SÍNDROME DO PÂNICO – O MEDO DO MEDO
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Autoria de LuDiasBH

ogrito

Dentre os transtornos de ansiedade está a cada vez mais conhecida Síndrome do Pânico (SP), que tem atemorizado as pessoas nas mais diferentes idades. De repente, a dita explode sem ser chamada, envolvendo sua vítima nos tentáculos do desespero e do medo, muitas vezes sem motivo algum, como se a pessoa torturada estivesse tendo um ataque cardíaco. A atrevida não respeita lugar ou ocasião. Se cisma de “baixar o santo”, não há reza que a faça mudar de trajeto. Acaba deixando o possuído totalmente amedrontado com a possibilidade de uma nova visita, gerando uma roda viva de tormento e terror. E pior, existem suspeitas de que, o fato de lembrar-se das crises de pânico tidas, pode gerar uma nova crise. O bom mesmo é jogar essa dama abusada no vale do esquecimento, jamais pensando nela.

A Síndrome do Pânico é também uma carcereira cruel e desleal, pois além de atormentar suas vítimas, ainda as aprisiona dentro de casa, numa aflitiva prisão domiciliar. É somente no próprio lar que as pessoas afligidas pela tirana sentem segurança, rodeadas pela família e paredes tão conhecidas. Imaginam as coitadas que a megera possa atacá-las, mal botem os pés na rua. Sozinhas e a céu aberto, elas julgam perder o controle, saírem correndo abiloladas, ou se espatifarem no chão, vitimadas por um infarto. Em razão disso, a Síndrome do Pânico afeta a vida de seus amedrontados servos tanto na escola, como no trabalho e nos passeios. Mas mesmo em suas moradias, os inocentes prisioneiros não se encontram a salvo, pois a opressora chega assim como o grande Zeus, conforme conta o mito da jovem e inocente Dânae.

E a dona Ciência, onde está que não põe um freio nessa criatura petulante, conhecida como Síndrome do Pânico? Verdade seja dita, é fato que ela tem trabalhado muito para combatê-la, mas ainda, coitada, nem sabe direito quais são as reais causas que levam a seu aparecimento. A Ciência enumera a genética, o estresse, o temperamento “destemperado”, propício ao estresse, e até mesmo o modo como a central de computação (cérebro) reage diante de certos acontecimentos. O mais difícil de entender, porém, é como essa fulana agarra suas vítimas, mesmo quando essas se encontram num “bem bom”, sem qualquer evidência de perigo. E, para maiores esclarecimentos, a dita gosta mais da proximidade com o “sexo frágil”, o que não significa que também não aprecie o contato com o “macho”.

O que se deve fazer para impedir uma visita tão indesejada? Alerta geral! Com ela não adianta botar a vassoura atrás da porta. Assim que houver indícios de que essa intrusa ronda por perto, deve-se procurar ajuda médica o mais rápido possível. Pois não adianta à vítima dar uma de valentona, uma vez que os ataques dessa “madama” são difíceis de controlar por conta própria, e a cada visita eles se tornam mais fortes e cruéis. Além do mais, se tal síndrome não for tratada, novas complicações podem surgir, comprometendo seriamente a qualidade de vida da pessoa, tanto no âmbito profissional quanto no social.

Para que as vítimas dessa aterradora figura possam ter um mínimo de alerta quanto à sua chegada, pois a mal-educada não envia aviso algum acerca de sua visita, saibam que ela poderá aparecer quando lhe der na telha, em qualquer horário do dia ou da noite, e em qualquer situação, até mesmo quando a pobre vítima encontrar-se na alcova, nos braços de Morfeu. Suas visitas, no entanto, não são longas, duram normalmente entre 10 e 20 minutos, que parecem eternos. Ela chega, dá o seu recado e pica a mula, deixando um rastro de impotência, medo e desespero atrás de si. Existem também casos em que alguns desses desalentarores sintomas cismam em delongar por uma hora ou mais, ainda que se bote sal no fogo.

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Nota: a ilustração é uma obra de  Munch – O GRITO

560 comentários sobre “SÍNDROME DO PÂNICO – O MEDO DO MEDO

  1. WR

    Lu

    É sempre bom voltar boas notícias!

