UM POEMA PARA MICHELANGELO

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Autoria de LuDiasBH

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O artista amanheceu de amor tomado,
perdido entre blocos de mármore bruto,
escolhia aquele em que melhor pudesse
esculpir os corpos na mente projetados.

Cambaleava em meio ao calcário duro,
metamorfizado, recristalizado e forte,
lembrando-se dos milhares de homens,
que sacrificaram a vida em prol da arte.

A ferida descerrada e de dor infligida
ao braço, ainda em sangue retalhado,
era a recompensa ou talvez um insulto
a seu amor à arte no mármore talhado.

O artista, um bloco de mármore bruto,
mãos feridas e corpo  ulcerado, destarte,
Davi, Moisés e Pietá , peças já acabadas,
eram suas obras-primas de amor à arte.

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