos adversos em seu período inicial, durando cerca de três semanas, podendo chegar a um mês. Depois disso eles desaparecem. Em relação à dosagem, ela vai depender muito do estado em que se encontra o paciente. Se você chegou ao consultório muito debilitada em relação ao seu transtorno mental, estando ele num grau mais complexo, sua psiquiatra poderá ter achado que uma dosagem mais alta seria o ideal, contudo, se apresentou um quadro ainda fraco, ela poderia ter mandado você iniciar com uma dosagem mais baixa. Como vê, tudo depende da análise dela. Conversa com a mesma e tire a sua dúvida.

      Eu também uso oxalato de escitalopram e sempre compro o genérico que estiver mais barato, inclusive o da Medley. Não sinto diferença nenhuma. Para analisar a guerra entre o original e os genéricos basta se lembrar do Prozac. Lembro-me que, à época, os médicos só queriam que fosse comprado o original, mas assim que o medicamento perdeu sua patente, podendo ser vendido por todas as indústrias farmacêuticas, passaram a receitar apenas “fluoxetina”, seu princípio ativo. Para mim, existe um comércio escuso debaixo dos panos. Continuo tomando o meu genérico sem nenhuma preocupação. No momento estou tomando um da “Nova Química”.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
  13. Jessica

    Olá, Lu!
    Sou nova aqui e comecei a tomar Espran faz menos de uma semana, não estou tendo muitos efeitos colaterais, somente um pouco de náusea e sono, gostaria de saber se posso beber bebida alcoólica moderadamente, ou isso afetaria o tratamento?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Jéssica

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, a recomendação para quem toma antidepressivo é a de não fazer uso de bebida alcoólica, contudo, com o oxalato de escitalopram é possível tomar uma taça de vinho diária ou uma latinha de cerveja vez ou outra, mas é bom ter cuidado, pois todo organismo reage de uma maneira diferente.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Jessica

        Lu
        Estou tomando há 2 semanas e 4 dias o Espran 10, só que de uns dias para cá estou tendo um sono quase incontrolável, na realidade sem vontade nenhuma de levantar da cama de manhã para trabalhar, será que isso vai passar? Porque no começo não sentia isso.

        Obrigada

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Jéssica

          Você ainda se encontra na fase inicial do tratamento, sob os efeitos adversos. A que horas você toma seu medicamento e a que horas precisa se levantar?

          Beijos,

          Lu

  14. Maria Loverra Autor do post

    Olá, Lu!

    Achei o seu blog hoje e me senti acolhida, obrigada! Tenho 27 anos e estou tratando TAG. O primeiro remédio que tomei não me fez bem e agora tenho uma caixa dele aqui em casa quase completa (só tomei um comprimido). É o anafranil 25 mg. Gostaria que você me ajudasse a encaminhá-lo a alguém que precisa. Sou de SP.

    Obrigada!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Maria Loverra

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, o seu comentário foi publicado com a sua generosa oferta de uma caixa de ANAFRANIL. Quem tiver necessidade do medicamento deverá entrar em contato com você, através de um comentário aqui no blog, ou através de meu e-mail, presente na primeira página, à esquerda.

      Será um prazer contar com a sua presença. Venha sempre conversar conosco.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Cristiane

        Bom dia, Lu!

        Tive minha primeira crise de pânico há 23 anos atrás e tomei muitos remédios, entre idas e vindas fiquei alguns anos vivendo normal, meu principal remédio, meu amigo inseparável era a Amipritilina. Mas de um ano pra cá a ansiedade estava me tirando do convívio social. Eu ia ao restaurante com meu marido, parecendo que estava indo pra forca, minhas pernas tremem muiiiiito, muito suor, falta de ar e uma agonia sem fim. No meu trabalho o mesmo, enfim, muito sofrimento.

        No mês passado fui ao meu psiquiatra e ele tirou meu Amipritilina e trocou por Escitalopram. Pronto, começou um calvário, tremores, ânsias, náuseas, sudorese, inquietude, dores, formigamentos (que me levaram para o pronto Socorro) parecia não ter fim. Mas fui persistente e comecei a ter uma melhora no 18° dia. Melhora somente na parte da manhã. No período da tarde a falta de ar, a agonia, aflição, inquietude é uma total incapacidade de me controlar fez com que eu fosse procurar meu médico no 21° dia. Contei tudo pra ele que me disse que se eu não estivesse tendo sintomas nenhum, iria me dizer que não estaria tendo melhoras. E continuando me disse o porquê de não ter melhora na parte tarde! Porque o remédio perdia o efeito.

        Ele aumentou a dosagem do meu remédio de 10 mg para 20 mg, sendo 10 mg de manhã junto com um remédio de apoio Frontal 0,25 mg, e 10 mg à tarde também junto com o remédio de apoio. O frontal ele vai começar tirar a partir de 30 dias. Hoje estou no 24° dia, estou bem na medida do possível, mas com uma dor de cabeça insuportável, tomo remédio pra dormir e minha pressão cai, mas vou continuar vivendo um dia de cada vez, até porque ainda estou de férias e certa que vou melhorar.

        Obrigada por esse cantinho, é que estou com muitos receios ao Frontal e a voltar às reações adversas, mas seguirei a risca as instruções do meu médico.

        Obrigada por sua atenção!

        Responder
        1. Cristiane

          Lu,
          sei que ainda não leu nem minha primeira mensagem e estou aqui novamente, mas é que estou tendo sintomas como nós primeiros dias, com o aumento da dose!

        2. LuDiasBH Autor do post

          Cris

          Sempre que a dosagem do antidepressivo é aumentada, os efeitos adversos podem voltar, pois o organismo precisa aceitar uma dose diferente da que tomava antes. É normal. Um dos links que lhe enviei, diz quando deve procurar ajuda médica em relação a tais efeitos. Se a sua pressão estiver abaixando com o frontal, comunique-se com seu médico. Pode ser apenas algo passageiro.

          Aguardo mais notícias suas.

          Abraços,

          Lu

        3. LuDiasBH Autor do post

          Cris

          Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

          Amiguinha, depois de um tempo muito longo, o nosso organismo acostuma-se com o antidepressivo, sendo necessário mudar para outro medicamento. Isso foi o que aconteceu consigo. Também já passei por isso muitas vezes. Quando a ansiedade chega com força total é necessário buscar ajuda médica, pois junto com ela vem a Síndrome do Pânico que realmente nos tira do convívio social, pois achamos que somente em nossa casa é que nos encontramos em segurança. Desenvolvemos um medo atroz de passar mal em outro lugar.

          Cris, você fez muito bem ao buscar ajuda médica. Realmente os antidepressivos trazem efeitos adversos, mas que desaparecem depois de determinado tempo, entre três semanas e um mês. Na fase inicial do tratamento, muitas pessoas acabam no Pronto Socorro, pois os sintomas de antes tendem a ficar mais fortes. Mas isso passa. É preciso ser POP (paciente, otimista e persistente).

          Na fase inicial do tratamento, muitos médicos receitam um remédio de apoio que depois é tirado. O frontal, quando tomado por um período curto, não traz problemas. Fique tranquila quanto a isso. Quanto à dosagem indicada do oxalato de escitalopram, eu nada posso lhe dizer, pois somente seu médico pode avaliar seu caso. Mas, se você se encontrar com dúvidas, a melhor coisa a fazer é consultar outro psiquiatra, para obter uma segunda opinião. Eu sempre aconselho as pessoas a fazerem isso.

          Cris, se os efeitos adversos estão sendo insuportáveis, não deixe de voltar a seu médico ou, então, busque outro. Vou lhe enviar uns links para ajudá-la. Certo?

          Abraços,

          Lu

        4. Cristiane

          Lu,
          obrigada por seu carinho!

          Hoje estou no 25° dia de Escitalopram e há 5 dias que aumentei a dose de 10 mg para 20 mg, um de manhã e outro a tarde. Estou sentindo tremores por dentro do corpo e uma fobia muito forte. Procuro me deitar e acalmar. Desde que achei este cantinho tenho praticado o ser POP, mas nesse início dos 5 dias é como se eu tivesse voltado no primeiro dia de medicamento e nem o Frontal me acalma muito. Tudo isso faz parte do aumento da dosagem?

          Desde já, agradeço seu carinho!

        5. LuDiasBH Autor do post

          Cris

          Faz parte, sim, mas é necessário que leia com atenção o texto que informa sobre os efeitos adversos para saber o que é normal e o que não é, dentre os transtornos adversos. É preciso saber quando deve procurar assistência médica, pois nem todo organismo aceita esta ou aquela substância. Este acompanhamento no início do tratamento (primeiro mês) é muito importante. Procure não oferecer resistência aos ataques de pânico. Quando surgirem, deite-se, relaxe o corpo e respire bem fundo e compassadamente. Se oferecer resistência, a crise torna-se ainda mais forte. Imagino que tenha que passar mais uns 10 a 15 dias por essa turbulência. Sei que não é fácil, mas precisa vencer esta fase ruim. Você irá conseguir, tenha a certeza disso.

          Abraços,

          Lu

        6. Cristiane

          Lu,
          minha angústia tem diminuído muito, mas o que me incomoda no momento é a dor na nuca e no pescoço. Você já ouviu falar em alguém com esses sintoma? Desde já te agradeço imensamente!

          Beijos

        7. LuDiasBH Autor do post

          Cristiane

          Muitas pessoas têm relatado dores de cabeça, contudo, você deve entrar em contato com seu médico e informá-lo sobre tais efeitos adversos (dor na nuca e no pescoço). Será que não estão ligados à sua postura? Quando tiveram início. De qualquer forma, informe seu médico. Quanto à angústia, ela só tende a diminuir doravante.

          Abraços,

          Lu

        8. Cristiane

          Lu
          Fui ao ortopedista pra ver essas dores na nuca e pescoço, tirei raio x e não constou nada. Ele me disse que pode ser que ando me deitando com travesseiro errado e me passou remédio antinflamatório e a dor está amena. Quanto a mim, estou bem, mas ontem teve uma reunião na escola e aquela aglomeração de gente me fez entrar em pânico, tive que sair, não consegui permanecer lá, assim como antes. Fiquei muito frustrada, pois achei que daria conta, mas não!

          Estou aprendendo uma coisa, não me forço a ficar onde não consigo, respeito meus limites, mas tem algumas coisas que serão necessárias e se Deus quiser, vou voltar a ficar no meio do “povão”. Obrigada por sua atenção e carinho com todos!

        9. LuDiasBH Autor do post

          Cristiane

          Que bom obter notícias suas, menina! Não se preocupe pelo fato de ainda não estar sendo capaz de enfrentar aglomeração. Tudo tem o seu tempo. Aos poucos você irá criando forças para se adaptar novamente a isso. O bom mesmo é respeitar os seus limites temporários, procurando sempre dar um passo à frente, no intuito de superar as barreiras advindas do transtorno mental, pois é para isso que está fazendo uso do antidepressivo. A maioria de nós já passou por isso, inclusive eu… Continue POP e logo verá que todos esses problemas terão ficado no passado. Vá dando um passo de cada vez, adotando sempre o otimismo. O que não deu conta de fazer hoje, amanhã será capaz de fazê-lo. Continue dando notícias. Força, guerreirinha!

          Abraços,

          Lu

        10. Cristiane

          Lu

          Antes de mais nada gratidão por este espaço e por noss tornar uma família! Estou bem e feliz, voltei a trabalhar, não tenho tido mais crises que não dê para controlar, porém, faz 3 dias que ando sentindo um aperto muito forte dentro do peito, o desânimo ainda continua e a libido até hoje não voltou. Estou sendo POP, mas ainda que pequenos esses sintomas perto do que já passei, são reais, estou sentindo. O que acha que poderia ser isso agora? Fui ao retorno médico dia 8/02, ele manteve meus medicamentos assim: Escitalopram 10 mg e Frontal 0,25 mg de manhã e a tarde e 10 mg de Zolpidem antes de dormir.

          Obrigada, minha guerreira.

        11. LuDiasBH Autor do post

          Cristiane

          Sinto-me feliz ao saber do progresso de seu tratamento. Parabéns!

          Quanto ao que vem sentindo há três dias, saiba que isso está dentro da normalidade, pois nenhum antidepressivo é capaz de nos deixar livres de nossas emoções, sejam elas boas ou ruins (ainda mais nos dias de hoje, quando o nosso país passa por uma fase de intenso sofrimento para seu povo, quando a corrupção dos Podres Poderes envergonham-nos). Todo ser humano possui dias bons e outros ruins, pois assim é a vida. Somente quando o quadro descrito por você tornar-se permanente é que merece atenção. Se observar que está durando muito tempo, volte a procurar seu psiquiatra para que ele veja o que não está indo bem. Quanto ao Frontal, assim que puder, livre-se dele, usando-o apenas quando for extremamente necessário.

          Beijos,

          Lu

        1. LuDiasBH Autor do post

          Cândida

          Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

          Amiguinha, muita gente toma rivotril no início do tratamento, pois esse ansiolítico ajuda a passar pelos efeitos adversos, contudo, depois de passada a fase turbulenta, ele deve ser tirado, para que o organismo não venha a viciar com ele. Pode tomá-lo sem preocupação, mas retire-o quando dele não mais precisar. Converse com seu médico.

          Abraços,

          Lu

      2. Mauro

        Lu
        sou seu fã, pois você me ajudou muito há 6 mês atrás com palavras positivas vêm por meio de comentários que só tenho a agradecer, pois tive depressão e hoje estou bem melhor, ainda tomando exudus de 25 ml. No fim do mês vou pedir pra minha médica a começar fazer o desmame e quero pedir a você que se alguém estiver tomando exudus, eu tenho duas caixas fechadas com validade até 2019 pra doar. Sou aqui do Rio de Janeiro.

        Obs.: as caixa são grandes e fechadas.
        Abraços,

        Lu

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Mauro

          Fico muito feliz ao saber que você se encontra bem, depois de passar por um período muito difícil, acompanhado por nós, aqui no blog. Contudo, meu amiguinho, não doe as suas caixas antes de conversar com a sua médica, a fim de que ela analise se já está bom para começar o desmame. Mesmo que pare com a medicação (conforme parecer de sua médica), deverá aguardar mais alguns meses para ver como seu organismo reagirá, pois há pessoas que param e têm que voltar ao medicamento, precisando de mais tempo de uso. Só faça a doação quando tiver certeza absoluta que delas não mais precisará. Quando isso acontecer, eu tenho, sim, pessoas que fazem uso do medicamento e que precisam dele e que possuem um baixo poder aquisitivo. Na época (se realmente não estiver precisando das caixas, entre em contato comigo).

          Mauro, sou eu quem agradece o seu carinho e a sua generosidade. Muitas pessoas, assim que ficam boas, esquecem-se de nós, não sabendo elas o quanto é bom receber uma visita de quem se encontra bem, pois isso dá força e esperança às outras que ainda lutam com o tratamento.

          Abraços,

          Lu

  15. Livia

    Oi Lu,

    Você não tem ideia de como achar seu site tem me ajudado. Eu já tomo antidepressivos há 7 anos. Recentemente passei por uma cirurgia e minha cabeça pirou no pós-operatório. E minha psiquiatra me passou um segundo antidepressivo pra me ajudar nesse período, que é o escitalopram. Agora estou aqui rezando pra que eu possa ver esse mundo tão bom que você descreveu. Estou no dia 11º. Ainda me sinto sem ânimo de viver, sem alegria pra nada, não vendo sentido na vida. E ao mesmo tempo me culpo por já tomar remédios há tanto tempo e não conseguir parar. Agora ainda inseri mais um. Fico pensando no meu futuro, que não poderei ter filhos tomando essas coisas, em como vai ser minha velhice. Enfim, estou cheia de neuras e precisando muito de alguém pra conversar, pra ter amizade. Aqui em casa meus pais são idosos e depressão pra eles é algo que não conseguem compreender. Eu te agradeço por ter feito esse espaço!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Lívia

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, aqui encontrará uma infinidade de amigos, com os quais poderá conversar. Todos são pessoas maravilhosas, que também convivem com os transtornos mentais. Como vê, não se encontra sozinha. E a melhor maneira de viver a vida é viver apenas um dia de cada vez. O que realmente nos pertence é o presente. O passado já se foi e o futuro está por vir. Gosto muito de uma trecho da oração do teólogo Reinhold Niebuhr:

      “Deus,

      Conceda-me a serenidade
      Para aceitar aquilo que não posso mudar,
      A coragem para mudar o que me for possível
      E a sabedoria para saber discernir entre as duas.
      Vivendo um dia de cada vez,
      Apreciando um momento de cada vez,
      Recebendo as dificuldades como um caminho para a paz,
      Aceitando este mundo cheio de pecados como ele é, assim como fez Jesus, e não como gostaria que ele fosse;
      Confiando que o Senhor fará tudo dar certo
      Se eu me entregar à Sua vontade;
      Pois assim poderei ser razoavelmente feliz nesta vida
      E supremamente feliz ao Seu lado na outra. Amém.”

      Tomo antidepressivo desde a minha adolescência e sinto-me gratificada por ter acesso a medicamentos tão maravilhosos, capazes de fazer com que eu tenha uma vida com qualidade. Volto à Idade Média e vejo como era um terror a vida dos portadores de transtornos mentais à época. Somos felizes por viver neste tempo. Sei que existem pessoas que tomam remédios para o coração, a diabetes, a hipertensão, a tireoide, todos os dias e, como elas, também tomo o meu antidepressivo. Vejo tudo dentro da maior normalidade. É essa mudança de foco que você deve ter. Jamais pararei com o meu antidepressivo, pois meu caso é crônico. É uma pena que muitos dos meus antepassados tenham passado por isso, sem ter acesso a remédios como os que ora tomamos. Imagine o quanto sofreram… Portanto, nós só temos a agradecer.

      Penso, minha amiga, que deva se desligar do futuro, pois não temos como prevê-lo. Viva bem hoje e terá um futuro promissor. Poderá ter filhos, sim, pois são muitas as mulheres depressivas que as têm, bastando apenas acompanhamento médico. Jogue essas neuras no lixo e busque, assim como os pássaros, viver um dia por vez. Atenha-se a algo que goste de fazer e preencha seu tempo. Viva com alegria. Agradeça o amanhecer de cada nova manhã.

      Não tive a felicidade de ter pais sem depressão, pois minha mãe também herdou tal transtorno. Quando precisar conversar, venha aqui, falar conosco. Estaremos sempre de braços abertos.

      Lívia, o oxalato de escitalopram é um dos antidepressivos mais receitados atualmente. Também faço uso dele. Assim que passar pelos transtornos iniciais, que devem durar cerca de três semanas, começará a ver luz no fim do túnel. Isso acontece com todos. Vou lhe passar o link de uns textos que deverão ajudá-la. Venha sempre que puder conversar conosco.

      Beijos,

      Lu

      Responder
      1. Livia

        Lu

        Obrigada pelo retorno tão gentil! Eu hoje estou no dia 14º do escitalopram. Desde ontem venho me sentindo melhor, parece que a angústia e a tristeza estão menores. Ainda não estou animada, não sinto vontade nenhuma de sair de casa. Eu, antes da crise, estava cheia de animação quanto ao futuro, e agora ainda não consegui sentir isso novamente. Estou naquela fase: “viver pra que? Fazer todo dia o mesmo? Qual o sentido de tudo?”

        No momento essa tem sido a minha maior preocupação, essa perda de tesão pela vida (desculpe o termo). Isso é o que eu quero mais recuperar! E estou tentando evitar de pensar em futuro, bem como ficar mais grata pelas medicações que estão aqui tentando me estabilizar. Estou disposta a fazer terapia pra melhorar meu super frágil lado emocional (já comecei). E quem sabe com alguns anos de terapia eu me sinta forte o suficiente pra tentar retirar a medicação? Uma dúvida que eu tenho e gostaria de saber é sobre a libido… alguém aqui também teve perda total de libido? Isso retorna? Há algo a ser feito?

        Mais uma vez, muito obrigada por esse espaço tão incrível. E por não deixar isso acabar, não nos deixar sem resposta, sem uma palavra amiga e de conforto.

        Beijos,

        Lívia

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Lívia

          Alegra-me saber que você já está deixando a zona de turbulência (efeitos adversos). Tenho a certeza que daqui para a frente só tende a melhorar, inclusive a sua maneira de lidar com a vida. Não pense que foge à regra ao lidar com esse transtorno mental inicialmente. Quase todas as pessoas passam por esse desencanto (como poderá ver através dos comentários), mas à medida que o antidepressivo vai fazendo efeito, a luz no fim do túnel irá aparecendo. Sempre digo que é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). Que a retirada da sua medicação não seja uma preocupação (“pré” ocupando a mente desnecessariamente). Tudo se resolve com o tempo. Agora você precisa de aceitação de si e de tudo que a rodeia. Quanto à libido, isso realmente acontece. Passei por isso. Quase todos se referem ao assunto (veja comentários). Acontece que, com o tempo, o organismo vai se adaptando ao medicamento e voltando à sua normalidade. Apenas converse com seu parceiro a respeito e peça-lhe paciência. Ademais, é preferível uma amante menos “tesuda” do que uma com a mente conturbada… risos.

