UMA OFENSA IMÉRITA

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Autoria de LuDiasBH

raiva

A raiva chegou audaciosa e revoltada,
com o tamanho da afronta imerecida,
expulsou a paciência, antes tolerante,
para desafrontar a vil injúria recebida.

Um grito de insurreição, antes quieto,
ecoou em face da aleivosia suportada.
O frágil coração, pássaro encurralado,
investiu-se contra as paredes do peito.

Tudo fugiu da caixa dos sentimentos,
até as bonitas lembranças construídas.
A razão magoada almejou dar o troco,
ao malévolo responsável pela intriga.

Seu semblante, triste e acabrunhado,
buscou alento nas verdades da vida.
Ser humano é equilibrar as emoções,
segurando com força as rédeas da ira.

A cólera emudeceu-se com o tempo,
mergulhada em desérticos silêncios,
embrulhada num lençol de embaraço,
protegendo a vítima de tão infeliz ato.

É difícil colar cacos de afeição partida.
Cicatrizes gravam o mapa da desfeita.
Por fora, pode-se passar um corretivo,
por dentro, a alma jamais será refeita.

Nota: Imagem copiada de arquitetorobertotavares.blogspot.com

2 comentários sobre “UMA OFENSA IMÉRITA

    1. LuDiasBH Autor do post

      Mário

      Nada dói mais do que uma ofensa imerecida.
      Muitas vezes, fazemos as coisas na melhor das boas intenções e acabamos sendo ofendidos.
      Nem bem compreendemos o porquê de tal condenação.
      Resta-nos entregar ao tempo, o melhor juiz.

      Abraços,

      Lu

      Responder

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