    Faz dias (cinco dias) que aumentei a dose, após o retorno médico. A medica pediu para aumentar 10 mg, entretanto aumentei 5 mg e obtive melhoras sem efeitos colaterais (por enquanto), ou seja, estou com 35mg de Paroxetina, caso me senta mal de novo, jogo a dose para os 40 mg, (espero que não precise). O ruim de tudo isso é saber controlar a dose, pois os comprimidos vêm com 20mg de fábrica.

    A depressão está controlada, mas não entendo o porquê tive aquela recaída que me fez voltar às pressas ao médico. Não sei se foi algo psicológico que me fez ter aquela recaída ou era necessário aumentar a dose como de fato foi feito. Ainda sou novo neste mundo depressivo e tudo acaba me assustando, pois não sei se é normal esses altos e baixos, mesmo usando a medicação e, por isso, sempre venho aqui pedir opiniões de pessoas mais experientes nessa patologia.

    O falecido BOECHAT disse em uma entrevista que quem tem depressão acaba conhecendo o inferno, pois ele também tinha essa doença. Ele estava certo, Deus que me livre dizer isso. Graças a Deus existem esses remédios, pois sem eles não sei como seriam. Há dias em que levantar da cama é um sacrifício, mas de fato é o que a doença quer.

    Ainda bem, graças ao bom Deus, consigo fazer tudo que sempre fiz, entretanto, o preço nem sempre é fácil.

    Boa sorte a todos!

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    1. LuDiasBH Autor do post

      WR

      O nosso organismo, depois de um tempo, acostuma com o antidepressivo, deixando esse de fazer o efeito desejado. O que o médico faz é aumentar a dosagem, mas quando isso não mais efeito, o jeito é mudar para um outro medicamento. O que aconteceu no seu caso é que a dosagem usada não estava mais fazendo efeito. Quanto ao controle da dose, quando se tem comprimido, você poderá comprar na farmácia há um fracionador de comprimidos.

      Amiguinho, o levantar-se de manhã é a parte pior do dia para quase todas as pessoas que lidam com a depressão, mas à medida que o dia vai passando, a melhora vai chegando. E quando os dias são chuvosos ou nublados essa sensação existencial é ainda maior. Por isso, nos países nórdicos (seis meses de sol e seis meses sem), a depressão é praticamente uma epidemia. O sol é nosso aliado. E assim como você, sempre digo: benditos sejam os antidepressivos…

      Abraços,

      Lu

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  2. Tereza Rayol Autor do post

    Lu

    Realmente aquelas dores abdominais terríveis que eu sentia eram mesmo tudo obra da tag e da depressão. Foi muito difícil, pois eram dores insuportáveis e vinham se entendendo desde novembro até metade de janeiro deste ano.Fiz exames que descartaram doenças de abdome e isso me deixou mais calma.

    Hoje me sinto um pouco melhor apesar dos demorados 7 meses pra sair da fase crítica, mas creio que as coisas não saiam do zero devido aos transtornos da vida que enfrentei durante o retorno do tratamento… um agravante após outro.

    Fui a outra psiquiatra e ela me disse que um segundo episódio da doença e bem mais dificil de tratar, leva mais tempo pra remir os sintomas. Ainda sinto algumas coisas, sim, mas não tanto como antes. Já saio de casa sem me sentir tão mal, consigo ficar em alguns locais por mais tempo, porém ainda ando acompanhada. Cheguei a pensar na troca da medicação, mas resolvi insistir e acreditar e está dando certo. Espero melhorar ainda mais até conseguir recuperar minha vida e ter a independência que eu tinha antes.

    Agradeço a Deus, em primeiro lugar , e a você, Lu, por sua disposição em nos ajudar neste cantinho abençoado que visito todos os dias. Aos amigos que sofrem do mesmo mal tenho a dizer que perseverem, a melhora pode vir logo assim como pode também demorar, mas ela vem. Não desistam e de forma alguma abandonem o tratamento.

    Beijos

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    1. LuDiasBH Autor do post

      Tereza

      Tudo irá ficar bem, conforme você mesma diz aos nossos companheiros de luta:

      “Aos amigos que sofrem do mesmo mal tenho a dizer que perseverem, a melhora pode vir logo assim como pode também demorar, mas ela vem. Não desistam e de forma alguma abandonem o tratamento.”