          Amiguinha, este cantinho é nosso. Venha sempre que sentir vontade. Será um prazer recebê-la.

          Beijos,

          Lu

        2. Livia

          Lu,

          Venho aqui mais uma vez. Estou no dia 19 do tratamento. Já vinha me sentindo bem melhor, mas hoje, em casa, sem motivo aparente, tive uma crise de pânico. Bem forte. E estou destruída, física e emocionalmente após essa crise. Pensei que, com o remédio, não voltaria a acontecer. E foi um baita balde de água fria. Ainda estou agoniada e apreensiva. Enfim, precisando de uma palavra amiga, achava realmente que não aconteceria mais com o remédio…

          Beijos,

          Livia

        3. LuDiasBH Autor do post

          Lívia

          Minha querida, você ainda se encontra na fase inicial do tratamento, ou seja, na sua fase aguda, quando os efeitos adversos ainda se encontram em ação. Alguns organismos precisam até de 30 dias para contornarem tal fase. Portanto, não há nada de anormal consigo, pois nem completou as três semanas cruciais. Fique tranquila, pois só tende a melhorar daqui para frente. Essas crises esporádicas são comuns, até que o antidepressivo mostre realmente o seu poder. Nada de ficar agoniada e apreensiva. Continue POP (paciente, otimista e persistente). Guarde o balde de água fria para tomar um gostoso banho agora no calor. Ao retornar a seu médico, ele avaliará a ação do medicamento em seu organismo. Se for necessário, poderá aumentar a dosagem. Leia os comentários e veja como todos passam por isso na fase inicial do tratamento. Fique tranquila, esqueça essa crise e toque o barco para frente. Leia os comentários para ver como isso se encontra dentro da normalidade. Aguardo novas notícias.

          Beijos,

          Lu

  16. Catharina dos Prazeres

    Lu
    Estou tomando Reconter 10 mg há 4 dias e, fora alguns sintomas desagradáveis como uma pressão na cabeça, tontura e ouvidos abafados, o sintoma que mais está me preocupando são as pupilas dilatadas, pouco, mas estão! Isso passa?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Catarina

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, todos os antidepressivos apresentam efeitos adversos que passam após cerca de três semanas, contudo, alguns devem ser relatados ao psiquiatra assim que aparecem. Se suas pupilas estão dilatadas, converse com seu médico. Vou lhe enviar alguns links para que entenda melhor todo o processo inicial da medicação.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  17. Raquel Santos

    Lu
    Como relatei aqui, tomei esc 20 mg por três meses, por me sentir muito bem, minha médica reduziu a dosagem para 10 mg. Já completei um mês com essa dosagem ontem, porém faz três dias que venho sentindo dores na nunca, dor de cabeça leve, sensação de ouvido ruim. Sentia isso antes. Será que tem a ver com a redução da dosagem? Pois já completei um mês com essa dose, não deveria sentir antes, se fosse a redução da medicação? No fim de ano tomei uns drinques com a família, poderia ser isso? (minha médica liberou isso). Quando iniciei a medicação com a nova dosagem, ela me disse que se eu sentisse algo poderia voltar às 20 mg.

    Tenho consulta dia 19, você acha que aguardo ou tomo 20 mg logo nesses dias? Meu marido acha que é coisa da minha cabeça, que devo continuar com a medicação menor. Sinto-me me muito bem psicologicamente, só com esses detalhes físicos que surgiram nesses dias. Por favor, me oriente.

    Abraços a todos.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Raquel

      Tais transtornos estão ligados à diminuição da dosagem. Talvez não seja ainda o tempo de parar, mas é preciso passar por isso para que sua médica faça uma avaliação. Não há nada a ver com os drinques. Fique tranquila. Assim como seu marido, penso que deva ficar com a dosagem baixa por mais algum tempo, para avaliar a reação de seu organismo, mas se os transtornos forem aumentando, retorne à prescrição sugerida pela médica. Diga a ele que não se trata de “coisas de sua cabeça”, mas de incômodos físicos e que devem ser acompanhados para uma melhor avaliação sobre dever ou não parar agora com o medicamento.

      Beijos,

      Lu

      Responder
      1. Raquel Santos

        Obrigada Lu, hoje não senti nada. Em verdade tenho receio de tudo voltar, pois é horrível tudo que passei. Vou insistir na medicação com a dosagem menor, talvez seja o organismo se adaptando e nada mais. Sei que o pior já passou.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Raquel

          O importante é ser POP. Continue observando o comportamento de seu organismo para repassar as informações à sua médica. Continue firme, minha amiguinha.

          Beijos,

          Lu

  18. Hadilton Borges

    Pessoal!

    Eu estou aqui novamente, mas graças a Deus só pra dar uma passada e dizer a todos que com fé, caminhadas, pensamentos positivos e seguir o tratamento certinho, tudo irá dar certo. ACREDITEM!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Hadilton

      Todos nós ficamos felizes com as suas notícias. Venha sempre nos visitar.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  19. Elaine

    Lu

    Saiba que sempre passo por aqui pra ver novos comentários e reler outros,isso ainda me ajuda muito.

    Ainda não fez um mês que estou em tratamento com o Esc e tenho que dizer que apesar dos percalços eu fiquei bem,voltei a frequentar as aulas da faculdade, os meus dois últimos finais de semanas foram quase perfeitos, viajei e não senti nada, até estranhei de tão bem que eu estava, mas… Quando a segunda-feira chegava eu já começava a me sentir mal,fraqueza e tal, mesmo assim continuei fazendo minhas coisas.

    Neste final de semana que passei fora de casa eu estava bem, com dor no corpo, mas tudo suportável, ri muito com alguns amigos e estava feliz por uma nova etapa. O problema é que peguei uma intoxicação alimentar que me fez desabar, passei a semana de cama, só consegui ir dois dias à faculdade, mas com muito custo, fiquei frágil, as crises voltaram, fui parar no hospital duas vezes por ficar 4 dias sem comer, tive uma crise tão forte que quase não conseguia sair dela,sofri muito.

    Hoje estou um pouco melhor,consegui almoçar e jantar,estou toda furada,cansada e sem forças ainda,mas estou bem,vejo o quanto é difícil enfrentar essa doença, ainda mais quando se está sozinha. O que mais ouço é que tudo isso é frescura, choro de tristeza porque as pessoas mais próximas não entendem todo meu sofrimento, as dores e a fragilidade em que me encontro, não sou culpada, tenho sido o mais forte possível, mas está difícil.

    Todos os dias peço a Deus pra me dar forças e que eu aprenda com tudo isso, oro por todas as pessoas que escrevem aqui porque sei o quão sofrido é ter uma doença mental,espero em breve estar curada de tudo isso,ou que pelo menos esteja tudo sobre controle. Já emagreci oito quilos nesse um mês e meio de descoberta dessa doença. Não é fácil, mas creio que vai passar.

    Obrigado Lu por este espaço que nos dá um alívio imenso e nos permitr falarmos do que realmente sentimos.

    Abraço.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Elaine

      É possível dizer que você ainda se encontra na fase inicial de seu tratamento que não completou um mês ainda. Se observar o progresso que fez até aqui, verá que tem sido uma grande guerreira. Esses recuos na melhora são normais, pois seu organismo ainda se encontra em fase de adaptação ao medicamento. Que isso não seja motivo de preocupação.

      Amiguinha, uma intoxicação alimentar já é ruim para quem se encontra saudável, imagine para você que ainda está na fase inicial de tratamento de seu transtorno mental! É mais do que normal que tenha passado por essa queda de humor e fragilidade física. Assim que deixar para trás os efeitos da intoxicação, sua saúde voltará ao normal. Tenha um pouco de paciência, pois afinal é uma garota POP.

      Menina POP, você ainda se deixa aborrecer com os ignorantes relativos aos nossos transtornos mentais? Minha fofa, não perca tempo com essa gente, pois ela não sabe o que diz, até que um dia venha a passar pelo que sofremos. Ignore tais pesssoas, seja lá quais forem. Esqueceu que tem uma família aqui que a ama muito e que compreende tudo que lhe acontece? Estamos sempre prontos para recebê-la.

      Elaine, esses transtornos não são fáceis, mesmo, mas nós também não somos. E nessa queda de braços quem vence somos nós, pois somos POPs. Tudo é uma questão de tempo. Procure se alimentar direitinho, para recuperar o peso perdido e ficar menos vulnerável às doenças oportunistas. E tenha mais cuidado com o que come, principalmente alimentos comprados na rua. Não coma maionese nem mesmo em festa de família, por exemplo.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
      1. Elaine

        Lu

        Como sempre suas palavras são animadoras, hoje faz um mês que comecei o tratamento com remédio, me recuperei da intoxicação, mas os sintomas voltaram, pode ser pelo fato de ser final de semestre na faculdade e estou muito ansiosa pra conseguir fechar bem. Enfim, continuo tendo crises,umas fracas outras fortes, mas continuo na luta,sei que logo vão passar. Cuido muito da minha alimentação, até mudei quando fiquei doente, mas é que tem dias que a gente não dá sorte,e maionese só como a minha kkkkk.

        Deus te abençoe Lu, por esse carinho que dispensa a todos nós. Logo darei mais notícias,

        abraço.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Elaine

          Se as crises persistirem, retorne a seu médico, pois ele poderá lhe passar um medicamento coadjuvante para ajudá-la nessa fase de final de ano que é mesmo muito estressante. Não sofra à toa. Tenho a certeza de que se sairá bem na faculdade. Não se preocupe. Viva apenas um dia de cada vez.

          Abraços,

          Lu

  20. Beca

    Lu
    Minha mãe sofre com esta doença terrível há mais de 10 anos, e dizem que é hereditário, sei lá, mas eu tenho muito medo de ter este mal mais para frente. Sou uma pessoa um pouco medrosa, mas não chego a ter ataques de pânico, não. Espero estar preparada caso ela chegue, por isso estou tentando me informar sobre ela.
    Obrigada pelas informações.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Beca

      Bem-vinda a este cantinho, sinta-se em casa.

      Amiguinha, o medo equilibrado é muito importante, pois ele nos faz avaliar os perigos à nossa volta. Contudo, quando se torna exacerbado, torna-se um transtorno mental, que deve ser tratado, para que não impossibilite a pessoa de viver. Não se preocupe com isso agora. Se um dia surgir para você, busque imediatamente ajuda médica. Espero que sua mãe esteja em tratamento, para melhorar sua qualidade de vida. Se não estiver, leve-a a um psiquiatra o mais rápido possível, pois ninguém merece tanto sofrimento.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  21. Rosa

    Olá, querida Lu,

    Volto a este espaço para agradecer a sua atenção e a dos outros comentaristas desta página tão importante. Tinha escrito que tinha uma viagem para a Europa e que estava com muito medo de fazê-la, porque tenho transtorno de ansiedade. Pois, bem, querida Lu, fiz a minha viagem de 16 dias, enfrentei as longas 11 horas de voo para ir, e mais 12 horas para voltar ao Brasil, e tudo bem. Fui feliz. Amei conhecer a Europa e já estou me planejando para voltar o mais breve que conseguir. Não passei mal, como temia, não tive crises de pânico, não parei no hospital, como todo “paniquento” imagina que vai acontecer. Um pouco antes de viajar busquei a psiquiatra, mesmo tendo tido alta há mais de dois anos, e voltei a tomar um antidepressivo e antiansiolítico. Deu certo. Pra dizer a verdade, fiquei tão envolvida com os passeios que teve dias que nem tomei a medicação. Além dos medicamentos, pratiquei a oração e a meditação medfunes, que uma terapeuta me recomendou. Tudo ajudou, além da minha determinação em viajar e ficar bem.

    Muito obrigada pela força, e torço para que todas as pessoas que enfrentam a depressão e o pânico tenham coragem, além, é claro, de tomar as medicações indicadas pelos médicos, se forem realmente necessárias.

    Grande abraço a todos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Rosa

      Que maravilha! Fico feliz que tenha viajado, passado bem, e curtido tudo. Eu entendo perfeitamente como se sentia antes de viajar. Se para uma pessoa sem transtornos mentais o desconhecido já causa certo amedrontamento, imagine para nós… O que temos que fazer, sempre, é tomar as rédeas da situação e seguiar adiante, como você o fez. O primeiro passo é difícil, mas fundamental para o resto da caminhada. Que o seu exemplo sirva de lição para todos nós.

      Um grande abraço. Não suma!

      Lu

      Responder
  22. Joselaine

    Lu
    Você sempre deixa a gente mais esclarecida com os efeitos colaterais do antidepressivo. Depois de 30 dias tomando 10 mg do exodus, o psquiatra achou melhor aumentar para 15 mg (1 cpm e 1/2) uma vez que continuo com muito medo, angústia e tristeza. Venho aqui te perguntar se é normal voltar uns efeitos colaterais no terceiro dia do aumento da dosagem. Hoje tive uma acelerada no coração e estava bordando e sem pensar em nada, achei estranho e gostaria saber se é normal.
    Desde já, obrigada!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Joselaine

      É normal, sim. A maioria das pessoas passam por efeitos adversos, ao aumentar a dose do antidepressivo. Mas fique tranquila, pois eles não tardarão em desaparecer. Acontece que o organismo estava acostumado com certa dosagem, quando ela muda, ele dá o grito… Se você continua com medo, angústia e tristeza seu médico agiu corretamente, ao aumentar a dosagem.

      Beijos

      Lu

      Responder
      1. Joselaine

        Lu
        Muito obrigada, seus esclarecimentos sempre me deixam mais tranquila, não está fácil o aumento, mas se é necessário, vamos que vamos.

        Beijos

        Responder
      2. Elizabeth

        Lu, como vai?

        Primeiramente, prazer em conhecê-la e parabéns pela iniciativa de criar este espaço para nós, pobres mortais, que sofremos tanto com SP e nos sentimos tão pouco acolhidos e entendidos! Parabéns a todos também pela coragem da partilha, que nem sempre é fácil!

        Há 17 anos atrás tive minha primeira crise. Primeiro foi uma depressão pós parto que desencadeou uma SP, a criança nasceu prematura e faleceu. Tive eclampsia. Sofri muito, mas na época procurei ajuda médica (tomei Sertralina) e psicológica e fiquei bem. Ofeito do medicamento foi rápido. Mas sempre com o medo do medo. Tive mais três filhos (hoje com 14, 12 e 8 anos, corajosa, né?). De alguns anos pra cá voltei a tomar Sertralina pra depressão. Sou professora e a profissão é muito estressante! Já usei dieloft e outros que não recordo o nome! O médico me disse que minha produção de serotonina é baixíssima (faço exames que constatam) e terei que tomar sempre antidepressivos.

        No ano de 2015 tive vários problemas, momentos dificeis, perdas! Desencadeou a SP e desde então venho nessa luta, nem preciso descrever os sintomas. Um “trem” que vai subindo e que me incomoda. O fato de ainda ter filhos pequenos, que precisam de mim e por quem eu tenho que ser exemplo não é facil. Estou ainda me adaptando a medicamentos, agora tomo o Veblaxina de 75 mg e à noite o Loredon (Donarem). Alguém do grupo toma esses medicamentos? Li vários comentários e não vi ninguém falando sobre eles! Aindo tenho crises, e quero muito encará-las com mais naturalidades, sem dar tanta importância! Acho que ainda valorizamos muito as crises e ela ganha muito espaço nas nossas vidas. Devemos controlá-las, alguém tem a receita? Eu ainda não! Penso demais nisso, fico lendo a respeito. Procuro pessoas que que saibam sobre essse assunto, acho que estou meio neurada. Pra falar a verdade, só tenho me interessado por este assunto, o resto estou achando bem sem graça. O psiquiatra a que estou indo (custei pra acertar!) disse que primeiro vai tratar da minha depressão.Também estou entrando na menopausa o que parece agravou mais as crises de depressão e pânico e ainda descobri que tenho apneia do sono.

        Tenho fé e esperança que tudo ficará bem e que aos poucos vou controlar a danada! E seremos felizes para sempre! Lu, só por curiosidade você é psicóloga, faz atendimentos em alguma área, tenho interesse, se não se importar gostaria do seu contato! Abraços pra todos! Fiquem com Deus!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Beth

          É um grande prazer recebê-la neste cantinho. Você já faz parte de nossa grande e amorosa família.

          Amiguinha, a crise de depressão pós-parto é muito comum, principalmente quando a mulher passa por um trauma. Porém, quando a pessoa já possui uma tendência a ter transtornos mentais, isso funciona como um gatilho que, sempre que for acionado, necessita de ajuda médica. A depressão recorrente é muito comum. Há inúmeros relatos aqui no site. A pessoa fica anos e anos sem a visita dessa “senhora” e, um não tão belo dia, ela resolve bater à sua porta. A demora da dita em nossa casa irá depender de como é recebida. Se relutamos em buscar tratamento para não ofender a visitante, ela vai ficando, ficando, tomando conta de tudo… Mas, se nos pomos em posição de combate, com sal e vassoura detrás da porta (ajuda médica), ela dá o fora rapidinho.

          Beth, por mais que saibamos como é o desenrolar da vida neste maravilhoso planeta chamado Terra, nem sempre conseguimos lidar com as perdas. Isso acontece com todo mundo, pois assim é a natureza humana. Somos criados aprendendo que devemos ser felizes e ter tudo que desejamos, quando a verdade é bem outra. Não temos mais os antigos filósofos que ensinavam que viver é lidar com alegrias e tristezas, vitórias e derrotas, ganhos e perdas. Nossa sociedade capitalista e extremamente consumista prepara-nos apenas para o “ter”, colocando de escanteio o “ser”. E é somente com o SER que nos tornamos humanos no real sentido da palavra, cientes de nossa força e também de nossas fraquezas, compreendendo que sempre haverá dias bons e outros nem tanto, e que tudo passa, tanto os dias bons quanto os ruins. Essa compreensão é fundamental para o equilíbrio de nossa vida. E como diz Kalil Gibram em seu livro “O Profeta”, o equilíbrio deve ser a meta de cada ser humano. Por sua vez, o Budismo fala-nos do célebre “Caminho do Meio” que, em outras palavras, prega a necessidade de buscarmos sempre o equilíbrio, para termos uma vida plena. Quando a pessoa encontra-se equilibrada, seus dias não serão excessivamente bons e nem excessivamente ruins, pois ela saberá balanceá-los.

          Todos os antidepressivos trazem efeitos colaterais, mas, que passam dentro de certo período de tempo, de acordo com cada organismo. O importante é ser POP (paciente, otimista e persistente). Se nos compararmos com as pessoas que viveram em tempos passados, somos imensamente privilegiados por contarmos com tais medicamentos, livres dos sanatórios e mainicômios. Benditos sejam esses remédios maravilhosos e seus pesquisadores! Sobre os medicamentos citados por você, um deles não seria a “venlafaxina”? Se for esse, em algum das postagens sobre o assunto, encontrará quem o tome, assim como o donarem.

          Menina, você tocou num ponto fundamental ao dizer:
          “Acho que ainda valorizamos muito as crises e elas ganham muito espaço nas nossas vidas. Devemos controlá-las, alguém tem a receita? Eu ainda não!”.

          É exatamente isso! E quanto mais atenção dermos a elas, mais intensas tornam-se. O Prof. Hermógenes em seu livro “Yoga para Nervosos” ensina-nos que não devemos oferecer resistência aos ataques de pânico, pois resistência gera resistência (assim como violência gera violência). Ao centrarmos nossos pensamentos nas crises, nós as carregamos conosco o tempo todo. Uma vez em tratamento faz-se necessário buscar otimismo, centrar a atenção em outros afazeres. E parece não ser isso o que você vem fazendo. Essa “neura” só lhe trará ansiedade e perturbação. Uma busca consciente por respostas é mais do que importante, mas quando ela sai do controle, é bom parar por um tempo, para que não se transforme numa obsessão.

          A menopausa agrava, sim, a depressão. É normal! Mas ciente disso, trabalhe suas crises com mais paciência, até que venham os bons efeitos do antidepressivo. Os livros do Dr. Augusto Cury são muito bons, pois possuem uma linguagem simples, sem tecnicismos. A apneia será resolvida facilmente. E deve ser tratada, pois afeta a qualidade do sono, fazendo a pessoa acordar várias vezes, levantando-se no dia seguinte extremamente cansada e nervosa. E ser professora, algo tão maravilhoso, é muito desgastante, principalmente num país que não tem o menor respeito por seus mestres.

