STAR TREK – THE EGO

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Autoria de LuDiasBH

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“Ao criar um novo mundo com novas regras, eu podia discutir sobre sexo, religião, Vietnã, política e mísseis intercontinentais. Realmente, nós as colocamos em Star Trek: nós estávamos mandando mensagens e felizmente elas passaram pela emissora”. (Gene Roddenberry)

O visionário estadunidense Gene Roddenberry criou a mais famosa franquia de entretenimento, denominada Star Trek, que se iniciou em 1966, como uma série televisiva, que teve três temporadas (1967,1968 e 1969). Tinha como elenco principal os inesquecíveis Capitão James T. Kirk (William Shatner), comandante da nave espacial USS Interprise; Spock (Leonard Nimoy), Primeiro Oficial de Ciências e primeiro na linha de substituição no comando; Leonard McCoy (DeForest Kelley), Médico Oficial da nave; Montgomery Scott (James Doohan), chefe de Engenharia; Uhura (Nichelle Nichols), Tenente de Comunicação; Hikaru Sulu (George Takei), piloto, e Pavel Chekov (Walter Koening), piloto. Havia ainda 400 pessoas como parte da tripulação.

O mais interessante na série, conhecida hoje como Série Clássica ou Original, é que a USS Interprise tinha por objetivo o contato pacífico com habitantes de outros planetas, uma vez que fazia parte da Frota Estelar, uma armada conciliadora que servia à Federação Unida dos Planetas. Os personagens primavam pelo altruísmo, sendo a mais determinante das regras não interferir na cultura de outros mundos, a não ser quando se fizesse necessário, no sentido de preservar a vida de seus habitantes. De certa forma, os conflitos vistos em Star Trek não passavam de uma alegoria aos problemas vividos no planeta Terra, à época: guerra, paz, sexismo, racismo, religião, autoritarismo, feminismo, economia, imperialismo, liberdade, a função da tecnologia, etc.

Para o criador da série, Eugene Wesley Roddenberry, roteirista e produtor de televisão, o essencial era que essa mostrasse a possibilidade de transformação da humanidade, caso abrisse mão da violência e aprendesse com experiências do passado, como no caso dos vulcanos. A Federação Unida dos Planetas era, na verdade, o ideal almejado para a Organização das Nações Unidas (ONU).

Apesar do espírito enobrecedor da série, um paradoxo mostra-nos o quão incompreensível é a natureza humana, pois, enquanto a série Star Trek tentava mudar o nosso planeta com sua visão de amizade, generosidade, compreensão e companheirismo, uma guerra de egos ganhava vida por trás dos holofotes. Os atores, principalmente George Takei, Walter Koening e James Doohan, mostravam-se insatisfeitos com o espaço de estrela dado a William Shatner, esquecendo-se de que ele fora escolhido como personagem central de cada episódio, e não eles. De modo que, nos bastidores, a fidelidade, o companheirismo e o amor expresso ao Capitão T. Kirk nos episódios iam literalmente às favas. Ainda hoje, George Takei e William Shatner trocam farpas afiadas, uma vez que James Doohan já é falecido e Walter Koening fez as pazes com o antigo colega de trabalho. Cavalheiros mesmo, na extensão da palavra, foram DeForest Kelley, quer como o médico McCoy quer como colega, pois foi viver a sua breve vida, alheio às vaidades, também já é falecido, e Leonard Nimoy, o vulcano Spock, que continua racional e exemplarmente lógico, pois jamais permitiu que o ego tornasse-o refém. Fascinante!

4 comentários sobre “STAR TREK – THE EGO

  1. Edward Chaddad

    LuDias
    Pesquisando, descobri o site do abrigo: http://www.lardasmaezinhas.org.br/
    Não encontrei o vídeo do programa, mas foi muito emocionante. Fiquei feliz em conhecer Ivani e Ivana, duas pessoas que tem Deus no coração. Maravilha! Isto é que é dar-nos esperança de um mundo melhor. Elas já estão fazendo um mundo melhor!

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  2. Edward Chaddad

    LuDias

    “Os personagens primavam pelo altruísmo, sendo a mais determinante das regras não interferir na cultura de outros mundos, a não ser quando se fizesse necessário, no sentido de preservar a vida de seus habitantes. De certa forma, os conflitos vistos em Star Trek não passavam de uma alegoria aos problemas vividos no planeta Terra, à época: guerra, paz, sexismo, racismo, religião, autoritarismo, feminismo, economia, imperialismo, liberdade, a função da tecnologia, etc.”

    Fui fã de carteirinha, naquele tempo, desta série. Sempre que podia, assistia com muito gosto. Senti também essas mensagens, buscando melhorar o mundo. Hoje, infelizmente, na TV há aberrações que nos deixam nervosos e intranquilos, pois há exploração interminável das tragédias humanas, máxime nos programas “policiais”.

    Era tão bom se estivessem buscando transmitir mensagens de esperança, solidariedade, compaixão. Vi outro dia, coisa assim, com o programa da Eliana, no SBT, que mostrou o trabalho de Dona Ivana e Ivani, no lar das mãezinhas (acho que é este o nome), um abrigo para mãezinhas que os familiares pouco ligam. Este programa me emocionou e marcou um tento a favor do altruísmo. Gosto, também, dos programas de Geraldo Luís, na Record, nos domingos. São programas muito humanos e que mostram o lado bom das pessoas e a necessidade de darmos as mãos àqueles que necessitam.

    No último programa, fiquei emocionado com o menino Hulk. E quem não ficaria? Veja, é um bocado longo, mas vale a pena:
    http://entretenimento.r7.com/domingo-show/videos/menino-hulk-realiza-sonho-de-conhecer-jogador-david-luiz-21122014

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    1. LuDiasBH Autor do post

      Ed

      Eu tenho a série orginal da Star Trek.
      Eu gosto muito e não me canso de revê-la.
      É uma pena que não tenham continuado com ela, fazendo apenas três temporadas.
      Ainda não assisti às novas séries.

      Quanto ao programa de tv, aqui só vemos filmes.
      Cortei relações com a mídia televisiva.

      Abraços,

      Lu

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