SÍNDROME DO PÂNICO – O MEDO DO MEDO

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Autoria de LuDiasBH

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Dentre os transtornos de ansiedade está a cada vez mais conhecida Síndrome do Pânico (SP), que tem atemorizado as pessoas nas mais diferentes idades. De repente, a dita explode sem ser chamada, envolvendo sua vítima nos tentáculos do desespero e do medo, muitas vezes sem motivo algum, como se a pessoa torturada estivesse tendo um ataque cardíaco. A atrevida não respeita lugar ou ocasião. Se cisma de “baixar o santo”, não há reza que a faça mudar de trajeto. Acaba deixando o possuído totalmente amedrontado com a possibilidade de uma nova visita, gerando uma roda viva de tormento e terror. E pior, existem suspeitas de que, o fato de lembrar-se das crises de pânico tidas, pode gerar uma nova crise. O bom mesmo é jogar essa dama abusada no vale do esquecimento, jamais pensando nela.

A Síndrome do Pânico é também uma carcereira cruel e desleal, pois além de atormentar suas vítimas, ainda as aprisiona dentro de casa, numa aflitiva prisão domiciliar. É somente no próprio lar que as pessoas afligidas pela tirana sentem segurança, rodeadas pela família e paredes tão conhecidas. Imaginam as coitadas que a megera possa atacá-las, mal botem os pés na rua. Sozinhas e a céu aberto, elas julgam perder o controle, saírem correndo abiloladas, ou se espatifarem no chão, vitimadas por um infarto. Em razão disso, a Síndrome do Pânico afeta a vida de seus amedrontados servos tanto na escola, como no trabalho e nos passeios. Mas mesmo em suas moradias, os inocentes prisioneiros não se encontram a salvo, pois a opressora chega assim como o grande Zeus, conforme conta o mito da jovem e inocente Dânae.

E a dona Ciência, onde está que não põe um freio nessa criatura petulante, conhecida como Síndrome do Pânico? Verdade seja dita, é fato que ela tem trabalhado muito para combatê-la, mas ainda, coitada, nem sabe direito quais são as reais causas que levam a seu aparecimento. A Ciência enumera a genética, o estresse, o temperamento “destemperado”, propício ao estresse, e até mesmo o modo como a central de computação (cérebro) reage diante de certos acontecimentos. O mais difícil de entender, porém, é como essa fulana agarra suas vítimas, mesmo quando essas se encontram num “bem bom”, sem qualquer evidência de perigo. E, para maiores esclarecimentos, a dita gosta mais da proximidade com o “sexo frágil”, o que não significa que também não aprecie o contato com o “macho”.

O que se deve fazer para impedir uma visita tão indesejada? Alerta geral! Com ela não adianta botar a vassoura atrás da porta. Assim que houver indícios de que essa intrusa ronda por perto, deve-se procurar ajuda médica o mais rápido possível. Pois não adianta à vítima dar uma de valentona, uma vez que os ataques dessa “madama” são difíceis de controlar por conta própria, e a cada visita eles se tornam mais fortes e cruéis. Além do mais, se tal síndrome não for tratada, novas complicações podem surgir, comprometendo seriamente a qualidade de vida da pessoa, tanto no âmbito profissional quanto no social.

Para que as vítimas dessa aterradora figura possam ter um mínimo de alerta quanto à sua chegada, pois a mal-educada não envia aviso algum acerca de sua visita, saibam que ela poderá aparecer quando lhe der na telha, em qualquer horário do dia ou da noite, e em qualquer situação, até mesmo quando a pobre vítima encontrar-se na alcova, nos braços de Morfeu. Suas visitas, no entanto, não são longas, duram normalmente entre 10 e 20 minutos, que parecem eternos. Ela chega, dá o seu recado e pica a mula, deixando um rastro de impotência, medo e desespero atrás de si. Existem também casos em que alguns desses desalentarores sintomas cismam em delongar por uma hora ou mais, ainda que se bote sal no fogo.

Leiam sobre o assunto:
CUIDADOS AO USAR OXALATO DE ESCITALOPRAM
DEPRESSÃO – ESPERANÇA, AINDA QUE TARDIA!
INFORMAÇÕES SOBRE OXALATO DE ESCITALOPRAM
A DEPRESSÃO PRECISA DE TRATAMENTO
A DEPRESSÃO NÃO ACEITA OU DÁ AMOR

Nota: a ilustração é uma obra de  Munch – O GRITO

446 comentários sobre “SÍNDROME DO PÂNICO – O MEDO DO MEDO

  1. Ligia

    Lu

    Estou muito mal mesmo. Tomo Fluoxetina para ansiedade a cerca de três meses! Mas há oito dias me bateu um negócio muito ruim, até suicídio já passou pela minha cabeça… Uma angústia, tristeza do nada. E estou piorando só! O que eu faço? Lu, comecei a tomar bcaa (suplemento de academia) há 20 dias, será que foi ele que me causou essa depressão grave? Li que o bcaa é um aminoácido que compete com o triptofano, diminuindo a produção de serotonina! O que você acha? Já ouviu falar disso? Estou muito mal, mesmo, ajude-me!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Lígia

      Fofinha, esqueceu-se de que nós somos mulheres POPs, guerreiras das boas? As crises chegam, mas a gente roda a baiana e bota-as para correr. Tudo é questão de tempo. Portanto, levante sua cabecinha linda e inteligente e toque o barco para frente, certa de que tudo isso passará. Lembre-se sempre do provérbio que diz: “Estava chorando porque não tinha sapatos e encontrei uma pessoa que não tinha pés”, ou seja, há sempre alguém sofrendo mais do que nós…

      Lígia, não conheço o suplemento citado, mas pesquisei a respeito. Não resta dúvida de que tem tudo a ver com o estado em que você se encontra. Nunca fui a favor de tais suplementos. Pare o mais rápido possível e logo ficará boa. Tome bastante líquido para eliminar o suplemento de seu organismo. Quero notícias suas diárias, até ficar boa. Veja o que encontrei:

      “Efeitos colaterais do BCAA:
      Alterações bruscas de humor;
      Desordens compulsivo-obsessivas, como TOC”

      Leia todo o artigo do link

      https://www.ativosaude.com/fitness/bcaa-para-que-serve/

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  2. Correa

    Lu

    A minha vida já retornou ao normal novamente, graças a Deus. O médico me explicou que meu quadro é de depressão leve com ansiedade forte, ou seja, minha depressão aparece por conta da ansiedade que fico por algum acontecimento ou algo que vai acontecer. Ele manteve o bup e o esc por 2 meses, após esse tempo irá tirar o bup e manter só o esc, porém adicionou o rivotril sublingual, somente quando eu sentir que a ansiedade está chegando para ficar. Disse para ter sempre ao meu alcance o rivotril, para diminuir a ansiedade, não a deixando disparar a depressão. Qual a sua visão sobre isto?

    Gente, os remédios trazem ótimos benefícios quando administrados e controlados corretamente. Força para todos do blog, pois todos nós conseguiremos vencer esta batalha.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Correa

      É muito bom saber que tudo está sob controle.

      O rivotril é sempre indicado para o controle de crises, principalmente na fase inicial do tratamento. Contudo, você deve fazer uso desse medicamento apenas quando for necessário, pois o organismo pode acabar se viciando com ele. Leia os comentários e verá que foi indicado a muitos comentaristas. Continue lendo os textos sobre o assunto para saber como diminuir a ansiedade.

      Abraços,

      Lu

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  3. Lucas Alves

    Lu, qual é a diferença do remédio Partz sublingual para o clonazepam? Se possível me indicar um que posso substituir o clonazepam, outro que posso inibir pra tirar a fissura do cigarro, porque quero parar.

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    1. LuDiasBH Autor do post

      Lucas

      O Partz tem como substância principal o zolpidem e é indicado para insônia, enquanto o Clonazepam é indicado para transtornos de ansiedade. Ambos devem ser vendidos com receita médica. Hoje as farmácias já vendem remédios específicos para a ajudar a pessoa a passar pela abstinência da nicotina. Sugiro que passe por um médico antes. Parabéns por querer parar, pois o cigarro é um veneno para nosso corpo.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  4. Correa

    Lu

    Não me encontro no meu estado normal de vida, tenho consulta agora dia 24 e irei passar as informações ao médico. Talvez ele precise mexer ou trocar o remédio, depois deixo informações aqui para você analisar junto comigo. Quero aprender com você como controlar essa coisa quando vem querendo aparecer. Você é um ser humano fantástico. Obrigado pelas palavras e ajuda de sempre.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Correa

      Sei que você está passando por uma fase difícil de seu tratamento. Essa fase inicial de mudança ou acréscimo de medicamentos é muito sofrida, pois o organismo teima em rejeitar as novas substâncias. É preciso muita paciência. Quando sentir que uma crise está a caminho, não lute contra ela, pois resistência gera resistência. Apenas tente relaxar e mudar o foco de sua atenção. Lembre-se sempre de que você não corre perigo algum, não havendo porque ter medo. Continue lendo os textos sobre o assunto. Não se esqueça de anotar o que vem sentindo, após o uso da nova substância, para repassar informações corretas a seu médico. Assim que voltar da consulta, diga-me como foi. Estamos todos torcendo por você.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  5. Correa

    Lu

    Obrigado pelas palavras!

    Você acha que a bupropiona com o escitalopram pode estar atrapalhando ao invés de trazer bons efeitos? Até dia 10 de junho vinha tomando o escitalopram e tendo vida normal, tudo correndo certo comigo. Mesmo com os reveses da vida eu estava controlado. Retornei ao médico, já me sentindo mal e ele adicionou a bupropiona junto com o escitalopram e parece que piorou, pois fico inquieto, não consigo ficar bem. Quero me sentir bem e isso incomoda. Parece que a bupropiona aumentou a ansiedade. Vou ver se na próxima consulta ele troca o remédio, pois necessito voltar às boas comigo e com minha vida. Claro que nem só os remédios fazem isso, mas são grandes aliados para nos dar força e qualidade de vida.

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    1. LuDiasBH Autor do post

      Correa

      Seu depoimento no comentário anterior leva-me a imaginar que não se encontra bem, apesar de seu médico ter inserido a bupropiona em seu tratamento. Pode ser que necessite de mais tempo de uso. Continue tomando, conforme orientação médica, e veja como se encontrará na próxima consulta. Seu psiquiatra irá fazer um balanço e, se necessário, fará a mudança. Como já lhe disse, muitas vezes somos obrigados a experimentar antidepressivos diferentes até encontrar aquele que se adequa melhor ao nosso organismo, o que exige muita paciência, mesmo.

      Como bem disse: “os remédios são grandes aliados para nos dar força e qualidade de vida”. Ter consciência disso é um passo importante para o tratamento. Não deixe de ler os textos que lhe indiquei.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  6. Correa

    Lu

    Tenho tomado bupropiona antes do almoço e escitalopram após, porém estou desde o dia 10 de junho neste quadro ruim como antigamente. Dormir a noite beleza pra mim, está sendo a melhor hora do dia, mas acordar é difícil. Fico enrolando, porque quero que melhore e quando acordo não me sinto melhor, a vontade é de ficar mais em casa, sem ver muito as pessoas. A autoestima toda hora vai no espelho para ver se está bem e começa a achar defeito, não dando vontade de encarar o dia. Fico dentro de casa falando só o necessário, embora eu seja conversado demais. Adoro o dia dia no meu estado normal, ver as pessoas lá fora brincando, conversando, rindo. Estou sem conseguir ter estas emoções.

    Tenho psiquiatra de novo e acho que terei de mudar essa bupropiona, pois parece que ela aumentou minha ansiedade, tirou meu apetite, mas o escitalopram sempre me fez bem, uso-o há 2 anos. O médico adicionou a bupropiona e não sei se estou me adaptando a ela até agora. Isso e normal? Quero logo voltar a ter minha qualidade de vida. Estou tentando ser POP, pois já passei outras vezes por esta situação e isso me atrapalha em tudo: vida social, vida de trabalho, tudo fica difícil quando se está assim.

    Abraco.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Correa

      Eu o entendo perfeitamente. Você está há mais dois meses tomando os medicamentos citados e ainda não obteve melhoras. Estas já eram para estar começando a aparecer, embora algumas pessoas levem até três meses para senti-las em toda a sua totalidade, o que eu acho muito tempo de espera. Pelo que pude entender, você se sentia bem melhor só com o oxalato de escitalopram. Como tem retorno agora com seu médico, deverá repassar-lhe todas essas observações. Para não se esquecer, liste-as num papel.

      Correa, acontece muito de nosso organismo não responder a um ou outro antidepressivo. É por isso que o início é sempre muito difícil, pois funciona como uma espécie de experimentação, até acertar em cheio naquele que irá resolver o problema. É preciso paciência. É sofrido? Sim! Infelizmente não existem testes que nos digam qual irá nos fazer bem. Continue sendo POP, pois este é o melhor caminho.

      A maioria das pessoas, ao conviver com os transtornos mentais, sente dificuldades na parte da manhã, quando tem que encarar um novo dia. Isto é muito comum. Eu também me sinto assim, quando o medicamento começa a perder o seu efeito e eu tenho que mudar para outro. Quanto à autoestima e querer ficar só em casa, procure ler os textos do Prof. Hermógenes aqui no nosso blogue, pois eles são maravilhosos e têm ajudado muitos leitores.

      Amiguinho, estou torcendo para que volte a ter qualidade de vida. Siga firme em seus propósitos, pois não tardará a ver a luz no fim do túnel. Tudo isso irá passar.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  7. Priscila Gramacho

    Lu

    Em 2010 tive as primeiras crises de pânico e depressão, fui na época ao psiquiatra, sendo passado o clonazepam em gotas. Logo voltei, e foi acrescentado o cloridrato de sertralina. Assim vivi 7 anos, passando no psiquiatra que nenhuma vez tentou diminuir a dosagem.

    Em 2017, em junho, tive crises de pânico e depressão fortes. A psiquiatra aumentou a sertralina. Após uma melhora, eu falei sobre diminuir o clonazepam, que hoje tomo 14 gotas. No domingo passado, acordei com crise de pânico e desde então sinto dores de cabeça, na nuca e nos olhos. Desânimo leve a médio, pensamentos de inutilidade, medo, culpa, etc. Faço tratamento com uma psicóloga há uns 4 meses. Ela e conversou com a psiquiatra. Fui hoje a uma consulta e ela me disse que isso pode ser uma crise passageira e receitou escitalopram 10 mg.

    Sempre me culpei por tomar muita medicação (no meu conceito), por não conseguir melhorar. Gostaria de saber se você acha que devo tentar essa medicação ou tentar sozinha. Me ajude com sua experiência. Adorei o blog/site, continue, pois nos ajuda muito. Li vários comentários e você é muito disposta, simpática e inteligente. Parabéns!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Priscila

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, nós, vítimas dos transtornos mentais, sabemos que eles costumam ser recorrentes, ou seja, somem por um tempo e depois retornam. Alguns são crônicos, necessitando de um tratamento contínuo, como é o meu caso. Sofro de depressão e síndrome do pânico, mas o antidepressivo permite-me levar uma vida perfeitamente normal. Como todo e qualquer ser humano, tenho dias bons e outros nem tanto, mas o importante é viver um dia de cada vez.

      A depressão é quase sempre recorrente, necessitando, na maioria das vezes, de um tratamento prolongado ou até mesmo contínuo. Portanto, não se sinta surpresa quando ela ressurgir. Aceitar o diagnóstico já meio caminho andado no seu tratamento. O importante é que existem antidepressivos maravilhosos no mercado, permitindo-nos levar uma vida normalíssima.

      Pri, em nenhum momento você fala que parou a medicação por conta própria e, se ainda assim, as crises tornaram-se fortes, significa que a dosagem encontra-se fraca ou que seu organismo já se acostumou com a substância do antidepressivo, pois, ao que me parece, você já toma esse depressivo há muitos anos, possivelmente terá que mudar para outra. Converse com sua médica a respeito. Os sintomas citados por você são relativos à depressão. Ao acertar na medicação ficará ótima. Eu já passei por inúmeros medicamentos. Há cinco anos tomo oxalato de escitalopram que continua me fazendo bem. Acho que você se dará muito bem com ele.

      Amiguinha, você deve continuar com a medicação prescrita. Jamais tome qualquer antidepressivo por contar própria, pois cada um tem as suas especificidades. Sem falar que o médico deverá acompanhar a fase inicial com um novo remédio, devendo você relatar os transtornos adversos que vier a ter. Gostaria apenas que você conversasse com sua médica sobre o clonazepam que já toma há muitos anos. Esse deve ser diminuído, lentamente. Por que motivo você o toma há tanto tempo e numa dosagem alta?

      Não há por se culpar por tomar medicação, minha lindinha. O que devemos é agradecer por encontrar remédios maravilhosos que melhoram a nossa qualidade de vida. Sem eles, os manicômios e sanatórios ainda existiriam. Pense no sofrimento daqueles que viveram sem eles. Eu bendigo todos os dias os meus comprimidinhos (oxalato de escitalopram e melatonina). Acredite, você agora irá melhorar. Seja POP (paciente, otimista e persistente). Saiba também que sempre estaremos aqui, fazendo-lhe companhia. Conte conosco! Conte comigo! Não tarde a enviar-me notícias. Quero muitos contatos, principalmente agora na fase inicial com o oxalato de escitalopram.

      Pri, vou lhe enviar uns links para ajudá-la.

      Beijos,

      Lu

      Responder
      1. Priscila Gramacho

        Lu
        Eu tomo essa dosagem do clonazepam faz tantos anos porque nunca nenhum dos dois psiquiatras me disse: “você esta bem, vamos diminuir a dosagem”. Para mim, na época, era pra ser assim. Entendi que o clonazepam só ajuda a acalmar e não na melhora da transtorno. Uma vez tentei parar de tomar, mas no 3º dia fiquei com medo de coisas pequenas, tontura, tristeza e voltei a tomar novamente. Neste ano questionei a psiquiatra do porquê de todos os remédios. Ela falou que o clonazepam só mascara, não auxilia na melhora do transtorno. Desde fev/março comecei a diminuir 1 gota por vez, hoje tomo 14.

        O CAPS aqui de São José dos Campos deixa muito a desejar, pois as consultas são marcadas de 6 em 6 meses,coisa que é um absurdo, pois tomamos remédios controlados. Ela não acompanha o meu desmame de perto, o que me preocupa. Ela perguntou se eu queria tomar o escitalopram, eu esperava que receitasse o melhor para mim. Disse que eu ia continuar a tomar a sertralina, ela disse que se ficasse melhor faria o desmame.

        LU, não me senti confiante nessa consulta, então amanhã vou falar com minha psicóloga que também é do CAPS para ver o que devo fazer. O que você acha do clonazepam, sertralina e agora o escitalopram (ainda não tomei nenhum), não acha ser muita medicação.

        Muito obrigada pelo respaldo, agradeço a Deus por existirem pessoas tão sábias como você, simpática, boa, que dá seu tempo para ajudar outras. Deus nos abençoe!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Priscila

          Alguns médicos, em razão do estado inicial da pessoa, principalmente quando os efeitos adversos são muito fortes, costumam receitar um ansiolítico para ajudá-la a passar pela fase difícil. Contudo, assim que há uma melhora, eles vão retirando-o lentamente, diminuindo a dosagem, como você está fazendo agora. Não pode ser suprimido de uma vez, para que o organismo não sinta sua falta. É bom saber que já se encontra diminuindo a dosagem do clonazepam.