          Amiguinha, eu não tenho nenhuma formação na área médica. Venho de uma família (parte materna) em que a depressão, juntamente com a ansiedade, tem sido uma herança constante. Isso vem desde minha bisavó, avó, mãe, tios, primos… Tive meus primeiros ataques de pânico ainda na adolescência. À medida que fui virando gente grande, compreendendo as alegrias e também os dissabores da vida, compreendi que o tratamento alopático era apenas 50% daquilo que eu precisava. O restante teria que vir de mim mesma. Aliado a isso fui trabalhando meu equilíbrio emocional, diariamente, caindo e levantando, errando e acertando, ajudando e sendo ajudada… E, por incrível que pareça, passei a olhar minha mente com olhos compassivos, como alguém que trata de algo que lhe é muito querido. E, por consequência, passei a ter uma boa relação com a dona “deprê”, não a bendizendo nem a amaldiçoando. Quando reaparece, apenas me avisa que meu cérebro está precisando de cuidados, que seus neurônios não estão trabalhando bem. E lá vou eu os lubrificar, ou seja, ver se o antidepressivo perdeu o efeito, ou, se a dosagem está insuficiente. E assim vamos levando a vida na maior aceitação…

          Lindinha, eu não trabalho com redes sociais. Eu as tenho apenas para fazer postagens do site. O meu tempo é muito corrido, pois trabalho com revisão de livros e ainda com este site, que possui mais de 30 categorias diferentes, exigindo muitas pesquisas. O lugar mais certo para encontrar-me é aqui neste cantinho, pois dou uma atenção especial aos meus companheirinhos de caminhada. Venha todos os dias conversar conosco. Será um prazer tê-la aqui. Lembre-se de que não se encontra sozinha. Tudo irá ficar bem, disso poderá ter a mais absoluta certeza. Exercite sua paciência e o seu otimismo.

          Beijos,

          Lu

        2. Elizabeth

          Lu

          Obrigada pelo retorno! Quanta sabedoria há em suas palavras. Gostoso se sentir compreendida e acolhida em momentos em que nos sentimos tão fragilizados. A leveza do seu texto me fez sentir alivida e grata a Deus pela vida de uma pessoa que se dispõe a ser luz para as outras. Acredito no ser quando o vejo sendo luz no meio da escuridão total ou em meio a penumbras. Acredito que essa é a real vocação do ser humano: SER LUZ, ou até uma pequenina fresta, dependendo do momento é o que conseguimos ser, e para nós, ansiosos de plantão, é bom almejarmos a fresta, pois pouco a pouco a luz forte surgirá!

          Acabo escrevendo demais! Ossos do Ofício! Prof. de Português… Parabéns, grande abraço e a luta continua, com muita esperança e luz!!

        3. LuDiasBH Autor do post

          Beth

          Que bom encontrá-la mais alegre hoje! É isso mesmo, minha amiguinha, temos que buscar luz para a nossa vida e, consequentemente estaremos iluminando a vida de quem de nós se aproxima. Podemos começar com uma fresta, como você ensina, que irá se avolumando à medida que compreendemos que é possível encontrar alegria nas pequenas coisas.

          Você me deixou emocionada com suas palavras generosas. Sou apenas uma fresta… Vocês também são luzes em minha vida, pois me enriquecem muito e levam-me a compreender melhor a minha existência. E não se sinta sozinha, pois nós, sua segunda família, encontramo-nos aqui, prontos para acolhê-la.

          Abraços,

          Lu

        4. Elizabeth Maia

          Oi, Lu!
          Hoje cedo te enviei uma mensagem de agradecimento pelas lindas e sábias palavras que enviou! (ainda não está aqui). Aliás todos do grupo, tenho certeza se beneficiaram com elas, pois são cheias de luz!

          Tenho me sentido melhor nos dois últimos dias, mas hoje, depois do almoço, me deu uma fraqueza (mental) tão grande, um cansaço absurdo, conversei poucos minutos com uma pessoa e saí sem energia nenhuma, vazia… As pessoas parecem que vão sumindo e em meio que flutuando! Sensação muito ruim, sem disposição alguma, pois pensar parece me gerar grande casaço, quase exaustão. QUE É ISSO? Efeito de medicamento ainda (poucos dias tomando o Donarem) , credo, meu Deus. Quero ficar bem, preciso trabalhar. Já aceitei que estou numa fase devagar, quase parando… Acho que cansaço mental é muito pior que o físico, pois com o físico a gente toma um banho, vai para a cama e descansa, o mental não!!! Estresse mental, como combatê-lo? Me ajude gente!

          Abraços!

        5. LuDiasBH Autor do post

          Beth

          Tive um dia muito atarefado. Acabei de responder o seu comentário anterior.

          Amiguinha, no início do tratamento é normal a pessoa passar por momentos bons e outros ruins em relação ao medicamento que está tomando. É a luta do organismo para adaptar-se ao antidepressivo. Isso é normal, não sendo motivo para preocupações. A conversa pode tê-la cansado mentalmente, num período em que ainda se encontra fragilizada. Existem também pessoas que, sem o saberem, exaurem nossas forças, se nos encontramos debilitados. Certos assuntos de conversa também nos levam a isso. Portanto, evite pessoas cansativas e assuntos não agradáveis nessa fase inicial do tratamento. Distancie-se de qualquer tipo de discussão. Você tem se alimentado direitinho? Há casos em que o antidepressivo tira todo o apetite. Não abra mão de alimentar-se. Se estiver com dificuldade de comer alimentos sólidos, opte por vitaminas, sucos, mingaus… Não fique sem se alimentar.

          Beth, o distúrbio da percepção de si mesmo acontece em relação ao uso de muitos antidepressivos, na fase inicial do tratamento, com muitas pessoas. Mas se notar que isso tem sido continuado, aumentando de intensidade, converse com seu médico. Procure ficar tranquila, pois as pessoas otimistas tendem a ter uma recuperação mais rápida. Realmente o cansaço mental é bem pior do que o físico. Mas não abra mão de um banho tépido e um copo de leite morno, antes de deitar-se, pois também agem sobre o cansaço mental. Ouvir música clássica, antes de dormir, relaxa a mente. Durante o dia, procure tomar chá de camomila, pelo menos 3x. Lembre-se de viver apenas um dia de cada vez.

          Abraços,

          Lu

      3. Tatiane Queiroz

        Oi, Lu!

        Estou com muito medo, pois tive umas crises de nervosismo, ansiedade e medo morrer. Fui ao médico e ele receitou efexor 37.5 mg. Tomei por 14 dias, depois ele aumentou para 75 mg, porque estou amamentando meu bebê de 3 meses, e também meio aprazolam cedo e à tarde. Comecei a sentir ondas de calor, isso será normal? Ou é por causa de minha ansiedade? Acordo assustada. Demora a fazer efeito esses remédios? Por favor, me ajude!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Tatiane

          Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

          Amiguinha, a ansiedade traz todos esses sintomas citados por você, e o início do tratamento com antidepressivo reforça-os, mas isso passa após cerca de três semanas de uso, quando o organismo passa a aceitar o medicamento. O Efexor (venlafaxina) vem sendo muito usado, como poderá ver através dos comentários. As ondas de calor são normais, sim, pois todo antidepressivo apresenta efeitos adversos na etapa inicial do tratamento, que é realmente bem sofrida. Mas lembre-se de que logo passará. Quanto ao alprazolam, procure tomá-lo apenas quando sentir necessidade. E, quando estiver se sentindo bem, descontinue seu uso, pois pode viciar se tomado durante um longo tempo.

          Tatiane, os bons efeitos do antidepressivo acontecem, normalmente, após três semanas de uso, mas isso varia de um organismo para outro, ou seja, tanto poderá vir antes desse tempo ou um pouco mais tarde. Procure ser POP (paciente, otimista e persistente), até entrar na fase boa. Além disso, comunique-se com seu médico, se sentir que está difícil passar por essa fase. Essa interação entre paciente e psiquiatra é muito importante.

          Sempre que não se sentir bem, venha conversar conosco. Não se sinta sozinha.

          Abraços,

          Lu

        2. Tatiane Queiroz

          Lu

          Eu estou em crise de novo, sinto medo do medo, ansiedade, tudo isso meu Deus. Sinto meu corpo pinicar, ondas de calor, parece que meu corpo está quente, mas está gelado. Antes de começar a tomar os remédios sentia sensação de vertigem, visão embaçada, parecia que ia cair, medo de deixar meu marido trabalhar. Eu me isolei dos meus amigos, até das redes sociais, e pior volto da minha licença maternidade dia 27. Quando esses remédios vão fazer efeito? O mal-estar é ruim, ajuda-me, Lu.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Tatiane

          Acalme-se, minha amiguinha. Respire fundo e lembre-se de que tudo isso irá passar.Preciso de informações: O que está tomando agora e quantos miligramas? Há quanto tempo? Quando começou a passar mal? Está pensando muito na volta ao trabalho?

          Abraços,

          Lu

        4. LuDiasBH Autor do post

          Tatiane

          Você já deve estar saindo da fase dos efeitos adversos. Quanto ao alprazolam, somente tome quando for necessário, ou seja, quando se encontrar em crise.

          Abraços,

          Lu

        5. Tatiane Queiroz

          Lu
          Por conta da ansiedade minha pressão não abaixa. Será que posso tomar metildopa ,de 250 mg, que meu médico receitou, com meu antidepressivo Effexor 75mg, aprazolam 25 mg? Nunca tive pressão alta, só depois que tive esta crise ansiedade.

        6. LuDiasBH Autor do post

          Tatiane

          É muito comum a ansiedade alterar a pressão. Quanto à indicação médica, não tenha medo. Não há ninguém mais bem preparado para receitar-lhe um medicamento do que seu médico. Conheço muitas pessoas que tomam antidepressivo e remédio para hipertensão. Não tenha receios. Confie em seu médico. À medida que o antidepressivo for mostrando seus bons efeitos, sua pressão irá normalizando. Depois que estiver mais tranquila, passe a medir sua pressão uma vez por dia e anotar. Quando voltar a seu médico mostre-lhe as anotações, para que ele possa saber se já deve suspender o medicamento para pressão. Quanto ao alprazolam, procure tomar somente quando necessário, para não causar dependência.

          Abraços,

          Lu

  23. Rosa

    Bom-dia, querida Lu!

    Eu já tratei o transtorno de ansiedade (síndrome do pânico) desde 2010, melhorei com o Exodus; tive alta, mas depois de quase dois anos, percebi que os sintomas estavam voltando; fui ao médico que insistiu para eu voltar a tomar o Exodus. Agi com teimosia, comprei o remédio, mas não tomei, rs. Continuei a ter picos de síndrome do pânico, voltei a outra psiquiatra que me receitou o escitalopram, o mesmo Exodus e o Alprazolan, de 0,5 mg, para dormir e combater a ansiedade; o que eu fiz? Estou tomando só o Alprazolan, tenho dormido melhor.

    Este meu texto, desculpe eu me alongar, é para dizer que estou com viagem marcada para o início de maio para Europa. É a primeira vez que vou para tão longe, e estou bem apreensiva, porque, além das horas de voo, mais de 9, ainda tenho de fazer uma conexão que vai durar mais uma hora. Estou com medo de não dar conta da viagem, espera, conexão estas coisas. Vou voltar na médica antes da viagem, mas só posso contar com o Alprazolan. Vou com um grupo de cinco
    amigas, entre elas, há uma mulher com depressão, amiga antiga, que trata há mais de 8 anos, estou preocupada com ela e comigo, rs.

    Lu, quero perguntar para você e para os outros comentaristas deste blog: Vocês já viajaram para longe tendo ANSIEDADE e DEPRESSÃO (desculpe a caixa alta)? É que temo não ter resistência física, porque sabemos que a ansiedade e a depressão tiram energia física das “vítimas”.

    Muito obrigada, querida Lu, gosto de você desde os tempos do Luiz Nassif. Obrigada aos comentaristas que também puderem dar seus depoimentos de viagem portando estas síndromes que nos assustam tanto.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Rosa

      Você tem agido errado ao abrir mão do tratamento médico, ainda mais em se tratando de transtorno de ansiedade, que tende a evoluir para crises mais severas. A função do antidepressivo é justamente conter tais crises, fazendo com que o cérebro volte a funcionar direito. Saiba também que tais transtornos podem ser recorrentes, indo e vindo. A cada novo aparecimento, deve ser levado a sério, não abrindo mão do tratamento médico. É possível que tratando-o agora, fique mais uma meia dúzia de anos sem tê-lo. Se não o fizer, ele somente se agravará. O Alprazolam não combate o problema, funciona apenas no sentido de ajudá-la a dormir melhor. Somente isso! E não deve ser tomado com constância, pois vicia, mas apenas nos dias em que sentir necessidade. Depois deve ser retirado. Portanto, inicie o seu tratamento amanhã, para que ao viajar já esteja livre das semanas iniciais, quando poderá sentir os efeitos adversos. Não entendo a sua relutância em tomar o oxalato de escitalopram.

      Amiguinha, se você estiver medicada, não haverá problema algum. Mas, se não estiver, correrá o risco de ficar cada vez mais ansiosa com o preparo da viagem e com o enfrentamento de um mundo totalmente novo para você. A viagem e a conexão em si não apresentam problema algum, o que tem que levar em conta é o seu estado emocional. O tamanho do grupo é bom, principalmente se houver afinidade entre seus membros. Quanto à amiga depressiva, se ela estiver em uso do medicamento não haverá o menor problema. Não são poucos os depressivos que viajam mundo afora. A preocupação deverá ser com você, minha querida. Inicie seu tratamento e tenha a certeza de que fará uma viagem maravilhosa, com muitas coisas para contar-nos em sua volta. Não deixe de vir aqui.

      Rosa, o medo da viagem presente em seu comentário, deixa bem claro para mim, que precisa de iniciar urgentemente o tratamento. Você diz: “Estou com medo de não dar conta da viagem, espera, conexão estas coisas.”. Na verdade, você está com medo é de ter ataques de pânico. Se estiver medicada, nada disso ocorrerá. Será uma viagem tranquila e inesquecível. Eu e muitos outros aqui já fizemos tais viagens sem nenhum problema. Falando de mim, especificamente, sempre estive tomando o meu comprimido de oxalato de escitalopram, meu amiguinho inseparável, onde quer que eu vá. Leve o seu medicamento daqui, não deixe para comprar fora.

      Amiga, mais uma vez eu lhe digo que sua viagem transcorrerá na mais perfeita normalidade, se estiver medicada com o antidepressivo. Viaje com tranquilidade, e não se esqueça de tomar seu comprimido diário. Se possível, abra mão do Alprazolam, pois estará tão cansada em razão dos passeios que irá dormir com facilidade. Ao retornar, venha aqui conversar conosco. Mas volte a este espaço antes de viajar.

      Beijos,

      Lu

      Responder
    2. Patricia

      Oi Lu!
      Adorei seu blog! Muito bacana sua boa vontade em ajudar, fora o bom humor.

      A minha história não é muito diferente das outras tantas que lemos. Tenho 32 anos e sofro de ansiedade há muitos anos, mas sempre foi controlável, nada patológico. No entanto, quando perdi minha mãe há dois anos atrás, meu mundo desabou. Ela tinha câncer, e pra quem conhece a doença, o final é terrível! Minha filha mais nova tinha 40 dias na época. Passados seis meses estava no auge da TAG, e foi quando iniciei tratamento com Nortriptilina. Praticamente não tive efeitos colaterais, me sentia realmente bem, mas depois de alguns meses tinha fortes lapsos de memória. Meu psiquiatra orientou então o desmame, já que eu estava melhor.

      Poucos meses depois veio a recaída, dessa vez de um jeito um pouco diferente, sem as crises de pânico, mas com altas doses de hipocondria (achei que tinha todas as doenças possíveis nos últimos 3 meses). Fui a outro psiquiatra que me indicou Venlafaxina, tomei por 45 dias e não suportei. Me sentia MUITO mal. Trocamos para escitalopram 10 mg, e hoje faz 16 dias que estou tomando.

      Na primeira semana quase não tive efeito colateral, me sentia bem. A partir da segunda semana e até agora, percebi uma piora. Os pensamentos negativos voltaram com força total. Pego no sono, mas acordo no meio da noite assustada com sonhos mirabolantes e alguns espasmos musculares (que segundo o psiquiatra são normais no início). Sinto o corpo dolorido, principalmente pernas e não sei dizer se houve melhora. Não é estranho me sentir bem nos primeiros dias e depois piorar? Não funciona inversamente? Estou um pouco desanimada com isso! O que acha?

      Beijos

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Patrícia

        Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se como parte de nossa família.

        Amiguinha, minha história é similar à sua em relação à perda da mãe. Sempre fui depressiva crônica (herança materna), mas, quando perdi a minha mãe, eu simplesmente naufraguei. Recusei-me a retornar ao psiquiatra (o medicamento que tomava não mais fazia efeito). Fui descendo num abismo sem fundo, até que dei conta de que estava recusando a viver, e minha mãe jamais gostaria de ver-me assim. Retornei ao médico, passei a tomar um novo antidepressivo e soergui-me. Hoje me encontro bem, sem Transtorno de Pânico, mas tomo o antidepressivo ininterruptamente. Compreendo o seu sofrimento, e, como diz, as nossas histórias são quase sempre muito parecidas. O que nos leva a compreender que o sofrimento é uma constante na vida das pessoas desde que o mundo é mundo, em quaisquer que sejam as classes ou etnias. Resta-nos a compreensão de que assim é a vida e que devemos vivê-la da melhor forma possível, mas apenas um dia de cada vez. E é assim que tenho feito.

        Patty, os transtornos mentais, que abundam em todo o mundo, são na maioria das vezes intermitentes, vão e vêm sem nenhuma explicação. Há pessoas que ficam um bom tempo livre desse ou daquele e, num “não” tão belo dia, acordam com uma visita inesperada. E tal visitante chega, muitas vezes, trazendo uma carga indesejada junto consigo, como as ditas fobias. E é preciso começar tudo de novo. E de pirraça a gente começa, até botar a visita para fora. E assim vamos levando a vida, entre altos e baixos, como qualquer ser humano presente neste mundo. Mas aliado ao medicamento, precisamos, muitas vezes, mudar nossa maneira de olhar e sentir a vida, vivendo com mais leveza e tornando-a o mais simples possível.

        Amiguinha, todos os antidepressivos trazem consigo efeitos adversos na fase inicial do tratamento. É fato que algumas pessoas sentem-se piores do que outras, pois cada organismo costuma reagir de um modo diferente. E com o oxalato de excitalopram não é diferente, embora seja um dos bons medicamentos do mercado, receitado por inúmeros médicos (faço uso dele), conforme poderá ver nos comentários. Esses efeitos ruins duram, em média, entre duas a três semanas, mas há pessoas que necessitam de mais tempo para sentirem-se melhores. O fato de você estar se sentindo pior na segunda semana é natural. Seu organismo está recebendo uma carga maior de uma substância estranha a ele (que é acumulativa) e, por isso, está lutando contra ela, mas logo será vencido (ambos haverão de ficar loucamente apaixonados). Essa piora é normal. Muitas pessoas sentem-se, nessa fase, bem piores do que antes de iniciar o tratamento. Não há nada de estranho. Fique tranquila. E tampouco há porque ficar desanimada. Seja POP (paciente, otimista e persistente), pois tudo passará. Dê tempo ao tempo. Enquanto isso, mantenha contato com seu psiquiatra nessa fase inicial, o que irá deixá-la bem mais segura. Saiba também que não se encontra sozinha. Venha sempre conversar conosco, contar-nos como anda seu tratamento. Juntos seremos fortes.

        Um grande abraço,

        Lu

        Responder
        1. Patricia

          Oi, Lu!

          Já se passaram 21 dias de medicação, e a melhora é bem pequena em vista dos efeitos colaterais! Tenho sentido muita dor no corpo, principalmente nas articulações e panturrilhas. As noites parecem cada vez mais difíceis, junto com a insônia vem os pensamentos e questionamentos negativos! Não sei se tudo isso é normal, ou se devo pedir para meu médico trocar o remédio. Mesmo com tudo isso, tenho tentado viver da melhor forma possível! Continuo trabalhando e cuidando da minha família.

          Obrigada desde já e beijos!

        2. LuDiasBH Autor do post

          Patrícia

          Os antidepressivos não agem igualmente, em relação ao tempo de uso, para todas as pessoas. Algumas há que precisam de um mês ou até mesmo de três. A maioria precisa de duas a três semanas, mas não significa que isso seja uma regra geral. O ideal que você volte a seu médico, repasse-lhe todas essas informações, sem se esquecer dos pensemantos e questionamentos negativos. Se não está tomando, veja a possibilidade de ele lhe receitar um calmante, para que tenha um sono mais tranquilo. Pode ser também que seja necessário adequar a dosagem do medicamento. Mas não se aflija com isso, minha amiguinha, pois tudo terminará se encaixando direitinho. Tudo é questão de tempo e adequação ao remédio. Continue POP. Saiba que muitas pessoas passam pelo mesmo que você. Continue em contato conosco, falando-nos de como anda seu tratamento. E assim que retornar ao psiquiatra, não se esqueça de contar-me como foi.