      Continue escrevendo e contando-nos como está indo seu tratamento.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  3. Tereza Rayol

    Lu

    Aquela dor abdominal que eu senti nos meses de novembro, dezembro e até início de janeiro deste ano e que eu me queixei pra você era psicossomática, tudo obra da depressão e tag. Posso dizer que depois de 7 meses de uso do meu antidepressivo já estou vendo uma pequena melhora. Fui a uma outra psiquiatra e ela me disse que um segundo episódio de depressão é bem mais delicado de tratar, pois parece ser mais resistente e leva mais tempo pra melhorar.

    Ainda sinto mal-estar e desânimo às vezes, mas não como antes. Já consegui sair sem me sentir mal, mas ainda não saio só, mas sinto que já avancei um pouco graças a Deus e a este cantinho que todo dia visito, pois também me ajuda muito a ter paciência e crer que é possível virar o jogo a nosso favor.

    Obrigada por tudo!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Tereza

      Sinto-me feliz ao receber boas notícias suas. É assim mesmo, minha amiguinha, a batalha vai dando seus frutos aos poucos. O importante é manter-se POP (paciente, otimista e persistente). Sei o que é depressão, pois essa é uma herança em minha família materna. Essa doença atinge cada vez mais um número maior de pessoas em todo o mundo e são muitas as razões para isso, além da causa hereditária, o homem vem perdendo o contato com as coisas simples da vida.

      Amiguinha, nós, depressivos, temos que ter consciência de nossa capacidade para criar doenças psicossomáticas, pois nossa mente é por demais fantasiosa. Quando elas aparecem, o melhor a fazer é buscar um médico e fazer os exames pedidos, a fim de tirarmos qualquer tipo de preocupação da cuca. Quanto a uma segunda crise de depressão sua médica está certa, pois até o antidepressivo demora a fazer efeito. Nossa luta é diária, minha amiguinha, mas temos força para isso.

      Tereza, nesse mundo louco em que vivemos, dominado pelo TER em vez do SER, o desânimo e a tristeza vêm sendo comuns na vida das pessoas. Isso para nós depressivos, portadores de muita sensibilidade, pesa muito mais. Portanto, é necessário que sempre busquemos racionalizar os acontecimentos de modo a não nos deixarem para baixo. Isso é para mim uma luta diária, minha querida. Temos que desenvolver uma teia protetora em torno de nós, fortalecer nossas raízes, fazer o que está ao nosso alcance e seguir adiante sem medo, pois nós temos esta força.

      Obrigada por visitar este cantinho. Você já faz parte dele.

      Abraços,

      Lu

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    1. LuDiasBH Autor do post

      WR

      Muito obrigada pela sua confiança, contudo, eu vejo o “zap” a cada dez dias, pois acho que toma muito o tempo da pessoa e o meu é muito corrido. O comentário aqui no blogue ainda é o lugar com maior visibilidade, pois estou sempre checando o espaço. Às vezes pode demorar um pouquinho em razão dos muitos comentários que chegam no dia. Espero que tenha melhorado.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  4. WR

    Lu

    Hoje é o terceiro dia em que estou mal e desanimado. Estava tão bem que não estou acreditando que isso possa estar acontecendo. Perdi o apetite e voltei a ficar impaciente, coisas que não estavam acontecendo. Marquei às pressas uma consulta com a psiquiatra. Faz uns vinte dias que aumentei a dosagem. Será que esses efeitos estão aparecendo agora? Ou será que que ela vai aumentar a dose? Estou muito chateado, pois estava tão bem que essa recaída me deixou triste demais. Uso a paroxetina há dois meses, será que essa medicação não está sendo mais aceita em meu organismo? Queria uma opinião. Obrigado!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      WR

      Você já sabe que o antidepressivo leva cerca de três semanas para mostrar seus efeitos benéficos, normalmente. Quando se aumenta a dosagem para uma quantidade bem maior, como foi o seu caso, os efeitos adversos aparecem. O organismo reage como se fosse a primeira vez que o medicamento estivesse sendo usado e são necessárias cerca de três semanas para desaparecerem tais sintomas. Portanto, é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). Você já está saindo dessa fase ruim. Fique tranquilo, não se trata de inaceitação do organismo, mas de adaptação. Tudo de que precisa é confiança e otimismo.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. WR

        Lu

        Fui à psiquiatra e ela me disse que pode ser a marca do remédio, pois tomo genérico. Tantas pessoas tomam genérico achei estranho ela dizer isso, enfim o que ela quis passar custa mais de R$100,00, mas no final ela decidiu aumentar a dose de: 30 mg para 40 mg e manter o genérico.