          É uma vergonha ter que esperar por uma consulta durante seis meses. A saúde em nosso país está uma vergonha. Como você consegue as receitas? A respeito de qual desmame está falando? Não entendi bem, já que continua com a sertralina. Muitas pessoas costumam tomar dois antidepressivos ao mesmo tempo, pois cada um tem uma atuação diferente, ou seja, um ajuda o outro. Penso que irá se dar muito bem com o oxalato de escitalopram que é atualmente um dos mais indicados.

          Pri, você não deveria ter interrompido a prescrição médica, pois poderá ter crises fortes sem os medicamentos. Tome direitinho a dosagem indicada. Quanto ao clonazepam, continue fazendo a diminuição, conforme orientação médica. Converse com a sua psicóloga a respeito.

          Abraços,

          Lu

  8. Ana

    Oi, Lu!
    Eu comecei a tomar o olaxato em 2016, mais ou menos no mês de abril/maio. Não me recordo de como foi a adaptação com o medicamento, mas sei que depois de um tempo minha vida voltou ao normal. Tomei até mais ou menos setembro/ outubro de 2017, a partir desse momento fiquei sem a medicação até 3 dias atrás. Voltei com a medicação porque os sintomas de ansiedade e pânico voltaram, tentei resistir a não tomar o remédio, mas não aguentei. Ontem à noite me deu uma crise de pânico que veio do nada, foi o segundo dia da medicação, e essa crise ainda não melhorou, tento me acalmar mas o desespero vem, algo incontrolável. Está horrível, não me lembro da primeira vez de ter sido assim .

    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Ana

      Eu ainda me lembro de seus comentários aqui.

      Você não me disse se parou por conta própria. Se agiu assim, cometeu um erro. O retorno ao medicamento é sempre muito sofrido, pois os efeitos adversos vêm como se fosse a primeira vez, sendo que o organismo fica bem mais resiste. O Transtorno do Pânico e a ansiedade costumam ser recorrentes. Todos os pacientes precisam estar preparados para isso, recorrendo ao psiquiatra assim que reaparecem. Foi isso que aconteceu com você. O início da medicação, mesmo que seja a segunda vez, costuma ser mais severo do que da primeira. As crises que estão acontecendo estão dentro da normalidade, mas logo passarão. Continue POP e siga a orientação dos textos encontrados no site que ensinam como vivenciar essa fase ruim. Comente como se encontra agora.

      Beijos,

      Lu

      Responder
      1. Ana

        Oi, Lu!

        Estou no quarto dia e me sinto um pouquinho de nada melhor que ontem. Eu tomava 15 mg quando parei a medicação, agora o médico iniciou com 10 mg por 2 meses. Mas tudo me assusta, qualquer barulho ou a voz mais alta de alguém ou o telefone tocando dispara meu coração. É um frio persistente na barriga. Sinto fome, mas não consigo comer, eu me sinto muito fraca e tento me forçar a comer alguma coisa. Está muito difícil!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Ana

          Você ainda se encontra na fase inicial da medicação, quando os efeitos adversos estão a todo vapor. Nesse período é preciso muita paciência. Precisa continuar sendo POP (paciente, otimista e persistente). Lembre-se de que tudo isso irá passar e você ficará ótima. Percebo que se encontra muito sensível. Aconselho-a continuar com a medicação (jamais pare por conta própria), relatando a seu médico suas reações adversas. Sua inapetência tem a ver com o medicamento. Algumas pessoas comem bastante e outras de menos. É preciso alimentar-se. Opte por vitaminas, chás e sucos, já que está tendo dificuldades para comer. Logo estará bem. Continue sendo uma guerreirinha!

          Abraços,

          Lu

  9. Lucas Alves

    Estou com um problema grave, pois tomei ontem um comprimido de imapri, sem prescrição médica ontem. O meu coração parece que vai explodir fora do peito, não sei como faço pra esta sensação de ataque cardíaco passar. Foi apenas um comprimido, estou sem sono e apenas grogue,e com sensação que vou ficar louco ou vou morrer. A onda do remédio não passa. O que devo fazer, quais remédios que pode tira este efeito,,chá ,leite…,Estou escrevendo isso porque não quero ir ao médico pra ser entubado. Ajude-me por favor…

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Lucas

      Acalme-se! Muitas das reações são produzidas pela nossa imaginação. Um só comprimido não daria um efeito tão forte. O seu medo é o responsável por criar todo este quadro. Controle-o. Você teve apenas uma crise de pânico. Ela já deve ter passado, pois me escreveu há algumas horas atrás. Você já sabe como as crises funcionam. O terror só faz a adrenalina subir e aumentar a potência da crise. Não precisa fazer nada, quando isso acontece. Apenas procurar relaxar. Tome um leitinho morno. Aguardo um novo comunicado seu.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  10. Diego

    Lu
    Obrigado pela resposta.

    Os sintomas iniciais me estranharam muito, porque ano passado tive muitos sintomas desagradáveis no início do tratamento, e como se passou um ano sem eu tomar antidepressivo, o organismo deveria ter novamente sentido os efeitos iniciais do medicamento.

    Tomo antidepressivo porque sofro de transtorno de ansiedade generalizada, além de síndrome do pânico, em que o gatilho é o convívio social, dependendo da situação. Ou seja, sofro de fobia social também. Ontem completaram 14 dias que estou tomando o escitalopram 10 mg, além de Rivotril 0,5 mg que infelizmente acho que estou dependente dele, porque já tomo há um ano. Até o momento não obtive êxito no resultado.

    O que me deixa pior é essa tontura crônica que certamente é causada pela ansiedade. Antes eu tinha uma vida social muito ativa, terminei minha graduação, praticava esportes, frequentava igreja, saia para festas normalmente. Aos poucos fui ficando muito caseiro, me isolando do social e acabei por ficar apenas, literalmente, indo do trabalho pra casa, essa é minha rotina. Acho que isso fez com que a ansiedade aflorasse de maneira colossal. Quanto a ter parado ano passado com três meses de uso do medicamento foi porque tive uma taquicardia muito intensa. No eletrocardiograma não deu nada, era ansiedade mesmo. Mas coloquei na cabeça que poderia ser causada pelo remédio, e parei por conta própria, grande erro meu.

    Iniciei este ano com o escitalopram. Com três semanas devem começar os efeitos positivos da medicação? Caso isso não aconteça é provável que tenha que ser feito um ajuste na dose?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Diego

      Todo antidepressivo traz efeitos adversos, mas algumas pessoas passam por eles sem dificuldades. Como teve muitos desses efeitos no tratamento anterior, era para ter agora, mas isso não significa que o medicamento não faça efeito, pois nosso organismo é sempre uma caixinha de surpresas. Normalmente o antidepressivo passa a mostrar seus bons efeitos após três semanas de uso, embora algumas pessoas precisem de mais tempo e outras de menos. É preciso esperar esse tempo para fazer uma avaliação mais segura sobre os resultados positivos. Caso nada perceba, aconselho-o a voltar ao seu psiquiatra para ver o que está acontecendo. Fique tranquilo, tudo irá dar certo.

      O Transtorno de Ansiedade Generalizada vem se espalhando mundo afora. Não são poucos os que aqui chegam, relatando sua luta contra ele. O bom é que a Ciência tem vez mais jogado no mercado bons medicamentos, capazes de oferecer aos portadores de tal incômodo uma vida de qualidade. O oxalato de escitalopram tem sido uma das substâncias mais usadas atualmente, trazendo excelentes resultados, mas existem muitas outras, o que permite a mudança de uma para outra, até que nosso organismo acerte. Quanto ao transtorno do pânico, este está sempre agregado à ansiedade. Tratando-a, ele desaparece, assim como a fobia social. Através dos comentários nos diversos textos sobre o tema poderá ver como são muitas as pessoas que vêm obtendo bons resultados com o tratamento com antidepressivos.

      Amiguinho, o TAG, quando acompanhado do SP (síndrome do pânico), leva suas vítimas muitas vezes ao hospital, achando que estão tendo um ataque cardíaco, mas os exames mostram que nada disso está acontecendo. Acaba também impedindo as pessoas de terem uma vida social, pois elas passam a não se sentir confiante quando estãi fora de casa, mas com a eficácia do tratamento tudo volta ao normal. Aconselho-o a ser POP (paciente, otimista e paciente). Logo estará bem.

      O uso do rivotril por um tempo muito longo é preocupante, pois traz dependência, esquecimento e outros efeitos ruins. Converse com seu médico a respeito disso ou lhe peça para mudar para outro.

      Diego, como gostou deste cantinho, gostaria que nos ajudasse a torná-lo conhecido, para que as pessoas com problemas semelhantes possam ser ajudadas. Certo?

      Abraços,

      Lu

      Responder
  11. Diego

    Lu

    Queria tirar uma dúvida em relação ao uso de antidepressivos. Há um ano fiz o uso de escitalopram 10 mg (genérico da Medley), tive vários efeitos colaterais de início, mas depois passaram. Fiz o tratamento por 3 meses e parei em agosto de 2017. Precisei voltar a tomar este ano novamente o escitalopram, porém o similar Exodus da Aché 10 mg. Fiquei praticamente 1 ano sem tomar, mas dessa vez não senti efeito colateral nenhum, mesmo passando esse tempo todo sem tomá-lo. Será normal isso? Será que posso duvidar da eficácia desse laboratório atual? Estou no terceiro dia e nenhum efeito colateral, sendo que no ano passado os efeitos foram muito difíceis no início…

    Agradeço desde já. Parabéns pela página, é de grande ajuda…

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Diego

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinho, todo antidepressivo traz efeitos adversos, reagindo cada organismo de um jeito diferente. Alguns poucos felizardos passam por eles praticamente incólumes. E este pode ser o seu caso na segunda vez. A existência ou não de efeitos adversos não está ligada à eficácia do medicamento. Quanto ao laboratório, também tomo o mesmo antidepressivo, tendo passado por variados laboratórios sem ter sentido nenhuma diferença na eficácia do mesmo. Sempre compro o que está mais barato, portanto, não me parece que seja esta a questão.

      Diego, gostaria de saber se está se sentindo melhor após ter iniciado o tratamento, embora ainda se encontre na fase inicial e sobre qual motivo levou-o a tomar um antidepressivo. Se após três semanas não houver melhoras em seu quadro, deverá procurar seu médico, pois pode ser que a dosagem esteja insuficiente. Chamou a minha atenção o fato de você ter feito o tratamento, da primeira vez, apenas por três meses, quando o mínimo de tempo recomendado é de seis meses.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  12. Fernanda

    Lu
    Comecei fazer uso do esc 10 mg atualmente, como nunca tinha feito uso de medicamentos para transtorno mental estou com muito medo. Tenho procurado sobre os efeitos colaterais, o que faz com que meu medo aumente tanto que parece que 5 minutos depois do medicamento eu já sinto algum efeito colateral. Queria compartilhar isso, preciso conversar com quem entenda sobre esse medo inicial. Sei que tenho que ter paciência até que o medicamento faça efeito, mas é tão difícil, só quero não sentir mais nada desses sintomas horríveis da ansiedade e do transtorno do pânico.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Fernanda

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, todos os antidepressivos trazem efeitos colaterais, mas que passam após cerca de três semanas, tempo que costuma variar de uma pessoa para outra. Não é preciso ter medo, pois eles são comuns. No início do tratamento, o organismo luta contra a substância estranha que passa a receber, mas depois ele se acostuma, vindo os efeitos positivos. Nessa fase é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). Quando os bons resultados surgirem, você nem mais se lembrará dessa etapa ruim. E estará livre da ansiedade e do transtorno do pânico. Vou lhe enviar alguns links que irão ajudá-la. Retorne para nos dizer como se encontra atualmente.

      Abraços,

      Lu

      Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Matheus

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Seu comentário será transformado num texto para publicação.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  13. Correa

    Lu,
    aqui estou eu de volta, após 1 ano que visitei o blog com a deprê e comecei com escitalopram. Em meados de julho do ano passado, eu me firmei bem e fiquei com minha vida normal até agora. Em junho deste ano voltei a sentir tudo de novo. Fui ao médico e ele, além do escitalopram que já venho tomando,adicionou o bup de 150 mg. Por enquanto estou pra baixo, não querendo lidar muito com gente, querendo ficar mais em casa e a mente fazendo várias confusões. Essa combinação de bupropiona com escitalopram irá me ajudar? Alguém toma os 2 medicamentos? Preciso melhorar, voltar ao meu normal e sumir com essa deprê de novo.

    Abraços

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Correa

      Os transtornos mentais são recorrentes. Eles somem por algum tempo e depois retornam. Devemos estar conscientes disso, seguindo sempre em frente. Muitas vezes acontece de a dosagem ficar fraca ou ser necessário acrescentar uma segunda substância, como aconteceu com você. Conheço, sim, pessoas que tomam oxalato de escitalopram e bupropiona, não apenas entre os comentaristas do blog como um amigo pessoal. É normal que esteja para baixo, pois é necessário que seu organismo acostume-se com o novo medicamento. Essa combinação tem o objetivo de ajudá-lo, sim. Procure manter-se POP (paciente, otimista e persistente). Logo alcançará a fase boa. Continue lendo os artigos postados no blogue sobre assuntos relativos a transtornos mentais, pois quanto mais bem informados estivermos melhor lidaremos com nossos transtornos. Continue em contato.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Correa

        Lu

        O problema é que quando se tem estas recaídas é complicado mexer com tudo. Não estou querendo sair de casa, pois na cabeça passa um monte de coisas. Na hora de acordar, você só quer ficar na cama pra não ter que conviver com a recaída. Espero que logo retorne a fase boa e eu possa seguir a vida normalmente, porque desta forma que ficamos tudo se torna muito difícil.

        Obrigado pelas palavras de sempre.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          Realmente passar por tudo é muito sofrido, mas é preciso ter paciência, pois é assim que funciona. Não há outra saída. Com persistência logo vencerá esta fase ruim. O mais difícil mesmo é na hora de levantar-se da cama, pois temos que buscar forças para recomeçar um novo dia. Como heróis que somos, tenho a certeza de que você está se saindo bem. Força, meu amiguinho.

          Abraços,

          Lu

        2. Correa

          Lu

          Tenho levantado tarde, pois estou sem emprego, tentando encontrar um, enviando curriculum. Em breve vai aparecer algo, mas é ruim você esperar, levantar melhor e isso não acontecer. Da outra vez de um dia pro outro me senti bem e fiquei firme durante 9 meses, sem nenhum vestígio de qualquer coisa relacionada à mente. Agora sempre nesta mesma época do ano (entre maio, junho e julho) acontece isto comigo. Estou tomando o escitalopram, achei que estava firme e não voltaria a acontecer isto, mas já normalizam as coisas.

        3. LuDiasBH Autor do post

          Correa

          Os transtornos mentais, na maioria das vezes, são recorrentes. O importante é fazer o tratamento direitinho, só parando com o aval médico. Com relação à mesma época do ano em que o seu aparece, seria bom pesquisar o porquê, pois compreendendo a causa que faz disparar o gatilho poderá saná-la. Quanto ao emprego, a situação em nosso país está perversa, aumentando assustadoramente o número de desempregados. Tenho vários amigos e parentes que também o perderam e agora lutam para encontrar outro. Isto também contribui para o surgimento dos transtornos mentais como depressão e ansiedade. É preciso fé, força e coragem para passar por esta crise. Nosso país nunca esteve tão mal. Fora Temer e sua corja!

          Abraços,

          Lu

  14. Flávia

    Oi Lu

    Ano passado fiz uso do Reconter de 20 mg devido à ansiedade generalizada. Ao final do tratamento reduzimos a dose e fiquei bem por uns 3 meses. Porém, voltei com um vício antigo do cigarro e em janeiro desse ano, já estava fora de controle. Tenho problemas pra lidar com luto e em fevereiro perdi um amigo com 29 anos. Comecei a pirar novamente…

    Fico muito irritada e pessimista. Tentei vários tratamentos alternativos como acupuntura, pratico yoga, faço esporte regularmente e me mantenho firme e forte na terapia. E nada de melhorar. Voltei então ao psiquiatra que me receitou novamente o Reconter na mesma dosagem. Usei durante 4 semanas e só piorei. Chorava sem motivo, várias crises. Retornei ao médico que optou por trocar a medicação e entramos com o Zodel 50 mg. Ele me pediu que continuasse com o Reconter por 20 dias junto ao Zodel.

    Estou péssima. Choro sem motivo, sinto-me incapaz de trabalhar e até mesmo de cuidar dos meus filhos. Estou no nono dia da nova medicação e não senti nenhuma melhora. Fico na dúvida se pode ser o Reconter que está me deixando assim ou se também não vai dar certo com o Zodel. Já estou tomando apenas 6 gotas do Reconter. Vejo comentários terríveis sobre o rompimento com Zodel… estou com tanto medo. Às vezes parece que eu não vou sair dessa…

    Obrigada por este espaço

    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Flávia

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, o número de pessoas com ansiedade generalizada cresce cada vez mais. E quando o Transtorno do Pânico torna-se presente, a situação complica, mesmo. O bom é que a medicina está trabalhando firme no campo dos transtornos mentais, oferecendo-nos uma gama de antidepressivos excelentes. É normal que algumas pessoas não se deem bem com esse ou aquele medicamento, tendo que mudar para outro. Os psiquiatras trabalham com experiências, para ver qual será o antidepressivo que o organismo da pessoa irá aceitar. Ao ler os comentários, verá que isso é muito normal. Não se apavore, pois acabará encontrando um medicamento que lhe fará bem.

      Nós, que lidamos com transtornos mentais, devemos nos afastar dos vícios, sendo o cigarro um deles. Ainda que pense que esse canudinho irá diminuir a sua tensão, na verdade acontece o contrário. A nicotina aumenta seu nível de ansiedade. Portanto, abra mão de tal vício e procure levar uma vida o mais saudável possível. Quanto às perdas, elas são sempre muito dolorosas e acabam nos afetando intensamente. Isso é normal! Mas, temos que racionalizá-las, compreendendo que não somos senhores da vida, tampouco carregamos nas mãos o destino das pessoas. Trata-se de uma lei natural da vida. Vivemos num porto em que alguns chegam (bebês) e outros partem. Quando compreendemos essa transitoriedade, fica bem mais fácil aceitá-la. Também sofro muito com as perdas que acontecem em minha vida, mas sempre tento seguir em frente, pois a vida continua para nós que aqui ficamos. Pense nisto! Há muita gente precisando de você. Seu amigo não mais. Pense nele como uma estrela no céu, a iluminar sua vida.

      Flávia, tudo tem o seu tempo. Não adianta se preocupar com o seu transtorno, estabelecendo datas para se ver livre dele. Tal procedimento só aumenta a sua tensão. Deixe as coisas caminharem com naturalidade, pois o tempo de um não é o mesmo do outro. Sempre digo que precisamos ser POPs (pacientes, otimistas e persistentes) para que obtenhamos bons resultados. Deixe o seu organismo livre para agir, não o pressione, procure tornar mais leve o seu fardo, vivendo apenas um dia de cada vez. Se fizer apenas isso, verá como as coisas encaminharão com muito mais facilidade, pois otimismo atrai respostas positivas.