          Abraços,

          Lu

        3. Patricia

          Oi, Lu!

          Já se passaram 21 dias de medicação e a melhora é bem pequena em vista dos efeitos colaterais! Tenho sentido muita dor no corpo, principalmente nas articulações e panturrilhas! As noites parecem cada vez mais difíceis, junto com a insônia vêm os pensamentos e questionamentos negativos!
          Não sei se tudo isso é normal ou se devo pedir para meu médico trocar o remédio! Mesmo com tudo isso, tenho tentado viver da melhor forma possível! Continuo trabalhando e cuidando da minha família!

          Obrigada desde já e beijos!

        4. LuDiasBH Autor do post

          Patrícia

          Algumas pessoas necessitam de um tempo maior para que o antidepressivo comece a mostrar todos os seus bons efeitos, pois possuem um organismo bem resistente ao medicamento. Três semanas não são suficientes para elas, que precisam de um mês ou mais. Li recentemente que alguns organismos só reagem totalmente após o terceiro mês. Para a insônia você pode pedir a seu médico um ansiolítico, para tomar nessa fase, o que lhe permitirá boas noites de sono, sem tais pensamentos negativos. E se toma o antidepressivo à noite, peça-lhe para passar para a manhã, pois isso reduz a insônia. Mas lembre-se de jamais tomar duas doses no mesmo dia. Em caso de troca de horário, terá que falhar um dia. Esses efeitos negativos, ainda que normais, devem ser comunicados a seu médico. Não é ainda tempo de trocar o medicamento. Isso só acontece quando há um efeito adverso muito grave. Parabéns por continuar POP (paciente, otimista e persistente). Continue me informando sobre seu estado de saúde.

          Abraços,

          Lu

  24. Joselaine

    Olá, Lu!
    Li vários comentários e vejo o quanto você é atenciosa para com todos. Infelizmento aos 21 anos tive minha primeira crise de pânico, fiz terapia e tomei anafranil, melhorei e desmamei o remédio após alguns anos. Tive outra recaída e me passaram lexapro. Fiz terapia, mas uma melhora e desmame do remédio, e mais uma vez me encontro em uma recaída. Fui ao psquiatra e me receitou exodos. Vou começar a fazer terapia cognitiva comportamental, porém como todos ansiosos vão para o Dr google, vejo muitas pessoas falando mal desse remédio. Você poderia me falar algo desse remédio, estou receosa de tomar, porém os sintomas de pânico e depressão paralisaram minha vida.
    Desde já obrigada.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Joselaine

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha,tive meus primeiros transtornos mentais ainda na adolescência. Já tomei o anafranil. É normal o fato de termos que mudar de antidepressivo, à medida que o organismo acostuma-se em demasia com esse ou aquele. As recaídas são comuns. A maioria de nós passa por isso.

      Jose, pode-se consultar o Dr. Google, mas é preciso saber que nem todas as suas informações são verdadeiras, uma vez que as reações adversas dos antidepressivos têm muito a ver com o organismo de cada um. A opinião mais abalizada é a do psiquiatra que, além de ter formação nessa área específica, também tem um contato direto com o paciente, conhecendo o seu estado de saúde, e fazendo uma análise profunda de sua saúde física e mental. Mesmo a leitura das bulas deve ser vista com cautela, pois muitas coisas ali descritas dizem respeito a um grupo mínimo de pessoas. O oxalato de escitalopram tem sido uma das substâncias mais receitadas pelos médicos, atualmente, no tratamento de transtornos mentais. A maioria dos comentaristas aqui fazem uso dela, inclusive eu. Tomo-a há mais de 5 anos e dou-me muito bem. E quanto mais cedo você iniciar o tratamento, melhor, pois as crises de pânico, quando não tratadas, tendem a agravar-se cada vez mais, ficando o espaço entre elas cada vez mais reduzido. Para saber mais sobre o medicamento, leia os comentários.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
      1. Joselaine

        Lu, obrigada pela resposta.
        Na data em que te escrevi, comecei o tratamento com exodus, mas três dias passados parei, pois me indicaram um médico ortomolecular que estava acertando com todos. Mais uma vez gastei em consulta e fórmula, nessa tinha “cloxazolam”, que foi caríssimo. Tomei por dez dias e quase me acabei, fiquei pior dez vezes. Voltei ao outro psquiatra que me indicou exodus, para começar com 5 gotas e depois de duas semanas passar para 10. Quero perguntar se é normal essa resistência, ja comecei mas não tive coragem de tomar as cinco gotas, estou tomando 4, como é triste e horrével essa síndrome do pânico.

        Obrigada mais uma vez!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Joselaine

          Em qualquer tipo de tratamento, e em especial nos transtornos mentais, é preciso ter inteira confiança no médico. Não dá para ficar pulando de um para outro, sem ter tomado o medicamento pelo menos durante um mês. Agindo assim, você só irá gastar dinheiro desnecessariamente. Além disso, o Cloxazolam também é usado para tratamento de transtornos mentais.

          Amiguinha, você deve tomar o oxalato de escitalopram de acordo com a prescrição médica. Não vejo o porquê de tanto medo. Garanto-lhe que o efeito do medicamento não é pior do que uma crise de pânico. Além do mais, com cerca de duas a três semanas, de modo geral, os efeitos adversos irão passando e os bons surgindo. Lembre-se de que a Síndrome do Pânico é tratável. Não fique a cultivá-la. O “medo” é muito negativo, quando sem justa causa, devendo ser eliminado de nossa vida, pois só nos leva a dar um passo para trás. É preciso que você seja POP (paciente, otimista e persistente). E não pode mudar a prescrição médica, conforme sua vontade, pois assim o tratamento não surtirá efeito. Comece a tomar o medicamento direitinho e conte com o nosso apoio.

          Abraços,

          Lu

        2. Joselaine

          Muito obrigada Lu, hoje tomei as cinco gotas como foi prescrito. Você disse tudo, o efeito não pode ser pior que as crises de pânico.

          Beijos

        3. Joselaine

          Oi, Lu!
          Estou no décimo primeiro dia de 10 mg do exodus, porém ainda me sinto muito angustiada, com medo e depressiva. Isso é normal com sua experiência com esse remédio. Desde já muito obrigada por toda a sua atenção.

        4. LuDiasBH Autor do post

          Joselaine

          Como venho dizendo aqui, cada organismo tem seu tempo específico para que o antidepressivo apresente todo o seu lado positivo, ou seja, para que os efeitos adversos desapareçam. E você está deixando a fase mais difícil agora. Ainda assim, pode ser que a sua dosagem esteja baixa, não atendendo às suas necessidades. Aguente mais uma semana e, se sentir que não houve melhoras, retorne a seu psiquiatra e converse com ele, expondo tudo o que continua sentindo. O início do tratamento é mais difícil para todo mundo, porque o médico precisa trabalhar com erros e acertos, mas ao final tudo dá certo. Não se preocupe, amiguinha. Retorne para dizer-nos como anda seu tratamento.

          Abraços,

          Lu

        5. Hadilton

          Prezada Joselaine, estes remédios costumam demorar de 15 a 20 dias para começar os efeitos. Tenha paciência e fé, vai dar tudo certo!

        6. Joselaine

          Hadilton
          Muito obrigada, estou firme e aguentando, mas é fogo. Vamos que vamos!

  25. Allan

    Olá, Lu!

    As perguntas que você me fez são ótimas. Talvez meu caso seja um pouco diferente da maioria aqui relatados.

    Eu me diagnosticaria como tendo depressão leve. Dia ou outro, desde de a minha adolescência, me sentia triste por nem sempre alcançar meus objetivos. Essa tristeza, pouco durava e não interferia em nada na minha vida.

    Em Julho desde ano, depois de muito tempo e após uma “bebedeira”, a tristeza voltou. No auge da minha ignorância, achei que se tomasse uns comprimidos do meu pai (antidepressivo “cloridrato de cloripramida”), junto com álcool, me sentiria bem para curtir o fim da noite. Foi o maior erro que cometi. No outro dia, logo de manhã, já comecei a sentir os sintomas. Visão turva, sensação de desmaio, palpitações, mãos frias e suadas. Fui ao hospital, onde me fizeram fluidoterapia. Voltei para casa e passei o fim de semana bem. Na terça-feira, 2 dias após ter tomado esse coquetel, alcool e antidepressivo, indo trabalhar, descendo do carro, senti todos os sintomas novamente. Como estava sozinho, longe do hospital e com insegurança de dirigir, parei no posto de saúde do bairro, onde novamente me fizeram fluidoterapia e me deram um comprimido de Diazepam (só soube que me deram isso semana passada, pois fui pedir meu prontuário e lá constava a medicação me deram no dia). Voltei pra casa bem, mas extremamente sonolento. Dormi até o outro dia e mesmo assim continuei cansado, tanto que não fui trabalhar. Quando minha mãe chegou em casa e me viu na cama, achou melhor irmos novamente ao posto passar por uma consulta de emergência.
    Lá fui atendido por uma médica plantonista, que cobre a falta dos médicos fixos do posto. Super mal humorada e mal educada. Fui sincero e disse que os sintomas apareceram logo após a ingestão do álcool e do antidepressivo, e apenas com essas informações ela fechou o diagnóstico como crise de ansiedade e me receitou o “bendito” Alprazolam 2mg. Apenas me disse para tomar um comprimido ao me deitar, se achasse que era forte, tomar apenas 1/2, e procurar um Psiquiatra. Saí de lá, passei na farmácia e depois no CAPS da minha cidade. Só tinha vaga para consulta depois de 1 mês,

    Nos primeiros 15 dias, com medo, tomei apenas meio. Me senti bem. Nunca tive problema para dormir, mas tomando esse remédio o sono vinha mais rápido. Meu apetite aumentou e tudo corria bem até que, um dia, senti os sintomas de “ansiedade” novamente, bem mais fracos mas, me senti incomodado ao ponto de seguir a risca a prescrição médica e passei a tomar 1 comprimido de 2mg.

    Percebi que minha memória estava bem fraca. Senti também que minha percepção do dia a dia tinha mudado. Era como se eu estivesse lá apenas fisicamente, trabalhando, mas totalmente desligado emocionalmente de tudo.

    Passei com o psiquiatra que mal me ouviu e receitou Alprazolam 0.25mg e ESC 10mg. Disse à ele que ainda tinham muitos comprimidos do Alprazolam 2mg que a outra médica havia me passado e ele me orientou a tomá-los e quando acabasse comprasse os dois medicamentos que havia me passado.

    No fim de semana antes do retorno a aula, teve um churrasco da faculdade. Mesmo não lendo a bula, ou procurado informações a respeito do remédia, sabia que não era indicado beber tomando a medicação. Tomei na sexta a noite, fui para churrasco no sábado, passei o dia bem, mas a noite noite que mesmo muito cansado, estava com dificuldade em dormir. Acordava de 15 em 15 minutos. No domingo amanheci bem ruim. Diarreia, náuseas e aquele sensação de “estou aqui mas não estou” minha dobrado. Domingo fui novamente ao churrasco, mesmo ruim, me forcei a parecer bem e tomei umas duas latas de cerveja e fui-me embora. Novamente à noite, tive dificuldade com o sono e, na segunda feira, todos os sintomas se agravaram, me fazendo voltar a tomar a medicação porém, na dosagem de 1/2 comprido. Daí pra frente LuH, só piorei. Na quarta feira cheguei a conclusão de que era o remédio que me fazia mal e parei de toma-lo. Quinta e sexta, fiquei bem ruim, mas no sábado fui melhorando. Esses três dias não consegui dormi por 1 minuto se quer. No domingo, não aguentando mais, tomei novamente 1/2 comprimido. Segunda feira, como era de se esperar ruim de novo. Fui ao CAPS falar com o psiquiatra, que não me atendeu, mas pediu para dizer que o remédio não causava nada aquilo. Disse para eu voltar a tomar e procura-lo na sexta. Foi o que fiz. Passei a semana mal, no quarto deitado, e sexta feira fui falar com ele. Mal me escutou, só pediu para parar de vez de tomar o Alprazolam, me deu uma caixa de ESC e pediu para voltar dentro de 1 mês.

    Contei tudo que havia acontecido ao meu pai, onde ele me orientou a parar com tudo e procurar por Psicoterapia. Foi isso. De lá pra cá, melhorei muito, muito mesmo, mas ainda não me sinto 100%. Acredito que desde o começo dei azar nos profissionais que me atenderam. Quando tenho essas crises, por mais raras que elas tenham ficado, penso em voltar ao médico, mas acho que ele não vai me escutar e simplesmente me dará remédios para me deixar dopado.

    O psicólogo que me atende hoje foi o único que foi atrás das informações que passei e chegou a conclusão de que o que eu sinto hoje é de fato abstinência. Ele me disse que a dosagem do remédio foi alta, que não foi me passado as orientações corretas na forma de uso dele, que foi leviano. Me diz também que irá passar por completo todo esse mal estar. É nisso que tenho me apoiado quando ocorre as crises, que irá passar por si só.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Allan

      Todos os seres humanos possuem características próprias quanto à maneira de ser. Algumas lhes são agregadas pela existência, mas outras já nascem com cada um, fazendo parte da personalidade. Eu, por exemplo, nunca fui uma pessoa esfuziante. Ao contrário, sou contida, até mesmo nos gestos corporais. Também carrego comigo uma certa tristeza, talvez pelo fato de eu ser muito sensível em relação à humanidade, à flora e à fauna, ou seja, ao planeta Terra como um todo. Se eu vir alguém judiar de um bichinho, fico numa profunda tristeza, como se a dor fizesse parte de mim. Se arrancam uma árvore, cortam-me o coração. Sei que serei sempre assim, tal comportamento faz parte de minha personalidade.

      Quanto aos objetivos, procuro dar sempre o melhor de mim, mas buscando viver um dia de cada vez. Não jogo nenhum peso no passado ou no futuro. O que sou hoje determinará o meu passado (o presente é um passado a caminho) e o meu futuro. Os objetivos vão sendo edificados com base no nosso crescimento emocional, muito mais do que com o intelectual. E a palavra chave é equilíbrio. Jamais permita que o excesso de ambição tolde o seu dia.

      Amiguinho, se a sua depressão é leve, a psicoterapia irá resolvê-la. Talvez se trate de uma passagem mal resolvida de sua vida, que precisa ser revista, digerida, analisada. Saiba que estarei torcendo por você. E não deixe de sempre nos trazer notícias.

      Um abraço carinhoso,

      Lu

      Responder
  26. Debora

    Gostaria de relatar que o famoso BUP, remédio que estou usando há 1 mês, me deu uma enorme irritabilidade. Ter um filho autista não é muito fácil, mas garanto que cuidá-lo tomada por uma irritabilidade incontrolável torna 1000000 vezes pior. Estou na peregrinação por um remédio que me deixe menos triste, letárgica, frustrada e com menos apetite. Desculpem o desabafo. Só queria dizer, de fato, que o tal bup não é esta maravilha que falam por aí.
    Abraços

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Débora

      Estava com saudades suas, mocinha! Espero que o filhotinho esteja cada vez mais fofo.

      Lindinha, se o senhor Bup está a deixá-la irritada, procure seu psiquiatra e converse com ele. O uso de um tranquilizante (existem ótimos fitoterápicos) conjuntamente com o antidepressivo poderá ajudá-la muito, principalmente na fase inicial. Quanto à letargia e à frustração, somente você poderá trabalhar isso. Comece vivendo um dia de cada vez. Nenhuma mudança acontecerá se não vier de dentro para fora. E se você não quiser. Lembre-se do texto “Os Antidepressivos em nossa Vida”. Não existe a pílula da felicidade. A aceitação é o primeiro degrau de nossas mudanças pessoais. Você está fazendo algum tipo de terapia?

      Beijos,

      Lu

      Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Débora

          Que bom, minha amiguinha, pois unindo o tratamento com a psicoterapia, os resultados serão imediatos. Também amo sua presença aqui.

          Beijos,

          Lu

      1. Paula

        Oi, Lu! O meu psiquiatra me passou Orap 1 mg. Conhece? Ele falou que é para tirar os medos da minha cabeça. O que me preocupa um pouco é que na bula diz pra não usar junto com antidepressivo e eu faço uso do reconter (escitalopram), mas ele é o médico e falou pra eu tomar. Eu uso o Orap pela manhã e o reconter à noite. Tem quatro dias que estou usando e o meu medo já diminuiu um pouco.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Paula

          Não conhecia este medicamento, mas dei uma olhada na bula, agora. Realmente lá está escrito: “É contraindicado o uso concomitante de Orap com inibidores da recaptação de serotonina tais como: sertralina, paroxetina, citalopram e escitalopram.”. Pode ser que se refira ao uso no mesmo horário e não em horários diferentes. De qualquer forma, se isso a está preocupando, procure seu médico e converse com ele. Fale-lhe sobre a observação que leu na bula e sobre sua preocupação. Não guarde dúvidas. O médico deve esclarecer todas as indagações do paciente. O bom é que você já está se sentindo melhor. Depois me conte como foi a conversa.

          Beijos,

          Lu

  27. Allan

    Boa-noite, Lu!
    Passando para dizer que continuo acompanhando seu blog e mandando energias positivas para você e para as pessoas que aqui postam.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Allan

      Fiquei preocupada com sua ausência. No seu penúltimo comentário, você escreveu: “Se não se importar, gostaria de ir relatando aqui minhas melhoras e pioras pelo efeito da abstinência do remédio”. Isso foi em 10/09 deste ano, mas repentinamente sumiu. Não deu mais notícias. Saber que se encontra bem deixou-me bem tranquila.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Allan

        Boa-tarde, Lu!

        Peço que desculpe a ausência dos meus relatos sobre o efeito de abstinência do Alprazolam. Achei que tentando esquecer que havia passado por essa fase, a melhora seria mais rápida. De certa forma, devo confessar que, desde meu último comentário, no dia 10/09, minhas melhoras foram significativas, ainda mais pelo fato de que, nesta data, faziam apenas 9 dias que eu estava sem tomar o “Bendito”. De lá pra cá, alguns efeitos psicólogos foram desaparecendo um por um, como por exemplo a insônia. Hoje consigo dormir uma noite inteira de sono sem precisar de medicamento algum, nem mesmo a Valeriana, que tanto me ajudou nos primeiros dias após deixar o remédio.

        Aquele sonolência que sentia durante o dia, como se estivesse extremamente dopado, diminuiu quase que por completo. Ela só me incomoda mesmo em determinados horários (depois do almoço e jantar). O sono é tanto que se faz necessário fechar os olhos por 30 minutos. Nunca tinha sentido isso antes. Tinha aquela “preguicinha” gostosa depois do almoço, que logo passava, e me deixava terminar o resto do dia bem, mas, agora eu não consigo ficar com olhos abertos. Às vezes sinto dores e formigamentos nos membros, principalmente nos pés, mas nada que não seja tolerável.

        Notei também que meu organismo ficou bem intolerante ao álcool. Depois de muito tempo, hoje resolvi tomar uma lata de cerveja que estava na geladeira, o que não foi uma boa ideia. Minutos depois, tive uma crise que me obrigou a ir me deitar por uma duas horas, mas agora já estou bem, cansado (quando a crise vem, parece que corri quilômetros sem beber água), mas bem.

        O fato é que, depois de 2 meses sem remédio, a Síndrome do Pânico, não me deixou por completo. Ao menos uma vez por semana, todos aqueles horríveis sintomas voltam a me assombrar. Duram menos tempo e têm menor intensidade. Acredito eu que logo eles sumirão por completo, afinal, à cada dia que passa me sinto melhor. Mesmo passando por uma fase de estresse (provas finais da faculdade, cachorrinha bem doente e etc), venho levando o dia da melhor forma possível e consigo me deitar à noite com aquele sentimento de “dever do dia cumprido” e fazer planos para o futuro.

        Continuo indo ao Psicoterapeuta a cada 15 dias. Gosto de ir lá. Conversar com alguém imparcial, que não te julga, é muito bom. No mais, o resumo desse tempo todo que não postei é que, dando tempo ao tempo, tudo melhorou. Não me recuperei 100 % no prazo que eu achei que fosse acontecer, mas eu tenho certeza que nos próximos meses isso acontecerá gradualmente.

        Continuo acompanhando o seu blog Lu, que além do tópico “Saúde Mental” tem tantos outros interessantes também. Sempre que leio a mensagem de alguém que posta aqui, com as mesmas dúvidas e aflições que eu tinha lá atrás, fico meio que “feliz”, porque aqui, eles serão bem recebidos por você.

        Obrigado Lu!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Allan

          Estou muito feliz com as boas notícias que me traz. Maravilha! Agora você é super POP! Seu depoimento servirá de incentivo a muitos leitores. Adoro sentir essa positividade nas pessoas. Os otimistas estão sempre um passo à frente dos demais.

