SÍNDROME DO PÂNICO – O MEDO DO MEDO

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Autoria de LuDiasBH

ogrito

Dentre os transtornos de ansiedade está a cada vez mais conhecida Síndrome do Pânico (SP), que tem atemorizado as pessoas nas mais diferentes idades. De repente, a dita explode sem ser chamada, envolvendo sua vítima nos tentáculos do desespero e do medo, muitas vezes sem motivo algum, como se a pessoa torturada estivesse tendo um ataque cardíaco. A atrevida não respeita lugar ou ocasião. Se cisma de “baixar o santo”, não há reza que a faça mudar de trajeto. Acaba deixando o possuído totalmente amedrontado com a possibilidade de uma nova visita, gerando uma roda viva de tormento e terror. E pior, existem suspeitas de que, o fato de lembrar-se das crises de pânico tidas, pode gerar uma nova crise. O bom mesmo é jogar essa dama abusada no vale do esquecimento, jamais pensando nela.

A Síndrome do Pânico é também uma carcereira cruel e desleal, pois além de atormentar suas vítimas, ainda as aprisiona dentro de casa, numa aflitiva prisão domiciliar. É somente no próprio lar que as pessoas afligidas pela tirana sentem segurança, rodeadas pela família e paredes tão conhecidas. Imaginam as coitadas que a megera possa atacá-las, mal botem os pés na rua. Sozinhas e a céu aberto, elas julgam perder o controle, saírem correndo abiloladas, ou se espatifarem no chão, vitimadas por um infarto. Em razão disso, a Síndrome do Pânico afeta a vida de seus amedrontados servos tanto na escola, como no trabalho e nos passeios. Mas mesmo em suas moradias, os inocentes prisioneiros não se encontram a salvo, pois a opressora chega assim como o grande Zeus, conforme conta o mito da jovem e inocente Dânae.

E a dona Ciência, onde está que não põe um freio nessa criatura petulante, conhecida como Síndrome do Pânico? Verdade seja dita, é fato que ela tem trabalhado muito para combatê-la, mas ainda, coitada, nem sabe direito quais são as reais causas que levam a seu aparecimento. A Ciência enumera a genética, o estresse, o temperamento “destemperado”, propício ao estresse, e até mesmo o modo como a central de computação (cérebro) reage diante de certos acontecimentos. O mais difícil de entender, porém, é como essa fulana agarra suas vítimas, mesmo quando essas se encontram num “bem bom”, sem qualquer evidência de perigo. E, para maiores esclarecimentos, a dita gosta mais da proximidade com o “sexo frágil”, o que não significa que também não aprecie o contato com o “macho”.

O que se deve fazer para impedir uma visita tão indesejada? Alerta geral! Com ela não adianta botar a vassoura atrás da porta. Assim que houver indícios de que essa intrusa ronda por perto, deve-se procurar ajuda médica o mais rápido possível. Pois não adianta à vítima dar uma de valentona, uma vez que os ataques dessa “madama” são difíceis de controlar por conta própria, e a cada visita eles se tornam mais fortes e cruéis. Além do mais, se tal síndrome não for tratada, novas complicações podem surgir, comprometendo seriamente a qualidade de vida da pessoa, tanto no âmbito profissional quanto no social.

Para que as vítimas dessa aterradora figura possam ter um mínimo de alerta quanto à sua chegada, pois a mal-educada não envia aviso algum acerca de sua visita, saibam que ela poderá aparecer quando lhe der na telha, em qualquer horário do dia ou da noite, e em qualquer situação, até mesmo quando a pobre vítima encontrar-se na alcova, nos braços de Morfeu. Suas visitas, no entanto, não são longas, duram normalmente entre 10 e 20 minutos, que parecem eternos. Ela chega, dá o seu recado e pica a mula, deixando um rastro de impotência, medo e desespero atrás de si. Existem também casos em que alguns desses desalentarores sintomas cismam em delongar por uma hora ou mais, ainda que se bote sal no fogo.

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Nota: a ilustração é uma obra de  Munch – O GRITO

643 thoughts on “SÍNDROME DO PÂNICO – O MEDO DO MEDO

  1. Vanessa

    Lu

    Obrigada!
    hoje aumentei a dosagem de reconter, óbvio que a ansiedade aumentou junto. Ontem fui parar no UPA com a crise que tive. Na segunda vou tentar um encaixe com meu psiquiatra.

    Responder
  2. Vanessa

    Lu

    Hoje minha ansiedade está a mil, 24 dias tomando remédio e nada, sinto vontade de agredir as pessoas e até eu mesma, isto não é normal. Preciso de ajuda.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Vanessa

      Não tem sido fácil para o seu organismo adaptar-se ao antidepressivo. No ano passado tive uma leitora com o mesmo problema que você. Ela só foi sentir melhoras depois de 30 dias. Posso imaginar como está se sentindo. Entre em contato com o seu psiquiatra e diga-lhe como ainda continua se sentindo. Isso é normal, sim, para alguns organismos mais resistentes ao medicamento. Ainda assim, não deixe de contatar o seu médico, para que ele acompanhe todo o seu tratamento. Quero que me dê notícias suas amanhã. Não se esqueça.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  3. Vanessa

    Lu

    Você acha que tudo isso que está acontecendo é o organismo lutando contra o remédio, significa que uma hora ele vai ter que aceitar? Não sei porque está forte desse jeito e os pensamentos assustadores. Estou pedindo muito a Deus pra isso passar logo, sei que o medo é uma coisa que não pode existir, mas tudo aquilo que é anormal assusta. Hoje mesmo minha noite foi péssima, nem com Rivotril consegui dormir, acordei a noite inteira. Espero que isso passe logo e que eu traga boas notícias.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Vanessa

      Alguns organismos são bem resistentes ao medicamento. Antidepressivo e corpo travam uma briga de foice, mas o primeiro acaba vencendo. Como já lhe disse, tudo é questão de tempo e, sobretudo, paciência. Os pensamentos são mesmo assustadores. É o que mais as pessoas na fase inicial reclamam. Lembre-se de que tal fase não dura o mesmo tempo para todas pessoas. Algumas necessitam até mais de 30 dias.

      Amiguinha, eu também costumo acordar muitas vezes durante a noite, mas meu médico receitou-me melatonina (hormônio produzido pela Pineal e que induz ao sono), o que melhorou muito a minha insônia. Converse com seu médico a respeito. A manipulação deste medicamento sai bem mais barata. Mande fazer para seis meses. Estou torcendo para que me traga logo boas notícias. Você leu o comentário do WR? Continue firme e otimista, pois você é uma guerreirinha POP.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  4. Vanessa

    Lu

    Nem sei como agradecer a você por ser a pessoa que é, pois suas palavras dão o conforto que todos aqui procuram. Deus abençoe você e sua família e a todos aqui que estão nessa luta.

    Obrigada de coração.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Amiguinha

      Nós somos uma família neste espaço. Estaremos sempre um ao lado do outro. Jamais se sinta só.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  5. Vanessa

    Lu

    Você acha que assim que o remédio fizer efeito esses pensamentos que aumentam minha ansiedade vão embora? Hoje faço 21 dias da medição e o psiquiatra pediu pra esperar mais 1 semana antes de ir 15 mg, toda hora minha mente tenta me atrapalhar, e quando controlo, lá vem os pensamentos de novo, tento pensar positivo que é só uma fase, o pior é que passo uma parte do tempo com meu filho de 4 anos, e aí a mente fica vazia. Os maus pensamentos me assombram.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Vanessa

      É natural que os portadores de transtornos mentais passem por essa fase de sofrimento e dúvidas no início do tratamento, pois o antidepressivo, até interagir bem com o organismo, reforça os efeitos adversos, como vem acontecendo com você. A pessoa passa a sentir-se bem pior do que antes de começar com a medicação, o que a deixa cheia de questionamentos. Seu psiquiatra optou pela dosagem de 15 mg, mas preferiu que você tomasse uma dosagem menor antes.

      Amiguinha, sei que lidar com os pensamentos negativos não é fácil, sendo este o efeito adverso mais reclamado aqui pela maioria daqueles que iniciam o tratamento com antidepressivo. Como você disse “… toda hora a mente tenta atrapalhar… os pensamentos negativos vêm de novo… os maus pensamentos me assombram”. A luta de todos é exatamente esta. Leia os comentários (estão em vários textos) e veja como quase todos os nossos companheiros de luta passaram por isso. O bom é que todos venceram, o que acontecerá com você também. Tudo é questão de tempo, minha irmãzinha, esses pensamentos bizarros e indesejáveis irão sumir. Acredite! Enquanto isso, mantenha-se firme como uma guerreirinha POP. Todos nós, portadores de transtornos mentais, somos pessoas corajosas e tremendamente fortes. Vou lhe enviar o link de uns textos que quero que leia com atenção.

      Beijos,

      Lu

      Responder
      1. Vanessa

        Lu

        Eu tenho medo de machucar alguém, eu não quero fazer isso, só que minha mente fica toda hora me importunando, já estou aqui desesperada de novo, quero que isso passe logo.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Amiguinha

          Você não irá machucar ninguém, porque não aceita ficar sobre o controle de sua mente que ainda se encontra doentinha. Procure conversar com seus amigos e familiares, pedir-lhes que lhe deem mais atenção nesta fase difícil, mas que irá passar. Continue lendo os textos que lhe enviei. Se achar que lhe fará bem, peça a seu marido para entrar em contato comigo no e-mail ludiasbh@virusdaarte.net.

          Beijos,

          Lu

    2. WR

      Vanessa,

      passei por isso também, inclusive acho que todos aqui passaram por algo no início do tratamento. Olhe, pode haver pessoas que não sofram tanto com esses remédios no início, mas acredito que a grande maioria passa pelo que você está sentindo em relação aos efeitos adversos. Seja POP, como diz a Lu. Uma hora a dose encaixa e seu organismo aceita a medicação. Outra coisa, procure fazer algo de que goste ou mesmo algo que a distrai, pois sempre temos atividades de que gostamos, mas com a depressão nada fica colorido. Sei que não é fácil, pois fui ao fundo do poço em poucos dias e também piorava quando procurava saber de sintomas pelo Google, as pessoas depressivas ou mesmo as quem t~em pânico são uma esponja a absorver coisas ruins, portanto, fique longe, isso é uma boa dica.

      No início da medicação tive ansiedade e a depressão piorou. Fiquei abobalhado no começo e nada fazia sentido, pois pensava que até zumbis existiam após me ver nesse estado, mas os dias foram se passando e minha única alternativa era acreditar em Deus e na medicação, pois não tinha para onde voltar. Tudo isso passou, os efeitos colaterais e comecei a viver de novo e ter pique para fazer as minhas atividades, as quais ia empurrando com a barriga.

      Na fase inicial com o antidepressivo, eu ia trabalhar, pois minha família depende de mim e eu não podia ficar na cama. Lembro-me que uns três dias ia trabalhar chorando escondido. Foi uma fase muito ruim, pois antes era uma pessoa normal e os sintomas me assustaram bastante. Seja firme e logo vai ver efeitos positivos, pois na vida todas as adaptações geram desconfortos, tais como: emprego, escola, faculdade, relacionamentos, etc. Até se alinhar levam dias.
      Boa sorte e volte a postar sua melhora que com certeza estará próxima. Acredite em Deus e tenha novos hábitos de vida, afinal o corpo pede mudanças!