      O oxalato de escitalopram é um antidepressivo muito indicado para os transtornos mentais. Inúmeras pessoas que participam deste espaço fazem uso dele, inclusive eu. Ainda que o tenha tomado anteriormente, ao reiniciá-lo, também poderá passar pelos transtornos adversos, como se fosse a primeira vez. O Zodel é também um medicamento muito indicado no tratamento do transtorno depressivo maior (TDM) que é diagnosticado como um estado de profunda e persistente infelicidade ou tristeza, acompanhado de uma perda completa do interesse pelas atividades diárias normais. Você ainda se encontra no início do tratamento, vivenciando os efeitos negativos, transpondo a zona de turbulência. Como sabe, são necessárias cerca de três semanas para os efeitos ruins desaparecerem e surgirem os bons. Toda paciência e calma são fundamentais nessa fase.

      Amiguinha, siga direitinho o tratamento, conforme orientação de seu médico, e continue com as atividades descritas por você. E não tenha pressa. Dê tempo ao tempo. Procure pelo relaxamento de seu corpo e de sua mente. Dê ao seu corpo o tempo necessário para reagir. Compreenda-o e ame-o. Outra coisa, tira esta palavra feia de sua vida (medo), que só tem importância quanto nos encontramos em perigo real. Não se deixe levar pelas ilusões de sua mente. Não estabeleça prazos ou metas, apenas siga caminhando, pois, quando menos esperar, tudo isso terá passado. Lembre-se de que você é a personagem principal de sua vida. O roteiro é seu. Saiba como conduzi-lo. Não restará dúvida de que se sairá vencedora. Acredite.

      Por falar em Yoga, estou publicando uma série de textos do Prof. Hermógenes. Gostaria muito que os seguisse, aqui neste espaço. Quero continuar recebendo notícias suas. E lembre-se de que não se encontra só, pois nós, seus amigos, estamos sempre aqui para recebê-la.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
  15. Maria Claudia

    Lu

    Meu médico optou por continuarmos com a Venlafaxina, pois não quer ficar trocando de remédios, e ficarmos sem opção.

    O que eu notei é que agora comecei a melhorar. Não tive grandes efeitos colaterais físicos, mas sim emocionais. Bem verdade que duraram mais tempo, aproximadamente 4 meses até que eu começasse a sentir uma certa melhora. É como disse meu médico, preciso criar hábitos, esforçar-me um pouco para que as coisas aconteçam. Como por exemplo, começar uma pequena caminhada, acordar todos os dias no mesmo horário, comprometer-me com a meditação todos os dias, retomar aos poucos os estudos da Rosacruz, ou seja, fazer as coisas acontecerem!

    A medicação ajuda muito, mas não faz milagres. Precisamos aproveitar a melhora, esse impulso que sentimos e nos movimentar.
    Devagar e sempre! Um passo de cada vez, lembrando que passos alegres valem por três. Continuo acompanhando o blog e nosso cantinho. Só gratidão por ter seu apoio! E por voltar a ser POP!

    Beijo grande

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Maria Cláudia

      É sempre muito bom receber notícias suas. Seu médico está corretíssimo. É aquilo mesmo que ensino no texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA. Os textos do Prof. Hermógenes também são fantásticos, pois ele nos ensina esse cuidado com a nossa mente e corpo que devem ser vistos sempre como uma Unidade, pois agem na mais perfeita simbiose. É muito bom saber que continua acompanhando os artigos de nosso blogue e este cantinho compostos por pessoas muito, mas muito especiais.

      Abraço,

      Lu

      Responder
      1. Maria Claudia

        Oi, Lu!

        Passando pra te dar notícias!

        Continuo com a Venlafaxina, e a quet. O que eu notei é que fiquei mais linear no campo das emoções. A terapia tem fluído muito bem. Consigo ver e analisar problemas, situações e acontecimentos com muito mais clareza. Não me desespero mais com coisas que não posso resolver de imediato, parece que estou mais presente e que a vida tomou um outro valor, muito mais real, sensato e equilibrado.

        Ainda preciso começar muitas coisas, como caminhar, rs, iniciar minha empresa, mas a coragem já chegou pra vários outros setores e sempre agradeço por isso. São pequenas mudanças que vou notando e me sentindo feliz por estarem acontecendo. Voltei a escrever e até garimpei uns trabalhos pela internet. Se não fosse sua confiança em me dar o primeiro artigo pra escrever, eu teria continuado escondida, rs. Só gratidão por você, minha amiga!

        Às vezes sinto um pouco de agitação, como se fosse uma euforia, mas minha pressão se mantém estável. Eu só noto um desequilíbrio maior na TPM, mas creio ser normal e encaro numa boa. Fico um pouco mais sensível, irritada, mas sei que são os hormônios. Tenho consulta em setembro, e retorno pra te dar notícias!

        Beijo grande, Lu, e obrigada pelo apoio maravilhoso e essencial que tenho de você.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Maria Cláudia

          Como é bom receber um comentário tão otimista e saber que a fase ruim ficou para trás. Mais do que os resultados dos medicamentos em si, conquistar essa capacidade de “… ver e analisar problemas, situações e acontecimentos com muito mais clareza” é uma dádiva poderosa, pois poderá ser aplicada nos mais diferentes momentos de sua vida. Não se trata mais de mero conhecimento, mas de pura sabedoria. É esse caminho de equilíbrio que nos ensina o Prof. Hermógenes em seus textos, o que faz toda a diferença em nossa vida. Parabéns!

          Você diz: “Ainda preciso começar muitas coisas, como caminhar, rs, iniciar minha empresa, mas a coragem já chegou pra vários outros setores e sempre agradeço por isso). Tem toda a razão, vivenciar uma coisa de cada vez, um dia após o outro é mais sábia meta. Quanto ao desequilíbrio provocado pela TPM, isso é normal, pois não é fácil lidar com o desarranjo hormonal que acomete um grande número de mulheres.

          Amiguinha, nada de só voltar em setembro! Precisamos de sua presença aqui. Continue escrevendo, coisa que faz com maestria.

          Beijos,

          Lu

  16. Lucas Alves

    Lu
    Eu gostaria de ajuda, pois voltei a tomar antidepressivos, mas meu estômago rejeita produzindo um ardor. Tomo omeprazol junto com o escitrolopam e achei que iria resolver, mas estou sentindo o mesmo desconforto. O que devo fazer, por favor?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Lucas

      Não o reconheci, pois seu e-mail está diferente. Imagino que seja o nosso Lucas músico.

      Amiguinho, você havia parado de tomar antidepressivos? Foi por ordem médica? Houve mudança de substância? Se mesmo com o omeprazol você continua tendo o mesmo desconforto, deverá repassar a seu médico esta informação, caso não haja melhoras. Procure tomar com o estômago cheio, talvez assim diminua o mal-estar.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Lucas Alves

        Eu já notifiquei o médico. O remédio que ele passou foi mas fraco e já tomo com barriga cheia, infelizmente estou perdido, pois me trato no SUS, o médico disse que pro meu caso já não tem solução e que este é único remédio, pois já tentei fluoxetina, paroxesetina, certralina, enfim só me restou o escitrolopam, não existe outro. Se fosse um desconforto pequeno passaria despercebido, mas realmente é muito forte. Fico de cama. Como você poderia me ajudar…Eu poderia estar falando realmente do que sofro e você me aconselhar a experimentar outro remédio ou não exite mais medicamentos?

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Lucas

          Para tudo há um jeito. Existe um sem conta de antidepressivos com substâncias diferentes. Há muitas pessoas que passam por diversas, até acertarem em uma. Eu mesma já passei por todas essas substâncias e hoje uso o oxalato de escitalopram. O que você precisa é agir com paciência, pois muita gente aqui trata pelo SUS. Gostaria que me fizesse um histórico de seu tratamento. Qual é o seu transtorno? Quando o percebeu? Quando iniciou seu tratamento? Há quanto tempo passou a tomar o oxalato de escitalopram? Descreva o que sente ao tomar este medicamento. Enquanto isso, leia o texto que lhe passarei via e-mail.

          Abraços,

          Lu

    2. Carla

      Lu,
      adorei seu blog. Venho pedir ajuda. Comecei tomar hoje 10 mg de oxalato de escitalopram e quase morri, muito suor, mal-estar, ansiedade e vômito, é normal ter estes efeitos? Achei que ia morrer, estou emagrecendo demais.Quanto tempo passa? Achei que ia morrer, estou emagrecendo demais. Você acha que vão passar os efeitos ou procuro o médico?

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Carla

        Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

        Amiguinha, o início do tratamento com antidepressivo é mesmo muito difícil em razão dos transtornos adversos. O organismo reluta em receber uma substância estranha, mas após cerca de três semanas, de acordo com carda pessoa, os sintomas ruins vão desaparecendo e os bons surgindo. Nesta fase é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). O que você relata são os efeitos adversos do medicamento. Vou lhe enviar um link para que leia com atenção e saiba o que é normal sentir e quando deve buscar o médico. Contudo, não entendi uma coisa: você diz que começou a tomar o oxalato de escitalopram hoje e já está emagrecendo. Não tomava outro antes? Explique-se melhor.

        Beijos,

        Lu

        Responder
        1. Carla

          Já estava emagrecendo com a ansiedade e agora com os vômitos, piorou. Só estava tomando alprazolan pra dormir. Hoje fui parar na emergência, resolvi procurar o médico amanhã, talvez meu organismo não se adaptou ao medicamento e precisarei mudar pra outro antidepressivo.

        2. LuDiasBH Autor do post

          Carla

          Já vi seu último comentário dizendo que já se encontra bem.

          Beijos,

          Lu

        3. Carla

          Eu queria dividir a experiência que tive, procurei o médico que tinha receitado o escitalopram e ele disse que o remédio não dava efeitos colaterais e que eu estava com pânico. Então, resolvi pagar uma consulta com um psiquiatra e ele disse que o escitalopram potencializou a minha ansiedade. Trocou o antidepressivo para paroxetina e aumentou um pouco a dose do alprazolam. Com dois dias de paroxetina já estou me sentindo outra pessoa, passaram o mal-estar e suor. Existem remédios que nosso organismo não aceita, não deixem de procurar um bom profissional. Que Deus nos ajude!

        4. LuDiasBH Autor do post

          Karla

          Todo antidepressivo traz efeitos adversos que podem ser mais fortes ou mais fracos, dependendo de como o organismo de cada pessoa reage ao medicamento. É fato que nosso corpo não aceita algumas substâncias, devendo o médico mudar para outras. É muito bom saber que você está dando bem com a paroxetina. Quanto ao alprazolam, tome-o somente quando sentir necessidade e, com o tempo, vá diminuindo a dosagem, pois esse medicamento não deve ser tomado por um tempo muito grande, porque vicia.

          Abraços,

          Lu

    3. Samuel

      Lucas Alves

      Olá, tudo bem? Peço licença para responder o seu comentário. Na bula do medicamento informa que “fazer uso de Omeprazol, lanzoprazol ou similares aumenta a quantidade do ecitalopran no organismo”. Leia, por favor a bula na parte de interações medicamentosas e informe ao seu médico.

      Abraço e paz

      Responder
    4. Ligia

      Oi, Lu,
      preciso da sua ajuda. Estava tomando reconter 10 mg para ansiedade e pânico, mas não tive melhora. Hoje fui ao psiquiatra e ele trocou pela Fluoxetina 20 mg. Falou para eu começar a tomar já, sem fazer nenhuma pausa para trocar de remédio. E nos momentos de crise tomar alprazolam 0,25 mg… Estou com medo de trocar de remédio e ter toda aquela piora inicial novamente! O que você acha?

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Lígia

        Não adianta ficar gastando dinheiro com um medicamento que não está fazendo efeito. Normalmente o psiquiatra aumenta a dosagem para ver se, assim, faz efeito. Será que com 20 mg de reconter não faria efeito? Eu já tomei fluoxetina durante muito tempo. Dei-me muito bem com ela, até que deixou de fazer efeito, migrando eu para o oxalato de escitalopram. O meu psiquiatra exigiu que eu aguardasse um tempo (acho que oito dias) para mudar da fluoxetina para o oxalato de escitalopram (com você é o contrário), mas alguns médicos não pedem esse tempo, como tenho visto nos comentários.

        Amiguinha, muitas vezes a troca acontece de maneira muito tranquila e não adianta tomar um medicamento que não surte efeito. Não se preocupe quanto a isso. O importante é quer resolva seu problema. Se não der para conversar com seu psiquiatra, pergunte a seu farmacêutico se não há problema em tomar a fluoxetina logo após ter parado com o oxalato de escitalopram.

        Beijos,

        Lu

        Responder
        1. Ligia

          Lu

          Muito obrigada pela seu retorno… Estou com medo de tomar a Fluoxetina sem fazer nenhuma pausa… Será que não tem nenhum problema? O alprazolam você já tomou? Costuma cortar as crises?

        2. LuDiasBH Autor do post

          Lígia

          Eu nunca tomei o alprazolam, mas vejo, através dos comentários, que é o mais receitado atualmente. Ele possui um efeito calmante, sim. Mas só deve ser tomado por um determinado tempo, como explica a própria bula, pois pode viciar. Quanto à fluoxetina, se estiver com receio (e não tiver perguntado seu médico) aguarde uma semana, então.

          Abraços,

          Lu

        3. Livia

          Olá a todos,

          Sei que estou muito sumida. Até escrevi um e-mail para a Lu explicando sobre o meu sumiço. Meu pai teve um avc e minha irmã e eu estamos cuidando dele. Isso modificou bastante nossas vidas. Além disso, estou com uma proposta de sair do Brasil a trabalho, mas o visto vem me dando problema. Então estou super enrolada tentando resolver tudo. Pra somar, sou professora e junho/julho é final de semestre, então as coisas têm andado um pouco aceleradas pro meu lado. Mas recebo todos os novos comentários, bem como os e-mails sobre os novos e sempre maravilhosos textos da Lu. Logo, não tenho escrito, mas estou sempre lendo, unida pelo coração e pela mente com todos!

          Vim hoje relatar sobre como estou após quase 6 meses com escitalopram. Sinto-me bem próxima ao que era antes da crise. Aí vocês podem me perguntar: “mas você não se sente 100% como antes?” Eu digo que não por 2 motivos: um deles é que eu acho que essa doença nos muda. Passar e sobreviver a uma crise braba sempre nos gera transformações. E essa já foi minha terceira crise. Não tem como ser totalmente igual às anteriores. O outro motivo é que o remédio que eu tomava antes, eu já o tomava há 5 anos. Comparar 6 meses de medicação com a estabilidade dada por uma outra medicação constante há 5 anos, não é justo. Após 5 anos tomando a mesma medicação, eu nem lembrava mais o que era ter uma crise. Eu nem lembrava que o remédio poderia “perder” seu efeito (eu acabar ficando tolerante a ele). Logo, aquela sensação de paz, de não vou ter mais crise nenhuma, etc, já estava mais enraizada em mim após 5 anos. Quando a crise aconteceu, todos os meus medos e angústias voltaram mais fortes ainda e ainda venho vencendo essa batalha. Mas posso resumir em: eu me sinto 99% a Lívia de antes. Eu achava que não ia melhorar, que não ia voltar a ser quem era, tinha medo da medicação não fazer efeito, de que não seria mais “normal”, etc.

          Toco minha vida super intensa no compasso do cotidiano e vou vivendo na estabilidade do escitalopram que me ajuda a equilibrar quem eu sou com a melhor versão de mim. E vamos vivendo e agradecendo essa ajuda medicamentosa que nos gera esse encontro equilibrado com nosso eu! E só tenho a agradecer e dizer a todos que é possível melhorar, sim. Mas tem que deixar o tempo passar (o que eu bem sei que não é nada fácil quando estamos no olho do furacão). Todos vão melhorar, vão superar… eu sou a prova viva disso…

          Um beijo cheio de luz e gratidão no coração de todos,

          Livia

        4. LuDiasBH Autor do post

          Lívia

          Segundo o Prof. Hermógenes, após vivenciar tais crises, nós vamos nos transformando em pessoas melhores. Não vou antecipar as suas explicações porque ainda vou postar seus maravilhosos textos sobre o assunto, pois são verdadeiras aulas de vida e de aceitação. Fico feliz com as suas mudanças, torcendo pelas melhoras de seu pai e para que ajeite sua viagem ao exterior. Espero que sempre continue aqui conosco, fazendo parte desta família maravilhosa.

          Abraços,

          Lu

        5. Ligia

          Lu

          Muito obrigada por toda sua ajuda e paciência… Comecei a tomar ontem a Fluoxetina de 20 mg e parei com o Lexapro. Eu terei aquela piora inicial da ansiedade novamente com essa troca? Em quanto tempo já posso perceber se a fluoxetina começou a fazer efeito para a ansiedade?

        6. LuDiasBH Autor do post

          Lígia

          As reações a um novo medicamento variam de um organismo para outro. Pode ser que nem venha a senti-las. Não se preocupe quanto a isso. A melhora costuma ser rápida. Eu me dei muito bem com esse antidepressivo. Usei por vários anos até que meu organismo se acostumou com ele, sendo necessário a mudança para o oxalato de escitalopram. Mantenha a sua tranquilidade! Tudo irá dar certo.

          Beijos,

          Lu

        7. Ligia

          Lu,
          estou com medo de ter a piora inicial da ansiedade com a Fluoxetina 20 mg. Em quanto tempo vou começar a perceber melhoras na tag?

        8. LuDiasBH Autor do post

          Lígia

          Procure tirar a palavra “medo” de seu tratamento, pois ela é muito negativa. Procure pensar sempre positivamente. O Prof. Hermógenes, em um de seus sábios textos, ensina-nos que a preocupação com o tempo de melhora provoca ainda mais ansiedade.

          Como já lhe disse anteriormente, cada organismo age de um jeito em relação a essa ou aquela substância dos antidepressivos. Contudo, presumo que leve em torno de duas a três semanas. Continue POP e não deixe de ler os textos do Prof. Hermógenes.

          Abraços,

          Lu

        9. Ligia

          Lu
          Estou com uma dúvida… Tomando Fluxetina 20 mg posso tomar Whey protein que tem Triptofano e creatina? Há algum problema?

        10. LuDiasBH Autor do post

          Lígia

          Não vejo problema algum, até porque o segundo é um complemento alimentar. Sem medo de ser feliz! Espero que seu pai esteja bem.

          Abraços,

          Lu

        11. Ligia

          Lu…

          Hoje faz 9 dias que comecei a tomar Fluxetina 20 mg para TAG… Não tenho mais efeito colateral, porém a ansiedade não melhorou nada. Continua tudo igual. E meu médico está marcado só para agosto… Será que não vai fazer efeito, Lu?

        12. LuDiasBH Autor do post

          Lígia

          Cada organismo reage num modo diferente em relação aos efeitos do antidepressivo. A média fica dentro de três semanas, mas alguns precisam até de 30 dias. Você se encontra ainda no período inicial com a fluoxetina, necessitando aguardar mais tempo para lidar com os bons resultados, ainda que não esteja sentindo efeitos adversos. Paciência, minha amiguinha!