          Amiguinho, você parou de usar o medicamento após fazer uso dele por quanto tempo? Foi por orientação médica? Foi orientado no que fazer para passar pelo desmame? Estou lhe perguntando porque fala em “abstinência” e não em “desmame”.

          Você escreveu: “O fato é que, depois de 2 meses sem remédio, a Síndrome do Pânico, não me deixou por completo. Ao menos uma vez por semana, todos aqueles horríveis sintomas voltam a me assombrar. Duram menos tempo e têm menor intensidade.”.

          Allan, não era para estar lidando mais com a SP, após deixar a medicação. Muitas vezes a pessoa para antes do tempo necessário, tendo que voltar ao tratamento. Essas crises também podem ser em razão do período estressante que está vivendo. Mas, de qualquer forma, fique atento, se começar a senti-las com mais intensidade e constância, não deixe de procurar seu psiquiatra. Pode ser que seu organismo exija mais um pouco de tempo em relação ao tratamento. Sou chata, não?

          Amiguinho, essa sonolência depois do almoço é levada a sério em muitos países, com a tradicional “sesta”. E estendê-la ao jantar também faz bem à saúde. Ajuda na digestão. Como é bom dormir! Quanto ao álcool, aguarde um tempo maior para voltar a experimentá-lo. Não force seu organismo.

          Agradeço o seu carinho para comigo e o meu blog. Leia também a categoria ARTE DE VIVER, que é muito especial. Melhoras para a sua cachorrinha. Também estive com meu gatinho Luan (vulgo Lulu) hospitalizado por oito dias, mas ele já se encontra ótimo, aprontando todas. E boas provas.

          Um grande abraço,

          Lu

      2. Maria

        Oi, Lu!

        Voltei ao psiquiatra, pois tomei oxalato de escitalopram dois dias e me senti muito mal: palpitações, formigamento nas mãos e tremor. Foi horrível. Ele disse que não entendia porque eu senti isso, se os outros pacientes se davam bem. No consultório encontrei uma moça animada que conversou muito comigo e usa esse remédio. O médico suspendeu o remédio e passou fluoxetina, mas com outro nome, daforin, acho que é esse. Tomar 5 gotinhas até chegar em 20. Tenho síndrome de pânico e depressão. O médico falou que era TAG.

        Lu, o problema é que o meu marido tem muito preconceito. Fui ao médico na terça e até agora não comprei o medicamento. Meu marido me crítica, não quer saber desse assunto. Marcou consulta com ginecologista pra amanhã, pra saber se a fluoxetina pode causar confronto, caso eu tome junto com o ácido fólico. Nós iremos tentar outro bebê. Eu me culpo, pois meu bebê teve má formação por causa dos remédios que tomei até descobrir. Aquele caso que te contei da médica mercenária.

        Lu, amo muito meu marido, mas estou quase me separando. Eu não tenho frescura e nem é coisa da minha cabeça. Só queria ficar boa e poder ser feliz sem ter medo. Nas minhas crises de pânico, os lados da cabeça tremem. Dá um tremor nos dois lados acima das orelhas. É horrível. Não desejo a ninguém. Hoje fomos fazer caminhada ele e eu. Tem momentos que dou risada, fico alegre, mas sempre com a cisma de ter a crise. Acho que por não sacudir pedras e comer cocô, ele pensa que estou bem. Pois me vê arrumar, sair, caminhar. Eu luto e só Deus sabe como, para fazer as mínimas coisas: sair, tomar banho, dormir, fazer as coisas em casa. Mas sempre com o medo de ter uma crise, da cabeça tremer. No fim do dia bate uma tristeza; aos domingos também. E o pior é que agora me sinto menosprezada pela pessoa que mais amo, pois sequer procura me compreender. Não leva a sério minha doença. Se fosse ele a estar assim, Lu, eu compreenderia. Eu iria falar com os médicos, perguntar como poderia ajudar, me informaria sobre o problema.

        Lu, escrevo essas coisas e choro, pois não me sinto amada. Eu me sinto muito sozinha e acho que ninguém me enxerga e nem procura saber como estou. O médico passou fluoxetina, mas tenho medo que não resolva os tremores. Será que só esse oxalato de escitalopram resolveria? Mas me senti mal com ele. E agora? Lu, só tomei esse remédio dois dias e um deles à noite. A colega que fiz no consultório disse que fiz errado. Que esses remédios se toma pela manhã. No consultório, o médico também falou que, se eu tentar engravidar devo desmamar, pois até os 3 meses não poderia tomar. Contei ao meu marido e ele disse: então melhor nem começar a tomar, pois vamos tentar. Estou tão desesperada. Estou quase pondo um fim em meu casamento.

        Ajude-me, Lu, por favor!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Maria

          Minha doce, meiga e chorosa amiguinha, antes de mais nada quero que respire bem fundo, cada vez mais lentamente, durante 10 vezes. Tente pensar num céu azulzinho, apenas… Repita o exercício!

          Amiguinha, saiba que com calma, sabedoria e paciência tudo se resolve. O que fazemos precipitadamente faz com que nos arrependamos mais tarde. Portanto, esse é o caminho a ser trilhado, como reza a filosofia Budista. O célebre “Caminho do Meio” é sempre o que nos traz menor perigo, pois não nos leva para a ribanceira à direita e nem à esquerda. Qualquer passo em falso permite-nos retornar com segurança ao caminho do equilíbrio. Com essa compreensão, partimos para estudar o problema que ora nos apresenta, sob os mais variados ângulos possíveis, para que tenhamos sabedoria para enfrentá-lo.

          Maria, todo antidepressivo traz efeitos adversos. Apenas uns poucos agraciados não os têm. Lendo os comentários aqui, você verá quantas pessoas passam por isso. Portanto, nada de anormal aí. Tudo o que citou são efeitos ruins que acontecem no início do tratamento, mas que vão sumindo aos poucos, em torno de duas a três semanas, normalmente. Se ler a bula do remédio, verá que ela alerta para isso. Penso que seu médico não se expressou bem, pois ele sabe que os efeitos adversos podem existir até que o organismo passe a aceitar a droga usada. Eu já fiz uso muito tempo da fluoxetina, com a qual me dei muito bem, até que a danadinha deixou de fazer efeito. Foi quando passei a tomar o oxalato de escitalopram, do qual faço uso até hoje. Quanto ao horário de tomá-lo , tanto pode ser de manhã ou à noite. Quem estabelece o horário é o médico. Se a pessoa fica muito sonolenta, é costume tomar à noite, mas se isso não acontece, poderá tomá-lo de manhã. Siga a prescrição de seu médico. Nunca mude sem o seu consentimento.

          Maria, o fato de seu médico ter dito que era TAG, considere normal esse engano, pois os transtornos mentais são difíceis de serem identificados, pois eles se parecem muito. É preciso mais tempo para avaliá-los com mais clareza. Outra coisa, alguns medicamentos não devem ser tomados quando a mulher quer engravidar ou quando se encontra grávida. É preciso conversar com o médico sobre isso, para saber qual você deverá usar, já que quer um filho. Quanto ao fato de ter gerado um bebê com má formação, não é culpa sua. Com mulheres sadias, que não fazem uso de nenhum medicamento, isso também costuma acontecer. Esqueça o passado, nada de ficar se culpando e toque a vida para frente.

          Maria, falemos agora de seu marido. Há muitos pontos que você deve levar em consideração: 1- Nossa sociedade é machista; 2- Os transtornos mentais são ainda desconhecidos para a maioria das pessoas, embora muitas delas tenham algum tipo deles; 3- Muita gente ainda os liga à loucura, como acontecia no tempo dos sanatórios e manicômios, quando não havia remédios para o tratamento mental; 4- A presença dos antidepressivos no mercado ainda é muito recente, propiciando o desconhecimento; 5- Não são poucos os que acreditam que o cérebro não adoece; 6- Como são as mulheres as maiores vítimas dos transtornos mentais, muitos homens nada sabem sobre eles; 7- Alguns homens não aceitam, por ignorância e preconceito, falar que alguém de sua família faça tratamento mental, etc. Só o tempo poderá mudar isso.

          Amiguinha, não significa que seu marido não a ame. Se assim fosse, não estaria com você. Ele simplesmente recusa a aceitar que sua mulher possa precisar de tratamento para o cérebro. A negação é uma saída para seu preconceito. Ele ainda não está preparado para aceitar isso. Como você poderá ajudá-lo? Levando-o ao psiquiatra consigo. Dando-lhe livros e revistas sobre o assunto, para ler. Ou até mesmo convidando-o para ler os comentários de outras pessoas aqui no nosso site. Nós, mulheres, somos muito mais sensíveis e receptivas às mudanças, mas os homens, em sua maioria, são turrões. Pensam que o simples fato de negar acaba por eliminar o problema. E isso não acontece apenas com seu marido. Poderá ver isso em alguns comentários. Portanto, não é motivo nenhum para uma separação. Convença-o com calma, sem agressividade. Não há nada que o diálogo não resolva. Marque uma consulta com seu médico, para que esse converse com ele sobre o seu problema. Nem é preciso que vá junto. Eu sei que se estivesse no lugar dele faria tudo diferente. As mulheres são mais compreensivas, mais abertas e aptas às mudanças. Isso faz parte de nossa essência.

          Maria, você é muito amada, sim. A negação de seu marido em relação à sua doença é, no fundo, um jeito de querer que você não se encontre doente, como se tivesse poderes para impedir. Ele está mentindo para si mesmo, mas irá acordar. Não perca a paciência e não abra mão de seu companheiro. Outra coisa, eu também já tive SP (Síndrome do Pânico), aliás, foi ela o abre-alas para a minha depressão. É uma coisa terrível, indescritível. Mas com o uso de antidepressivo, nunca mais a tive. Quando o medicamento começa a perder o efeito, sinto um prenúncio de que a SP quer voltar a visitar-me, mas logo procuro meu médico. E o “medo do medo de ter a crise” ainda é mais pavoroso. Mas logo você estará ótima! Falo-lhe por experiência própria. Irei passar-lhe uns links para ler sobre o assunto.

          Maria, saiba que nós a amamos como uma irmãzinha de luta. Jamais se sinta só, você tem a todos nós que trilhamos seus mesmos caminhos. Venha aqui quando quiser e quantas vezes precisar. Venha e desabafe… Saberemos compreendê-la, pois estamos no mesmo barco.

          Um grande abraço,

          Lu

  28. Paula Autor do post

    Lu, bom-dia!

    Desde os meus 20 anos, que sei que o que tenho é depressão. Mas de um ano pra cá, tenho a impressão que estou com pânico, porque, como te informei anteriormente, tenho pavor da doença glaucoma. E li e leio o tempo todos várias coisas na internet informando que o uso prolongado de antidepressivos pode causar glaucoma, que o efeito colateral de alguns psicotrópicos pode desencadear um glaucoma. Li o caso de uma mulher contada por um suposto médico que chegou ao hospital com fortes dores na vista e, quando foram medir a pressão intra ocular dela estava muito alta, e ela estava em tratamento com o escitalopram que é o medicamento que nós tomamos. O medico informou que o glaucoma foi causado pelo escitalopram. Li também o caso de uma pessoa perguntando a um médico sobre mitos e verdades. A pergunta da pessoa foi: Antidepressivos dão glaucoma? E o médico respondeu que sim. Essas coisas me deixam com muito medo, porque eu não tenho glaucoma, mas não quero ter por causa de um remédio. Acho inaceitável que a depressão é uma doença que nos prejudicar em outras coisas, termos outras doenças porque temos que tratar uma depressão. Sera possível que a medicina tão avançada não consegue fazer medicamentos de uso continuo para tratar depressão sem causar outras doenças? Isso parece pré- histórico. Sabe Lu, na internet tem vários textos comparando os efeitos ruins pra vista dos antidepressivos com os corticoides. E os corticoides são medicamentos que realmente causam glaucoma, isso os médicos afirmam. E fica na minha cabeça, Lu, a pergunta será que também o antidepressivo não causa? Eu já fui a mais de 5 psiquiatras, mais de 5 neurologistas, já fui a oftalmologistas e meu esposo foi ate em clínica especializada em glaucoma tirar essa dúvida. Todos os médicos afirmaram que antidepressivos não causam glaucoma. Que o alerta é para quem já tem a doença, que nesse caso pode prejudicar.

    Lu somos usuárias crônicas de antidepressivos e por nós te peço um enorme favor: na sua próxima consulta com o seu psiquiatra ou oftalmologista, faz a ele essa pergunta. Quem não tem glaucoma e nenhuma característica de glaucoma pode ter pelo uso do antidepressivo? Espero que tenha uma resposta positiva dos médicos e por favor me repasse essa resposta, pois preciso disso para sobreviver a esse medo. Minha avó por parte de pai teve um glaucoma por causa de uma catarata muito grande que não tratou. E entrou em depressão profunda e morreu em apenas um mês. Após ficar cega a vida dela acabou, não quero isso pra mim, não quero isso pra gente, para nós usuários crônicos. Desculpa o desabafo e conto com sua ajuda e pode contar comigo também.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Paula

      Este seu comentário é importante, porque pode servir para outras pessoas, que carregam esse mesmo medo infundado que você.

      Amiguinha, você ficou traumatizada com a cegueira de sua avó, fator que mexeu intensamente com seu sistema emocional. E, em contrapartida, esse seu medo incontrolável vem sendo repassado para a sua saúde mental, trazendo-lhe vários problemas, inclusive no uso de antidepressivos para tratar sua depressão. Portanto, faz-se necessário que você trate esse trauma, recorrendo à terapia. Não pode deixar que ele crie mais raízes e seja fortalecido, a ponto de interferir tanto em sua vida. Se não tratar agora, ele irá se ramificar, trazendo-lhe problemas ainda mais sérios. Converse com seu psiquiatra, abra-se com ele, fale abertamente desse trauma com o qual está vivendo, e peça-lhe para indicar-lhe um bom terapeuta, uma vez que não está dando conta de resolvê-lo sozinha.

      Paula, a terapia irá ser de suma importância para você e será o único caminho para ajudá-la, uma vez que já foi a inúmeros psiquiatras, neurologistas e oftamologistas, sem acreditar em nenhum deles. Qualquer coisa que eu lhe diga também não será aceita. Não porque você não queira, mas pelo fato de estar passando por um momento traumático que exige de um acompanhamento mais sério. No momento, você está propensa a acreditar somente nas informações da internet, abrindo mão das explicações de profissionais sérios com os quais têm consultado, mesmo sabendo que 80% do que se lê na internet não merece crédito, e que não se pode trocar a presença de um médico pela consulta do Dr. Google. O seu problema vem se agravando, seu medo vem se transformando em pânico. É preciso conter isso antes que atinja um grau que será impossível suportar, tendo que partir para a internação. Ponha um ponto final nessas leituras, sem nenhum fundo científico, que você nem sabe quem as escreveu e que não citam fontes. Saiba que a internet é um território livre, onde cada um escreve o que bem quer. Não existe ainda qualquer cerceamento para as muitas mentiras que nela são expostas. Consulte apenas sites que tenham credibilidade.

      Paula, tomo antidepressivo desde a minha adolescência, faça consulta oftalmológica todo ano (uso óculos para perto) e nunca tive abolutamente nada. Minha pressão ocular é normal. Minha mãe usou antidepressivo até os 89 anos, quando faleceu, fazia exame de vista anualmente, e jamais teve glaucoma. Também conversei com meu psiquiatra sobre seu caso e ele me disse que nunca ouvira falar sobre isso. Ainda relatou o que eu já lhe disse: “Os laboratórios são obrigados a colocar na bula do medicamento qualquer efeito colateral já acontecido, ainda que seja insignificante, sob o risco de pagar pesada multa, ser tirado do mercado e ressarcir as vítimas pelos danos não constantes na bula”. Veja o caso de um medicamento chamado “talidomida”. Outra coisa muito importante, que você precisa saber: os antidepressivos não possuem corticóides. Mais uma vez: os antidepressivos não possuem corticóides. Veja neste link para que servem os corticóides: https://www.tuasaude.com/corticoides/

      As pessoas que possuem glaucoma devem fazer o acompanhamento, sim, independente do medicamento usado, principalmente colírios com corticóides. E mesmo quem não tem esse problema deve fazer anualmente uma consulta oftalmológica, principalmente se for idoso e diabético.

      Paula, gostaria que você acesse o link abaixo do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia), onde poderá ver que não existe nenuma alusão aos antidepressivos em relação ao glaucoma, e olhe que se trata de um dos principais órgãos sobre o assunto, no Brasil.

      http://www.cbo.net.br/novo/publico-geral/tudosobreoglaucoma.php

      Amiguinha, vença esse seu medo infundando, acredite nas pessoas sérias com quem consulta, e tome seu antidepressivo sem nenhum medo. Faça isso por você mesma. Espero tê-la ajudado. Mantenha-se em contato comigo, para dizer como anda sua saúde.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Paula

        Oi, Lu!
        Na verdade a morte da minha avó não foi um trauma pra mim. Não éramos tão ligadas. Minha avó faleceu faz 13 anos. Passei dez anos da minha vida bem, nunca pensei em glaucoma, nunca li bula. Só que de um ano pra cá, que fui ler a bula do antidepressivo que tomava, o Anafranil, que troquei pelo Reconter por esse motivo. Li na bula do Anafranil que em casos raros causa glaucoma. A partir daí comecei a procurar na Internet sobre relação de antidepressivos com glaucoma, e achei várias coisas que me deixaram assustada. O que me assustou não foi o falecimento da minha avó, e sim me imaginar cega como ela. Como te falei minha avó, que teve glaucoma, nunca usou antidepressivos.

        Referente ao antidepressivo não ter corticoide, sei que não tem. O que diz na Internet é o antidepressivo e o corticoide causam mal à vista. Mas vou seguir seus conselhos e parar de ver o dr Google. Já fui a vários médicos e todos falaram que não causa. Referente a pre-disposição ao glaucoma, perguntei isso ao oftalmologista. Ele me informou que seria uma pessoa que tem o ângulo da vista fechado, geralmente são ocidentais e também pessoas que já tem a pressão intraocular alta.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Paula

          Pensei que você tivesse uma ligação muito próxima com sua avó, para que esse medo tomasse conta de você tão fortemente. O que a traumatizou foi o fato de ela ter ficado cega. Tomei Anafranil durante anos. Dava-me muito bem com o medicamento.

          Amiguinha, você realmente precisa parar de ficar consultando o Dr. Google, pois isso está lhe trazendo uma grande aflição, desequilibrando o seu emocional. Sem falar que nada acrescenta à sua vida. Seus médicos são as pessoas mais aptas para informá-la. Siga a orientação deles. Caso contrário isso acabará gerando uma paranóia em sua cabecinha, capaz de levá-la à internação hospitalar. Você precisa aprender confiar em fontes seguras, para que sua vida possa fluir. Certo?

          Abraços,

          Lu

    2. Debora

      Lu
      Espero que não seja verdade. Muitas pessoas que amo dependem deste medicamento. Você leu só sobre o esc? Algum outro antidepressivo ambém “pode” causar glaucoma? Eu tomei o esc por 6 meses e parei. Sempre relatei aqui que sou do tipo da deprimida letárgica, sem ânimo e vontade pra nada (iniciei o esc porque me deu depressão pós parto: filho prematuro, foi pra uti, não amamentei, etc. Tudo isto me frustrou e frusta até hoje). Depois de ficar 3 meses sem remédio algum, o que só me piorou, recebi o diagnóstico de autismo para meu filho. Não deu outra, desmoronei mais ainda. Me sinto um lixo inútil, como mãe! Procurei um psiquiatra espírita. Gostei de conversar com ele e amei o remédio q ele me passou: cloridrato de buprobiona. Me sinto menos letárgica, mas a culpa, quanto ao meu filho, não passa.

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Débora

        Já estava com saudades suas, menina!

        Lindinha, você leu que a nossa amiguinha foi a cinco psiquiatras, cinco neurologistas e oftalmologistas. E todos negaram a veracidade de tal fato. O problema é que ela se encontra traumatizada com a perda da avó, e transferiu para o remédio a responsabilidade, trata-se de um tipo de negação da morte. Absolutamente nada a ver com o medicamento. Conversei com meu psiquiatra que negou tal efeito. Além do mais, o oxalato de escitalopram é dos antidepressivos mais vendidos no Brasil e no mundo. Você não tem noção como é difícil para o sistema de saúde estadunidense aprovar um medicamento. Portanto, não pense mais nisso!

        Débora, há vários graus de autismo. Tenho uma grande amiga que tem um irmão autista. E deve haver muita gente em minha família com tal problema, mas que não foi diagnosticado. Muitas vezes, você convive com um autista sem perceber. Quando meu primo ganhou um bebê com a Síndrome de Down, ele ficou triste, até que uma enfermeira deu-lhe os parabéns por “ter um anjo em sua vida”. Hoje é o único filho que tem ao lado, já com 18 anos, os demais tomaram seu rumo e não dão a mínima para a família. Portanto, minha amiga, há sempre janelas a serem abertas, em qualquer que seja a situação, basta apenas que o coração esteja cheio de amor e todo o resto ajeita-se.