      Abraços

      Responder
  6. Vanessa

    Lu

    Fui a minha consulta, meu psiquiatra é super legal, pediu pra eu continuar a tomar a metade do reconter por mais uma semana, e depois tomar inteiro de 15mg. Pediu que comprasse o exodus, e também me deu clonazepam, em caso de crises. Por um lado alivia um pouco conversar com ele que disse que é normal sentir essa ansiedade. Sinto uma angústia que me dá vontade de chorar, pois os pensamentos judiam demais. Hoje mesmo fui caminhar na praia e na volta tive uma coisa que apertava o peito e caí no choro. Sinto melhor depois que choro, minha psicóloga é dia 25. É normal sentir essa insegurança e medo de ficar sozinha?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Vanessa

      É muito bom saber que seu psiquiatra é legal e tudo correu bem. O seu choro acontece em razão de sua angústia, ele é bom porque alivia, mas não se aflija pois tudo isso irá passar. É normal sentir tudo isso, como poderá comprovar através dos depoimentos de nossos amiguinhos. Os pensamentos negativos também desaparecerão. Como você é muito sensível, seu organismo está demorando mais tempo a interagir com o antidepressivo. Assim que estiver com a dosagem de 15 mg e passado o tempo de adaptação, você será outra pessoa. O que mais precisa agora é ser POP (paciente, otimista e persistente).

      Beijos,

      Lu

      Responder
  7. Vanessa

    Lu
    Hoje faz 20 dias de reconter, a ansiedade ainda está forte, sinto medo de nunca passar. Hoje tenho psiquiatra e já estou com medo de aumentar a dosagem e sofrer por mais dias, é muito cansativo e fico triste, meus pensamentos negativos, chego a chorar. Às vezes dá um ânimo, as vezes dá um desânimo, não sei se esse remédio está fazendo ou vai fazer efeito. Espero que tudo isso passe logo e eu possa viver tranquila.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Vanessa

      Viver é enfrentar desafios. É exatamente isso que você está enfrentando agora. Irá sair desse contratempo ainda mais forte, pois todo sofrimento ensina-nos alguma coisa. Apenas procure ficar tranquila e otimista quanto à medicação. Saiba que seu psiquiatra é a pessoa mais certa para avaliar se você precisa ou não de aumentar a dosagem. Leia os comentários do WR e veja como ele se sente hoje, depois de ter passado por uma fase pior do que a sua. Tudo isso irá passar, amiguinha, e você voltará a ter a sua tranquilidade de antes. Acredite! Vá confiante à sua consulta e depois me escreva dizendo como foi.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  8. Vanessa

    Lu
    Já escrevi 2 comentários que não foram publicados, hoje vai ser o 18° com remédio e eu fico desanimada, pois o tempo passa e nada. Tenho medo do remédio não fazer mais efeito. Antes de começar a tomar, eu não estava assim, parece que a ansiedade aumenta e os pensamentos ruins também; tento me distrair, ainda não consigo dormir direito, acordo as 3 ou 4h da manhã e fico com uma angústia de ver todos dormindo. Espero logo estar melhor e continuar viver sem me preocupar com tudo isso.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Vanessa

      Eu já respondi o seu comentário. Veja com calma, pois a sua ansiedade não está lhe permitindo encontrá-lo.

      Amiguinha, você ainda se encontra na fase ruim da medicação, quando o organismo ainda luta contra a nova substância, produzindo os efeitos adversos. Como lhe falei, essa fase costuma durar cerca de três semanas. É preciso ter paciência, embora o sofrimento seja grande. O aumento da ansiedade, a insônia e a angústia fazem parte desta fase inicial. Sei como é difícil ficar insone e ver todo mundo dormindo. O que tem a fazer é ficar calma e dizer para si mesma que tudo de ruim está passando. Logo estará bem e nem mais se lembrará desses momentos tão angustiantes.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  9. Anny Carina

    Lu e amigos

    Acho que as coisas estão se organizando depois de quase um mês de recaída e idas a hospitais, aumento e baixas de dosagem da medicação, dias sem trabalhar, estudar, enfim.. Faz uma semana que estou tomando o exodus com a dosagem de 10 mg e já tenho me sentido melhor, consegui trabalhar a semana toda, relativamente bem. Tive uns momentos de ansiedade e tristeza, mas consegui dar conta e passei a me sentindo melhor a cada dia. Hoje me sinto ótima! Incrível como as coisas mudam de um dia pro outro. Na semana passada estava péssima e nada fazia sentido, hoje já é diferente.

    Meu conselho aos amigos: não desistam! Por mais que hoje pareça péssimo, virão dias melhores!

    Obrigada e beijos!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Anny Carina

      Suas notícias trazem ânimo para todos nós. Quem ler os seus primeiros comentários verá o quanto sofreu no início do tratamento. O seu conselho é muito importante para aqueles que ainda passam por uma fase ruim. Obrigada, amiguinha, por seu carinho com todos os nossos companheiros de caminhada.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  10. Vanessa

    Lu

    Hoje estou no meu 17º dia com reconter, há 2 dias atrás estava bem, mas ontem a ansiedade deu a graça e hoje tive uma crise. Tenho passado muito estresse, você acha que isso pode influenciar? Eu vi em um comentário seu, que quando se para o remédio, o organismo demora mais a responder ao recomeçar. Tenho angústia e medo. Tenho 3 filhos e o mais novo tem 4 anos e ele é bem ativo, ele me bate morde e fica o tempo todo em cima da mim,vvocê acha que isso contribui para a minha ansiedade? Tento ser o mais pop possível.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Vanessa

      Você ainda se encontra na fase difícil que dura cerca de três semanas, portanto, o descontrole de sua ansiedade ainda se encontra dentro do previsto, sendo possível a existência de crises. Enquanto seu organismo não se adaptar totalmente ao medicamento, isso poderá acontecer. Não há nada que mereça preocupação. O estresse é um “pó royal” para quem tem ansiedade e depressão. Por isso é que peço tanto para que vivam um dia de cada vez. Apenas um dia! Não se projete no passado ou no futuro, pois isso pesa na nossa carga emocional.

      Amiguinha, lidar com crianças nos dias de hoje está cada vez mais difícil. Ainda nos encontramos despreparados para lidar com os filhos da nova tecnologia. É preciso muita paciência. Quanto ao seu filhinho, aconselho-a a levá-lo a um pediatra para ver o que vem lhe causando essa vontade de morder e não se afastar de você. Quanto mais cedo detectar seus medos, mais fácil será para você. Ele pode ser uma criança hiperativa. Veja isso!

      Beijos,

      Lu

      Responder
  11. Vanessa

    Já estou nesse barco da ansiedade há 7 meses, de idas e vindas de médico e medicamentos… Minha mãe sofreu um AVC isquêmico já faz 1 ano e meio, desde então eu nunca mais fui a mesma pessoa, crises depressivas ataques de pânico fora e dentro de casa, dores no peito e nas costas, pronto atendimento pra me medicar e é sempre a mesma resposta crise: depressivas.

    Agora estou com ATM (desgaste nos meus dentes, travamento no maxilar a ponto de não conseguir comer). Fui ao especialista bucal e ele me explicou que são umas série de fatores que desencadeiam isso e a principal é a bendita da ansiedade. Há dias em que penso em tantas coisas ruins, em desistir de tudo, mas tenho dois filhos que precisam de mim e não posso desistir por eles. Há tantos momentos de angústia e sempre tento ficar com sorriso no olhar, disfarçar meus sentimentos, mas só eu no meu mais profundo interior sei o quão difícil é, sentimentos de perda, desespero, tristeza.

    Durante um bom tempo fiz o uso de maxapran de 20 mg, agora estou tomando deller 100 mg e infelizmente voltei fazer uso do almprazolam que no início eram apenas 0,25 mg e há dias que tem que ser 2.0 mg e mesmo assim ainda tenho dificuldades pra dormir,pois sofro de insônia e enxaqueca… Tenho quase certeza de que sou bipolar, enfim não sei porque escrevi isso, mas senti bem em escrever e apenas fiz!

    Queria poder dizer coisas boas, mas infelizmente hoje não consigo, só que há uma tristeza enorme dentro de mim a ponto de querer chorar e chorar e ficar quietinha num lugar que não tem barulhos e de preferência bem escurinho. Enfim não sei mais quando essa fase irá passar.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Vanessa Fern.

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Minha amiguinha, compreendo muito bem o que é viver para lá e para cá no barco da ansiedade. Não são poucas as pessoas que aqui chegam reclamando desse vai e vem de ondas tempestuosas em sua vida. Mas não se aflija, assim que encontrar um medicamento eficaz (muitas vezes é necessário passar por muitos), seu organismo recuperará a normalidade de que tanta necessita. Muitos chegaram aqui como você e agora sentem-se muito bem. O importante é ser POP (paciente, otimista, persistente) e acreditar que tudo isso irá passar. Pesquisas mostram que as pessoas otimistas tendem a melhorar mais rapidamente.

      Vanessa, nós depressivos e ansiosos somos pessoas perfeccionistas. Tendemos a querer controlar tudo, como isso fosse possível a nós, seres humanos. É por isso que temos tanta dificuldade em aceitar a doença que ataca nossos entes queridos. O primeiro passo é buscar compreender que não temos o manejo dos acontecimentos da vida – a doença é um deles. O AVC isquêmico que teve com sua mãe pode acontecer com qualquer pessoa. Meu pai teve cinco. A única coisa que você pode fazer é ajudá-la a ter uma vida melhor de modo a procurar se prevenir mais. Mais do que isso está fora de seus limites como ser humano. Quando aprender a aceitar o que aconteceu a sua mãe, entendendo que isso faz parte da vida, sua ansiedade e depressão irão diminuir bastante. Temos que ter a humildade de aceitar aquilo que não podemos mudar. O nosso modo de olhar e aceitar a vida é uma contribuição essencial para a nossa saúde psíquica. E quando nos ajudamos, também estamos melhorando a vida daqueles que vivem ao nosso redor. Lembre-se de viver apenas um dia de cada vez. Não sobrecarregue seus ombros, não aumente seu fardo.

      Os distúrbios de ATM estão muito ligados à ansiedade. Eu mesma tenho bruxismo. É uma maneira de nosso organismo extravasar suas tensões. Portanto, quanto mais mudarmos nossos hábitos errôneos e nos esforçarmos para sermos pessoas tranquilas, mais rapidamente melhoraremos. É fundamental que tenhamos um novo olhar sobre nós mesmos e sobre o mundo. Precisamos ser mais tolerantes conosco e com aqueles que nos rodeiam. Não podemos levar tudo a ferro e fogo. Não podemos levar tudo para o lado pessoal. Os problemas têm a dimensão que damos a eles. Nós somos aquilo que pensamos ser…

      Você diz: “Há tantos momentos de angústia e sempre tento ficar com sorriso no olhar, disfarçar meus sentimentos, mas só eu no meu mais profundo interior sei o quão difícil é, sentimentos de perda, desespero, tristeza.”. É verdade, minha amiguinha, nossa dor é única. O sentimento de perda é frustrante, o desespero turva nossa vida, a tristeza impede-nos de ver a beleza a nossa volta. Ainda assim, nós nos encontramos vivos. E se aqui ainda nos encontramos é porque temos uma tarefa a cumprir. Ninguém poderá cumpri-la por nós. Toda manhã, abra a janela de seu quarto e agradeça pelo nascer de um novo dia. Quando aprendemos a agradecer, passamos a ver o quanto recebemos da vida.

      Amiguinha, eu falo num texto que o medicamento antidepressivo é responsável por 50% de nossa melhora, mas que os outros 50% cabem a nós, ao mudarmos nossa maneira de olhar a vida. Talvez você seja bipolar, ou não. Leia os textos que irei lhe enviar e converse depois com o seu médico. Não se preocupe se hoje não tem coisas boas para dizer. Isso acontece com todos nós. Viva apenas o hoje, ainda que ele esteja doído. Chore quando sentir vontade, procure um lugarzinho tranquilo para ficar (há dias em que me sinto assim). Amanhã será um novo dia. Essa fase ruim irá passar quando o seu organismo encontrar “aquela” substância capaz de modificá-lo. Muitos aqui passam por isso. Você não se encontra só. Também tenho insônia. Meu médico receitou-me melatonina e estou me dando muito bem. Trata-se de um hormônio produzido por nossa glândula Pineal, responsável pelo sono.