          Gostaria muito que estivesse lendo os textos do Prof. Hermógenes que venho publicando no site, inclusive o último publicado fala sobre o relaxamento do corpo e da mente. Num dos textos dele que ainda irei publicar, possivelmente amanhã, ele nos alerta para o estopim da ansiedade que é ficar monitorando o tempo de melhora. Segundo o Prof. Hermógenes, tal conduta é responsável por levar a ansiedade a pícaros. Portanto, vá levando com paciência seu tratamento até que os bons efeitos surjam com o novo medicamento.

          Tomei fluoxetina durante muitos anos. Trata-se de um excelente antidepressivo. Só parei porque perdeu o efeito. Não adianta ficar indo e voltando ao médico, sem aguardar o tempo necessário para que obtenha um bom resultado do medicamento. Agosto seria mesmo o ideal. Não se esqueça de fazer exercícios físicos, como caminhadas.

          Beijos,

          Lu

        13. Ligia

          Lu

          Se a Fluxetina 20 mg não diminuir a minha ansiedade, qual será a alternativa provável que minha psiquiatra irá tomar? Estou achando que nunca irei encontrar um remédio que acabe de vez com este tormento.

        14. LuDiasBH Autor do post

          Lígia

          A sabedoria ensina-nos a viver um dia de cada vez. Ansiedade só gera ansiedade. O maior inimigo de qualquer que seja o tratamento é o pessimismo, por isso temos que ser POPs (pacientes, otimistas e persistentes). Vou lhe mandar uns links para que medite sobre o assunto.

          Abraços,

          Lu

        15. Ligia

          Lu estou muito triste… Hoje faz 15 dias que comecei a tomar Fluxetina 20 mg para tag, mas estou me sentindo pior do que quando tomava Lexapro 10 mg… Meu nó na garganta, meu aperto no peito e minha taquicardia só aumentaram depois que o médico fez essa troca. Será que a dosagem é baixa, Lu?

        16. LuDiasBH Autor do post

          Lígia

          Você ainda se encontra sob os efeitos adversos do novo antidepressivo. Eles normalmente desaparecem depois de três semanas (21 dias). Nesta fase é preciso ter muita paciência. Tomei Fluoxetina durante muitos anos e senti-me muito bem. Sugiro que aguarde as três semanas para voltar ao médico. Poderá lhe pedir um ansiolítico para aguentar esses efeitos ruins agora na fase inicial com o novo medicamento. Continue sendo uma guerreira POP (paciente, otimista e persistente)! Não acho que a dosagem esteja baixa, mas que são efeitos adversos. Sei que não é fácil passar por isso, mas é preciso ter paciência. Veja se consegue um ansiolítico para ajudá-la. Estamos todos torcendo por você. Procure também viver um dia de cada vez. Jogue fora o fardo das preocupações.

          Aguardo notícias suas amanhã.

          Beijos,

          Lu

        17. LuDiasBH Autor do post

          Priscila

          A qual professor você se refere? Este texto foi escrito por mim.

          Beijos,

          Lu

  17. Leandro

    Lu

    Já estive por aqui há 2 anos atrás e suas dicas me ajudaram muito. Na época estava com depressão e TAG e tinha medo de ir ao psiquiatra. Fui e iniciei o tratamento com o oxalato de escitalopram. Algum tempo depois me livrei totalmente dos sintomas. Ainda estou em tratamento com 20 mg do remédio, mas há uma semana atrás tive uma recaída. Não consigo identificar nenhuma situação que tenha sido o gatilho, não passei por nenhum momento turbulento e seguia minha vida normalmente. Não consegui ir à minha psiquiatra devido à greve dos caminhoneiros, porque moro no litoral e minha médica fica em outra cidade e por aqui o combustível ainda não chegou.

    Os sintomas não estão tão fortes quanto da primeira vez, mas fiquei apático, perdi o apetite, sinto um pouco de angústia e o ânimo bem abaixo do normal.
    Como você usa este medicamento há mais tempo, já aconteceu com você alguma recaída nesse período?

    Agradeço mais uma vez a sua ajuda.

    Atenciosamente, Leandro.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Leandro

      Mesmo tomando antidepressivo é normal o transtorno do pânico fazer ameaças. Isso já aconteceu comigo, sim. O diferencial é o modo como ajo em relação às crises agora. Antes, eu as alimentava, achava que estava tendo um ataque cardíaco. Hoje, quando uma delas ameaça me fazer uma visita, eu simplesmente não lhe dou corda. Mudo imediatamente o pensamento para algo diferente, ligo para uma pessoa amiga para conversar, ouço uma música, em suma, dou um olé nesta visita nada desejável. A palavra-chave é racionalizar. Muitas vezes o gatilho encontra-se nas entranhas de nossa mente e, com um país passando por uma situação de caos como o nosso, gatilhos são o que não faltam.

      Amiguinho, não deixe que esta crise derrube-o. Elimine-a de seus pensamentos. Veja tudo com normalidade. Quando puder, volte à sua médica para que ela faça uma revisão de seu estado de saúde. Eu tomo oxalato de escitalopram há mais de cinco anos e ainda não precisei trocar, ainda que tenha sentido o vislumbrar de uma crise de pânico vez ou outra. Reveja o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

      Assim que for à médica, conte-me o resultado.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Sabrina

        Lu!

        Faz muito tempo que não venho aqui, pensei que não ia achar mais seu precioso espaço! vai fazer 1 ano que trato a TAG com escitalopram e posso dizer que estou bem melhor, porém, assim como meu colega disse no comentário acima, a crise às vezes ameaça. Fiz uma retrospectiva para encontrar a causa e percebi que ando tomando muito café e tomei bastante cerveja preta. Será que essa alimentação pode piorar meu quadro?
        Preciso ser mais atenta com o que ingiro?

        Obrigada!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Sabrina

          É muito prazeroso reencontrá-la depois de tanto tempo. Não suma, assim, menina!

          Amiguinha, é claro que uma boa alimentação influi muito em nossa saúde, contudo, não vejo correlação entre o café e a cerveja preta no que diz respeito ao problema relativo ao TAG. Algumas pesquisas dizem que o café em excesso é responsável levar à insônia e à gastrite, mas em equilíbrio não faz mal algum, ao contrário, tem seus benefícios. O mesmo dizem a respeito da cerveja preta quando são respeitados os limites. No momento estou estudando sobre a Síndrome do Pânico e o TAG, para trazer boas informações para vocês. Aguardem.

          Você deve estar atenta, sim, a uma alimentação nutritiva, eliminando os excessos. O corpo agradece! Procure acompanhar os textos que venho postando sobre transtornos mentais.

          Abraços,

          Lu

  18. Elaine Santos

    Oi Lu,

    quanto tempo, continuo lendo todos os comentários novos e às vezes revejo os antigos, para lembrar que mais pessoas estão na mesma situação que eu. Nesse tempo que fiquei longe, muitas coisas aconteceram, troquei de remédios três vezes, passei pelo neuro e quase perdi minha vida pelo descaso dos médicos.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Elaine

      Seu comentário é muito importante e será transformado num poste, publicado amanhã à noite. Estou feliz por tê-la conosco.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  19. Natani

    Oi, Lu!

    Conheci sua página através de uma pesquisa no Google.

    Tenho 22 anos e faz uns dois meses que estou fazendo tratamento para ansiedade e depressão. Há uns 5 anos atrás eu já fazia, mas interrompi por ouvir as pessoas falarem que era besteira. Já tentei suicídio e tinha a prática de automutilação.

    No final do mês de março, eu tive uma recaída muito grande por conta da ansiedade, tinha medo de sair sozinha e quando saía queria que acontecesse algo ruim comigo. Pensei em suicídio várias vezes. Meu irmão e minha mãe me incentivaram a procurar ajuda médica. Comecei tomando fluoxetina, durante um mês, eu ainda tinha crises mais leves e não conseguia dormir sem o diazepan. Voltei ao médico (clínico geral) relatei todos os problemas, a perda de peso de quase 10 kg, as mudanças de humor e as crises menores. Ele me receitou o escitalopram para tomar durante o dia e continuar com a fluoxetina durante a noite.

    No começo eu tinha muita tontura. Porém depois percebi que o meu sono melhorou, mas continuei perdendo peso, vômitos, dores de cabeça, e muitas vezes depois de tomar a fluoxetina eu ficava com muita raiva. Os picos de humor pioraram. E as crises leves passaram. Porém, começaram umas mais pesadas, daquelas que a gente se trava e acaba se machucando. Em menos de 15 dias tomando as duas combinações de remédios eu tive duas dessas crises, fora as crises menores. Os pensamentos de automutilação voltaram e os de fazer coisas absurdas também. Os picos de humor se assemelham a uma “bipolaridade”. Não faço acompanhamento psicológico, pois ainda estou no aguardo.

    Qual a sua opinião sobre isto? Ficaria muito grata se respondesse.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Natani

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, os transtornos mentais crescem em todo o mundo, mas o bom é que já existem remédios para combatê-los. O tratamento médico e psicoterápico permite-nos ter uma vida de qualidade.

      O primeiro ponto é buscar um profissional da área (psiquiatra) para que ele faça um diagnóstico correto, de acordo com os relatos que você lhe passar. Por isso, é necessário que seja bastante sincera com ele, uma vez que os sintomas de alguns transtornos mentais são muito parecidos. Você tanto pode ter TAG como Transtorno Bipolar, mas somente o psiquiatra poderá avaliar o que realmente está a afetá-la. Fique tranquila, pois hoje já existem remédios que tratam tais transtornos, possibilitando-nos uma vida normal.

      Natani, todos os antidepressivos trazem consigo efeitos adversos, mas que passam depois de certo tempo de uso, cerca de três semanas, variando de um organismo para outro. Em razão da automutilação, pensamentos suicidas e dos picos de humor, você deverá buscar ajuda médica especializada o mais rápido possível. Muitas pessoas aqui já passaram por isso e hoje se encontram bem. Antes do tratamento psicológico você terá que passar pelo psiquiátrico. Certo?

      Amiguinha, quero que saiba que não se encontra sozinha. Somos uma família cujos membros se ajudam mutuamente. Quero que todos os dias venha aqui conversar conosco, contando como foi o seu dia. Nós nos empenharemos em ajudá-la.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
    2. Lucas

      Oi, Natani!

      Seu comentário chamou muito a minha atenção, pois você é apenas 3 anos mais velha que eu e passa por problemas similares.

      Tenho síndrome do pânico, sei como é ter medo de sair sozinho, ter medo de sair na rua, ter medo de ver as pessoas olhando para nós. Mesmo sendo tão jovem, traçamos uma longa caminhada em uma curta distância, nossas doenças nos prendem em uma escuridão e qualquer comentário parece ser uma luz, e nós seguimos, para tentar achar uma saída.

      Sei que muitas pessoas dizem que é besteira, que é só ter força de vontade, mas não é bem assim. Quero que siga as luzes boas, os comentários bons. Cada vez que você tiver vontade de fazer algo ruim, lembre-se de sua infância, agarre-se às suas memórias boas, lembre-se da época em que sorrir não custava muito e pense que tudo isso irá acontecer novamente, pois assim como os momentos ruins aparecem em nossas vidas, os bons também surgem do nada.

      A vida é uma grande roda gigante, uma montanha russa com altos e baixos que tentamos controlar, mas que sempre foge de nossas mãos, como as ondas do mar, algumas calmas, outras destruidoras. Tudo o que podemos fazer é tentar não se afogar, aprender a nadar nos mares de nossas doenças para que possamos ir contra as ondas, contra os desejos e contra a escuridão. Sua doença lhe faz parecer que a vida não tem sentido, mas diga a ela, que se a vida não tem sentido, a morte não tem razão.

      Fazem dois ou três meses, mais ou menos, que iniciei meu tratamento com psiquiatra, hoje não tenho mais crises e estou completamente normal, por isso é importante que você busque ajuda especializada, pois eu lhe garanto que tudo irá passar. Você não está sozinha, venha sempre aqui conversar conosco, falar do seu dia a dia.

      Responder
  20. Maria Claudia

    Oi, Lu!

    A última vez te falei que estava tomando Bup e que me causou falta de emoções, então na consulta meu médico passou a Venlafaxina de 37,5 mg durante 1 mês e depois 75 mg. Ele disse que estava zerando meu tratamento e que não tinha data pra terminar, explicou que precisa entender como meu cérebro funciona, pois não tive boas respostas para um inibidor de dopamina e para um captador de serotonina (acho que é isso ou ao contrário, rs). Eu tomo a Venlafaxina pela manhã, e continuo com a Quet à noite.

    Os efeitos não estão sendo dos piores: dores de cabeça, certo tremor no início, tonteiras leves, visão um pouco turva, aumento de peso, alguns esquecimentos, pensamento meio confuso, sensação de aperto dentro da cabeça, mas nada de muito ruim. Já estou na dose de 75 mg por dia. Notei que continuo com sono, com desânimo, sem vontade e me sentindo exausta. Acordo com a sensação de que levei uma surra, com dores no corpo e principalmente na coluna. Isso acaba causando desânimo…

    A única coisa que notei de bom nos primeiros dias em que a dose foi aumentada, é que não senti mais ansiedade. As crises de choro cessaram, a angústia, o desespero, mas as emoções continuavam ali. Eu continuava sendo eu! Mas de uma semana pra cá a ansiedade parece querer voltar. Não fisicamente, mas mentalmente.

    Volto ao médico na primeira quinzena de junho e não sei se minha resposta está sendo o que ele esperava.
    Ah! E teve mais um efeito colateral, meus sonhos intuitivos, recados do meu inconsciente, sumiram. Só tenho sonhos sem nexo, confusos, sem pé nem cabeça. Confesso que isso me deixa frustrada. Fiz terapia junguiana durante um tempo, então sempre interpretei meus sonhos.

    Não tô nada feliz com essa troca de remédios e com o fato de que o desânimo não me larga. Sei que eu preciso fazer minha parte, a me ajudar, a me “empurrar”, mas não estou conseguindo.

    Saudades!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Maria Cláudia

      Existem organismos extremamente complexos que exigem um estudo mais elaborado do uso de medicamentos. O seu me parece ser um deles. Em casos assim é preciso muita paciência, persistência e otimismo. Infelizmente ainda não existem exames físicos que mostrem como o cérebro funciona diante deste ou daquele medicamento, embora haja muitas pesquisas caminhando para isso. Os médicos trabalham com erros e acertos. Não resta dúvida de que encontrará o melhor medicamento para o seu organismo. Não se desespere. O otimismo é a nossa melhor alavanca.

      Amiguinha, há muitos comentaristas aqui no blogue que tomam Venlafaxina e dizem se dar muito bem. Aguarde mais tempo para analisar o seu resultado. Quanto à ansiedade, procure trabalhá-la também com a meditação (temos um texto aqui sobre isso). Quanto aos sonhos, com o tempo eles se normalizarão, pois estão ainda sob a interferência do medicamento. Em tudo é preciso paciência.

      Estarei sempre torcendo por você. Sempre que precisar, bata aqui na nossa portinha virtual.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Maria Claudia

        Oi, Lu!

        Que saudades daqui, que felicidade em ver sua resposta.

        Eu sei que preciso ser paciente e tenho tentado. No início do aumento da dose eu estava até me sentindo melhor, mas agora aquele efeito já passou. E aos poucos sinto a ansiedade voltar. Vou ao meu médico no início de junho e acredito que ele continue a Venlafaxina, pois ainda não cheguei no terceiro mês de uso. Comecei faz pouco tempo.

        Meu filho toma o mesmo medicamento há quase dois anos, e ele se deu muito bem. Tivemos na verdade uma tragédia que afetou a todos nós. Além do meu relacionamento abusivo, isso contribuiu muito para tristeza, desequilíbrio, enfim, é algo que lidamos até hoje, desde 2015. A Venlafaxina o tirou de uma depressão braba e hoje ele trabalha, diverte-se, faz terapia também, sei que o tratamento dele está pertinho de acabar. O nosso psiquiatra também é homeopata, quando acabar o tratamento ele dará continuidade com a homeopatia, evitando efeitos rebotes.

        Meu organismo é meio estranho mesmo, Lu. Já ouvi isso de outros médicos. Nem sempre tenho a resposta esperada a determinados medicamentos, anestesia, enfim, com os antidepressivos se torna mais difícil porque o médico lida com erros e acertos. Vou continuar meu tratamento, a terapia (não paro nunca! Eu amo fazer terapia) e vou tentar incluir hábitos bons na minha rotina, como a meditação.

        Eu fiz a Vipassana e não tenho praticado. Na época que pratiquei e fiz o curso, livrei-me até dos remédios para pressão. Essa meditação leva 12 dias pra aprender. É gratuita, ficamos num lugar com alojamento, refeições e damos um mergulho no inconsciente. Muita gente desiste, mas eu consegui concluir. Indico para quem eu posso, é libertador. Sei que eu tenho uma ferramenta maravilhosa, e estou me boicotando. Mas só de ler sua resposta sobre a medicação, sobre os meus sonhos e sobre a meditação já me deu ânimo!

        Obrigada minha amiga! Depois do médico passo aqui para te dar notícias!

        Beijo grande.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Maria Cláudia

          Você está com a faca e o queijo na mão, bastando apenas fazer uso. Muita gente sente dificuldades em meditar, pois se trata de um processo que demanda um certo tempo. Mas, se já tem a prática da Vipassana, bote-a em prática. Pesquisas científicas demonstram que a meditação traz um grande relaxamento, sendo eficaz, sobretudo, para a ansiedade. Seria difícil nos enviar um texto dizendo como se faz e funciona a Vipassana a fim de ajudar nossos amiguinhos e amiguinhas?

          Beijos

        2. Maria Claudia

          Oi, Lu!

          Posso fazer um texto explicando sobre a Vipassana e tudo que ocorre desde o momento em que entramos nesse mergulho de 12 dias, onde na verdade, vivemos como monge. Não posso passar a prática, pois no local que faz gratuitamente temos vários procedimentos e regras, nos comprometemos com nós mesmos, temos palestras diárias e o auxílio de um professor que nos acompanha. Mas detalhar todo o movimento necessário, o que acontece, será um prazer! Só tive oportunidade de escrever sobre a Vipassana uma única vez e gostaria de fazer de novo. É um divisor de águas na nossa vida.

          Beijo grande

        3. LuDiasBH Autor do post

          Maria Cláudia

          Repasse apenas aquilo que puder. Envie o endereço, no final do texto, para os que estiverem interessados na prática.

          Abraços,

          Lu

  21. Thaisa Nogueira

    Lu,
    primeiramente quero dizer que sou grata por você ser sempre tão solícita e amiga de todos, isso não tem preço! Gratidão em nome de todos!

    Estou tomando reconter(oxalato de escitalopram) 15 mg, há 45 dias. O início foi bem ruim, mas às vezes ainda sinto alguns sintomas físicos como taquicardia, e isso me leva a ter um medo de ter crises….piora na TPM. Você acha que ainda estou adaptando à dose com 45 dias já?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Thaisa

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, você não me disse qual o transtorno mental que a leva a tomar esse medicamento. Cada organismo tem o seu tempo próprio para adaptar-se ao medicamento, embora a maioria leve cerca de três semanas a um mês, há casos até de 90 dias. Você deverá voltar ao seu médico para que ele avalie a recepção do antidepressivo e inclusive da dosagem tomada. Pode ser que esteja baixa, possibilitando alguns sintomas ruins. Saiba também que o medicamento faz apenas 50% do tratamento, cabendo a outra parte à pessoa. Vou lhe enviar alguns liks de textos para ajudá-la. Continue em contato conosco.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
  22. Mislania

    Oi, Lu!