        Amiga, achar que a culpa de seu filho ter nascido com autismo é sua, não passa de prepotência de sua parte. Ou seja, trata-se de uma vaidade boba, como se você tivesse controle sobre a vida. Poderia estar assim, se de alguma forma tivesse contribuído para isso, como as mães que bebem bebidas alcóolicas e fumam durante a gravidez, trazendo muitos problemas para seus bebês. Mas tenho a certeza de que foi uma futura mamãe muito responsável. Portanto, levante sua autoestima e ame muito seu filho. Trata-se de um anjinho em sua vida. A sua tristeza, o seu desgosto e inaceitação atingem-no, pois a relação entre mãe e filho é umbilical. Crie um ambiente de muito amor para ele. Aceite… Aceite… Aceite… Assim os outros farão o mesmo. Lembre-se que, ao se culpar, estará criando uma barreira emocional entre você e seu filho. E ele só precisa de ser amado. Jogue essa culpa fora, preencha o lugar com carinho, amor, compreensão e zelo. Tenho a certeza de que você é uma pessoa inteligente.

        Lindinha, conte sempre comigo. Não se sinta só. Venha conversar conosco.

        Abraços,

        Lu

        Responder
        1. Debora

          Luzinha, agradeço a Deus por ter você nos auxiliando. Suas colocações são certeiras! O grau de autismo do meu filho é leve. Eu quero que ele seja feliz e inteligente, pois assim ele saberá viver neste mundo velho. Não sei se é possível um autista ser feliz e inteligente mas, agora, cabe a mim e a ele descobrir.

          Beijos

        2. LuDiasBH Autor do post

          Débora

          Minha amiga, esta é a postura correta que deverá ter. É claro que ele poderá ser feliz. Sabia que muitos autistas trabalham, sem que seus colegas saibam que o são. Portanto, minha querida, faça o que tem de ser feito, permita que ele e você sejam felizes.

          Beijos,

          Lu

  29. Allan

    Boa Tarde Lu!

    Seu blog, para mim, funciona como “terapia”. Além dos tópicos relacionados à saúde mental, tem outros tantos que nos ajudam a distrair e pensar positivo. Acessar seu blog já virou uma espécia de hábito saudável para mim.

    Em relação a minha descontinuação do Alprazolam 2 mg continua em lento progresso. Os efeitos físicos quase não sinto, porém os psicológicos ainda insistem em permanecer. Estou nesses últimos dias na fase do “medo”.Sinto medo de tudo. Medo de dormir e não acordar mais, medo de ficar tonto e desmaiar, medo de perder meus familiares, medo de ficar doente e até mesmo medo do medo. Incrível o que cérebro pode fazer, não?!

    Fico meio triste em saber que certos médicos tratam distúrbio mentais de uma forma tão leviana e desapontado por estar passando por essa fase tão difícil pelo simples fato dos médicos não acreditarem em mim, ao relatar pela a primeira vez os sintomas que sentia. Acredito que, por mais semelhantes que os casos se apresentem em si, cada caso deve ser analisado de forma individual e com todo cuidado nos medicamentos prescritos.

    No mais, tento deixar esses pensamentos de lado e continuar sendo POP em todos os momentos dos meus dias. Se não se importar, gostaria de ir relatando aqui minhas melhoras e pioras pelo efeito da abstinência do remédio.

    Bom final de semana, Lu!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Allan

      Meu terno amiguinho, eu agradeço muito suas palavras generosas relativas ao blog. Elas me dão um grande incentivo para continuar pesquisando e procurando trazer artigos relativos à saúde e outros que acrescentem conhecimento às pessoas que aqui chegam. Saber que você tem o hábito de acessá-lo diariamente é um motivo de muita satisfação para mim. Muito obrigada!

      Allan, ainda que o progresso seja lento, o importante é que ele está acontecendo. Cada organismo tem o seu tempo. Não se preocupe com isso. Siga tomando o chá de camomila, o banho tépido e o leite morno. Quanto a certos médicos, meu amiguinho, é realmente lamentável que ponham o resultado financeiro em primeiro plano, usando um tempo diminuto para a consulta, e esquecendo-se do juramento que fizeram durante a formatura. Mas incompetentes e insensíveis existem em todas as profissões. Benditos sejam aqueles que fogem dessa ganância desenfreada, pois são eles que tornam o mundo melhor. Os incompetentes e dinheiristas jamais sentirão o que é ser feliz na profissão abraçada. Merecem pena! O importante é que você se encontra em tratamento, caminhando para uma vida com qualidade, ciente de que não se encontra só nessa caminhada. Estamos todos juntos. E daremos nossas mãos, sempre!

      Amiguinho, o “medo”, quando dentro dos parâmetros da normalidade, é bem-vindo, pois age como uma emoção protetora diante daquilo que aparenta perigo. Ele só passa a ser nocivo quando extrapola a realidade, como se vivêssemos num filme de ficção (Alien). Quando chega a isso, precisamos botar um cabresto nele, de modo que não tome as rédeas de nossa vida. Quando isso me passa pela cabeça, ainda que seja como um relâmpago, eu digo: “Vamos parar por aí! Não venha, pois não encontrará campo fértil em meu cérebro, pois quem tem o comando dele sou eu!”. E não é que essa emoção boba (quando nos maltrata) vira éter!

      Allan, eu tenho dito que o antidepressivo faz 50% do trabalho, mas a outra parte cabe a nós. Mas como? Racionalizando! Quando esse “medo” tentar habitar seu cérebro, simplesmente desligue o canal, como faz com a TV, e sintonize em outro. Relembre um passeio que fez, um bom filme a que assistiu, uma namorada que teve, uma aula inesquecível, as coisas boas que fez no dia (até aquele momento), um jogo do seu time, etc. É você quem tem o comando, meu querido. Não o repasse para uma ficção inoportuna. Saiba que todos os seres humanos possuem pensamentos ruins, nos quais questionam a vida e a morte. A diferença está no modo como lidam com eles.

      Meu amigo, faça um joguinho com esse “senhor indesejável”. Troque o “medo de dormir” pela felicidade de estar na sua cama aconchegante, cheirosa (jogo colônia na minha, antes de dormir), rodeado pelas coisas de que gosta. Imagine como será o novo dia: chuvoso, ensolarado, nublado… E sinta-se feliz por aguardá-lo. Procure ficar tonto, e até mesmo desmaiar, mas de alegria, ao ouvir suas músicas prediletas, ao ver um bom filme, ao fazer algo interessante, ao relembrar uma conversa legal que teve durante o dia… Troque o “medo de perder seus familiares”, pela alegria de listá-los (mentalmente), começando pelos que são mais importantes em sua vida. Pense em como poderá dizer-lhes o quanto significam para você. Enumere também as pessoas especiais que encontrou durante o dia. Troque o “ter medo de ficar doente” pela alegria de ter um corpo perfeito, apesar das limitações inerentes a nós, mortais comuns. Agradeça a cada parte de seu corpo pelo trabalho executado naquele dia. E transforme o “medo do medo” em coisa à toa, sem nenhuma significância, dando-lhe um olé, um xô. Pense em como é maravilhoso viver um dia de cada vez! Agradeça, agradeça, agradeça!

      Meu doce amigo POP, este cantinho é seu. Será um prazer acompanhá-lo nesta caminhada. Quero que todos vocês, leitores deste espaço, usem-no para expressarem-se como e quando quiserem. Certo? Releia OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
  30. Allan

    Boa tarde, Luh!

    Passei pelo psiquiatra na sexta feira e, graças a Deus, ele me pediu para deixar de tomar o Alprazolam 2 mg. Mesmo ele não tendo me pedido para fazer o “desmame”, me senti mais aliviado. Esse remédio estava me fazendo muito mal. A síndrome de abstinência começou logo no sábado, com todos aqueles sintomas desagradáveis. O meu fim de semana foi bastante difícil. Noites em claro (insônia), e hospital, durante o dia, tomando soro.

    Hoje parece que os efeitos diminuíram significamente. Consegui comer e até mesmo dirigir. Tenho fé que dentro de umas duas semanas os sintomas tenham desaparecido por completo, principalmente a insônia. Sinto que meu corpo está precisando de uma boa noite de sono para se recuperar, mas está difícil. O único medicamento que eu estou fazendo uso, é a Valeriana, que me ajuda, mesmo que pouco, a ter alguns minutos de sono por noite.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Allan

      O organismo humano é muito complexo. Embora sejamos aparentemente iguais, a reação aos medicamentos pode ser a mais diversa possível. É por isso que se faz necessário acompanhar com atenção os efeitos que um remédio causa em nós. Não é porque A tomou e deu certo que B irá sentir a mesma coisa. Nisso reside o perigo da automedicação. Se as reações adversas perduram mais do que o esperado, é preciso que o médico dê o seu parecer, baseando-se nas queixas do paciente e, se necessário, mudando a dosagem ou até mesmo o medicamento, pois muitas vezes ele possui hipersensibilidade a uma das substâncias constantes no remédio.

      Amiguinho, imagino como foi o seu fim de semana, com a parada abrupta do tranquilizante. A tendência dos efeitos ruins é diminuírem cada vez mais. Tome bastante líquido para eliminar qualquer vestígio do remédio. E assim que começar a dormir bem, tudo voltará ao normal. A Valeriana é um ótimo fitoterápico.

      Allan, antes de deitar-se tome um banho tépido e um copo de leite morno. Ponha uma musiquinha bem baixinho, de preferência clássica, durma a meia-luz ou no escuro. Outra coisa, não veja tevê ou leia uma hora antes de deitar-se, evitando qualquer coisa que o deixe aceso. E durante o dia tome, pelo menos, seis xícaras de chá de camomila.

      Quero notícias suas amanhã. Uma boa noite de sono para você, meu amiguinho.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Allan

        Boa tarde, Lu!

        Quero agradecer pelos conselhos. Nessas duas últimas noites, segui a risca o que me recomendou e me ajudou bastante. Dormi melhor e por mais horas seguidas. Sinto que estou melhorando a cada dia. Ontem senti um pouco de ansiedade no período da tarde, mas logo controlei mudando o pensamento de lugar. Como eu moro em um sítio, tem bastante coisa para fazer no terreno, que acabam por me distrair.

        Tenho um pouco de dificuldade em ficar no computador. Parece que a claridade da tela me incomoda um tanto que me deixa um pouco zonzo. O mesmo acontece quando estou na faculdade olhando no Data Show. Comparado aos primeiros dias, estou bem melhor agora. Segunda feira tenho outra consulta com uma psicóloga. Fui lá essa semana e me senti muito bem conversando com ela. Semana que vem voltarei ao trabalho. Estou animado com isso.

        No mais, continuo com fé em Deus que essa abstinência logo passará por completo, e vejo que essa fase da minha vida, por mais difícil que possa ter sido, me serviu de aprendizado.

        Obrigado, Lu!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Allan

          Que notícias maravilhosas! Doravante só virão melhoras. É isso mesmo, amiguinho, tudo que nos acontece, quando somos sábios, transformamos em aprendizado. O primeiro passo é olhar com normalidade os nossos problemas mentais. Eles terão a dimensão que dermos a eles. O otimismo é o melhor dos tônicos, quando aliado ao tratamento médico, ou seja, a consciência de que precisamos ser medicados. O antidepressivo faz a sua parte, mas cabe a nós fazer a nossa (ver texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA), pois não existe medicamento mágico. Sinto que você é uma pessoa muito inteligente e responsável, e isso não será um problema. Continue sendo POP.

          Amiguinho, gostaria muito que conhecesse outras partes do meu blog (ver ÍNDICE GERAL). Para o problema da claridade da tela há uma maneira de torná-la menos intensa, se precisar de ajuda, diga-me. Que tal conhecer um pouco mais sobre uma categoria chamada ARTE DE VIVER? Você irá gostar muito.

          Outra coisa, danadinho, não vá me abandonar, pois é o que mais acontece quando as pessoas veem-se melhores, pois poderá consultar outras 32 categorias. E é claro que fica uma saudade grande dos que por aqui passaram e sumiram, pois todos tornam parte de minha vida.

          Abraços,

          Lu

  31. Maria Flor

    Lu
    Nunca tinha visitado um blog tão bacana!
    Adorei o espaço e pude ver que não sou “maluca” e que existem muitas pessoas que também sofrem com crises de ansiedade. Tomei valdoxan por 5 meses, melhorei e parei aos poucos… Comecei a sentir tudo de novo, pensando em retomar o tratamento. Fico triste por não ter controle, por sentir medo do medo, por ter medo de pensamentos negativos. Eita mal da vida agitada.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Maria Flor

      É um prazer recebê-la junto a nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, não são poucas as pessoas que estão em constante luta contra os problemas mentais, e isso em todas as faixas de idade. Mas a notícia boa é que a Ciência avança cada vez mais nesse campo, trazendo para o mercado bons medicamentos, capazes de oferecerem-nos uma vida com melhor qualidade. Vivemos uma época bem diferente daquela em que viveram nossos antepassados.

      Florzinha, penso que a TAG (Síndrome da Ansiedade Generalizada) é um dos problemas mais levantados aqui neste espaço. São inúmeras as pessoas em tratatamento. Portanto, você não é “maluca” e tampouco encontra-se só. Existem alguns casos em que o tratamento precisa ser mais demorado, como me parece ser o seu. Ao voltar ao medicamento, tudo irá melhorar. A função do antidepressivo é equilibrar o nosso organismo, botar para fora esse medo desenfreado e sem motivo que toma conta de nossa vida, eliminar os nossos bobos pensamentos negativos, fruto de nossa mente em desequilíbrio. E para isso é preciso que você seja POP (paciente, otimista e persistente).

      Linda Flor, aconselho-a a retornar a seu psiquiatra (jamais tome remédio por conta própria), para que retome o tratamento o mais rápido possível. Seria bom que também lesse os comentários aqui para ver como a nossa família é grande. Para mim é uma grande alegria que tenha se sentido bem neste espaço, pois ele existe para vocês colocarem para fora seus sentimentos, quaisquer que sejam eles. Podem interagir com os colegas, etc. Aqui não existe censura, mas muito amor para ser doado. Aguardo seu retorno, Maria Flor. Fale de nosso espaço para outras pessoas que também estejam precisando.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  32. Antonio Paulo Trevizan

    Tenho 72 anos, desde os 20 anos convivo com sintomas caracteríscos da síndrome do pânico. Não concordo com o diagnóstico, pois difere em muito dos relatados com frequência. Gostaria, se possível, relatar com mais detalhes este aprisionamento de 52 anos.

    Atenciosamente,

    Antonio Paulo Trevizan

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Antônio Paulo

      Seja bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa.

      Amiguinho, será um prazer receber o seu relato, depois de tantos anos de experiência sei que tem muito a dizer-nos. Também sofri com essa síndrome, mas depois de estar tomando oxalato de escitalopram, nunca mais a tive, e isso há cerca de cinco anos. Aguardo seu relato.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  33. Ricardo

    Boa noite, Lu!
    Novamente volto ao seu fascinante blog para lhe pedir alguns conselhos, se possível. Eu iniciei o tratamento com o Escitalopram 10 mg há 27 dias e no início senti todos aqueles efeitos colaterais indesejados, mas que aos poucos foram diminuindo. No entanto, passados 20 dias da medicação, senti que ainda estava tendo incômodos relacionados à ansiedade e ao pânico, especialmente no começo da noite, sintomas esses que se estendiam até a madrugada, de modo que, para conseguir dormir, passei a tomar o Alprazolam 0,5mg todas as noites. Diante desse quadro, resolvi voltar ao psiquiatra e ele disse que aumentou a dose do remédio para 15 mg e, conjuntamente, tomar metade de um comprimido de Alprazolam durante o dia e outro comprimido inteiro a noite. Hoje faz 04 dias que comecei a tomar essa nova dose, porém tenho sentido muitos incômodos, principalmente falta de ar e aperto no peito, o que faz com que eu fique mais ansioso ainda e tenha que tomar o calmante para conseguir ficar bem. Confesso que tenho muita resistência em ficar tomando calmante e acho que, por isso, esse período de adaptação tem sido tão difícil para mim. Queria saber se, quando você iniciou o tratamento, logo encontrou a dose certa ou precisou fazer algum ajuste? E tem como saber se o corpo está ou não se adaptando bem à medicação?

    Obrigado e um grande abraço!!

    Ricardo

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Ricardo

      Eu já passei por inúmeros antidepressivos. Com alguns não me adaptei, com outros tive que aumentar a dosagem, após um tempo de uso, e com outros acertei em cheio. O que está acontecendo consigo é perfeitamente normal. É o acompanhamento dos sintomas do paciente que permite ao médico avaliar o seu tratamento, pois não existem exames específicos. Por isso é tão difícil no início, até acertar no remédio e na dosagem corretos. Se os incômodos ainda o estavam aborrecendo, significa que a dosagem estava baixa. O psiquiatra agiu corretamente ao aumentá-la. E, muitas pessoas, ao ter a dosagem aumentada, voltam a passar pelos efeitos adversos, durante algum tempo, mas logo elas se livram deles. O uso do ansiolítico nessa fase é importante, porque ajuda a diminuir os efeitos colaterais. Assim que estiver bem, ele poderá ser retirado. Também tomei ansiolítico. E sempre mantenho uma caixa comigo, para tomar quando se fizer necessário. Para saber se o corpo está se adaptando à medicação é preciso aguardar um tempo, até que os efeitos adversos passem. Continue POP (otimista, persistente e paciente). Logo estará ótimo. Procure ficar tranquilo, pois essa fase ruim já está passando. Continue em contato conosco.

      Abraços,

      Lu

      Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Ricardo

          Nada a agradecer, amiguinho. Volte sempre para dar-me notícias suas.

          Abraços,

          Lu

    2. Raíssa

      Olá, pessoal!

      Estou precisando de uma ajuda de vocês! Há aproximadamente duas semanas não consigo dormir direito. Fui ao clínico geral, e ele me receitou fluoxetina 20g de manhã e 1 comprimido de calmante à noite. Não estava conseguindo dormir da mesma forma, mesmo tomando inúmeros chás. Fui então ao psiquiatra. Ela me receitou aprazolan 5mg, também acho que não está adiantando muito. Contudo, penso ser ansiedade e depressão. Perante isso, estou com dúvidas em retomar a fluoxetina que tomei apenas uns cinco dias, mas tenho medo que ela tenha perdido o efeito.

      Desde já, obrigada, pessoal!
      Abraços,

      Raíssa.

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Raíssa

        Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

        Amiguinha, a primeira coisa que os médicos pelos quais passou deveriam ter lhe dito é que o antidepressivo precisa de um tempo para fazer efeito. E que nas semanas iniciais a pessoa fica pior do que estava antes de começar o tratamento, pois aparecem os efeitos adversos. Mas esses efeitos duram cerca de duas a três semanas, e depois começam a aparecer os resultados positivos. E também que a pessoa precisa ser POP (paciente, otimista e persistente). Não há mágicas no tratamento. Não funciona como tomar um comprimido para dor.

        O que pude deduzir de seu comentário é que não está deixando o medicamento agir. Mas a culpa não é sua, mas dos profissionais que não explicam nada ao paciente. Portanto, minha querida, você se encontra na fase brava do tratamento, mas ela irá passar e os bons efeitos vão aparecer. Deverá seguir direitinho a prescrição médica. Não se automedique.

        A leitura dos comentários poderá ajudá-la. Volte para dizer-me com está indo.

        Abraços,

        Lu

        Responder
        1. Raíssa

          Obrigada, Lu!
          Tenho mais uma dúvida. Os meus olhos, todo o meu corpo não para de palpitar, parecendo que se mexe sozinho. Isso começou depois que comecei a tomar os medicamentos, inclusive os chás. Não entendo, pois a médica disse ser stress e isso acontece quando estou usando tais medicamentos. Isso é normal? Costuma passar?

          Obrigada, Lu!
          Abraços

        2. LuDiasBH Autor do post

          Raíssa

          Se isso começou após iniciar o tratamento com o antidepressivo, pode ser que seja sintomas adversos do remédio, mas que passam depois de um determinado tempo de uso do mesmo. Fique observando como está, se achar que só estão piorando, volte à sua médica. Dê uma olhada na bula e veja se tais sintomas podem aparecer como efeitos adversos. Leia também os textos que lhe indiquei. Quanto aos chás, se forem naturais, não ocasionam nada disso. Procure ficar tranquila. Volte para dizer-me se melhorou.

          Abraços,

          Lu

  34. Carlos Dilinski

    Olá, Lu!
    Meu nome é Carlos e também sou mais um a tomar medicamentos para SP. Tomo desde 2003 uma fórmula ao dia e outra à noite. Neste ano de 2016 começou a voltar os sintomas, mesmo tomando os remédios. Aí meu psiquiatra aumentou a dose de fluoxetina para 17 mg e acrescentou o Escitalopram com 5 mg. Vamos ver se terei bons resultados.