      Vanessa, não deixe de ler os textos que lhe enviarei. Saiba também que não se encontra sozinha. Venha sempre conversar conosco.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
  12. Larissa Autor do post

    Lu
    Estou completando 1 mês com o reconter e tive uma recaída na semana passada. Quando é que vou ter uma melhora significativa? Dá vontade de desistir de tudo isso. Não aguento mais essa angústia.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Larissa

      As recaídas são muito comuns no tratamento com antidepressivo. Algumas pessoas só vão ter o organismo completamente equilibrado após três meses. Continue tomando direitinho o medicamento, se sentir que a recaída está sendo constante, procure seu médico, pode ser que haja necessidade de mexer na dosagem. Parar o tratamento é dar um tiro no pé, pois terá que voltar à medicação num estado ainda bem pior. Tenha calma, viva apenas um dia de cada vez. Bote otimismo em sua vida. Onde anda a menininha POP?

      Também quero alertá-la para o fato de que, ainda que façamos uso de antidepressivo, continuamos tendo emoções ruins, como qualquer ser humano, pois o medicamento não nos transforma em robôs. A angústia tem sido um mal de nossos dias, principalmente para o brasileiro que vive numa crise em todos os sentidos. Mas é preciso seguir em frente.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  13. WR

    Amigos

    Olhe eu aqui novamente, graças a Deus, bem!

    Leio bastante comentários aqui sobre dias ruins, acho que é normal e acabei aprendendo a ter paciência e sabendo lidar com esses dias, afinal, somos seres humanos e o remédio, como a Lu diz, é para não ficarmos na depressão, buraco e abismo, etc, mas dias tristes iremos sempre ter.

    Eu nessa brincadeira de me queixar para o médico, acabei ganhando aumento de doses, talvez não deveria ser necessário ou sim, mas todas às vezes que tinha esses dias “tristes”, antecipava a consulta e ganhava aumento de doses. Comecei com 10 mg e agora já estou com 40 mg da PAROXETINA. Eu estou me sentindo bem e como disse acima quando tenho dias tristes, espero o dia passar e não volto mais ao médico para ganhar aumento de dose, pois é impressionante, toda vez que reclamamos eles não hesitam em aumentar a dose ou acrescentar outro medicamento. Falo isso por experiência própria após algumas consultas.

    Agora vivo um dia de cada vez e pratico atividades de que gosto, inclusive adotei um cãozinho que me traz grande alegria. Não levo tudo para o lado pessoal, pois sei que as pessoas também têm dias ruins e não são obrigadas a estar 100% felizes. São algumas lições que apreendi após ter essa doença que na verdade está pedindo mudanças de certos hábitos que tinha. Medicação x mudanças vêm me ajudando.

    Boa sorte a todos e obrigado, Lu, por este espaço. Quase todos os dias eu venho aqui.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      WR

      Você é um grande exemplo de pessoa POP. Ainda me lembro de seu sofrido primeiro comentário… Ver as mudanças que operou em sua vida é muito gratificante para todos nós deste cantinho.

      Amiguinho, você levanta uma questão seríssima que é a do aumento da dosagem. O médico não tem um exame que lhe permita avaliar qual é a dosagem necessária ao nosso organismo. Ele se baseia, como você bem diz, naquilo que lhe passamos. Se somos uma pessoa excessivamente queixosa, incapaz de ter tolerância com os efeitos adversos e debulhamos sobre ele um mar de lamentações, ele conclui que a dosagem está fraca, quando muitas vezes não passa de um período de adaptação. O seu alerta é de grande importância, pois eu nunca havia falado sobre isso aqui e você acaba de abrir os olhos de todos.

      Você diz com muito bom senso:
      “Eu estou me sentindo bem e como disse acima quando tenho dias tristes, espero o dia passar e não volto mais ao médico para ganhar aumento de dose, pois é impressionante, toda vez que reclamamos eles não hesitam em aumentar a dose ou acrescentar outro medicamento. Falo isso por experiência própria após algumas consultas.”.

      Achei o máximo você ter adotado um cãozinho. Pesquisas mostram que os animaizinhos são muito importante para as pessoas ansiosas e depressivas. Eu tenho dois gatinhos brasileiríssimos (Luan e Jade). São uma grande alegria para a casa, apesar de serem muito preguiçosos… risos. Este é também outro conselho importante:

      “Não levo tudo para o lado pessoal, pois sei que as pessoas também têm dias ruins e não são obrigadas a estar 100% felizes. São algumas lições que apreendi após ter essa doença que na verdade está pedindo mudanças de certos hábitos que tinha. Medicação x mudanças vêm me ajudando.”

      Sinto-me orgulhosa de você. Parabéns! Além disso é uma pessoa muito generosa que, mesmo se sentindo bem, não se esquece de seus companheiros de luta. Obrigada, meu amiguinho!

      Abraços,

      Lu

      Responder
  14. Barrinhos

    Amigos, obrigado pelos depoimentos.

    Já venho sofrendo de ansiedade há muitos anos. Agora estou com 23 anos de idade e tudo está péssimo. Precisei de frequentar o psiquiatra, mas já é a 3ª medicação que ele troca no espaço de um mês, porque sinto muita reação à medicação e sinto medo de que me aconteça algo em razão dos sintomas físicos que apresento.

    Agora venho tomando heipram escitalopram, valdoxan de noite e xanax para me acalmar, mas não tem dado resultado, sinto dores no peito e pontadas nas costas, os braços dormentes e muita inquietude e irritabilidade. Estou cheio de medo fico a pensar no coração e em doenças, é muito triste sofrer assim.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Barrinhos

      Seja bem-vindo a esta família. Sinta-se em casa.

      Amiguinho, todos nós sofremos com ansiedade, mas quando ela se torna excessiva a ponto de comandar nossos pensamentos e ações, precisamos buscar ajuda imediatamente, pois quanto mais tempo sem medicação, maior será o sofrimento, ainda mais quando se é tão jovem (tive meu primeiro transtorno aos 16 anos de idade). Através de seu comentário não consegui entender se já havia buscado ajuda antes ou se agora é a primeira vez. O mais importante é que já se encontra em tratamento.

      Barrinhos, os antidepressivos têm o objetivo de equilibrar a vida de quem tem transtornos mentais. São inúmeras as substâncias que se encontram hoje no mercado com essa finalidade. A ciência progride cada vez mais nesse campo tão delicado, embora ainda não consiga descobrir de cara qual será o antidepressivo que nos fará bem. Acontece que nosso organismo não se adapta a todas essas substâncias, tendo o psiquiatra que indicar várias delas, até que o organismo (às vezes muito sensível) do paciente adapte a uma específica. Isso acontece com muitas pessoas, o que acaba ocasionando um desgaste emocional. Entendo bem pelo que está passando.

      Os sintomas (dores no peito e pontadas nas costas, os braços dormentes e muita inquietude e irritabilidade) citados por você dizem respeito às reações adversas do medicamento, pois seu organismo ainda não se encontra estabilizado e seu transtorno mental ainda se encontra aflorado. Mas não se preocupe, assim que se adaptar a uma determinada substância e passada a fase difícil de cerca de três semanas, mais ou menos, tudo ficará bem. Todos esses sintomas irão desaparecer e você poderá ter uma vida com qualidade. O medo de que fala é comum a todos que passam por isso, como poderá ler nos comentários. Todo esse sofrimento terá fim, eu lhe garanto. Seja POP (paciente, otimista e persistente). Viva apenas um dia de cada vez e procure fazer alguma modalidade de exercício físico.

      Amiguinho, saiba que não se encontra sozinho. Aqui terá um monte de companheiros que passam por problemas semelhantes. Venha sempre nos dizer como anda o seu tratamento. Estamos todos torcendo por você. Se souber de alguém que passa por isso, indique este cantinho.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Barrinhos

        Amigos, muito obrigado pelas mensagens e depoimentos.

        Como disse, já venho sofrendo com o transtorno de ansiedade e hipocondríaco há muito tempo. Tenho medo de tudo e uma paranoia, mas sempre tive receio de tomar medicação e acabava por deixar, meio sem saber de nada, caio sempre no mesmo erro porque tenho medo que me faça mal à saúde física e também já são alguns anos assim, tento me manter firme para não fazer asneiras e desesperar.

        Ainda bem que são só reações dos medicamentos e espero que passem. É tudo horrível, acontece muita coisa ao mesmo tempo, não dá para viver.
        Fico grato pela mensagem, muito obrigado!

        Abraço

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Barrinhos

          O transtorno de ansiedade acaba desaguando na hipocondria. O medo excessivo acaba levando mesmo à paranoia, mas à medida que você for tomando consciência de que tudo isso é criação de sua mente, irá tendo controle sobre ela. Essa danadinha precisa de um cabresto, senão tende a viajar cada vez mais na maionese. O antidepressivo ajuda muito, mas todos nós temos que fazer a nossa parte. Não porque ter receio de tomar a medicação, quando cerca de um terço das pessoas do planeta (julgo eu) faz uso dela. O que faz mal à saúde é deixar a ansiedade ou a depressão em rédea solta. O antidepressivo ajuda-nos a domar tais senhoras. Tudo isso irá passar e você terá uma vida com qualidade. Leve a sério o tratamento e seja POP. Racionalize também acerca de outras doenças terríveis com as quais muita gente convive e ainda assim não perde a esperança. São esses percalços que nos tornam fortes. Avante, meu amiguinho, logo estará bem.

          Abraços,

          Lu

  15. Edu Silva

    Lu
    A semana passada eu passei muito bem, animado, bem disposto e com bastante energia. Não sei o que aconteceu, mas essa semana está sendo muito difícil. Estou muito ansioso, inquieto e bem desanimado. Houve umas mudanças no meu trabalho, mas eu não dei muita importância. Será que mesmo não me importando muito isso pode afetar o subconsciente e me deixar um pouco pra baixo?

    Abraços

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Edu

      Todos os seres humanos passam por altos e baixos no dia a dia, indiferentemente de fazer tratamento mental ou não. O modo como aceitamos tais variações é que faz toda a diferença. Nós, portadores de transtornos mentais, somos mais sensíveis a elas. O uso do antidepressivo tem como finalidade domar a nossa ansiedade e tornar-nos mais receptivos às mudanças, ou seja, não permitir que nos afundemos no desânimo, na ansiedade e na depressão. As mudanças no trabalho podem ter afetado você, sim, mas isso logo passará, pois o antidepressivo irá ajudá-lo a superar essa fase. Procure apenas viver um dia de cada vez.

      Amiguinho, uma pesquisa recente é vista com preocupação, pois mostra um imenso número de brasileiros desesperançosos, ansiosos ou depressivos em razão do modo como se encontra o nosso país. Vivemos um caos absoluto. Tudo isso interfere nas nossas emoções, mas não podemos entregar os pontos. Saiba que isso não está acontecendo somente com você. Digo-lhe isso para que não se sinta único neste estado, eu mesma tenho sentido uma tristeza sem tamanho, mas me ergo e empurro o barco para frente. Precisamos ser POPs!

      Abraços,

      Lu

      Responder
  16. Vanessa

    Lu

    Eu parei meu tratamento há 5 meses. A ansiedade veio a toda, comecei a tomar recontar de novo há 13 dias, mas ainda sinto ansiedade e medo. Penso em coisas que não quero fazer, como se a mente estivesse confusa, durmo pouco e acordo com o coração acelerado. Entro aqui todos os dias e vejo as mensagens que dão um pouco de conforto, quero voltar a fazer minhas coisas sem medo de ter uma crise de novo.