    Há alguns meses comecei a sentir vários sintomas diferentes e fui muitas vezes para o hospital, achando que era taquicardia ou um derrame e muito medo de morrer. Sempre que eu era atendida, o médico falava que era estresse, mas esses sintomas começaram a ser frequentes, então procurei fazer exame do coração, procurei uma pneumologista porque eu sempre tinha minha respiração ruim. Os exames deram normais, então meu noivo começou a desconfiar que tudo isso era crise de ansiedade. Comecei a psicoterapia e a tomar o calmante PASALIX e me senti um pouco melhor. Mas “vira e mexe” as crises voltavam, então procurei novamente o médico e ele me passou ESCITALOPRAM. Nos primeiros dias senti uma angústia, tremores, algo como uma crise de ansiedade, mas logo passava, ainda estou no início, e estou tentando ser POP, e ficar boa logo.

    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Mislania

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, conforme deve ter lido nos comentários, as crises de ansiedade, quando acompanhadas da Síndrome do Pânico apresentam sintomas semelhantes a um infarto. Não são poucos os que vão parar no hospital, onde fazem um rol de exames, dando tudo negativo. Embora a pessoa sinta um alívio com os resultados, o transtorno continua de modo que as crises se repetem, até que se comece a fazer o tratamento.

      Todo antidepressivo traz efeitos adversos que duram cerca de três semanas, mas após esse tempo os bons resultados começam a chegar. Nessa fase é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente), aguentando firme. Vou lhe indicar alguns textos que a ajudarão muito. Lembre-se também de que não se encontra sozinha. Volte sempre para nos dar notícia sobre como anda seu tratamento.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
      1. Mislania

        Olá, Lu!

        Continuo o tratamento, o médico tirou o PASSALIX, e agora estou tomando CLONAZEPAM em gotas e sublingual; estou me sentindo bem melhor e minha rotina está voltando ao normal, infelizmente as crises ainda aparecem, mas bem mais fracas…

        Beijos Lu, você nos ajuda muito!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Mislânia

          É sempre muito bom ter notícias suas, ainda mais sabendo que seu tratamento está trazendo bons resultados. As crises também não tardarão a desaparecer. Siga as instruções do Prof. Hermógenes que nos ensina a não opor resistência. Não deixe de ler os artigos deste grande mestre e conhecedor da psique humana.

          Abraços,

          Lu

  23. Allan

    Olá, Lu!

    Estou tomando oxalato de escitalopram há 36 dias para ansiedade e estou ficando cada vez melhor. Confesso que há momentos em que meu pensamento fica acelerado, não sei se é por causa da dosagem de 10 mg. Os pensamentos negativos quase não existem, mas confesso que ainda tenho sensação de estar em um sonho, mas acredito que vai passar e logo estarei 100% ou o mais próximo disso!

    O começo é complicado mesmo, os primeiros 10 dias são terríveis, mas tudo vai voltando e aos poucos e a gente percebe que não estava bem fazia tempo. Segurando as pontas tudo dá certo.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Allan

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, depois de três semanas, os efeitos adversos desaparecem, embora algumas pessoas precisem de mais tempo. Quanto à sua dosagem, ela não está alta, sendo o que toma a maioria das pessoas. Os pensamentos negativos irão ficando cada vez mais espaçados até sumirem, mas saiba que todos nós temos tendência a ser mais pessimistas em certos dias, quer tenhamos transtornos mentais ou não. Os 100% buscados não existem, pois somos humanos e temos que conviver com os problemas e reveses da vida. A finalidade do antidepressivo é a de nos dar equilíbrio para resolvê-los. O começo é mesmo complicado, mas passada a tempestade começamos a ver luz no fim do túnel.

      Allan, continue direitinho o seu tratamento e só pare com o consentimento médico.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  24. Rene

    Olá, pessoal!

    Prossigo no tratamento para a denominada “crise de ansiedade” que estou vivendo desde o início desse ano. Muitas coisas têm me ajudado a superar este desafio, entre elas estão os ensinamentos do mestre Eckhart Tolle (autor do fundamental livro “O Poder do Agora”, Ed. Sextante ), caminhadas diárias e psicoterapia. Essa última comecei há um mês, pois percebi que apenas a medicação não estava sendo suficiente para trabalhar esta situação de vida. Desejo a todos muito entusiasmo, muita luz e muita presença nessa incrível jornada que é viver aqui e agora.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Rene
      O mesmo desejo para você. Irei dar uma olhada no livro indicado. Parece muito bom. Muito obrigada!

      Beijos,

      Lu

      Responder
  25. Ana

    Lu
    Estou fazendo uso de escitalopram, 10 mg, pela segunda vez, tratando Tag. Estou com muito medo ainda. Sinto um incômodo no abdômen e estou apavorada! Me ajude!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Ana

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, como você está tomando oxalato de escitalopram pela segunda vez, já sabe que no início do tratamento terá que passar pelos transtornos adversos que duram cerca de três semanas. Tal fase é mesmo angustiante, mas é preciso superá-la. Portanto, busque ficar tranquila e acreditar que logo começará a ficar bem. Seja POP (paciente, otimista e persistente). Saiba que há muitas pessoas passando pelo mesmo que você. Vou lhe enviar uns links para ajudá-la.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  26. Henrique

    Lu!

    Eu tomei exodus durante 2 anos e meio, após crises de pânico, início de depressão e pensamentos horríveis, nesse período fui muito feliz mesmo, inclusive conheci uma pessoa maravilhosa e me casei. Tenho 24 anos e minha segurança era tanta que havia dias em que me esquecia da medicação.

    Minha psiquiatra e eu decidimos parar o medicamento gradativamente, mas após 10 dias de interromper o uso, tive crises de pânico e junto com vieram os pensamentos negativos de que jamais iria ficar bem. Como tinha medicamento em casa, fui orientado a voltar a tomá-lo no dia seguinte da crise.

    Hoje faz 6 dias que estou tomando e segunda vou começar com 20 mg. Estou tomando alprazolan pra controlar a ansiedade, mas meu medo de não ser feliz novamente é muito grande, pois modéstia a parte a minha vida é muito feliz, com tudo nos conformes, como trabalho por conta estou em casa neste período. Minha maior preocupação é o oxalato de escitalopram não fazer mais o mesmo efeito que antes, mesmo tendo ficado tão pouco tempo sem tomar e voltado em 10 dias. Sinto medo e estou ansioso que tudo possa dar errado!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Henrique

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família!

      Amiguinho, é muito comum a interrupção do tratamento achando que já se encontra bem, até que uma crise diz que é preciso dar continuidade ao mesmo. Isso acontece demais, pois não há um teste que nos prove que já não necessitamos mais do medicamento. Tanto o médico quanto o paciente trabalham com possibilidades. Não há nada de anormal nisso. Não são poucos os que vivenciam tal situação, como poderá ler nos comentários.

      Henrique, o retorno a qualquer antidepressivo traz efeitos adversos. O organismo, depois de se ver livre de tal substância, precisa de um novo tempo para adaptar-se a ela. É como se você estivesse iniciando o tratamento pela primeira vez. Esse desconforto dura cerca de três semanas, dependendo de cada organismo. Não se preocupe. O alprazolam é usado nessa fase para ajudar na contenção dos transtornos, depois deverá ser retirado.

      O “medo” faz parte da vida de todo ser humano como um meio de defesa, mas em nós, portadores de contornos adversos, ele se faz mais presente quando não estamos medicados ou na fase inicial do tratamento. Não dê atenção a ele. Mude o foco de seus pensamentos, quando ele aparecer. Faça algo diferente. Saiba que é unicamente fruto do momento que está vivendo e que a mensagem que passa é ilusória, mentirosa, sem nenhuma razão de ser. Eu sempre aconselho as pessoas a serem POPs (pacientes, otimistas e persistentes), vivendo apenas um dia de cada vez. Quem vive apenas o hoje não dá margem para esse monstrengo chamado “medo”. Faça isso, viva intensamente o hoje. Nada mais que isso e verá como o foco de seus pensamentos mudará. Tome a sua vida em suas mãos e não a entregue ao utópico destino.

      O efeito dos antidepressivos é prolongado. Eu já tomo oxalato de escitalopram há mais de cinco anos. Há casos em que o organismo não aceita esta ou aquela substância, quando o psiquiatra muda para outra. Há no mercado uma infinidade de antidepressivos cada vez mais modernos. Isso não é motivo de preocupação. Certo? Assim que passar esta fase de adaptação ao retorno do medicamento, tudo voltará a ser como antes. Você continuará feliz ao lado de sua amada, pois a nossa felicidade é feita de pequenos momentos e de agradecer por tudo que recebemos de bom. As pessoas cheias de gratidão produzem energia positiva que atrai mais energia positiva.

      Henrique, gostaria muito que lesse todos os artigos referentes aos transtornos mentais, presentes aqui no site, pois o conhecimento facilita o tratamento. Continue sempre em contato conosco. Quando se sentir precisando de ajuda venha para cá.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
  27. Livia

    Oi, Lu!
    Como você sabe, eu já venho tomando escitalopram há 3 meses e meio, e há um mês aumentei a dose para 20 mg. Eu estava bem, mas desde ontem a ansiedade atacou. Hoje quase tive uma crise de pânico. Estou apavorada, com medo do remédio ter parado o efeito e da doença estar voltando. Só penso coisas negativas. Alguém passou por isso? Estou muito chateada e assustada!

    Beijos,

    Lívia

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Lívia

      Acalme-se minha amiguinha POP. O antidepressivo jamais para de fazer efeito em tão pouco tempo. Tomo o oxalato de escitalopram há mais de cinco anos. Como aumentou a dosagem para 20 mg há apenas um mês, pode ser efeito do aumento da dosagem, pois algumas pessoas levam atém três meses para se adequar a uma mudança. Não se apavore, pois isso não é motivo para preocupação. Veja também se há algum problema que está a preocupá-la. Muitas vezes uma bobagem qualquer tira-nos do sério. Busque manter o equilíbrio e o otimismo. Quando suspeitar da possibilidade de ter uma crise, faça meditação e relaxe o máximo possível, sem oferecer nenhuma resistência. Caso ache que a tensão está aumentando, marque uma nova consulta com seu médico, mas lembre-se de que é preciso também mudar certos hábitos de vida. Muitos aqui já passaram por essas crises, como mostram os comentários.

      Amanhã irei postar um texto sobre os pensamentos negativos e espero que ajude a todos. Continue em contato conosco. Não se sinta só. Aguardo novas notícias suas.

      Responder
      1. Livia

        Querida Lu,

        Obrigada por sempre me acalmar. As minhas crises de pânico vêm com um desespero tão grande, que tenho medo sempre de cometer um desatino. Hoje, pra tentar tirar minha cabeça do momento, entrei no seu blog e te escrevi. Mas me deu uma tristeza muito profunda.

        Até dois dias atrás eu estava ótima! Vinha sentindo uma melhora tão grande que nem sei explicar. E essa crise de ansiedade me assustou muito. Me deu a sensação que a doença está voltando… você sabe que tenho uma viagem pra ir morar e trabalhar fora, e eu comecei a somatizar tudo, que não vou melhorar, que eu posso adoecer lá fora sozinha, e virou uma bola de neve dentro de mim. Até agora estou com aperto no peito e um nó na garganta.

        Enfim, comparo muito as situações. Antes da cirurgia, com a duloxetina, eu tinha 100% de resultado. Depois da cirurgia, mesmo associando o escitalopram com a duloxetina, não vejo isso. E fico procurando os 100%. A verdade é que não sei lidar com as crises. O estado de desespero em que fico me causa muito medo.

        Por último, a minha maior preocupação é não conseguir trabalhar. Ter que me afastar do trabalho. E sem contar que eu tenho vergonha dos transtornos mentais que tenho, então também me sinto mal pelo pessoal do trabalho ficar sabendo… sei que não é algo certo, mas as pessoas são tão pouco compreensivas neste assunto, e eu sinto vergonha de assumir a doença.

        Enfim, obrigada pela sua resposta tão prontamente. E, mais uma vez, seu blog me ajudou. Enquanto eu escrevia fui capaz de controlar a crise de pânico por desfocar dela. Obrigada por tudo, Lu. Espero, em breve, te trazer notícias melhores!

        Beijos,

        Livia

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Lívia

          Você agiu corretamente ao tentar desfocar-se da crise. É exatamente isso que deve ser feito. Quando se oferece resistência, a crise torna-se mais forte. O fato de deitar-se, ouvir uma música, pensar em algo diferente ou escrever (como fez) é sempre a melhor saída. Depois que se toma consciência de que se trata apenas de uma crise de pânico, é preciso ir aprendendo a driblá-la. Mesmo eu, depois de anos e anos de oxalato de escitalopram, lá de vez em quando percebo que ela quer me fazer uma visita. Embora seja acessíveis aos meus visitantes, sou obrigada a bater a porta na cara desta senhora… risos. Lembro-me que da última vez em que ela quis dar a cara, eu fui bater papo com a vizinha (sem tocar no assunto). Poucos minutos depois, nem mais me lembrava do ocorrido.

          Esse desespero tem a dimensão do seu medo, pois é por ele alimentado. Quando não se pode lutar contra o inimigo num determinado momento, alia-se a ele. Passe, portanto, a diminuir a importância que dá a essa senhora indesejável. Diga-lhe: “Não vem que não tem! Já conheço todas as suas manhas”. Verá que ela passa a perder a sua importância e, consequentemente, vai perdendo a sua intensidade, pois, como disse, ela se alimenta de nosso pavor.

          Amiguinha, o nosso tratamento é assim mesmo, com altos e baixos. Precisamos aceitar isso. Haverá dias em que estaremos para baixo, como acontece com qualquer ser humano, independentemente de possuir uma síndrome mental ou não. Não pense que eu não passe por isso. Estava para baixo no final de semana (sinto-me abatida com os dias escuros e nublados). Fiquei o domingo praticamente deitada, vendo filmes. Na segunda-feira, levantei-me, tomei um banho da cabeça aos pés e retomei meus afazeres. Como vê, nossa luta é constante. E isso é bom, pois não nos acomodamos.

          Lívia, não busque por 100% de resultados. Isso é irreal, pois somos humanos. Aprenda a aceitar suas melhoras, ainda que oscilantes. Agradeça por cada dia vivido. Quando houver uma recaída, acredite que melhoras virão. Não jogue toda a sua esperança nos medicamentos. Também é necessário adquirir um novo olhar em relação ao transtorno, buscando e descobrindo saídas. Não faça dele uma muleta, mas um estímulo para o seu crescimento, pois o bastão da vida é seu. Não estou lhe falando de filosofia barata, mas de como eu ajo diariamente.

          O transtorno mental não é incapacitante. Isso só acontece quando não é tratado. Prova disso é a minha vida produtiva de revisora e escritora. Ri muito de um comentário de um amiguinho adolescente que, segundo disse, ao ver que eu era uma pessoa “normal” ganhou coragem para tomar o antidepressivo… hahahaha. Achei ótimo! Quanto à vergonha, ela irá sendo superada com o tempo. Não se preocupe com isso. No momento ideal você saberá falar sobre seu transtono. Tudo tem o seu tempo. Vai ver que a metade de seus colegas faz uso de antidepressivos… risos… inclusive o chefe.

          Lívia, viva apenas um dia de cada vez. Por que trazer para o presente as preocupações de uma viagem que ainda se encontra distante? Viva bem agora, aprendendo a domar suas emoções, trabalhando com o seu equilíbrio mental e tal problema não existirá no futuro. Para que buscar um fardo que não tem condições de carregar? Isso é uma forma de masoquismo. Veja o comentário de um dos nossos amiguinhos, com este mesmo problema seu, e cujo trabalho exige viagens constantes para o exterior. Agora mesmo voltou do México. Portanto, amiguinha, vamos combinar de viver apenas o hoje. Certo? Que tal escrever um diário para depois transformar em livro? Prometo fazer a revisão como presente. E olhe que você escreve muito bem!

          Um beijo no coração,

          Lu

  28. Vanessa Autor do post

    Lu
    Entro sempre no seu blog pelo Google e gostaria de tirar uma dúvida, se possível. Eu tomei durante dois meses o escitalopram manipulado, só que como não sabia que tinha que voltar uns dias antes na consulta para pegar a receita novamente fiquei um mês sem tomar o remédio. Você acha que se eu começar a tomá-lo agora vou passar por aquela fase ruim de novo?

    Desde já obrigada!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Vanessa

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, os antidepressivos não podem ser comprados sem receita médica. Assim que a sua caixinha estiver acabando, deverá providenciar uma nova receita que qualquer médico (inclusive clínico geral) poderá lhe dar. Leve sempre a receita anterior e apresente-a. Pode ser até num Posto de Saúde.

      O retorno ao uso do antidepressivo depois de um tempo sem tomá-lo pode ocasionar, sim, transtornos adversos em algumas pessoas, mas, como o período que ficou sem tomá-lo é pequeno, pode ser que não sinta nada. De qualquer forma, como ainda não teve alta do medicamento, deverá voltar a fazer uso dele o mais rápido possível, para que não venha a ter uma crise. Certo?

      Grande abraço,

      Lu

      Responder
  29. Luiza Alves Mignot

    Lu

    Passando aqui para dar notícias sobre o meu tratamento e agradecer (sempre!) o seu carinho e apoio com todos, sem dúvidas o seu blog me ajudou muito e sempre que puder darei uma passadinha aqui para compartilhar e poder ajudar também.

    Estou indo para o 3º mês de tratamento com o Escitalopram e me sentindo outra pessoa. Minha vida ganhou mais sentido, e diferente de antes, quando estava com um imenso vazio, uma ingratidão com tudo e uma ansiedade desenfreada, hoje, sinto-me grata por cada respirada e cada dia vivido.

    Sou formada em Direito e apesar das pressões por todos os lados para que eu passe no Exame da Ordem e em concurso, eu não me sinto mais desesperada e ansiosa com o amanhã. Fiz o Exame da Ordem nesse domingo e não passei, fiquei triste, porém, já estou pronta pra continuar estudando e inclusive vou começar a fazer concursos, apesar de ter decepcionado bastante as pessoas em minha volta.

    Parece que nada mais me abala num nível grande (antes qualquer mínimo problema me fazia querer deixar de respirar). Por isso, eu aconselho a todos que estão passando pelo mesmo ou algo parecido: NÃO DESISTAM! Sejam POP! A vida tem muito a nos proporcionar e estar vivo é um milagre (apesar dos tantos males do mundo).

    Um grande beijo da Lu pra Lu!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Luiza

      Como é bom saber que está levando a vida à frente tal como deve ser: viver apenas um dia de cada vez. Parabéns por não mais se preocupar com a opinião dos outros e caminhar dentro do seu próprio ritmo. É assim que deve ser! O Exame para a Ordem você poderá fazer um sem conta de vezes, não sendo motivo algum de desânimo não ter passado agora. O principal “exame” é saber se você se encontra bem consigo mesma. Todo o resto não passa de complemento. Há muito tempo que que o tal QI (quociente intelectual) foi substituído pelo QE (quociente emocional). E é nesse caminho que devemos levar a nossa vida.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
  30. Rebeca Peixoto

    Oi, Lu,
    espero que esteja tudo em paz com todos vocês! Venho aqui novamente buscar uma informação, já que sempre recebi apoio neste querido blog. Faço uso do escitalopram e precisei extrair um dente, portanto estou tomando antibiótico (amoxilina) e desde então sinto uma coisa muito ruim, uma fadiga, falta de vontade de tudo, assim como quando tinha minhas crises de pânico ou fobia social. Você teria alguma informação sobre o efeito desse remédio, se há interação? Eu estava me sentindo tão bem, ativa … Agora fico só deitada, morrendo de sono. Estou com medo do efeito do remédio. Obrigada desde já.