        Ela falou sobre um estabilizador de humor, mas também não quis me dar agora. Estou muito chateado, pois essa medicação e essa dosagem vinham me fazendo muito bem. Vamos começar a nova dose e seja o que DEUS quiser. Comentou também de terapia, mas já fiz e não gostei, vamos ver se acho algum terapeuta bom, pois ela disse que terapia é legal por falar de “dores”.

        Obrigado

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          WR

          Eu não acredito nessa diferença entre medicamento original e genérico, pois sempre tomo genérico (no início tomava o original) e não vejo diferença alguma, pois tem o preço mais em conta. Em relação ao medicamento que você toma, pode ler nos comentários sobre pessoas que tomam o genérico. Basta lembrar a história da fluoxetina no início, quando o original vinha com o nome de Prozac, nome esse que ninguém mais leva em conta, mas que certos médicos exigiam que se comprasse o original. Quanto ao aumento da dosagem, eu esperaria mais alguns dias (30) para ver se os efeitos colaterais passariam antes de passar para uma nova dose. Se não ocorresse a melhora, usaria a indicada.

          Existem estabilizadores da emoção que são fitoterápicos, comprados até sem receita. Por que não vai a um médico homeopata para que ele veja isso? Quanto à terapia, ela poderá fazer toda a diferença, ao tratar problemas emocionais enraizados em nossa mente. Um bom terapeuta faz toda a diferença. Tente de novo! E juntando tudo isso, não se esqueça de ser POP. Volte a ler o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

          Abraços,

          Lu

  5. Girlane Autor do post

    Lu

    Conheci seu blog hoje fazendo uma pesquisa sobre o escitalopram e acompanhei os comentários das pessoas que fazem o uso dele. Faço uso do ESC de 10 mg por indicação da minha ginecologista, pois, como entrei na menopausa precoce, estava praticamente em depressão com tantas mudanças que aconteceram na minha vida, no meu casamento, enfim, não conseguia me adaptar. Faz 4 meses que uso um comprimido pela manhã, melhorei no caso da depressão, mas eu já sou uma pessoa bem agitada, super elétrica e percebi que depois que comecei a usar esse medicamento fiquei ainda mais elétrica, e ansiosa. É normal isso? Será que um dia essa agitação irá melhorar?

    Abraços
    Girlane

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Girlane

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Muitas vezes faz-se necessário agregar ao antidepressivo um segundo medicamento. Como você é uma pessoa ansiosa e percebeu que sua ansiedade ficou ainda pior após a medicação com o oxalato de escitalopram, aconselho-a a buscar um psiquiatra que poderá ver com mais precisão o seu caso. Talvez seja necessário até o uso de psicoterapia. Saiba que para sua agitação haverá jeito, sim, portanto, não deixe de buscar um especialista. Aguardo notícias suas!

      Abraços,

      Lu

      Responder
  6. WR

    Lu

    Aumentei a dose da PAROXETINA, conforme orientação médica. Nos primeiros dias tive alguns efeitos colaterais, mas passaram-se os efeitos e vieram os benefícios, entretanto, venho tendo desânimos e ficando com medo de ficar com falta de ar, coisas que não havia vindo sentido, pergunta: isso é normal? Ter algumas crises faz parte do tratamento? Ou tenho que relatar os sintomas para a médica? Essas recaídas acontecem ao aumentar a dose, pois sempre que reclamamos vem uma dose mais elevada da medicação? Queria saber se é normal essas recaídas, pois sou novato nesse mundo de antidepressivos e suas surpresas.

    Obrigado!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      WR

      É normal, sim, sentir efeitos adversos ao aumentar a dose do antidepressivo, mas eles não tardarão a passar. Fique tranquilo! Contudo, se não passarem dentro de três semanas, seria bom conversar com a sua médica. O medo de ficar com falta de ar é algo que precisa superar. Procure racionalizar, dizendo para si mesmo que se trata apenas de invenções de sua mente e, portanto, não devem ser levadas em conta.

      Abraços,

      Lu

      Responder

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