    Abraços

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Vanessa

      Seja bem-vinda a este cantinho, agora como participante. Sinta-se em família.

      Amiguinha, transtornos mentais como a depressão e o TAG costumam desaparecer por um tempo e depois voltarem. Duas coisas são importantes: suspender o tratamento apenas com o aval médico e retornar à medicação assim que reaparecerem os sintomas. O fato de você já estar fazendo uso da medicação é muito importante. Agora é ter paciência para superar essa fase difícil com os efeitos adversos, mas ciente de que tudo isso irá passar. Como já sabe, ela dura normalmente, três semanas. Sua mente realmente encontra-se confusa, a insônia e o coração acelerado fazem parte do pacote desses primeiros dias de tratamento. Assim que o seu organismo adaptar-se ao antidepressivo, tudo isso passará e você passará a ter uma vida com qualidade. Portanto, continue POP (paciente, otimista e persistente). Pesquisas mostram que as pessoas que cultivam o pensamento positivo tendem a passar com mais facilidade por essa fase ruim e a obter mais rapidamente os bons resultados.

      Vanessa, você está prestes a fazer suas coisas sem medo e sem crise. Tudo é questão de tempo. Não se sinta sozinha, venha sempre aqui falar sobre o seu tratamento. Conte sempre comigo.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  17. Edu Silva

    Lu e amigos

    Estou há 25 dias fazendo uso do escitalopram. Foram dias terríveis, mas encontrei nesse cantinho muitas informações que nos ajudam muito nessa fase tão difícil. Hoje me encontro bem, praticamente sem efeitos colaterais e já faz 8 dias sem crises de ansiedade. Estou tomando 10 mg e quando acabar a caixa a dose vai ser de 15 mg conforme orientação médica.

    Quero dizer a todos que estão no início do tratamento que suportem essa fase, porque os resultados positivos aparecem com o decorrer do tratamento. Eu mesmo, muitas vezes, tomava o remédio sem fé, porque nunca imaginava que a fase ruim iria passar. Foram 17 anos de ansiedade e também de um pouco de depressão. Sejam POPs! Continuarei enviando notícias.

    Beijos a todos!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Edu

      A fase inicial com o antidepressivo é muito sofrida, principalmente para os organismos mais sensíveis. Ainda assim vale a pena passar por tudo isso, pois os resultados positivos não tardam a aparecer, oferecendo às pessoas com transtornos mentais uma melhor qualidade de vida. Desistir do tratamento significa que terá que voltar a ele, mais cedo ou mais tarde, passando por um sofrimento ainda maior.

      Edu, se você já está se sentindo bem com 10 mg, não seria bom continuar com esta dosagem por mais tempo? Eu tomo 10 mg há muitos anos. Só irei aumentar quando achar que não está mais surtindo efeito. Faça uma experiência, se estiver se sentindo bem, poderá prolongar esta dosagem por mais tempo.

      Gostei muito do incentivo dado aos nossos companheiros e companheiras de luta. Eles precisam de uma resposta de quem já passou pelos terríveis efeitos adversos e agora se encontra bem. Vejo que você é uma pessoa muito generosa. É também muito bom saber que este cantinho tem ajudado você. Convide outras pessoas que sofrem com doenças mentais para visitá-lo, pois muitas se sentem perdidas. Continue nos dando notícias.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Edu Silva

        Lu
        Apesar de estar bem, ainda me sinto muito inseguro, por isso eu acho que ainda não estou com a dose ideal. Este final de semana mesmo tive pequenas crises, não tão fortes. Você acha que é normal ter essas oscilações? Estou com 27 dias do escitalopram.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Edu

          Essas oscilações são normais, sim. Se acha que ainda não se sente totalmente bem, deverá seguir direitinho a prescrição médica quanto à dosagem. Somente quando atingir a quantidade ideal é que sentirá todos os efeitos positivos do antidepressivo. É comum sentir os efeitos adversos quando se aumenta a dose do medicamento, portanto, não se assuste.

          Abraços,

          Lu

  18. Ramon

    Lu,

    Hoje completo 16 dias tomando o escilatopram (noite), BUP(dia). Graças a Deus eu me sinto ótimo. No começo foi muito difícil, muitos efeitos colaterais e a sensação de que tinha, ao tomar a medicação, piorado. Após 7 dias os efeitos os efeitos ficaram mais brandos, as crises cessaram. De vez em quando a ansiedade aparece, mas logo vai embora.

    Quero agradecer por este espaço e pelo acolhimento. Foi aqui que nos dias difíceis encontrei forças para continuar meu tratamento.

    Continuarei mandando notícias!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Ramon

      Estou me sentindo muito contente pelo fato de já estar colhendo os bons resultados de seu tratamento. É muito bom saber que você continua POP, fazendo tudo direitinho, progredindo a cada dia. Até mesmo a ansiedade excessiva desaparecerá, quando o seu organismo começar a responder totalmente aos medicamentos. Quanto ao cantinho, ele continuará recebendo todos que aqui chegam, com o carinho de sempre. Venha sempre falar de seu progresso, pois isso é muito importante para aqueles que ainda se encontram desesperançosos. Eu também amo receber notícias de vocês.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  19. Anny Carina

    Lu

    Depois de 10 dias tomando o exodus, continuava sem me sentir bem. Há dois dias aumentei a dosagem pra 15 mg (por indicação do médico), pois estou ruim como acho que nunca estive. Não sei o que é dormir, sentindo-me mal o dia todo, fraqueza, quase desmaiando, muitas náuseas, muita ansiedade, fecho o olho durante um minuto e o coração parece que vai à lua. Sei que há os efeitos colaterais, mas assim? Até na emergência fui parar!

    Falei com meu médico, ele disse que meu organismo não suportou o aumento de 10 mg para 15mg não e me mandou voltar pra 10 mg e a cada semana ir aumentando uma gota. Estou muito triste!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Anny

      Alguns organismos são muito sensíveis ao antidepressivo, exigindo que a dosagem seja aumentada aos poucos. Isso acontece com muitas pessoas e não há motivos para que você fique triste. Tudo é uma questão de adaptação, o que exige uma paciência maior. Todos os sintomas de que fala estão correlacionados com o medicamento. O fato de não estar dormindo faz com que eles pareçam ainda maiores, pois a insônia mexe com todo o nosso corpo.

      Amiguinha, seu médico não lhe passou um ansiolítico para ajudá-la a passar por essa fase inicial? Se a resposta for negativa, converse com ele a esse respeito, pois tal medicamento será de grande valia nesse momento que vive, inclusive ajudando-a a dormir. Ele é um psiquiatra ou clínico geral? Se não for um psiquiatra, tente se consultar com um, pois o conhecimento de quem tem tal especialidade é mais completo em relação às doenças mentais. Avalio o seu sofrimento, mas continue sendo guerreirinha, pois tudo isso irá passar. Confie em mim!

      Gostaria que continuasse me dando notícias suas, minha querida, estarei sempre aqui lhe dando o suporte emocional de que precisa.

      Grande abraço,

      Lu

      Responder
    2. Vanusa

      Anny, querida!

      Quando eu iniciei o tratamento com o escitalopram passei pelo mesmo que você. O início foi muito difícil, meu organismo é muito sensível a medicamentos e, no meu caso, demorou 3 meses para os efeitos colaterais sumirem completamente (claro que isso varia de organismo para organismo, como a Lu sempre comenta aqui, em geral são 3 semanas, o meu caso foi meio excepcional). Nesse período eu tive muitos sintomas como os seus: muito mal-estar, como se eu fosse desmaiar o tempo todo, falta de ar, enjoo, tontura, aérea e muito pior da depressão e ansiedade. Os efeitos incomodavam tanto que meu psiquiatra acabou me afastando do trabalho.

      Vim reforçar que, apesar da dificuldade, você não deve parar o seu tratamento em hipótese alguma sem o conhecimento do seu médico. E VALE A PENA o esforço com o tratamento. Passado o período turbulento, eu vi a luz no fundo do túnel e voltei a minha vida normal, voltei para os meus projetos, para o meu mestrado, parei de faltar ao trabalho e fui até viajar para o exterior nas férias. O remédio devolveu minha capacidade de sorrir e ter momentos felizes, coisas que eu não sentia mais com a TAG e depressão. O meu tratamento é complementado com terapia, academia, acupuntura e nutrição. Mas o esforço em ficar bem compensa muito no final.

      Boa sorte a você, continue POP e conte sempre com essa família aqui!

      Responder
      1. Anny Carina

        Vanusa

        Na verdade não estou iniciando agora com o escitalopram, já tomo há 2 anos e meio, sendo que nos últimos 6 meses vinha fazendo umas coisas erradas, como por exemplo: diminuir meu comprimido pela metade sem acompanhamento médico, esquecia bastante de tomar, passava até 4 dias sem tomar e também não tomava sempre na hora certinha, enfim. Daí a crise veio forte. Foi quando voltei ao meu psiquiatra que me mandou voltar à dosagem indicada. Foi quando passei dois dias muito mal 24 h por dia, indo pro pronto socorro. Meu psiquiatra me mandou baixar a dosagem e ir a cada semana subindo uma gota até voltar aos 15 mg, dosagem com que que deveria estar, disse que como estava em 7,5 mg e pulou logo pra 15 mg meu corpo não aguentou.

        Estou tomando 10 mg e semana que vem aumento uma gota, torcendo pra voltar a ficar tudo bem, por que coloco logo pensamentos negativos na mente de que o remédio não vai mais funcionar, que vou ter que passar por tudo de novo e mudar a medicação, etc. Meu maior medo é a questão do trabalho com afastamento acabar me prejudicando e perdendo meu emprego, pois é através dele que consigo um bom tratamento. Estou há três dias sem ir trabalhar, espero conseguir voltar na próxima semana.

        Muito obrigada pelo carinho e apoio, continuarei trazendo notícias!

        Beijos!

        Responder
  20. Anny Carina

    Lu

    Hoje é meu 8º dia com a dosagem de 10 mg do exodus, estava até indo bem. Hoje particularmente não dormi bem (o que já vinha conseguindo melhor), desde ontem estou sentindo como se fosse um nó na garganta, incomoda demais. Não sei se é da medicação ou outra coisa, de todo jeito, marquei um gastro esta semana, fico super preocupada e triste novamente, com medo de ter perdido a melhora que estava sentindo. Amanhã espero amanhecer melhor pra ir trabalhar. Um dia de cada vez!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Anny

      Esses altos e baixos são normais na primeira fase do tratamento, sem falar que você ainda se encontra praticamente na primeira semana, portanto, não se preocupe. O nó na garganta está ligado aos efeitos adversos do medicamento. Nessa fase o seu organismo ainda está lutando contra a nova substância. Verá que não há nada de grave consigo. Procure manter seus pensamentos positivos e joga fora todos os pensamentos negativos que aparecerem. Continue POP, amiguinha, pois tudo isso irá passar.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  21. Edu Silva

    Lu
    Estou usando o Escitalopram há 17 dias. Não está sendo fácil, ainda estou muito ansioso e também sinto uma pressão forte do lado direito da cabeça, como havia descrito no meu comentário anterior. Comecei com 5 mg por 10 dias e tem 7 dias que estou com 10 mg. Alguns efeitos colaterais já desapareceram e parece que eu já estou sentindo que estou raciocinando melhor. Tento ser POP, mas está sendo bem difícil.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Edu

      Você começa a deixar a fase sofrida da medicação. Logo estará sentido os benefícios esperados. Tenha mais um pouco de paciência, amiguinho. Assim que firmar na dosagem correta, seu organismo voltará à normalidade. Para ficar mais tranquilo quanto aos efeitos adversos, comece a contar as três semanas a partir do aumento da dosagem. Continue POP e trazendo-me informações.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  22. Anny Carina

    Lu

    Hoje acordei bem ansiosa, mas coloquei na minha cabeça que tinha que ir trabalhar, e assim fui, com dificuldade, havia momentos em que estava mais ou menos e outros bem ansiosa, querendo ir embora, mas consegui levar a manhã.