    Beijos no coração!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Rebeca

      Eu nunca ouvi falar que houvesse interação entre o oxalato de escitalopram e antibióticos. Inclusive faço uso desse mesmo medicamento e, ao fazer transplante de um dente, também tomei antibiótico, sem ter qualquer problema. Penso que pode ficar tranquila quanto a isso.

      Dê-me notícias suas.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  31. Elaine Chapani

    Oi, Lu,
    tenho síndrome do pânico há três anos, eu me tratei e achei que estava curada. Parei com os remédios e depois de uma crise voltei a me tratar. Há três meses estou tomando escitalopram, estava muito bem, mas esses dias tive uma crise, quer dizer acho que foi uma crise, fui parar na emergência do hospital. Acharam que era infarto, a pressão subiu e os batimento foram para 140. O primeiro eletro deu alterado, mas os outros que fiz não deu nada, mas estava com dor no peito.

    Depois de tantos remédios, senti um gelo subindo pelas pernas e quando chegou na cabeça começou a queimar os olhos e a garganta. Será que é pânico? Será que o remédio parou de fazer efeito? Faz 5 dias hoje e ainda sinto essa dor no peito e uma angústia. Medo de dar de novo.

    Será que vai passar? O que devo fazer?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Elaine Chapani

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, fique tranquila, pois todas as pessoas acometidas pela síndrome do pânico correm para o hospital achando que estão tendo um ataque cardíaco, uma vez que os sintomas são bem parecidos. Você fez os exames e esses mostraram que está tudo bem, portanto, não há o que temer. Mesmo o primeiro exame que deu alterado, pode ter sido em função de sua crise de pânico. Essa dor no peito pode ser, também, consequência do próprio transtorno mental que também traz no seu bojo alterações físicas, assim como pode estar aliada à sua angústia.

      Elaine, tudo o que me disse leva a crer que tenha tido um forte ataque de pânico (leia os comentários e veja como é comum isso acontecer). O nosso organismo, com o tempo, vai se acostumando, sim, com o antidepressivo. Já passei por muitos (tomo oxalato de escitalopram atualmente), mas como o seu ainda se encontra muito recente, pode ser que a dosagem esteja baixa. O melhor a fazer é retornar ao seu psiquiatra e conversar com ele. Fique tranquila, pois logo estará bem. É comum também carregar esse “medo” de a crise aparecer de novo. Todos passam por essa situação. Se ela reaparecer, apenas se deite e procure relaxar. Não ofereça resistência. Vá respirando fundo e calmamente…

      Amiguinha, você não se encontra só. Agora tem uma grande família. Venha todo dia para cá. Estamos ao seu lado. Nada de angústia… Vou lhe passar uns textos que quero que leia. Eles irão ajudá-la muito.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
      1. Samuel

        Olá, Lu!

        Estou lendo os depoimentos aqui há mais de uma hora.

        Tive uma síndrome do pânico quando dormia, na noite do meu aniversário. Cheguei a desmaiar rapidamente com a pressão 8/5. Fiz todos os exames e tudo deu normal. Fui ao psiquiatra e iniciei o tratamento com ESC. O meu psiquiatra me orientou a tomar gradativamente. Ele me receitou também 0.25 de aprazolam, porém, meio comprimido de manhã e meio a noite. No momento alcancei 5 gotas do ESC, com mínimo efeito colateral. Porém à noite, quando tomo o alprazolam, começo dormindo bem e no meio da noite já acho que é de manhã e ainda são três horas. Imagino que o aprazolam esteja me deixando sozinho no meio da noite.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Samuel

          Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

          Amiguinho, é muito importante ler todas as informações relativas ao seu transtorno mental, pois quanto mais bem informado, melhor compreenderá e se tratará. Além do mais, saberá que não se encontra sozinho.

          Você não me disse quando iniciou o tratamento, mas pelo que já leu, sabe que demanda alguns dias, após iniciá-lo, para que seu organismo encontre o equilíbrio. O oxalato de escitalopram é um antidepressivo que vem sendo muito receitado pelos médicos, obtendo as pessoas uma boa resposta. Quanto ao alprazolam que funciona como um ansiolítico, deve ser tomado apenas na fase inicial do tratamento. Assim que passar a fase difícil é bom ir diminuindo a dosagem até parar completamente. Este medicamento não pode ser tomado por muito tempo, porque vicia e traz outros problemas. Penso que o fato de acordar no meio da madrugada deve-se ao oxalato de escitalopram. Assim que atingir a dosagem total indicada pelo psiquiatra, tendo passado pelos efeitos colaterais, o seu sono voltará com qualidade. Neste momento é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente).

          Samuel, venha sempre conversar conosco acerca de como anda o seu tratamento. Estamos torcendo por você.

          Abraços,

          Lu

        2. Samuel

          Obrigado, Lu!

          Admiro seu empenho e atenção a todos. O aprazolam, eu estou tomando a metade da menor dose que existe. Sigo meticulosamente as orientações do psiquiatra.

          Deus abençoe a todos.

  32. Lucas

    Lu
    Conheci seu site esta tarde quando estava procurando por informações sobre o escitalopram que estou tomando, me identifiquei muito com as histórias e comentários de todos aqui, fiquei na dúvida se deveria ou não compartilhar minha experiência com vocês também, até que agora resolvi falar um pouco, afinal, talvez ajude alguém passando pelas mesmas situações.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Lucas

      Transformei seu comentário num texto que será publicado na página principal em DEPOIMENTOS. Deixarei lá a minha resposta, após sua publicação.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  33. Eugênio Autor do post

    Lu

    Desde meus 18 anos sofro de pânico, ansiedade e depressão severa. Passei por vários médicos e usei várias medicações e, quando me senti bem, achando que estava curado, abandonei a medicação por conta própria e aí vieram, após 2 anos, crises mais fortes. Hoje só consigo andar se tomar rivotril e as crises não passam. Procurei ajuda e devido os efeitos colaterais perdi o emprego, vida social e sexual. Hoje estou com 49 anos e os problemas só vêm aumentando devido à idade ou me deixando de lado para cuidar de meus pais idosos. Ganhei hipertensão, colesterol , triglicerídeos, ácido úrico e pré diabetes. Jesus! São muitas medicações e sei que se a cabeça não está bem o resto só tende a piorar.

    Apesar de estar tomando remédios e fazendo dieta para os problemas acima mencionados, resolvi também cuidar da cabeça (pânico, ansiedade e depressão ) e me receitaram escitalopram 15 mg a começar com meio comprimido. Meu medo é acrescentar mais um medicamento diante de todos os outros. O médico disse que sem problemas. Preciso me reencontrar mentalmente e fisicamente para cuidar de meus pais. Estou desesperado, sem apoio, sem poder simplesmente exercer tarefas fáceis para os que não tem esses problemas como ex: escovar dentes, tomar banho, fazer barba, enfrentar fila sem que a maldita ansiedade me deixe fazer. Desculpe texto grande. Tentei resumir o máximo.

    Beijos e luz a todos!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Eugênio

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, lidar com os transtornos mentais não é fácil para ninguém, mas podemos começar aceitando que necessitamos de tratamento. Este é o maior e mais importante passo. Todo o resto é questão de tempo. O que tem atrapalhado as pessoas vitimadas por tais transtornos é a falta de informação. Um problema que avança em todo o mundo, que chegará a ocupar o pódio de número 1 até 2030 merecia maior divulgação por parte dos governantes, sendo veiculado em toda a mídia. Por isso, muitos paralisam o tratamento sem um parecer médico, enquanto a maioria não busca ajuda médica, achando se tratar apenas de uma tristeza passageira. Somente quando as crises passam a incapacitar o doente é que a ajuda médica é buscada, depois de muito sofrimento desnecessário. E os médicos também pecam ao não explicar direitinho aos pacientes, dando-lhes informações de suma importância sobre essa doença. Aqui neste espaço tentamos suprir estas falhas, dando um pouco de suporte emocional e informações aos que aqui chegam diariamente.

      Ao que me parece, você procurou ajuda médica, ficou bom, parou com a medicação e somente agora retorna ao tratamento. Como não possível mexer no passado, quero cumprimentá-lo pela busca de tratamento. Parabéns! Ninguém merece viver sofrendo, quando pode encontrar ajuda. Vida para frente. É muito importante cuidar da cabeça, pois se ela não vai bem todo o resto desanda. A depressão (quase sempre recorrente) traz em seu bojo uma série de doenças. Por isso, precisa ser tratada com urgência.

      Amigo, não há porque ter medo de tomar o antidepressivo. Ele lhe fará muito bem, oferecendo-lhe melhor qualidade de vida. Somos um batalhão a tomá-lo. Se o seu médico diz que não há interação com outros medicamentos que toma, não há porque ter receio. Não se assuste com os transtornos iniciais que duram cerca de três semanas. Eles são normais. Depois verá a luz no final do túnel. O oxalato de escitalopram é um dos antidepressivos mais receitados em todo o mundo (eu mesma faço uso dele). Pode tomá-lo sem medo. Gostaria que nos escrevesse sempre falando como anda seu tratamento.

      Eugênio, você não se encontra mais sem apoio, porque nós, seus novos amigos, estamos aqui. Nós estaremos aqui todos os dias, prontos para ouvi-lo. Essa apatia e incapacidade de fazer as coisa são provenientes de sua depressão. Ao conter a ansiedade, verá como as coisas irão melhorar. Vá com calma. Seja POP (paciente, otimista e persistente). Muitos aqui chegam em estado pior que o seu e hoje já se encontram bem, após o tratamento. Melhorando a cabeça (o processador do corpo) tudo irá melhorar, a começar pelo rol de doenças citadas por você, muitas delas oriundas de seu transtorno mental. Muitos não têm ideia do quanto a depressão incapacita o doente.

      Amigo, em qualquer que seja a nossa idade, faz-se necessário dedicarmos um tempo a nós mesmos. Só podemos cuidar dos outros na medida em que nos amamos e cuidamos de nós. Fora disso é impossível, pois, se estivermos murchos por dentro, nossos afetos também serão tristes e vazios. Além disso você está muito jovem (é um gatinho… risos), cheio de amor para dar e com um espaço imenso para ser preenchido. Os seus cuidados com seus pais merecem aplausos, mas tenho a certeza de que eles também querem vê-lo feliz.

      Eugênio, quando escrever aqui, não se preocupe em resumir. Deixe a sua alma ditar, pois isso alivia o coração. Mais uma vez quero lhe dizer que não se encontra só. É um de nós. E todos nós já o amamos. Caiu aqui… é afeto de todo lado… risos. As pessoas são muito afetivas e generosas. Escreva quantas vezes quiser e o quanto sentir vontade.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
  34. Elaine

    Oi, Lu e pessoal,

    faz um tempinho que eu não escrevi aqui, mas estou sempre lendo os novos comentários.

    Vou contar um pouco do que tem acontecido comigo depois de sete meses de tratamento com o escitalopram. O remédio perdeu totalmente o efeito sobre meu organismo,comecei a sentir tudo de novo, as crises voltaram tão ou mais fortes que antes, uma canseira sem limites, já faz três meses que tenho formigamento e choque nos pés e nas pernas, perdi 13 quilos, passei do manequim 42 para o 36, desenvolvi um transtorno alimentar, não consigo comer (como às vezes uma refeição o dia todo), não sei mais o que fazer, comecei a perder os movimentos das pernas, agora ando arrastando uma das pernas e o médico só sabe dizer que é estresse.

    Agora comecei a tomar o velija, faz uns cinco dias e tenho me sentido muito mal. Acordo vomitando, tenho crises, só ontem tive mais de quinze, meu peito dói e não consigo respirar direito, fico tossindo pra que o ar volte. As coisas não tem sido fáceis, continuo lutando contra tudo isso. Esse ano pode ser meu ano de formatura, estou tentando não deixar que isso me atrapalhe, mas alguns dias vou pra faculdade e não consigo ficar até o final das aulas e tenho que vir pra casa.

    A cobrança das pessoas pra que a gente melhore é o pior, como se fosse mágica e tudo pudesse sumir, não é tão fácil assim, bem se fosse. Tem dias que fico perdida, a tontura me deixa aérea, pensamento longe, olhar distante, parece que não estou aqui. No final das contas fico no aguardo pra ver o que vai acontecer, continuo com fé que Deus vai me ajudar. Queria saber se alguém aqui toma velija e quais são os sintomas mais comuns, porque estou meio assustada com tantas crises e essa dor no peito.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Elaine

      Minha querida, é normal que, após um determinado tempo, nosso organismo se acostume com a substância principal do antidepressivo usado. Isso me aconteceu muitas vezes, inclusive quando eu tomava fluoxetina, antes de passar para o oxalato de escitalopram. Quando isso acontece e a dosagem encontra-se baixa, o médico costuma aumentá-la, mas, quando já se encontra alta, ele precisa mudar para outro antidepressivo, muitas vezes usando até mesmo dois medicamentos. Portanto, isso não é motivo para ficar assustada. O bom é que, com um novo antidepressivo poderá não ter esta predisposição para emagrecer (algumas pessoas emagrecem e outras engordam com o oxalato de escitalopram), recuperando os quilos perdidos (com esse também existem as duas probabilidades: engordar ou emagrecer), mas não se esqueça que deve se esforçar, fazendo a sua parte na alimentação. Se não come, aos transtornos adversos causados pelo medicamento se juntarão outros mais, inclusive anemia profunda. Peça seu médico para lhe passar um complemento alimentar. Existem muitos no mercado, como a conhecida Sustagem. Pode também tomar um estimulante do apetite, não fique sem se alimentar.

      Embora o estresse de formatura não seja fácil, trazendo muitos problemas de saúde, é bom estar atenta aos problemas mentais, pois os problemas descritos por você são mais sérios. Posso perceber através de seu comentário que não se encontra satisfeita com seu psiquiatra. Que tal procurar um segundo para ter mais informações? Se não está achando o profissional competente para cuidar de seu quadro, não tarde em buscar outro. A maioria das pessoas faz isso. É preciso olhar o que está acontecendo com sua perna (não sei a sua idade, mas pode ser osteoartrite). Os transtornos mentais podem nos transformar em farrapos humanos, quando não tratados devidamente. Estarei aguardando a sua ida a um novo psiquiatra.

      Amiguinha, não ligue para a cobrança das pessoas. Ninguém fica doente porque quer. É tudo muito doloroso, já falamos sobre isso em alguns textos aqui neste espaço. O que não pode é ficar parada sem buscar apoio médico. No meu entendimento você se encontra num profundo quadro depressivo, o chamado “transtorno depressivo maior”. Confie em Deus, mas trabalhe para que sua melhora aconteça. A fé (sem a sua obra) não tem valia alguma. Quanto ao novo medicamento, trata-se de um antidepressivo (cloridrato de duloxetina), também muito usado. Você poderá ler mais sobre o mesmo, inclusive sobre os efeitos adversos em https://www.bulario.com/velija/

      Elaine, por que não nos procurou há mais tempo? Não sofra calada, menininha! Quero notícias suas sempre, até ficar boa.

      Grande abraço,

      Lu

      Responder
    2. Dudu

      Lu

      Tomo escitalopram desde 2007.

      Depois de ler o livro sobre a máfia dos remédios, concluí que talvez nunca consiga parar, porque ao contrário do que pensava, vicia e é quase impossível parar e que cria a doença pela qual a pessoa está tratando. Já tomei quase todos que existem desde o ano de 2000 e não me sinto melhor ou pior que antes da primeira vez q tomei. Agora fazer o desmame e tentar parar é uma tarefa quase impossível porque no caso o antidepressivo muda a estrutura do cérebro. Sinto-me num beco sem saída ao ter iniciado o uso de antidepressivo. Faixa preta já me livrei há uns 9 anos e era um estresse na minha vida! Vivia cansada e com sono. Durante muito tempo me achei estável com o escitalopram porque achava que faltava serotonina no cérebro. Hj já acho que estou tolerante a ele. Tentei trocar e fiquei muito ruim. Nem sei mais o que fazer em relação a tudo isto. Não me sinto mais bem e também sou uma múmia emocional.

      Responder
      1. LuDiasBH Autor do post

        Dudu

        Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

        Amiguinha, caminhando os Transtornos Depressivos para ocuparem o primeiro lugar no pódio até 2030 e estando hoje entre as doenças com maior incidência, a literatura médica tem sido cada vez mais especializada no assunto. Não se trata de um faz de conta, como muitos imaginam. A depressão é uma doença seriíssima, pois traz no seu bojo muitas outras, além de poder levar o doente ao suicídio, sendo hoje uma das maiores causas de tal comportamento fatal. Portanto, quero alertá-la para certas leituras no que diz respeito aos transtornos mentais, pois, o alerta da associação médica mundial, atualmente, é para que o profissional não minimize os sintomas, fazendo com que o paciente ache que se trate de algo à toa, mas que o trate com a maior seriedade possível.

        Dudu, eu posso lhe falar de cadeira sobre transtornos mentais, pois a depressão é hereditária em minha família pelo lado materno, vindo, até onde se sabe, desde minha bisavó. Para ser mais direta acerca da minha árvore genealógica, essa herança passou por minha avó, minha mãe, chegando até mim. Isto sem falar nos inúmeros tios e primos. Para você ter uma ideia, minha amiga, perdi uma tia há três anos por ter se recusado a viver, numa espécie de suicídio lento: recusava comer, tomar medicamento, sair da cama… Também tive um primo que cometeu suicídio. Todos depressivos. Por isso é preciso ter muito cuidado com o que lê acerca do assunto, buscando apenas fontes sérias, amparadas por pesquisas médicas.

        Os antidepressivos foram uma luz no fim do túnel para as vítimas de transtornos mentais. Quem não acredita, basta ler como viviam essas pessoas em tempos atrás, sendo chamadas de loucas e, muitas vezes, jogadas em verdadeiros depósitos humanos, os manicômios e sanatórios (ver artigo aqui no blog: A LOUCURA NA IDADE MÉDIA). Também já passei por um sem conta de antidepressivos. Sempre que um perde o efeito, pois o organismo se acostuma, passo para outro. Em contrapartida, levo uma vida normal, sou produtiva (escritora) e tento ajudar outras pessoas que também sofrem com o mau funcionamento dos neurônios. É fato que a Ciência ainda não encontrou uma resposta exata para o problema, pois são muitos os fatores que conduzem às doenças depressivas, contudo, não podemos negar que a vida de um paciente depressivo hoje é infinitamente melhor do que em tempos atrás. Isso é inegável.