    Adorei este canal.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Carlos

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, a SP parece alastrar-se mais e mais. Não são poucas as pessoas que a possuem. Ainda bem que a Ciência vem evoluindo cada vez mais neste campo, possibilitando-nos melhor qualidade de vida.

      Carlos, depois de um tempo, o nosso organismo acostuma-se com o medicamento, sendo necessário aumentar a dosagem ou mudar para outro. Antes de tomar o oxalato de escitalopram, eu tomei fluoxetina durante muitos anos, até ela deixar de fazer efeito, quando passei a sentir os sitomas de antes. Agora encontro-me bem.

      Você terá bons resultados, sim. E eu adorei a sua participação. Conheça também outras categorias do blog. Volte para me dar notícias.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Carlos Dilinski

        Oi, Lu,
        Você colocou em uma resposta, que não se misturam fluoxetina com escitalopram. Será que vou me sentir bem sem grandes efeitos colaterais?
        Abraços

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Carlos

          Quando eu mudei da fluoxetina para o oxalato de escitalopram, meu psiquiatra exigiu que eu ficasse 15 dias sem tomar o segundo, para que o meu organismo eliminasse a fluoxetina. Contudo, venho me surpreendendo ao ver os dois receitados concomitantemente. Talvez iniciando um deles com a dosagem bem baixa não haja problemas. Ainda assim, gostaria que você conversasse com seu médico, perguntando-lhe se não há incompatibilidade entre os dois medicamentos. Inclusive, penso eu, que basta tomar apenas um deles, pois o efeito é similar.

          Pesquisando na internet, encontrei uma pergunta de uma pessoa, possivelmente depressiva, e a resposta de um profissional, referente ao assunto em questão, que repasso:

          Pergunta:
          “Estou fazendo tratamento com o medicamento Exodus (oxalato de escitalopram), há mais de 4 semanas, tomo de manhã, como sempre faço. Só que hoje estou me sentindo bem pra baixo, pior que nos outros dias, será que posso tomar um comprimido de fluoxetina agora? O psiquiatra não me receitou, mas tenho em casa. Ou isso pode me causar algum problema por já ter tomado o escitalopram? Obrigada.”

          Resposta
          “Não pode de forma alguma. Se você toma dois antidepressivos da mesma classe farmacológica (fluoxetina e escitalopram) que recaptura serotonina, pode lhe gerar um problema chamado síndrome serotoninérgica, que dá palpitações no coração, náusea, vômito, inquietação, altera sua pressão arterial e outros problemas. Não use fluoxetina junto com escitalopram! Se você está para baixo, avalie se algo aconteceu que a deixou triste (se sim, logo passa), ou volte ao consultório para reavaliar a dose do escitalopram.”. (Fonte: http://br.answers.yahoo.com/question)

          Aguardo resposta sua após conversar com seu médico.

          Abraços,

          Lu

      2. Cláudia S. Pinheiro

        Lu, amiguinha!
        Só uma dúvida, podem ser administrados os dois (Fluoxetina + oxalato de escitalopram)?

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Cláudia

          Como respondi ao Carlos, quando eu mudei da fluoxetina para o oxalato de escitalopram, meu psiquiatra exigiu que eu ficasse 15 dias sem tomar o segundo, para que o meu organismo eliminasse a fluoxetina. Contudo, venho me surpreendendo ao ver os dois receitados concomitantemente. Sugiro que se pergunte ao psiquiatra se não há risco ao tomar os dois juntos.

          Pesquisando na internet, encontrei uma pergunta de uma pessoa, possivelmente depressiva, e a resposta de um profissional, referente ao assunto em questão, que repasso:

          Pergunta:
          “Estou fazendo tratamento com o medicamento Exodus (oxalato de escitalopram), há mais de 4 semanas, tomo de manhã, como sempre faço. Só que hoje estou me sentindo bem pra baixo, pior que nos outros dias, será que posso tomar um comprimido de fluoxetina agora? O psiquiatra não me receitou, mas tenho em casa. Ou isso pode me causar algum problema por já ter tomado o escitalopram? Obrigada.”

          Resposta
          “Não pode de forma alguma. Se você toma dois antidepressivos da mesma classe farmacológica (fluoxetina e escitalopram) que recaptura serotonina, pode lhe gerar um problema chamado síndrome serotoninérgica, que dá palpitações no coração, náusea, vômito, inquietação, altera sua pressão arterial e outros problemas. Não use fluoxetina junto com escitalopram! Se você está para baixo, avalie se algo aconteceu que a deixou triste (se sim, logo passa), ou volte ao consultório para reavaliar a dose do escitalopram.”. (Fonte: http://br.answers.yahoo.com/question)

  35. Jéssica

    Olá, Lu!
    Achei seu blog em uma busca por melhores informações sobre oxalato de escitalopram, e acabei me encaminhando para este texto. Minha luta se iniciou em 2013, quando, grávida, comecei com alguns sintomas que foram titulados por SP, e de lá pra cá venho tratando. Busquei médico de várias especialidades, acreditando que eu tinha, ou tenho um problema sério de saúde, que vou morrer a qualquer momento. Fiz vários exames principalmente cardiológicos e nada constou, apenas descobri que tenho esofagite eosinofílica algo assim.

    Desde então não consegui mais trabalhar, não consegui curtir minha gestação, minha vida social se remiu e os pânicos cada vez mais fortes e protagonistas em meu dia a dia, lembrando que tudo se inciou com dores fortes no peito. Toda vez que saio é um tormento, então evito, pois começo a sentir me mal e o medo se apodera de mim. Acho que meu subconsciente não aceita isso e ainda acredita que tenho algo orgânico, fisiológico que a qualquer momento vai tirar minha vida

    Faço utilização do oxalato de escitalopram, iniciei agora e por conta própria tomo clonazepam 2mg, quando a crise ataca. Bom, espero retornar aqui e dizer o quanto melhorei ou fui curada.
    ótimo site parabéns!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Jéssica

      Seja bem-vinda a este espaço. Sinta-se em família.

      Amiguinha, a SP é realmente terrível. Somente quem já passou, ou ainda passa por isso sabe o tormento que é. O meu debute no rol dos doentes mentais, ainda na adolescência, deu-se com a visita dessa senhora indesejável, que nem pediu licença para entrar. Imagine o que é uma adolescente passando por isso! Um verdadeiro horror! Contudo, os nossos maravilhosos pesquisadores vêm colocando no mercado remédios cada vez mais modernos que, se não acabam totalmente com a síndrome, colocam-na no cabresto. E a vida tem sido cada vez melhor para nós, portadores de transtorno mentais. Benditos sejam eles!

      Antes de tomar o oxalato de escitalopram, eu tomava fluoxetina. Vi que estava perdendo o efeito, quando tive ameaça da SP. O meu médico então fez a mudança para um mais novo (oxalato de escitalopram), com o qual me dou muito bem. Há mais de quatro anos que não tenho uma crise de pânico. Você irá se dar muito bem com ele. Mas tenha paciência, pois é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente).

      As pessoas vitimadas pela SP do pânico começam o tratamento pelo cardiologista… risos. Também passei pelo mesmo, como tantas outras aqui. A gente acha que está nas últimas e que possui uma doença gravíssima. Sei de gente que até fez testamento… risos. O maior sofrimento é para aquelas, ao que me parece você se encontra no rol, que não acreditam que o problema é meramente mental, e ficam criando uma porção de doenças imaginárias.

      O medo que você sente, ao sair, é normal, pois ninguém merece uma crise de pânico. Também sentia o mesmo. Era um caramujo. O excesso de ansiedade, com medo de ter uma crise, redundava numa, como num efeito cascata. O bromazepam era a minha muleta. Hoje estou “boazuda”, viajo para toda parte, muitas vezes sozinha. Só faço uso do ansiolítico esporadicamente, princialmente quando a insônia bate ou algum acontecimento deixa-me angustiada.

      Jéssica, o primeiro passo é aceitar que o problema é unicamente mental. O segundo é buscar ajuda. O terceiro é tomar direitinho o antidepressivo, com alegria, mantendo contato com o psiquiatra no início do tratamento. E jamais pare por conta própria, pois as crises tendem a piorar. Saiba também que, no início do tratamento, você poderá se sentir pior ainda, mas depois de duas a três semanas, os efeitos adversos vão desaparecendo e os bons surgindo. E será uma nova pessoa. Continue em contato conosco.

      Beijos,

      Lu

      Responder
      1. Jéssica Gomes

        Lu
        Obrigada por ter respondido. Em breve retorno aqui nos comentários pra contar como tem sido esta minha nova fase com o oxalato de escitalopram e minha adaptação com a SP sem recorrências, quem sabe.

        Beijos

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Jéssica

          Nada a agradecer, minha querida. Não suma!

          Abraços,

          Lu

  36. Anelise

    Olá! Adorei o blog.
    Queria saber se o uso do Escitalopram 10 mg causa sono excessivo a alguém de vocês?! Estou tomando por cerca de um ano, e o sono que sinto é absurdo! Além do mais, o ‘desmame’ é muito complicado? Tentei parar no começo deste ano, alternando dia sim e dia não, entretanto, após uns 15 dias, tive uma crise de ansiedade durante uma prova da faculdade 🙁 não me sinto a mesma, não consigo sair sem ter um rivotril na bolsa, é triste isso 🙁

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Anelise

      Seja bem-vinda a este espaço. Sinta-se em família.

      Amiguinha, os antidepressivos não agem igualmente para todas as pessoas. O oxalato de escitalopram traz uma soneira danada para certas pessoas e insônia para outras. Você não diz o horário que toma a medicação. Se for de manhã, converse com seu médico para mudá-lo para a noite. Mas não faça isso por conta própria, para não tomar uma dosagem muito grande. Ao mudar o horário, faz-se necessário ficar um dia sem tomar o remédio, recomeçando no dia seguinte, no horário definido.

      Você não deve parar o tratamento sem uma avaliação médica. Somente o profissional deverá lhe dizer quando e como parar. Caso contrário poderá ter suas crises ainda mais agressivas, como lhe aconteceu. Ao que me parece, também tem (ou teve) crise de pânico, pois é ela que nos deixa amedrontados, sempre temendo que ela possa voltar.

      Vou lhe passar uns links de assuntos para ajudá-la a compreender melhor o que lhe acontece.

      Beijos,

      Lu

      Responder
      1. Anelise

        Olá, Lu!
        Meu horário é após o almoço, ali pelas 12:30hs. O sono realmente é excessivo, o que me levou a pedir ao médico para diminuir. Quando comecei o desmame foi por orientação dele mesmo, não parei por conta própria. Mas, caso sentisse algo, deveria voltar a tomar todos os dias, como acabei voltando a fazer. A crise “forte” que tive, foi há uns 15, 20 dias, após começar a alternar os dias de tomar a medicação. Voltei a tomar todos os dias, entretanto, as “sequelas” permaneceram por longos dias. O medo de tudo e de todos, medo de sair, medo de passar mal e tudo mais…

        No momento estou bem, tenho lido bastante sobre o assunto, acho que entender o que acontece com o nosso corpo e a mente nos ajuda a lidar com o “problema”. Ficarei feliz em ver os links! Continue com o blog, teu trabalho é incrível e com certeza ajuda muita gente!
        Beijo 🙂

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Anelise

          Agora que você retomou a medicação irá ficar tudo bem. A crise que sentiu era indicativa de que ainda não estava na hora de parar. Nâo mais precisa sentir medo. O conhecimento é mesmo muito importante. Continue sempre POP.

          Beijos,

          Lu

  37. Cintia Daniela

    Sofro com a SP faz 18 anos. Eu me tratei no início com fluoxetina e frontal. Agora as crises ficaram mais fortes, ainda mais com a perda da minha mãe, que teve infarto. Hoje a psiquiatra passou espran e ansitec para controlar. Essa é a terceira semana, comecei a sentir melhoras. Mas como é difícil aguentar essas crises. Tenho ainda medos absurdos que me rondam. Queria muito que os sintomas sumissem pra sempre.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Cíntia

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      A Síndrome do Pânico acaba com a paz de qualquer um. Por isso é necessário mantê-la sempre sobre controle. Quem toma antidepressivo tem que estar preparado para mudar, quando o medicamento passa a não mais fazer efeito. Como você, eu também sofro da SP há muitos anos. Já passei por muitos antidepressivos. O penúltimo foi a fluoxetina. Agora tomo o oxalato de escitalopram, com o qual estou me dando muito bem, que é um nome fantasia da mesma substância. Tem sido um dos remédios mais receitados pelos médicos. Desde que comecei a tomá-lo, há cerca de quatro anos, nunca mais tive crises. O mesmo irá acontecer com você. Fique tranquila, pois os sintomas irão desaparecer. Vou lhe passar uns links com textos sobre o assunto, que irão ajudá-la. Volte sempre para me dizer como está.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  38. Claudia

    Olá, Lu!
    Bom um cantinho assim para a troca de experiências, e sabermos que não estamos sozinhos. Fui diagnosticada com a SP há 1 ano, iniciei logo o tratamento com escitalopram e terapia. No início foram desconfortáveis as reações, mas logo deram lugar ao alívio. Em um prazo de 4 meses, ja não sentia mais nada. Há aproximadamente 1 mês, voltei a ter as sensações da SP. Estou fazendo uso da fluoxetina desta vez, sem efeitos desagradáveis, mas ainda não me livrei dos desconfortos (físicos e psicológicos). Sinto-me depressiva, mas sigo firme, já que sabemos que o efeito chega sim com o tempo.
    Abraços, Lu, e obrigada pela atenção.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Cláudia

      É um prazer recebê-la neste cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, a SP é um aviso de que a nossa ansiedade está em descontrole. Tive minhas primeiras crises na adolescência. Passei por vários antidepressivos, pois à medida que o organismo acostumava-se, era necessário mudar para outro. O penúltimo tomado foi a fluoxetina, com a qual me dei muito bem. Depois começou a não fazer efeito. Então passei a ser medicada com o oxalato de escitalopram, que é muito eficiente.

      Claudia, os desconfortos irão passar. Fique tranquila. É preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). E jamais pare sem o consentimento médico, pois as crises tendem a ficar piores. Continue nos dando notícias de sua saúde.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  39. TATI

    Olá, Lu!
    Encontrei o blog quando estava a procura pelos sintomas causados pelo uso do Lexapro. Em 2011 tive uma leve síndrome do pânico causada pelo estresse do trabalho, tratei por 4 meses com lexapro de 10 mg e logo nas primeiras semanas já obtive melhoras. Fui diminuindo a dose de acordo com a orientação médica até que me vi completamente livre da medicação e dessa doença que nos aprisiona dentro de nós mesmos.

    No final de 2015 voltei a ter pequenas crises de pânico novamente. No começo conseguia controlar sozinha sem o uso de medicação, mas passei por diversos momentos de estresse intenso e a síndrome do pânico se instalou de vez em minha vida. Comecei a ter crises quase todos os dias, independente do dia, local ou hora em que estava. O psiquiatra me receitou escilex 10 mg de manhã e à noite rivotril de 0,5 mg. Não tive nenhum efeito colateral e percebi melhoras nas duas primeiras semanas, mas passados 02 meses do uso do escilex junto com rivotril tive uma crise dentro do cinema. Mantive o escilex e retornei ao psiquiatra que então decidiu trocar o escilex pelo Lexapro de 10 mg e suspendeu o uso do Rivotril.

    Após o início do uso do Lexapro tive alguns sintomas como sede em excesso, cansaço, fadiga, diarreia, batimento cardíacos alterados, já com o uso do Lexapro de 10 mg tive três crises, mas os efeitos colaterais dimunuiram; retornei ao psiquiatra que aumentou a dose de 10 mg de Lexapro para 15 mg, e recomendou tratamento com psicólogo para maior eficácia. Com o aumento da dose os efeitos colaterais retornaram, com muita dor na panturrilha, boca seca, cansaço, fadiga, desânimo, batimentos cardíacos alterados, mas apesar desses efeitos colaterais me sinto bem, estou no terceiro dia do aumento da dose, tenho avaliação com o psicólogo dia 16/05 e volto aqui para relatar outros sintomas e como me sinto com a medicação.

    Acho importante compartilhar tudo isso que sentimos, para que juntos possamos buscar viver melhor e vencer esse mal que tanto nos maltrata.

    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Tati

      Seja bem-vinda! Sinta-se em casa.

      Amiguinha, a síndrome do pânico costuma ser recorrente. Desaparece por um tempo e depois retorna. Muitas vezes é necessário um tratamento mais prolongado. O importante quando ela começa é procurar tratamento médico, para que as crises não fiquem cada vez mais sérias. A troca de medicamento é muito comum, pois cada organismo pode ter uma reação diferente. O aumento da dose costuma retomar os efeitos colaterais, mas que logo irão passar (com muita dor na panturrilha, boca seca, cansaço, fadiga, desânimo, batimentos cardíacos alterados). Fique tranquila. Aguardamos sua presença aqui, para contar como andam as coisas.

      Beijos,

      Lu

      Responder
    2. Jackson Rocha

      Olá, Lu!
      Tenho 18 anos e estou tratando de SP há um mês e um pouquinho. Estou encarando a SP com bastante receio, evito falar sobre ou demonstrar essa minha fragilidade. Estou fazendo uso de um ansiolítico e indo me consultar com uma psicóloga. Comecei a ter ataques de pânico no trabalho no final de dezembro 2015, e só procurei ajuda agora, quando não conseguia viver mais. Eu vi este site no Google e entrei pra olhar o que você falava sobre a síndrome do pânico. Li os comentários das outras pessoas e me vi em muitas situações compartilhadas aqui.

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Jackson

        Seja bem-vindo à nossa família. Sinta-se em casa.

        Amiguinho, eu tive as minhas primeiras crises de pânico tão nova quanto você. Realmente não é fácil lidar com algo totalmente desconhecido para nós. Contudo, você se encontra numa posição melhor do que a minha, à época, quando os medicamentos inerentes aos problemas mentais ainda eram muito escassos. Hoje, a ciência avança cada vez mais neste campo. Todo ano chegam novos remédios ao mercado, possibilitando-nos uma vida imensamente melhor. Portanto, não se preocupe. Tive a minha última crise há cerca de cinco anos, quando o antidepressivo que tomava começou a não mais fazer efeito. Hoje me encontro ótima, totalmente livre da companhia dessa senhora desagradável.

        O ideal é buscar tratamento assim que a SP mostra as caras. Ela é o resultado de uma intensa ansiedade que precisa ser tratada. O ansiolítico não é suficiente para tratar a SP. Faz-se necessário a ajuda de antidepressivos, portanto, aconselho-o a buscar um psiquiatra. A psicoterapia não resolve o problema, pois esse descontrole mental não é de origem traumática. Imagino que ela tenha aparecido em sua vida sem motivo algum aparente. O problema é químico, pois está no funcionamento dos neurônios. Somente será resolvido com medicamentos específicos, receitados pelo psiquiatra ou neurologista. E quanto mais cedo iniciar o tratamento, melhor, caso contrário as crises tendem a ficar cada vez mais fortes e constantes.

        Jackson, não pense que a SP é uma coisa do outro mundo. Ela, apesar de terrível, é mais comum do que você imagina. O antidepressivo irá livrá-lo desse mal-estar, oferecendo-lhe tranquilidade, ao eliminar o medo de ter uma nova crise. Outra coisa, ela não mata. Quando tiver crises, não ofereça resistência. Respire fundo e deixe que ela passe. Quanto maior for a luta, mais forte é a crise. E não se esqueça de marcar um psiquiatra, pois a psicóloga não resolverá o problema. Espero que me traga mais notícias.

        Abraços,

        Lu

        Responder
        1. Jackson Rocha

          Olá, Lu!
          Eu fui ao psiquiatra e ele me passou o ansiolítico. Na primeira consulta eu estava muito nervoso por estar vivendo isso, sem entender. E posso ter deixado algumas informações passar. Agora estou mais calmo e na próxima consulta irei me comunicar melhor e ter um entendimento melhor. Passo aqui às vezes, desde que conheci o site, e leio alguns comentários, e tento entender melhor sobre isso.

        2. LuDiasBH Autor do post

          Jackson

          Fico feliz que esteja melhor. Quando retornar ao psiquiatra, fale tudo direitinho sobre o que sente. Talvez seja apenas uma fase passageira. O importante é que continue sendo medicado. Quanto mais se informar, melhor, pois o conhecimento liberta-nos, e impede-nos de ficar imaginando coisas inexistentes.

          Dê-me sempre notícias suas.