    À tarde fui a minha consulta marcada com o psiquiatra, e foi ótima! Como eu disse, ele é maravilhoso, passamos mais de uma hora na sala, contei tudo o que estava se passando, ele me tirou todas as dúvidas e me acalmou bastante. Mostrou que na verdade eu estava fazendo muita coisa errada, por exemplo: tomando uma dosagem abaixo do que é chamada sendise terapêutica, e sem acompanhamento, não estava tendo um horário fixo pra tomar a medicação, tomava sempre pela manhã mas em horários diferentes, e também que esquecia bastante. Já cheguei a passar 4 dias sem tomar, enfim.. Meio que eu que procurei a crise!

    Ele me acalmou bastante sobre manter a mesma medicação e dosagem até domingo. Caso até lá ainda não me sinta bem, devo aumentar, mas estou bem mais calma, acho que não será preciso. Disse pra, pelo menos nesse início, tomar o alprazolam pra conseguir dormir, pelo menos nessa semana. Não corro o risco de vício, pois minha dosagem já é baixa. Pretendo tomar até a sexta-feira e no fds (???) paro pra ver como vai ser. Mês que vem voltarei pra ele ver a diferença. Ainda me deu 3 caixas (1 em comprimido e 2 em gotas) da medicação que estou tomando (exodus), ou seja, não vou precisar comprar o remédio por uns meses, e o mesmo é bem caro pro meu orçamento atual. O que ele me deu de medicamento já passa do valor da consulta. Ele sempre costuma dar os remédios para os pacientes. É um anjo que tem me ajudado e me deixado segura!

    Lu, eu lhe manterei informada, pode deixar! Um abraço a você e a todos que acompanham o blog.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Anny

      É muito bom receber notícias tão encorajadoras suas. Como vê, tudo está caminhando para dar certo. Agora é ser POP (paciente, otimista e persistente). Lembre-se de que é muito importante viver apenas um dia de cada vez. Também me conforta o fato de saber que você encontrou um psiquiatra extremamente humano – coisa difícil de se ver nos dias de hoje. A maioria dos médicos hoje está comprometida apenas com o enriquecimento rápido e, por isso, fazem consultas relâmpagos, sem nenhuma preocupação com o cliente.

      Os pontos que seu médico levantou sobre a eficácia do tratamento são bem importantes. Siga-os à risca. Amiguinha, uma coisa que eu queria lhe pedir é que evitasse o internetês (coisa de jovem) em seus comentários, pois muitos que aqui vêm não o entendem (fds, tbm, n, q…), certo?

      Estarei acompanhando com muito interesse seu caso. E não se sinta só!

      Beijos,

      Lu

      Responder
      1. Anny Carina

        Lu

        Tenho sido bem acompanhada e vou manter o tratamento certinho para que não ocorra recaídas como esta. Hoje consegui trabalhar o dia todo, ainda ansiosa, mas levando um dia de cada vez. Sobre a escrita, me desculpe, é o costume, risos. Fora que como escrevo pelo celular, o corretor mexe em algumas coisas. Novamente, te agradeço pelo apoio, continuarei dando notícias.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Anny

          Tenho a certeza de que logo ultrapassará esta fase ruim. Vejo que é realmente uma pessoa POP. Aguardarei com carinho o seu contato.

          Beijos,

          Lu

  23. WR

    Lu

    Hoje faz quatro meses de medicação, poucas foram as recaídas e as que tive foram relatadas aqui nesse espaço.

    O medicamento está reagindo muito bem com o meu organismo (GRAÇAS a DEUS). Após o aumento da dosagem não me lembro de ter tido crises de pânico e nem recaída da depressão, que por sinal era o que mais me incomodava. As angústias e tristezas são o pior da depressão, pois você pode ter tudo, mas parece que não tem nada. É muito difícil ter uma doença abstrata assim, pois quase ninguém vê ou acredita.

    A pessoa que tem uma doença mental necessita de medicação, pois sozinha dificilmente sairá dela. Escuto casos de pessoas que dizem que saiu da depressão sem usar remédios. Pode até ser, mas não devia estar na sua fase aguda. Hoje vivo normalmente e quem olha não diz que sou depressivo, pois a força de vontade e o fato de ter atividades rotineiras não me deixam cair na famosa área movediça da depressão.

    Não sei o que me fez ter essa doença, pois todos dizem haver o famoso “GATILHO”. Podem ser vários motivos como compreender como nós, seres humanos, somos falhos e muitas vezes não pensamos duas vezes antes de prejudicar o próximo. A depressão é, no meu caso, uma palavra difícil de se dizer. Estou agora olhando a vida com outros olhos e tendo mais paciência com as adversidades. Também não espero muito das pessoas, pois assim eu não me frustro. Sei que sou falho e imperfeito e por isso tenho que saber viver nessa selva de seres humanos.

    Desculpe-me pela a extensão do texto, pois aqui me sinto à vontade para conversar. Obrigado, Lu! Pessoas que lerem este texto, por favor, não hesitem em se tratar, procurando ajuda médica.

    Boa sorte a todos!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      WR

      Agradeço o seu carinho e gratidão por voltar aqui, mesmo quando já se encontra bem. O mais comum é a pessoa desaparecer totalmente quando já se sente curada, só reaparecendo quando vitimada por uma nova crise. Pouquíssimos são aqueles que retornam quando estão bem. Mas levo em conta o seu conselho: “Também não espero muito das pessoas, pois assim eu não me frustro”.

      O seu comentário é muito importante, pois traz esperança e coragem para aqueles que se encontram no início do tratamento, passando pelos efeitos adversos, ainda achando que não irão melhorar. Palavras como as suas funcionam como bálsamos. Obrigada de coração!

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. WR

        Lu
        Os comentários positivos ajudam os que não acreditam na medicação.

        Acho injusto vir aqui só para falar das crises, pois, afinal, a melhora também tem que ser compartilhada. Sempre estou visitando sua página, pois foi aqui que li comentários filtrados sem ter pessoas que aproveitam da situação nesses momentos de distúrbios, falando baboseiras.

        O começo do tratamento é muito difícil mesmo, pois os sintomas variam de pessoas para pessoas, no meu caso foi ‘’PUNK’’ o início. Você disse que ´seu clínico geral ou dentista, passam a medicação, vou ver se meu dentista também passa. Afinal as conversas com os psiquiatras não são produtivas, pois eles fazem as mesma perguntas. Entendo que só estou indo ali buscar a receita médica.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          WR

          Se a pessoa está se sentindo bem, não vejo a necessidade de pagar uma nova consulta com o psiquiatra apenas para pegar uma receita. Qualquer clínico geral poderá dar ou até mesmo o dentista. Basta levar a cópia da receita anterior.

          Agradeço a sua participação nos comentários e presença constante neste espaço.

          Abraços,

          Lu

  24. Anny Carina

    Lu

    Venho acompanhando seu blog após uma pesquisa sobre escitalopram. Vou tentar resumir minha história.

    Uns 10 anos atrás tive depressão, ansiedade e síndrome do pânico, sofri muito até ser tratada com terapia e medicação, fiquei boa e parei devidamente. Mas cerca de 3 anos atrás, depois de muito estresse e demissões no meu trabalho, voltei a ter crises de ansiedade. Corri pro psiquiatra que logo me receitou escitalopram. Tomei o medicamento e voltei a ficar boa, mas sempre tendo recaídas em momentos difíceis, tendo que aumentar a dose. Já cheguei a tentar o desmame 2x sendo que voltava a me sentir mal e o médico voltava com a dosagem e eu ia melhorando.

    Por situação financeira parei de ir ao psiquiatra há uns 6 meses e estava melhor. Como estava me sentindo bem, fiquei tomando metade do comprimido (por mim mesma), passei até um tempo bem, com uns sinais de recaídas e depois melhorava e assim ia seguindo.

    Um dos meus problemas é que sempre q fico doente, por mais simples que seja o problema, até uma dor de garganta eu levo pro pior, acho que é algo grave e aí tudo piora. Na semana passada senti muitas dores no estômago. Achei que é algo grave e entrei numa baita crise, consegui trabalhar até sexta-feira com dificuldade. No sábado, achando que ajudaria, voltei a tomar o comprimido completo e o foi péssimo. Passei a manhã numa emergência psiquiátrica do SUS, que me deixou mais abalada. Já consegui marcar o meu psiquiatra. O médico do SUS recomendou tomar o de 10 mg até meu médico ver o que fazer. Mas estou desesperada, não vou conseguir ir trabalhar, o que me deixa pior e morrendo de medo de me prejudicar no emprego. Estou sem comer direito, ficando fraca e passando mal quase que o dia todo! Apesar de ter passado por isso muitas vezes, sinto como se não houvesse melhora e fosse o fim!

    Tenho 27 anos. Moro com meus pais, sendo que meu namorado e minha irmã me dão muito apoio. Meu psiquiatra me passa alprazolam 0,5 pra tomar em caso de crises, mas prefiro não tomar com medo de viciar, só tomo em casos extremos. Ontem mesmo o médico me recomendou tomá-lo. Estou tão mal quem nem força para chorar eu tenho. Só consigo passar mal o dia todo. Nao sei nem o que falar mais, estou bem mal!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Anny

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinha, a depressão, na maioria das vezes, costuma desaparecer por um tempo e depois voltar. Sempre que o organismo acostuma-se com o antidepressivo faz-se necessário que o psiquiatra aumente a dosagem ou mude para outro medicamento. E viver em tempos tão difíceis como o que ora vivemos em nosso país tem afetado muita gente. O número de pessoas com problemas mentais só tem aumentado. E muitos doentes não têm levado o tratamento adiante em razão do alto preço das consultas e dos medicamentos, sem falar na dificuldade de serem atendidos pelo SUS. Aconselho-a a buscar uma unidade do SUS perto de sua casa, pois uma vez que ali tiver sua ficha, terá mais facilidade de ser atendida. Também poderá receber o antidepressivo (não sei qual). Tenho uma amiga que recebe seu medicamento via SUS, sem ter que pagar por ele. O que não pode é ficar sem o tratamento, pois as crises só tendem a ficar mais constantes e mais fortes.

      Anny, diminuir a dosagem não fará nenhum efeito, uma vez que o organismo já se acostumou e necessita de uma dose maior. A diminuição só é feita quando o médico pede o desmame. Fora disso é jogar dinheiro fora. Não acho que a ida ao psiquiatra de dois em dois meses seja necessária, pois o gasto é muito grande. Eu mesma só retorno ao meu médico quando sinto que a minha depressão está voltando, ou seja, que o medicamento não está mais fazendo efeito. No caso, ou ele aumenta a dosagem ou muda de medicamento. Fora disso consigo a receita com meu clínico geral ou com o meu dentista (os postos de saúde também dão). É inaceitável pagar para receber apenas uma receita, quando se vive em tempos de crise.

      Amiguinha, nós, depressivos, temos uma tendência muito grande à somatização (ver artigo no Google), transformando qualquer sensação ruim em doença. Nossa mente fragilizada leva-nos constantemente a fazer mil e um exames, quando na verdade tudo não passa de “miragem”. Uma vez que tomamos consciência de tal tendência, precisamos racionalizar mais, não dando muita importância às nossas miragens para que não venhamos sofrer desnecessariamente. Existem ainda aquelas pessoas que mesmo tendo os exames negativos, insistem em dizer que eles estão errados. Temos que fazer uso de nossa sabedoria e não permitir que nossa mente doente transforme-nos em escravos. Quando algo semelhante me acontece, eu sempre digo para mim mesma: “Caia na real e não se deixe escravizar por sua mente, mulher!”. Logo acabo me esquecendo da minha preocupação e aquilo acaba passando. Portanto, minha querida, aprenda a reconhecer as suas fraquezas e procure aumentar a sua capacidade de reagir a elas. Saiba que o medicamento não faz milagres, sendo responsável apenas por uma parte do tratamento, cabendo a outra a você. Mudar a nossa maneira de ver a vida e viver apenas um dia de cada vez são os maiores passos para o nosso tratamento.