        A máfia dos remédios existe,sim. Todos sabem disso, pois já foi denunciada várias vezes, assim como foram denunciados laboratórios e médicos. Em razão disso, é preciso buscar profissionais sérios, comprometidos com o paciente. O que não se pode é colocar todos na mesma gamela. Há um profissional muito sério no mercado com livros sobre os transtornos mentais: Dr. Augusto Cury (seus livros estão em todas as livrarias e custam muito pouco) que dá excelentes informações.

        Dudu, não é por existir a máfia dos remédios que podemos abrir mão dos medicamentos. Nosso cérebro adoece assim como qualquer outro órgão de nosso corpo. Se seu rim ou coração está doente, você deixaria de tomar remédios por que leu sobre a máfia dos remédios? Claro que não! A negação das doenças mentais já ficou num passado remoto. Quanto ao medicamento faixa preta (ansiolítico), ele deve ser tomado com cuidado e por um curto espaço de tempo, pois realmente vicia, mas as pesquisas médicas negam que o antidepressivo vicie. Tanto é fato que eles perdem o efeito, mudando a pessoa para outro com uma substância totalmente diferente (são inúmeras as substâncias com que são feitos). Outro fator que nos prova isso é que, muitas pessoas tratam o transtorno, fazem o desmame e ficam anos e anos sem o medicamento, mas, como tais doenças são reincidentes na maioria dos casos, acabam voltando ao tratamento. Outra coisa, o antidepressivo não muda a estrutura do cérebro, mas apenas contribui para o rearranjo dos neurônios que estavam trabalhando mal. Apenas isso. O mesmo acontece com qualquer órgão corporal que esteja funcionando mal, ao receber o medicamento.

        Amiguinha, se ainda não encontrou uma reposta eficaz para o seu tratamento, aconselho-a a buscar um bom profissional, repassar para ele, além do que sente, sua preocupação com os medicamentos. Talvez seu tratamento também precise estar atrelado à psicoterapia. A função dos antidepressivos é nos permitir uma vida com qualidade e não nos transformar em múmias. Há alguma coisa errada com o seu tratamento. Saiba também que o início com qualquer antidepressivo traz crises sérias, mas que passam após cerca de três semanas. Busque outro especialista o mais rápido possível. No que precisar, estaremos aqui. Poderá contar conosco.

        Leia: A LOUCURA NA IDADE MÉDIA
        Um grande abraço,

        Lu

        Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Resende

      Seu comentário foi transformado num texto para ser postado na página principal. Respondê-lo-ei lá.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  35. Rene

    Oi, Lu e pessoal!

    Hoje venho em um tom de desabafo. Estou há 40 dias tomando. Tenho poucos efeitos colaterais físicos a essa altura, que incluem boca seca, taquicardia, dormência na perna e braço do lado esquerdo, bocejos, nó na garganta, pressão no peito, desconfortos no sistema digestivo, pressão na cabeça, tensão muscular (nuca, pernas, às vezes no pé esquerdo). No nível das emoções, ainda sinto alguma instabilidade, ansiedade, pensamentos negativos, às vezes angústia, sensação de que vou perder o controle, por assim dizer. Como disse em outras postagens, cada vez sinto menos esses efeitos. Tem dias que eles não aparecem. Mas em outros, aparecem um pouco mais fortes. Às vezes é difícil de lidar. Na semana passada tive uma crise, depois de tempos sem ter nenhuma. Não foi tão forte, mas fiquei um pouco assustado com a intensidade. Fiz o exercícios que conheço de respiração, fiquei a testemunhar os meus pensamentos e assim foi passando. Mas tive que tomar um lorazepam pra dormir. Ontem tive o início de uma crise, que foi bem menor que anterior. Estava com a respiração alta (peito cheio de ar), com dificuldade de engolir e a boca foi ficando muito seca, o coração foi acelerando. E tinha passado o dia super bem, tranquilo, nada de exaltações. Confesso que nesses momentos, ainda sinto uma certa frustração, mas tento relembrar da chave da superação da crise que é justamente a aceitação do momento como ele é. Sem isso, não dá nem pra começar. Começo a amarrar mil histórias do meu passado remoto, surgem lembranças ruins, traumas recentes e passados, e tudo se torna, automaticamente, uma grande armadilha mental. É preciso ter paciência mesmo. Estar alerta sempre. E confiar na vida.

    Desejo a todos que passam por essa e outras experiências muita coragem, pois sei que todos nós estamos conseguindo superar essas situações tão desafiadoras, mesmo que seja só um pouquinho, a cada momento.

    Paz no coração de todos vocês!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Rene

      A conclusão a que chego é que a sua dosagem de cloridrato de escitalopram (10 mg) está muito baixa para o seu caso, incapaz de conter os sintomas de seu transtorno. Talvez seja por isso que as crises de ansiedade não estejam sendo contidas. Você deverá voltar ao seu psiquiatra, repassar para ele tudo o que está sentindo (leve escrito para não se esquecer). Essas oscilações são normais no início do tratamento, pois alguns organismos levam um tempo maior para se adequarem à dosagem necessária. É preciso continuar tendo paciência, otimismo e persistência. Estarei aguardando novas notícias. Não deixe de retornar ao seu médico.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  36. Alexandra Carvalho

    Querida Lu,

    Já não sou marinheira de primeira viagem, nem aqui no Vírus da Arte, nem nesta ‘dança’ da depressão e dos transtornos de ansiedade/pânico, mas, por esta altura, os meus comentários já se devem ter perdido nas areias do tempo.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Alexandra

      Seu comentário está sendo preparado para ser postado como texto, na página principal do blog.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  37. Rene

    Lu e pessoal!

    Hoje completei 30 dias tomando 10 mg do oxalato de escitalopram. Dos sintomas adversos que tive ainda restam alguns, em menor intensidade, como bocejos (não é sono), sensação de nó na garganta (uns dias mais, outros menos) e algumas cismas que estão diminuindo. Também sinto desconforto no estômago, que afeta um pouco o sistema digestivo. Acordo algumas vezes um pouco acelerado, com muitos pensamentos, mas vai passando. A ansiedade ainda aparece, embora menor e por menos tempo, mas não tenho tido crises. Enfim, tenho uns dias melhores que outros, mas sinto melhora geral.

    Relatei isso ao psiquiatra nessa semana e ele me sugeriu dividir o comprimido de 10 mg em duas partes, tomar metade de manhã e outra à noite, na tentativa de reduzir os efeitos causados pelo aumento da dosagem.

    Lu, na sua experiência, você acha que vale a pena tentar isso? Ou é melhor deixar como está e aguardar mais uns dias pra ver se passa? Só tenho receio de, ao tomar à noite, prejudicar mais o sono. O que você acha?

    Obrigado sempre pela sua atenção e generosidade!

    Um abraço!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Rene

      Se a sua melhora tem sido progressiva e os efeitos adversos regressivos, penso que deveria esperar mais uma ou duas semanas tomando o medicamento como está. Sem falar que ao tomar apenas uma vez ao dia, você corre o risco de não se esquecer. Caso persistam os efeitos ruins e estejam a incomodá-lo, experimente a sugestão médica. Sugiro que também tome três ou mais xícaras de chá (camomila, erva-cidreira, erva-doce ou melissa) ao dia, pois além de funcionarem como calmantes, também agem no sistema digestivo. Ao deitar-se, tome um copo de leite morno, pois ajuda no sono.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
  38. Crisneide Autor do post

    Lu,
    estive no psiquiatra hoje depois de 15 dias tomando o Esc e sem ver resultado de melhora. Ele mudou pra depois do café, tomar 1 e depois do almoço outro,totalizando 20 mg e na hora de me deitar tomar zolpidem. Quando tiver com pânico tomar rivotril de 0,25. Você conhece esse zolpidem e o rivotril, pois pra mim são novos e estou meio assustada.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Crisneide

      O oxalato de escitalopram é um antidepressivo muito receitado pelos médicos atualmente. É normal o fato de ainda não estar sentindo melhoras, pois ela acontece, normalmente, após três semanas de uso do medicamento. É preciso um pouco mais de paciência. Quanto ao zolpidem, trata-se de um remédio para insônia e o rivotril é um ansiolítico para as crises. Assim que estiver se sentindo melhor, seu médico deverá suspender o rivotril. Pode tomá-los sem susto, pois muita gente aqui faz uso dos mesmos.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  39. Sirlei Autor do post

    Oi, Lu!

    Eu nunca tinha tido depressão, mas em agosto passado comecei a ficar mal com tristeza, uma agonia, vontade de só dormir,parece que nada mais tinha sentido. Depois de uns 2 meses fui no médico e ele me encaminhou para um psiquiatra que me passou uns remédios. Hoje tomo esc de 20 mg e deve de 50 mg, mas mesmo assim ainda não me sinto bem, parece que isso nunca vai passar. Há 4 meses melhorei um pouco, mas ainda não estou bem… continuo triste.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Sirlei

      Seja bem-vinda à nossa família. Sinta-se bem neste cantinho.

      Amiguinha, convivendo com a depressão desde a minha adolescência e vindo de uma família portadora de tal síndrome, sei muito bem como se sente. Saiba, contudo, que além dos medicamentos (precisamos aprender a conviver com tal transtorno, como fazem as pessoas com problemas diabéticos, cardíacos, tireoidianos, de lúpus, etc.). Os medicamentos são responsáveis 50% pela nossa melhora, mas a outra parte cabe a nós.

      Sirlei, as pessoas depressivas (como nós) são extremamente sensíveis de modo que, além do transtorno ainda têm dificuldades em lidar com a vida, pois tudo as agride. O que passa despercebido àqueles que não têm esse problema, a elas é visível, machucando-as, mas em compensação são as mais artísticas. Você poderá ver tal exemplo nos grandes gênios como Van Gogh, Munch, Lautrec e muitos outros (ver a história deles aqui no site).

      O que necessitamos, amiguinha, além dos medicamentos, é aprender a lidar com a vida de um jeito que não nos machuquemos tanto. Não podemos continuar sendo uma esponja que absorve a maldade do mundo, pois somos impotentes diante de tanta danação. Temos que convergir essa nossa dor e consequente tristeza para algo que nos traga alegria. No meu caso, passei a escrever e faço trabalho de voluntariado, além de estar sempre fazendo uma reflexão sobre o meu modo de agir diante das coisas que me entristecem (ver texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA).

      Sirlei, a depressão é recorrente (quando não é traumática, ou seja, ocasionada por um trauma), mas tais períodos ruins passam, sim, contudo, precisamos mudar o nosso modo de viver e sentir a vida. A primeira coisa é esquecer o passado e não ficar pensando no futuro, vivendo apenas o presente, mas um dia de cada vez. O que nos importa é o hoje e é nele que temos que investir. Necessitamos, sobretudo, de tornar nosso fardo mais leve, não levando tudo a ferro e fogo, sendo mais tolerantes com os outros e com nós mesmos. Precisamos olhar com olhos de ternura as pequenas coisas e não sermos tão exigentes e perfeccionistas, o que nos traz um grande vazio diante de nossa impotência para mudar as coisas.

      Sirlei, saiba que somos muitos nesta caminhada. Você não se encontra só. Terá aqui uma carinhosa família. Venha sempre nos visitar e falar de seu dia a dia. Será um motivo de grande alegria tê-la ao nosso lado. Juntos, somos fortes! Aguardo seu retorno.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Dea

        Oi, Lu!

        Somente agora descobri e aceitei essa doença como hereditária e estou tentando me tratar. Até então era uma super mãe e advogada “arretada” que hoje “baixou sua bola”com tantos episódios de surtos que passam para a esfera física: ondas de calor intensas e sentidas sempre num momento de nervosismo com algo externo, dores em ambas as mãos, hipertensão, secura na boca, extremo cansaço sem esforço, intolerância no dia a dia e insônia crônica vivida desde a adolescência…

        Neste seu texto eu me identifiquei muito. Só não comecei as consultas com o psicólogo porque não encontrei um que atendesse o plano. Fui pela primeira vez ao psiquiatra há 15 dias, mas sem sucesso (nada conversou nem se interessou por meu caso, se limitando a receitar luvox que sequer tive coragem de comprar devido aos diversos comentários lidos na net). Enfim, penso que já foi um avanço para mim, aceitar-me como doente e ter encontrado esse seu site bem específico mais ainda.

        Obrigada pelo esclarecimento benéfico ao meu problema (irritabilidade, hiper sensibilidade à vida, dores físicas sem diagnósticos, falta de ar repentina, dificuldade de expressar o pensamento, medo do futuro, desânimo, necessidade de aprovação, sentimento repentino de inferioridade, muito choro, abandono a minha profissão de advocacia exercida há 30 anos).
        Encontrei um “cantinho” como você mesma diz.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Dea

          Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa.

          Amiguinha, diz um velho ditado que, quando a vida nos oferece um limão, dele devemos fazer uma limonada. É importante que você tenha aceitado o seu transtorno mental, pois este é o primeiro passo para a eficácia do tratamento. Saiba que você continua sendo uma mãe “arretada” e com a bola para cima, apesar das crises de pânico. Sempre digo que somos guerreiros e guerreiras POPs para aguentar todos esses reveses. Não somos de deixar a peteca cair. Podemos até curvar, mas como o pequeno bambu da fábula, voltamos a ficar de pé, qualquer que seja o vendaval.

          Realmente existem alguns médicos que são uma merda, nada acrescentando à nossa vida. O bom é que podemos jogá-los no esquecimento e partir em busca de um melhor, pois existem aos montes. Penso que antes de fazer uma terapia deverá passar por um psiquiatra, apesar do desencanto com o primeiro. Alguns comentaristas aqui dizem tomar luvox, mas eu nada conheço sobre este medicamento.

          Dea, não se sinta só, pois nós formamos uma grande família em que uns ajudam os outros. Tenho a certeza de que logo estará bem. O que não pode é ignorar o tratamento, pois as crises só tendem a ficar mais agressivas. Você já ficou tempo demais sem buscar ajuda médica. O importante agora é estabilizar o seu emocional. Conte conosco! Aguardo mais notícias suas.

          Abraços,

          Lu

  40. Iza Santos

    Lu

    Estava procurando respostas sobre o Esc e encontrei o seu site. Li muitos comentários e respostas, mas ainda assim a minha preocupação continua.

    Estou incluída no rol das ansiosas. Por causa de uma gastrite enantematosa persistente que tenho há anos e refluxo gastroesofágico, o gastro me encaminhou ao psiquiatra, achando que a ansiedade estava agravando e impedindo a cura da gastrite.

    O psiquiatra receitou metade de um comprimido de Esc 10mg, ao almoço por 15 dias e Zolpidem 1 hora antes de dormir. Eu já tomava o Zolpidem receitado pelo clínico. Hoje foi o quinto dia que tomei o Esc e estou passando muito mal, a ponto de pensar seriamente em abandonar o tratamento. Muito enjoo, aperto no peito, cansaço, dores nas pernas e falta de ar. Tanto que não consegui almoçar. Vi muitos relatos de pessoas que tomam Rivotril para amenizar os efeitos colaterais do Esc. Quero saber se posso tomar Rivotril 0,5 mg à tarde, quando os sintomas são mais fortes e o Zolpidem na hora de dormir.

    Tenho hipotireoidismo e a endocrinologista já me receitou o Rivotril para situações de emergência. Há alguma interação negativa entre esses medicamentos? Esc, Rivotril e Zolpidem. Quero muito continuar o tratamento, mas tomo conta de casa e de dois filhos e com esses sintomas não estou conseguindo dar conta do trabalho. E sinto muita fome, já que não consegui almoçar. Me oriente, por favor.

    Obrigada!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Iza

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, todos os antidepressivos trazem efeitos adversos na primeira fase do tratamento, mas esses passam em torno de três semanas, normalmente, de acordo com o organismo de cada pessoa. Você se encontra na fase inicial do tratamento, no período turbulento de adaptação do organismo, quando os efeitos adversos aparecem. Não se assuste, pois eles desaparecerão! Procure aguentar firme, mas não deixe de comunicar a seu psiquiatra os sintomas que achar que estão fora da normalidade (vou lhe enviar um texto sobre o assunto).

      Iza, também concordo que a ansiedade esteja agindo negativamente no seu tratamento gástrico, pois ela acomete principalmente o sistema digestivo. Você não deve tomar o rivotril sem a autorização do psiquiatra. Entre em contato com ele e exponha seu problema. Somente o especialista que acompanha o paciente e conhece seu histórico poderá adicionar ou retirar medicamentos.

      Não pare o seu tratamento, pois as crises tendem a ficarem mais fortes, resvalando para a Síndrome do Pânico. Quanto mais cedo domar sua ansiedade, melhor. Alie a seu tratamento chás (camomila, erva-doce, melissa, erva-cidreira), tomando três xícaras ao dia.

      Continue sempre em contato conosco. Não se sinta só. Aguardo novas notícias suas.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  41. Leandro

    Lu

    Tomo ESC e me sinto muito melhor, porém tenho uma única situação que me perturba por conta da Síndrome do Pânico: viajar de avião, não pelo fato de voar, mas sim de estar lá e não haver um escape se eu passar mal. No meu caso são dores de barriga desesperadoras. E o maior problema é que meu trabalho exige muitas viagens internacionais. Voce sugere que antes de embarcar eu faça uso de um alprazolan ou rivotril ou diazepan, por exemplo. Acha que me ajudaria nesses casos?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Leandro

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, quase todos nós que vivenciamos a Síndrome do Pânico passamos por esse tormento que é o medo de voar, ver-se fechados dentro de um espaço em que não vemos a saída. Eu também sinto isso, além de ter fobia de lugares fechados. Houve períodos em minha vida em que até uma sala de cinema, elevadores e mesmo a possibilidade de me encontrar em casa com as portas fechadas, sem as chaves nas portas, destravavam o gatilho do meu pânico. Confesso-lhe que dentre os muitos antidepressivos tomados, o oxalato de escitalopram foi o que mais me trouxe resultados positivos. Atualmente, logo que entro no avião, o temor vai se acalmando, enquanto eu procuro me distrair com outras coisas (conversar, ver filmes, ler…). E é claro que antes tomo um comprimidinho de bromazepam para me relaxar.

      Leandro, se esse temor ainda é muito forte, sugiro que converse com seu médico, pois pode ser que a dosagem do antidepressivo esteja muito baixa, pois não era para ter essas dores de barriga desesperadoras. Aliado a isso, procure fazer um trabalho de racionalização, lembrando-se de que o avião se encontra entre os meios mais seguros de transportes… Quantas pessoas também estão viajando de avião naquele momento, nas mais diferentes partes do mundo… Como é bom conhecer países diferentes… Travar conhecimento com pessoas… Conhecer outras culturas… Que seu trabalho é maravilhoso, muitos gostariam de estar em seu lugar… Que não pode deixar a SP tomar o controle de sua vida… E assim por diante.

      Como disse anteriormente, sempre tomo um diazepam para eu me relaxar nessas ocasiões. Faz muita diferença, sim… Ajudaria muito, se você tomasse. Quero que, após a sua próxima viagem (onde será?), volte aqui para me contar como foi. E saiba que milhares e milhares e milhares de pessoas passam por esse problema… risos, inclusive esta que lhe escreve. Depois de acalmada, passo a amar a viagem…

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
      1. Leandro

        Oi, Lu!

        Aqui vai…rs. Domingo estou indo para o México, uma semana lá… rs. Parece que estava adivinhando. Se não aparecer nenhum noticiário dizendo que um doido pulou do avião, volto aqui pra dizer como foi…rs.