          Abraços,

          Lu

  40. Ariane

    Bom dia!
    Estava procurando na internet relatos de que tem ansiedadee achei este blog muito bom. Eu já tive algumas crises de ansiedade, mas por preconceito não queria ir ao médico. Fui há 9 anos atrás, tomei fluoxetina e melhorei, mas agora que estou pensando em casar e construir nossa casa, não estou me sentindo bem. Hoje será o terceiro dia de meio comprimido, e parece que tudo vai piorar. Espero relatar melhorias aqui no blog.
    Até mais!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Ariane

      Seja bem vinda a este cantininho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, você pode estar ansiosa em relação à nova vida que irá levar. Essa ansiedade pode ser passageira. Acalme-se. Você não me disse qual é o antidepressivo que está tomando e qual é a dosagem. Aguardo mais informações.

      Beijos,

      Lu

      Beijos,

      Lu

      Responder
      1. Ariane

        Oi, Lu!
        Estou tomando ROXETIN, meio comprimido, mas parece que pioraram as sensações… Às vezes fica tudo bem, mas àss vezes não.
        Sempre que tenho que tomar uma decisão, ou tenho algum desafio acontece isso.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Ariane

          Os momentos de tomada de decisão são difíceis para todos nós. O Roxetin (paroxetina) é um antidepressivo e, como os os outros, também traz efeitos adversos. É preciso ter garra para esperar que esses efeitos ruins passem e os bons cheguem. Seja POP (paciente, otimista e persistente). Sei também que é uma guerreira, assim como nós outros. Força, minha amiguinha!

          Beijos,

          Lu

  41. Ana Rosa

    Oi, Lu!
    Pesquisando sobre a síndrome do pânico achei você. Há três anos estou em tratamento com fluoxetina 30 mg e 0,50 d alprazolam. Minha médica é uma neurologista que consulto desde o começo das crises. Às vezes me sinto bem às vezes não, acho que devo procurar um psiquiatra? Pois só vou na neurologista pra pegar a receita.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Ana Rosa

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinha, a psiquiatria é uma parte da medicina que trata especificamente os problemas mentais. Acho que seria bom consultar um, pelo menos para ter uma visão diferente de seu problema. Eu já tomei a fluoxetina durante muito tempo. Agora faço uso do oxalato de escitalopram, com o qual tenho me dado muito bem. Meu médico é um psiquiatra. Há muitos anos não tenho síndrome do pânico. Que sintomas sente, quando não se encontra “muito bem”?

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
      1. Ana Rosa

        Oi, Lu!
        Não tenho mais crises de pânico desde que comecei o tratamento, mas tem dias que sinto dores no peito, desânimo, dor de cabeca e é uma luta pra levantar da cama. Não sou a mesma pessoa de antes das crises. Sinto falta de mim; era social, gostava de estar com amigos tomar uma cerveja. Hoje não tenho mais prazer nisso. Gosto de ficar em casa, evito as pessoas. Somente pessoas mais chegadas como marido, filha.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Ana Rosa

          Assim que o antidepressivo for fazendo efeito, tudo isso irá passando, e sua vida melhorará sensivelmente. Tenha paciência. Não desanime. Tudo tem seu tempo. Você irá se encontrar.

          Um grande abraço,

          Lu

  42. Pérola

    Olá!
    Sem dúvidas o texto trata realmente da grande questão: “O medo de sentir medo.” Infelizmente para mim essa frase é marcante, pois já atrapalha minha vida há 10 anos. Atenção: não quero com esse dado desencorajar ninguém, afinal cada caso é um caso, e cada guerreiro sabe o tamanho de sua força. A frase esteve na minha vida assim como por muitas vezes consegui superá-la e viver momentos maravilhosos! Fazia uso de outros medicamentos, mas agora estou na junção de Escitalopram 15mg + Clo 25 mg e na expectativa de tirar para sempre a palavra “medo” da minha vida!!

    Beijos Guerreiros!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Pérola

      Estava sumida, menina! Apesar da imensa quantidade de pessoas que passam por aqui, lembro-me com muito carinho de todos vocês. Fico feliz que tenha aparecido. E, como sempre, a mesma guerreira!. Pessoas como você não são desencorajadas nunca. A junção que agora permeia sua vida parece boa. Eu gosto muito do oxalato de escitalopram. Continue nos informando como anda sua saúde.

      Um beijo no coração, sem “medo” de ser feliz!

      Lu

      Responder
  43. Deby

    Também passo por isso, medo do medo, medo de sentir tudo aquilo novamente. Hoje tomo exodos faz dois meses, mas ainda sinto medo de sentir aquelas sensações que eu sentia quando a noite ia chegando.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Deby

      Devemos eliminar a palavra “medo” de nossa vida, pois ela é muito negativa. Para viver é preciso coragem e seguir sempre adiante.

      Beijos,

      Lu

      Responder
      1. Deby

        Bom dia, Lu!
        Ainda tomo o exodos, agora 15 mg… Mas ainda não me sinto a Débora de antes de começar tudo isso…

        Beijos

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Deby

          Acalme-se, minha lindinha, tudo tem seu tempo. Também trate de fazer a sua parte. Releia o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

          Beijos,

          Lu

        2. Tati

          Olá, Lu e amigos!

          Estou de volta …. Da última vez passei aqui para compartilhar minha história e a medicação que tomo. Ainda estou tomando lexapro de 15mg eestou bem, Ele é o mais caro do princípio ativo, mas todos dizem que é o melhor, então continuo. Não tive mais nenhum ataque de pânico, as reações ao medicamento passaram um pouco não sinto tanta dores nas pernas, os batimentos cardíacos estão menos acelerados e a sede em excesso sumiu. Consigo fazer coisas que antes me trariam um ataque, mas tento ao máximo controlar a mente para que situações normais não me deixem mal. Estou fazendo terapia e isso tem me ajudado muito, desabafar sobre as situações que me causam medo e tentar identificar porque tenho os ataques é essencial para tentar evitá-los ao máximo. Ainda temo medo de ter medo, mas desvio os meus pensamentos para coisas que me alegram para tentar levar uma vida normal. Não tenho mais vergonha de dizer para as pessoas que tenho síndrome do pânico e que faço acompanhamento com o psiquiatra e terapia. Muitos ainda não entendem e acham isso uma frescura, fraqueza ou ainda loucura, mas isso não me importa, quero estar bem comigo, e é fácil julgar sem entender realmente ao fundo a doença, mas não escondo mais. As pessoas precisam ser menos preconceituosas.

          Não percam a esperança, amigos, tenham fé, acreditem no medicamento, mas acima de tudo acreditem em si mesmo. Cada um é dono de seus pensamentos, procurem fazer atividades que desviem e atenção para coisas boas, como exercícios físicos, caridades, alguma religião, ir a palestras motivacionais, etc. É difícil, mas podemos aprender a conviver e a vencer essa doença terrível que nos atormenta.

          Vamos em frente, FÉ SEMPRE!

        3. LuDiasBH Autor do post

          Tati

          Que notícias maravilhosas! É muito bom saber que você se encontra cada vez melhor. Suas palavras são também um incentivo para os companheiros de luta. Gosto muito quando alguém volta aqui para falar de seu progresso. Outro ponto importante é dizer que venceu a barreira de falar o que está sentindo, contribuindo assim para que o estigam da doença mental caia por terra. Parabéns!

          Amiguinha, como digo no meu texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA, o antidepressivo faz apenas 50% do tratamento, o resto fica por conta do usuário. Quanto ao Lexapro, esse é realmente o mais caro, e é, digamos assim, o original. Eu, particularmente, não acredito que seja diferente de outros produzidos em bons laboratórios. O mesmo aconteceu com a fluoxetina, quando era produzida com o nome de Prozac. Os médicos exigiam que somente o Prozac fosse comprado. Hoje, eles receitam qualquer um com seu nome fantasia. No início eu tomei o Lexapro, depois passei a tomar o que se encontra com o melhor preço no mercado. Não sinto diferença alguma. Além do mais, sei que existe uma máfia entre certos médicos e certos laboratórios.

          Agradecemos o seu retorno e suas palavras de estímulo.

          Abraços,

          Lu

  44. HADILTON

    Estou já no terceiro mês fazendo uso do ESC, e me sinto tão bem que penso em parar ou baixar a dose para 10 mg. Tenho retorno com minha médica dia 18/04 e estou ansioso com o que ela vai dizer a respeito.

    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Hadilton

      Alegra-me muito o fato de encontrar-se tão bem. Valeu o sofrimento pelo qual passou. Contudo, em hipótes alguma pare por conta própria, pois a volta seria ainda mais sofrida e os sintomas mais agressivos. Siga direitinho o que a médica disser.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Hadilton

        Oi Lu,
        Nao a conheço, mas você me parece uma pessoa extremamente simpática e agradável.

        Voltei à médica e a orientação é não desmamar já. Vou continuar com ESC 10 mg e aos poucos vamos diminuindo a dose. Vou seguir corretamente as orientações.

        Obrigado, querida.

        Hadilton

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Hadilton

          Sou eu quem tem o prazer de receber leitores e comentaristas simpáticos, educados e sensíveis. Sou tratada sempre com muito carinho. Portanto, a privilegiada sou eu.

          Ótimo, continue seguindo as prescrições médicas. Ela mais do que ninguém sabe como o seu organismo está se comportando com o antidepressivo. Confie! E não suma!

          Abraços,

          Lu

    1. LuDiasBH Autor do post

      Liziane

      Não é moleza, mesmo! É preciso ser duro na queda… risos. Mas à medida que se toma conhecimento das causas, a gente passa a dominar a síndrome do pânico com menos amedrontamento.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  45. Rosava

    Lu, texto maravilhoso e verdadeiro.
    A primeira vez que tive SP, eu estava para completar uma idade fechada, próxima aos 30. Do nada, eu comecei a passar mal, sentada na mesa da empresa; depois a situação só piorou. Na época, não se falava tanto em depressão e SP, então não sabia o que era. Tudo o que eu queria era correr pra casa quando tinha crises. Como não era tão “popular”, ninguém me disse que deveria ir ao psiquiatra. Tomei remédios homeopáticos, fiz ioga, lutei durante uns 3 anos. Melhorei. Mas ainda tinha sintomas fracos. Perto de completar idade fechada, outra vez, aos 48 anos, tive outra crise violentíssima. Aí, com mais informações, fui ao psiquiatra, tomei vários antidepressivos, até acertar com o Exodus, o qual parei de tomar há um ano. Ainda tenho medo de voltar, mas parece que a “bruxa” está sob controle.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Rosava

      Imagino o seu sofrimento, ao vivenciar algo totalmente desconhecido, sem saber que rumo tomar. Segundo o Prof. Hermógenes, em seu livro “Ioga para nervosos”, as pessoas procuravam-no, dizendo que sentiam uma “coisa”. Por muito tempo a SP foi chamada de “coisa”.

      Amiguinha, a gente nunca sabe quando essa abusada irá atacar. Ela é traiçoeira como uma naja. É mesmo uma “bruxa” da pior qualidade, pois volta cada vez mais endiabrada… risos. Qualquer coisa, oxalato de escitalopram nela!

      Muito obrigada por sua visita e comentário.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  46. Bê Amador

    Lu

    Texto perfeito e maravilhoso. Cansei de procurar o motivo das minhas crises. Já que sempre fui uma pessoa destemida. Não compreendia o motivo da minha grande fragilidade. Até que convidei a danada SP em suas visitas inesperadas a sentar e conversar comigo. Percebi que todas as vezes que tentava enfrentá-la e mandá-la embora, ela me vencia e com isso a frustração de mais uma vez ter perdido para ela, me deixava mais com medo ainda.Tomo hoje apenas 15 mg de Esc. E não tomo há anos nenhum ansiolítico. Posso lhe dizer que mesmo com ela sob os meus pés, às vezes a danada resolve, muito suavemente, dar o ar da graça… E aí convido-a novamente pra se achegar… E não sei porque ela simplesmente desaparece… Enfrentar a danada, só lhe dá forças para que retorne cada vez mais forte! Nao dê bola… Mude o foco e o pensamento para as coisas da vida que você mais gosta. Nao tenha medo de você mesmo. O voltar para dentro de si mesmo é a sua própria libertação… E lembre-se você está sozinho, não porque as coisas ou as pessoas que gostaria de ter lhe faz sentir impotente. É porque você está sentindo medo e falta de conhecer e estar com a melhor pessoa do mundo: você!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se em casa!

      Querida, você, em seu comentário de extrema lucidez, atinge o cerne da questão ao dizer:

      “Percebi que todas as vezes que tentava enfrentá-la e mandá-la embora, ela me vencia e com isso a frustração de mais uma vez ter perdido para ela, deixava-me mais com medo ainda.”.

      Quanto mais resistência colocamos no enfentamento com a crise de pânico, mais ela se fortalece, alimentando-se de nosso medo. E, consequentemente, tornamo-nos mais fragilizados e impotentes. Quanto mais revoltosa ela chegar, mais suave deve ser a nossa acolhida. Envergonhada, ela bota o rabinho entre as pernas e cai fora. Outro comportamento interessante é “mudar o foco”, como dito por você. Assim, sem lhe dar atenção, ela vai se dissipando, “como nuvem passageira”.

      Bê, você diz que “… voltar para dentro de si mesmo é a própria libertação.”. É verdade! Temos que começar levantando a nossa autoestima, sentindo bem na nossa própria companhia, pois cada um de nós é a pessoa mais importante do mundo, para si mesma. Essa valorização do “eu”, sem resvalar para o egocentrismo, é muito importante para fazer de nós pessoas felizes com aquilo que somos e temos, aqui e agora, vivendo da melhor maneira possível, um dia de cada vez. Essa é, sem dúvida, a maneira mais sábia no enfrentamento dos reveses da vida.

      Lindinha, senti imensa alegria ao receber o seu comentário. Será um grande prazer contar sempre com a sua presença querida e suas sábias palavras.

      Um beijo no coração,

      Lu

      Responder
  47. HADILTON

    Estou tomando o ESC, o efeito começa a surgir a partir da segunda semana. Muitos desistem do tratamento, porque não alcançam resultado imediato. Fiquei em casa por 10 dias, sufocamento, suor, tremedeira, medo e tristeza. Já voltei ao trabalho e me sinto muito bem. Outra coisa: caminhadas, exercícios físicos e muita fé. ESPERO TER AJUDADO.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Hadilton

      Hoje só estou recebendo boas notícias. A sua é a terceira.
      Os que desistem, porque procuram resultados imediatos, voltam com crises mais agudas. É preciso ter paciência, persistência e otimismo para seguir à frente. Parabéns pela caminhada. E volte sempre para trazer ânimo para os que ainda se encontram no início da jornada.

      Abraços,

      Lu

      Responder
    2. Debora

      Eu estou tomando o esc. Ele me acalma, mas meu problema é depressão pós parto, frustrações devido a muitos problemas que eu e meu filho passamos: prematuridade, não amamentar, cálculos renais, dor física e psicológica. Sou a depressiva letárgica, parece que com o esc fico mais letárgica ainda. Alguém conhece e já fez uso de algum medicamento que deixe mais animada? Amo este cantinho.

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Débora

        Ao que me parece, a sua depressão é traumática. Em casos assim faz-se necessário, além da medicação, uma psicoterapia para ajudá-la a lidar com tais problemas. É fundamental que mude a sua maneira de olhar a vida, atendo-se ao fato de que existem problemas bem maiores do que o seu, e que a sua saúde emocional é fundamental para o seu bem-estar e convivência com a família. Não estaria você vitimizando demais a situação? Não está na hora de dar a volta por cima e dar sentido à vida? Se fica apática, prostrada, ao tomar o antidepressivo, converse com seu médico, pois pode ser que a dosagem esteja alta. Existem, sim, medicamentos que dão mais vitalidade, mas somente seu médico poderá lhe receitar. Mas o importante mesmo é mudar a sua maneira de lidar com os problemas, não os agigantando. Leia o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

        Amiguinha, o Dr. Telmo escreveu um ótimo texto, postado aqui no blog, que se chama NA VIDA TUDO PASSA! TUDO MUDA! Leia-o, pois lhe fará muito bem. Espero notícias, pois eu também adoro a sua presença e comentários.

        Beijos,

        Lu

        Responder
        1. Debora

          Queria poder ter você como terapeuta… rsrsrs. Eu não admito errar ou falhar! E por eu ter “falhado” como mãe, ao menos ao meu ver deturpado, eu fico me sentindo um lixo. Eu preciso mudar, preciso mesmo, é urgente. Amo este cantinho. Obrigada.

        2. LuDiasBH Autor do post

          Débora

          Todos nós trabalhamos com erros e acertos na vida. É assim que aprendemos. Não existe uma cartilha de comportamento. Muitas coisas só aprendemos ao senti-las na pele. Não aceitar nossas próprias falhas é negar nossa humanidade e, portanto, falta de humildade. À medida que envelhecemos, nossos acertos vão superando nossos erros. Assim é a vida para todo ser humano. Não há como negar isso. Portanto, apele pela sua humildade, aceite aquilo em que ache que falhou, retome-o e faça tudo diferente. Lembre-se também que a depressão é responsável por ampliar “n” vezes nossos desacertos. Ela tolda a nossa visão é não nos permite enxergar a vida com sabedoria. Não deixe que ela guie seus passos. Se você não fosse uma mãe maravilhosa, não estaria questionando a sua suposta “falha”. Nossa vida é o presente. O passado não nos pertence mais e o futuro ainda está por vir. Vivendo bem o presente, você já está preparando seu porvir. Apegar-se ao passado é, na verdade, um meio de não buscar mudanças. Não aceite isso. Comece a sua vida hoje, agora…

          Eu sou a sua terapeuta virtual… risos. Este cantinho é de todos vocês que aqui vêm. Procure também conhecer outras partes deste blog. Há coisas lindas. Indico-lhe a categoria que se chama ARTE DE VIVER.

          Um grande abraço,

          Lu

  48. Debora

    Minha irmã sofre este tormento desde os 10 anos. Eu nunca compreendi a gravidade, até passar e estar enfrentando a depressão pós parto. Ela tem crises horríveis, batimentos acelerados (170) e acha que vai morrer, sente falta de ar… É horrível. Ouvi falar que terapia ajuda mais que remédios neste caso. Obrigada pelo post.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Débora

      Sua irmã já procurou tratamento médico? A terapia também ajuda, mas, penso eu, que ela deve ser feita juntamente com o uso do antidepressivo, até que as crises desapareçam, pois podem redundar em problemas maiores. Gostaria que acessasse os link abaixo do texto, que trazem toda a explicação médica necessária.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Debora

        Oi, Lu!
        Minha irmã tomava citalopram e agora está tomando o esc, mesmo que eu, e estamos melhorando. O remédio deu super certo para minha deprê.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Débora

          Que bom saber que vocês duas estão se dando bem com o antidepressivo. Maravilha!

          Beijos,

          Lu

      2. Goreth Santos

        Olá, Lu!
        Faz 10 anos que tenho crises de pânico, horríveis. O coração acelera muito, sinto uma forte quentura no corpo, falta de ar, penso que vou apagar. Resolvi procurar um cardiologista, fiz os exames, deram normais, e ele me passou para o psiquiatra, que me receitou oxalato. Estou hoje com 8 dias de uso do medicamento. Nos 6 primeiros, eu tomei uma banda de 10 mg e agora estou tomando de 10 mg. As crises nos 6 primeiros dias eram constantes e horríveis. Pensei que eu iria morrer, mas agora no 8º dia já estou sentindo melhora, confio em Deus que vai dar tudo certo!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Goreth

          É um prazer recebê-la aqui neste cantinho. Sinta-se em casa!

          Amiguinha, não sei como você aguentou ficar 10 anos sem tratamento. Deve ter sofrido horrores. O importante é que agora está medicada, já se encontrando bem melhor. A Síndrome do Pânico é realmente um terror. Só quem a tem sabe realmente o que é. E cada vez mais aumenta o número de pessoas com a SP. Ainda bem que já existem muitos remédios no mercado, para conter essa senhora malcriada.

          Goreth, eu vou lhe repassar uns link, por e-mail, para que conheça melhor esta síndrome e o antidepressivo que está tomando. Não deixe de ler. O conhecimento torna mais fácil nosso tratamento.

          Venha sempre aqui para contar-nos como vai o seu tratamento. Vai dar tudo certo, sim. E você passará a ter uma vida com mais qualidade.

          Abraços,

          Lu

        2. Hadiltom

          Ok, Lu,
          É importante os médicos sempre deixar claro aos pacientes que o remédio nao tem efeito imediato. Muita gente desiste achando que é igual a aspirina, tomou passou a dor de cabeça. No meu caso o efeito começou efetivamente após 12 dias.
          Beijos

        3. LuDiasBH Autor do post

          Hadilton

          É verdade! Você está certíssimo. A explicação deve ser completa, inclusive quanto aos efeitos adversos e aos problemas de abistinência, caso se pare sem levar em conta o desmame. São informações muito necessárias, que o profissional não deveria deixar de dar.

          Abraços,

          Lu

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