      Anny, sei que é difícil trabalhar quando nos encontramos em crise. Sei também que não se pode brincar com o emprego em tempos de crise aguda, principalmente quando se tem um governo totalmente irresponsável, sem nenhum traquejo para o exercício do cargo. Não sabemos o que virá pela frente. Se as consultas médicas estão caras e os remédios mais ainda, recorra ao SUS (sei como é sofrido fazer isso), mas não fique sem tratamento.

      O fato de estar sem apetite pode ser também um efeito adverso do medicamento aliado à sua preocupação. Assim que o psiquiatra resolver como será seu tratamento, tudo voltará ao normal. Não se preocupe! Todos passam por isso, minha lindinha! Mesmo que esteja com dificuldades para comer, tome vitaminas, chás (camomila, melissa, maracujá ou erva-cidreira), sucos e sopa. Não pode ficar sem comer, o que só agravará sua saúde. Quanto ao alprazolam, tome apenas quando for muito necessário, pois esse tipo de medicamento causa dependência e esquecimento.

      Anny, é duro passar pela depressão quando se é tão jovem. Se ler os comentários (há diversos textos com comentários) verá que há pessoas ainda mais jovens (16, 18, 20, 22 anos) na mesma luta. O importante é ser POP (paciente, otimista e persistente). Há melhoras, sim, para todos nós. É para isso que existem os antidepressivos… Eles nos ajudam a ter uma vida com qualidade. Coragem, minha amiguinha! Você irá superar tudo isso! O apoio de seu namorado e irmã é fundamental para o seu tratamento. Agora poderá incluir o meu também. Estarei sempre aqui…

      Menininha, por que motivo chorar? Você é jovem e inteligente, vivendo numa época em que as doenças mentais podem ser tratadas. Imagine como viviam pessoas como nós na Idade Média? Hoje só temos que agradecer à Ciência. Cada dia que ponho meu comprimidinho na boca eu digo: “Agradeço por você existir!”. Vamos lá, acredite na sua capacidade de reagir, de enfrentar esta doença que acomete até crianças. O nosso otimismo é muito importante para a nossa cura. Nossa vida tem as cores que damos a ela. Vou lhe enviar o link de uns textos que irão ajudá-la muito.

      Não suma, amiguinha!

      Beijo,

      Lu

      Responder
      1. Anny Carina

        Lu

        Muito obrigada pelas palavras de conforto e pela paciência em ler todo o meu comentário, ver o meu desespero e responder a ele, obrigada mesmo!

        Ontem, depois da crise, eu me senti um pouco melhor no resto do dia, porém, hoje acordei do mesmo jeito de ontem, na verdade só dormi 3h, o que me deixou exausta, com sono e muita ansiedade, batendo se novo o desespero. Reluto muito em tomar o alprazolam, pois sei que vicia e não quero mais esse “problema”, mas creio que terei que tomar pra dormir, pois ficar sem dormir potencializa todos os meus sintomas.

        Acabei de voltar da terapia, o que me acalmou um pouco, e amanhã tenho o psiquiatra emuitas perguntas, pois meu maior desespero no momento é o remédio não estar funcionando mais. Fico desesperada só em pensar em trocar. Apesar dessa recaída ter sido mais por falha minha ao tomar o antidepressivo sem acompanhamento, mudando por mim mesma a dosagem e esquecer de tomá-lo. Sempre penso o pior, penso que apesar disso, não foi por isso que tive recaída, e sim que ele não está mais funcionando. Preciso tanto mudar esses meus pensamentos negativos automáticos!

        O meu psiquiatra é uma pessoa maravilhosa, não é daqueles que não querem saber nada sobre a pessoa, só passam a receita e pronto. A consulta com ele é bem demorada, ele quer saber tudo, avaliar tudo, e isso me ajuda bastante. O valor, por ser em uma casa de apoio, também é mais em conta. Enfim… vamos tentando levar um dia de cada vez, apesar de ser muito difícil!

        Novamente muito obrigada pelo apoio, e pode deixar que não vou sumir, prometo sempre dar meu relato aqui. Beijos a você e a todos que acompanham o blog que tem muita história linda de superação.

        Fiquem com Deus!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Anny

          Estou sentindo seu comentário de hoje bem mais positivo. É assim mesmo que deve ser, amiguinha, pois o nosso otimismo é muito importante para o tratamento. Fico tranquila ao saber que possui um psiquiatra muito bom, pois um bom profissional em nossa vida faz toda a diferença. Quanto aos pensamentos ruins, assim que a medicação estiver de acordo com as necessidades de seu organismo, eles desaparecerão. Fique tranquila! Se houver necessidade de aumento na dosagem ou troca que assim seja feito. Confie no seu médico, pois ele sabe o que é melhor. Estarei aguardando informações sobre seu retorno ao psiquiatra.

          Beijos,

          Lu

  25. Ramon

    Lu,

    Obrigado pelo acolhimento e carinho, você é uma pessoa de muita luz.

    Infelizmente temos que passar por algo para aprender e acabei aprendendo da forma ruim. Nunca se deve parar um tratamento tão importante sem orientação médica. Hoje, graças a Deus, acordei mais disposto, fiz algumas coisas de casa, consegui ir ao mercado e os efeitos não foram tão intensos.

    Vou mandando notícias…

    Obrigado pelos links enviado! Já estou lendo…

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Ramon

      Você não teve culpa alguma por ter parado antes do tempo. O importante é daqui para frente. Pressinto que você é uma pessoa muito responsável no que faz e logo terá atravessado os maus bocados da fase inicial. Ainda que acorde um dia ou outro indisposto, não se preocupe, pois isso é inerente à vida de todo ser humano. Procure ser POP (paciente, otimista e persistente), vivendo apenas um dia de cada vez. Continue acompanhando os artigos publicados no nosso site.

      Um grande abraço,

      Lu

      Responder
  26. Wellington

    Lu

    Faz muito tempo que não escrevo para falar como estou. Antes de falar sobre isto, quero agradecer de coração suas palavras de apoio e carinho e por ceder este espaço para nós, portadores de distúrbios psicológicos. Obrigado por existir e ser tão próxima de nós, mesmo que virtualmente. Pode contar comigo também.

    Algumas coisas mudaram para melhor, outras continuam como antes, mas já estou acostumado com elas. A primeira coisa foi que depois de me queixar com relação aos tremores musculares e zumbido na cabeça, voltei à psiquiatra. Ao chegar lá, eu tentei (sim tentei, porque ela não deixou) explicar o que acontecia e o que deveria fazer. Ela simplesmente me mandou trocar do escitalopram para o citalopram sem explicar o motivo exato. Só me disse para tomar e voltar depois de um mês. E lá vai eu com um monte de receitas de remédios sem saber exatamente o motivo. Obviamente não gostei da forma que foi feito. Porque trocar um remédio mais novo por sua versão mais antiga sem sequer explicar o motivo.

    Resolvi trocar de psiquiatra. Pesquisei bastante e fui em um particular bem conhecido. Infelizmente ou felizmente ao chegar já notei a diferença, desde o ambiente de recepção até o tratamento das pessoas comigo. Ao passar na consulta, outra coisa muito diferente, expliquei tudo que aconteceu comigo/acontece e o ele explicou tudo que estava acontecendo comigo, desde como o cérebro de um ansioso funciona até como a evolução, a sociedade, nossos costumes forma que fomos criados fazem sermos especiais. Foram 2 horas de sessão que valeu por todas as outras sessões que passei com a psicóloga. Além de dias, WhatsApp direto com o doutor para tirar dúvidas, dicas de alimentação, etc. Ele gravou toda a sessão para consultas posteriores.

    Ele me disse sobre a medicação que os efeitos são mínimos e que não devo trocar de medicação para voltar toda a fase de adaptação novamente e não saber se meu corpo irá assimilar bem a nova medicação. Ele pediu apenas para usar o Lexapro no lugar do Exodus, pois para ele é a formulação original. Agora quem ler esse comentário se perguntar, por que infelizmente? Porque a impressão que eu tenho é que um médico conveniado, só quer saber de atender a maior quantidade de pacientes possíveis e não se importa muito com seus problemas, simplesmente passa a medicação e pronto. Espero que tenha sido apenas uma infelicidade minha com a médica.

    Bom Lu é isso, sigo firme e forte com meu tratamento e não tenho mais crises. E agora eu vou trabalhar para arrumar minha mente com a terapia cognitiva também.

    Um forte abraço.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Wellington

      Como é bom ter notícias tão boas a seu respeito. Está aí a prova de que o tratamento vale a pena. Ainda me lembro do modo como chegou aqui. Sei que você levou a sério o seu comportamento POP (paciência, otimismo e persistência).

      Amiguinho, os médicos, em sua maioria, só se preocupam com dinheiro. São poucos aqueles que realmente seguem o juramento feito, coisa que hoje até parece fora de moda. Quando vou a uma formatura, morro de rir das palavras do juramento. O importante é procurar um que nos faça sentir como ser humano. Eu mudo quantas vezes for necessário. Não fico com alguém que não me passa credibilidade. Continuo usando o genérico que se encontra mais barato. Não acredito nessa de medicamento original (veja o caso do Prozac). Se você não tem problema em pagar um preço maior, siga a orientação de seu médico.

      Não suma, pois já estava a perguntar-me por você. Gostaria imensamente de contatar cada um de vocês, mas são tantos… E ainda respondo diariamente a muitos comentários. Portanto, sempre espero que comentem aqui, dando-me notícias.

      Grande abraço,

      Lu

      Responder
  27. Ramon

    Lu

    Há algum tempo sofro com crises de pânico, mas não entendia muito bem do que se tratava. Chegava ao pronto socorro muito mal, até que fui atendido por uma doutora que estava estudando psiquiatria e pediu que eu procure um psiquiatra. Acabei procurando e descobri o transtorno do pânico e ansiedade.

    Iniciei meu tratamento em dezembro/18 do ano passado com ESCITALOPRAM. Não tive reações fortes, passou-se 1 mês e eu estava super bem, as crises tinham cessado, ou vez ou outra tinha alguma coisa, mas em relação as crises constantes que tinha estava muito bem.

    Sinta o meu problema: Eu me sentindo bem, decidi por conta própria deixar de tomar as medições (há cerca de 1 mês) e essas semanas foram as piores da minha vida, estive quase todos os dias no pronto socorro, sendo medicado, com muita angústia, coração acelerado, pressão alta e aquela sensação de morte. Consegui um encaixe com a psiquiatra e estou iniciando meu tratamento novamente. Hoje é meu 2º dia tomando medicação, porém desta vez estou sentindo muito os efeitos colaterais… tontura, enjoo, inquietação, falta de apetite, moleza… Pesquisando na internet sobre os sintomas que estava sentindo achei essa página e comecei ler os comentários e de verdade me sinto tranquilo, encontrei pessoas que sentem o mesmo que eu, que têm efeitos iguais aos meus e o mais importante: pessoas que passaram por tudo isso, foram POP e estão bem hoje.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Ramon

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, infelizmente os médicos não alertam os pacientes sobre o perigo de parar abruptamente o tratamento, sem o consentimento deles. A culpa não foi sua. Trata-se na verdade de falta de orientação médica. Agora que sabe, tenho a certeza de que não fará mais isso, pois a recaída tende a ser muito sofrida.