        Beijão

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Leandro

          Que maravilha! É um dos países que tenho vontade de conhecer, pois o mexicano é muito parecido com o brasileiro em seu modo de ser. Quando chegar lá, se possível, diga-me como foi a viagem. Não se esqueça de colocar em prática a nossa conversa e o bromazepam… risos. Faça propaganda do virusdaarte.net por lá, mas nada de pular do avião para dar ibope… risos. Lembre-se de que conhecer outras culturas é tudo de bom… Se encontrar o Luiz Miguel (cantor) por lá, diga-lhe que gosto muito de sua voz, mas que precisa aprender a gritar menos… Hahahahaha!

          Será uma viagem maravilhosa, tenho a certeza disso! Afinal, você é um garoto POP (paciente, otimista e persistente). Estarei torcendo por você.

          Abraços,

          Lu

        2. Leandro

          Oi, Lu!

          Foi tudo maravilhoso! Tanto no trabalho quanto nos passeios. Confesso que em um dos jantares com o pessoal da empresa foi um pouco desconfortável. Lugar apertado, sem escape, tipo numa montanha, parece doideira, porque o lugar era lindo e não aproveitei, pois as minhas anteninhas ficavam sempre alerta. No voo de ida tive que tomar um alprazolam, na verdade de tanto medo, tomei dois. O que aconteceu? Não vi filme, não jantei, não tomei café, fui acordado por duas aeromoças e o avião vazio. Seria cômico se não fosse mais ou menos trágico… kkkkk.

          Bom, esse ano tenho mais duas viagens marcadas pra lá. O bicho papão foi superado, acho que as outras vão ser melhores. Obrigado por tudo. Queria te mandar uma foto de lá. Não sei como… rs

          Grande abraço!

          PS: não pulei do avião e nem apareci nos jornais!

        3. LuDiasBH Autor do post

          Leandro

          É bom saber que foi tudo muito bem em sua viagem ao México, embora ali tenha chegado com a barriga vazia… risos. Você e o amigo alprazolam dormiram muito. Vixe Maria! O importante é que conseguiu botar um freio na sua fobia (você a nocauteou) e dado conta de seus afazeres naquele país, dando um grande passo à frente no seu transtorno fóbico. Houve uma época em que eu não entrava nem em elevador… risos. Hoje amo viajar de avião.

          Estou feliz por você. Quando chegarem as outras viagens, avise-nos, pois queremos acompanhar todo o seu progresso. O site tem o meu e-mail à direita, dentro de um pequeno quadro. Quero fotos das outras viagens… risos. Que bom que não pulou do avião e nem saiu nos jornais! Vixe Maria! Cruz credo três vezes!

          Um grande abraço,

          Lu

  42. Cristineide Aparecida Autor do post

    Lu e amigos

    Sou nova aqui, que bom que encontrei este cantinho. Estou no sexto dia do esc 10 mg. A médica receitou para eu tomar à tarde. Durante o dia fico sonolenta e à noite tenho insônia . Estou muito inquieta e irritada e às vezes com pânico, perdi o apetite e sinto-me fraca .

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Cristineide

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em casa!

      Amiguinha, todo antidepressivo apresenta efeitos adversos nas primeiras semanas de uso, portanto, é normal que se sinta inquieta e irritada. Você ainda se encontra no período de adaptação ao medicamento, o que normalmente dura três semanas.

      Cris, já que está sonolenta durante o dia e insone à noite, pergunte a sua médica se poderá passar a tomar a medicação à noite. Não faça isso por conta própria, pois será necessário pular um dia sem tomar, senão a dosagem ficará muito alta. Esse medicamento em algumas pessoas leva à perda do apetite, mas não fique sem comer. Procure tomar sucos, chás e vitaminas. Com o tempo seu apetite irá voltar.

      Continue em contato conosco.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  43. Rene

    Oi, Lu!

    Estou há 19 dias tomando o oxalato de escitalopram 10 mg (Deciprax) para crise de ansiedade. Já fazia tratamento para insônia, com Loredon e Zolpidem. Tenho tomado Olcadil 1 mg nesse início de tratamento com o escitalopram, pois ainda sinto ansiedade, às vezes mais forte, que acredito ser parte dos efeitos adversos. Aliás, descobri e confirmei com o laboratório responsável que o Olcadil não está sendo fabricado temporariamente e está esgotado em muitos lugares. Talvez eu tenha que utilizar um medicamento similar, pois ainda sinto ansiedade forte. Fica o aviso para quem usa Olcadil.

    O que também tem me ajudado muito nessa fase é estar conscientemente e com aceitação plena. Ou seja, aceitar esse momento como ele é, pois acredito ser o primeiro passo para transformações realmente positivas. Por exemplo: assim que comecei a sentir melhoras, cheguei a pensar “pronto, agora acabou! Já estou praticamente bom! Não vou ter mais nada!”. Depois disso, tive crises brandas, sensações desagradáveis ou estranhas, possivelmente por causa dos efeitos do próprio remédio, e isso me gerou uma frustração, um desânimo. Então percebi que embora eu queira melhorar logo, não devo lidar com isso como um gol a ser marcado ou uma meta a ser alcançada, com um prazo determinado. E isso não quer dizer que não acredito que vou ficar bem. Pelo contrário: eu sei que estou ficando melhor a cada momento, sei que os efeitos adversos do remédio estão passando.

    Percebi que quanto mais eu aceito cada momento como ele é, com atenção nos momentos de bem-estar, melhor eu vivo, tendo mais qualidade de vida. Enfim, estou entendendo que a aceitação é uma chave para superar a própria ansiedade. E vamos seguindo POPs!

    Obrigado pelo espaço, Lu, sempre!

    Um grande abraço!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Rene

      Sinto-me muito contente quando leio um depoimento otimista como seu, ainda que se encontre lidando com os transtornos adversos ocasionados pelo antidepressivo. É essa consciência de que tudo está melhorando e que é preciso dar mais ênfase aos momentos de melhora do que aos das crises passageiras que o impulsiona para cima. No tratamento é assim: o pessimista só fica a lamentar, enquanto o otimista vê luz nos pequenos e bons momentos.

      Amiguinho, seu comentário deve ser lido com atenção por todos que aqui veem, por isso, eu coloco em destaque a parte abaixo:

      “Então percebi que embora eu queira melhorar logo, não devo lidar com isso como um gol a ser marcado ou uma meta a ser alcançada, com um prazo determinado. E isso não quer dizer que não acredito que vou ficar bem. Pelo contrário: eu sei que estou ficando melhor a cada momento, sei que os efeitos adversos do remédio estão passando.”

      A aceitação é mesmo a mais importante das chaves:

      “Percebi que quanto mais eu aceito cada momento como ele é, com atenção nos momentos de bem-estar, melhor eu vivo, tendo mais qualidade de vida. Enfim, estou entendendo que a aceitação é uma chave para superar a própria ansiedade.”

      Grande abraço,

      Lu

      Responder
  44. Marina

    Lu

    Faz 6 meses desde que finalizei o tratamento de SP e parei de tomar o escitalopram 10 mg ao dia. Quando fui diagnosticada, meu desespero era tão grande que procurei muitas saídas para que aquela ansiedade e medo de morrer acabasse da noite pro dia, mas, quando conheci este blog cheguei a mandar minha história e pedir conselhos. Você sempre me respondeu com palavras de apoio e conselhos em cima das minhas dúvidas. Naquela época, o medo de morrer, a agitação , as paranoias e tudo mais estavam presentes fortemente, mas com o tempo a medicação ajudou, a leitura sobre o que eu tinha ajudou, minha aceitação, os métodos de respiração (que faço até hoje) e muita muita fé…

    Não digo que estou curada, pois o meu estado mental jamais será o mesmo, isso também é uma coisa boa, pois aprendi a me controlar, a me conhecer, a saber que as piores fases da vida tem fim, que todo esforço será compensado, que a vida é um eterno aprendizado e a força que nos fez “cair” será transformada para nos fazer levantar.

    Amigos, acreditem, tudo ficará bem de algum jeito! Aguentem firme, pois há dias péssimos e dias ótimos, mais isso acontece com todos, essa é a vida… não desistam nunca!

    Obrigada, Lu, pelo apoio!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Marina

      Como é bom saber que aquela fase difícil ficou para trás. Daqui para frente você só tende a melhorar mais e mais. Você aborda uma grande verdade ao dizer que:

      “… aprendi a me controlar, a me conhecer, a saber que as piores fases da vida tem fim, que todo esforço será compensado, que a vida é um eterno aprendizado e a força que nos fez cair será transformada para nos fazer levantar”.

      Fica a sua mensagem otimista para todos que aqui chegam. Espero que esteja sempre aqui conosco.

      Beijo no coração,

      Lu

      Responder
    2. Rene

      Marina

      Gostaria de agradecer pelo seu comentário, pois é muito importante, principalmente para quem está iniciando o tratamento agora, como eu. Fico mais confiante de que tudo irá dar certo! Sucesso pra você!

      Um abraço!

      Responder
  45. Vanessa Pegorin

    Lu

    Estava passeando pela net e achei seu blog e comecei a ler, pois são coisas que passo no meu dia a dia. Há mais de 3 anos fui diagnosticada com SP. Comecei o tratamento com o Pondera, mais visto que ele tira a libido, meu médico me receitou Duloxetkna, o qual tomei até semana passada. Estou com uma compulsão alimentar terrível e de 2016 pra cá engordei 23kgs. Como por pura ansiedade, para me satisfazer e o pior MAIS DOCES. Por isso, decidi trocar de médico e eu que tomava uma medicação passei a tomar 3. Esse médico novo me receitou ESC, BUP e DEKAPOTE. Faz 3 dias que estou tomando, mas tenho medo de tomar remédios. Não sei mais o que fazer, não sei se paro de tomar alguma dessas mediações, se troco novamente de médico. Sinceramente já não sei mais o que fazer.

    Beijos e um ótimo final de semana!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Vanessa

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, todos os antidepressivos, no início do tratamento, possuem efeitos adversos(cada organismo reage de um modo diferente), mas, com o passar da fase inicial, esses tendem a desaparecer. Dentre tais efeitos estão a diminuição da libido e o ganho ou perda de peso. Já existem estudos (em relação aos antidepressivos) no sentido de eliminar tais efeitos ruins. Tudo é questão de tempo. No momento, o que se deve levar em conta é o medicamento (ou medicamentos) que melhor se adapta ao seu organismo.

      Vanessa, é preciso realmente cortar sua ansiedade de modo a inibir essa sua compulsão alimentar. Tomar os medicamentos indicados por seu psiquiatra causam menos “medo” do que o excesso de peso que pode resvalar para a obesidade mórbida, detonando a sua saúde. É preciso que confie em seu psiquiatra. Não pare com a medicação, pois cada ruptura só faz aumentar os transtornos mentais, levando a crises severas. Se ler os comentários (são vários textos) verá que, dependendo do caso, faz-se necessário aliar um medicamento a outros para obter efeitos mais consistentes e mais rapidamente. Não há nada de anormal nisso. Você não deve trocar de médico mais, pois é preciso seguir adiante com a medicação indicada para que ela faça efeito. À medida que os resultados bons forem chegando, seu psiquiatra irá retirando os medicamentos que não forem mais necessários.

      Não é preciso ter receio, minha amiguinha. Seja POP (paciente, otimista e persistente) e logo passará por essa fase ruim. Enquanto isso, continue em contato conosco. Gostaria muito de acompanhar seu progresso. Saiba que não se encontra só. Fale deste espaço para seus amigos.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
      1. Vanessa Pegorin

        Lu!

        Obrigada por suas palavras! Realmente preciso confiar mais no médico. Na minha cabeça acho que estou tomando muito remédio e aí terei que tomar par a vida toda. Hoje mesmo estou muito ansiosa. Ele disse que posso tomar no máximo até 4 gotinhas de clonazepam para dormir dormir, se for preciso. Hoje faz 5 dias que estou tomando as medicações.

        Obrigada é um grande abraço!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Vanessa

          Não se preocupe com o tempo que levará tomando os medicamentos, pois isso varia de pessoa para pessoa. O importante é que fique bem com o tratamento. Parabéns por ter completado cinco dias. Sinto que você é também uma guerreirinha. Continue! Estamos todos torcendo por você.

          Beijos,

          Lu

    1. LuDiasBH Autor do post

      Wenderson

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em casa.

      Amiguinho, todos os antidepressivos, no início do tratamento, possuem efeitos adversos(cada organismo reage de um modo diferente), mas, com o passar da fase inicial, esses tendem a desaparecer.

      Veja parte desta pesquisa:

      “Em pesquisas clínicas controladas as reações adversas mais comumente observadas e associadas ao uso de cloridrato de paroxetina foram náusea, sonolência, sudorese, tremor, astenia, boca seca, insônia, disfunção sexual (incluindo impotência e distúrbios de ejaculação), vertigem, constipação, vômito, diarréia e apetite diminuído. A maioria destas reações adversas pode diminuir em intensidade e freqüência com a continuação do tratamento e, em geral, não causam a interrupção do tratamento.”

      Como vê, ter as mãos suadas (transpiração) está dentro da normalidade, contudo, é sempre muito bom relatar ao psiquiatra, na fase inicial do tratamento, quais os sintomas adversos que sente.

      Wanderson, continue em contato conosco em relação ao seu tratamento.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  46. Rene

    Oi, Lu!

    Completei 2 semanas tomando as 10 mg do oxalato de escitalopram, pela manhã. Tenho me sentido melhor, na maior parte do dia. As sensações físicas que descrevi em outros comentários, atenuaram bastante, e muitas delas quase não sinto mais. O que ainda ocorre, geralmente mais pro final da tarde e à noite, é alguma ansiedade, às vezes mais, às vezes menos. Também ainda sou surpreendido por alguns pensamentos de preocupação ou medo, mas consigo identificá-los e deixá-los passar muitas das vezes, pois sei que não representam uma realidade de fato, são apenas sensações. Não preciso nem “concordar” com esses pensamentos, ainda que eles venham.

    Ainda sinto um pouco de dificuldade de ficar assistindo TV, por exemplo. Dá uma certa confusão, cansaço mental. Mas também é algo que oscila e tem melhorado aos poucos, ultimamente. O que tem me ajudado muito é aplicar técnicas que me tragam para o momento presente, o “aqui e agora”. Volto a atenção para a minha respiração, acompanhando o ar entrar e sair. Se surge um pensamento ou sensação desagradável, tento trazer a atenção novamente para a respiração, que faço um pouco mais lenta e puxada pelo movimento do diafragma. Tem me ajudado bastante.Enfim, tenho visto que estão acontecendo os avanços, momento a momento. Há momento difíceis, mas eles passam mesmo.

    Peço ao pessoal que está começando o tratamento, não desanime! O começo é mais exigente, mas a gente vai melhorando com certeza.

    Lu, obrigado pelo espaço e pela atenção! Não tem preço 😉

    Um grande abraço!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Rene

      É muito bom receber notícias suas, pois trazem sempre palavras de incentivo a todos que passam pelo mesmo processo. Tenho a certeza de que você caminha para se sentir cada vez melhor. É normal que ainda esteja sentindo os efeitos adversos, uma vez que ainda se encontra dentro da fase de turbulência. Tudo isso não tardará a passar. As técnicas respiratórias são ótimas.

      Quando à TV, eu tenho me afastado dela, pois não me tem feito bem. Muita gente, mesmo quem não tem transtorno mental, assim tem feito. Não dá para receber em nossa mente tanto lixo. Nossa TV aberta é da pior qualidade, sem falar que é extremamente parcial. Você não perderá nada se afastando dela. Também deve ter cuidado com as chamadas redes sociais. Muitas pessoas estão ficando lelé da cuca e bitoladas. Dê mais espaço para livros e filmes. Certo? Nós, vitimados pelos transtornos mentais, precisamos de uma vida tranquila e leve, vivendo um dia de cada vez.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
  47. Maria Claudia

    Lu!

    Estava olhando os comentários e vi que você teve recomendação do seu médico para se afastar de noticiários devido à política suja de nosso país. Meu médico na última consulta, falou que o Face é a rede da discórdia! Minha terapeuta falou também que preciso encontrar prazer em outras coisas, sair desse mundo virtual cheio de opiniões absurdas, que tanto me incomodam e me irritam, porque não tem me agregado nada.

    Pessoas a favor de armamentos, de mais violência, de ditadura, de tortura, de desrespeito com o próximo. E eu não faço parte dessa turma, acho tudo isso absurdo demais. E como convivo com política desde criança por conta do meu pai, aprendi muito.
    Ler sua resposta para o Renato, foi uma sincronicidade do que preciso fazer, de que estou no caminho certo.

    As opiniões diversas de hoje, maltratam quem pensa no próximo…

    Abraços

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Maria Cláudia

      Vivemos uma época muito difícil, quando os valores éticos parecem não mais contar. É tanto desrespeito, principalmente por parte daqueles que deveriam dar o exemplo, pois são os dirigentes da nação, que temos a vontade de viver como toupeiras. E quem é comprometida com o social sofre mais ainda, é verdade. Foi em razão disso que tive que me afastar dos noticiários televisivos, pois estava sendo muito afetada. Comecei a dormir mal e a ter crises de depressão, ainda mais por termos uma mídia muito parcial, sem nenhum crédito. Hoje busco notícias em lugares específicos (247, blog do Nassif, blog do Eduardo Magalhães, do Paulo Henrique Amorim e do Euler). Deletei os demais espaços.

      Amiguinha, não sou afeita às redes sociais, até porque tomam muito tempo. Não gosto de “grupo de família” ou disso e daquilo. Acho uma xaropada. Prefiro um bom livro ou filme, pois irei realmente me enriquecer. Mesmo o “zap”, abro-o uma vez por semana. Haja paciência! As pessoas estão ficando cada vez mais emburrecidas com tanto lixo. Precisamos fazer a reciclagem… risos. Dê uma boa pausa à sua mente e opte apenas por aquilo que lhe acrescente algo de bom.

      Beijos,

      Lu

      Responder
      1. Maria Claudia

        Oi, Lu!

        Você disse tudo, as opiniões dos insensatos nos maltratam muito! E ver que muitas pessoas defendem a desigualdade, a violência, perda de direitos básicos… me deixa muito angustiada. Vou deixar de lado também, porque concordo com o que você disse. Um bom livro, um filme, dar uma caminhada, apreciar uma paisagem enriquecem muito mais. O que eu notei também é que me “viciei” nisso (redes sociais). Achava bobagem até enxergar que eu estava nessa situação. Estou deixando rede social de lado e olhando mais pra mim, até porque necessito desse carinho comigo mesma.

        Beijo grande!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Maria Cláudia

          Precisamos direcionar nossa atenção para nós mesmos, pois cada um de nós é a pessoa mais importante para si mesmo. Se não nos amarmos, quem fará isso por nós? Além disso, amiguinha, nós, que temos transtornos mentais, necessitamos nos precaver, pois somos bem mais fragilizados que os outros.Temos que nos distanciar de pessoas e de fatos que nos aborrecem e desagregam. O que não quer dizer que tenhamos que nos transformar em pessoas omissas, sem compromisso com a nossa realidade. Dar uma parada com as redes sociais é uma boa pedida, porque evita o efeito viciante. Faça isso, mesmo!

          Beijos,

          Lu

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