      É muito comum a pessoa voltar a usar uma determinada substância (antidepressivo), parar e, ao retornar a ela, sentir os efeitos adversos com mais intensidade. Todos os sintomas falados dizem respeito aos efeitos adversos. Mas não se preocupe, você irá superar essa fase ruim que normalmente dura cerca de três semanas. Vou lhe enviar links de alguns textos que irão ajudá-lo muito. Continue POP (paciente, otimista e persistente) e logo estará bem. Continue em contato comigo e não se sinta só, pois este cantinho tem por objetivo ajudar as pessoas com transtornos mentais. Fale dele para que estiver passando por isso.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  28. Danilo Pinho

    Lu

    Tenho síndrome do pânico. Fazia acompanhamento de 3 em 3 meses. Minha última dosagem a tomar o remédio foi exitalopram 10 mg e alprazolam 0,4 mg. Há 3 meses tirei essa medicação por conta própria, achando que já conseguia viver sem ela. Estou sentindo que o pânico está voltando. Não tão forte, mas está. Posso voltar a tomar a mesma dosagem de quando parei?

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Danilo Pinho

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, o antidepressivo jamais deve ser retirado sem o parecer médico, lembre-se disso. Infelizmente a SP (Síndrome do Pânico) pode desaparecer por um tempo e depois retornar, devendo a pessoa voltar ao medicamento. O ideal é que você fosse ao psiquiatra para avaliar seu quadro, mas, na impossibilidade, poderá voltar à dosagem que tomava antes. Aconselho-o a usar o alprazolam somente quando for extremamente necessário, pois esse remédio causa dependência e outros problemas à saúde. O ideal é não usá-lo. Lembre-se também de que poderá ter transtornos adversos ao retornar ao medicamento, mais isso logo passará. O importante é ser POP (paciente, otimista e persistente).

      Volte para dizer como foi o retorno ao medicamento.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  29. Edu Silva

    Lu

    Sempre fui uma pessoa ansiosa. Hoje estou com 37 anos e desde os 22 minha ansiedade é muito forte. Fiz tratamentos com vários neurologistas e nunca descobriram nada de sério.

    Eu sinto muita pressão do lado direito da cabeça. Nos últimos meses a ansiedade está quase insuportável. Procurei um psiquiatra que, após uma longa conversa me diagnosticou com TAG e me receitou Escitalopram. Faz 4 dias que estou tomando 5mg. Não está sendo nada fácil, parece que a ansiedade deu uma aumentada. Estou suando e ainda mais agitado, mas vou seguir firme pois os depoimentos são bem animadores.

    Abraços

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Edu Silva

      Seja bem-vindo a este cantinho. Sinta-se em família.

      Amiguinho, a ansiedade quando excessiva é realmente uma doença que precisa ser tratada antes que leve a pessoa a ser acometida por outros males. O diagnóstico das doenças mentais são sempre difíceis, mesmo. Talvez seja por isso que o seu tenha demorado tanto. A pressão de seu lado direito, sem que tenha encontrado nada nos exames que fez, é um indicativo do alto grau de ansiedade em que se encontra. Mas não se preocupe mais com isso, uma vez que seu psiquiatra diagnosticou-o com TAG. Agora é fazer o tratamento direitinho para ter uma vida com qualidade.

      Todo antidepressivo traz efeitos adversos no início do tratamento. Trata-se do organismo tentando se defender de uma substância estranha a ele. Algumas pessoas sentem mais, passando inclusive a sentirem-se piores do que antes de dar início à medicação. Contudo, após cerca de três semanas tudo isso passa, surgindo os bons efeitos. É preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). Eu mesma uso o oxalato de escitalopram há cerca de quatro anos e sinto-me muito bem. Não se assuste, tudo irá dar certo e sua vida melhorará imensamente.

      Não se sinta só. Continue me contando como anda seu tratamento.

      Abraços,

      Lu

      Responder
  30. Cris Costa

    Lu,

    quanto tempo eu pensei que até você não estava mais conversando e nos ajudando. Eu estava bem até um mês atrás,aAté minha mãe ficar doente e precisar de uma cirurgia de cataratas. A operação é muito cara e temos que esperar pelo posto de saúde. Estou com crises de ansiedade, muito desânimo e medo. Só não entendo o porquê, se estou tomando a medicação certinha. Às vezes tomo revotril de dia para amenizar os sintomas apesar de eu ter me tornado dependente desse remédio, infelizmente. Fico sonolenta e então achei melhor não tomar. Amanhã tenho consulta com a psiquiatra que me trata faz 8 anos.O que será que ela vai fazer: trocar o remédio, aumentar a dose? Olha o tamanho da ansiedade. Estou com medo Lu, tenho netas lindas que precisam de mim e uma filha que cobra minha presença.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Cris

      Eu nunca me esqueço de vocês. Tenho a maior preocupação em responder cada comentário. Às vezes, em razão do excesso de trabalho, costumo atrasar um pouco, mas nunca deixo sem resposta, minha linda.

      Amiguinha, a ansiedade excessiva é uma grande inimiga, pois é capaz de encher a nossa cabeça com coisas pequenas que se transformam em monstrengos. Postarei um texto muito bom sobre o assunto amanhã. Não deixe de ler. Quando à cirurgia de catarata de sua mãe, não há motivo para preocupações, pois ela pode esperar. A catarata aparece com a idade e uma raspagem resolve o problema. Fique tranquila.

      Cris, é comum, depois de um determinado tempo, o antidepressivo acostumar-se com o nosso organismo. Quando isso acontece o psiquiatra tanto pode aumentar a dosagem ou mudar para outro medicamento. Ele fará uma avaliação e optará por aquilo que for melhor. Isso já me aconteceu inúmeras vezes. Quanto ao rivotril, aconselho-a a usá-lo só quando for extremamente necessário, pois, a longo tempo, esse remédio faz mal, inclusive provocando esquecimento.

      Saiba, amiguinha, que sua filha e suas netinhas irão continuar tendo você. Expulse os pensamentos ruins e fixe-se nas coisas boas. Aguardo o resultado de sua consulta. Não deixe de contar-me como foi.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  31. Cris Costa

    Lu,

    faz faz tempo que tomo exodus. Minha minha mãe ficou doente e me sinto ansiosa e triste, mas isto faz parte da vida, não é? Espero que isso não tenha nada a ver com depressão.

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Cris

      Ainda que tomemos antidepressivo, nossas emoções continuam conosco. O medicamento apenas nos ajuda a equilibrá-las. É natural que você se sinta ansiosa e triste com a doença de sua mãe. Não se preocupe. Se necessário, volte ao seu psiquiatra, pois talvez um aumento na dosagem possa ajudá-la mais nessa fase ruim que atravessa.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  32. WR

    Lu

    É sempre bom voltar boas notícias!

    Faz dias (cinco dias) que aumentei a dose, após o retorno médico. A medica pediu para aumentar 10 mg, entretanto aumentei 5 mg e obtive melhoras sem efeitos colaterais (por enquanto), ou seja, estou com 35mg de Paroxetina, caso me senta mal de novo, jogo a dose para os 40 mg, (espero que não precise). O ruim de tudo isso é saber controlar a dose, pois os comprimidos vêm com 20mg de fábrica.

    A depressão está controlada, mas não entendo o porquê tive aquela recaída que me fez voltar às pressas ao médico. Não sei se foi algo psicológico que me fez ter aquela recaída ou era necessário aumentar a dose como de fato foi feito. Ainda sou novo neste mundo depressivo e tudo acaba me assustando, pois não sei se é normal esses altos e baixos, mesmo usando a medicação e, por isso, sempre venho aqui pedir opiniões de pessoas mais experientes nessa patologia.

    O falecido BOECHAT disse em uma entrevista que quem tem depressão acaba conhecendo o inferno, pois ele também tinha essa doença. Ele estava certo, Deus que me livre dizer isso. Graças a Deus existem esses remédios, pois sem eles não sei como seriam. Há dias em que levantar da cama é um sacrifício, mas de fato é o que a doença quer.

    Ainda bem, graças ao bom Deus, consigo fazer tudo que sempre fiz, entretanto, o preço nem sempre é fácil.

    Boa sorte a todos!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      WR

      O nosso organismo, depois de um tempo, acostuma com o antidepressivo, deixando esse de fazer o efeito desejado. O que o médico faz é aumentar a dosagem, mas quando isso não mais efeito, o jeito é mudar para um outro medicamento. O que aconteceu no seu caso é que a dosagem usada não estava mais fazendo efeito. Quanto ao controle da dose, quando se tem comprimido, você poderá comprar na farmácia há um fracionador de comprimidos.

      Amiguinho, o levantar-se de manhã é a parte pior do dia para quase todas as pessoas que lidam com a depressão, mas à medida que o dia vai passando, a melhora vai chegando. E quando os dias são chuvosos ou nublados essa sensação existencial é ainda maior. Por isso, nos países nórdicos (seis meses de sol e seis meses sem), a depressão é praticamente uma epidemia. O sol é nosso aliado. E assim como você, sempre digo: benditos sejam os antidepressivos…

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. WR

        LU

        Não sei se foi um estado de desânimo emocional ou a necessidade de aumentar a medicação como de fato foi feito. Irei à farmácia comprar esse dosador.

        Levantar-se tona um grande sacrifício e, como você disse, ao longo do dia isso vai passando e o dia vai ficando agradável. Espero ter um bom relacionamento com esse medicamento e que ele fique até o final ou tempo necessário, pois trocá-lo exigiriam novos sacrifícios. Minha vida é muito corrida assim como a de muitos por aqui e não posso parar, pois tenho filhos e esposa que dependem de mim. Se eu parar eles param juntos. Não é fácil, mas me sinto feliz em estar bem e o remédio ter voltado a agir, (GRAÇAS A DEUS).

        Quando parei pela primeira vez no trabalho, devido a essa doença tive, tive que falar para o meu superior o que estava acontecendo e após isso vi que as coisas mudaram, pois a depressão é vista com maus olhos para quem não a tem. Não posso mais faltar para fazer novos testes de medicação, pois no começo isso derruba, nos primeiros dias lembro-me que fiquei umas ou duas semanas sem reação alguma, parecendo um ZUMBI.

        Sem saúde não somos nada e por mais que eu tenha bastante tempo de casa, acabei me sentindo ameaçado no meu trabalho por ter essa doença. Voltar a estudar e procurar algo estável, pois sem saúde e sem emprego a situação pode piorar.

        Grande abraço!

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          WR

          Ainda existe muita incompreensão no que diz respeito aos transtornos mentais. Os dirigentes e a mídia deveriam trabalhar melhor este assunto, a fim de desmistificá-lo, pois trata-se de um assunto de extrema importância, uma vez que essas doenças crescem em todo o mundo.

          Muitas vezes nós, portadores de depressão, tendemos a creditar a ela todos os nossos desânimos, o que nem sempre é verdade, principalmente vivendo num país desequilibrado e que não nos passa nenhuma forma de segurança. Todos vivemos em constante interrogação sobre o que pode acontecer em nossa vida e isso traz muitos danos à nossa saúde. Estou acompanhando agora a tal reforma da Previdência que privilegia os ricos e arregaça os trabalhadores e desfavorecidos. Essa insegurança traz grandes danos à nossa saúde. Portanto, nem tudo que acontece com o nosso emocional está ligado meramente à depressão. E realmente, nestes tempos de “salve-se quem puder” todo cuidado é pouco no emprego.

          Amiguinho, saber que você vem melhorando cada vez mais é um ótima notícia. Continue POP. Quanto ao dosador, ele é para partir comprimidos. Aguardo novas notícias.

          Abraços,

          Lu

  33. Tereza Rayol Autor do post

    Lu

    Realmente aquelas dores abdominais terríveis que eu sentia eram mesmo tudo obra da tag e da depressão. Foi muito difícil, pois eram dores insuportáveis e vinham se entendendo desde novembro até metade de janeiro deste ano.Fiz exames que descartaram doenças de abdome e isso me deixou mais calma.

    Hoje me sinto um pouco melhor apesar dos demorados 7 meses pra sair da fase crítica, mas creio que as coisas não saiam do zero devido aos transtornos da vida que enfrentei durante o retorno do tratamento… um agravante após outro.

    Fui a outra psiquiatra e ela me disse que um segundo episódio da doença e bem mais dificil de tratar, leva mais tempo pra remir os sintomas. Ainda sinto algumas coisas, sim, mas não tanto como antes. Já saio de casa sem me sentir tão mal, consigo ficar em alguns locais por mais tempo, porém ainda ando acompanhada. Cheguei a pensar na troca da medicação, mas resolvi insistir e acreditar e está dando certo. Espero melhorar ainda mais até conseguir recuperar minha vida e ter a independência que eu tinha antes.

    Agradeço a Deus, em primeiro lugar , e a você, Lu, por sua disposição em nos ajudar neste cantinho abençoado que visito todos os dias. Aos amigos que sofrem do mesmo mal tenho a dizer que perseverem, a melhora pode vir logo assim como pode também demorar, mas ela vem. Não desistam e de forma alguma abandonem o tratamento.

    Beijos

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Tereza

      Tudo irá ficar bem, conforme você mesma diz aos nossos companheiros de luta:

      “Aos amigos que sofrem do mesmo mal tenho a dizer que perseverem, a melhora pode vir logo assim como pode também demorar, mas ela vem. Não desistam e de forma alguma abandonem o tratamento.”

      Continue escrevendo e contando-nos como está indo seu tratamento.

      Beijos,

      Lu

      Responder
  34. Tereza Rayol

    Lu

    Aquela dor abdominal que eu senti nos meses de novembro, dezembro e até início de janeiro deste ano e que eu me queixei pra você era psicossomática, tudo obra da depressão e tag. Posso dizer que depois de 7 meses de uso do meu antidepressivo já estou vendo uma pequena melhora. Fui a uma outra psiquiatra e ela me disse que um segundo episódio de depressão é bem mais delicado de tratar, pois parece ser mais resistente e leva mais tempo pra melhorar.

    Ainda sinto mal-estar e desânimo às vezes, mas não como antes. Já consegui sair sem me sentir mal, mas ainda não saio só, mas sinto que já avancei um pouco graças a Deus e a este cantinho que todo dia visito, pois também me ajuda muito a ter paciência e crer que é possível virar o jogo a nosso favor.

    Obrigada por tudo!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Tereza

      Sinto-me feliz ao receber boas notícias suas. É assim mesmo, minha amiguinha, a batalha vai dando seus frutos aos poucos. O importante é manter-se POP (paciente, otimista e persistente). Sei o que é depressão, pois essa é uma herança em minha família materna. Essa doença atinge cada vez mais um número maior de pessoas em todo o mundo e são muitas as razões para isso, além da causa hereditária, o homem vem perdendo o contato com as coisas simples da vida.

      Amiguinha, nós, depressivos, temos que ter consciência de nossa capacidade para criar doenças psicossomáticas, pois nossa mente é por demais fantasiosa. Quando elas aparecem, o melhor a fazer é buscar um médico e fazer os exames pedidos, a fim de tirarmos qualquer tipo de preocupação da cuca. Quanto a uma segunda crise de depressão sua médica está certa, pois até o antidepressivo demora a fazer efeito. Nossa luta é diária, minha amiguinha, mas temos força para isso.

      Tereza, nesse mundo louco em que vivemos, dominado pelo TER em vez do SER, o desânimo e a tristeza vêm sendo comuns na vida das pessoas. Isso para nós depressivos, portadores de muita sensibilidade, pesa muito mais. Portanto, é necessário que sempre busquemos racionalizar os acontecimentos de modo a não nos deixarem para baixo. Isso é para mim uma luta diária, minha querida. Temos que desenvolver uma teia protetora em torno de nós, fortalecer nossas raízes, fazer o que está ao nosso alcance e seguir adiante sem medo, pois nós temos esta força.

      Obrigada por visitar este cantinho. Você já faz parte dele.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. Mônica

        Lu
        Como suas palavras me ajudam!

        Por esses dias estou me sentindo estranha, fazia dias que não me sentia assim, sempre com sentimentos de que vai acontecer alguma coisa e que minha cabeça vai parar de funcionar. Daí procuro seu blog, leio os comentários e isso me ajuda.

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          Mônica

          É muito bom saber que este cantinho tem ajudado você, minha amiguinha.

          A sensação de que algo ruim vai acontecer e que a cabeça vai parar de funcionar faz parte de nossos problemas mentais. Somos extremamente sensíveis e tudo nos afeta. Acabei de responder a um comentário em que digo que, ainda que façamos uso de antidepressivo, continuamos tendo emoções ruins, como qualquer ser humano, pois o medicamento não nos transforma em robôs. A angústia tem sido um mal de nossos dias, principalmente para o brasileiro que vive uma crise em todos os sentidos. Imagine então como é isso para nós que trazemos a sensibilidade à flor da pele! Não são poucos os dias em que me sinto assim. Mas é preciso seguir em frente, vivendo um dia de cada vez.

          Um grande beijo,

          Lu

    1. LuDiasBH Autor do post

      WR

      Muito obrigada pela sua confiança, contudo, eu vejo o “zap” a cada dez dias, pois acho que toma muito o tempo da pessoa e o meu é muito corrido. O comentário aqui no blogue ainda é o lugar com maior visibilidade, pois estou sempre checando o espaço. Às vezes pode demorar um pouquinho em razão dos muitos comentários que chegam no dia. Espero que tenha melhorado.

      Abraços,

      Lu

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  35. WR

    Lu

    Hoje é o terceiro dia em que estou mal e desanimado. Estava tão bem que não estou acreditando que isso possa estar acontecendo. Perdi o apetite e voltei a ficar impaciente, coisas que não estavam acontecendo. Marquei às pressas uma consulta com a psiquiatra. Faz uns vinte dias que aumentei a dosagem. Será que esses efeitos estão aparecendo agora? Ou será que que ela vai aumentar a dose? Estou muito chateado, pois estava tão bem que essa recaída me deixou triste demais. Uso a paroxetina há dois meses, será que essa medicação não está sendo mais aceita em meu organismo? Queria uma opinião. Obrigado!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      WR

      Você já sabe que o antidepressivo leva cerca de três semanas para mostrar seus efeitos benéficos, normalmente. Quando se aumenta a dosagem para uma quantidade bem maior, como foi o seu caso, os efeitos adversos aparecem. O organismo reage como se fosse a primeira vez que o medicamento estivesse sendo usado e são necessárias cerca de três semanas para desaparecerem tais sintomas. Portanto, é preciso ser POP (paciente, otimista e persistente). Você já está saindo dessa fase ruim. Fique tranquilo, não se trata de inaceitação do organismo, mas de adaptação. Tudo de que precisa é confiança e otimismo.

      Abraços,

      Lu

      Responder
      1. WR

        Lu

        Fui à psiquiatra e ela me disse que pode ser a marca do remédio, pois tomo genérico. Tantas pessoas tomam genérico achei estranho ela dizer isso, enfim o que ela quis passar custa mais de R$100,00, mas no final ela decidiu aumentar a dose de: 30 mg para 40 mg e manter o genérico.

        Ela falou sobre um estabilizador de humor, mas também não quis me dar agora. Estou muito chateado, pois essa medicação e essa dosagem vinham me fazendo muito bem. Vamos começar a nova dose e seja o que DEUS quiser. Comentou também de terapia, mas já fiz e não gostei, vamos ver se acho algum terapeuta bom, pois ela disse que terapia é legal por falar de “dores”.

        Obrigado

        Responder
        1. LuDiasBH Autor do post

          WR

          Eu não acredito nessa diferença entre medicamento original e genérico, pois sempre tomo genérico (no início tomava o original) e não vejo diferença alguma, pois tem o preço mais em conta. Em relação ao medicamento que você toma, pode ler nos comentários sobre pessoas que tomam o genérico. Basta lembrar a história da fluoxetina no início, quando o original vinha com o nome de Prozac, nome esse que ninguém mais leva em conta, mas que certos médicos exigiam que se comprasse o original. Quanto ao aumento da dosagem, eu esperaria mais alguns dias (30) para ver se os efeitos colaterais passariam antes de passar para uma nova dose. Se não ocorresse a melhora, usaria a indicada.

          Existem estabilizadores da emoção que são fitoterápicos, comprados até sem receita. Por que não vai a um médico homeopata para que ele veja isso? Quanto à terapia, ela poderá fazer toda a diferença, ao tratar problemas emocionais enraizados em nossa mente. Um bom terapeuta faz toda a diferença. Tente de novo! E juntando tudo isso, não se esqueça de ser POP. Volte a ler o texto OS ANTIDEPRESSIVOS EM NOSSA VIDA.

          Abraços,

          Lu

  36. Girlane Autor do post

    Lu

    Conheci seu blog hoje fazendo uma pesquisa sobre o escitalopram e acompanhei os comentários das pessoas que fazem o uso dele. Faço uso do ESC de 10 mg por indicação da minha ginecologista, pois, como entrei na menopausa precoce, estava praticamente em depressão com tantas mudanças que aconteceram na minha vida, no meu casamento, enfim, não conseguia me adaptar. Faz 4 meses que uso um comprimido pela manhã, melhorei no caso da depressão, mas eu já sou uma pessoa bem agitada, super elétrica e percebi que depois que comecei a usar esse medicamento fiquei ainda mais elétrica, e ansiosa. É normal isso? Será que um dia essa agitação irá melhorar?

    Abraços
    Girlane

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      Girlane

      Seja bem-vinda a este cantinho. Sinta-se em família.

      Muitas vezes faz-se necessário agregar ao antidepressivo um segundo medicamento. Como você é uma pessoa ansiosa e percebeu que sua ansiedade ficou ainda pior após a medicação com o oxalato de escitalopram, aconselho-a a buscar um psiquiatra que poderá ver com mais precisão o seu caso. Talvez seja necessário até o uso de psicoterapia. Saiba que para sua agitação haverá jeito, sim, portanto, não deixe de buscar um especialista. Aguardo notícias suas!

      Abraços,

      Lu

      Responder
  37. WR

    Lu

    Aumentei a dose da PAROXETINA, conforme orientação médica. Nos primeiros dias tive alguns efeitos colaterais, mas passaram-se os efeitos e vieram os benefícios, entretanto, venho tendo desânimos e ficando com medo de ficar com falta de ar, coisas que não havia vindo sentido, pergunta: isso é normal? Ter algumas crises faz parte do tratamento? Ou tenho que relatar os sintomas para a médica? Essas recaídas acontecem ao aumentar a dose, pois sempre que reclamamos vem uma dose mais elevada da medicação? Queria saber se é normal essas recaídas, pois sou novato nesse mundo de antidepressivos e suas surpresas.

    Obrigado!

    Responder
    1. LuDiasBH Autor do post

      WR

      É normal, sim, sentir efeitos adversos ao aumentar a dose do antidepressivo, mas eles não tardarão a passar. Fique tranquilo! Contudo, se não passarem dentro de três semanas, seria bom conversar com a sua médica. O medo de ficar com falta de ar é algo que precisa superar. Procure racionalizar, dizendo para si mesmo que se trata apenas de invenções de sua mente e, portanto, não devem ser levadas em conta.

      Abraços,

      Lu

      Responder

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